OBS: O Capítulo abaixo é classificado como M.
XII.
Ela estava escovando os dentes quando Peter bateu. Ouviu a voz dele através da porta. Ficou surpresa.
-Sou eu, Ollie. Peter...
Ela apressou-se em abrir. Rufus se animou com o movimento repentino.
-O que houve? Esqueceu alguma coisa?
Peter não respondeu, tomou- nos braços e a beijou . Ela não entendeu a razão daquela volta, mas deixou-se levar. Então ele se afastou dela por alguns instantes, pegou o cão que escapara para o corredor, colocou-o para dentro e fechou a porta.
Ele pegou a sua mão e a beijou. Levou-o direto para o quarto, sem ponderações. Não iria perder mais nem um minuto longe dela. Rufus acompanhou-os com o olhar, que ficou triste quando percebeu que eles tinham fechado a porta atrás de si.
Lá dentro eles estavam tirando os casacos. Peter foi mais rápido, ainda teve tempo de ajudá-la a desabotoar a parte superior do pijama. Ela deixou-se despir, deliciada com a urgência de suas mãos sobre sua pele. Ela acariciava seu pescoço, enquanto ele beijava suas orelhas e sua nuca.
-O que deu em você, querido?-ela sussurrou.
-Quero ficar com você. De verdade.
Ela sentiu pelo tom de sua voz que ele a queria mesmo. Ele a desejava. Sentia o calor de seu corpo, seu cheiro, a textura de seus cabelos. Ela o amara desde a primeira vez.
Quando ele a deixou só de calcinha e sutiã, ele guiou a mão dela para a fivela do cinto. Ollie mordeu o lábio, depois sorriu. Desafivelou, sem problemas. Em seguida, passou para o botão da calça jeans.
Ele já tinha tirado a própria camisa. Abraçou-a, ela sentiu um formigamento pelo corpo ao desfrutar do prazer de sua pele nua. Falou baixinho em seu ouvido:
-Posso, querido?
-O quê?
-O zíper...
-Sim...por favor...
Ela puxou o zíper para baixo, bem devagar. Ele fechou os olhos e gemeu ao sentir o seu toque.
-Não faça isso...ou melhor, faça sim...
Ouviu quando ela riu baixinho.
-Você está se aproveitando da minha fraqueza, moça.
-Eu?
Ele colou sua boca na dela, mordendo seus lábios. Ela não reclamou. As mãos dele agora estavam em suas nádegas. Sentia a pele macia sob os dedos. Ela pressionou ainda mais seu corpo contra o dele. Peter empurrou-a sobre a cama. Enquanto acabava de se despir, ele a contemplou maravilhado.
Ela tateou o espaço à sua frente. Peter segurou suas mãos.
-Ei, eu estou aqui.
Pacientemente, ela deixou que ele abrisse o fecho do sutiã preto, muito simples, que usava. Os seios eram seus velhos conhecidos, mas nem por isso ele deixou de se emocionar com a visão deles.
Ollie trouxe suas mãos para tocá-los. Ele sentia uma sensação deliciosa, os seios dela, pequenos, dóceis ao seu toque. Ela gemeu alto, mostrava o prazer que sentia sem reservas. Afagava os cabelos dele com seus dedos suaves.
Logo eles estavam perdidos um no outro. Ela tinha a sensação de que iria morrer de felicidade, sentindo-o se mover, ritmado, dentro dela. As pernas dela apertaram-se em volta de seus quadris.
-Peter...não pare...
-Não vou, querida...
Ele fechou os olhos. Aquilo era uma mistura de eletricidade, tremor de terra, vento forte, algo de indizível. Seu lugar era com ela, onde quer que ela estivesse.
Olivia dormia pesadamente, com a cabeça recostada no ombro dele. Estavam exaustos. Toda a tensão dos últimos tempos havia se desfeito naquela cama. Peter estava acordado. Não conseguira dormir, pois finalmente compreendera o porquê. Desprendeu-se dela suavemente. Foi para a janela. Ele estava lá. Sim, aquilo tinha a assinatura deles.
August estava imóvel do outro lado da rua. Peter foi direto em sua direção.
-Como é possível?
-O quê?
-Sabe muito bem do que eu estou falando.
O observador não negou.
-Os outros acharam que você não perceberia.
-Percebi, só não sei como é possível. Ollie não é uma versão de Olivia, ela é a minha Olivia. Por isso não me sentia culpado, por isso foi tão bom. Sabe, elas têm algumas pequenas diferenças, mas fazem amor do mesmo jeito.
-Esses assuntos não são nossos. Não temos esse tipo de compreensão.
Peter estava horrorizado.
-Vocês tiraram a memória dela? Por que ela está cega?
-Ela é a sua Olivia, sim. Você não está em um terceiro universo, mas sim numa bifurcação temporal do universo onde cresceu.
-Bifurcação?
