N/A: Decide manter este capitulo em Itálico para referi-lo como lembrança. E preferi tê-lo em terceira pessoa.

Bem, bem... Vamos ao que interessa.

Capitulo 12 : Como o inferno pareceu congelar...

Enquanto se dirigiam para o quarto de Quinn, Rachel não poderia deixar de olhar curiosamente para todos os lados. Quinn de certa maneira, achava engraçada essa curiosidade quase infantil da morena. Até porque antes deste trabalho, Quinn não se veria convidando Rachel Berry para entrar na sua casa.

Ela não sabia o porquê, mas ter a morena na sua zona pessoal era um pouco enervante. Rachel enxergava coisas demais sobre ela. Sempre foi assim.

Ao entrarem no quarto, Rachel apenas observou ao redor com curiosidade e cautela.

Quinn ficou intrigada com isso.

"O que foi?" Rachel saltou no susto. Ela agarrou seu fichário contra o peito, como se fosse um escudo. E por algum motivo, Quinn não gostou. Ela estava acostumada a ver Rachel apenas recuar ligeiramente, perante suas palavras. Mas nunca, e eu digo nunca, ela pareceu tão guardada contra ela.

"Sinto muito, não quis parecer intrometida. Só estava admirando seu quarto. Ele tem muito de você. Com muito mais personalidade agora do que antes, eu suponho." Explicou Rachel suavemente.

Levou uma enorme quantidade de controle de Quinn para não demonstrar choque.

Rachel era extremamente perigosa. Ela chegava muito perto, enxergava detalhes sobre Quinn que nenhuma outra pessoa via ou se dava ao trabalho de ver.

"Bem, vamos começar logo a trabalhar!" disse Rachel, abrindo seu fichário e separando uma boa quantidade de folhas com anotações, resenhas e um esboço inicial sobre o material delas.

Quinn ficou mais do que aliviada em mudar de foco. Ela foi até sua escrivaninha, e pegou seu próprio material. Antes da chegada de Rachel, ela já tinha uma quantidade descente de trabalho escrito.

Rachel ficou satisfeita com isso.

As duas garotas passaram algumas horas absortas trabalhando. Era um silêncio confortável.

Quinn estava começando a ficar impressionada com o tempo com que Rachel poderia ficar de boca fechada. Quer dizer... Salvo os comentários sobre a tarefa.

Ao final da tarde elas já tinham tudo pronto. Rachel massageava seu pescoço que estava um tanto dolorido por ter ficado tanto tempo em uma mesma posição. Ela se movimentou para arrumar suas coisas, ao que parece, ela estava se arrumando para ir embora.

"Bem, foi uma tarde agradável, e o nosso tempo rendeu satisfatoriamente. Então, eu já vou indo, tenha uma boa noite." Disse Rachel, mas sem aquele tom efusivo que Quinn estava acostumada.

"Fique para o jantar!" Ela pediu num impulso.

Rachel que estava fazendo um floreio com sua bolsa a fim de colocá-la no ombro, acabou por acertar a si mesma, tamanho foi o seu choque.

OUTH

Quinn teve que morder os lábios para se impedir de rir. Rachel sempre foi uma fonte constante para seu entretenimento pessoal.

Rachel estava dividida entre o choque, pelo convite de ficar para jantar, e o constrangimento de ter acertado a si mesma com sua bolsa. Parecia que ela sempre fazia uma tola de si mesma na frente de Quinn.

"Talvez não seja uma boa idéia Quinn. Mas desde já agradeço pelo convite."

Quinn franziu o cenho. Rachel não queria ficar a sós com ela... Ela não queria mesmo. E isso aborreceu a loira de uma maneira que ela não conseguiu compreender. Isso a encheu de dúvidas, porque esse aborrecimento? Porque ela queria que a morena para ficar e compartilhar uma simples refeição?

Para Quinn, só tinha um curso de ação. Em caso de dúvida: Seja uma cadela.

"Você tem alguma coisa melhor para fazer com o seu namoradinho?" Perguntou sarcástica.

Pela primeira vez, Rachel permaneceu inabalável, para desgosto de Quinn.

"Sim eu tenho coisa melhor para fazer. Então você pode voltar aos seus planinhos medíocres de sabotar Shelby!" Brigou Rachel.

Quinn ficou imediatamente tensa. O que essa insolente acabou de falar?

"Quem te disse isso? Não, espere. Só pode ter sido Puck. Pois eu duvido muito que Shelby tenha concedido algum tempo para você. Afinal de contas, nós sabemos o quão perto ela quer ficar de você, não é?" Se fosse possível, as palavras de Quinn poderiam pingar veneno.

Rachel ficou horrivelmente pálida. Com as mãos trêmulas, ela agarrou mais apertada a alça de sua bolsa. Ela não ia chorar, não ia!

Quinn queria jogar alguma coisa contra a parede.

"Shelby pode até não querer nada comigo, como mãe. Mas ela vai ser muito mais para Beth do que você! Sua egoísta." Gritou Rachel.

Quinn só enxergava vermelho. Ela apertou as mãos em forma de punho.

"O quê você sabe sobre o que é melhor? Eu estou brigando por Beth. Você não tem como saber o que é isso. E sabe por quê?" Quinn cuspiu "Porque NINGUÊM faz questão de você, de brigar por você!" Gritou de volta.

Silêncio

Não só ausência de barulho, mas...

O silêncio é uma dimensão importante do comunicar-se, é condição indispensável do saber ouvir; na verdade, quem não cala enquanto o outro fala não está em condições de dialogar.

Palavra e silêncio não são termos mutuamente excludentes; são, antes, dois aspectos que formam a linguagem humana. Não existiria palavra se não houvesse o silêncio. Este é bem mais que a falta de sons e ruídos: é a essência de toda a linguagem humana, porque representa sua fonte originária e seu fim último.

No meio da balbúrdia das nossas vidas, já quase não sabemos o que é o silêncio. De tão desconhecido, acontece mesmo haver quem o tema como se teme um vazio, quem o sinta como um buraco negro em que se pára de existir.
Teme-se o silêncio de quando se está sozinho. Liga-se o rádio, a televisão, mesmo sem se dar atenção a nada do que ali se diz, só para se estilhaçar o silêncio.

Ouça o silêncio
Ouça o silêncio invadindo o seu âmago.
Deixa-o entrar e sinta-se leve.
Sinta o silêncio, ele lhe toca, inspira.
Mostra-lhe o sentimento de angústia,
timidez, medo talvez;
mas também, mostra-lhe o respeito, a sua serenidade.

Feche os olhos, ouça-o, sinta-o e veja-o em:
silêncio, silêncio, silêncio...

Esses versos tocaram e tocaram na mente de Quinn, ela gostava do silêncio... Mas este em particular... Era um monstro.

Rachel tinha tanta dor expressa em seus olhos, que Quinn sentiu os seus próprios se encherem de lágrimas. Ela estava horrorizada com suas palavras. Envergonhada mesmo. E ela viu em Rachel, algo que ela não sabia que iria machucá-la tanto.

A quebra...

Finalmente a HBIC Quinn Fabray, quebrou Rachel Berry.

O gosto amargo na sua boca quase a fez vomitar ali mesmo.

"Rachel..." Quinn estendeu sua mão para tocar a morena. Mas Rachel recuou com tal velocidade e com tanto asco, que Quinn só pode contemplar estática, a frágil criatura a sua frente.

"Eu desisto..." disse Rachel. Quinn franziu testa, confusa. "Eu desisto de você. Eu já deveria ter feito isso há muito tempo. Você não quer ser minha amiga, você não suporta estar no mesmo ambiente que eu. Você humilha-me, me agride. Eu estou cansada... Tão cansada."

Quinn sentiu um aperto no peito. Ela nunca iria admitir isso a qualquer um. Mas apesar de todas as malditas vezes em que ela rechaçava Rachel, secretamente ela sentia um alivio tão grande quando a diva voltava para ela, disposta a tentar de novo. Quinn sentia que ela valia alguma coisa, se Rachel tentava tão duro para estar com ela. Mesmo que ela volta-se a tratar à diva como uma merda.

Ouvir que esta garota tão obstinada a esta deixando... Fez o interior de Quinn se revirar pavorosamente. Ela não podia deixar que Rachel desistisse dela, que a deixa-se. Ela não entendia o porquê disso, mas também não questionaria por enquanto.

No seu desespero, ela permitiu que mais uma vez sua raiva tomasse conta dela.

Rachel aproveitou o breve momento de letargia que parecia ter acometido sobre Quinn, para sair definitivamente da vida daquela garota. Ela achou que não haveria problema algum com isso, eram favas contadas.

Mas no momento em que ela segurou a maçaneta da porta, torceu e a puxou para abri-la, ela não contava que uma mão batesse violentamente a superfície de madeira voltando a fechá-la. Rachel se virou assustada. Quinn, praticamente estava bufando em cima dela.

"Você não vai me deixar!" comunicou Quinn. Sua voz era a definição perfeita da arrogância.

Rachel ficou zangada. Quem ela achava que era?

"Isso é o que você pensa." Contra pôs Rachel. A morena não sabia da onde estava vindo, toda essa valentia. Mas ela deveria aproveitar enquanto durasse. Ela não era de brigar. A não ser que fosse por seus solos. "Saia de cima de mim, eu não quero ficar nem mais um minuto na sua presença." Com isso ela empurrou Quinn e se virou novamente para a porta para abri-la.

Rachel nem sequer conseguiu segurar a maçaneta, ela foi agarrada pelos ombros e puxada com força para trás, bem longe da saída.

"Qual é o seu problema?" Brigou ela. E mais uma vez ela tentou passar pela barreira que era Quinn. A loira não deixou. Quinn pegou um porão do braço de Rachel e a puxou para si.

Rachel estava perturbada por esta ação da loira.

Mas que diabos?

O que seguiu foi uma luta por dominação. Rachel largou suas coisas, para conseguir mais mobilidade contra Quinn. Quinn estava cada vez mais furiosa, tanto que sem perceber, ela estava tentando trancar Rachel no circulo de seus braços. Com força, ela conseguiu prender Rachel contra ela e a parede, mas isso não significava que a morena estivesse subjugada, longe disso, ela se debatia do jeito que podia.

De uma forma totalmente inadvertida, Quinn estava sentindo coisas esquisitas dentro dela. E essas eram sensações que só apareciam quando Rachel estava muito perto.

O cheiro dela...

É tão bom...

Quanto mais Rachel se debatia, mais Quinn aumentava seu aperto ao redor dela. Quinn foi implacável.

Rachel respirava fortemente, e não ajudava que ela estava com o nariz praticamente colado contra o peito de Quinn. Ela estava imensamente frustrada, suas energias estavam se escoando rapidamente, ela precisava arranjar uma maneira de sair dessa situação, pois junto com a frustração, estava também o medo, ela estava com medo de Quinn.

Então ela parou de se debater.

Quinn não ousou soltá-la, ela também respirava com certa força, e ela fazia isso contra o pescoço da morena. Como ela chegou lá, parecia um mistério. Mas ela não se importou nem um pouco. Algo dentro dela se rompeu ante as palavras de Rachel, e ela não faria nada para segura-la.

Sua boca roçou o pescoço delicado de Rachel, com a mesma suavidade de uma borboleta sobre a mais macia pétala de flor. Ela ignorou a rigidez do corpo de Rachel, ela ignorou a forma errática da respiração da menina. Mas ela não ignorou o apelo que a pele morena dela fazia sobre os seus sentidos.

Ela precisava provar... Só um pouco.

Quinn pousou seus lábios sobre aquela pele convidativa, uma, duas, três vezes, antes de fazer uma leve sucção.

Era divino.

Como seria a boca?

Quinn tinha afrouxado seu aperto sobre Rachel, ela buscou a boca da diva, ela precisava provar a boca dela. Quando ela já estava lá, ela foi empurrada fortemente para trás.

Ela ficou furiosa com isso.

Rachel parecia com aqueles cervos que são pegos de surpresa pelas luzes de um farol de carro. Também pudera.

Alou!

Quinn Fabray acabou de tentar beijá-la.

Por tanto era mais do que justo seu medo atingir o nível da estratosfera. Pelo que consta a Rachel, Quinn não é gay, ela é mais reta do que uma régua no que diz respeito à heterossexualidade. Mas a garota que estava na frente dela parecia com uma criança que tinha seu pirulito tirado bruscamente de si. E a morena tinha a impressão de que ela era esse pirulito.

Quinn estava positivamente perigosa, e Rachel não queria ficar aqui neste quarto a mercê dela.

Com um arranque ela correu para a porta antes que Quinn a pegasse, ela correu pelo corredor e desceu a escada de modo precário. Para sua infelicidade, ela tropeçou no ultimo degrau, estatelando-se no chão.

Outh, essa doeu.

Ela não podia perder tempo, ela estava em fuga. Quando ela suspendeu o corpo para voltar a correr, ela foi pega em um abraço de urso por Quinn. Ela se debateu mais que cavalo de rodeio, ela estava passando mal.

Porra, ela tava morrendo de medo. Ela nunca tinha ficado com medo de Quinn, mas hoje ela estava.

"QUINN ME SOLTA! ME SOLTA!" Esperneou Rachel. Quinn a estava apertando dolorosamente contra si.

Quinn bateu Rachel contra a parede um pouco forte de mais sem querer, instantaneamente fazendo-a zonza. Rachel vacilou no apoio de suas pernas e só não voltou cair por que Quinn a segurou contra ela.

"QUE PORRA RACHEL! VOCÊ QUER SE MATAR? QUE IDEIA É ESSA DE DESCER CORRENDO A MERDA DESSA ESCADA?" Berrou Quinn. Seu coração quase parou ao ver Rachel tropeçar no degrau da escada. Graças a deus que era o ultimo.

"Como se você não fosse ficar feliz em me ver quebrar o pescoço." Retrucou raivosa, Rachel.

Era isso, o que quer que esteja amarrado dentro de Quinn, saiu a rodo nesta declaração do caralho de Rachel. Sem esforço algum ela pegou a menina menor em seus braços e a carregou de volta para seu quarto. Felizmente Rachel permaneceu quieta, ela não queria arriscar jogar as duas, escada a baixo.

Mas foi só Quinn colocá-la na cama, que luta começou novamente.

Antes de Rachel soubesse o que estava acontecendo, as mãos do demônio de cabelos loiros, tinha prendido seus pulsos, mantendo-a no lugar.

E foi então que o inferno congelou.

Quinn esmagou seus lábios juntos. Seus olhos se arregalaram. O beijo foi tão violento quanto sua luta, como cada menina lutou pelo domínio.

Quinn ganhou. Ela rolou de modo que ela estava prendendo Rachel para baixo com seu corpo, deixando as mãos livres para passear pelo corpo dela. Choque nem começava a descrever o estado de Rachel.

Dá licença? Ela estava sendo assaltada sexualmente? E pela garota que diz ter nojo dela?

Há, mas não mesmo.

Quando ela abriu a boca para gritar, talvez não tenha sido o melhor curso de ação. Aproveitadora como Quinn era, ela escorregou sua lingua na boca de Rachel... E mãe de deus...

Qualquer desejo de luta a abandonou.

Continua...

Comentários sempre são bem vindos. ^^