Capitulo 11
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Bella havia passado a noite nos braços de Edward, mas se levantara cedo, por volta do amanhecer. Sabendo que a confeitaria iria ser aberta em breve, ele não protestou.
Quisera protestar, é claro, mas ficou calado. Todo o motivo para Bella estar ali em Chicago era a devoção pelos negócios da família. Ele não iria nem mesmo pensar em interferir nisso. Porque ele gostava do fato de ela trabalhar na confeitaria. Bem ali, pertinho. Quanto ao outro emprego dela, na boate, Edward tinha de admitir, poderia ser uma tarefa mais difícil. Ele não havia sido testado ainda, mas não imaginava que seria fácil observar a mulher por quem era totalmente louco prestes a tirar suas roupas em um ambiente cheio de homens. Principalmente agora que ele certamente ficaria imaginando o que havia acontecido na noite anterior, quando ela tirara as roupas apenas para ele.
Tinha sido a noite mais inacreditável da vida dele. E teve que se perguntar como ela tivera forças para se levantar e caminhar naquela manhã, considerando que havia ele havia passado boa parte da noite entre as pernas dela.
Bella não era a única que precisava ir para o trabalho. Edward havia prometido a Garrett que o ajudaria com o recebimento de um novo forno no Cullen's. Então, depois de tomar um banho, ele se vestiu e caminhou algumas quadras até a rua Taylor. Ele passou pela Confeitaria Swan's no caminho, porém, consciente dos sentimentos de Bella, não apareceu por lá.
Era estranho passar por ali e não entrar para cumprimentar a mulher com quem ele havia feito amor de tantos jeitos diferentes e frenéticos na noite anterior. Mas ela desejava que o relacionamento permanecesse entre eles, o que significava que ele não podia ficar a sós com ela, não podia segurar a mão dela em público, não podia chamá-la para sequer caminhar na rua com ele.
– Isso vai ser uma droga – murmurou ele em voz alta, quando chegou ao restaurante. Ele não fazia ideia de por quanto tempo seria capaz de manter aquele relacionamento noturno e secreto com Bella.
Só esperava que ela mudasse de ideia. Que ela percebesse que não precisava desistir de ser ela para se tornar parte de um relacionamento com ele.
Um relacionamento. Sim. Ele desejava um. Estava ficando muito apaixonado por ela, exatamente como suspeitava que aconteceria quando a vira tão entediada e indiferente do outro lado do Cullen's tantas semanas atrás.
Era um tanto irônico. Ele estava começando a pensar que realmente podia ter encontrado a mulher perfeita. Já estava se apaixonando por ela. E uma união entre eles certamente iria satisfazer a todos em ambas as famílias.
Mas Bella não queria um relacionamento.
– Mulheres – murmurou ele, quando adentrou o restaurante.
O irmão, Garrett, que estava bem à porta, saudou-o com um tapinha nas costas.
– Se não pode com elas… Mas elas certamente são uma opção melhor do que viver sozinho.
Como sempre, seu irmão imponente conseguiu fazê-lo sorrir.
As sextas-feiras normalmente eram movimentadas no Cullen's, então o dia passou voando. E, como sempre, o restante da família começou a aparecer depois do expediente. Às 20h, todos os irmãos estavam lá com as esposas e filhos, assim como a irmã dele, que estava com seu novo marido. Ambos estavam agarradinhos como os recém-casados que eram. Embora ele tivesse ficado cético, considerando o que sabia a respeito do passado sombrio de Jasper Hale, até mesmo Edward tinha de admitir que os dois eram obviamente loucos um pelo outro.
Além disso, se Jasper conseguia aguentar sua irmã tagarela, ele devia ser um homem bem forte.
– Vamos lá, tire uma folguinha – disse Emmett para Edward assim que emergiu da cozinha, onde estava ajudando o pai.
– Sim, acho que meu chefe escravizador vai me liberar agora – respondeu ele, olhando por sobre o ombro para Garrett, que estava parado à porta vaivém.
– Não sou chefe… sou parceiro – lembrou-lhe o irmão com um sorriso.
Não na opinião de Edward. Mas ele ainda não queria ter aquela conversa.
Os irmãos e suas famílias ocuparam diversas mesas no restaurante, mesas que provavelmente seriam apreciadas pelos clientes pagantes que estavam enfileirados no balcão. Mas Esme nunca nem sonharia em expulsá-los para liberar o espaço. Ela ficava cacarejando ao redor, mandando a todos que comessem, arrulhando para os netos e sorrindo quando Rosalie ofereceu para que ela sentisse o bebê lhe chutar a barriga.
Na opinião de Edward, aquela era uma coisa meio sobrenatural. Porém, todas as mulheres se juntaram para fazer o mesmo, e Emmett agiu como se aquela fosse a coisa mais legal desde o lançamento do robô Optimus Prime e dos Transformers. Edward, no entanto, ficava apavorado pela ideia. A única coisa que ele queria sentir se movimentando dentro de uma mulher era seu próprio membro. Um bebê? Nem pensar.
A menos que a mulher fosse Bella.
A ideia era maluca, incômoda até. Mas não queria abandonar a cabeça dele.
– Ei, vejam quem está aqui – gritou Kate, acenando para a porta da frente. – Minha irmãzinha!
Edward girou imediatamente, vendo Bella ao balcão.
– Ah, Isabella, você não tem vindo me ver. O que houve, hein? – disse Esme, quando irrompeu até ela. Ela segurou o rosto de Bella, dando-lhe um beijo na testa, então agarrou seu braço e saiu arrastando-a pelo restaurante.
Dando um beijo no ombro de Peter, ela disse:
– Saia daí e abra espaço para a irmãzinha de Kate.
– Sim, senhora – disse o irmão dele, com um sorriso.
Peter era mais velho do que Edward e Emmett e como promotor, estava acostumado a dar ordens para as pessoas. Porém, assim como todos eles, não podia recusar um comando da mãe mandona deles.
– Como vão as coisas, Bells? – perguntou ele, assim que se levantou e tirou a cadeira do caminho. – Você se lembra da Charlote, certo?
Bella assentiu, sorrindo para a linda esposa de Peter. Uma sulista obstinada; de algum modo ela conseguia se encaixar tão bem que Edward não conseguia imaginar o que a família seria sem ela.
Esme Cullen roubou uma cadeira desocupada de uma mesa ao lado e a colocou ao lado de Edward, quase empurrando Bella para se sentar ali. Tal atitude fez ele querer beijar a mão da mãe, embora Bella não parecesse nada feliz.
– Eu só estava escolhendo alguma coisa para levar para casa para o jantar – disse ela, soando quase atordoada com a rapidez com que tinha sido raptada para se juntar ao jantar de família. Edward compreendia a sensação. A mãe dele era um poço de energia.
– Deixe de ser boba, você vai comer aqui, com a família. Você é uma de nós! – Ela empurrou a cadeira de Bella até ficar tão próxima à de Edward que as coxas de ambos se tocaram sob a mesa.
Edward apostaria dinheiro que sua mãe havia feito aquilo de propósito. Quando ele viu o sorriso afetado dela assim que saiu para verificar o jantar, ele soube que tinha mesmo. Todo mundo queria que eles ficassem juntos.
Se eles ao menos soubessem…
– Ei, Isabella – sussurrou ele, de canto de boca.
Ela o chutou por baixo da mesa.
– Então… o que acha de estar de volta a Chicago, Bella? – perguntou Jacob. – Acho que é bem inexpressivo e desinteressante, depois da sua vida em Nova York. Você deve realmente precisar de uma válvula de escape criativa.
Houve uma piscadela surpreendente por parte de Jacob. Quando ele e Bella trocaram um olhar demorado, Edward começou a suspeitar que ele soubesse um pouco mais do que demonstrara sobre a vida noturna de Bella.
Lembrando-se do modo como Jacob o havia incitado a aceitar o emprego, e tinha sido tão incisivo sobre Edward tomar conta da "dançarina principal" na Leather and Lace, ele imaginou se ele tinha visto Bella durante a reforma do lugar.
– Está tudo bem – respondeu Bella. Sorrindo, ela acrescentou: – Só estou ocupada tentando evitar retomar meu vício em bombas folheadas de creme. Elas são meu fraco.
Todos à mesa riram. Exceto Edward. Porque houve um ronronar sensual na voz dela e ele julgou que ela estivesse falando apenas com ele. Quando sentiu a mão dela, disfarçada pela toalha quadriculada, em sua perna, teve certeza.
Havia algo de muito excitante na coisa de ter uma mulher da qual você deveria ser apenas um amigo casual apalpando você debaixo da mesa de jantar.
Principalmente quando a mesa estava lotada de membros da família curiosos que adorariam ver qualquer sinal de interesse entre os únicos dois solteiros ali.
Bella foi cuidadosa. Então eles definitivamente não viram a mão dela rastejar para cima e trilhar o contorno de seu membro. Ele iria fazer a mulher pagar pela sua tortura sensual. Agora, no entanto, ele estava gostando bastante de tentar deslizar a própria mão para combate-la na mesma moeda.
A conversa logo recomeçou, Bella retornando a ela como se nunca tivesse se ausentado. Ela trocou farpas com os irmãos dele, relembrando coisas da época de escola com Alice.
Ela se encaixava. Simplesmente se encaixava. Como uma garota normal da vizinhança.
Mas nenhuma garota normal da vizinhança que ele conhecia estaria baixando o zíper de Edward, enfiando a mão e libertando-o da calça. Ela definitivamente não estaria roçando as pontas dos dedos maliciosos pelo membro, excitando-o até senti-lo endurecer na mão.
Aquilo era incrivelmente perigoso. Se alguém derrubasse um garfo e se abaixasse para pegá-lo, teria uma visão completa.
Mas Edward não dava a mínima. Talvez ele e Bella não pudessem ser o casal "normal" que a vizinhança gostaria de ver. De algum modo, no entanto, o que ocorria agora era melhor. Ter um segredo erótico… e executar aquele segredo em público, onde podiam ser flagrados, era enlouquecedor.
Aquilo deixava Edward excitado. Deixava-o desesperado. E o fez terminar seu jantar rapidamente e se declarar tão cansado que precisava ir se deitar.
Felizmente Bella encontrou um pretexto, seguiu-o porta afora e o levou para sua casa para mais uma longa noite do sexo mais selvagem que ele já havia feito.
...
– Como está se sentindo, Rosa? Melhor? – Segurando a porta dos fundos aberta para ela no início da noite de sábado, Harry a observava atentamente, como se preocupado se ela não estava bem para dançar esta noite.
Bella teve de parar por um instante para se perguntar qual o motivo daquilo. Então ela se lembrou. Droga. Havia telefonado no domingo anterior alegando estar doente. Provavelmente deixara Harry em apuros.
– Estou bem, Harry – disse ela enquanto passava por ele, entrando no prédio, esperando que ele fechasse e trancasse porta atrás dela. A segurança havia melhorado ali desde que Edward fora contratado. – Desculpe pelo último domingo.
Harry acenou despreocupadamente.
– Ei, não se preocupe, algo ruim deve ter acometido vocês três para deixar todas derrubadas.
– Nós três?
Harry assentiu.
– Leah passou mal na noite de sábado.
– Eu me lembro.
– Ela voltou no domingo à noite, ficou aqui durante duas horas, passou mal de novo e precisou ir embora. Jackie também.
Jackie era a companheira de camarim de Leah. O que quer que estivesse pairando por ali, obviamente havia atingido as duas.
Bella estava prestes a abrir a boca para confessar que realmente não tinha ficado doente… tinha sido simplesmente covardia. Mas, antes que pudesse fazê-lo, a porta dos fundos foi destrancada do lado de fora e aberta outra vez. Ela soube antes mesmo de vê-lo que Edward havia chegado.
Ela reconheceu seu calor másculo e cálido. E seus mamilos enrijeceram. Ah, sim, definitivamente era Edward.
O olhar dele imediatamente caiu sobre ela, quente e apreciativo. Ela havia precisado sair cedo da cama naquela manhã para ir trabalhar na confeitaria. Mas, pouco antes de sair, ele sussurrara o quanto estava ansioso para vê-la naquela noite no camarim… o qual agora, tinha uma tranca.
Ela passou o dia tendo calafrios, pensando naquela primeira noite em que ele estivera lá, quando a vira nua no reflexo do espelho.
- Hum, Edward – disse Harry, com um meneio de cabeça. Ele ficou revezando olhar entre ambos. – Nada de máscara, Rosa?
Sorrindo, ela balançou a cabeça.
– Concluí que confio nele.
Edward retribuiu o sorriso, ambos compartilhando uma intimidade silenciosa que excluía Harry, embora ele estivesse bem ao lado. Finalmente, no entanto, Edward interrompeu o olhar e se dirigiu ao chefe:
– Está tudo bem até agora?
Harry assentiu.
– Foi uma semana meio parada. Ontem foi a noite de sexta mais devagar que já tivemos há um bom tempo. – Olhando para Bella, ele acrescentou: – Mas aposto que a multidão vai uivar ao ver você.
– Você está com baixa de pessoal outra vez? – perguntou ela, perguntando-se se Harry iria precisar que ela fizesse uma apresentação de dança extra.
Ele balançou a cabeça.
– Tudo mundo está aqui, firme e forte.
– O que você quer dizer? – perguntou Edward, franzindo a testa.
Harry começou a explicar sobre as dançarinas doentes, o que fez Bella sentir culpa outra vez. Principalmente quando ele lamuriou sobre o quanto tinha sido complicado dizer a Tânya, sua esposa "aposentada", que ela não estava em boa forma para substituí-las.
Ui. Ela não iria querer ver a expressão dela durante aquela conversa.
Pedindo licença, Bella seguiu para seu camarim. A porta não estava trancada, mas ela notou a tranca imediatamente, a qual não estava lá no fim de semana anterior.
– Sujeitinho sorrateiro – sussurrou ela com um sorriso, quando jogou a bolsa e as chaves sobre a bancada. Ela conseguia pensar em diversas maneiras maliciosas com as quais Edward poderia ajudá-la a matar o tempo entre as apresentações.
É claro, sendo o cara durão que ele era quando estava em serviço, ela suspeitava que ele fosse resistir. Tudo bem. Bella se achava muito boa na tarefa de vencer a resistência dele.
Tendo passado o dia inteiro no trabalho, ela queria relaxar antes de subir ao palco. Chutando os sapatos, ela puxou a cadeira de debaixo da bancada de maquiagem e se sentou. Ouviu um estalo imediatamente, mas não registrou o que era até a cadeira quebrar debaixo de si, fazendo-a cair violentamente.
– Filho da mãe – rebateu ela, enquanto estava deitada no chão. A parte de trás da cabeça havia esbarrado na parede de concreto do outro lado quando ela caíra. Ela esfregou o local, chocada ao ver algumas manchas de sangue fresco na ponta de seus dedos.
– Bella? Você está bem? O que foi esse barulho? – perguntou Edward, assim que irrompeu no cômodo. Ele abriu a porta com tanta força que quase a atingiu.
– Ai, meu Deus. – Ele agachou ao lado dela imediatamente. – Você está machucada.
– Está tudo bem – insistiu ela, sentando-se lentamente.
Ele pôs a mão sob o braço dela para ajudá-la.
– O que aconteceu?
– Minha cadeira quebrou – confessou ela, quase constrangida. Nunca havia superado completamente o pavor da garota gordinha de quebrar uma cadeira em público.
– Isso é sangue nos seus dedos? – perguntou ele, a voz tão tensa que quase estalava.
Ela levou os dedos à cabeça outra vez.
– Sim, esbarrei minha cabeça na parede quando caí.
– Você precisa ir ao hospital. – Ele se levantou e a ergueu também. – Vamos lá, vou levar você agora.
– Não, Edward, não preciso. Eu não bati minha cabeça, juro. Só esbarrei quando estava caindo.
Ele franziu a testa, obviamente sem acreditar nela.
– Veja você mesmo. Eu juro, não é nada, só um arranhão. – Ela se virou, inclinando a cabeça para que ele pudesse ver o ponto de onde o sangue saía.
Edward tirou o cabelo dela do caminho gentilmente.
Bella o observou através do espelho, vendo a expressão desvairada no belo rosto. E o jeito como ele cerrava o queixo enquanto a examinava carinhosamente.
Ele estava preocupado com ela. Verdadeiramente temeroso.
– Viu? – perguntou Bella suavemente.
– Parece mesmo um arranhão – admitiu ele.
– Que bom.
– Mas isso não significa que você não está machucada em outros lugares. Deus, Bella, o que diabos aconteceu?
Ela gesticulou em direção aos restos da cadeira, em pedaços aos seus pés.
– Desabou assim que sentei. – Olhando para ele, ela acrescentou: – Nada de piadas sobre traseiros grandes.
Ele revirou os olhos.
– Até parece. – Afastando-se, ele passou as mãos pelos braços dela. – Tem certeza de que não se machucou em mais nenhum lugar?
Ela estava machucada em todos os lugares. O quadril a estava matando no ponto onde havia batido no chão. Mas felizmente ela não havia pousado sobre o Joelho avariado.
– Estou bem.
Edward balançou a cabeça, murmurando alguma coisa, então se abaixou para examinar os pedaços da cadeira. Era uma cadeira de rodinhas resistente, que deslizava facilmente quando Bella precisava alcançar alguma coisa na bancada. Porém, havia desabado em vários pedaços.
– Isso não faz nenhum sentido. – O tom dele foi seco, profissional. – Como poderia simplesmente desabar assim?
– Não faço ideia. Talvez estivesse apenas defeituosa.
Edward nem mesmo olhou para cima. Ele estava fuçando a pilha, pegando alguns parafusos e analisando-os atentamente.
– Rosa? Edward? Está tudo bem? Alguém ouviu um estrondo.
Olhando para a porta, ele viu Harry Black e, logo atrás dele, um dos seguranças. Ambos olharam para ela com olhos arregalados, então para Edward e depois para a cadeira quebrada.
– Você está bem, querida? – perguntou Harry.
– Posso ajudá-la? – perguntou Demetri, seu auto intitulado cão de guarda.
– Estou bem. Foi só um pequeno acidente.
– Ela poderia ter se machucado seriamente – vociferou Edward.
– Mas não me machuquei – murmurou ela, tentando acalmar os três.
Edward estava como um leão protetor, Harry como um ursinho paternal. E Demetri como um imenso urso pardo que havia sido cutucado por uma vara. Todos pareciam igualmente chateados.
– Tudo bem, eu juro. Foi só um acidente. Agora, se não se importam, Harry, você poderia conseguir outra cadeira? Eu preciso me arrumar para continuar com o espetáculo. – O homem mais velho assentiu e saiu, levando Demetri consigo.
Olhando para Edward, ela acrescentou:
– Você precisa trabalhar também, se certificar de que tudo está seguro e protegido para eu me apresentar. Ele se levantou lentamente, os olhos fixados aos dela.
– Você está realmente preocupada com alguma coisa ou está tentando se livrar de mim?
Bella lhe ofereceu um sorriso pretensioso, pôs a mão sobre o peito dele e o empurrou em direção à porta.
– Estou tentando me livrar de você. Tenho de estar no palco em uma hora, e com você aqui exalando todo esse material másculo e sensual vou ficar tentada a testar aquela tranca e seduzir você. Os olhos dele brilharam. Porém, o franzir de testa permaneceu.
– Você não vai me seduzir a ponto de me fazer esquecer que você poderia ter se ferido.
– E você não vai me intimidar para eu me esquecer de que tenho um trabalho a fazer.
Ele segurou o rosto dela, e Bella não pôde evitar se aninhar na mão dele, amando a aspereza da pele contra a dela.
– Eu nunca intimidaria você a fazer qualquer coisa, Bella.
Eles ainda não haviam conversado sobre o emprego dela. Eram amantes secretos oficialmente há duas noites selvagens e repletas de paixão, e ela ainda não havia tido a oportunidade de ao menos perguntar a Edward se ele iria ter algum tipo de problema machista com a dança dela. Agora ele havia aberto a porta para a pergunta.
– Você vai ficar bem lá em cima, assistindo ao meu show?
Ele roçou o polegar no maxilar dela.
– Eu adoro assistir ao seu show.
Mordiscando o dedo dele, ela murmurou:
– Eu quis dizer, você vai ficar bem assistindo a todo mundo me observando?
Ele cerrou o maxilar e os olhos brilharam. Mas não recuou. Em vez disso, aproximou-se mais, inclinando a cabeça dela para trás tão docemente, tão carinhosamente, que ela soube que ele ainda estava preocupado com a possibilidade de ela estar machucada.
– Bella, não posso prometer nada porque não passei por isso ainda. Mas deixe-me dizer uma coisa… Eu conheço e desejo a Bella real e seus dois lados. A Rosa e a mulher que você se torna quando sai desse lugar todas as noites de domingo. Estou nessa com vocês duas.
Sem dizer mais nada, ele se abaixou e cobriu a boca de Bella com a dele, beijando-a com doçura e ternura. Então, com mais uma carícia no rosto dela, ele se virou e saiu.
No fim, Edward não precisou se testar para saber como ele lidaria ao observar Bella tirar a roupa para outros homens. Porque, antes de ela subir no palco, Edward foi obrigado a lidar com uma dupla de punks que não compreendiam as regras de um lugar tão elegante como aquele. Edward e Demetri agarraram os rapazes e os arrastaram porta afora, onde, cheios de coragem em função da bebida alcoólica, ambos tentaram arranjar briga.
Edward havia brigado algumas vezes quando jovem, antes de se alistar no serviço militar e também enquanto servia. E era dolorosamente fácil derrubar um bêbado. A briga acabou quase imediatamente depois de começar. Demetri despachou o amigo do bêbado quase tão rapidamente quando Edward e ambos cumprimentaram um ao outro com um meneio de cabeça em agradecimento ao apoio.
– Valeu, cara – disse Demetri.
– Sem problemas.
Demetri sacudiu o cliente bêbado.
– Acho que é o mesmo pilantra que agarrou Rosa há um mês. O queixo de Edward enrijeceu. Se o sujeito já não estivesse sob o aperto firme de Demetri, ele poderia ter encontrado um motivo para dar mais um soco. Mas ele era um lutador justo e não faria algo tão fora dos limites.
O sujeito não conseguiu se soltar; Demetri tinha mãos firmes e começou a repreendê-lo por assediar Rosa. Aquele incidente obviamente havia sido mais sério do que Edward havia sido levado a acreditar porque Demetri não se esquecera nem um momento dele.
Como as coisas chegaram ao ponto do confronto físico, Edward resolveu se resguardar, assim como ao segurança e à boate, e telefonou para a polícia. Ele queria aquele fato registrado agora, quando havia diversas testemunhas que tinham visto ambos atacarem as mulheres lá dentro, além da provocação no estacionamento.
Só que foi um azar Emmett ter ouvido o chamado para a Leather and Lace e resolvido responder. Edward viu o irmão sair do carro sem identificação e vir caminhando com animação, sorrindo abertamente.
– Entrando numa briga sem mim?
– Só estou fazendo meu trabalho – respondeu Edward, tentando descobrir um jeito de fazer Emmett ir embora sem entrar na boate. Se ele estivesse de plantão, não teria sido um problema: o irmão dele era um policial bonzinho demais para entrar em uma boate de strip-tease enquanto estivesse trabalhando. Mas ele sabia quais eram os horários de Emmett. De jeito nenhum ele estava trabalhando até tão tarde em um sábado.
– O que você está fazendo aqui, afinal?
– Eu ouvi na radiofrequência. Rosalie já estava na cama… aquela mulher vai dormir às 20h toda noite agora. Então pensei em dar uma passada aqui e ver se você estava bem.
– Você conhece este sujeito? – perguntou um dos policiais.
– É meu irmão mais novo – respondeu Emmett, as covinhas reluzindo.
Foi necessária uma hora para esclarecer as questões ali fora. Edward ficou perto da entrada, longe do palco, mas soube através dos clientes o que estava acontecendo lá dentro. Então soube quando Bella se apresentou… e quando acabou.
Ela havia finalizado o primeiro número e não voltaria para o próximo por pelo menos uma hora ou duas.
Tempo suficiente para Edward se livrar do irmão.
– Vamos lá, deixe-me pagar uma cerveja para você – disse Emmett, assim que os últimos carros da polícia saíram.
– Estou trabalhando.
– Tudo bem, então você paga uma cerveja para mim.
– Sem aceitar "não" como resposta, ele jogou o braço em torno do ombro de Edward e o puxou para a boate. – Vamos lá, eu nunca estive nesse lugar.
– Rosalie provavelmente não iria gostar.
– Estou visitando meu irmão no trabalho. Não há nenhum mal nisso, há?
– Depende se você me visitou com olhos vendados.
– Vou ficar de costas para o palco – disse Emmett. – Sério, faz semanas que não conversamos. Eu sei que tem algo ncomodando você. O irmão estava certo. Eles andavam…desconectados. Não apenas por causa do que estava acontecendo entre Edward e Bella, mas também porque Emmett estava prestes a se tornar pai. Emmett havia mudado. Tinha prioridades diferentes, falava uma linguagem diferente, enxergava o mundo de um jeito diferente.
Rosalie e o bebê eram a família dele agora. Ah, claro, ele amava o restante dos Cullen, mas havia cruzado aquele limite de filho e irmão para se tornar marido e pai. Edward era o único irmão dos Cullen que não havia feito isso. Ainda.
– Vamos nos sentar aqui – disse Emmett, fazendo um meneio em direção a duas mesas baixas e redondas em uma sala externa. Eles estavam fora de vista do palco. Edward não ficou surpreso. Emmett era um bom marido. Assim como o restante dos irmãos.
– Tudo bem. – Gesticulando para uma das garçonetes, ele pediu uma club soda para si e uma cerveja para o irmão. – Não posso ficar sentado aqui por muito tempo, no entanto.
Emmett se recostou na poltrona de couro.
– Confortável.
– Sim, é.
– O emprego tem bons benefícios?
Contendo um sorriso, Edward simplesmente confirmou com a cabeça.
– Eu sou casado; esses dias já se foram há muito. Conte um pouco.
– Conte você – respondeu Edward, antes de pensar melhor no assunto. – Conte-me como é isso. Emmett franziu a testa, obviamente confuso com a pergunta.
– Isso?
– Casamento. Como é estar amarrado, comprometido?
Aquelas covinhas marcantes que haviam encantado as garotas desde que ele tinha 2 anos reluziram nas bochechas de Emmett.
– É a melhor coisa. Rosalie é tudo que eu sempre quis.
– Sim, mas como você sabia o que queria? – murmurou Edward, enquanto pegava sua bebida, virando metade dela em seguida.
Rindo, Emmett admitiu.
– Eu não sabia. Acho que foi mais o caso de conhecê-la, e saber, que qualquer coisa que eu porventura descobrisse querer para minha vida, ela seria parte dela. Todo o restante se encaixou em função dela.
De algum modo, aquilo fazia bastante sentido para Edward. Porque, embora ele estivesse pensando em dezenas de razões que explicassem por que ele e Bella não podiam fazer a coisa funcionar, sendo que a primeira era o fato de ela não querer, ele no entanto não conseguia evitar esperar que funcionasse.
Porque, conforme Emmett havia dito, ele suspeitava que ela fosse a mulher certa. Que, independentemente do que acontecesse na vida dele, qualquer que fosse a direção que ele tomasse, o que quer que escolhesse, ele queria que ela fosse parte de tudo.
Surpreendentemente, o irmão não o pressionou para saber o porquê de ele estar fazendo tantas perguntas. Provavelmente não por que não se importasse, ou não suspeitasse que houvesse um motivo por trás. Mas porque conhecia Edward bem o suficiente para saber que pressioná-lo por respostas normalmente só o fazia se fechar mais.
Edward agradeceu a cortesia. E percebeu novamente o quanto havia sentido falta do irmão.
– Ei, Edward, temos um encrenqueiro no bar – disse uma mulher.
Olhando por cima do ombro, Edward viu uma das garçonetes, que estava revirando os olhos.
– A coisa está séria?
– Ainda não. Mas pode ficar se alguém não lidar direito com ele.
– Estarei lá em um minuto. – Voltando-se para o irmão, ele acrescentou: – Hoje é noite de lua cheia? Os malucos estão à solta.
Emmett se levantou.
– Sim, inclusive eu. Eu devo estar maluco por ficar aqui com você em vez de estar em casa na cama com minha esposa.
Sentindo-se melhor do que se sentira em horas desde o acidente de Bella com a cadeira, Edward esticou os braços e agarrou o irmão para um abraço breve. Emmett arregalou os olhos. Ele era o irmão expansivo, não Edward.
– Por que isso?
Edward balançou a cabeça.
– Não sei. Entregue à sua esposa.
– Tenho muitos abraços meus para entregar a ela – disse Emmett, com um sorriso. – Mas agradeço mesmo assim.
O restante da noite passou rapidamente, com mais loucuras com as quais lidar. Edward não estava brincando: os malucos estavam à solta, e muitos tinham resolvido aparecer na boate. Os seguranças tiveram que expulsar mais sujeitos naquela noite em especial do que já haviam expulsado no mês anterior.
A única coisa positiva por estar tão ocupado é que Edward perdeu a última apresentação da noite da Rosa Escarlate. Ele nem mesmo tinha percebido que ela estava no palco até ouvir os aplausos, gritos e assobios intensos do público. Mas naquela hora ele estava do lado de fora, fazendo uma varredura no estacionamento para se certificar de que nenhum dos clientes indesejados havia resolvido voltar.
Felizmente, ninguém voltou. Mas ainda havia outros problemas com os quais lidar, como a conversa com Harry sobre a cadeira quebrada de Bella. Ela havia chamado o fato de acidente… e poderia ter sido um. Mas ele não queria correr nenhum risco. Ele e Harry conversaram sobre instalar câmeras de segurança na área do porão da boate, para se conectar ao sistema já existente no andar de cima. O acidente de Bella havia confirmado a suspeita que ambos possuíam.
Despedindo-se de Harry, Edward seguiu para o andar de baixo, olhando para o relógio. Já havia passado das 2h, a boate estava fechada, todo mundo estava saindo.
Mas ele sabia que ela havia esperado. Ela não iria embora sem vê-lo. Em parte porque queria ver a reação dele à apresentação dela. E também porque sabia que ele a mataria caso ela fosse sozinha para o carro.
– Bells? – perguntou ele, batendo levemente à porta do camarim.
Ela abriu imediatamente.
– Oi. – Estava mordiscando o lábio e as mãos estavam entrelaçadas diante do corpo. Em vez de estar vestida para ir embora, ela usava apenas um roupão furtivo.
– Você está bem?
Ela assentiu, então olhou para ele através das pálpebras semicerradas.
– Hum, então…? O que achou?
Ele a tomou nos braços.
– Não vi você dançar.
– O quê?
– Desculpe, havia outras coisas acontecendo.
– Eu soube que aconteceram alguns problemas.
– Sim.
Ela cerrou os punhos e os colocou no quadril. A pose rendeu coisas legais, como a abertura do roupão na altura do pescoço, que revelou as curvas suculentas dos seios.
– Você está me dizendo que simplesmente teve de lidar com um monte de crises nos momentos exatos em que eu estava no palco? E que foi simplesmente coincidência?
Ela podia não acreditar, mas era verdade. Pelo menos ele achava que era. Edward supunha que pudesse ter feito a varredura no estacionamento alguns minutos antes ou depois do show dela. Ele não havia avaliado sua decisão antes. Mas agora, repensando a situação… bem, talvez algo dentro dele quisesse se certificar de que não teria de ver outros homens olhando para o lindo corpo da mulher que considerava ser dele.
– Você tem certeza de que vai ficar bem com isso?
– Ela empinou o queixo. – Não vou conseguir lidar com isso se você der uma de homem da idade da pedra e tentar me arrastar pelos cabelos de volta para sua caverna.
– Você, mulher. Mim, homem – disse ele, deslizando as mãos para baixo e abrindo mais o roupão dela. Ele aninhou o nariz no pescoço dela, inalando sua essência, percebendo que 24 horas tinha sido tempo demais para ficar sem fazer amor com ela.
– Eu ter monte de apetite.
Ela deu um tapinha no ombro dele. Mas não recuou.
– Você é um bobão.
Edward nunca havia sido chamado assim, ou de coisa parecida em toda sua vida. Idiota talvez. Babaca. Porco sem coração, em uma ocasião. Mas nunca bobão.
E aquilo o fez gargalhar de surpresa. Ela o encantava. Simplesmente trazia à tona todos os sentimentos bons que existiam dentro dele.
– Deus, eu adoro estar com você – murmurou ele, incapaz de evitar revelar um pouquinho do que estava sentindo.
– Eu sei, eu também me sinto assim.
Ela não admitiu assim tão facilmente; as palavras saíram de forma hesitante de sua boca. E isso fez Edward valorizá-las ainda mais. Ele baixou os lábios, provando o colo dela.
– Foi você mesmo quem colocou aquela tranca na minha porta? – sussurrou ela, enquanto inclinava mais a cabeça, implorando silenciosamente por mais. Ele assentiu e continuou a beijar e a lamber, mais para baixo agora, rumo às curvas dos seios lindamente desnudos sob o roupão.
– Vamos usá-la.
– Pensei a mesma coisa – murmurou ele.
Ele não a soltou, simplesmente se virou para trás e girou a tranca, então baixou a cabeça para lamber até chegar ao mamilo atrevido. Passando a língua rapidamente, ele esperou até ela sentir calafrios para cobri-lo com a boca e sugá-lo.
– Hum… mais.
Edward lhe acariciou as laterais do corpo, os polegares se encontrando próximos ao umbigo e baixando para brincar nos limites do cós da calcinha cor-de-rosa. Com uma última sugada nos seios, ele baixou, seguindo o caminho que as mãos haviam tomado.
Bella gemeu baixinho, oscilando. Edward a manteve firme quando beijou toda a fronte de seu corpo. O roupão delicado roçava o rosto dele. A pele macia dela também.
– Sabe o que eu quis fazer com você na primeira vez em que entrei nesse camarim?
Ela enredou as mãos nos cabelos dele assim que baixou mais ainda, ajoelhando-se no chão, diante dela.
– Acho que faço alguma ideia.
Ele pressionou o rosto de encontro à barriga dela, lambendo aquele pedacinho macio de pele logo acima do osso pélvico, tirando a calcinha enquanto baixava ainda mais.
– O que você queria fazer envolvia aquela superfície imensa e plana diante do espelho? – perguntou ela. Garota esperta.
– Ahã. – Segurando os quadris dela delicadamente, Edward puxou a calcinha, observando de maneira apreciativa enquanto Bella a retirava totalmente. O roupão caiu também. Sob as lâmpadas brilhantes que contornavam o espelho, ele era capaz de enxergar cada centímetro glorioso do corpo dela. Mas queria ver mais… não queria que aquela visão fosse bloqueada nem mesmo pelos lindos cachos castanhos dela. Então ele a virou e a sentou na beiradinha da bancada.
– Espere – disse ele, lembrando-se de repente do acidente. Firmando a mão sobre a bancada, ele a pressionou com força, testando a resistência do tampo. Permaneceu firme, bem presa à parede.
– Ótimo – murmurou ela. Ficando na ponta dos pés, ela recostou sobre a bancada, entreabrindo as pernas exatamente do jeito que ele queria que ela fizesse.
Alguém havia trazido outra cadeira, e Edward a pegou, sentando-se diretamente de frente para Bella. Tocando os Joelhos dela, ele os separou gentilmente, observando o corpo inteiro dela assumir uma tonalidade ruborizada.
Ela não se esforçou para resistir. Confiante. Sensual. Incrivelmente sedutora. Ela sabia o que ele desejava, e ela desejava a mesma coisa. Edward abriu mais as pernas dela, até ser capaz de ver o brilho da umidade na fenda sensível entre suas pernas.
– Você faz alguma ideia do quanto é linda? – perguntou ele.
Foi uma pergunta retórica. Ela não tinha como saber o quanto estava linda para ele, libertina e excitada, oferecendo-se de modo que ele pudesse dar prazer a ambos.
Ele não conseguia esperar mais. Com um gemido baixinho de desejo, Edward baixou o rosto até aquele ponto doce e quente. Ele lhe deu uma lambida demorada e lenta, sentindo as coxas estremecerem em contato com seu rosto.
Bella se inclinou para ele, convidando-o a ir além, e ele a provou de novo.
– Você é igualmente gostosa sem a bomba de creme, doçura – murmurou ele.
Ela deu uma risada ofegante.
– Não me chame de doçura.
– Não consigo evitar. – Ele seguiu mordiscando até tomar o clitóris rijo entre os lábios. Brincou com ele enquanto roçava os dedos pelo sexo intumescido. Ela estava encharcada e pronta para receber o que quer que ele quisesse lhe oferecer. Desejando sentir aquela carne quente e úmida em volta dele enquanto continuava a saboreá-la, Edward deslizou um dedo para dentro dela.
– Hum – gemeu ela. – Mais. Mais de tudo.
Ele obedeceu. Lambendo e sugando com mais intensidade, enfiou outro dedo, então fez movimentos para dentro e para fora, lentamente, combinando às investidas aos gemidos inevitáveis de Bella.
Com mais um rodopio da língua no ponto mais sensível, Bella gritou e chegou ao clímax. Ele queria fazer parte daquele clímax, experimentar os espasmos do corpo dela enquanto ela se contraía e estremecia. Ficando de pé, Edward tirou a camisa e então abriu a calça, retirando-as por completo.
Quando voltou a olhar para cima outra vez, Bella havia descido para ficar diante dele. Ele franziu a testa.
– Eu ainda não terminei.
Os olhos dela brilharam.
– Nem eu. – Então, com um sorriso malicioso, ela se virou, ficando de costas para ele, até ambos estarem olhando para o espelho. Ela se abaixou para frente vagarosamente, colocando as mãos espalmadas sobre a bancada, empinando aquele belo traseiro em um convite sincero, silencioso.
A pulsação de Edward rugiu.
– Tem certeza…?
– Ah, tenho muita certeza – prometeu ela sorrindo, os olhos ainda brilhavam de cobiça e avidez. – É a sua vez de me possuir, Edward.
Lembrando-se do modo como ele havia implorado para que ela o possuísse na outra noite, na casa dele, ele assentiu lentamente.
– Ah, querida, você não pode imaginar o quanto desejo possuir você assim.
Fazer amor com ela cara a cara, vendo os olhos incríveis dela se arregalarem de prazer e a boca doce se entreabrir em um longo suspiro, era fantástico. Ele sabia que nunca iria se cansar de fazê-lo. Mas a ideia de possuía-la daquele jeito, com uma paixão crua e quente, excitava-o além da razão. Ele seria capaz de ver a expressão dela no espelho, seria capaz de investir mais fundo do que nunca até deixar sua marca em algum lugar dentro dela. Fundo o suficiente para, talvez, ela nunca mais querer deixá-lo sair.
– Edward – implorou ela –, por favor. – Ela arqueou outra vez, aquelas pernas longas de bailarina colocando os quadris diretamente alinhados ao membro dele. Ela se movimentou para trás quando ele se adiantou em direção a ela.
Ele segurou os quadris fartos com as mãos, abaixando-se um pouco de modo que pudesse ver a abertura delicada dela e adentrar mais facilmente. Ela sibilou e arqueou o corpo, tentando levá-lo mais fundo, porém se mostrou impotente. As mãos dele a seguraram firmemente; ele estava acertando o ritmo. E ele planejava ir devagar, desejando saborear todos os segundos da experiência.
– Dê tudo para mim – implorou ela, observando-o com desespero.
Ele sorriu para ela no espelho e impulsionou para frente um pouquinho mais. Recompensado pelo arfar dela e pela chama em seus olhos, ele recuou outra vez.
Desta vez, ela não implorou por mais, simplesmente lambeu os lábios e observou, confiando nele para fazer de um jeito bom. E, quando ele finalmente mergulhou até o fundo no calor apertado dela, Bella estava gemendo. E, quando começou a perder a cabeça e a investir furiosamente, entrando e saindo, sem parar, ela estava praticamente soluçando.
Ele achava que estivessem a sós no prédio. Mas não tinha certeza.
– Bella… – disse Edward, desacelerando para sair de dentro dela, para acalmar a ambos um pouco – …espere.
– Não pare.
– Não estou parando, meu bem – disse ele. Então parou. Ela choramingou, observando, então percebeu que ele a estava virando. – Preciso beijar você, Bells – murmurou ele.
Ela girou nos braços dele para encará-lo, enlaçando os braços em torno do pescoço dele e uma das pernas em volta da cintura. Mergulhando a língua na boca de Bella, ele a enredou com a dela, mantendo os olhos abertos de modo que pudesse olhar seu lindo rosto. Carregando-a para a bancada outra vez, ele a penetrou novamente, profunda e rapidamente, sabendo que aquela última seria rápida, pulsante.
– Deus do céu, você me surpreende – sussurrou ela de encontro à boca dele, enquanto ele a preenchia outra vez.
– Surpreendente. Sim.
Aquelas foram as únicas palavras que ele conseguiu dizer. Desejando estar conectado a ela em todos os pontos, Edward a beijou outra vez, abraçou-a apertadamente e a puxou contra si.
Acariciando e impulsionando, ele a abalou com todas as suas forças, os gemidos de prazer ecoando docemente aos ouvidos dela. E, quando Edward finalmente ouviu aqueles gemidos se transformarem em arquejos desesperados quando ela chegou ao ápice, ele se soltou também, entrando em erupção dentro dela até ficar completamente vazio.
Vc notaram algo acontecendo na boate? No próximo saberemos mais sobre isso...
Bjos e até amanhã.
Nat Krauss ;)
