O dia amanheceu cedo quando a Madame Pomfrey deu alta a Hayden, que se sentia a pessoa mais triste daquele mundo. Nada parecia perfeito e Hogwarts não ajudava a levantar a moral. Andavam todos preocupados e em alerta máximo. O que tinha acontecido no jogo ainda estava bem vivo na memória de muita gente. Principalmente na mente de Hayden.

Ela entrou na sala comum perturbada e nem ligou a Ginny ou Hermione que compreenderam a situação dela.

Depois de tomar um duche que a fez ficar um pouco mais relaxada e descontraída, vestiu o uniforme e saiu para a sala comum.

--Bom Dia Hayden, sentes-te melhor? – pergunta Harry

--Sim. Obrigada.

--Deves estar a morrer de fome Hayden. Vamos até ao Salão comer qualquer coisa. – diz Ron

--Ron parece impressionante. Só pensas em comer. Respeita as outras pessoas pelo menos. – diz Hermione

--Eu por acaso até estou com um pouco de fome. – diz Hayden rindo-se

--Vês Hermione? – diz Ron com um ar triunfante

--És mesmo impossível. – resmunga Hermione

--Mas tu gostas dele assim Hermione, não digas que não. – diz Ginny

Hermione ruboriza profundamente enquanto Ron dá uma gargalhada abafada.

--Vamos descendo. Vocês não são os únicos com fome. – diz Harry rindo-se

--Vocês por acaso viram o Zac? Eu quando acordei já não o vi…

--A última vez que o vi ele estava a entrar na enfermaria. – diz Ginny

--Não te preocupes Hayden ele deve estar a tomar o pequeno-almoço. – diz Hermione

O salão estava muito silencioso. Mais do que aquilo que era costume. Os Slytherin é que pareciam um pouco agitados.

Hayden mal entrou no salão olhou esperançosamente para a mesa dos Slytherin, mais especificamente para Blaise e Pansy que captaram o olhar dela e abanaram a cabeça negativamente.

Hayden suspirou e procurou desta vez Zac, mas ele não estava em lugar que se visse. Ginny meteu-lhe uma mão confortante no ombro e conduziu-a até há mesa dos Gryffindor.

Dumbledore estava a olhar para ela com um olhar vigiador, o que incomodou Hayden um pouco. Ela agora sentia-se demasiado protegida. Ela detestava quando aquilo acontecia.

Ela tentava comer alguma coisa mas não conseguia pois estava preocupada com a irmã, e parecia que todos os alunos também estavam preocupados com o ataque do dia anterior, pois não paravam de falar sobre isso, e de vez enquanto ela sentia os olhares dos alunos das outras casas sobre si. No entanto se antes o barulho era pouco, ele acabou por cessar mal duas pessoas entraram no Salão.

-

Zac sentia-se desconfortável naquelas vestes negras. Naquela capa negra que trazia nas costas.

Encontrava-se em Basilisk Hall.

Antes de entrar respirou fundo, aquilo iria ser difícil e talvez um ou dois cruccious. Entrou decidido ignorando o resto dos devoradores que o olhavam de lado, mostrando-se desconfiados. Afinal o seu pequeno deslize do dia anterior já devia ter chegado aos ouvidos de todos.

Chegou á ala este, local onde o escritório de Voldemort se encontrava. Respirou fundo antes de bater á porta que segundos depois se abriu magicamente.

--Mandou chamar milorde?

--McKenzie…finalmente chegas-te. Temos umas contas a acertar não é assim? – perguntou Voldemort reencostando nas costas da cadeira e mexendo com a varinha entre os dedos, olhando-o ameaçadoramente

--O que o milorde desejar.

--Zachary, as tuas acções ontem foram despropositadas…

--Milorde, eu tentei manter o meu disfarce. Como namorado da Bulstrode, eu devia mantê-la segura e não vê-la ser sacrificada. Fiz apenas o que pensei que seria melhor para me continuar a manter sob disfarce.

--Vais negar o teu amor por ela? – perguntou Voldemort estreitando os olhos ameaçadoramente e metendo os cotovelos sobre a mesa, poisando a cara nas mãos

--Não milorde, eu não vou. – disse Zac levantando o queixo com orgulho e coragem

--Admiro a tua patética coragem, se bem que ela é uma boa escolha…forte, puro-sangue, uma mente alargada…dava uma óptima devoradora, se não fosse a santa que é. – disse Voldemort com sarcasmo

--Não duvide do poder da Hayden milorde. Ela tem muitas capacidades escondidas.

--De certo que sim. Mas McKenzie…até onde pretendes levar esta farsa?

--De certo que o Milorde ainda vai precisar muito dela.

--Sim, ela pode vir a ter as suas utilidades, bem pensado…mas não recompensa os erros e os deslizes que tens cometido. – disse Voldemort mostrando-se pensativo

Zac olhava para o rapaz à sua frente sem piscar os olhos e sem ousar mexer-se, à espera de mais alguma coisa da parte dele, mas então ele lembrou-se de Draco e de M.J….saberiam eles alguma coisa, sobre ele?

--Não McKenzie, seu incompetente…achas mesmo que eu ia deletar-te? – perguntou Voldemort, pois apesar de se mostrar pensativo e concentrado, o pensamento de Zac tinha-lhe sido berrado na mente, o que o acabou por irritar

--Desculpe Milorde.

--Pelos vistos o Dumbledore descobriu quem tu eras…o que é que ele fez?

--Chamou-me um traidor da pior espécie e que me iria manter debaixo de olho.

--E foi só isso? – perguntou ele olhando atentamente para Zac, tentando ouvir mais algum dos pensamentos dele, mas parecia que a mente dele se encontrava vazia…ou ele estava a esconder-lhe alguma coisa…na verdade aquilo não lhe interessava

--Milorde sabe que com Dumbledore poucas palavras podem querer dizer muito.

--És esperto McKenzie, é pena seres tão…imaturo. Eu tenho outra missão para ti. Nada de complicado.

--Tudo ao seu dispor milorde.

--Irás vigiar o Malfoy bem de perto. Se eu descubro que ele tocou na Mary e tu não me disseste…bom…não queremos imaginar isso pois não?

--Não milorde.

--Podes ir, a tua namoradinha deve estar muito solitária. – disse ele com sarcasmo e um sorriso irónico

Zac fechou o punho com aquelas palavras mas conseguiu controlar-se fazendo uma vénia e saindo do escritório.

No hall de entrada de Basilisk Hall, Zac preparava-se para desaparecer quando Lucius e Narcissa apareceram impedindo-o de partir.

--Tu decerto não vais denunciar o Draco e a Mary Jane pois não? – pergunta Lucius

--Eu já estou a arriscar muito. – diz Zac

--Zac, por favor. Eu era amiga da tua Mãe, tu e o Draco brincaram juntos… - pede Narcissa suavemente

--Cissy…não te preocupes. Eu não sou um traidor, vocês sabem porque estou aqui. Por mim, o Draco fica bem, mas ele tem de ter cuidado!

--Obrigada Zac. – agradecem os Malfoy

Zac faz um gesto com a cabeça em sinal de despedida e desaparece.

-

M.J. e Draco entraram pouco depois no Salão Grande, já vestindo o uniforme dos Slytherin, e sentiram todos os olhares pousados em cima deles assim como o silêncio que se formou, Hayden levantou-se muito rápido assim que viu a irmã á porta do Salão e arrastou-a para o jardim.

M.J não resistiu, apenas pensou nas palavras certas para lhe dizer, pois não lhe poderia contar nada, a pedido de Dumbledor, e teria de a afastar do caminho de Tom e da Ordem.

Quando as duas ficaram totalmente sozinhas, ao pé da fonte, foi Hayden quem começou a falar.

--O que é que te aconteceu ontem há noite? Aonde foste? Aonde estiveste?

-- Acho que o que aconteceu ontem foi visto por todos não? Eu tive de ir com o Voldemort! Aonde fui e onde estive não te diz respeito…

--Não me diz respeito? EU SOU TUA IRMÃ!! E porquê que ele te quer do lado dele? Que relação é que tu tens com aquele assassino?

--Não te posso dizer e se te contasse tu não irias entender… nem eu própria entendo…- disse M.J. com a voz baixa sem qualquer sentimento, se bem que houvesse uma quebra na voz denunciando a tristeza

--MAS EU PRECISO DE SABER!!

--Estás a ser muito mimada. – disse M.J. friamente e em voz baixa, que se Hayden tomasse mais atenção veria que era o significado para ela ter cuidado com aquilo que estava a dizer e iria dizer

--DEIXA SER!! Eu não me importo com isso!! Só quero que me contes a verdade!!

--Hayden, tenta entender… - começa M.J. esticando o braço esquerdo para meter a mão no ombro da irmã, mas fazendo com que a maga revele um bocado da sua marca chamando à atenção de Hayden

Hayden agarrou no pulso da irmã com força e rasgou-lhe a manga. A marca da serpente estava lá.

--"Bolas, esqueci-me do feitiço!"- pensa frustrada M.J. ao ver a irmã ficar pálida

--É diferente…a tua marca é diferente de todas as outras… Como tu não é? Tu para ele és diferente…como ele para ti é diferente… - diz ela soltando o pulso de M.J. e começando a afastar-se para trás

--Hayden… - chama M.J. tentando alcança-la

--Traidora… - sussurrou Hayden com as lágrimas a caírem-lhe dos olhos

--Não…ouve-me…tu não entendes…

--Tu devias ter pensado na consequência dos teus actos! Já pensas-te nos avós? Na Tia? Naquilo que os Pais pensariam se estivessem aqui?

--MAS ELES NÃO ESTÃO!! ESTÃO MORTOS!! E TU PARECE QUE AINDA NÃO ENTENDESTE ISSO!! – diz M.J arrependendo-se logo daquelas palavras.

--Eu entendo que eles estejam mortos... Mortos por ele e pelo grupo ao qual te foste juntar. Deves ter muito prazer em estares no grupo com mais poder não é? Adeus Mary Jane.

Hayden virou costas á irmã e entrou dentro do salão onde todos ficaram a olhar para ela.

--O QUE FOI? NUNCA VIRAM?

O grito que ela deu foi suficiente para todos voltarem a prestar atenção ao pequeno-almoço.

--"Metediços…" – pensa com fúria

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Draco tinha visto quando Hayden tinha arrastado M.J. para o jardim e por isso tinha-as seguido discretamente ouvindo tudo o que era dito entre as irmãs e sentindo a dor que M.J. também sentia.

Quando Hayden saiu do pé da irmã ele abraçou M.J. por trás vendo como ela começava a chorar.

-- Ela tem razão…eu sou uma traidora… - disse M.J. virando-se para frente de Draco e abraçando-o com força pela cintura

-- Só a queres proteger, M.J….e ela não consegue compreender isso… tens de ter calma…

-- Não consigo…não agora que pensava ter a minha vida toda organizada, e já nada me podia perturbar…

-- Lamento muito…

-- Não lamentas mais do que eu…

Draco queria perguntar-lhe se ela realmente tinha passado a noite com Tom mas tinha medo do que podia vir a descobrir, por isso abraçou-a unicamente, até que ouviu um pequeno silvo e sentiu M.J. ficar rígida e afastar-se dele olhando para o chão. Ele também olhou para o sítio que ela olhava e viu uma serpente.

M.J. ficou espantada ao ver Nagini mas também contente, se bem que ela pudesse ir contar a Tom o que se passava, e a serpente pareceu adivinhar os seus pensamentos já que silvou alguma coisa e M.J. sorriu.

-- Consegues entende-la? – perguntou Draco com espanto

-- Dentro dos possíveis assim como também me consigo fazer entender por ela…

-- E o quê que ela disse?

-- Que estava aqui para me proteger… não de ti mas do próprio Tom, que podia estar em qualquer lugar desde que assim quisesse…

-- Então só tenho a agradecer… - disse Draco – mas agora ambos precisamos de descansar…

-- Posso ficar contigo no teu quarto? – perguntou M.J.

-- Sim podes…

Os dois encaminharam-se para as masmorras entregues aos pensamentos que tentavam adivinhar o que o futuro lhes reservava.

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Já tinha quase anoitecido quando Mary Jane e Draco foram acordados por bicadas insistentes na janela, mas demoraram alguns momentos a acordar dos seus sonhos, deparando-se com o olhar um do outro e reparando que estavam abraçados.

Draco levantou-se imediatamente ao aperceber-se disso, abrindo a janela e duas corujas entraram trazendo um pergaminho, cada uma que entregaram a M.J., partindo de seguida.

-- Então? – perguntou Draco

-- O meu tio Sirius e a minha tia Nicole tomaram conhecimento do que se passou e estão a dizer para eu comparecer perto do lado da floresta negra…

-- Eu vou contigo… será o melhor a fazer…

Ela assentiu e depois olhou para as suas roupas.

-- Tenho de mudar de roupa…não vou sair de uniforme…esperas por mim lá em baixo? – perguntou ela

-- Sim…mas não demores muito! – disse ele sorrindo e avançando um bocado para ela querendo, dar-lhe um beijo

Ela apercebeu-se do desejo dele, ao olhar para os seus olhos e sorrindo levemente acabou por lhe meter os braços à volta do pescoço apertando-o contra si e beijando-o, levantando-se logo de seguida da cama, deixando-o com um olhar espantado e um sorriso bobo no rosto. Ela dirigiu-se ao seu quarto e deu graças a Merlin por não estar lá ninguém.

Ela tomou banho e vestiu umas calças de ganga pretas largas, com uma camisa negra sem decote, um casaco de lá preto e um gorro preto para lhe esconder os cabelos. Calçou uns ténis pretos, e dirigiu-se para a sala, vendo que lá só se encontravam primeiristas, e que Draco já estava à sua espera vestido de forma semelhante com a sua.

Eles seguiram para fora do castelo sorrateiramente evitando passar pelos corredores que todos os outros passavam, saindo para a Floresta Negra, sempre de varinha em punho, pois nunca se sabia o que podia acontecer.

Quando chegaram ao lago viram que eram os primeiros a chegar, mas logo depois um cão e uma coruja vermelha chegavam e transformavam-se em Sirius e Nicole.

Os dois ficaram a olhar um para o outro por breves instantes, e M.J. percebeu ali a faísca da atracção.

-- O quê que estás aqui a fazer? – perguntaram os dois ao mesmo tempo

Draco e M.J. olharam um para o outro dando um sorriso discreto…aquilo ia ser interessante.

-- Vim saber o que realmente se passou com a minha sobrinha! – disse Sirius – e tu?

-- Ela também é minha sobrinha!! És completamente irresponsável! Ainda vais tornar a ser preso de apareces assim de cada vez que os teus sobrinhos correm perigos! – disse Nicole

-- Já disse que assim que meter as mãos no Peter serei ilibado! – disse ele aproximando-se dela

-- E enquanto isso dedicas-te a fazer estas aparições! – diz Nicole aproximando-se dele também, ficando os dois com os narizes a tocarem-se

-- Crianças! – resmungou Mary Jane, fazendo-os olhar para ela e verem Draco ao seu lado

-- O quê que ele faz aqui?! – perguntou Sirius apontando para ele com uma varinha

-- Olá para ti também, Sirius! – disse Draco com ironia

-- Bem…ele é teu primo, certo? – perguntou M.J. – e estava comigo quando mandaram as corujas além de ter ido comigo quando o Voldemort apareceu…

-- O quê que aconteceu Mary Jane? – perguntou suavemente Nicole, vendo nos olhos da sobrinha que algo não estava nada bem

-- Lembras-te de eu andar a sair furtivamente de noite tanto de casa, como de Durmstrang?

-- Sim… o Krum não me parava de mandar algumas corujas por causa disso… – disse Nicole

-- Era por causa de Tom…

-- Tom? – perguntou Sirius, enquanto que Nicole permanecia calada

-- Tom Riddle – esclareceu Draco

-- O QUÊ??? – gritou Sirius escandalizado e surpreso

-- Por favor Sirius, Nicole, não me julguem, já basta eu ter de me afastar da minha irmã… - pediu M.J. aproximando-se deles os dois e agarrando no pulso deles

-- Calma querida! – disse Nicole abraçando-a e vendo como ela começava a soluçar, a chorar desesperadamente

-- Mary Jane, nós só queremos saber o que se passou… - disse Sirius passando-lhe uma mão pelo gorro, fazendo com que este caísse e o cabelo dela se soltasse brilhando como uma chama naquele escuro

-- Conheci-o quando vinha a sair de um bar, ele veio contra mim, beijou-me e depois desapareceu, mas quando tivemos aquela visita à Rússia, ele apareceu, e falamos…depois disso seguiram-se os encontros ocasionais, até que descobri quem ele era, quando Peter Pettigrew, apareceu com outros Devoradores e tentaram matar-me… ainda não sei como consegui escapar, mas escapei, e aí todo o ódio que sentia pelo assassino dos meus pais substituiu o amor, que aos poucos ele tinha despertado em mim…depois evitei qualquer coisa que ele me pudesse enviar ou tentar encontrar-se comigo…

-- Ou seja, aquela explosão na torre em Durmstrang, foi tudo planeado por ti… - disse Nicole

-- Sim…

-- Mas a Hayden sabia de alguma? – perguntou Sirius

-- Claro que não!! Eu fiz de tudo para a provocar naquele sítio, de maneira a que conseguíssemos ser expulsas…era uma maneira de eu conseguir que ele não chegasse até ela, usando-a…mas parece que só consegui adiar o momento. – disse M.J. suspirando tristemente

-- Ontem durante o jogo eles apareceram e ele ameaçou a Hayden…a Mary Jane viu-se obrigada a juntar-se a ele, e eu não pode deixa-la sozinha…por isso acabei por aceitar finalmente tornar-me Devorador da Morte – disse Draco

-- O que vocês fizeram foi muito arriscado! Principalmente para ti Mary Jane!! – disse Nicole – ele pode querer muito mais do que a tua simples presença…e tu sabes disso…

Sirius e Draco olharam para elas sem entender aquilo.

-- O que queres dizer com isso? – perguntaram os dois

Nicole olhou para M.J. como que a pedir-lhe autorização, e ela assentiu saindo dos seus braços e dirigindo-se para a beira do lago.

-- A M.J. consegue fazer magia sem usar a varinha e mover-se mais depressa quando necessita do que um bruxo normal, e isso pode ser produtivo para o Voldemort… - disse Nicole

Draco e Sirius olharam para M.J. incrédulos enquanto ela se virava para eles suavemente sorrindo discretamente

-- Mas assim como o Draco já viu eu consigo falar serpentês… o que me leva a ser considerada a herdeira dele… - disse M.J.

-- Mas como é que consegues falar serpentês? – perguntou Sirius

-- É algo que ninguém sabe responder… - disse Mary Jane encolhendo os ombros

-- Vocês já falaram com o Dumbledor? – perguntou Nicole

-- Já…e já temos uma missão… - disse Draco

-- Como assim uma missão? Vocês ainda são crianças! – disse Nicole

-- Também não exageres Nicky… - disse Sirius – eles já tem 17 anos…sabem aquilo que querem…

-- Ainda são crianças!! – disse Nicole cruzando os braços, mostrando-se amuada

Draco, Sirius e M.J. riram-se suavemente, e Sirius foi abraça-la, enquanto M.J. e Draco se olhavam sorrindo.

-- Nós vamos ajudar a Ordem a obter mais informações sobre os Devoradores e sobre o Tom… - disse Draco

-- O Draco vai estar mais ocupado com os Devoradores e eu com o Tom… - disse M.J.

-- Isso é muito arriscado!! Amanhã vou falar com o Dumbledor! – disse Nicole

-- Eu vou contigo… - disse Sirius

-- Não sejas parvo!! Se alguém te vê lá, pode desconfiar!! – disse Nicole

-- Ninguém na escola sabe quem eu realmente sou, e ninguém está à espera que eu vá até Hogwarts falar com o director…

-- Façam como quiserem, nós temos de ir! – disse M.J.

Nicole e Sirius abraçaram M.J., e enquanto Nicole abraçava também Draco, Sirius olhava-o.

-- Toma conta dela, Malfoy!

-- É o que vou fazer, Black! – disse Draco sorrindo e pegando numa mão de M.J. tornando a puxa-la para os caminhos para da Floresta Negra

Sirius e Nicole observaram-nos a desaparecerem, mas vendo como eles pareciam ser feitos um para o outro.

-- Achas que alguma vez seremos assim? – perguntou Nicole

-- Acho que já o somos… - disse Sirius olhando-a nos olhos