Capítulo 11
― Finalmente estão tocando música de verdade ― Alvo Dumbledore estava na varanda, olhando por uma janela para o jovem casal que dançava do lado de dentro. Ele estava escondido pelos arbustos e pelas plantas que enfeitavam a parte externa da casa.
Com ele estava Minerva Potter, bem viva, ao contrário do que acreditava sua família. Minerva sobrevivera ao acidente e, seguindo o conselho de Alvo, decidira "ficar morta" por algum tempo. O acidente tinha todos os indícios de sabotagem, e eles achavam que, até os fatos serem descobertos, ela estaria mais segura "morta" do que viva.
― Eles formam um casal tão bonito, não formam, Alvo? ― Minerva observava o neto e sua falsa noiva. ― Nunca vi Harry olhar para uma mulher assim. Ele está apaixonado, Alvo. E eu não podia estar mais feliz. Ela é uma moça tão querida!
― Infelizmente, seu neto é um tapado! ― declarou Alvo sem rodeios.
― Isto foi desnecessário, Alvo― ralhou Minerva. ― Harry é extremamente inteligente e...
― Ele é um gênio dos negócios, admito, mas em se tratando de mulheres, ele não consegue separar o joio do trigo. Eu sei que você tem grandes esperanças para ele e Gina como casal, mas você vai ter que se preparar para se decepcionar, Minerva, porque eu não acho que vá acontecer. Não com aquele contrato pairando sobre eles. Minerva suspirou.
― Pelo que você me disse, tenho que concordar que o contrato que Harry fez você redigir é, bem, insultuoso talvez...
― Talvez não, Minerva. É insultuoso. Eu sinto vergonha de ter sido parte dele. Se você tivesse lido... ainda bem que não leu. O maldito contrato cheira a desconfiança e ceticismo, e se eu fosse Gina, teria mandado o Harry passear. Mas ela não tinha essa opção, porque está cuidando da irmã mais nova.
― Você me disse que foi ao hospital para verificar as coisas ― lembrou-o Minerva. ― Você quer dizer que foi verificar se a história dela era verdadeira? Francamente, Alvo, e ainda acusa Harry de ser desconfiado e cínico!
― Como advogado, é meu trabalho não deixar furos ― disse Alvo, defendendo-se. ― Fui ao centro de reabilitação e tudo o que Gina disse é verdade. A irmã dela quebrou quase todos os ossos no acidente de carro, incluindo o crânio em algumas partes. Ela é totalmente dependente de Gina, que moveu céus e terra para dar à menina o melhor tratamento possível. A equipe do hospital não se cansou de elogiar a devoção de Gina a Luna. Praticamente todo centavo que ela ganha, incluindo o bônus, é usado para pagar as contas dos médicos.
― Pobrezinhas! Tão jovens e já tiveram que passar por uma tragédia dessas ― murmurou Minerva.
― Gina conseguiu superar a tragédia que sofreu ― proclamou Alvo. ― Como advogado dela, pro bonos, é claro, nunca me senti mais orgulhoso de um cliente.
― A Gina é dedicada, leal, forte e carinhosa ― disse Minerva sorrindo. ― A mulher perfeita para o meu neto.
― A garota é um anjo, e Harry a tratou como se fosse uma combinação da mãe dele com Cho Chang. ― Alvo sentia-se ofendido por sua nova cliente. ― Talvez Harry um dia perceba o verdadeiro valor de Gina. Talvez chegue até a admitir que a ama, mas então vai ser tarde demais. Gina tem um forte senso de orgulho que não vai deixar que ela se permita ser maltratada por ninguém, nem mesmo por um Potter.
― E se ela o amar, Alvo?
― Às vezes o amor não é suficiente, Minerva. Concordo que Gina seria a melhor coisa que poderia acontecer ao Harry, mas ele se comportou de tal maneira que não acho que ela vai...
― Você está pegando muito pesado com o pobre Harry. ― Minerva franziu a testa. ― Eu acredito que, apesar do dano que o divórcio de seus pais e as intrigas de Lilian lhe causaram, o meu Harry tem amor suficiente para dar e...
― Você anda lendo romances demais e assistindo a muitos filmes sentimentais, Minerva. ― Foi a vez de Alvo interromper. ― Harry é um homem amargo, e é improvável que seja redimido pelo verdadeiro amor.
― Não vou mais ouvir nenhuma palavra negativa, Alvo. ― Minerva cruzou os braços e voltou a observar Harry e Gina pela janela.
Eles estavam dançando muito, muito perto um do outro, e Minerva olhava encantada enquanto Gina deslizava os braços em torno do pescoço de Harry.
― Daqui a pouco tempo esse noivado vai passar a ser de verdade e Harry vai pedir a você para rasgar aquele horrível contrato. Tenho certeza ― acrescentou Minerva num tom determinado que Alvo conhecia bem.
― Nada me deixaria mais feliz, mas...
― Nada de "mas". Eles vão... Ô-ou! ― Minerva abaixou-se rapidamente. ― Acho que Harry me viu.
― O quê? ― protestou Alvo. ― Deus do céu, Minerva, eu disse para você não vir, mas você me escutou? Não! Quis vir de qualquer jeito...
― Fique quieto, Alvo. E acalme-se.
― Temos que tirar você daqui imediatamente, Minerva! ― Alvo agarrou-a pelos braços e arrastou-a para longe das janelas. Eles serpentearam pelos arbustos, tomando cuidado para não serem vistos.
― Bisbilhotando, fugindo sorrateiramente... estou me sentindo como se estivesse num daqueles filmes B ― reclamou Alvo. ― Não sei como deixo você me convencer a fazer essas...
― Por favor! ― ordenou Minerva. ― Estou feliz por ter vindo. O risco valeu a pena, Alvo. Se Harry me viu, só Deus sabe o que ele deve estar pensando...
Dentro do salão,Harry tomou um susto visível e congelou. Os outros casais continuaram dançando ao som das melodias lentas e românticas. Até um momento antes, Harry e Gina também estavam dançando ― agarradinhos, movendo-se lentamente num torpor sensual.
Até que ele vira o rosto de sua avó na janela!
― O que houve, Harry? ― perguntou Gina. Seus braços estavam ao redor do pescoço dele; ele mesmo pedira que ela os colocasse ali.
― Coloque seus braços em volta do meu pescoço ― sussurrara ele, e ela obedecera imediatamente, aninhando-se no corpo dele.
Seus corpos se encaixavam de uma maneira perfeita. Gina estava consciente de cada respiração dele, pois sua própria respiração tomara-se trêmula e superficial. Seus seios estavam formigando, comprimidos contra o peito de Harry; suas coxas roçavam de maneira provocante enquanto dançavam.
Harry inalara profundamente e afundara seus lábios no pescoço dela. Era isso que ele estava querendo há semanas. Tê-la em seus braços. Estar perto dela e sentir sua maciez, seu calor. No momento em que Harry a tomara nos braços, a desconfiança e a raiva que os comentários negativos de sua mãe tinham produzido dissolveram-se.
As observações de Lilian o deixaram furioso, depois desconfiado. Pensara nas reações apaixonadas de Gina a seus avanços no começo do falso noivado. Ele não fizera segredo do quanto a desejava, mas ela recuara.
Ele estava pensando nisso quando Hermione se juntara a eles e perguntara sobre seu mau humor. Ele precisara de uma desculpa, e a música irritante fora a primeira coisa que lhe ocorrera. Além disso, ele realmente odiava a Electric Slide.
Mas quando a banda começara a tocar All The Things You Are, e Gina e ele puseram-se a dançar, todas as suas dúvidas e suspeitas desfizeram-se. Estava cansado de lutar, cansando de querê-la e não poder tê-la.
E então vira sua avó na janela, olhando para dentro, observando ele e Gina dançarem.
― Harry, você está bem? ― Gina recuara um pouco e o fitava confusa.
― Eu estou com cara de quem viu um fantasma? Acho que bebi mais do que pensei.
― Você tomou muitas taças de champanhe ― murmurou Gina. ― Você está enjoado?
― Enjoado não. Louco, provavelmente. ― Ele engoliu em seco. ― Pensei ter visto minha avó olhando pela janela.
Gina não olhou para ele como se estivesse maluco.
― Você ainda está sentindo a perda da sua avó e a banda está tocando uma música que faz com você se lembre dela ― disse ela. ― Além de todo o champanhe que você bebeu...
― Eu não estou bêbado ― protestou ele, depois deixou cair os ombros, em sinal de derrota. ― Talvez esteja. É a única explicação... ― Ele olhou para a janela onde vira a avó.
Uma grande tristeza abateu-se sobre ele. Sua avó estava sorrindo, observando Gina e ele, parecendo contente. Ele pensou como seria se Minerva ainda estivesse viva e presente à festa.
Gina tirou os braços do pescoço de Harry e examinou-o por um momento.
― Acho que você devia comer alguma coisa. E tomar um café bem forte também.
― Agora não. ― Estava abalado demais para pensar em comer ou beber qualquer coisa. ― Não posso mais ficar aqui, Gina. Preciso de paz e tranqüilidade. ― Sentiu-se subitamente oprimido por tudo aquilo. ― Vamos sair daqui. ― Agarrando-lhe a mão, puxou-a para fora da sala.
Ela pensou que eles fossem para a varanda. Em vez disso, Harry tomou outro caminho, levando-a para a grande escadaria.
Ele começou a subir as escadas e, de repente, tropeçou. Gina instintivamente aproximou-se e colocou o braço em torno dele para segurá-lo.
Ele apoiou-se nela.
― Eu queria que fosse verdade, Gina. Queria ter visto a minha avó naquela janela.
Gina viu a dor nos olhos de Harry. Sabia muito bem o que era sentir saudade de uma pessoa querida.
― Talvez você tenha visto ― disse ela suavemente. ― Talvez ela esteja aqui em espírito e você tenha percebido de alguma maneira.
― Se minha avó decidisse aparecer como um fantasma, pode ter certeza de que ela não se limitaria a ser uma mera aparição na janela. Conhecendo a vovó, ela faria algo espetacularmente sobrenatural ― Harry sorriu, cheio de boas lembranças.
Eles chegaram ao topo da escadaria e caminharam pelo longo e iluminado corredor.
― Você sabe onde está indo? ― perguntou Gina enquanto passavam por um quarto após o outro.
― Para o quarto onde eu costumava ficar ― e aqui está ele. ― Levou-a para um quarto bem pequeno, decorado em tons pálidos de azul, cinza e amarelo.
Gina cruzou o quarto para acender o abajur na mesa-de-cabeceira. Enquanto isto, Harry fechou a porta atrás de si, trancando-a.
― Sabe, ver a vovó esta noite, ou achar que a vi ― corrigiu-se rapidamente ― me fez lembrar de algo que ela tentou passar para cada um de nós.
― E o que é? ― perguntou Gina.
― A maneira como ela fazia as coisas acontecerem. Quando queria algo, ela corria atrás. Se estivesse aqui esta noite, ela me puxaria para um canto e diria: "Harry, você sabe o que quer, então vá atrás!"
― Eu não acho que ela teria nenhuma reclamação a seu respeito, Harry ― assegurou-lhe Gina. ― Você tem seguido o exemplo dela e é um executivo de primeira classe.
― Eu sei que isto vai surpreender você, mas não estou falando de negócios ― Harry sentou-se na cama e tirou os sapatos. ― Não estava nem pensando em trabalho.
Gina demonstrou que compreendia balançando a cabeça, mas não estava olhando para seu chefe e sim para o telefone sobre a cômoda. Todo aquele champanhe deixara Harry bastante conversador, e ele precisava de uma boa noite de sono.
― Enquanto você se deita, vou chamar um táxi. Tem tanta gente aqui que ninguém vai perceber que saí.
― Eu considero um evento onde a minha presença é totalmente supérflua, uma perda de tempo. ― Harry tirou o paletó e puxou a gravata.
― Eu sei. E você prefere uma reunião de negócios a qualquer festa.
As meias e o cinto foram os próximos a serem tirados. Ele os jogou no chão.
― Você me conhece tão bem.
Gina pegou rapidamente o telefone.
― Eu tenho que pedir uma linha, como num hotel ou ― ahn!
Harry tirou o telefone da mão dela e colocou-o no gancho.
― Não vá embora, Gina ― disse ele roucamente.
Os olhos de Gina arregalaram-se. Ele estava desabotoando a camisa. Ela passou a língua pelos lábios.
― Harry, eu não acho...
― Ótimo! Porque eu estou cansado de achar, estou cansado de pensar, isto está me deixando louco! ― Tomando-lhe as duas mãos, puxou-a para si. ― Vamos fazer um acordo. Não vamos mais ficar pensando. Esqueça o Alvo. Esqueça tudo e concentre-se só em nós dois.
Ela sentiu o calor das coxas dele contra suas pernas, e um tremor percorreu-lhe o corpo. Com um puxão hábil, colocou-a no colo e envolveu-a com seus braços. Gina lutou um pouco. Não o suficiente para se soltar; não o suficiente para convencê-lo de que queria se soltar.
― Por favor, Gina. ― Ele a puxou mais para junto de si e aninhou o nariz no pescoço dela.
Ela sabia o que ele queria. Gina fitou-o, atraída pelo poder e pelo ardente desejo em seus olhos. O problema era que ela queria a mesma coisa.
― Você não está bêbado? ― murmurou, tentando ganhar tempo. ― Você não vai desmaiar?
― Foi isso que disse a si mesma quando estava vindo aqui para cima? Que estava ajudando um bêbado idiota? ― Seus lábios roçaram os dela. ― A nobre e leal Gina.
Ele inclinou a cabeça e beijou-a com uma profundidade que deixou-a sem ar. Instintivamente, Gina espalmou a mão sobre o peito nu de Harry. Queria sentir o calor de sua pele.
Harry gemeu e beijou-a novamente. Suas mãos moviam-se sobre as costas de Gina em carícias lentas. Ela teve um desejo atrevido de senti-lo acariciando suas costas nuas. Como que sincronizado com as necessidades dela, Harry abriu-lhe o vestido, desnudando-lhe os ombros. Beijou-lhe o pescoço, descendo a boca até a curva de seu seio.
Ela soltou um gemido enquanto ele a beijava através do fino material de seu vestido, que foi então dispensado, permitindo que a ponta da língua dele tocasse seu mamilo.
Quando ela abriu os olhos novamente, eles estavam deitados na cama, praticamente despidos. A cabeça de Gina estava girando com a excitação. Com o prazer de seus beijos e de suas carícias mal conseguia se lembrar de terem tirado quase todas as roupas. Tudo parecia tão natural e tão certo. Estar ali com Harry, beijando-o, tocando-o...
― Você é tão linda ― disse ele, fitando-lhe o torso com os olhos ardendo de desejo. Segurou-lhe os seios, observando, atormentado, a maciez e a alvura que enchiam suas mãos.
Gina soltou um gemido e arqueou-se contra ele, sentindo seus músculos, o calor de sua pele. Ousada, ela deslizou os dedos do peito para o abdome de Harry, descendo pelo caminho de pêlos escuros sob seu umbigo.
Harry sentiu a mão de Gina roçando-o através do algodão, e sentiu que seu controle começava a desfazer-se de vez. Sentiu um fogo líquido percorrendo seu corpo. Estavam juntos finalmente.
Suas mãos deslizaram pelo abdome de Gina. Gina prendeu a respiração. Queria desesperadamente que ele movesse a mão para baixo e a tocasse intimamente.
― Você leva o conceito monocromático às ultimas conseqüências ― disse ele, brincando com a borda da calcinha vermelha. ― Tudo combina com o anel.
― Eu mesma comprei a lingerie. ― Gina corou. ― Já foi ruim você ter comprado o vestido. Não achei que ainda devia pagar...
― Eu quero comprar presentes para você ― disse ele. ― Eu quero que você tenha coisas boas. Quero dar a você tudo o que você quiser.
― Ah, Harry. ― Seus olhos encheram-se de lágrimas. ― Tudo o que eu quero é você.
Porque estava apaixonada por ele, admitiu Gina para si mesma. Desejava poder admitir para ele também. Mas conhecendo Harry, sabia que ele não gostaria de ouvir as palavras. Sentir-se-ia preso numa armadilha. Então ela lhe mostraria. Uma ação sempre dizia mais que mil palavras, ou pelo menos era o que se costumava dizer. Levantou o rosto para beijá-lo e todo o amor que não ousava confessar fluiu através daquele beijo.
A mão grande e quente de Harry deslizou para dentro da calcinha de Gina. Gina contorcia-se enquanto a mão de Harry separava gentilmente os lábios inchados de seu sexo molhado para descobrir seus recantos mais secretos e sensíveis. A maneira como ele a esfregava e a pressão gostosa que aplicava fizeram-na gemer. O prazer era intenso.
― Harry, por favor! ― choramingou. Não sabia se estava pedindo para que ele parasse ou implorando para que continuasse.
Ele tomou-lhe novamente os lábios, enfiando a língua em sua boca ao mesmo tempo em que, com os dedos longos e fortes, penetrou-lhe o sexo. Aquela dupla invasão foi arrasadora. Gina nunca sentira aquilo. Uma tórrida tempestade de forças se armava dentro dela e seu corpo doía, estremecendo a cada pontada de prazer.
De repente, uma explosão de líquido quente liberou a tempestade dentro sentiu-se implodir com um prazer tão intenso que tudo o que podia fazer era se agarrar a Harry enquanto as ondas de êxtase percorriam-lhe o corpo.
Harry segurou-a com firmeza, abraçando-a e embalando-a possessivamente. Beijou-lhe a testa, o rosto e o pescoço enquanto ela tremia em seus braços. Finalmente, Gina deitou-se exausta ao lado dele. Seus olhos permaneceram fechados por algum tempo, então abriram-se para encontrar os de Harry.
Gina quase ficou sem ar. Ele a estava observando! Ela sempre fora tão reservada e tímida, nunca teria imaginado ser capaz de uma resposta assim tão selvagem e desinibida ― e Harry observara tudo aquilo.
― Meu Deus! ― Ela virou o rosto. ― Isto nunca aconteceu comigo. Eu... eu não sei o que dizer.
― Não precisa dizer nada, querida. E não precisa ficar tímida comigo. ― Ela abraçou-a com força. Sentia-se no topo do mundo, um macho poderoso, um homem que levara uma mulher a um delírio voluptuoso. Tomando-lhe o queixo, levantou seu rosto e olhou fundo em seus olhos.
― Você estava linda de olhar. Tão sexye fogosa. — Ele moveu a mão lentamente por toda a extensão de seu corpo.
Ele tirou sua calcinha, depois as meias-calça. Embora não soubesse como podia estar envergonhada depois de ter tido orgasmos múltiplos enquanto ele a observava, Gina sentiu-se exposta e vulnerável, deitada ali, nua, sob o olhar de Harry.
O corpo dele latejava de desejo.
― Não posso mais esperar, querida ― disse.
Gina o observava disfarçadamente, intrigada com toda aquela virilidade para desviar o olhar, embora a dúvida começasse a atormentá-la. Será que deveria contar a Harry que ele era seu primeiro amante? Ela certamente não era a primeira dele.
Gina tomousua decisão enquanto abria os braços para receber Harry, dando-lhe total acesso ao seu corpo. Ela o amava, e esta noite não era a sensata Gina Weasley, era a heroína de um conto de fadas moderno, que finalmente recebera a oportunidade de expressar seu amor ao herói que estivera sempre fora de seu alcance.
― Eu também não quero esperar mais, Harry ― sussurrou a Gina. ― Vem.
Ela não teve que pedir duas vezes. Harry começou a penetrá-la lentamente, segurando-lhe os quadris e puxando-lhe o corpo. A intimidade era arrebatadora, diferente de tudo o que ela já experimentara. Não conseguia se imaginar fazendo aquilo com mais ninguém além de Harry, o homem que amava.
As penetrações lentas e profundas de Harry reacenderam as brasas de sua paixão. Uma explosão interna sacudiu-a, com ainda mais força e profundidade que antes, e Gina agarrou-se a ele, ofegante.
Juntos escalaram as incríveis alturas da paixão e chegaram ao cume do êxtase, antes de finalmente mergulhar num mundo tranqüilo e só deles.
Depois, ficaram deitados, um nos braços do outro. Pela respiração de Harry, Gina soube que ele havia adormecido. Ela não se importava. Não sentia necessidade de conversar. Um pequeno sorriso curvou-lhe os lábios. Gostava de abraçá-lo enquanto sua mente vagava docemente.
Esta noite fora especial, e não exigia nenhuma análise meticulosa. Esta noite, ela e Harry eram amantes, e Gina sabia que, não importava o que acontecesse, nunca se arrependeria do que fizera.
Momentos mais tarde, adormeceu também.
