Quando o sangue Veela se impõe: primeira temporada

Disclaimer um: Os personagens dessa estória são propriedades de J.k. Rowling e da Warner Bros. E euzinha não ganho nada com isso.

Disclaimer dois: Esta fic também não é minha, mas sim de uma autora maravilhosa chamada Utena Puchico, que gentilmente me deu autorização para traduzir se alguém quiser ler o original, este se encontra no Slasheaven onde a autora tem outros trabalhos maravilhosos.

Resumo: O grande segredo dos Malfoy, que os leva a ser tão belos, arrogantes, orgulhosos e... que tenham o cabelo tão loiro platinado é que... eles tem sangue Veela e como bons alunos que somos, sabemos que aos dezesseis anos essas criaturas escolhem seu companheiro para a vida toda. E é assim que Lucius Malfoy, muito a seu pesar, em seu sexto ano em Hogwarts se dá conta que é certo castanho de olhos dourados da Grifinória a quem o destino ( e seu sangue Veela) escolheu como parceiro.

N/A 1: Totalmente AU de meu casal favorito Lucius/Remus e sim nosso querido dragão fará sua aparição, porém com o nome de Draco John Lucius Malfoy-Lupin.

N/A 2: Aqui lhes apresento uma estória que há muito tempo rondava minha cabeça, que fala de meu casal favorito. Veelas, risadas e ciúmes garantidos!

N/A 3: Nesta fic Lucius terá a mesma idade dos marotos por razões obvias não creio que as cenas de sexo sejam muito quentes, mas haverá( não se desesperem) é muito provável que os personagens sejam OCC, principalmente Draco, pois como seu pai vai ser Lupin, creio que não será tão insuportável como nos livros. E é claro vai haver gravidez masculina.

Esclarecimentos de leitura:

-Letra normal: leitura normal

-Letra cursiva: pensamentos dos personagens

Beta: A excelente betagem dessa fic ficou a cargo de Gika Black, uma pessoa maravilhosa que conheci na net.

Avisos: Esta fic contém slash (homemx homem), mpreg (gravidez masculina) e se eu me lembrar de outra coisa coloco depois. Se o tema não te agrada, por favor, não leia você tem outras opções vá procurar!


Quando o sangue Veela se impõe: primeira temporada

Capitulo doze: Férias de verão

Um impaciente loiro meio veela se encontrava esperando a chegada de seu namorado por uma chave de portal especial que o traria de sua casa até Veneza. Ao final de tudo teve que esperar vinte e um dias, doze horas e... olhou seu caríssimo relógio, quarenta e três segundos para poder voltar a ver seu Remus. E claro, estava que subia pelas paredes. Será que ele não entende que sou um veela!? Pensou histérico.

E seu histerismo não era só por causa disso. Esses dias em sua casa foram um inferno, pois seus pais o estiveram pressionando para saber quem era seu companheiro. E ele se viu obrigado a dizer-lhes que não sabia quem era, que provavelmente não estava em Hogwarts (decidiu deixar de lado o tema Narcissa... não queria se afundar mais ainda). Por isso seus pais lhe aconselharam que deixasse de estupidez e prestasse mais atenção no que seus instintos lhe diziam.

Obviamente eles estavam sabendo de sua relação com Remus... não por ele o mais certo é que fora Bellatrix quem contara, concluiu furioso.

Mas seus progenitores não suspeitavam ou não queria admitir que a manifestação de sua herança e seu namoro com o grifinório estavam relacionados. E ele, é claro não contribuiu para que eles chegassem a alguma conclusão. Decidiu deixar isso assim, esperaria o final do curso para lhes dizer a verdade.

Deteve seu andar de leão enjaulado quando as características luzes que avisam quando uma chave de portal estava ativada. Acomodou sua túnica e recompôs seu rosto, não precisava que Remus o visse tão desesperado.

- Oi Lucius - saudou sorrindo amavelmente o castanho uma vez que se recuperou da desagradável sensação de ser transladado.

O loiro gemeu e se lançou sobre seu namorado para lhe dar um beijo de cinema. Remus lhe devolveu o beijo com igual paixão e não pode evitar sorrir. Ele também tinha sentido muitas saudades, mas compreendia que esses dias de separação foram muito mais duros para o veela do que para ele.

- Merlin Remus. Precisava tanto de você... estive a ponto de enlouquecer se não te visse, se não te tocasse, se não sentisse o seu cheiro... - admitiu de uma já muito conhecida maneira possessiva - Preciso fazer amor com você.

- Não vai me mostrar a casa primeiro? - perguntou brincalhão.

- Não – grunhiu - Para isso temos tempo. Vamos para o quarto - usando sua recém aprendida capacidade de aparatação o levou diretamente para o quarto, onde se amaram por largas horas.

Mas deixaram um pouco para depois... afinal... tinham todo o verão para isso.


- Bem… comecemos pela frente - disse Lucius tirando o grifinório para fora da casa, para poder mostrá-la completamente

A casa em questão era de dois andares, branca e com muitas, mais muitas janelas. Estava rodeada de um pequeno jardim de belíssimas flores de todas as cores e espécies com uma cerca de madeira rodeando-a completamente. Era... reconfortante.

Por dentro era linda e Remus ficou muito impressionado.

-Você me disse que sua mãe a odeia por causa da decoração? - perguntou incrédulo.

- Ela é assim… - respondeu Lucius com um elegante encolhimento de ombros.

Deve ser por que a casa é… aconchegante em relação à Mansão pensou fazendo uma careta. A casa por dentro era encantadora. Os móveis eram muito caros, mas simples, todos de madeira branca. As pinturas se moviam nas paredes representavam paisagens pacíficas ou belos animais, como unicórnios. As peças de decoração também representavam coisas pacificas e belas que faziam com que o castanho sorrir pela delicadeza.

Os quartos (quatro no total) também mostravam o mesmo aconchego. Neles o sol entrava iluminando tanto as camas como os moveis, dando a sensação de poder descansar placidamente, não como na Mansão, onde tinha a sensação de que algo sinistro poderia sai de alguma porta e te morder. Em resumo a casa era um paraíso, onde qualquer um gostaria de viver, não como o "lar" em que Lucius foi criado.

- È linda Lucius. Sempre desejei viver em um lugar assim.

- Pois seu sonho vai se cumprir quando saímos de Hogwarts - admitiu abraçando a cintura de seu namorado pelas costas - aqui deveremos viver até que meu pai morra. Porque sendo seu único herdeiro é meu dever morar na Mansão como chefe da família, uma vez que ele já não estiver vivo.

- Ah... - murmurou Remus surpreso de que seu namorado fale da morte de seu pai com tanta naturalidade - você está me propondo que vivamos juntos quando nos formarmos?

- Claro... quando sairmos do colégio você não deve sair do meu lado - grunhiu apertando o castanho e dando pequenos beijos no seu pescoço.

- Falando desse jeito... - sorriu divertido - este lugar é muito belo, gostaria de viver aqui. Também é muito bom para se criar uma família - Não é como em sua tétrica Mansão pensou.

- Você quer ter filhos? - ronronou.

- Algum dia... - suspirou perdido nas caricias que seu namorado estava lhe proporcionando em seu pescoço, olheiras e bochechas.

- E não quer colocar em pratica os métodos de concepção?

- Outra vez?... Não estamos na primavera Luc.

- Mas você esteve longe de mim por quase um mês, deve-me compensar - grunhiu arrastando o castanho escada acima.

Como senti saudades dessa típica chantagem emocional...


- Uau… nunca sonhei em conhecer Paris. È maravilhosa.

Remus olhava a esplendorosa cidade francesa com seus brilhantes olhos dourados. Estiveram somente cinco dias na casinha (casinha em comparação com a Mansão Malfoy) de Veneza.

Quando Lucius decidiu que estava aborrecido e comprou uma chave de portal que no dia de ontem os levou para Paris. Era de noite e a torre Eiffel estava em seu esplendor, o grifinório gravava tudo em sua mente enquanto olhava embelezado.

- Isso é evidente. As pessoas em sua condição social não podem sonhar em fazer algo assim, porque somente amargam a vida por não poder ter.

Lupin grunhiu afastando-se de Lucius. Certo… já estavam juntos há quase um ano, mas isso não quer dizer que estivesse acostumado a esses comentários ácidos que saiam da boca de seu namorado que não pensava no mau que lhe causavam. Ainda bem que é meu namorado pensou irritado. Não queria nem imaginar que classe de comentários o loiro fazia com quem não era de seu agrado.

- Vamos voltar pra casa? - resmungou.

- Oh não hoje vamos a um hotel porque amanhã quero ver os museus, depois a gente volta para Veneza.

- Mas Lucius eu não trouxe roupa para me trocar.

- E daí? Eu trouxe dinheiro.

- Tudo bem... - disse completamente desgostoso.

Mais tarde Lucius se encarregou de ser perdoado durante a noite. Embora não entendesse porque seu namorado estava tão irritado. Eu não fiz nada de errado! ò.o

Na manhã seguinte, depois de se amarem intensamente, saíram rumo aos museus que Lucius tanto queria visitar. E Remus achou esses lugares os mais interessantes em sua estadia em Paris. Sendo ele tão culto, terminou por explicar certas coisas que o veela não entendia.

Passeavam por um corredor, o loiro fortemente agarrado na cintura de seu belo lobo. Essa túnica o deixou mais belo ainda... por isso mesmo que não quero que volte a sair com ela pensou ciumento. Seu namorado estava chamando muita atenção e ele se viu na obrigação de fulminar com seus característicos olhares frios a qualquer um ou uma que se atrevesse olhar para Remus mais do que o necessário. Seguiram percorrendo os corredores até que algo chamou a atenção do veela.

- Draco…

Lucius leu no rodapé de um quadro espetacular. Tratava-se de um dragão completamente branco, com majestosas asas que contra a luz pareciam ser prateadas. Como toda a pintura do mundo mágico esta estava em movimento. O andar do mostro era compassado e de vez em quando soltava um fulgor de chamas pela boca. Tinha olhos incrivelmente azuis.

- È uma espécie de dragão, mas acho que já estão extintos - explicou Remus alheio às emoções que tal exemplar causava em seu namorado. Emoção que ia ser importante para certa decisão que o casal tomaria no futuro.

- Tanto o nome como o animal são preciosos... - sussurrou Lucius antes de continuar andando.


Na manhã do décimo oitavo dia que Remus estava com seu namorado em Veneza uma coruja apareceu no lugar lhe trazendo uma mensagem.

Moony:

É uma emergência precisamos de você o quanto antes no Valle de Godric. No envelope há uma chave de portal que com a palavra "Estúpido Veela" te trará o mais depressa possível. Por favor,... vem logo.

Atenciosamente: Prongs e Padfoot.

Remus não pensou duas vezes. Com temor e chateado por ter dito a palavra "estúpido Veela" desapareceu no momento em que Lucius entrava na cozinha.

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Na Mansão Potter.

- Sirius, James! Senhores Potter! - gritou assustado ao encontrar a casa vazia. Mas umas risadas vindas do pátio da casa o alertaram.

Saiu correndo até o lugar e rapidamente seu cenho franziu. Ali estavam seus melhores amigos jogando quadribol, sem nada que os colocassem em perigo... aparentemente.

- Padfoot! Prongs!

Os rapazes olharam de onde vinha o grito e seus rostos se iluminaram com um sorriso malicioso.

- Hein Moony - saudaram juntos quando desceram de suas vassouras.

- Oi rapazes... Vocês estão bem? Qual é a emergência? - perguntou genuinamente preocupado.

- Eh... —disse Sirius trocando um olhar culpado com James. Não deveriam ter sido tão dramáticos com a carta, sabendo que o pobre lobisomem se preocuparia muitíssimo.

- O que acontece Moony - começou James - é que meus pais nos abandonaram no dia de hoje e não há ninguém que cozinhe na casa...

- Mas você tem elfos domésticos - replicou nervoso. Ele não estava gostando nada disso. O que vou dizer para Lucius! Agora é que estava pensando que saiu sem dizer nada a seu namorado VEELA e era certeza que o loiro deveria estar no mínimo furioso. Maldito impulso grifinório! Seu amor sempre dizia isto e agora estava começando a lhe dar razão.

- Mas não é o mesmo - Sirius apressou em dizer - sabe que adoramos a comida que a mãe de James faz. Além do mais temos desejo de comer aquela deliciosa torta de peixe que você fez nas últimas férias que passou com a gente.

- Rapazes… eu estava com Lucius... - murmurou mordendo o lábio inferior.

- Ah vamos Moony - disse James - só prepara a torta pra gente e pode voltar para sua... - duvidou uns segundos - serpente... Nem debaixo de um"império" admito que esse arrogante seja namorado de meu amigo. - pensou irritado.

- Sim... Moony - Sirius se apressou em dizer vendo o conflito nos olhos de seu amigo - você não passou nem um dia dessas férias com a gente. Não te vemos desde que deixamos Hogwarts. Só te pedimos uns minutinhos de seu tempo. E depois pode voltar para… Malfoy.

Oh… não chantagem emocional. Não posso resistir a isto.

- Tudo bem... - suspirou derrotado - vamos pra cozinha.

Os animagos piscaram um olho cúmplice e com sorrisos discretos de satisfação seguiram o homem lobo pra dentro da casa.

Duas horas depois…

- Bom rapazes… agora tenho que ir. A chave de portal serve para voltar a casa Prongs?

- Não era só de vinda.

Remus mordeu o lábio inferior.

- O que acontece?

- È que a casa não é conectada com a rede flu e não me animo em aparatar tão longe... - seus ombros caíram.

- Ora vamos Moony não fique assim - disse Sirius forçando um sorriso. Esse loiro fez com que meu amigo ficasse tão dependente ele! - Vamos encontrar uma maneira de que você possa voltar.

- Posso te emprestar minha vassoura - James ofereceu.

- E viajar de vassoura até Veneza! - Remus se horrorizou.

- È isso ou você espera até amanhã para meu pai pedir uma autorização no ministério para fazer outra chave de portal.

- Não – resmungou - eu vou de vassoura...

- Ok, mas fica um pouco mais - disse James sorrindo malicioso ao escutar um forte trovão do lado de fora da casa - e depois você vai tudo bem? - cara de anjinho.

- Vamos... - disse Sirius com a mesma expressão ao adivinhar os planos de seu irmão.

- Bom só mais cinco minutinhos - aceitou sorrindo forçadamente.

Nem precisa dizer que cinco minutos depois uma forte tempestade desabou sobre o Valle de Godric frustrando os planos de Remus e satisfazendo os animagos..

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Durante a noite
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Os três animagos se sobressaltaram ao ouvir algo ou alguém esmurrar a porta de entrada da Mansão. James levantou desconfiado para atender, com sua varinha na mão. Ao abrir a porta um Lucius Malfoy furioso e completamente molhado foi o que encontrou... ele engoliu em seco. Somente faltava a mascara branca, pois a túnica negra ele já tinha, para parecer um Comesal da Morte.

- Potter - resmungou friamente o loiro o fulminando com o olhar.

- Eh...

- Luc! - se escutou o alegre grito de Remus que correu para abraçar seu namorado sem se importar o quanto molhado ele estava - que sorte que você veio! - disse sorridente.

Lucius lhe devolveu o sorriso e abraçou seu namorado possessivamente. Enquanto o castanho enterrava seu rosto no pescoço do veela, este dedicava o pior de seus olhares aos dois animagos.

Uau como intimida o olhar desse loiro... pensaram os dois se mexendo incômodos em seus lugares e desviando os olhos. O gelo nesses orbes prateados não era nada agradável de desafiar... por mais grifinórios que fossem.

- Luc? - Sirius disse malicioso.

Segundos depois o animago caia no chão da sala vitima de um "desmaius".

- Lucius Malfoy! - repreendeu seu namorado com os olhos abertos como pratos.

- O que foi? É o que merece esse idiota por te seqüestrar. Devem agradecer que não os enfeitiço por terem seqüestrado meu namorado - resmungou.

- Nós não o seqüestramos - James se apressou em se defender. Não quero ser amaldiçoado por um veela louco! - somente pedimos que viesse nos fazer um favor.

- Não pense você que sou um estúpido Potter. Para isso já tem você e Black, vamos embora Remus.

- Eh...espera um momento - se aproximou de Sirius – enervate - o animago abriu os olhos desorientado.

- Malfoy - resmungou estreitando os olhos para seu atacante.

- O que há Black? - disse arrastando as palavras e levantando uma sobrancelha - quer mais?

- Maldita serpente!

- Já chega! - rugiu Remus. Os três deram um pulo ao ouvir o tom. - Não quero mais nenhuma briga, Lucius e eu vamos embora. Foi um prazer passar um tempo com vocês rapazes... Nos vemos em Hogwarts - murmurou para depois pegar a mão de seu namorado e sair do lugar.

Os animagos olharam surpresos essa cena, enquanto o meio veela sorria com superioridade.

- Maldito sonserino - grunhiu Sirius.

- Faremos alguma coisa Padfoot. Isso não vai ficar assim, eles não vão continuar juntos por muito tempo - consolou James, embora não estava muito seguro de suas palavras.

Sirius sorriu concordando com a cabeça. Mas no fundo eles sabiam pela atitude de seu amigo, que muito pouco poderia ser feito para separá-los.


- Você está chateado?

- Não - grunhiu.

- Lucius eu não tive culpa de nada… eles me enganaram. Não sei por que fizeram isso. Se tivessem me pedido eu iria sem que precisasse me preocupar.

- Isso eu sei - murmurou abraçando seu namorado para beijá-lo - você é muito... grifinório, por isso que sei que não fez nada de propósito. Mas esqueçamos disso - sorriu de lado - faltam duas semanas para terminar as férias e você logo vai estar fraco por causa da lua. Então que tal se fizermos o que você quiser esses dias...

- Você me mima demais...

- Sou um veela e você é meu companheiro.

- Então vamos tomar um banho bem quentinho. Você está molhado e eu também, e você sabe que quando a lua cheia se aproxima eu fico mais libidinoso... - sorriu malicioso.

- Tem razão - sorriu também - eu nunca me esqueço desta data...

Entregaram-se a um beijo que de casto não tinha nada. Tropeçando em alguns dos vários móveis chegaram ao quarto principal e enquanto a enorme banheira se enchia de água (que era quase uma piscina) voltaram a se beijar a medida que tiravam suas roupas úmidas.

Uma vez nus, Lucius foi o primeiro em entrar, guiando Remus até que este ficou sentado com as costas contra seu peito. Afundou a esponja na água cheia de espuma e sais relaxantes e começou a ensaboar lentamente o corpo de seu amor, recebendo deste um ronronar como resposta.

- O que esteve fazendo com estes idiotas?

- Não os chame assim. E se quer mesmo saber... só estivemos conversando e comendo uma torta que eu cozinhei.

- Você sabe cozinhar? - perguntou surpreso.

- Sei e muito bem. Amanhã posso fazer algo para você.

- Eu adoraria - ronronou em seu ouvido causando um estremecimento no castanho.

Remus se voltou e tomou a esponja da mão de seu namorado e começou a ensaboá-lo. Sentou-se sobre as pernas do veela comprovando sorridente que seu amado começava a se excitar.

- Você me quer? - sussurrou.

- Sim - grunhiu o veela. Seus olhos estavam fechados por causa do prazer que as caricias de Remus lhe causavam.

- Muito?

Diante da inocente pergunta Lucius abriu seus olhos e os conectou com os de seu namorado.

- Mais do que a mim mesmo - disse com um brilho especial no olhar.

Remus ofegou surpreso. Sua pergunta tinha sido feita sem pensar e ele esperava somente uma resposta brega como um "até o céu" ou algo parecido. Mas essa resposta foi tão sincera... e pode comprovar que veio do fundo do coração do veela. Isso foi tudo o que precisou para reconhecer que este homem o amava. Se havia um resquício de duvidas em sua mente foi dissipada nesse momento. Sua paixão despertou furiosamente e se lançou sobre o loiro o abraçando pelo pescoço.

Lucius lhe devolveu o beijo com igual frenesi lambendo o lábio inferior pedindo permissão para invadir essa deliciosa boca com sua língua. O licantropo lhe cedeu acesso e suas línguas iniciaram uma dança compassada. As mãos de ambos se acariciavam mutuamente. Como sempre, as do loiro terminaram no redondo traseiro do castanho que apertou com força obtendo um gemido rouco de êxtase.

- Toma-me Lucius, agora…

- Faça você mesmo - disse sorrindo malicioso, separou suas mãos do corpo do garoto para apoiar nos lados da banheira.

Remus levantou uma sobrancelha e sorriu. Soltou-se do pescoço de seu amante e tomou o erguido membro e o guiou até sua entrada... sem duvidar se empalou de uma só vez até o fundo. Ambos gritaram de prazer e o loiro enroscou rapidamente seus braços sobre a cintura do outro, preso numa onda de prazer.

- Você é perverso sabia? - ofegou Lucius olhando nos olhos de seu amante.

- Não tanto como você - respondeu sorrindo.

Dessa vez foi o loiro que levantou uma sobrancelha como só ele sabia fazer. Em seguida Remus começou a se mexer sendo ajudado por seu amor, que o agarrava firme pelos quadris para lhe indicar o ritímo que seu membro necessitava para chegar ao orgasmo. O castanho deixou que o membro entrasse e saísse de seu corpo aumentando a rapidez de seus movimentos. Lucius por sua parte ajudava levantando os quadris para que as investidas fossem mais profundas. Se beijaram, morderam e acariciaram sem perder o contato visual. Era puro o amor que os olhos dourados e os olhos prateados refletiam.

Continuaram com esse ritmo até que suas investidas se tornassem erráticas. O veela foi o primeiro em chegar ao clímax dentro de seu amante enquanto Remus necessitou de três investidas mais que tocaram sua próstata para chegar ao maravilhoso orgasmo que só com seu namorado podia experimentar. Uma vez satisfeitos Remus se aconchegou no peito de seu amante enquanto o loiro o abraçava carinhosamente.

Nenhum dos dois fez algum movimento durante vários minutos, depois de um tempo Malfoy levantou os quadris de seu amante para sair de dentro dele obtendo um protesto baixinho que o fez sorrir. Voltou a tomar a esponja e começou a ensaboar as costas de Remus.

- Você está acordado?... - quis saber Lucius quando não ouviu nenhum som vindo de seu amor exceto sua respiração.

- Sim, só estava pensando

- Em que?

O castanho levantou seu olhar e Lucius pode notar um brilho especial naqueles olhos.

- É que eu também te amo mais que minha vida - murmurou ruborizado, mas decido.

Malfoy sorriu de lado.

- Eu fico feliz em ouvir isso...

Voltaram a se fundir em um beijo de amor puro notando que sua excitação ia aumentando. Essa noite eles se amaram varias vezes. Depois de tudo... lá fora estava chovendo e eles não tinham nada melhor pra fazer...

Continuará...