As semanas seguintes foram de adaptação. Tanto eu quanto os Malfoy estávamos nos acostumando como a minha presença na casa e a rotina estava estabelecida como se tivesse sido sempre assim.

O senhor Malfoy já não era mais tão indiferente assim e a senhora Malfoy até me pediu para parar de tratá-la com tanta formalidade e a chamasse de Tia Astoria, o que eu achei muito atencioso da parte dela.

Eu estava começando a me sentir mais à vontade, já não chorava mais quase todas as noites e nem ficava deprimida do nada. Carter e Scorpius estavam com um papel fundamental de nunca me deixar sozinha ou pensativa por muito tempo. Começava a considerar que podia sim fazer da Mansão Malfoy a minha casa.

Foi no último final de semana de julho que os avós de Carter decidiram fazer uma visita surpresa. Eles tinham se mudado para o norte logo depois do casamento do filho e visitavam apenas durante o natal, pelo que Carter me dissera.

Mas era uma bonita manhã de sol no meio de julho, eu e os meninos estávamos praticando passes com a Goles no jardim da frente, quando uma mulher alta e imponente apareceu na porta, saindo da casa.

Ela caminhou até nós com um sorriso. Tinha cabelos e pele muito claros e vestia um longo vestido verde escuro sob uma capa de viagem preta, apesar do clima quente.

- Vovó! – exclamou Scorpius, esquecendo completamente o jogo e correndo em direção a mulher, que o abraçou carinhosamente.

Olhei para Carter, surpresa, e vi que sua expressão espelhava a minha.

Depois de soltar o neto mais novo, a mulher, que eu então deduzi ser Narcissa Malfoy (só um Malfoy seria tão pálido, mesmo que ela não tivesse de fato nascido nessa família), sorriu para Carter, que caminhou até ela e ficou preso em um abraço apertado também.

- O que está fazendo aqui, vovó? – quis saber Carter, assim que se desvencilhou dos muitos beijos da mulher.

- Mas é assim que você cumprimenta sua avó, jovenzinho? – ela fez uma cara de desgosto e eu pude reparar que, apesar de já não ser mais jovem, ela ainda tinha um rosto bonito.

Carter revirou os olhos.

- Olá vovó, - começou ele em um tom monótono – que bom te ver! O que a senhora está fazendo aqui?

Narcissa Malfoy suspirou e balançou a cabeça, e voltou seu olhar para a minha direção, ao mesmo tempo que Scorpius, que tinha entrado na casa, voltava ao jardim puxando quem só poderia ser Lucius Malfoy, um versão mais velha e ainda mais severa de Draco, Carter e Scorpius.

O menino contava, empolgado, alguma história para o avô, que não demonstrava reação. Carter foi até o homem e lhe deu um abraço. Eu começava a me sentir desconfortável sob o olhar curioso e analítico da matriarca da família quando os olhos cinzentos de Lucius Malfoy também recaíram sobre mim.

Carter deve ter percebido, talvez pela minha expressão que beirava ao pânico, que algo estava errado e se postou do meu lado.

- Vovô, vovó, essa é minha amiga Julie. – apresentou ele, com um sorriso, passado o braço pelos meus ombros. Eu apenas sorri nervosamente sob os olhares gelados dos Malfoy mais velhos.

Antes que Carter pudesse dizer mais alguma coisa, a senhora Malfoy – ou melhor, tia Astoria; melhor me lembrar, agora que tinham duas senhoras Malfoy na casa – saiu para o jardim cumprimentando os sogros, que finalmente desviaram os olhos de mim.

Observei enquanto eles se abraçavam e trocaram algumas palavras. Tia Astoria escondeu bem, mas dava para ver que ela tentava não demonstrar surpresa ou desagrado pela visita súbita dos pais do marido. A senhora Malfoy lançou um breve olhar na minha direção e tia Astoria os guiou para dentro, com Scorpius aos seus calcanhares.

- Não fique com essa cara. – Carter apareceu do meu lado e me fez dar um pulo de susto.

- Que cara?

- Essa cara apavorada. – ele deu um sorrisinho e pegou a Goles no chão, jogando na minha direção. Eu peguei a bola com destreza – e modéstia, claro – e joguei de volta.

- Bom, seus avós são meio apavorantes. – eu dei de ombros, enquanto Carter corria até o outro lado do jardim, ziguezagueando e jogando a bola para cima várias vezes antes de jogar para mim de novo.

- Só por que eles não te conhecem. Os Malfoy tendem a ser desconfiados com desconhecidos.

- E com desconhecidos de famílias Grifinórias? – eu quis saber, acabando com o jogo ao sentar no chão e abraçar a bola.

Carter revirou os olhos azuis ao se juntar a mim na grama.

- Lá vem você de novo.

- É, lá venho eu de novo. Seu pai não disse que seu avô o deserdaria se ele tivesse ido para a Grifinória, assim como minha família fez comigo pelo contrário? Não acho que seus avós vão ficar muito felizes de saber que o filho deles acolheu uma Lottus.

- Jules, não se preocupa, ok? – ele passou o braço pelos meus ombros de novo – Minha mãe vai explicar tudo e eles vão entender e tudo vai continuar do jeito que está. Daqui só pode melhorar. – ele deu um sorrisão no maior estilo Blake e eu revirei os olhos, por que não consegui não acompanhar o sorriso.

Ele tirou a Goles das minhas mãos e seguiu jogando a bola para cima e narrando os próprios movimentos.

N/A: Capitulo curtinho, eu sei, mas só para dar um sinal de vida! Haha

Londres foi um sonho, o estúdio do Harry Potter foi a realização de todas as fantasias da minha infância! *-* Para completar minha visita perfeita, encontrei ninguém menos que nosso eterno Harry, Daniel Radcliffe *-* Morram de inveja 8D HAHAHA #justkiddin'

Anyway, estou inspirada, até pq estou relendo HBP, então espero postar um capitulo de tamanho e conteúdo decente logo!

Cheers ;D