N/A: Vamos lá, acho que respondi os comentários da maioria, mas vou ressaltar uma pergunta que foi engraçada: a primeira vez da Sakura com quem será? Pois, vejam bem, eu tinha pensado que podia ser com o Kakashi, mas se vcs preferirem o shika por mim td ótimo pq eu até me segurei pra nao escrever algo picante nesse capítulo tbm haha a verdade é que eu gostei TANTO de shika/saku que eu até poderia metê-los num romance agora facilmente, a verdade é que o shipper super me agradou e eu NUNCA tinha pensado nele até ter o plot da primeira cena de beijo deles.
Se vocês quiserem nao me oponho em nada com a lemon shika/saku, mas tem que me avisar logo, que o próximo plano envolverá terceiros e teria que ser antes de por o plano em pratica. ^^ ou desistir totalmente do plano... nao sei. fica na mão de vocês!
Obrigada por todos os comentarios e apoio, fico feliz que tenham gostado do cap anterior, assumo que tinha medo da reaçao geral, mas foi positiva e isso me deixa muito pra cima! Tia Rovs, brigada por dedicar tanto tempo respondendo meus pm hasuahsuah e FranHyuuga valeu por voltar! TODOS, saibam que mesmo que eu nao cite o nome de cada um de vocês aqui eu as amo demais, se nao fosse por vocês essa fic já teria morrido a tempos! Obrigada, minna-chan! Amo vocês, a verdade é que nunca acreditei que poderia gostar tanto dos leitores mesmo tendo tao pouco contato, mas vocês me animam tanto que é impossivel ficar indiferente à sensaçao de compartir algo importante para mim com vocês!
E como toooodo mundo pediu, aí vai um cap recheadinho de Naru/Hina pra vocês! ;) Boa leitura!
HOW TO SAVE A LIFE
Capítulo 12 – I Love you too
Sakura desceu a rua onde ele havia explicado e buscou os números na entrada dos edifícios, até encontrar o número 37. Entrou no edifício, subindo até o segundo andar e tocando em sua porta, apartamento 21.
A porta de madeira clara se abriu pouco depois dela ter tocado a campainha e o rapaz lhe deu passo a entrar. Shikamaru tinha os cabelos soltos até os ombros, usava uma camiseta cinza surrada e uma calça jeans, os pés descalços como dois lírios pálidos. Ela prendeu a respiração um segundo e depois entrou.
Shikamaru estava segurando uma mamadeira e um trapo de pano de algodão estava pendurado no seu ombro. Ela tirou os sapatos na entrada e ficou apenas com as meias cor de rosa.
- Vim o mais rápido que pude, mas Naruto tinha um encontro com Hinata, disse que sentia muito – ela disse sorrindo.
Entrou na sala e viu o pequeno menino de cabelos escuros e olhos vermelhos, sentadinho nas almofadas dispersas pelo chão.
- Assuma, cumprimente a tia Sakura – ele disse sorrindo para o menino.
- Cabelo rosa! – ele guinchou, caindo de tanto rir.
- É Sakura, como as flores rosas da primavera – o rapaz explicou, acenando a Sakura um dos lugares no kotatsu – você fica de olho nele? Vou fazer um chá.
- Ok. Assuma, vem aqui – ela o puxou para seu colo e o menino se agarrou nos cabelos dela, olhando-os com atenção, fazendo-a rir.
Quando Shikamaru lhe chamou ao seu apartamento, ela não achou que o pequeno Assuma estaria ali, na verdade acreditou que Kurenai estava chateada com o rapaz, pela cena da semana anterior. Ela deu de ombros, brincando com o menino, fazendo-o andar ao redor do kotatsu para treinar seus passinhos errantes.
Nunca havia ido ao apartamento dele, mas havia gostado, um kotatsu na sala, com almofadas de todos os tamanho, havia vislumbrado uma pequena cozinha e um corredor com três portas, seria o banheiro e dois quartos, ela não soube dizer. Então Shikamaru voltou com uma bandeja que tinha chá e a mamadeira.
- E então, como foi a semana? – ele perguntou, contente. Ele estava contente demais para falar a verdade.
- O que aconteceu? – ela perguntou, vendo-o sentar o menino no seu colo e lhe dar a mamadeira com cuidado, prendendo os cabelos no rabinho de sempre.
- Pois foi mais rápido do que imaginava, andam rumoreando que estamos juntos! – ele disse sorrindo e ela quase não entendeu toda aquela felicidade – O que quer dizer que o plano seguinte podemos começar dentro de muito pouco.
- Planos e planos, mas qual é exatamente o plano?
- Qual é o jounin mais bonito do pavilhão, Sakura? – ele perguntou, observando a criança amolecer um pouquinho nos seus braços, aconchegando-se enquanto tomava seu leite quentinho e relaxava-se.
- Eu não vou responder isso – ela ficou emburrada e começou a servir o chá, metendo as pernas no kotatsu quente.
- Eu preciso saber, ou será pior para você. Aliás, diga um que você acredita estar fora de cogitação.
- Shikamaru! – ela repreendeu e ele a olhou feio, indicando o menino quase adormecido entre seus braços – Ok, ham... Vamos ver, o mais bonito?
- E que seja solteiro.
Ela o olhou com cara de poucos amigos, o que diabos ele estava planejando? Pensou nos jounin, havia Neji, mas ele estava namorando a Tenten, o próprio Shikamaru, mas ele não poderia ser já que havia criado o plano. Um que estivesse fora de cogitação.
- Você quer dizer um que eu não tenha nenhuma possibilidade?
Ele fez que sim, enquanto levantava com o menino no colo, balançando-o um pouquinho, tendo certeza que estava adormecido, e sem avisar desapareceu pelo corredor que Sakura havia visto antes, abriu uma porta e voltou à sala já sem o pequenino.
- Vai lhe deixar dormir sozinho? – ela perguntou assustada – Ele pode cair da cama!
- Há um berço no meu quarto... – ele murmurou sem dar importância e ela arregalou os olhos – Quando Kurenai tem que dar aulas ou treinamentos aos genin e chuunin até mais tarde eu fico com ele.
- Oh – ela sorriu radiante – Shikamaru, se eu soubesse essa sua faceta antes eu teria investido em você!
Eles riram e se xingaram e depois ele ficou sério de novo.
- Diga um homem ou eu escolherei qualquer um.
- É que isso é pouco chato de dizer não acha? – ela sorriu sem graça.
- Com qual deles você ficaria? Responda.
- Genma – disse rápido corando – É bonito, educado, sedutor. É um pouco mais velho, mas tudo bem.
O outro a olhou com cara de idiota e sorriu desacreditado. As mulheres eram realmente problemáticas.
- Ele é difícil de agradar... – Shikamaru murmurou.
- Por isso é impossível – ela explicou tomando chá.
- Não, Sakura, a partir de hoje nada é impossível para você, entende?
Não, ela não entendeu nada e o olhou meio abobalhada.
- O plano é que você consiga seduzi-lo, e depois disso, estará preparada para qualquer coisa, pode ter certeza.
Ela o encarou durante longos minutos, ele poderia dizer que foram exatos 4 minutos e meio, seu rosto primeiro estava pálido, mas depois começou a mudar para um tom rosado e por fim ficou tão vermelha como um tomate.
- Você só pode estar brincando!
Então escutaram passos no corredor fora do apartamento e a porta se abriu.
- Tadaima... – murmurou a mulher, fechando a porta e voltando a trancá-la. Então se virou para a sala e paralisou-se durante um segundo – 'Noite, Sakura-chan – ela disse, sorrindo minimamente e tirando os sapatos antes de pisar no assoalho de madeira – E Assuma, Shikamaru?
- Está dormindo – disse simples, observando-a.
- Então vou pegá-lo e nos vamos pra casa, não quero interromper.
- Oh, não diga isso! – exclamou Sakura levantando-se – Eu já ia embora, tenho muitas coisas que preparar para levar amanhã ao hospital.
Shikamaru também se levantou e acompanhou a menina de cabelos rosa até a porta.
- Vou pensar no que disse – ela falou, calçando as botas.
- Isso já está decidido, eu não mencionei que poderia dizer não... – ele disse de uma maneira bastante sexy e ela lutou para não rir na cara dele: Shikamaru estava atuando para Kurenai.
- Vamos ver – ela disse provocante e pôs-se nas pontinhas do pé, alcançando os lábios dele com os seus, dando um selinho – Até amanhã.
Quando ela saiu, ele voltou a soltar seus cabelos revoltos e andou até Kurenai, parada no meio da sala.
- Quer que eu faça algo pra jantar?
- Vocês estão juntos? – ela perguntou séria.
- Defina "juntos".
- Não seja impertinente.
- Se me pergunta isso para saber se eu estou apaixonado por ela, então não estamos juntos – ele disse, dando as costas para ela e rumando a cozinha, sem ver o sorriso que ela mesma estranhou.
- Então por que estão juntos se você não gosta dela? – ela voltou a perguntar, fazendo-o parar e sentir as mãos suarem.
- Por que eu gosto de alguém impossível para mim – ela soltou um riso descrente pelo nariz – Por que ela me vê como um menino, quando eu já sou um homem.
Ele desapareceu entrando na cozinha e ela ficou gelada e estática no meio da sala, tentando não compreender aquilo que já havia compreendido sem querer.
X
Naruto deitou a cabeça no travesseiro e se sentiu mais feliz que nunca. Parecia que seu coração ia explodir, não havia imaginado que voltaria a sentir-se tão cheio desde a antes da guerra. Quase não podia acreditar!
Fechou os olhos, lembrando-se da missão que tivera com Hinata...
Ela estava tão tímida, mas ainda assim fora tão competente que ele se sentiu orgulhoso de ter alguém como ela ao seu lado numa missão de rank-A. os cabelos longos dela brilhavam azulados na luz do sol, e a pele dela brilhava pelo suor por terem corrido tanto, e ela estava quase sempre corada, falando baixo para ele.
Então a noite caiu e eles decidiram acampar em uma clareira pequena e escondida. Ele fez uma fogueira para esquentar a comida e protegê-los do frio, pelo menos não estava nevando. Sentaram-se cerca do fogo, aquecendo as mãos, os sacos de dormir estendidos sobre a grama seca.
Hinata serviu a janta nos potinhos e sentou novamente, começaram a comer em silêncio. Por mais que Naruto quisesse conversar com ela durante muito tempo e conhecê-la melhor ele simplesmente se sentia contra a parede, era difícil de lidar com uma pessoa quando você descobre que ela gosta de você.
- Está ótimo! – ele disse sorrindo, e ela corou.
- Arigatou, Naruto-kun... – disse baixinho, tratando de colocar mais arroz na boca.
- Oe, Hinata-chan, por que você é tão tímida? – perguntou.
- N-não sei! – exclamou, corando forte.
- Deveria falar mais, sua voz é agradável – disse comendo o arroz.
- Naruto-kun... – ela ao olhou durante algum tempo, então ele se virou para ela e sorriu, fazendo-a corar de novo. Naruto já não sabia o que fazer, ela realmente não estava cooperando – Ah, Naruto-kun, eu nunca te agradeci pelo o que você fez por Neji-niisan.
- O que eu fiz por ele?
- O mudou, completamente! Desde então começou a treinar no dojou dos Hyuuga e aprender com meu pai – ela sorriu – E também me ajudou em meus treinamentos. Também nos trata bem agora, é educado e coopera com a família quando lhe pedimos alguma opinião.
- Me alegro, Hinata-chan. Não foi nada, ele apenas precisava de um empurrãozinho de realidade.
- Ele era muito orgulhoso.
- Era metido! – disse Naruto rindo.
- Sempre lhe chamaram de gênio em todos os lugares, mas dentro do Clã sempre lhe trataram com indiferença por ser do Bounke – Naruto a escutou, a maneira que se entristecia por aquilo, por existir aquele empecilho dentro de sua família – Mas agora é diferente, todos lhe tratam bem, até disseram que ele é o mais forte de todos os Hyuuga! – ela sorriu e olhou o fogo.
- Não Hinata, essa é você – a menina o olhou com os olhos arregalados e corou, desviando os olhos em seguida – Você lutou contra Pain para me defender, é uma das pessoas mais corajosas que já conheci. Arigatou, Hinata-chan!
Ela sorriu e comeu rapidamente o que havia de arroz no seu potinho, enquanto ele a observava. Hinata parecia uma boneca de porcelana, mas era definitivamente forte e corajosa, tinha uma chama acesa em seu peito, ela cuidava das pessoas ao seu redor, era amável e não tinha preconceitos. Como ele nunca havia se dado conta?
Talvez porque tivesse demasiado coisas na cabeça, porque estava preocupado demais estando apaixonado por Sakura, prometendo trazer de volta Sasuke, e metendo-se naquela empreitada sem fim. Mas agora nada mais lhe preocupava, Sakura estava fazendo um bom trabalho escrevendo, Shikamaru estava ajudando, até haviam espalhado rumores deles estarem juntos para facilitar a próxima parte do plano.
- Hinata, naquele dia, quando você disse que me amava, era verdade? Que tipo de amor era? – ele perguntou rápido, olhando-a.
- Eu sou apaixonada por você desde que me lembro te conhecer, Naruto-kun – ela disse firme, sem gaguejar, sem desviar o olhar, seus olhos brancos presos aos dele, seu rosto corado, suas mãos tremendo levemente, mas ela seguiu olhando-o, com uma força que ele não sabia de onde ela tirava, mas era fascinante.
Então Naruto sorriu, Neji e Sakura estavam certos, ela gostava dele, e de repente uma sensação agradável e quente se instalou em sua barriga. Ele não podia dizer que a amava, não ainda, mas ele queria estar ao lado dela todos os dias.
Ele se inclinou na direção dela, a palma da sua mão tocando o rosto de porcelana, quente pela vergonha, era uma sensação tão tranqüila e agradável, ela era tão bonita com aqueles cabelos longos, negro-azulado. Então seus narizes se esbarraram, e logo seus lábios, ambos fecharam os olhos e sentiram aquela sensação nova e prazerosa de beijar uma pessoa querida.
Ele balançou a cabeça, sentindo-se afundar mais no travesseiro, o sorriso brincando nos lábios. Então houvera o ano novo, eles haviam se encontrado pouco depois de Sakura e Shikamaru desaparecerem misteriosamente.
Hinata vestia aquele kimono azul escuro, com borboletas em lilás e azul claro e estava tão bonita que ele perdeu o ar ao vê-la. Seus cabelos presos em um coque delicado, preso com uma fivela de borboleta que combinava com o kimono.
Haviam conversado baixinho e ele havia tocado os dedos dela, entrelaçando-os aos seus, mas depois os deixara, percebendo que Hiashi os observava ao longe. E eles riram nervosos pela situação, ela estava bastante corada.
- Está linda... – ele murmurou, seus olhos observando ao redor, para ter certeza que estava a salvo dizendo aquilo.
- Você também, Naruto-kun! – ela disse feliz e sem gaguejar, e ele quis abraçá-la e beijar o topo da sua cabeça, mas conteve as ganas.
Então contaram os minutos juntos e riram juntos quando os fogos de artifício riscaram o céu, ao mesmo tempo que todos batiam as palmas duas vezes e silenciavam, fazendo seus pedidos e homenagens a Kami-sama. E ele desejou que Hinata fosse muito feliz, como merecia ser.
Depois disso, andaram até as árvores onde as sortes estavam amarradas e escolheram uma ao longe, onde havia muito pouca gente.
- Pegue a minha – ele pediu, olhando-a nos olhos.
- Mas...
- Eu confio em você – ele disse sorrindo, e então ela fechou os olhos e voltou a abri-los, escolhendo um papelzinho.
- Escolha a minha então – ela pediu, segurando o papelzinho na mão.
Naruto olhou os galhos e escolheu um papelzinho, esperando que fosse uma boa sorte. Então se olharam e intercambiaram os papeizinhos.
- Boa sorte! – ela exclamou feliz, sorrindo para ele.
- Má sorte! – ele exclamou feliz, sorrindo para ela.
- Gomenasai, Naruto-kun! – ela fez uma reverencia profunda e permaneceu assim.
Ele deu um passo na direção dela e a segurou pelos ombros, levantando-a, vendo como ela estava corada e triste. Segurou o queixo dela nos dedos e inclinou o rosto, tocando os lábios dela, com um pouco mais de força que na vez anterior, e eles permaneceram assim até que ela tomasse a iniciativa de segurar os ombros dele.
E Naruto criou coragem para aprofundar o beijo, fazendo-a corar, mas permitir e suas línguas se tocaram timidamente, durante pouco tempo e então se afastaram, ambos corados.
- Se eu estiver perto de você, então terei boa sorte – ele disse, sorrindo – Quer tomar algo quente? Está começando a nevar...
Hinata lhe fazia ser mais forte e mais vivo, ele percebera isso durante a tarde que passara com ela, passeando pela beira do rio, com seus casacos pesados e quentes para se protegerem do vento frio.
Haviam passeado de mãos dadas, seus dedos entrelaçados e o coração batendo mais rápido. Então Naruto decidiu que deveriam sentar ali, num banco próximo.
- Naruto-kun, você já não quer ser Hokage? – ela perguntou suavemente.
- Não sei... Acho que não tenho valor para ser Hokage...
- O que está dizendo? – ela perguntou atônita, olhando-o estranho – É o homem mais corajoso, forte e de bom coração que eu conheço!
- Eu não pude trazer de volta Sasuke... – ele murmurou, olhando o céu cinzendo de Konoha.
- Você o trouxe – ela comentou – E conseguiu que todos o aceitassem de volta por que crêem em ti. Se não fosse por você, Naruto, eles nunca deixariam o corpo de Sasuke descansar em paz em Konoha. Não o deixariam entrar, vivo ou morto. Mas eles te respeitam e respeitam sua decisão.
- Isso não me basta! – disse um pouco ressentido.
- Deveria bastar saber que todos te consideram tanto a ponto de abrirem as portas da vila para um traidor.
- Ele não era um traidor! Ele era incompreendido...
- Naruto, você enxerga isso porque você vê as coisas com os olhos do coração, mas a maioria das pessoas só conseguem ver atos e justificativas concretas, e dificilmente sabem perdoar quando alguém se vira contra a vila. Ele tentou matar tantos dos nossos que as pessoas não encontraram mais justificativas para isso.
- Ele no fundo estava sozinho, Hinata!
- Sim. Mas a maioria das pessoas, por mais sozinhos que estivessem, nunca teriam a coragem e a maldade para tentar matar os próprios companheiros de time. Sakura-chan, Kakashi-sensei, você... Todos foram alvo dele, e isso como se explica?
- Você não vai entender!
- Eu entendo, eu acredito que quando uma pessoa está sozinha, e não consegue ver nada mais que coisas ruins ao seu redor, ela entra em desespero e qualquer um que entre na sua frente ou tente lhe desviar do que se tem como meta pode ser visto como ameaça.
Ele ficou quieto, olhando-a. Sim, era exatamente isso que ele tentava explicar para as pessoas, mas elas não entendiam. Como ela entendia aquilo?
- Por que...?
- Quando Neji lutou contra mim no exame Chuunin, ele estava cego pelo ódio e pela raiva. Por ter sido isolado dentro do nosso clã, por ter perdido seu pai pelo Souke, por nunca admitirem o quão forte ele era, porque ele era apenas do Bounke – ela suspirou e o olhou – Ele descontou em mim, porque eu era a herdeira, eu havia ocasionado a morte do seu pai, eu era o centro das atenções e a futura líder do clã, e eu era estupidamente fraca. Eu era uma vergonha para o nosso clã.
- Não diga isso! – ele reclamou.
- É a verdade, Naruto-kun. Mas então você o mudou, e a partir de aí Neji decidiu que se teria que me ter como líder dos Hyuuga teria que me ajudar. E com a ajuda dele eu aprendi a ser forte e controlar melhor meu Byakugan, eu aprendi a ter discernimento e inventar estratégias para quando fosse necessário.
Ele sorriu, tocando a bochecha dela de leve.
- Mas eu não quero ser a líder dos Hyuuga.
- Por quê? Como não quer? Você merece, você é uma ótima ninja!
Ela sorriu para ele, amável, e sentiu o toque suave dele ainda na sua pele.
- Há alguém que é mais forte que eu, mais inteligente que eu, mais esforçado que eu. Alguém que eu confio e que vejo como líder do meu clã, alguém por quem eu colocaria a mão no fogo sem me arrepender. Mas ele não pode ser líder porque ele nasceu do gêmeo mais novo.
Naruto a encarou seriamente. Hinata falava de Neji, e ele podia ver a preocupação nos olhos dela. Hinata não queria ser líder porque era muito justa, e reconhecia no primo maior potencial para proteger aquele clã, maior força e destreza. Mas o que podia ser feito?
- Naruto-kun, por favor, aceite o posto que merece, seja o próximo Hokage de Konoha e cumpra a promessa que fez ao meu primo anos atrás: mude o Clã Hyuuga por Neji e por mim. Oneigaishimasu!
Ela fez uma reverencia curta e o olhou, vendo que ele estava sério e a observava sem dizer nada.
- Não acredito que outra pessoa possa mudar esse clã... – ela murmurou.
Ele fez que sim com a cabeça e se levantou, ainda sério. Ele precisava pensar, ele precisava entender tudo aquilo, ele a compreendia e ao mesmo tempo acreditava que ela poderia mudar o clã sozinha, mas talvez ela não confiasse em si mesma.
- Hinata-chan, você é capaz de mudá-lo sozinha, junto è Neji e Hanabi.
- Eu não quero que seja Hokage apenas pelo meu clã, Naruto-kun. Quero que seja Hokage para realizar seu sonho.
Ele a olhou e respirou fundo, sem estar muito certo daquilo.
- Eu queria ser Hokage para ter a aceitação de todos da vila, Hinata, mas agora eu já tenho isso, me reconhece como pessoa e como ninja, eu não posso pedir mais.
- Então você quer dizer que já não quer proteger toda essa gente que aprendeu te respeitar e querer bem? Essa gente que confia em você, que te agradece diariamente, você não quer que eles estejam a salvo sempre?
- Por que está dizendo tudo isso? – ele perguntou um pouco irritado e ela sorriu, se levantando e indo até ele.
- Por que eu acho que você está fugindo do seu destino, e porque eu te amo.
Ele sentiu aquela sensação quente se derreter dentro do peito outra vez, trazendo consigo uma tranqüilidade que era tão agradável que ele não queria deixar ir embora, ele queria sentir aquilo para sempre aquela paz e ternura.
- Eu também te amo – ele murmurou, olhando-a – E pensarei sobre isso.
Então seus lábios se encontraram de novo e aquilo deu forças a Naruto para pensar naquilo com seriedade durante toda aquela semana.
"Eu, Hokage?"
N/A: Naruto pra Hokage! olé olé! hahaha Enfim, espero que tenham gostado do capítulo, fiz de coraçao!
Pergunta: com quem vocês querem que seja a primeira vez da Sakura: Shikamaru ou Kakashi? exponham seus pontos de vistas, por que sim ou por que nao. TUDO! nao se acanhem e tal!
Beijos imensos,
tai
