Queen of Pentacles
Ela era banhada em ouro.
Os outros podiam não ver, e não perceber, mas ela era banhada em todos os tipos e tons de preciosidades, feita para ser a rainha de uma comunidade sem rumo. Ela era bela, não por seu traços e palavras, mas na essência, que era maior do que os outros poderiam ver.
Mas eu fazia parte dela, e eu via, e me alegrava com ter nela um veículo apropriado para meu sangue sagrado. Ela era o cálice, o santo graal, pura e intocada, completamente minha, abençoando minha existência
Ela era a coroa de meu regime, era o recipiente de meu poder. Ela era sagrada e majestosa, e quando eu tomava sua mente, eu sabia que era ainda mais puro e ainda mais forte do que um tolo seria capaz de ver.
E eu, que sempre achei o amor uma tolice, me descobri a adorar o brilho que dela emanava, e que iluminava tudo que ela tocava, inclusive a mim.
Ginny Weasley era vermelha, castanha, branca, rosa, mas acima de todas as cores visíveis, ela era dourada. Como um sol, como uma estrela, como o ouro puro jorrando em uma fonte incessante de poder e realeza, em meus braços, para que eu usasse como quisesse.
Eu, que sempre fui ganancioso, jamais poderia recusar tal oferta.
Assim, fiz dela meu fantoche real, banhei-me em seu poder, e bebi em sua taça de sensibilidade, me tornando mais do que antes fora, mais do que tinha sonhado até então.
Com ela, eu sabia que seria invencível, e não temi o rapaz que fora minha queda, levando-o para a armadilha através das cores óbvias de Ginevra, sem que ele jamais percebesse o dourado que vinha dela e me banhava.
E, ao sair dela, me perdi.
