Naive

How could this be done

By such a smiling sweetheart

Oh and your sweet and pretty face

In such an ugly way

Something so beautiful

That everytime i look inside

I know she knows that i'm not fond of asking

True or false it may be

She's still out to get me

Como isso pode ser feito
Por uma doçura tão sorridente
Oh e seu rosto belo e doce
De uma forma tão feia
Algo tão bonito
Que toda vez que olho para dentro

Eu sei que ela sabe que eu não gosto de perguntar
Verdadeiro ou falso, pode ser
Ela ainda quer me pegar

Aquilo era ligeiramente irracional. Essa era a impressão que tinha quando acordou. Tudo aquilo. A revelação sobre as habilidades do espírito, a irritação que tinha sentido só porque ele havia omitido aquela informação e a culpa horrível que sentia agora.
Tinha que parar com aquilo. O que estava acontecendo que ela havia perdido o controle da sua vida daquela forma? Era a presença do seu passado nos corredores, a assombrando, que a desestruturava daquela forma? Era a única coisa que fazia sentido, porque em condições normais ela agiria como adulta e enfrentaria qualquer situação de frente.
Não aquilo. Não com Michael e Oliver a assombrando diariamente. Os pesadelos podiam ter parado enquanto ela dormia, mas eram freqüentes enquanto estava acordada. Talvez fosse a hora de voltar para o seu remédio.
De qualquer forma, teria um longo dia. Não havia dormido direito à noite e nem dormiria pelos próximos dias, ela tinha certeza. E embora estivesse fugindo de algumas coisas, era fundamental que desse os próximos passos. Depois de tanto tempo, era o mínimo que tinha que fazer. E por que não aproveitar que já estava ali?
Adrian demorou para encontrá-los. Faith tinha certeza que ela parecia tão acabada quando ele, mas o recebeu com um sorriso meio falto e um bom dia balbuciado. Eddie provavelmente sentiu modificações na Força, porque a questionou silenciosamente sobre o que havia acontecido.
Enquanto dirigia para fora da escola, ela considerou que não tinha muito direito de ficar com raiva de Adrian por ter escondido uma coisa dela quando ela mesma tinha sua parcela de segredos. Mas nenhum deles o afetava diretamente.
Eddie tentou, sem sucesso, puxar diversos assuntos e só recebeu grunhidos como resposta dos dois. O ar no carro era tenso enquanto passavam por uma estrada com casas de todos os lados. A maioria delas eram chalés e um dos terrenos estava vazio, só os resquícios de um incêndio. No final da rua, havia a maior e mais bonita das casas.
— O que aconteceu aqui? — Adrian finalmente disse, apontando para o terreno cheio de cinzas.
Faith ficou tensa no volante.
— Um incêndio. Faz sete anos, mas ninguém se deu ao trabalho de limpar. Dizem que dá má sorte
— O que, o espírito dos antigos moradores ainda ronda o lugar?
— Não. — o tom de Faith indicava que ela havia se sentido ofendida. — É meio lógico. Olhe lá. Mesmo com toda aquela cinza, nada nasceu. O lugar foi obviamente amaldiçoado.
Adrian riu. Aquilo a ofendeu mais do que qualquer outra coisa que ele tinha feito no dia anterior.
— Amaldiçoado, little elf? Não existem essas coisas.
— Quem é você, que anda em sonhos, para dizer que não existe esse tipo de coisa?
E isso o fez se calar. E parecer ligeiramente ferido. Aquilo se tornava cada vez mais complicado. Por que ela se importava tanto com o que Adrian sentia? Idiota.
Ela estacionou na frente da casa e Eddie foi inteligente o suficiente para ser o primeiro a sair do carro. Seja lá o que tivesse acontecido, ele não queria se meter no meio. Caminhou pelo caminho de pedras que levava até a porta de entrada e esperou até que Faith abrisse a porta antes de entrar.
Se deparou com a sala mais aconchegante que já havia estado. Havia uma lareira, sofás bem colocados e uma bancada que dava para a cozinha. Era sala de jantar, de estar e de jogos ao mesmo tempo. Ocupava praticamente todo o térreo e num canto, havia uma escada para subir. No lado oposto da porta de entrada, havia uma porta de vidro que dava para uma varanda.
— Estamos na residência de campo dos Ozera. Bem vindo, lorde Ivashkov. — Faith falou, num tom ligeiramente pomposo. — Meu pai disse que podemos pegar emprestado. Ninguém usa isso desde aquele incêndio mesmo.
Faith falou como se não fosse nada, mas por dentro era como se estivessem rasgando pedaços do seu coração. Levou uma mão ao peito inconscientemente. Era por isso que tinha que vir sozinha ontem, para se preparar psicologicamente. Podia se imaginar tendo uma crise de choro e assustando Eddie e Adrian, quando na verdade queria ficar ali um tempo. Era o que ela precisava para poder fechar os nós de uma parte da sua vida e seguir em frente.
— U-au. — Adrian disse, caminhando para a cozinha. — Você não brincou quando disse...
— Precisa ver o quarto principal lá em cima. — ela deu um pequeno sorriso. — É como se você dormisse em cima do lago.
— Faith, você disse que essa é a casa ideal. Mas com todas essas janelas e aquela porta de vidro, não consigo entender.
— Ah, Eddie. Isso é o detalhe interessante. Venha cá. — ela se aproximou de uma das janelas e Eddie a acompanhou.
— Isso é... prata?
— Sim. A esquadria é toda feita de prata enfeitiçada, como a das nossas estacas. E o vidro tem uma película com íons de prata, com a mesma coisa. Adicionado depois do incêndio lá embaixo. — ela passou um dedo pelo vidro. — Fora isso, tem um sistema de fuga, como um quarto do pânico, e monitoramento em todos os cantos do terreno.
— Isso é... — Adrian havia parado ao lado dos dois.
— Paranóico. — Eddie completou.
— A paranóia é genética. É o que nos mantém vivos, sabia? Bobeou, dançou. — ela desenhou uma florzinha descuidadamente no vidro. — Vamos subir?
O segundo andar tinha 5 cômodos de dois quartos e um banheiro. Faith explicou que a idéia era que os guardiões dormissem no quarto ao lado dos seus protegidos, para o caso de haver algum imprevisto. Mostrou como operava a porta de emergência que isolava a parte de baixo da casa e uma passagem secreta que levava à um túnel. O lugar era praticamente uma fortaleza.
— Vocês decidem. Se quiserem ficar aqui, eu volto e busco as nossas coisas no hotel e em dois dias mudamos.
— Eu quero dar mais uma olhada. Lá fora, pode ser? — Eddie disse e Faith concordou, seguindo-o. — Não. Sozinho. Depois eu te trago um relatório e você me diz se eu estou indo pelo lugar certo nas minhas análises, ok?
Ela poderia ter dado um soco em Eddie por deixá-la só com Adrian. Ou um beijo. Não sabia decidir realmente se aquilo era bom ou ruim. Os dois se encararam por algum tempo antes de Faith quebrar o silêncio.
— O quarto que eu falei é por aqui.
Ela os guiou para a ponta do corredor, onde havia uma porta que dava para o maior dos quartos e Adrian ficou boquiaberto.
No centro do quarto havia uma cama enorme e, na ponta, uma porta de vidro que dava para uma pequena varanda. A vista era de tirar o fôlego. Era como se o quarto se erguesse do meio do lago, cercado pela água e pela vegetação. Da cama, ele percebeu, poderia desfrutar da vista o quanto quisesse sem precisar sequer se levantar.

— Isso é...
— Fantástico, não é? Eu sei. Venha cá.
Ele a seguiu para o banheiro que tinha exatamente a mesma vista do quarto, com uma janela enorme na parede em que a banheira estava apoiada. Além disso, tinha diversos espelhos, dos mais variados tamanhos. Era, obviamente, um banheiro para uma pessoa narcisista e sem pudor.
Exatamente como Adrian gostava de pensar que era.
— A mulher do meu pai colocou os espelhos. As janelas são capricho de outra pessoa.
— É lindo.
— Eu achei que você iria gostar.
Sem que percebessem, os dois estavam assustadoramente próximos um do outro. Faith se afastou, mas Adrian a segurou.
— Faith...
— Adrian!
— Você não pode ficar assim o dia todo. Esquiva. Nós precisamos conversar.
— Conversar sobre o quê?
— Você sabe do que eu estou falando.
— Eu achei que tivesse sido só um sonho.
— Ah, por favor, não fale desse jeito.
— Por quê? Eu vou te ofender se falar desse jeito? — ela falou entre dentes. — Eu já disse que não me importo.
— Você está sendo irracional, Faith.
— Você me enganou, Adrian! Você apareceu nos meus sonhos toda a noite desde que chegamos nessa droga desse país e não se dignou a me contar que não era eu ficando louca por você e sim você me fazendo ficar louca!
— Não é assim... Você não entende. Não era a minha intenção e-
— Você está me chamando de burra?
— Faith! Pare com isso!
— Eu estou irritada com você, Adrian. Me dê uma semana ou qualquer coisa assim e eu vejo se consigo ignorar isso e nós seguimos em frente. Mas não encha o meu saco. Não venha me pedir para ser razoável, porque eu me senti usada. Você sabe muito bem com é isso.
Foi como dar um tapa na cara dele.
— Eu já pedi desculpas! O que mais eu tenho que fazer?
— Adrian, o que você quer que eu faça? — ela cruzou os braços. —Não posso parar de ficar irritada do nada. Não é assim que funciona.
— Não é como se eu fosse o único a guardar segredos. — ele disse, finalmente. — Me diga, Faith. O que aconteceu com Michael e com Oliver?
Foi a vez dela sentir como se tivesse levado um tapa na cara.
— Quem te contou isso! — o tom de voz dela finalmente se elevou. — Isso não é assunto seu. Você não tem direito de bisbilhotar a minha vida!
Você não tem direito de me culpar por não te contar algo se você faz o mesmo!
— É completamente diferente! Eu não entro e fodo, literalmente, com a sua cabeça em segredo! Isso não tem NADA, eu repito, NADA a ver com você!
— Eu já pedi desculpas! O que você quer que eu faça? Dance a macarena pelado no meio da rua? Se isso pudesse me fazer voltar e te contar na primeira hora que eu te conheci eu faria. Mas não dá. E eu sinto muito por isso.
— Por que você se importa tanto se eu estou irritada ou não com você? Não faz diferença NENHUMA na sua vida! Eu sou só sua guardiã! Não se dê ao trabalho!
— Desde quando você é só minha guardiã? Você praticamente salvou a minha vida! Eu tenho muito mais consideração à você do que isso, Faith! E é por isso que me importo. Não gosto de ter meus amigos com raiva de mim. Achei que você também me considerava a esse ponto.
— Não jogue isso para cima de mim! Eu te considero um amigo. Isso não impede que eu esteja com raiva de você e não te queria ver na minha frente nem pintado de ouro!
— É isso, então? Era só ter me dito que eu era um incômodo. — ele tirou um cigarro do bolso e virou de costas. — Não vou mais incomodar.
— Por que me sinto culpada quando sei que quem está errado é você? — ela berrou enquanto ele se afastava. — Idiota!
Ele não virou nenhuma vez sequer enquanto ia embora. Faith sentiu vontade de dar um murro em sua cara ou uma voadora ou qualquer coisa que doesse muito. Como uma pessoa podia ser tão cabeça dura e só entender o que queria de uma conversa?
Seu humor, que já estava ruim, piorou e quando reencontrou Eddie, no andar de baixo e o ouviu recitar como um bom aluno tudo o que havia aprendido. Adrian não estava em nenhum lugar onde pudesse ser visto.
— Faith. — Eddie finalmente disse, segurando-a pelo pulso. — Você está tremendo.
De raiva, ela quis dizer. Em vez disso, o seguinte saiu dos seus lábios:
— Vá procurar Adrian. Nós temos que voltar. Lembre-se que eu dou uma aula hoje e você tem treinamento. — ela se desvencilhou e viu o loiro à sua frente a analisar com olhos cor de âmbar sempre atentos.
— Só não vá quebrar o nariz de ninguém na aula hoje. — ele finalmente disse antes de ir atrás do moroi.
Ela riu, mas assim que Eddie saiu se sentou numa das cadeiras e afundou o rosto nas mãos. Como era que a vida dela havia ficado tão complicada e sem noção?

Xxx

Adrian se encolheu ao ouvir o barulho de algo quebrando. Sinceramente torcia para que fosse o braço e não o nariz do dhampir em questão. Faith estava assustadoramente violenta e ele tinha certeza que não estava dentro do pacote quebrar partes do corpo dos alunos.
Tomou mais um gole do seu vinho e cruzou as pernas, de forma ligeiramente afetada. Ela o estava observando. Ele sabia. Mais um barulho, seguido de um gemido, e o adversário dela estava no chão. O nariz dele sangrava.
— Vocês observaram com o guardião Ludovic que não podem subestimar uma pessoa que é mais baixa que você. Nosso treinamento de hoje é esse. Peguem uma dupla que tenha pelo menos 20 centímetros de diferença de você e tentem fazer com que seja um empate. Para os menores, tentem vencer. Se eu perceber qualquer um de vocês fazendo corpo mole, vocês vão ter que me derrotar. Como não faço parte do corpo docente e só estou aqui como convidada, não sofrerei nenhuma punição por quebrar partes de vocês. — ela deu um sorriso gentil que se tornou assustador com as palavras que se seguiram. — E, ah, como estou com vontade de quebrar coisas hoje.
Os alunos rapidamente se aglomeraram em duplas e começaram a treinar, provavelmente com medo do que poderia acontecer. Eddie, ao seu lado, tinha um meio sorriso e parecia estar se divertindo assustadoramente. A turma era uma de quase-formandos, alunos de 17 e 18 anos perto de se tornarem guardiões de verdade. Adrian e Eddie estavam sentados com Blake num balcão acima da sala de treinamentos, num lugar que era destinado aos nobres que visitavam o mosteiro anos antes.

— Essa é a minha Faith. — do seu lado esquerdo, Blake balançava a cabeça em aprovação. — Eu esqueci como é divertido vê-la desse jeito. Qual de vocês foi responsável por irritá-la e me presentear com esse espetáculo?
Eddie apontou para Adrian, que só fez um barulho indefinido. Não era como se só ela estivesse irritada. A vantagem era que Faith podia socar pessoas aleatórias para descarregar a raiva, enquanto Adrian só tinha... a bebida. Tinha até dado sorte de não ter tido um ataque de raiva movido pelo espírito, porque só de ver a dhampir andando entre os alunos como se fosse dona do lugar o dava vontade de berrar até que algum senso entrasse na sua cabeçinha loira. Mas ele não iria correr atrás dela. Havia tido essa epifania, parado no banheiro, ouvindo-a dizer que estava irritada.
Não havia passado por tudo aquilo uma vez? E aquilo não havia dado certo. Então iria ficar no canto dele e se ela quisesse, que viesse falar com ele. Havia feito o que podia.

Estaria ele virando uma pessoa madura?
Tomou mais um gole do vinho ao ouvir Faith rir. Eddie e Blake haviam se inclinado no balcão para ver o que acontecia.
— Eu não acredito... — Blake disse e a seguir começou a rir também.
— O quê? — Adrian perguntou.
— Olhe ali.
Adrian se inclinou e viu um garoto alto, negro, se aproximando de Faith enquanto falava algo. A loira ria e balançava a cabeça, parecendo se divertir muito.
— Aquele é o Blaine. Observe.
Faith parecia tentar convence-lo de algo, enquanto ria, mas o garoto parecia não dar o braço a torcer. Então, finalmente, ela chamou atenção da turma.
— Edgar Blaine aparentemente se acha melhor do que todos vocês. Não só já venceu o seu adversário, o senhor Callahan, como agora está me desafiando. — o tom dela era debochado.
Adrian podia ver que o tal Edgar Blaine estava com um sorriso de orelha à orelha.
— Se vocês quiserem apostar, apostem em mim. Você viu o tamanho da guardiã Brennan e o meu tamanho? É óbvio que venço.

— Você não tem amor às suas extremidades, Blaine. — uma garota da turma disse, balançando a cabeça. — Eu aposto 20 euros na Brennan.
E o que se seguiu foi uma galhofa de pessoas apostando. A maioria apostou em Faith, mas alguns mais ousados apostaram em Blaine. A dhampir prometeu que quem não apostasse nela iria se arrepender e caminhou para o meio da sala. Chamou o aluno com um dedo, de forma que Adrian achou pertubadoramente sedutora.
Blaine caminhou a passos largos para encontra-la, mas parou quase um metro antes dela e ficou lá. Ficaram se encarando por algum tempo, em silêncio. Os alunos berravam todo o tipo de incentivo e impropérios, mas nenhum dos dois se movia.
— Blaine vai esperar Faith se cansar e ataca-lo. — Blake disse, com um meio sorriso. — Se ele a atacar, ela terá vantagem.
— E o que Faith vai fazer? — Eddie perguntou, curioso.
— Não faço idéia. Qualquer coisa. Ela provavelmente está avaliando a chance que ela pode ter se atacá-lo, mas ele é muito mais forte que ela. Ela é mais veloz, mas não sabe disso. Se você estivesse no lugar dela, o que faria?
— Eu provavelmente me fingiria de morto e esperaria ele ir embora. — Adrian disse, bebendo mais um gole do seu vinho e acendendo um cigarro.
— Uma boa estratégia para um moroi. — Blake disse. — E você, Eddie?
— Se ele fosse um strigoi, eu partiria para cima dele de qualquer forma.
— Ele não é um strigoi. Ele é um dhampir. Não considere situações hipotéticas aqui.
— Eu o atacaria do mesmo jeito. E tentaria atingir qualquer brecha de defesa que ele tivesse.
— E se ele esperasse até que você se cansasse para te atacar?
Eddie franziu a testa, ainda olhando para onde Blaine e Faith estavam parados.
— Não faço a mínima idéia.
— Então observe. Faith vai ganhar, de qualquer forma.
— Como você tem tanta certeza que ela vai ganhar? — Adrian perguntou.
— Observe. — Blake insistiu.
Como realmente tivesse ouvido Blake, Faith se movimentou. Mesmo para a visão de Adrian, que era melhor do que o normal porque ele era vampiro, ele teve dificuldade de vê-la. Aparentemente o adversário dela não teve, porque eles também se movimentou.
O que se seguiu foi uma dança. Faith o atacava e ele se esquivava, repetidamente. Percorreram o salão quase todo assim, sob os gritos dos alunos. Eddie começou a gritar também e Adrian se sentiu agoniado. Ele não tinha tanta certeza se Faith iria vencer aquilo sendo o adversário tão alto. O menino era provavelmente mais alto que Dimitri e tinha uns músculos assustadores. Se ele a pegasse, Adrian tinha certeza que Faith iria se machucar.
E então aconteceu: Faith escorregou. Adrian pode ver o brilho de triunfo nos olhos do tal Blaine enquanto percebia o que havia acontecido. Adrian gritou algo que sequer sabia o que era enquanto o braço do dhampir descia na direção da loira. O que se seguiu durou o tempo entre duas batidas de coração: Faith rolou para o lado e Blaine, incapaz de parar seu golpe no meio, caiu de cara no tablado. A dhampir se apoiou num cotovelo e, aproveitando o impulso, chutou o aluno nas costelas.
A sala ficou em silêncio enquanto Faith se levanta, observando o garoto se contorcer com gemidos.
— A lição de hoje, senhor Blaine, é que não se deve subestimar o seu adversário. Se você estivesse com cautela, veria que eu não escorreguei de verdade. — ela estendeu uma mão que o garoto aceitou, ligeiramente constrangido. — Vocês, continuem da onde pararam. E sem subestimar ninguém. Só porque você tem dois metros de altura não quer dizer que você vai vencer um hobbit.
— Eu disse. — Blake falou, enquanto a turma voltava às suas atividades normais.

Em um canto, Faith havia feito o garoto tirar a blusa e estava vendo o machucado que havia feito. A marca vermelha do pé era aparente para Adrian mesmo estando ele onde estava e a pele do garoto sendo escura como a noite. Blake continuou falando, mas o moroi só conseguia ter olhos para onde os dedos brancos de Faith deslizavam pelo tórax musculoso do garoto embaixo. Só tinha olhos para vê-la rindo enquanto ele fazia alguma piada. Não sabia exatamente o que estava sentindo, mas não gostava da idéia dela tocando outra pessoa daquela forma. Mesmo que fosse só para verificar se não o tinha machucado.
— Adrian? — Eddie o chamou e o tirou de seu devaneio.
— Sim?
— Você quer continuar assistindo? Porque Blake tem uma aula e eu vou com ele, para ajudá-lo. Se quiser, pode ficar aí.
— Não. — Adrian se levantou, pegando sua garrafa de vinho. — Sua namoradinha marcou para eu encontra-la para conhecer a tal de Sarah às oito. Que horas são?
— Sete e quarenta.
— Então lá vamos nós.
Ele olhou para a sala mais uma vez antes de sair e viu Faith assustadoramente próxima de Blaine e ficou furioso com o que viu ali.

Xxx

Se Sarah Zeklos fosse uma garota insuportável, Adrian teria preferido. Seu humor estava péssimo e ter que tratar bem alguém quando a única coisa que gostaria de fazer era berrar com todo mundo. Mas não, é claro que a garota era agradável e divertida. Alguém conspirava contra ele.
Hope os apresentou. A moroi era alta, como todos morois eram, com cabelos pretos, olhos na incomum cor mel e lábios deliciosamente vermelhos. Em qualquer outro momento da sua vida, ele tentaria algo com a garota, mas não naquele. Não com tantas mulheres na sua vida, perturbando sua cabeça, fazendo-o perder o sono e usar as próprias mãos para terminar o que ninguém parecia disposto a fazer até o fim.

No final, Adrian tinha que dar o braço a torcer. Se não fosse por Lissa e a inominável, eles nunca saberiam da existência do elemento espírito e ele não estaria ali, explicando detalhes para uma garota de 16 anos que não sabia o que fazer.
Hope não os deixou por um segundo. A dedicação dela era uma lembrança dolorosa das duas mulheres que o estavam pertubando e Adrian tentou ignora-la como pode. Talvez fosse a situação, talvez fosse o temperamento da ruiva, mas o moroi cogitou conversar com Eddie. Aquela garota só podia ser problemas, com aqueles comentários sarcásticos e disposição de fogo. E ser irmã de Faith não era um ponto a favor dela.
De qualquer forma, o tempo passou relativamente rápido. Sarah era uma boa companhia e o fazia rir, pelo menos. E aprendia rápido. Além disso, tinha habilidades que Adrian não havia desenvolvido. Era quase uma Jean Gray, conseguindo fazer pequenos campos de força e levitar algumas coisas. Em compensação, os seus efeitos colaterais eram terríveis. Além dos efeitos mentais (Sarah era extremamente paranóica), ela ainda tinha convulsões e crises de enxaqueca terríveis.
— Vai ter uma festa. — Sarah disse, quando estavam quase no fim da hora de aula programada. O seu sotaque era engraçado, porque ela era australiana. Mais cedo, Adrian havia morrido de rir quando ela havia dito a sua idade com um "sexteen". — Depois da aula. Para comemorar a aquisição dos nossos novos professores.
— Novos professores?
— Você e Faith. — ela deu um sorriso encantador. — A menos, é claro, que você ache errado. Mas tecnicamente você é só um convidado então...
— Vai ter bebida?
— Nós estamos na Irlanda, Ivashkov. — foi Hope que disse, com um meio sorriso. — Aqui, pessoas podem beber legalmente a partir dos 5 anos de idade desde acompanhados por um responsável maior de idade.
— Então...
— Sempre tem professores que supervisionam, não deixaríamos nossos convidados como adultos responsáveis. — isso fez Hope e Sarah rirem de algo que provavelmente só elas entendiam. — E então?
Adrian acabou concordando. As meninas saíram rindo e Sarah lhe lançou um sorriso que o fez cogitar se valia a pena tentar algo com ela. A idéia foi por água a baixo quando viu Faith encostada na parede, com um sorriso indecifrável no rosto.
— Aussie é uma boa garota. — ela diz e Adrian demora um pouco para entender que ela se refere à Sarah.
— Sim. Meio doida.
— Olha quem fala.
Ele sorri, mas logo fica sério novamente. Teve que se forçar a lembrar que estava irritado com ela e vice e versa.
— Eddie está treinando. Aposto que Blake vai tirar o couro dele. — ela lambeu os lábios e fez um sinal para ele segui-lo. — O diretor quer jantar com você. E depois, aparentemente tem uma festa com adolescentes malucos bêbados fazendo idiotices e nós fomos convidados.
— Elas me disseram. — ele comentou, acendendo um cigarro enquanto caminhavam.
— Adrian... — ela disse, depois de um tempo que andaram em silêncio.
— Faith?
Ela balançou a cabeça e abandonou a tentativa de conversa, como se não soubesse como começar. Ele a deixou quieta. Jogou a bituca do seu cigarro numa lixeira na frente da porta da sala do Diretor.
— Aqui. — ela abriu a porta e entrou na frente, provavelmente o anunciando.
O diretor era um moroi na casa dos 50 anos, com o cabelo grisalho e sorriso e disposição amigáveis. Fez algumas brincadeiras com Faith e depois pediu para que ela saísse. Depois, afogou Adrian com gentilezas e perguntas sobre a corte, sobre como estava fulano e cicrano. Como ele estava passando depois de todas essas mudanças? Como era estar na Irlanda? Gostava do país? Tinha planos para voltar em breve? Gostaria de permanecer na escola por algum tempo para auxiliar os alunos a compreender o funcionamento do espírito?
O homem era amigável e não parecia tratar Adrian com deferência. Conversava com ele como havia conversado com Faith antes e a sua disposição para agradar parecia natural. Comparado à diretora megera que ele tivera na escola, aquele ali era quase um pai. Dava para entender o relacionamento aluno-professor tão agradável.
Era Eddie que o esperava dessa vez, com um curativo na testa e um pulso enfaixado. Adrian começou a rir ao vê-lo com uma cara de desgosto.
— O que aconteceu?
— Hope aconteceu, foi isso. Eu estava lá, indo até bem no meu treinamento, e ela apareceu. E eu me distraí por tempo suficiente para Blake abrir meu supercílio e torcer meu pulso.
Adrian gargalhou ainda mais alto, segurando o dhampir pelo pescoço de forma carinhosa.
— O que nós vamos fazer com essas duas irmãs tirando o nosso juízo, Eddie?
— Quando você descobrir, me avise. — o garoto disse, encolhendo-se um pouco. — Ah, bom. Hope irá nos buscar às 2:30, no seu quarto. Foi por isso que ganhei isso daqui.
Adrian riu ainda mais, com um tom de histeria. Aquilo era para ser trágico. Mas era melhor rir do que se desesperar.

Xxx

Ela não queria ir naquela droga de festa. Lembrava muito as festas que ela mesma ia, lembrava muito de quando ela era uma pessoa completamente diferente. Lembrava de quando podia ir lá, encher a cara como quisesse e terminar na cama de um dos seus dois garotos. Doía o seu coração pensar nisso.
Mas doía mais ainda saber que Adrian estaria lá e ela nem sabia como começar a se aproximar dele. Talvez fosse menos pior se ela o tivesse ao seu lado, como havia sido naquele dia, no carro. Claro que seria pedir demais e, novamente, usá-lo. Era tão injusto que ela nem sabia como começar a se explicar. E ainda tinha a briga de mais cedo, em que ele havia entendido o que queria e a feito sentir culpada e com mais raiva ainda. Por que as coisas tinham que ser tão complicadas?
No final, Hope venceu. A insistência da menina havia quebrado as barreiras da irmã mais velha, que prometeu que apareceria por algum tempo. Ia ser chato. Todas aquelas crianças ficavam enchendo o seu saco, pedindo histórias e tudo o mais ou eram galantes como Blaine havia sido anteriormente, esperando algum benefício por causa disso. Ela não queria foder com um garoto de 17 anos, obrigada. Se fosse para fazer isso com alguém mais novo, que fosse Adrian.
Ela prendeu a respiração quando teve esse pensamento e afastou rapidamente a idéia que veio com ele. Não, não podia ser.
Se arrumou mais ou menos, enfiando um vestido qualquer que havia pego emprestado de Hope e deixando o cabelo solto. Deu um sorriso meio triste ao ver que se misturaria facilmente na multidão de alunos daquela forma. Provavelmente a irmã pareceria mais velha do que ela com o mesmo vestido. Teve vontade de rasgar a roupa e fugir dali, mas respirou fundo e se controlou. Tinha prometido à sua irmã e iria cumprir.
Quando chegou, a festa estava próxima de seu ápice. As pessoas estavam bêbadas, mas não o suficiente para passarem mal. Uma música alegre tocava, ressoando na caixa toráxica de Faith. Era algo que nunca havia ouvido, música eletrônica com uma letra que falava que alguma coisa era como um tal de G6. Era boa e com a porcentagem correta de álcool no sangue, dava para dançar até o chão como algumas morois estavam fazendo no meio da pista de dança.
Não viu nem Hope, nem Eddie, nem Adrian. Nos cantos, os guardiões que foram colocados como vigias só de pro-forma. Um deles estava bem preocupado com a segurança das calças de uma das alunas.
Era como sempre foi. E ela sentiu uma dor no seu coração que quase trouxe lágrimas aos seus olhos.
Podia fingir, mas a verdade era uma só: estava sozinha. Sempre. Desde aquele dia fatídico. Na maior parte das vezes, não fazia diferença nenhuma. Ela poderia fazer o que quisesse da sua vida e ninguém tinha o direito de dizer nada. Se ela morresse, por ventura, várias pessoas ficariam tristes, mas ninguém ficaria devastado. Depois de alguns meses, seria como se ela estivesse em algum país remoto e ninguém sequer lembraria dela. Faith sempre sumia, era fácil conviver com a sua inexistência.
Mas ali, no meio daquela festa, aquilo começou a incomodar. Se ela sumisse naquele instante, quem sentiria a sua falta? Ninguém. Uma alma sequer. E ainda assim, eles se aglomeravam ao seu redor e falavam como se importasse.
Fez o mínimo de social necessário e saiu por uma das portas. Estava num dos jardins mais bonitos da escola, onde vários casais haviam fugido para terem mais intimidade. Faith escolheu um banco meio afastado, longe dos gemidos e sussurros dos adolescentes. Tirou os sapatos de salto e se deitou, fechando os olhos para lutar contra as lembranças.
Depois de um tempo, sentiu a presença de alguém por perto. Abriu os olhos, os seus instintos de guardiã dominando-a antes que pudesse pensar qualquer outra coisa.
— Ei, calma! — a outra pessoa disse, fazendo um sinal amigável.
Faith levantou uma sobrancelha.
— Oliver?
O garoto riu.
— Embora digam que sou idêntico ao meu irmão, eu não sou ele. Você deve se lembrar de mim da sua altura, com o cabelo preto bagunçado, implorando para que você me ensinasse a bater direito.
— Hayden?
— Agora sim. — o garoto deu um sorriso e ela pode vê-lo melhor enquanto ele se aproximava.
Não podia ser Oliver por inúmeras razões. O garoto à sua frente tinha o cabelo quase do tamanho do dela, preso num rabo de cavalo. Os olhos eram azuis como os dela e os lábios, irmãos do dela. Era engraçado ver-se perto dos seus irmãos morois, porque os traços eram quase os mesmos. Mas, não. A semelhança com Oliver era só no escuro, de longe.
— Como você cresceu!
— Bem, dos 10 aos 17 anos as pessoas mudam. Posso me sentar aqui?
— A vontade.
— Eu soube que você estava na escola, mas não consegui me livrar das minhas atividades para vê-la antes. Minha mãe mandou lembranças.
Faith ficou em silêncio. A mãe dele mandar lembranças só significava uma coisa.
— Eu também mando meus cumprimentos para ela.
— Ela ficou muito satisfeita de ver como você cresceu como guardiã. Eu também. Conversei com Adrian mais cedo. Ele tem uma disposição para festa comparável à sua. Vocês devem se divertir muito juntos.
— Poderia ser pior. — ela respondeu, evasivamente.
— Poderia. Sim.
Eles ficaram em silêncio por alguns minutos. Faith se perguntou o quanto Hayden sabia sobre o que havia acontecido entre ela e Oliver, o quanto ele havia deduzido, o quanto havia ouvido. Segurou a sua mão.
— Como você lidou com tudo?
— Eu ainda estou esperando. — ele disse e a encarou. — Estou esperando que você faça algo. Esperando que você nos ligue e diga "Está feito. Acabou".
— Eu não posso fazer isso agora.
— Eu espero quanto tempo for. Só faça. Se não for você, não fará sentido. — ele apertou a mão dela. — E eu entendo que não possa fazer agora. Você sabe, você é minha heroína. Sempre foi.
— Hayden. — ela fechou os olhos. — Você não deveria dizer isso.
— Você conseguiu sobreviver depois do que aconteceu. Não conheço muita gente que teria força para isso. E, por mais que as pessoas façam chacota e seja escandaloso, eu tenho orgulho de dizer que você é minha irmã.
Faith estava constrangida e só balançou a cabeça, sem saber o que dizer.
— Como está Edmund?
Ela viu Hayden ficar tenso e soltar a sua mão.
— Bem. Se casou com uma Badica outro dia.
— Pela sua reação ele não gostaria que você conversasse comigo...
— Ele é filho da mamãe, mais do que qualquer outra coisa. Ela o envenenou com palavras e o jogou contra a sua mãe e vocês.
— Ele me culpa pelo que aconteceu, então. E acha que é minha responsabilidade limpar a bagunça.
Hayden ficou calado, respondendo o que Faith precisava saber.
— Ele tem quantos anos mesmo? 21?
— 22.
— Ele é da idade do Adrian. — ela deu um sorriso. — É verdade. Oliver era um ano mais velho que eu, Edgard, um ano mais velho que Bliss e você, um ano mais velho que Hope.
— Tem mais uma. — ele disse, com um meio sorriso. — É uma menina e o nome dela é... Olive. Tem quatro anos.
Faith riu.
— Deve ser uma gracinha.
— Ela é. É assustador como ela é inteligente. E adora a sua mãe.
— Mamãe tem jeito com crianças.
Ela queria adicionar que no final, a mãe dela era mais mãe dos filhos morois do seu pai do que dos filhos dhampirs. Ficou calada.
— Sim, vocês devem ter sido muito felizes com ela. Comparado à minha mãe, dá para entender porque meu pai a prefere.
Ela olhou para cima e deu um sorriso meio triste.
— Volte para sua festa, Hayden. Você está perdendo a parte mais divertida.
— Me desculpa. — ele falou, meio atropelado. — Eu estou incomodando, não estou?
— Sim, está. — uma terceira voz falou. Faith se virou e deu de cara com Blaine. A dhampir revirou os olhos. — Pode ir passear, Ozera. Eu preciso conversar sobre o treinamento de hoje com a Guardiã Brennan.
Hayden olhou para Faith, para confirmar se é verdade. Faith faz um gesto.
— Não se preocupe, Hay. Vá se divertir. E, Blaine, seja breve.
Ele esperou Hayden se afastar para ocupar o lugar dele no banco.
— Você está linda hoje.
— Obrigada. Suas costelas melhoraram?
— Sim. Eu fiz a radiografia, foi só muscular.
— Ainda bem.
— Ainda dói um pouco. Quer tocar?
— Não, obrigada.
— Tem certeza? Olha aqui. — ele pegou a mão dela e a enfiou por debaixo da blusa, fazendo-a passar os dedos pelos músculos do abdômen dele.
— Blaine, por favor. — ela afastou a mão, mas ele a segurou.
— Faith, não é possível que só eu sinta isso. Nós somos duas almas gêmeas, somos destinados a ficar juntos.
— O quê?
— Quando você me toca é como se tudo voltasse ao seu lugar. É como se eu pegasse fogo. Não é possível que você também não sinta isso.
— Com quem você fez a aposta de que iria me levar para cama? — ela perguntou, se soltando da mão dele.
— Você quebra meu coração desse jeito. — ele fez uma cara de falsa tristeza. — Vamos, Faith. Me diga se não se sentiu bem enquanto nós rolávamos nos tatames, lutando? Não quer tornar isso algo mais?
— Não, obrigada. Isso é ilegal.
— Eu tenho 17 anos. Não é ilegal. — ele a prendeu pela cintura, a puxando para perto. Faith sentiu o cheiro de bebida. — Não negue o que é óbvio...
— Amigo, você anda lendo muito romance se acha que isso vai funcionar. — ela o empurrou, mas ele não a soltou. Teve que se inclinar para se esquivar de um beijo. — Edgar, me solte. Agora.
— O que foi? É por causa daquele moroi lá, o Ivashkov? Eu vi o jeito que ele olhou para nós. Ele nunca precisa saber.
— Por que é que vocês, homens, sempre acham que quando a gente não os quer é por que tem OUTRO homem no meio? — ela o empurrou, um pouco mais forte dessa vez. — Me solte.
— Só um beijo, Faith.
— Ah, por favor. Você está bêbado. Não me faça usar violência. — ela colocou o seu peso para trás, mas ali, tinha a desvantagem. O garoto era muito mais alto e muito mais forte que ela.
— Pare de fazer doce, querida. Eu sei que você quer.
E Blaine a segurou de forma que ela não conseguiu se afastar. Faith tentou se acalmar e pensar no que fazer quando seus olhos vagaram para o lado.
Adrian estava ali. Há quanto tempo? Pelo olhar no rosto dele, não havia entendido nada. Ou melhor, havia entendido tudo errado.
Blaine a puxa para perto e a beija, tirando-a de um devaneio. Ela o chuta num lugar estratégico e ele a solta, soltando imprecações.
O moroi não estava mais ali.

Oh, não.

Xxx

Notas:
A cada capítulo essa parada fica maior! Como lidar? Enfim. Três capítulos aí, 1 do Eddie, dois de confusão. Como diabos eu vou desmanchar isso?
Ju, obrigada por acompanhar! Espero que goste desses três capítulos!
Atualizo aqui novamente quando tivermos mais 3... O que, considerando que entro de férias na terça, é em breve!