Nós paramos uma vez em nosso caminho para a caverna. Sasuke fez uma chamada em seu celular, e então estacionou no acostamento da estrada perto da parte mais escura e arborizada. Isto não foi cinco minutos antes de um carro parar atrás de nós.

― Ei, camarada! ― Sasori gritou.

― Pronto como sempre, companheiro, ― Sasuke cumprimentou-o, saindo da minha caminhonete. Ele deu a volta na estrutura do reboque e ouvi sua motocicleta ser movida. Ele a colocou sobre o corpo de Kin.

Eu permaneci na caminhonete, sem humor para conversar.

― O que você tem aí? ― Sasori perguntou, dando-me um amigável aceno sobre o ombro de Sasuke.

― Jantar para qualquer ghoul que você ache que se sentirá recompensado, mas certifique-se de que eles limpem o prato. Eu não quero nenhuma parte dela ressurgindo ― Sasuke respondeu.

― Meu estômago torceu. Deus! Eu presumi que nós iriamos enterrá-la. Servi-la a um ghoul nunca tinha me ocorrido.

Sasori não partilhava nenhum dos meus receios. ― Pode apostar camarada. Há alguma coisa sobre a qual eu deveria avisá-los?

― Sim, ― Sasuke entregou o pacote e Sasori jogou-o em seu porta-malas.

― Diga para eles não lascarem os dentes na bala.

Isso era demais para mim. Eu abri a porta da caminhonete bem na hora, os eventos da noite batendo em mim e lançando o meu estômago em uma corrida.

― Ela está bem? ― Eu ouvi Sasori perguntar quando eu tossia e tomava fôlego.

Sasuke fez um som semelhante a um suspiro. ― Ela vai ficar. Temos que ir, companheiro. Obrigado.

― Claro, camarada. A qualquer momento.

Eu fechei minha porta assim que Sasuke subiu de volta. Os faróis de Sasori brilharam quando ele recuou, e então ele se foi.

Sasuke procurou dentro do seu casaco e me entregou um cantil. ― Whiskey. Não é o seu favorito, mas é tudo o que eu tenho.

Peguei agradecidamente a garrafa e bebi até não ter mais nada. O calor do licor artificial começou a derreter o gelo em meus membros.

― Melhor?

― Sim.

Minha voz estava áspera por causa da prolongada queima do álcool, mas isso tinha ajudado em mais maneiras do que apenas uma. Esse choque paralisante foi desaparecendo, substituído por uma série de perguntas.

― Sem mais enigmas de merda, Sasuke. Quem é Orochimaru, e o que ele tem a ver com uma psicótica armada da minha aula de física?

Sasuke me lançou um olhar de soslaio assim que ele começou a dirigir.

― Física? Você a conheceu na faculdade?

― Eu acho que você deve responder a minha pergunta primeiro, já que eu sou a única que quase foi baleada, ― Eu rebati.

― Kitten, eu vou te responder, mas, por favor. Me diga como se conheceram e o que aconteceu hoje a noite.

Minha mandíbula apertou.

― Ela pegou física comigo, como eu disse. Desde o primeiro dia, ela me esperava depois da aula. Ela começou me perguntando questões da aula quando ela tinha faltado, etc., e então ela falou sobre si mesma. Inconsequências, coisas engraçadas, como caras que ela tinha encontrado ou outras histórias... Ela parecia tão simpática e agradável. Depois ela perguntou sobre mim, e eu lhe disse a verdade. Que eu tinha acabado de ser transferida de uma universidade comunitária, que não conhecia ninguém aqui, vinha de uma pequena cidade - a cadela estava me enrolando! ― De repente, eu explodi. ― Ela me disse hoje à noite que estava procurando alguém descartável, e eu praticamente coloquei um alvo vermelho bem grande na minha bunda!

― E hoje à noite? ― Ele estimulou.

― Oh, ela fez melhor do que escavar o meu passado. ― Eu contei sobre o convite e toda a charada das roupas brevemente, terminando com, ― E então ela puxou uma arma para mim.

― Ela mencionou o nome de alguém nisso tudo?

Refiz a nossa conversa em minha mente.

― Não. Ela disse algo sobre pegando o dinheiro dela e eu sendo o que seu senhor gostava, então ela disse que todas as garotas da faculdade eram estúpidas e que ela deveria gravar uma fita dela mesma... mas não nomes.

Sasuke não disse nada. Eu esperei, brincando com o meu dedo. ― Como isto está relacionado a Orochimaru? Você disse que cheirava ele e outros vampiros lá. Você acha que de alguma forma ele descobriu quem eu era na outra noite? Que ele queria terminar o que tinha começado?

― Não. ― Sua resposta foi imediata. ― Ela vinha acompanhando você toda a semana, você disse. Se Orochimaru tivesse descoberto quem você era, acredite, ele não teria sido paciente sobre nada. Ele teria vindo atrás você com força imediatamente, no minuto em que ele soubesse seu nome. Apanharia você e qualquer azarado que estivesse perto de você. É por isso que eu te perguntei o que você tocou e depois limpei o lugar. Embora eu duvide que você tenha marcas em arquivos, eu não quero nenhum vestígio seu que ele possa seguir.

― Se não foi por causa do fim de semana passado, então porque é que Kin estaria envolvida com ele e tentou me sequestrar? Não faz nenhum sentido!

Ele me deu um olhar sombrio. ― Vamos resolver isso lá dentro. Me dê uma chance de olhar as coisas dela enquanto falamos.

Eu o segui com determinação para dentro da caverna. De jeito nenhum eu deixaria ele fugir sem me dizer tudo. Orochimaru pode ter me considerado uma típica parte da escória, mas obviamente era mais do que isso. Eu não sairia até que eu descobrisse o quanto mais. Sasuke e eu escolhemos o caminho através da entrada estreita e voltamos para onde ele tinha feito seus aposentos, na parte da caverna com um alta cúpula. Ele esvaziou o conteúdo do saco de lixo e eu me sentei no sofá na frente dele, observando quando ele abriu laptop de Kin primeiro.

― Você já ouviu falar do Triângulo de Bennington? ― Ele perguntou, ligando o computador dela.

Eu fiz uma careta. ― Não. Eu já ouvi sobre o das Bermudas.

Seus dedos voavam sobre o teclado. Meu Deus, mas eram ágeis. Após um segundo, ele soltou um ruído de desgosto.

― A maldita garota nem sequer se incomodou em colocar senha em seus arquivos. Apenas pura arrogância idiota, mas isso está ao nosso favor. Olha, aqui está você, Kitten. Em "Potenciais". Você deveria estar orgulhosa. Você estava em primeiro lugar na lista dela.

Eu olhei por cima do ombro dele e vi 'Sakura-Rosa-Vinte e dois' com outros nomes e pequenas descrições semelhantes sob eles.

― Você está brincando? Quem são as outras meninas? Potencial de quê?

Mais borrões de movimentos sobre as teclas, e então ele se inclinou para trás com um sorriso.

― Bem, o que temos aqui? Deidara, e Club Flame* na Quadragésima-segunda rua. Soa como um contato. Aqui a pateta estava confiante, era estúpida o suficiente para escrever o nome real do local e não apenas um código para ele.

― Sasuke!

A veemência na minha voz o fez deixar de lado o laptop e encontrar os meus olhos.

― O Triângulo de Bennington se refere a uma área no Maine onde várias pessoas desapareceram por volta dos anos cinquenta. Até hoje, nenhum vestígio deles foi encontrado. Algo semelhante ocorreu no México vários anos atrás. A filha de uma amiga desapareceu. Seus restos mortais foram encontrados alguns meses depois no deserto, e quando digo restos, quero dizer que eles só acharam pedaços dela. Ela teve que ser identificada pela arcada dentária. Na autópsia, descobriu-se que ela estava viva durante meses antes de ser assassinada, e quando eu investiguei mais, isto acabou sendo não tão incomum.

― O que você quer dizer?

Sasuke se recostou.

― Centenas de mulheres foram assassinadas ou desapareceram nas cidades fronteiriças do México por volta dessa época. Hoje, ainda não há um grão qualquer de ideia de quem realmente fez isso. Então, há vários anos atrás, um número de jovens garotas começaram a desaparecer na região dos Grandes Lagos. Mais recentemente, centrou-se em Konoha. A maioria deles presume-se ser prostitutas, viciados, ou simplesmente garotas medíocres pouco conhecidas que tinham desaparecido sem sinais de violência. Já que a maioria delas estava em categorias de alto risco, não houve muito barulho na mídia. Acho que Orochimaru está envolvido. É por isso que vim pra cá. Ele estava perto de todos os três lugares em que os desaparecimentos começaram.

― Você acha que Orochimaru fez tudo isso? ― O grande número me surpreendeu. ― Ele não poderia comer tanto assim nem se ele quisesse! O que ele é, algum tipo de... Ted Bundy* morto-vivo?

― Oh, eu acho que ele poderia ser o líder, não há dúvidas sobre isso, mas ele não é um serial killer tradicional, ― Sasuke disse enfaticamente. ― Serial killers são mais possessivos nos seus motivos. A partir dos pedaços que eu recolhi ao longo dos anos, eu não acho que ele manteve essas pessoas para si mesmo - eu acho que ele fez uma indústria com eles.

Eu quase perguntei que tipo de indústria, mas depois me lembrei do que Sasuke tinha dito ao Hidan no último fim de semana. Sabia que você não poderia deixar passar uma garota bonita... Você é o seu melhor cliente, pelo que ouvi... Você está com a reserva de dinheiro baixa e assim você teve de sair para jantar em vez de pedir?... E então hoje à noite, com Kin. Apenas fazendo o meu dinheiro, e você, docinho, é simplesmente o que o senhor gosta... Garotas da faculdade, vocês são todas a mesma coisa...

― Você acha que ele está executando um serviço de entrega, ― eu respirei. ― Tornando as pessoas em Refeições sobre Rodas! Meu Deus, Sasuke, como ele consegue escapar com isso?

― Orochimaru foi mal sucedido em Maine e no México, mas ele está ficando mais esperto. Agora, ele escolhe as mulheres da sociedade que não se mantém em alta, e se elas não se enquadram nessa categoria, então ele envia vampiros para impedir de elas serem dadas como desaparecidas. Lembra daquelas meninas das quais Jiraiya te falou? Ele não estava errado, amor, todas elas estão mortas. Eu queria uma confirmação de que havia mais meninas desaparecidas do que havia sido reportado, é por isso que eu te enviei à Jiraiya. Um fantasma sabe quem está morto, mesmo se as famílias dessas garotas não saibam. Fui vê-los, e todos eles estavam agarrados na crença de que suas filhas estavam fora, prosseguindo com uma carreira de atriz, como você havia dito, ou fazendo um mochilão por todo o Japão, ou morando com um antigo namorado, ou o que quer que seja. Eles tinham sido programados para não questionar a sua ausência, e somente um vampiro pode ter esse controle da mente. Orochimaru tem seu pessoal reunindo ainda mais garotas para ele recentemente. Em faculdades. Nas esquinas. Nos bares, clubes, e becos. Como ele pode escapar com isso? Você realmente já olhou alguma vez para os rostos na sua caixa de leite? As pessoas desaparecem o tempo todo. A polícia? Há crimes o suficiente envolvendo os ricos, famosos e poderosos para tornar mais fácil para eles colocarem o desaparecimento de alguns abandonados no fundo das suas gavetas, e eles não sabem sobre os outros. Quanto ao mundo morto-vivo, Orochimaru cobriu seus rastros muito bem. Há apenas suspeitas, mas nenhuma prova.

Agora que eu sabia o que estava acontecendo no meu próprio estado, o que Kin havia feito faz todo o sentido, se você tiver a ética de um crocodilo. Um enorme e lotado campus da faculdade, tinha sido o buffet tudo-o-que-você-conseguir-comer dela; ela só não seria a única comendo. Não, ela era alguém contratado para estocar o frigorífico de Orochimaru. E eu, com meu passado, tinha sido o prato perfeito. Kin tinha batido o prego na cabeça com isso. Eu poderia desaparecer muito facilmente, com algumas questões sendo feitas, e isso teria funcionado exatamente como o planejado. Exceto por uma única coisa sobre mim que ela não contava.

― Há quanto tempo você suspeita disso? Você me disse antes que estava perseguindo Orochimaru há onze anos. Como você sabe o que ele vem fazendo esse tempo todo?

― Não. Foi somente nos últimos dois anos que eu consegui uma informação específica. Olha, eu não sabia quem ou o que eu estava caçando em primeiro lugar. Levou-me algumas dezenas de sujeitos para obter um sussurro do que estava acontecendo. Algumas dúzias a mais para ter o nome de quem poderia estar fazendo isso. Como eu disse, ele cobriu seus rastros. Então eu cacei aqueles sob seu comando que tinham preços em suas cabeças. Hidan era um deles, por exemplo. Eu fui pegando separadamente o seu pessoal por anos, mas só fazendo isso com os que tinham recompensas sobre eles. Dessa forma, Orochimaru não soube que eu estava atrás dele. Ele apenas pensou que era negócio. Agora, porém, ele sabe que o que eu estou fazendo é para pegá-lo, e porquê. E o mesmo acontece com quem mais está envolvido, porque ele não pode estar fazendo isto sozinho.

Eu digeri isso por um minuto. ― Então, mesmo se você pegar Orochimaru, isso ainda pode não terminar. Seus parceiros podem começar logo de onde ele parou. Você não tem ideia nenhum de quem eles poderiam ser?

― Eu cheguei muito perto de descobrir algumas vezes, mas, bem... Aconteceram coisas.

― Como o quê?

― Como você, na verdade. Se eu não soubesse melhor, eu juraria que você era um dos de Orochimaru. Você tem um inacreditável mau hábito de matar as pessoas antes que eu possa obter qualquer informação delas. Lembra daquele sujeito que você estaqueou na noite em que nos conhecemos? Eu vinha seguindo ele durante seis meses. Ele era contador de Orochimaru, sabia tudo sobre ele, mas você enfiou prata em seu coração antes que eu pudesse sequer me aproximar. Eu pensei que Orochimaru sabia que eu estava chegando perto e te enviou para silenciá-lo. Então você foi atrás de mim na noite seguinte. Por que você acha que eu continuei perguntando para quem você trabalhava? E hoje à noite —

― Eu não queria matá-la! ― Eu chorei, flagelando-me por isso por um motivo diferente desta vez.

Que informações haviam morrido com Kin? Nós nunca saberíamos.

Sasuke levantou-se, falando comigo até que ele desapareceu por trás de uma das paredes naturais da caverna.

― Acredite, amor, eu sei disso. Você não iria matar um humano a menos que fosse por acidente ou ele estivesse usando um crachá de Vampire Henchman*. Você não parecia saber que Kin tinha qualquer tipo de conexões — e pelo o que vi da cena, eu calcularia que você estava lutando pela arma quando ela disparou. Ela provavelmente tinha um bom aperto nela também. Pelo cheiro dela, ela estava injetada com o sangue de vampiro. Teria feito dela um pouco mais forte fisicamente e ela precisaria disso, pelo que o seu trabalho era.

Então isso explicava por que ela tinha a força de um linebacker em seu pequeno corpo feminino. Eu tinha subestimado ela na hora.

― Por que você não me contou sobre tudo isso antes? Você me treinou para lutar, e então você me mantém fora da verdadeira batalha.

Ele respondeu enquanto estava ainda fora de visão.

― Eu não queria você envolvida. Caramba, pra começar, por mim você não estaria nem correndo risco de vida indo atrás dos vampiros, mas isso é o que você quer fazer, então eu treinei você para ser melhor nisso. Não é como se você fosse me ouvir se eu te dissesse para ficar em casa, não é? Ainda assim, Orochimaru e seus sujeitos são diferentes. Sua parte com eles era para terminar depois de Hidan, mas o seu pequeno físico de garota arruinou isso hoje à noite. Você deveria estar se dando tapinhas nas costas por matá-la. Aqueles outros "potenciais" certamente teriam, se soubessem o que ela tinha reservado para eles.

― Segurança foi sua única razão para manter isto longe de mim, ou há mais coisas que eu não sei?

Houve o som de água sendo derramado.

― Não, há mais uma razão que eu mantive isso longe de você. Eu não queria te dar mais um motivo para odiar vampiros. Não é como se você já não estivesse predisposta a isso. Você tende a julgar as pessoas pelo que elas são, mais do que pelo que elas fazem, se eles não tem pulso.

Fiquei em silêncio por um momento, porque eu não tinha defesa para isso. Não uma verdadeira, de qualquer forma.

― Você deveria saber uma coisa, Sasuke. Eu menti para você quando nós fizemos nosso acordo. Eu iria matá-lo na primeira oportunidade que eu tivesse.

Ouvi uma risada seca. ― Eu já sabia disso, amor.

― Sobre Orochimaru... Eu quero ajudar. Eu tenho que ajudar. Meu Deus, eu fui quase uma dessas meninas sobre as quais nunca mais teria sido ouvido de novo! Eu sei que é perigoso, mas se você descobrir onde esse Club Flame fica, se você conseguir uma direção, eu quero estar lá. Orochimaru tem de ser parado."

Sasuke não respondeu.

― Eu falei sério, ― eu insisti. ― Qual é, eu sou o perfeito lobo em pele de ovelha! Sério, você conhece alguma outra garota meia-raça que viva em uma área que está atualmente sendo colhida? Você não pode me dizer para ficar fora disso!

― Eu posso ver isso. Aqui. ― Ele voltou com uma bacia de água e um pano, colocando perto de mim e então me entregou uma das suas camisas. ― Você tem sangue na sua frente. Se você for para casa desse jeito, vai assustar sua mãe fazendo-a pensar que você foi ferida.

Olhei para mim mesma. A mancha vermelha de sangue de Kin tingiu meu estômago em um grande círculo. Ainda em outro exemplo do meu preconceito, embora eu não mais me importasse tanto de tê-la matado, eu tirei minha blusa e imediatamente comecei a esfregar minha pele.

Foi só depois que eu limpei a última gota de mim que eu senti o peso do seu olhar. Quando eu olhei para cima, seus olhos estavam fixos em mim e laçados com verde.

― Ei! ― Eu escorreguei para trás alguns centímetros no sofá. ― O jantar não está servido. Não venha todo faminto para cima do sangue.

― Você acha que o sangue tem alguma coisa a ver com o jeito que eu estou olhando para você agora?

Sua voz tinha um timbre estranho nela. Cheia de coisas não ditas.

Eu lutei para não mostrar qualquer reação, mas o meu coração tinha simplesmente acelerado, e não era de medo.

― Olhos verdes, presas aparecendo... muito incriminador, eu diria.

― Verdade? ― Ele sentou, colocando a bacia de lado. ― Parece que eu deixei de informá-la sobre o que mais provoca tal reação, mas eu vou te dar uma dica - não é sangue.

Oh. Eu resfoleguei.

― Considerando o fim de semana passado, eu não tenho nada que você não tenha visto antes, e duvido que você esteja dominado pelo desejo ao me ver no meu sutiã.

― Sakura, olhe para mim. ― Ele disse simplesmente.

Eu pisquei.

― Eu estou olhando.

― Não, você não está. ― Ele ficou mais próximo, seus olhos completamente verdes agora. ― Você olha direto através de mim, como se eu não estivesse nem mesmo lá. Você olha para mim... e não vê um homem. Você vê um vampiro, e portanto, concede-me menos substância. Uma das poucas exceções foi na semana passada. Eu segurei você e te beijei, observei seus olhos brilharem com desejo, e soube pela primeira vez que você estava verdadeiramente me vendo por tudo o que sou. Não só um coração não-batendo com um escudo em torno dele. Eu te desafio a olhar para mim dessa forma novamente, agora, sem nenhuma desculpa de produtos químicos para ceder. Eu quero você. ― Um pequeno sorriso torceu seus lábios quando ele fez a brusca declaração. ― Eu quis você desde o momento em que nos conhecemos, e se você acha que sentar ao meu lado em seu sutiã não me domina completamente com desejo, você está muito enganada. Eu só não me forço aonde não sou convidado.

Por alguns confusos segundos, eu fiquei sem palavras. Tanta coisa aconteceu hoje à noite, meu cérebro estava tendo um trabalho duro para assimilar tudo isso.

Olhei para Sasuke, e foi quase como se escamas caíssem dos meus olhos, porque de repente eu o vi. Aquelas maçãs do rosto elevadas, sobrancelhas escuras enquadrando os olhos transformados em esmeralda, uma boca curva, nariz reto, e a forte mandíbula. Pele de cristal colocada sobre aquelas feições e firmemente envolta por um fino e escuro cabelo. Suas mãos elegantes e seus longos e finos dedos. Meu Deus, ele era lindo. Absolutamente, inacreditavelmente lindo, e agora que eu finalmente me permiti a perceber, eu não conseguia parar de olhar.

― Me beije.

As palavras me deixaram sem nem pensar, e eu percebi que secretamente queria dizê-las há um tempo. Sasuke se inclinou e seus lábios pressionaram-se sobre os meus suavemente. Gentilmente. Me dando todas as oportunidades para mudar de ideia e afastá-lo, mas eu não mudei. Deslizei meus braços em volta do seu pescoço e o trouxe mais para perto.

Ele correu a língua ao longo dos meus lábios até que eu abri a boca. A dele tocou a minha por um momento antes de se retirar, provocadoramente, de volta a sua boca. Outro toque tremulante e depois de novo, e de novo. Me coagindo, me persuadindo. Finalmente eu tracei minha língua em sua boca, sentindo o roçar em resposta e então a sensualidade inacreditável dele a chupando.

Eu gemi, incapaz de evitar. O arranhar de seus incisivos deveria ter me incomodado, mas não o fez. Eles não parecem impedi-lo, tampouco, porque ele me beijou com a mesma paixão que ele tinha me beijado no fim de semana passado. Meus sentidos inflamaram, e eu manobrei minha mão em seu pescoço e a trouxe para a sua camisa. Um por um, eu desabotoei os seus botões. Quando ela deslizou aberta, eu corri minhas mãos ao longo de sua pele nua e, oh Deus, ela era tão incrível quanto parecia. Como seda esticada sobre o aço. Sasuke alcançou atrás dele e agitou o colarinho para fora de seus ombros. A peça inteira caiu no chão. Durante todo o tempo ele continuou me beijando até que minha respiração veio em arfadas.

Com vontade vontade própria, minhas mãos viajaram de seu peito para suas costas, dedos sentindo os cumes e os músculos. Sua carne vibrava com o poder, fazendo-me sentir como se eu acariciasse um relâmpago envolto em pele. Sasuke gemeu baixo em sua garganta quando eu toquei nele, deslizando mais para perto até que nossos corpos estavam pressionados juntos.

Seus lábios se arrastaram até meu pescoço, encontrando o meu pulso infalivelmente. Ele instigou-o em sua boca, manipulando minha vulnerável artéria com a língua e lábios. Essa era a posição mais perigosa para se estar com um vampiro, mas eu não estava com medo. Em vez disso, a sensação dele chupando o meu pescoço me despertou inacreditavelmente. As ondas de calor arrebatando através de mim me deixaram trêmula.

Seus lábios se aproximaram do meu ouvido, e ele lambeu o lóbulo antes de sussurrar.

― Eu quero tanto você. Diga que você me quer. Diga que sim.

Negar que eu queria ele seria uma mentira óbvia. Apenas uma coisa me segurou, e foi a memória de Kimimaro.

― Sasuke... eu não gostei antes. Eu acho que... tem alguma coisa errada comigo.

― Não tem nada de errado com você, e se você mudar de ideia ou disser pare, não importa quando, eu vou parar. Você pode confiar em mim, Sakura. Diga que sim. Diga que sim...

Sasuke mergulhou sua boca contra a minha e me devastou com uma fome de tal forma que eu me desequilibrei contra ele. Seu braço me apoiou, e eu me afastei tempo suficiente para falar um palavra.

― Sim...

Ela mal saiu da minha boca antes que ele me beijasse novamente, me levantando e me levando para o quarto. O colchão cedeu sob o nosso peso quando ele me estendeu sobre ele. Em um movimento, ele soltou meu sutiã e o tirou enquanto punha as mãos em concha nos meus seios. Então ele abaixou a boca para o meu mamilo e sugou fortemente. Um aperto de puro desejo me agarrou entre as pernas. Ele gentilmente apertou meu outro seio e pressionou o mamilo entre seus dedos. Minhas costas arquearam e eu abracei a sua cabeça. As sensações eram demais ― a força da sua boca, os arranhões leves de dentes, até que eu pensei que ia desmaiar.

Sasuke abriu o zíper do meu jeans, puxando-o para baixo até que só minha calcinha ficou para me vestir. Ele traçou a sua mão ao longo dela, pressionando para dentro. A fricção do algodão e seus dedos fez minhas terminações nervosas saltarem. Um gemido escapou quando ele tirou minha calcinha, me expondo ao seu olhar.

― Oh, Kitten, você é tão linda. Primorosa, ― ele respirou antes de me beijar com um vigor que deixou minha cabeça girando. Ele arrastou a boca para os meus seios novamente, excitando cada mamilo enquanto suas mãos procuraram o meu centro. Aqueles dedos me acariciavam com conhecimento, como se eu tivesse dito a ele segredos, e eu mordi meus lábios para abafar os gritos. Quando o seu polegar circulou a bola da minha carne e um longo dedo esfregou dentro de mim, eu tremi com uma necessidade incontrolável. Um ruído áspero de protesto escapou de mim quando ele parou. Ele afastou sua mão, sua boca deixou meus seios, e ele arrastou seus lábios para o meu estômago. Não foi até que ele havia passado para o meu umbigo que eu percebi a intenção dele.

― Sasuke, espera! ― Eu engasguei, chocada.

Ele parou de uma só vez, a boca ainda na minha barriga. ― Pára? ― Ele perguntou.

Cor queimou minha bochecha e eu não conseguia articular minha objeção. ― Er, não parar tudo, só... hum, eu não acho que isso seja apropriado—

Algo como um bufar escapou dele.

― Eu acho, ― ele murmurou, e abaixou sua boca.

No primeiro toque de sua língua minha mente literalmente ficou em branco. Uma longa e lenta lambida sondou-me, deixando a carne queimando no seu caminho. Outro golpe molhado e outro, mais profundo dessa vez, e minha modéstia foi lavada em ondas de puro calor. Ele afastou mais as minhas pernas, deslocando até que elas estivessem abertas em seus ombros, enquanto todo o tempo operava e investigava a macia carne.

Eu não lhe disse para esperar mais, porque eu não conseguia falar. Gemidos que eu não reconheci como meus próprios, passaram por mim com crescente volume e sofrimento, torcendo em espasmos de prazer presos dentro de mim. Eu me contorci sob ele, sentindo-o explorar todas as nuances de mim com uma intimidade chocante. Meus quadris arquearam indefesos, e um doloroso vazio dentro de mim cresceu a cada movimento da sua língua. Eu estava sendo empurrada para uma beirada que eu nunca tinha experimentado antes, e ela se aproximava cada vez mais rápido. Sasuke aumentou a pressão, aumentando a intensidade, e quando sua boca, finalmente, fixou-se no meu clitóris e chupou, eu gritei. Fragmentos de êxtase estouraram em mim, viajando do meu centro para minhas extremidades em um flash. Meu coração, que eu achei que iria simplesmente entrar em erupção, parecia lento nas suas batidas e minha respiração perdida entrecortada. Aquele fogo de antes foi subitamente substituído por algo morno e eufórico se derramando através de mim, fazendo meus olhos abrirem em espanto.

Sasuke deslizou até o meu estômago, emoldurando meu rosto com suas mãos. ― Você nunca pareceu mais linda, ― ele disse, a voz vibrando com paixão.

Meu corpo ainda balançava com os tremores, mas esta era a parte que eu temia. Eu enrijeci quando ele se moveu entre as minhas pernas.

― Não tenha medo, ― ele sussurrou, e me beijou.

Por uma fração de segundo fiquei constrangida, considerando o que ele tinha acabado de fazer. Então achei o novo sabor salgado na sua boca provocativamente estimulante. Sua língua torcia-se contra a minha enquanto a sua dureza deslizou ao longo do meu molhado vinco. Eu estremeci, mas ele só se moveu por fora antes de fazer de novo. E de novo. Ele combinava sua língua com o seu corpo enquanto me acariciava, fazendo a dor anterior voltar com reforços.

― Você me diz quando, ― ele murmurou, longos momentos depois. ― Ou não. Nós não temos de ir mais longe ainda. Eu vou passar o resto da noite degustando você, Kitten, eu adorei isso. Me deixe mostrar o quanto.

Sasuke arrastou sua boca propositalmente para baixo, mas eu o segurei para mantê-lo onde estava.

― Me diga ― ele gemeu quando uma torção do seu quadril forçou um grito de mim.

Meu coração disparou com o nervosismo, mas só havia uma resposta.

― Agora.

Ele me deu um beijo atordoante e então levantou-se em seus braços. A sensação da carne dura avançando dentro de mim me fez ofegar. Tremores estouraram dentro de mim enquanto ele se impulsionava lentamente para frente, e eu enterrei meu rosto em seu pescoço e estremeci. Ele moveu-se mais fundo, e a incrível sensação de plenitude se propagou através de mim. Quando ele estava totalmente coberto ele parou, fechando seus olhos brevemente antes de olhar para mim.

― Tudo bem, amor?

Isso foi íntimo de uma forma que eu nunca tinha experimentado, fitando os olhos um do outro enquanto ele estava dentro de mim. Eu consegui apenas acenar, já que falar estava além de mim.

Ele se moveu em mim, recuando um pouco e depois impulsionando para frente. O inesperado prazer capturou a minha respiração. Ele repetiu o movimento, mas mais profundo dessa vez.

Antes de eu recuperar o controle da minha respiração, ele se retirou quase todo o caminho e voltou com um único arquear de seus quadris, que arrancou um gemido da minha garganta. Suor eclodiu sobre o meu corpo, e um lancinante desejo primitivo me atravessou.

Sasuke estendeu a mão e colocou a palma contra as minhas costas, movendo-a mais para abaixo até que as pôs nos meus quadris. Ele me puxou mais para perto, me esfregando contra ele para coincidir com seus movimentos.

Eu rapidamente peguei o ritmo, e o aumento de contato fez minha cabeça girar em excitação. Aquele aperto de antes dentro de mim voltou, ficando mais apertado com cada nova carícia até que o meu corpo queimava com um único pensamento.

― Mais...

Foi um gemido de pura exigência que a parte racional da minha mente não conseguia acreditar que eu tinha falado. Ele riu profundamente em sua garganta, quase rosnando, e aumentou o seu ritmo.

Minhas mãos, que antes não tinham ido mais para abaixo do que as suas costas, moveram-se avidamente para baixo para agarrar os seus quadris. Dedos cavando em seus duros músculo sem nem ligar para boas maneiras. Eu não conseguia tocar o bastante ele ou chegar perto dele o suficiente. Cada novo impulso fez isso mais intenso, e eu quis o duro contato de seu corpo contra o meu como eu nunca quis nada antes. Compulsivamente eu o beijei, pressionando meu lábio inferior em suas presas e ouvindo-o gemer quando ele chupou o sangue.

― Tão forte e doce, ― Ele murmurou rouco.

― Não mais... do que isso. ― Minhas palavras estavam espaçadas pela falta de ar.

Ele lambeu os lábios, saboreando as gotas. ― É o suficiente. Agora você está dentro de mim também. ― E ele me segurou ainda mais próxima, se isso fosse possível.

Eu ofeguei incontrolavelmente quando seus movimentos tornaram-se mais intensos. A hesitação inicial esquecida, eu me debatia debaixo dele, as unhas causando temporários vergões em suas costas. Meus dentes afundaram-se em seu ombro, sufocando um grito com o atrito incessante, e eu o mordi até que provei sangue.

Ele puxou minha cabeça para trás, sua língua devorando minha boca. ― Mais forte?

― Deus, sim, ― eu gemi, não me importando como isso soou.

Sasuke liberou seu controle com prazer evidente. Seus quadris afundaram nos meus com uma temperada selvageria que foi o prazer mais incrível jamais infligido ao meu corpo. Os gritos que eu tinha retido derramaram diante dos rítmicos sons impulsionados. Quando eu não suportava mais, ele moveu-se mais rápido, empurrando de uma forma que teria sido impiedosa se eu não estivesse festejando com isso.

De alguma forma, isso me lembrou o efeito das drogas. Tudo parecia girar e perder a forma, exceto Sasuke. Aquele rugido longe nos meus ouvidos estava de volta, mas isso era meu o coração martelando que fez o som. As terminações nervosas no meu quadril se rasgaram com antecipação. Elas chicotearam e torceram-se, apertando e desapertando com cada vez mais força, esperando pelo momento em que elas iriam se romper.

De uma só vez eu estava desconectada e hipersensível do meu corpo. Essa ofegante e contorcida criatura na cama não poderia ser eu. No entanto, eu nunca antes tinha estado tão consciente da minha pele, de cada respiração, e do sangue correndo pelas minhas veias. Antes do último nervo esticado dentro de mim se romper, Sasuke segurou minha cabeça e olhos nos meus olhos. Um grito foi arrancado da minha boca quando a barragem estourou e a inundações de orgasmos tomou conta de mim. Foi mais forte do que o primeiro, mais profundo de alguma forma, e deixou resíduos de formigamento pulsando sob a minha pele.

Acima de mim ele gemeu, o rosto de contorcendo em êxtase assim que seguiu para dentro de mim ainda mais rapidamente com seus olhos presos ao meus. Eu não conseguia desviar o olhar, vendo seu controle evaporando-se dentro daquelas profundezas verdes. Ele me segurou assim que se entregou à paixão, beijando-me quase de forma bruta e tremendo por alguns momentos.

Quando eu me separei para respirar, ele se mexeu até que deitamos lado a lado. Seus braços se enrolaram ao meu redor, mantendo nossos corpos se tocando. Não parecia haver oxigênio o suficiente nos meu pulmões e até mesmo Sasuke respirou uma vez ou duas - um recorde, pelo o que eu já tinha visto antes. Pouco a pouco eu controlei minha respiração e meu coração diminuiu para um ritmo não perigoso. Ele estendeu a mão e tirou o cabelo úmido do meu rosto, sorrindo antes de beijar a minha testa.

― E pensar que você realmente acreditava que tinha alguma coisa errada com você.

― Alguma coisa está errada comigo, eu não consigo me mexer.

Isso era verdade. Deitada perto dele, meus braços e pernas simplesmente não respondiam a nenhum dos comandos que eu dava a eles. Meu cérebro teve um apagão de cinco minutos para conseguir lidar com isso, aparentemente.

Ele sorriu e se inclinou para lamber o mamilo mais perto dele, passando suavemente a língua sobre ele. A auréola estava supersensível pelas suas atenções anteriores, e milhares de minúsculas agulhas de prazer correram para a ponta. Quando subiu para o limiar da sensibilidade, ele parou repetindo o processo no outro.

Algo chamou minha atenção quando eu olhei para baixo.

― Eu estou sangrando? ― Eu perguntei surpresa.

Ele mal parou para olhar. ― Não, amor. Isso é de mim.

― O que é-? Oh. ― Pergunta idiota. Ele me disse antes que vampiros choravam vermelho. Acho que os outros fluídos seguiam o exemplo.

― Me deixa levantar, eu vou lavar.

― Eu não me importo. ― Ele respirou as palavras na minha pele. ― É meu, afinal. Eu vou limpar você.

― Você não vai rolar para o canto e dormir? ― Não era isso que normalmente acontecia? A menos que ele realmente, realmente gostasse de acariciar depois, as coisas estavam tomando rumos notoriamente sérios assim que sua mão se moveu mais para baixo, buscando o meu íntimo.

Ele parou seus afazeres para rir, levantando sua cabeça dos meus seios.

― Kitten ― ele sorriu ― Eu estou longe de ir dormir. ― O olhar em seus olhos enviou arrepios através de mim. ― Você não tem ideia de quantas vez eu fantasiei sobre ter você assim. Durante nosso treinamento, nossas lutas, as noites que eu vi você vestida e tocada por outros homens... ― Sasuke parou de falar para me beijar tão profundamente que eu quase esqueci sobre o que nós estávamos falando. ― E todo o tempo vendo você olhar para mim com medo a qualquer momento que eu te tocasse. Não, eu não estou com sono. Não até que eu estiver experimento cada centímetro da sua pele e fizer você gritar de novo e de novo.

Ele abaixou sua cabeça para os meus mamilos mais uma vez, sugando-os e estimulando-os com o dente. O jeito que as suas presas roçavam nas auréolas era assustadoramente erótico.

― Um dia eu vou achar aquele seu velho idiota e o matar, ― ele murmurou, tão baixo que eu mal pude ouvi-lo.

― O que? ― Ele acabou de dizer isso?

Um forte puxão da sua boca me distraiu, e então outro e outro, até que minhas preocupações derreteram sob o sensual assalto aos meus mamilos. Depois de um tempo ele olhou para eles e sorriu com satisfação.

― Vermelho escuro, os dois. Exatamente como eu te prometi que ficariam. Vê? Eu sou um homem de palavra.

Confusão nublou minha mente por um segundo. Então eu me lembrei daquela tarde com ele tentando tirar a vergonha de mim com suas horas de conversas sórdidas, e cor de repente flamejou no meu rosto.

― Você não quis realmente dizer todas aquelas coisas, quis? ― Minha mente se rebelou com o pensamento, mas houve um rápido martelante pulso no meu corpo que esperava traiçoeiramente pelo oposto.

Ele riu de novo, baixo e roucamente. Sua sobrancelha se arqueou em uma pecaminosa promessa, seus olhos mudaram do negro para o puro verde, e sua boca deslizou mais para baixo no meu estômago.

― Oh, Kitten, eu quis dizer cada palavra.

Eu acordei com alguma coisa fazendo cócegas nas minhas costas. Pareciam borboletas. Abrindo meus olhos, a primeira coisa que eu vi foi um braço envolto ao meu redor, sua pálida cor quase idêntica a minha.

Sasuke estava curvado junto às minhas costas, seu quadril tocando o meu. As borboletas eram ele pressionando beijos na minha pele.

Meu primeiro pensamento foi Ele escolheu a profissão errada. Deveria ter continuado como prostituto. Ele faria milhões. O segundo pensamento era muito menos agradável, e eu enrijeci. Se minha mãe pudesse me ver agora, ela me mataria!

― Manhã de arrependimentos? ― Ele parou de me beijar com um barulho de decepção. ― Eu temia que você pudesse acordar e se açoitar por isso.

Enquanto ele falava, eu pulei para fora da cama como se eu tivesse sido atirada de um canhão. Eu tinha que pensar no que fazer, e eu não conseguiria fazer isso no mesmo quarto com ele. Nem mesmo parando para achar a minha calcinha ou sutiã, eu só joguei uma camisa e coloquei meu jeans. Deus, minhas chaves, onde eu tinha colocado as minhas chaves?

Sasuke se sentou. ― Você não pode sair igual a um furacão e fingir que isso nunca aconteceu.

― Agora não, ― eu disse desesperadamente, tentando não olhar para ele. Ahá, chaves! Agarrando-as com dedos cerrados, eu corri para fora do quarto.

― Kitten...

Eu não parei.


Notas finais
*Ted Bundy = Foi um dos serial killers mais famosos da história dos Estados Unidos.
*Vampire Henchman = Seguidor fiel de vampiro.