Capítulo 12: "O beijo"
You're an exception to the rule
You're a bonafide rarity
Ele inclinou a cabeça levemente para perto dela, que sentia a respiração pesada de desejo do garoto bater contra seu rosto como uma brisa leve. Não queria fechar os olhos e sim ficar encarando aquelas íris que ficavam imensas vezes mais lindas naquela distância que se passava despercebida por alguém de fora.
You're all I ever wanted
Southern girl could you want me?
Mas ela os fechou. Molhou os lábios com a língua. E assim que o fez, os dele, quentes, tocaram o seus quase trêmulos de tanta expectativa. Seu corpo foi tomado por arrepios. Sentiu como se flutuasse em outra dimensão e espaço. Os lábios dele sugaram os dela levemente. Ela fez o mesmo, depois abriu espaço para que a língua dele se encontrasse com a sua.
O beijou ficou intenso e ele logo a prensou mais do que a física permitia na parede. Ela passou as mãos pela cintura dele. Ele tocou seu rosto, acariciando sua bochecha. Ela sentiu como desejava aquilo. Sentia correr por suas veias o desejo que alimentava sem saber de beijar Draco Malfoy. E era mesmo divino.
Southern girl could you want me?
Depois de um tempo, que fez com que todas as coisas na mente de Ginny voassem para bem longe, eles se separaram, ofegantes, mas agora não por causa de uma corrida. Aquele cansaço era bem mais prazeroso. Ela o encarou.
- Malfoy... – tentou dizer com a voz fraca.
- Me chame de Draco – sussurrou.
E colaram os lábios outra vez, cheios de desejo crescente que sentiam um pelo outro, uma coisa de outro mundo. Ela o apertou contra si. Um gemido brotou de sua boca, mas não chegou a sair para fora, por causa dos lábios grudados nos dela.
Não pararam nem um segundo, como se o mundo fosse acabar a qualquer minuto.
Então eles se separaram. Arfavam. Deduziram que nada podia ser melhor do que aquilo. Ele capturou seus lábios levemente dessa vez, deixando os olhos abertos. Suas línguas se tocaram levemente.
- Ginny? – uma voz próxima dali perguntou.
Eles se afastaram e olharam envolta. Ginny viu a silhueta de alguém se aproximar.
- Colin? – exclamou ela.
O amigo apareceu, logo atrás vinha Blaise. Os quatro de aproximaram.
- Vocês conseguiram fugir? – perguntou Ginny.
- Sim, conseguimos – disse Colin. – Que bom que não foram pegos pelos monitores.
- Hermione e Rony quase nos pegaram – disse ela.
- Nós também! – disse Blaise. – Estávamos naquele corredor, escondidos.
- E nós estávamos nesse – disse Draco.
Eles riram com a coincidência.
- Ainda estão procurando as pessoas pelos corredores? – perguntou Ginny.
- Acho que sim – disse Colin. – Seria melhor se fossemos para nossos dormitórios e fingir que não sabemos de nada...
- Concordo – disse Draco. – Isso pode ir além das detenções...
Os quatro fizeram silenciosamente o caminho até a Torre da Grifinória primeiro. Sempre olhando em volta antes de cruzar um corredor. Chegaram em frente ao quadro da Mulher Gorda. Os casais se uniram. Ginny e Draco se beijaram.
- Queria que essa noite não acabasse – sussurrou ele.
- Eu também – murmurou ela, mãos na cintura do loiro.
- Até amanhã – disse Draco.
- Amanhã? – Ginny ergueu uma sobrancelha, sorriso maroto no rosto.
- Você quer me ver amanhã, não é? – ele perguntou.
- Quero – sussurrou Ginny.
Eles trocaram sorrisos, se olhando.
- Hora de ir! – disse Colin, soltando-se de um Blaise ainda bêbado.
Ele conseguiu agarrar Colin de volta. O outro casal riu. Draco segurou o rosto da ruiva e a beijou pela última vez na noite.
- Boa noite – disse ela, separando-se dele.
- Boa noite, Kiddo – disse Draco, não a chamando pelo sobrenome pela primeira vez.
Ela ergueu as sobrancelhas. Colin livrou-se de Blaise e Draco segurou o braço do amigo o arrastando pelo corredor. Ginny e Colin acordaram a Mulher Gorda e disseram a senha para a sonolenta. Entraram silenciosamente e correram para o quarto dela. Jogaram-se na cama e fecharam o cortinado.
- Me conta tudo! – sussurrou Colin, agarrando a mão da amiga.
- Ai, Colin – disse ela. – Ainda estou nas estrelas...
Ela caiu na cama, encarando o teto.
- Ele... é inexplicável – ela suspirou. – Isso só pode ser um sonho...
Colin riu baixinho. Ela ergueu-se.
- Essa noite foi... perfeita! – disse ela. – E eu não acredito que aconteceu com Draco...
- Draco? – desdenhou Colin.
- É – sorriu Ginny. – Não é um lindo nome?
O amigo riu baixinho novamente.
- Acho que alguém esta amando... – brincou ele.
- O que eu faço? – perguntou ela, assumindo uma postura preocupada. – E se ele só me quiser do jeito que queria as outras?
- Bom, não sei, né... – disse ele. – Mas acho que ele não teria demorado tanto pra te conquistar se só quisesse isso...
Ginny caiu na cama novamente.
- Como ter certeza?
- Se estiver muito passado você dá um freio nele e vê o que acontece... Se ficar meio puto da cara vai ver que te queria só pra isso mesmo...
- Ai – fez ela. – Amanhã vamos nos ver...
- Vamos todos nos ver – disse Colin.
- Será que Eleonor vai estar lá? – sussurrou Ginny. – Não quero que ela descubra!
- Isso eu não sei – disse o amigo. – Mas vamos descobrir. Amanhã quando o dia raiar! Boa noite, Kiddo.
Ele beijou a bochecha dela.
- Boa noite, Colin – sorriu ela.
Assim que o amigo saiu, Ginny colocou o pijama e entrou debaixo das cobertas. Suspirou, lembrando-se de tudo que acontecera. Ainda não acreditava... Ela e Malfoy. Ou melhor, Draco... Pareciam até duas pessoas diferentes... Talvez fossem.
Ginny acordou e foi tomar banho. Arrumou-se para o almoço, porque perdera o café da manhã, provavelmente. Dessa vez escovou os cabelos. Desceu e encontrou-se com Colin. O Salão Principal estava quase vazio de professores tanto quanto de alunos. Os amigos estranharam.
- Só quero ver o que vai acontecer depois de ontem... – disse ele.
- Droga... – disse Ginny, servindo-se. – Nada de festas agora...
- Como se você precisasse! Seu homem já está garantido – disse Colin.
- E o seu não está? – riu Ginny.
- Você nem imagina, Kiddo... – disse o amigo, olhando pro nada. – Blaise estava louco ontem...
- Ele não queria te largar, mesmo – sorriu ela.
- Acho que o máximo de tempo que ficamos sem nos beijar foram cinco minutos, enquanto estávamos fugindo – disse Colin, parecendo surpreso com as próprias palavras.
Ginny gargalhou.
- Colin arrasa! – exclamou ela.
O amigo lançou um olhar reprovador a ela, que continuou rindo.
- Colin arrasa, Colin arrasa, Colin arrasa...
- Bom dia – escutou-se a voz de Harry.
O trio se sentava na frente dos dois amigos.
- Ginny e Colin – começou Hermione. – Por favor não me diga que estavam naquela festa ontem.
- Não, por quê? – perguntou Colin, fingindo muito bem.
- Os professores descobriram onde as festas estavam acontecendo e foram atrás de todos – disse ela. – Acreditam que até mudaram a senha? Tiveram que explodir a estátua! – parecia indignada.
- Sério? – perguntou Ginny, erguendo as sobrancelhas.
- Que horror – disse Colin.
Eles baixaram a cabeça e continuaram comendo, enquanto Hermione continuou conversando.
- Pelo o que eu sei, quem começou com isso foram os sonserinos. Eles disseram para Snape se ele não liberava uma das masmorras para um encontro para alunos apenas da casa deles, só para se divertirem um pouco. Mas o "encontro" foi se espalhando e acabou virando festa, com bebida, música e todas essas coisas! Só que Snape não ficou sabendo e saiu do controle!
Colin e Ginny se encararam de canto de olho.
- Que horas vamos nos encontrar nos jardins? – perguntou Ginny, baixinho.
- Às duas, eu acho... – respondeu o amigo.
Ginny desejou muito que essa hora chegasse logo, pois já tinha cansado de escutar Hermione reclamar dos "alunos loucos".
- Vocês saíram outra vez depois do dias dos namorados, Mione? – perguntou Ginny, encarando a amiga intensamente.
- Ãh, quê? – disse Hermione.
- Pois é, ninguém quis me dizer o que aconteceu com vocês dois em Hogsmeade – disse ela. – Deu pra se acertarem ou os Comensais chegaram antes?
- Ginny! – exclamou Rony, vermelho feito um pimentão.
- E Harry, por que não me contou que tinha beijado uma tal de Karine...
- Karina – corrigiu o garoto, rosto levemente abaixado.
- Tanto faz – disse Ginny, impaciente.
- Tanto faz mesmo – disse Harry. – Ela só queria ganhar "status" saindo comigo.
Colin segurou uma risada.
- Em que mundo ela vive? – perguntou o amigo e Ginny teve que segurar uma risada também. – Quero dizer, quem é ela pra se aproveitar assim das pessoas...
- Que horror, Harry – disse Ginny, ficando séria. – Deve ser por isso que você se arrependeu.
- Na verdade, foi por outro motivo – o moreno agora a encarava.
- Hum, qual motivo? – perguntou Colin.
Ginny o encarou o amigo, perplexa. Harry corou levemente.
- Bom...
- Depois a gente se fala, vamos, Colin – disse Ginny, levantando e pegando o braço do amigo.
Arrastou ele até a porta do Salão Principal.
- Você está louco! – exclamou ela, andando pelo corredor. – Não quero ter que enfrentar Harry depois de saber que ele sente algo por mim.
- Ah, você é uma chata – disse o amigo, pondo as mãos no bolso. – Ia ser engraçado.
- Pra você – disse ela, irritada.
Colin sorriu para a amiga.
Duas horas, os dois se encaminhavam para os jardins, Ginny ficando nervosa.
- Você é tão boba – riu Colin.
- Ai, Colin, pára – disse ela.
Ele apertou a bochecha da amiga. Perto da árvore de sempre, estavam as pessoas de sempre, mas não Eleonor e Ginny agradeceu a Deus por isso. Viu Draco ao lado de Pansy. Ele viu a ruiva chegando e abriu um sorriso meigo. Um vento forte bagunçou os cabelos dos dois, enquanto ela se aproximava. Então, Pansy virou o rosto de Draco e começou a tagarelar.
- O que eu te disse ontem, hein? Não se lembra? – Ginny conseguiu escutar.
- Calma, Blaise – disse Colin para o sonserino que tinha acabado de dar o bote.
- ...mais ridícula que você inventou!
Ginny sentou-se ao lado de Colin e Blaise.
- Tudo bom? – sorriu Blaise em sua direção.
Ela assentiu rapidamente.
- ...uma Weasley? Acha que me engana?
- Pansy...
- O que você está tramando? Te conheço muito bem, seu idiota!
O amigo e Zabini ficaram conversando e ela tentando prestar atenção na conversa de Draco com Pansy, enquanto arrancava pedaços de grama e olhava pro nada.
- Isso tem a ver com Potter? Eu sei que ele está a fim dela! Ou com aquele coelho vermelho?
Infelizmente Ginny não conseguia escutar tudo, por causa das conversas ao seu redor.
- É só nisso que você pensa, sua doida?
- Sim! E você também! Quer começar a desvirginar garotas agora? Cansou das experientes? E se seu pai ficar sabendo disso?
- Ele não vai ficar sabendo disso.
- Não vai apresenta-la pra família?
- Cala a boca, Pansy.
- Afinal, você quer ela pra quê? Nem bonita é!
- Você está me irritando...
Ginny arrancava com mais força a pobre grama a medida que a tensão crescia dentro de si.
- Já sei, quer partir seu coração!
- Ah, é claro, como se eu perdesse tempo com isso.
- Me diz logo que quer só comer ela que eu te deixo em paz, Draco.
- Qual é o seu problema com ela?
- Qual é o seu problema! Está querendo uma Weasley! A Weasel! Namoradinha do Potter!
- Ela nunca namorou com ele.
- Imagine só! Seria como se sua saliva tivesse se misturado com a dele!
- Cala a boca, Pansy.
- Eu penso e penso e não vejo um bom motivo pra você estar fazendo isso. Acho que nem sexo justifica.
- Você é tão pervertida.
- Você é igual a mim.
- Ah, céus...
Pelo jeito Pansy não estava gostando de jeito nenhum do "relacionamento" dos dois.
- ...e mesmo que não queria admitir, no final vai acabar como todas as outras! Você nunca se compromete. Só quer diversão!
Ginny fechou os olhos. Cheia de escutar, levantou-se e murmurando para Colin que iria para o castelo, começou a descer a colina. Draco Malfoy nunca se compromete. Claro, isso era óbvio. Mas por que ouvir isso foi tão estranhamente ruim?
Ao chegar no hall de entrada, sentiu uma mão segurar fortemente seu pulso. Virou-se, dando de cara com o homem do firewhisky, que estava próximo demais. Encarou aqueles olhos cinzas, enquanto uma mão deslizava pela sua cintura. Seus corpos se juntaram. Ginny entreabriu os lábios. Draco colocou a garota na parede mais próxima e a beijou.
Ficaram ali, até que escutaram vozes se aproximando. Ela o empurrou automaticamente. Apareceu o trio. Draco começou a andar para dentro do castelo e Ginny ficou parada encarando o teto. Cruzou os dedos para que eles não tivessem visto nada.
- Ginny? O que está fazendo ai? – perguntou Hermione.
- Nada, estou esperando D-Colin – "Burra, garota burra, pára de pensar em Draco Malfoy um segundo!"
Os três a olharam desconfiada.
- Estamos indo visitar Hagrid, quer vir conosco? – perguntou a amiga.
- Não, não... – balançou a cabeça Ginny.
Hermione se aproximou.
- Dino Thomas está na biblioteca – sussurrou. – Então, até mais Ginny.
Os três saíram pela porta. Ginny virou-se e bateu a cabeça contra a parede. Que coisa absurda. Ela beijando Malfoy ali! Ela adorando beijar Malfoy! Não. Aquele não era Malfoy. Era Draco. Alguém tocou seu ombro. Mordeu o lábio só de imaginar quem seria.
- Ginny – era ele. Seu primeiro nome saindo de sua boca foi estranho.
Ela virou-se. Ficou constrangida por ter empurrado ele antes.
- Eu – começou. – não queria que eles vissem.
- Eu sei – respondeu ele.
- É que eles iam ter chiliques e fazer escândalos – justificou ela.
- Eu sei – disse, aproximando-se mais.
- Você não acha isso estranho? – perguntou ela.
- A coisa mais estranha do mundo – disse Draco, mais perto ainda.
- O que estamos fazendo? – perguntou Ginny.
- Estou querendo beijar a irmã e amiga das pessoas que eu mais odeio na escola e você? – ele ergueu uma sobrancelha.
Ginny notou que estava falando demais e encostada na parede.
- Querendo beijar a pessoa que meus irmãos e amigos mais odeiam – disse ela.
- Acho que os ideais batem – disse ele, finalmente beijando a ruiva tagarela.
Ofegantes, se separaram.
- Aqui não é seguro – disse Ginny, arfando.
- Pois é – disse Draco. – Aonde quer ir?
- Não sei, é você quem se esconde com mais freqüência – desdenhou ela.
Ele ergueu uma sobrancelha.
- O castelo é grande – disse o loiro, erguendo as mãos.
- Escolhe – ela encolheu os ombros.
Draco ficou pensativo.
- Não sei – respondeu.
- Como não sabe? – perguntou ela, incrédula.
- Não sei! – disse ele. – Podemos ir pra qualquer lugar. Para alguma sala vazia, para meu dormitório, para o banheiro dos monitores, vestiários, não sei, escolhe!
- Vamos lá para os vestiários! – decidiu Ginny. – Não deve ter ninguém.
Ele assentiu.
- Se sairmos juntos vai ser estranho – disse ela, rápido. – Vai primeiro que eu já vou!
Seus lábios colaram-se de novo. Ginny sentiu o corpo ficar mole. Empurrou ele.
- Vai – disse ela, meio sorrindo.
Ele deu um sorriso malicioso antes de sumir pela porta. Ginny respirou fundo. Passou a mão pelo rosto. O que estava fazendo... Estava ficando loucamente atraída por Draco Malfoy... Ai, que vida mais doida. Espiou para fora e não viu o loiro. Saiu, tentando parecer menos empolgada. Caminhou normalmente em direção ao campo do Quadribol.
- Ginny! – escutou alguém gritar. Parou xingando os céus e o mundo
Virou-se. Harry. "Ah, não"
- Ah, olá – abanou, sorriso amarelo.
- Onde está indo? – perguntou ele.
- Para o campo – disse ela. – Ver Colin, cadê Rony e Hermione?
- Deixei os dois sozinhos um pouco – disse ele.
- Ãh, tá, to indo – disse ela, virando as costas para ele.
- Posso te acompanhar? – perguntou ele.
- Eu ia ver Colin agora – disse ela.
- Na verdade só queria te dizer uma coisa – disse Harry. – No caminho.
- Ah, tá, claro – sorriu ela, falsamente.
"Droga!" Eles foram caminhando lentamente para o campo.
- Diga – pediu ela, urgentemente.
- Bom, queria dizer que aquele beijo que dei em Karina não significou nada e que minha opinião sobre meus sentimentos sobre você continua a mesma – disse ele, rápido.
Ginny assentiu, fazendo uma expressão qualquer. Eles se aproximavam dos vestiários. Harry meteu-se na frente dela.
- Preciso saber como se sente em relação a mim – disse o moreno.
- Ah, Harry, você é um amigo para mim – disse ela, desviando dele. – Não queria estragar nossa amizade.
Inventava qualquer desculpa para se livrar dele. Segurou seu braço.
- Ginny – chamou ele. – Seja sincera.
Seus rostos estavam próximos.
- Não posso – disse ela.
- É ele, não é – disse Harry. – É o Dino.
Ginny segurou-se para não fazer uma careta. Dino é fichinha perto de Draco.
- Ah, Harry – ela virou o rosto, para esconder a expressão sofrida. Como queria ir para os vestiários agora.
- Você gostava de mim, né? – perguntou ele.
- Harry, Colin está me esperando e não quero me atrasar, por favor – disse ela. – Conversamos outra hora.
Ela soltou-se dele e seguiu para os vestiários rapidamente. "Não me siga, não me siga." E ele não a seguiu, voltou cabisbaixo para o castelo. Suspirou e aproximou a mão da maçaneta do primeiro vestiário. Alguém puxou seu pulso. Era Draco.
- Tem gente ai – sussurrou ele.
- Quem? – murmurou ela.
- Eleonor – respondeu ele.
- O quê? – disse Ginny.
Draco tapou sua boca.
- Shhh – fez ele.
Foram para o vestiário ao lado. Ele trancou a porta com um feitiço.
- O que ela está fazendo ali? – perguntou Ginny.
- O que você acha? – ele ergueu um sobrancelha.
- Mas ela era louca por você! – disse a ruiva.
- Na verdade, ela era louca por... – ele parou. – Deixa pra lá.
- Diz – pediu Ginny, curiosidade atiçada, mesmo tendo idéia do que ele diria.
- Vou te poupar constrangimento – disse ele.
- Por favor – disse ela.
- Não – ele aproximou-se.
- Juro que não fico constrangida – sorriu Ginny.
- Não – disse ele, encostando a garota do armário mais próximo.
- Ah, por favor... – ela pediu.
- Na hora certa eu te digo – sorriu ele, malicioso.
- Que hora é essa? – perguntou ela.
- Só Trelawney sabe – disse Draco, fazendo ela rir.
Beijaram-se.
