-Ok! – Afrodite abriu a porta do meu quarto com força. – Chega de melancolia.

-O que você pensa que está fazen... – Eu fui interrompida com uma dor nos olhos quando Afrodite abriu as cortinas. –Fecha isso!

-Não. – Ela me puxou da cama e começou a me empurrar em direção ao banheiro. – Faz uma semana que você está trancada nesse quarto assistindo esses filmes patéticos e comendo porcaria.

-Esses filmes não são patéticos, são clássicos.

-Eu vou na cozinha e quando voltar quero você arrumada. – Ela bateu a porta do banheiro, me deixando sozinha.

-Você pode pelo menos me dizer aonde nós vamos? – eu gritei.

-Andar por ai. – E antes que eu pudesse ouvi-la bater na porta ela gritou: - Você te 30 minutos!

Afrodite tinha uma estranha mania de entrar no meu quarto como se fosse dona dele. Eu tomei o banho que ela pediu e coloquei uma calça jeans, uma bata branca e sapatilhas pretas. Arrumei meu cabelo e peguei uma bolsa.

-Atena, você já esta pron... – Afrodite abriu minha porta. – A ótimo, não vou precisar brigar com você. Vamos.

Nós saímos do Olimpo pelo elevador e Tom nos cumprimentou com um aceno. Ela me arrastou para fora do prédio e nós entramos em um taxi. Após o motorista receber as coordenadas e começar a dirigir, Afrodite sentou de lado, virando-se para mim.

-Você sabe que eu te amo, não sabe? – ela perguntou.

-Qual o problema dessa vez? – sempre tinha segundas intenções nessa frase de Afrodite.

-Eu não tenho boas noticias. – Ela segurou minha mão. – Zeus me mandou dar a noticia bem na verdade.

-Ele sempre faz isso. – eu revirei os olhos. – E qual a noticia dessa vez?

-Temos um problema. Parece que Poseidon esta com um probleminha em Atlântida. E parece ser realmente sério, já que ele pediu ajuda para Zeus.

-E... – eu ainda não tinha entendido onde Afrodite queria chegar, mas tinha a sensação que eu não iria quere saber.

-E acontece que você é a única que pode ajudar ele. – o táxi parou e ela abriu a porta.

-Espera, deixa-me ver se eu entendi direito. – eu desci do taxi e Afrodite me puxou para uma cafeteria. – Papai quer me mandar para Atlântida mesmo sabendo que, provavelmente, Poseidon e eu podemos no matar?

-É. – nós sentamos em uma das mesas que ficavam isoladas. – E o que você acha?

-Eu acho que não. Se Poseidon quiser alguma coisa de mim, ele mesmo que venha pedir.

-Atena, não sabia que você era assim. – Afrodite se levantou e foi até o balcão para fazer nossos pedidos.

Se Poseidon quisesse que eu ajudasse, ele deveria pedir ajuda para mim. Zeus podia até ter uma influência sobre mim, mas não era o suficiente para que eu aceitasse o que ele queria no momento. Poseidon ainda era um grosso, estúpido e acéfalo.

-Atena, eu sei que você ainda está brava com ele e que o que ele fez não tem desculpa, mas ele precisa de sua ajuda. – Afrodite colocou o copo de cappuccino e um cupcake na minha frente. – E essa é a melhor maneira de mostrar que não se importa tanto assim, mesmo que você se importe.

-Se ele vier falar diretamente comigo eu posso pensar na hipótese. – eu dei um gole na bebida. – Até lá, sem chances.

-Eu vou falar com Zeus e vamos ver o que acontece. – Ela deu uma pequena mordida no cupcake que ela segurava. – Agora é sério, nós precisamos fazer compras.

-Eu não preciso de compras. Você que precisa de terapia. - ela riu. – Vamos logo.

Nós pegamos nossos copo e nosso cupcakes e saímos da cafeteria. Começamos a andar pela rua, olhando as vitrines das lojas e terminando nossos cupcakes e cappuccinos.

-Sabe, eu sinto falta de sair com você. – Afrodite disse. – Eu sei que, por mais que negue, você entende o que eu falo sobre roupas.

-Eu nunca disse que não entendo sobre roupas. - ela me olhou incrédula. – eu disse que não gosto de fazer compras. É bem diferente.

-Olha aquele vestido. – a louca me puxou pela mão até a vitrine de uma loja.

-Qual deles? – a vitrine tinha vários vestidos de variadas cores.

-O preto. – eu procurei pelo tal vestido e o encontrei em um canto.

Ele era sem alças e tinha o busto em forma de coração. Ele tinha um leve decote que descia para o meio das costas e não era exatamente curto. Realmente, era um belo vestido.

-Vamos entrar.

Afrodite me puxou para dentro da loja e uma mulher veio nos atender. Não demorou muito para Afrodite estar dentro do provador com o vestido.

-Ele é realmente lindo, mas não ficou legal em mim. – Afrodite saiu com o vestido no braço.

-Que pena. – eu sorri amigavelmente para ela.

-Mas quem sabe talvez. –ela olhou para mim e depois para o vestido, repetindo esse ato algumas vezes.

-O que? Eu? – eu falei quando entendi o que ela estava pensando. – Não!

-Por que não? - ela fez um bico. – Ele é perfeito e provavelmente vai ficar bem melhor em você.

-Eu não preciso de mais nenhum vestido. – ela me empurrou para dentro do provador e deu o vestido para mim, fechando a porta. – E eu quero ver como ele ficou.

Eu me despi e coloquei o vestido. Sai sem olhar para o espelho. Afrodite começou a dar pulinhos quando me viu e eu me virei para o espelho.O vestido ficou certo no meu corpo, nem apertado e nem largo. Ele destacava meus seios e minhas pernas.

-É, definitivamente esse vestido é pra você. – ela se virou para a mulher. – Nós vamos levar.

-Eu vou me trocar. – falei sabendo que não adiantaria discutir com ela.

Eu me troquei rapidamente e quando sai Afrodite já tinha pagado e me esperava na porta com a sacola.

-Presentinho! – ela me entregou a sacola. – Agora, por favor, vamos terminar nossas compras.

E o resto do dia se baseou nisso, compras com Afrodite com pequenas paradas para comer. O lado bom é que eu não precisei pensar no pedido do meu pai.

Talvez as coisas pudessem sair melhores do que eu esperava.


Ultimo de hoje... O que acharam?