Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem à Masashi Kishimoto.
Cap 12: Idôneo
Por Kappuchu09
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O sorriso ampliou-se nos lábios finos de Orochimaru, perante a expressão de puro pavor esboçada pela face levemente bronzeada de Naruto.
- O que foi? Não quer me conhecer melhor? – questionou cinicamente.
- Quem me dera nem sequer ter te conhecido, muito menos melhor. – falou ácido, guspindo no rosto pálido do moreno, que no mesmo instante desfez o sorriso. Enrugou os lábios e passou a manga de seu casaco, impecavelmente negro, pelo rosto retirando os resquicios da sáliva do loiro.
- Atrevido – a resposta foi clara, direta e objetiva. Tão rápida que o único que se ouviu foi o eco da mão espalmada do moreno se chocando com força contra a face direita do loiro. Que arfava e tentava apoiar o rosto de qualquer jeito sobre um dos ombros. – Entenda, Naruto, que agora você está na presença de Orochimaru e não de mais um dos seus fiéis cachorrinhos. Ninguém virá lhe salvar caso eu decida fazer algo, por isso, comporte-se como todo bom prisioneiro.
- O que você quer comigo? – perguntou sem mais rodeios.
- O que eu quero? – um sorriso adornou os lábios finos - Creio que a pergunta mais sensata seria: O que eu farei com você.
- O que você quer comigo? – insistiu
- Teimoso – disse em um suspiro divertido.
- Não tenho nada que possa lhe interessar, e a essas alturas toda a policia do Japão deve estar me procurando, sem contar...
- Nada que possa me interessar? – pela primeira vez desde que havia visto o homem, o tom de sarcásmo, escárnio e superioridade havia sumido. – Nada? Absoluta certeza Uzumaki? – o tom de voz era ameaçador.
- Eu... Não, absolutamente nada. – tomou coragem.
- E mais uma vez equivocado, como os humanos tendem aos erros. – aquelas palavras ditas com tanto desprezo, fizeram os pelos da nuca do loiro se arrepiarem. Já havia ouvido uma frase semelhante àquela... Mas onde?
- Você também é humano! – rebateu.
- Humano, mas sei mais do que todos os outros.
- E o que te garante isso?
- O mesmo que garante que você também sabe, a diferença é que prefere se comportar como um ignorante, você e o Uchiha...
- Sasuke? – perguntou, lembrando-se repentinamente de sua viajem ao Canadá como o moreno - Eu sabia, eu sabia que já tinha ouvido algo parecio. O que você sabe sobre nós? – questionou afobado, talvez fosse sua chance de desvendar todo o mistério.
- Nós?
- Eu e Sasuke.
- Não me faça rir criança, não existe você e ele. Existe você, ele e eu.
- Como?
- Nunca se perguntou o motivo deu estar sempre em todas as visões? Sim, porque eu sei que vocês tem visões. De sempre acontecer algo com vocês? As constantes repetições?
- Do que... Eu... Já, mas nunca descobri o que...
- E mais uma vez repito, seres humanos são acomodados, nojentos... – disse com desprezo. – Ignorantes.
- Se é tão mais inteligente por que não me explica?
- Você realmente quer saber? – questionou aproximando-se - A ignorância muitas vezes é a melhor solução... – disse tão próximo que seus narizes se roçavam - ... Naruto-kun – completou em um sussurro, que fez a mente do loiro nublar em uma incessante dor, os olhos se desfocarem, e a respiração descompassar e mais uma vez sabia. Sabia o que lhe acontecia, sabia que estava sendo tragado para outra lembrança, outra vida.
Só esperava que essa lhe esclarecesse tudo...
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Levou a xícara com impaciência em direção a boca, sorvendo um largo gole do líquido negro e amargo, para logo após jogar a xícara de qualquer modo pelo rombo que havia aparecido em sua sala, sem o vidro transparente da janela, fazendo com que a gravidade a impulsionasse para o solo.
Nada, absolutamente nada conseguia lhe acalmar, nem mesmo café, litros e litros de café. A bebida já não parecia possuir o gosto de antes, parecia ser mal preparada, fria, doce e fraca. Mas não era, não até instantes antes de descobrir que Uzumaki Naruto havia sido capturado.
Quem havia feito tal coisa? Onde ele estaria agora? Estaria vivo? Sendo torturado? O que queriam com ele? Dinheiro, posses, informações da empresa? Será qu o sequestraram por ser quem é, ou por ter contato com quem tem?
As perguntas rondavam a cabeça do moreno, como tornados sem direção, sua mente trabalha o mais rápido que podia. Precisava descobrir logo onde o loiro estava, antes que algo de pior ocorresse, antes que enlouquecesse.
O moreno observava absorvido o céu, pelo vão da janela, admitia que havia sido um atitude muito pouco Uchiha de sua parte quebrar uma janela, mas caso nçao fosse o vidro teria sido alguém, e aquela possibilidade lhe parecia muito incômoda.
Com as mãos nos bolsos e de costas para a porta, o moreno ficou impossibilitado de ver uma expressão de puro prazer nas faces rosadas de Sakura, a mulher parecia ter ganho na loteria, parecia ter realizado o maior sonho de toda a vida, o que não deixava de ser verdade, já que a rosada possuia a total certeza de que quando Naruto sumisse Sasuke cairia aos seus pés.
Inicialmente assustou-se com a reação do moreno para consigo, se assustou ao ver o vidro quebrado, ao ver a rejeição ao seu café, se assustou ao ver a descrença e o insano pavor que havia encoberto os olhos do moreno ao descobrir do sumisso do loiro, mas estava tudo bem, era óbvio que tal coisa aconteceria, afinal, o feitiço que o Uzumaki havia lançado ao Uchiha era poderoso demais, mas logo tudo passaria, Sakura só precisava ter paciência e saber lutar contra aquela doença infecciosa que era o loiro.
- Senhor Sasuke? Quer que eu prepare outro café? – questionou com um amplo sorriso na face, contudo não houve resposta, muito menos os costumeiros olhares de desprezo do homem, parecia estar imerso em pensamentos. Com cuidado aproximou-se do moreno e tocou, levemente, em seu braço, mas mais uma vez não houve resultado. – Sasuke? – em uma última tentativa mirou os olhos ônix do homem, e os pelos da nuca da mulher arrepiaram-se, estavam vazios, sem brilho... Sem vida.
Mergulhado em algo que ninguém, nem mesmo ela, com exceção do Uzumaki, ela tinha certeza, poderia lhe acompanhar. E naquele momento, ela o odiou ainda mais, nem mesmo quando longe, ele livraria o seu Sasuke daquele terrível encanto?
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Era um belo dia em uma aldeiazinha, desconhecida em meio a uma densa floresta, entre dois grandes lagos. O sol brilhava em sua imensidão, os pássaros cantavam, as crianças brincavam na pacata rua, as mulheres costuravam em suas cômodas casas, e os homens trabalhavam, com todo seu ímpeto em suas lavouras.
Em uma casa, sem nada em especial, em frente a um espelho, prendendo parcialmente seus longos e negros cabelos, de aspecto sedoso, lisos e desembaraçados, se encontrava um homem de aspecto quase fantasmagórico, tamanha era sua alvura e pálidez. O que contrastava lindamente com seus olhos dourados como o sol, ou como os de uma serpente, prestes a dar o bote.
- Tudo dará certo, tudo dará certo, tudo dará certo... – repetia para si mesmo continuamente, enquanto procurava com esméro qualquer imperfeição em sua roupa bem engomada e de um negro invejável, em seus bem alinhados cabelos, em sua face, em seu cheiro.
Com um longo suspiro, o homem abriu a porta de seu quarto e desceu um lance de escadas, quase que prendendo o ar. Seus passos delicados e compassados, levavam com suavidade seu esguio corpo à sala de jantar da pequena pensão em que morava.
Logo ao adentrar, procurou com uma rapidez tão bem adquirida, uma mesa em especial, onde deveria se encontrar um moreno, como si contudo com mechas estranhamente azuladas e olhos do mais profundo ônix, tão profundos e envolventes que poderiam tragar tudo o que estivesse em sua frente.
E lá estava, o motivo de toda a sua minuciosa arrumação, de seus suspiros mais profundos e sonhos mais luxuriosos. Inicialmente sentia-se envergonhado consigo mesmo, por nutrir tal sentimento por um homem, como não deveria se sentir daquela forma? Deveria estra prometido a uma mulher, deveria agora estar em sua mansão aproveitando do bom e do melhor e não naquela esdrúxula pensão, trabalhando de sol a sol, mas o que faria? Tentou lutar, tentou não se entregar, mas como venceria uma guerra quando a mesma já estava perdida desde o momento que pôs os olhos no moreno? Impossível.
Com um tímido sorriso emoldurando o rosto pálido, o homem dirigiu-se até a mesa, contudo seu sorriso morreu aos poucos ao ver um loiro de intensos olhos azuis e pele levemente bronzeada, sentar-se ao lado do seu moreno, faland alto, fazendo os olhos ônix olharem para ele, fazendo seus ombros se tocarem.
Óbvio, que não deveria ter ciúmes de outro homem, pois até onde sabia o moreno era hétero, mas irracionalmente, emocionalmente para si o loiro queria lhe roubar o outro.
- Ehhh, finalmente você saiu daquele quarto! Pensei que iria ficar mais de dias lá se arrumando – falou o loiro com um amplo sorriso, ao ver o homem se aproimando da mesa e logo após sentando-se em frente de si.
- Não exagere. – disse ácido para o colega de quarto.
- Que seja, nehh Sasuke você vai ir então?
- Hn?
- No parque – disse rodando os olhos.
- Que seja. – pronunciou-se pela primeira vez o moreno de olhos ônix e de voz levemente rouca, para logo após tomar um gole de seu café, o que fez Orochimaru reprimir um suspiro.
- Aceito isso como um sim. – disse em seguida entornando um gole de suco - Não sei como pode beber essa coisa, é amarga. – comentou com uma careta, o que fez Sasuke dar um meio sorriso.
- Café é vida idiota – rodou os olhos, o que fez Orochimaru sorrir. – Você também vai? – perguntou diretamente, após alguns instantes.
- Eu? Errr... Não sei, eu...
- Vem conosco...
- ...Vai ser legal – incrementou Naruto
- Bem, se é assim, eu vou. – disse esboçando um pequeno sorriso sonhador.
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Os olhos azuis readquiriram brilho, e a dor por todo o seu corpo voltou com força total. Os olhos amarelados brilhavam estreitos em sua frente, e um mudo pavor tomou conta de sua alma.
- Aquela foi a primeira vez, desde que nos conhecemos, que ele falou comigo. Você deve imaginar minha alegria naquele momento – disse com uma explicita amrgura, seja lá o que aconteceu logo após havia influênciad, e muito, nas atitudes atuais do moreno.
- Eu... Você gostava dele... – falou incredúlo.
- Óh sim, eu gostava, muito na verdade. – disse com desprezo – Não notou mais nada de diferente entre essa visão e as outras?
- ... Os nomes! – disse após um tempo - Nas outras não haviam nomes, e a cena... Nós normalmente morríamos e...
- Pelo que vejo, você é mais esperto do que o outro Naruto. – comentou com escárnio – Sabe, engraçado que agora todos nós temos os mesmo nomes da primeira vez, não é?
- Primeira? Quer dizer que essa foi a nossa primeira... – a palavra correta lhe faltou
- Vida? Sim, exatamente.
- Posso estar errado, mas tenho quase certeza de que as coisas não acabaram daquele jeito, não é? – o sarcasmo era evidente.
- Absolutamente correto, aquele não foi o desfexo. – comentou com repulsa.
- Por que me mostrou?
- Por que? Não sei, talvez porque achei incrivelmente necessário você saber de todas as malditas sete vidas, e se não estou enganado essa era a única ainda não conhecida por você, ou não?
- É, está certo. Mas... Por que sete? – questionou incerto.
- Por que? Não sei, talvez uma brincadeira do destino, dos demônios...
- Ou por ser o número da perfeição? – disse desafiante, no mesmo momento em que viu os olhos do homem se estreitando perigosamente e os resquicíos do sorriso se desfazerem.
- Perfeição? Aquilo não era perfeição, não com você junto, aquilo era mais um pesadelo, um terrivel pesadelo que estava tragando o Sasuke junto. – disse com ódio incrustado.
- Aquilo? O que era Aquilo? – questionou entre curioso e receioso, obviamente queria saber, descobrir mais, contudo também precisava manter o homem ocupado, pelo menos até onde pudesse, na esperança de alguém vir salvá-lo ou conseguir se libertar por si próprio.
- Se vocês ainda não descobriram, não cabe a mim contar. – disse asperamente, indo em direção a um armário, perto da porta, que o loiro nem ao menos havia visto.
- O que você fará comigo? – perguntou resignado, engolindo o seu próprio orgulho, ao ver que a conversa havai encerrado.
O moreno virou-se e caminhou novamente em direção ao loiro, com um sorriso sádico desenhando sua face fantasmagórica. O homem parou em sua frente balançando preguiçosamente algo que o loiro não conseguia distinguir com clareza, graças a parca iluminação.
- Finalmente a pergunta certa. – o sorriso se ampliou, e sua franja caiu sobre os olhos, impedindo Naruto de ver o brilho amargurado nos amabares.
Sem aguardar mais, o homem ergueu o braço e o impulssionou para trás, junto com a tira de couro. Segundos depois o loiro urrava de dor ao ter todo seu corpo e rosto açoitados sem dó nem piedade.
Toda a cena sendo ditada pelas gargalhadas sádicas do moreno, que finalmente estava conseguindo sua vingança.
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- Pronto, tudo assinado. – falou friamente o ruivo. Entregando os papeis à secretária.
- Muitos problemas, não é? – perguntou timidamente a morena de olhos perolados.
- Você nem imagina quantos. – disse em um fraco suspiro, pressionando as têmporas.
- Hm... Eu não sei se você sabe, mas... – os olhos direcionaram-se aos pés, com uma incomum admiração pelos escarpans pretos.
- Mas?
- Meu primo, é um dos melhores investigadores de Tokyo e...
- Hyuuga Neji?
- Como sabe? – questionou surpresa.
- Estava pensando em contratá-lo, mas não tinha certeza do grau de parentesco entre vocês, nem de sua real competência. – comentou erguendo-se da cadeira e dando a volta na mesa, parando atrás da mulher.
- Bem, ele é o melhor que eu já vi. Eu botaria minha mão no fogo por ele – disse corada, ao sentir a respiração compassada do ruivo sobre seu pescoço – Ga...Gaara – suspirou, ao ser virada e ter sua cintura presa pelos braços fortes do ruivo, e seus lábios presos nos dele.
O beijo era calma, desvendador, progressivo, cuidadoso. As mãos da mulher e direcionaram ao redor do pescoço do homem e as mãos na cintura dela se apertaram no agarre. Até que a porta foi aberta em um rompante e a caricia foi cessada.
- O que diabos está acontecendo aqui? – perguntou alterado Sasuke.
- Algo que não devia ter interrompido. – disse friamente o ruivo, voltando para sua confortável.
- Eu... Eu... Vou dei...deixar vocês a... a sós. – falou a morena entre gaguejos, saindo do escritório completamente corada, e fechando a porta logo após.
- Estamos em meio a um furacão de problemas e...
- Você acabou de destruir meu dia, ainda mais, diga-se de passagem, por isso é melhor ser claro. – disse secamente.
- Acho que sei quem sequestrou o dobe.
- Como? – perguntou o Sabaku indireitando-se na cadeira.
- Isso não importa, o que importa é que eu sei. – disse tentando controlar a ansiedade.
- E quem foi?
- Orochimaru – pronunciou
- O que?
- Orochimaru.
- Eu e Itachi já desconfíavamos dele, mas de desconfiar para condenar é ir longe demais. Sasuke você não tem certeza alguma sobre...
- Eu sei que foi ele. – falou rispido.
- Sabe como?
- Eu... Ele não gosta de nós.
- Nós?
- Naruto e eu.
- Por que? Por Deus, Sasuke. Ele só viu vocês umas duas ou três vezes, no máximo. – disse rodando os olhos.
- Acredite, foi muito mais que duas ou três vezes.
- Olhe, eu sei que você quer tanto ou até mais que nós encontrar o Naruto, mas...
- Eu vim aqui por que pensei que você e seus contatos com ele poderia nos ajudar, mas se é assim, eu vou agir sozinho, porque, definitivamente, eu não vou deixar tudo aquilo acontecer de novo. Com licença – disse agressivamente, saindo da sala, ao mesmo tempo em que a maçaneta era girada por Itachi, que agora olhava com uma das sobrancelhas arqueadas, o irmão se retirar em passos duros e rápidos.
- Estou começando a desconfiar da sanidade do seu irmão Uchiha. – disse em um suspiro. – Por que veio?
- Scannearam todo o sistema. – falou calmamente, sentando-se em um das cadeiras.
- E? – perguntou indireitando-se.
- Noventa e nove, vírgula nove porcento de chances da operação ter sido realizada no andar de baixo.
- Isso quer dizer...
- E há outros noventa e sete porcento de chances de ter acontecido em um dos computadores da rede de secretárias.
- Isso nos limita em Sakura, Temari e Hinata.
- Exato. Contudo, concordamos que não foi a Temari, correto?
- Correto. Nem Hinata.
- Certeza?
- Como se minha vida dependece disso. – disse sério.
- Só nos resta então...
- Pelos deuses, o que está havendo hoje? Parece que só há problemas e mais problemas a serem resolvidos. – falou cansado, apoiando a cabeça entre as mãos. – Pegue o número de Hyuuga Neji com Hinata.
- Vou aceitar essa declaração como: Contrate Hyuuga Neji e faça uma investigação completa. – disse levantando-se e indo em direção a porta. – Mais uma coisa.
- O que? – o olhar esverdeado encontrou o ônix.
- Seja o que Sasuke tenha lhe dito sobre Naruto, o apoie. Não sei porque, mas acho que aqueles dois escondem coisas de nós que nem ao menos podemos imaginar – completou, saindo do escritório deixando para trás o Sabaku que pegava o telefone e discava o número cinco.
- Hinata? Dê o número do seu primo para o Uchiha e... Me traga um café, sim? Obrigado. – disse, colocando o telefone novamente no gancho.
Talvez, só dessa vez, o Sabaku pudesse aderir a um dos vicios de Uchiha Sasuke, só esperava que o moreno não descobrisse.
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- Estou com tanta pena do Naruto. – comentou penalizada Hinata.
- Também, quer dizer, ele era tão gentil e...
- Pena? Gentil? Ele era um monstro. – disse frigida a rosada.
- Está louca Sakura? Ele nunca te tratou mal.
- Claro que não viu, estava muito ocupada com outras coisas, não é Temari?
- O que você quer dizer com isso?
- Só aquilo que você já sabe.
- Gente, por favor, não vamos brigar, a situação na impresa já esta grave e... – começou Hinata, apaziguando os animos.
- Espero que já tenham jogado o corpo dele em uma vala qualquer. – disse como quem diria para levar o lixo para rua.
- SAKURA! – reprimiram Temari e Hinata.
- Você é... – contudo a frase de Temari foi impedida por uma leve tossida, que rapidamente identificou como sendo a de Itachi.- Sim senhor Uchiha? – questionou sem o olhar.
- Me siga. – disse simplesmente seguindo à sua sala, sendo seguido por uma razoável distância por Temari.
- Você está doente Sakura. – disse Hinata por fim, indo em direção de sua própria mesa.
Doente? Como a rosada poderia estar doente? Quem estava doente era eles, todos eles. Como poderiam dizer que Naruto era gentil, atencioso, prestativo e mais tantos adjetivos do gênero? Ele não passava de um carrasco que só fazia Sasuke sofrer e se afastá-lo de seu verdadeiro amor: ela.
Ele merecia estar morto, e se Orochimaru realmente fosse metade do que ele aparentava ser, a essas alturas já estaria. Afinal, nunca toleraria ver novamente o rosto angustiado de seu Sasuke, e o culpado daquilo tudo era o Uzumaki.
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- O que o senhor quer? – disse a loira friamente.
- Temari, pare de agir assim.
- Agir assim como? Como sua secretária? Mas esse é meu tra...
- De agir como uma imbecil. – disse vendo a face ofendida da mulher – Agora não temos tempo para resolver tudo isso, mas quando a impresa se estabilizar, e o Uzumaki voltar, nós vamos conversar...
- Já conversamos.
- ...Devidamente, e nos resolvermos. Até lá, haja como um ser humano e não uma máquina mortifera, obrigado – disse por fim, vendo a mulher corar envergonhada.
- Então, o que precisa de mim?
- Preciso que fique de olho na Haruno.
- O que? – uma das osbrancelhas se arquearam.
- Veja com quem ela fala no telefone, quais as reações dela diante tudo o que está acontecendo e...
- Por que tudo isso? – perguntou curiosa.
- Digamos que eu tenha um palpite, um forte palpite. – disse misterioso.
- E como todo bom palpite de um Uchiha ele nunca está errado, certo? – disse divertida.
- Certo. – respondeu com um meio sorriso.
- Certo, vigiar Sakura, mais algo?
- Hn... Sim. Até o final da tarde o senhor Hyuuga Neji irá aparecer, quero que informe tudo o que ele pedir.
- Certo, entendido. Mais algo?
- Sim. Você está ótima com essa saia – disse com um meio sorriso sacana direcionado a saia cor salmão da loira.
- Poupe-me Uchiha. – disse rodando os olhos, tentando a todo custo evitar um meio sorriso.
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- Aqui é Uchiha Sasuke. – pronunciou contra o fone do telefone.
- S...Senhor!! – disse uma voz grossa do outro lado da linha.
- Preciso de toda e qualquer informação sobre Orochimaru, dono das empresas Otogakure.
- Sim, senhor. Qual a urgência?
- Para ontem.
- Entendido. Até amanhã o senhor saberá até mesmo o número da cueca dele. – disse o homem com o timbre da voz divertido.
- Ótimo. – disse, por fim encerrando a ligação.
Não importava o quão obscuro que fosse aquelas visões, nem o quão confuso que estava, sabia que Orochimaru era perigo e acima de tudo, sabia que Naruto estava em extremo perigo, e fosse o que fosse, ninguém, absolutamente ninguém pode discordar que os contatos de um Uchiha, por mais sujos que fossem, eram úteis e precisos.
E não importava que fosse no fim do mundo, iria atrás do loiro. E seu pai e a maldita viajem a Londres que se ferrassem. Naruto viria em primeiro lugar, e sua mãe... Bem, arranjaria um jeito de protejê-la, nem que isso custasse sua vida.
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Seu corpo doía de uma forma que nunca pensou que sentiria. Suas pernas estavam estiradas de qualquer forma, presas pelas correntes, seus pés nem mais tinham forças de tocar o chão. Seus braços estavam pendidos, cansados, doloridos. Sua cabeça estava porcamente apoiada contra um dos ombros. Suas costas doiam. Sentia sede, fome, e frio.
O sangue vermelho que deveria escorrer de todo seu corpo e formar uma poça sob si, não escorria, pois o homem de cabelos prateados, olhos negros e face inexpressiva passava com uma delicadeza extrema uma gaze com anticéptico sobre seus ferimentos, ardia, contudo melhor aquilo do que uma infecção qualquer.
- Erga o rosto – ordenou, o que foi atendido prontamente pelo loiro que mal podia esperar por sentir seu rosto limpo.
- Por que esta me curando? – perguntou ao sentir o homem passando a gaze sobre sua bochecha esquerda.
- Não quer? – questionou sem desviar os olhos dos machucados.
- Não disse isso, eu só... – respirou fundo, se arrependendo logo após ao sentir uma dor lacinante nas costelas. – Eu só quero entender, por que ele quer me curar?
- E não é óbvio? – perguntou enquanto retirava o sangue seco do nariz do loiro. – Ele te fere, depois te cura, e fere novamente. Era assim que se realizavam as mais tenebrosas torturas na idade média.
- Ele me quer vivo, para sofrer mais?
- Ótima dedução.
- Ele é doente – disse mai spara si mesmo do que para o albino, que começava a se afastar do loiro.
- Concordo.
- Concorda? – questionou com os olhos arregalados – Então porque o ajuda? Você por acaso não sabe o por que dele estar fazendo tudo isso? – perguntou descrente.
- Sei.
- Então...
- Há coisas que estão acima do certo e do errado Naruto, e para mim, o Senhor Orochimaru é uma dessas coisas. – Kabuto abriu a porta. – Sabe, eu odiaria estar em seu lugar – disse por fim, saindo do aposento e cerrando a porta logo após.
O loiro tentou acomodar a cabeça sobre um dos ombros novamente, contudo a dor não deixava. A pele latejava em dor e os pensamentos voavam longe. O que será que todos estavam fazendo? Será que Sasuke estaria tentando achá-lo?
Sasuke... O pensamento reconfortou Naruto. Seja o que tivesse de enfrentar, sabia que não estava sozinho, pelo menos não em mente. Sasuke estava ao seu lado, e mesmo que demore para ele achar o loiro, de uma coisa o Uzumaki estava certo: Não se deixaria abater tão fácil, não daria o gosto da vitória, novamente, ao Orochimaru.
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Notas da Autora: Olá!
Antes de dar minhas notas comuns, devo dizer que por um momento pensei em parar a fic, pois há algumas semanas atrás eu descobri através de duas leitoras, que esta fic estava sendo discaradamente plagiada, no nyah fanfiction (ainda bem que já deletaram o imbecil), mas bem resolvi continuar, afinal está fic é a menina dos meus olhos, além claro de mtos leitores que acompanham a estória, seria injusto com vcs e comigo. Por isso eu queria pedir encarecidamente, para que não plagiem, é crime, mesmo sendo uma fanfiction. Obrigada.
Sobre o cap: Orochimaru malvado, está torturando o Naruto. Bem, a últina visão que faltava foi mostrada, mas bem... Não completamente, e sim só uma parte. Deus, estamos a um passo de desvendar o mistério de como tudo aconteceu \o Bem, como mtos leitores adivinharam: Sim, orochimaru era inicialmente apaixonado por sasuke, mas e agora? Será que ainda é? E Sakura? Será descoberta? Qual o papel de Neji na estória? E por fim, sasuke conseguirá salvar o nosso loirinho? Ou a última vida deles será como as outras? Bem, que sabe, voces não \o ksoakokasakasoka
Ps: perdão pelos ocasionais erros de português, mas o cap não foi betado, para que seja postado mais rápido. Obrigada.
Bem, espero que vcs tenham gostado do cap. E peço que mandem reviews, obrigada. Beijos ;*
Resposta das Reviews: Resposta aos logados através do 'reply reviews', já os anônimos, abaixo. Obrigada \o
I'м. ̽ Λмα'αн: Olá! Acredite, eu tbm estou torcendo que o Sasuke salve os dois, pq cara sou gamada do naruto e na mikoto kasokasa Bem, aqui está o cap 12, espero que vc tenha gostado e agradeço por continuar a ler. Beijos ;*
Hanajima-san: Olá! Intenso do começo ao fim? Nossa, fic feliz por saber disso, realmente feliz. Se ue pudesse lhe diria o que vai acontecer dauqi para frente, mas se eu contar vai estragar a surpresa. xD Bem, aqui está o cap 12, eue spero que vc tenha gostado e quero agradecer por acompanhar a fic.
Ps: De nada, afinal se vc manda uma review por livre e espontânea vontade, é mais do que o meu dever de responder e agradecer por ela.
Beijos ;*
Lady Yuraa (pptusachan): Olá! Bem, sinto mto mas vc errou, na realidade o 'tombo' (como vc mesma disse) do orochimaru, sempre foi e sempre será pelo sasuke. Só que a questão é: Pq ele não se importa se sasuke ficará com a sakura ou com qualquer outra mulher, não é? Pois bem, vejamos orochimaru ele não se importa com isso, pois sabe que ninguém, absolutamente ninguém além do naruto, tem a chave do coração do sasuke. Nem mesmo a sakura, quer dizer sasuke nunca deu bola para ela, nem para nenhuma outra. E a única vez que ele tentou dar bola pra ela, ele descobriu que ama o naruto, quer dizer, ninguém representa um perigo tão grande como naruto. Pq o orochimaru conhece tão bem os dois, que sabe que no coração deles só existe um ao outro e mais ninguém. Bem, espero que tenha te esclarecido isso. Aquie stá o cap 12, eu espero que tenhas gostado e agradeço por comentar e acompanhar esta fic. Beijos ;*
