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A visão de Hermione só podia estar a falhar, ou anos em stress sem nunca saber se o Voldemort seria destruído ou não devem tê-la deixado completamente louca. Não há outra explicação para a Narcissa Malfoy se encontrar no lugar do Thomas Davis.

- Miss Granger, acho eu – acolheu a Srª Malfoy com o sorriso enorme e genuíno. Apesar de estar a olhar para o cabelo da Hermione com desconfiança.

'Até parece que está mesmo contente por me ver, e continuou a parecer-me com um Weasley' pensou Hermione a sorrir.

- Senhor Davis! – Chamou Srª Malfoy. – Acho que devíamos falar Miss, gostava muito de saber as razões do meu filho para lhe salvarem a vida, apesar de ele nem sequer ter percebido o que estava a fazer.

Hermione sentiu o pescoço a aquecer, de certeza que o embaraço dela estava visível. E o senhor Davis insistia em não chegar.

- Não sei bem o que está a falar – tentou Hermione, apesar de saber que é uma péssima mentirosa tentou, e a Srª Malfoy não se deixou enganar.

- Devíamos tentar um lanche, se calhar está livre hoje?

- Não posso, vou visitar os meus pais. – Disse Hermione aliviada por conseguir adiar o momento.

- Mi!

Gritou uma versão ligeiramente mais nova que o antigo dono da loja, afinal ele só tinha 30 anos, mas com cabelo, e Hermione deixou as lágrimas de felicidade a correr pelo rosto dela. O homem estava a soluçar tanto como a Hermione.

- Oh Mi, porque não me vieste visitar mais cedo? O que te aconteceu ao cabelo? – Pediu o senhor Davis.

- Não sabia que era feiticeiro Thomas – explicou a Hermione – você sabia que era, afinal apareço no profeta desde os meus 14 anos.

- É verdade, mas também nunca mais vieram a loja, e fechei a loja quando Harry Potter proclamou que Ele tinha voltado, afinal era um alvo do ódio Dele.

- Fez bem, desde que esteve em segurança.

- Viajei durante esses anos, e fiz uma colheita de livros novos, tenho uns para ti.

O Thomas começou a arrastar a Hermione para a sala do fundo, ele retirou a varinha do bolso interior do seu blazer, e com um movimento rápido, apareceram três chávenas de chá e dois pratos de biscoitos.

- Mi, sê uma querida e vai entrega este chá e prato a Narcissa.

Hermione obedeceu feliz por passar algum tempo com um amigo de longa data. A mãe do Draco aceitou o chá com um sorriso, e manteve-se no seu lugar ao balcão, atendo alguns clientes que tinham entrado entretanto.

O Thomas estava a espera dela na sala do fundo com uma nova pilha de livros.

- Encontrei uns bastantes interessantes, todos muggles claros, se quiseres livros do nosso mundo podes ir para isso.

- Claro! – Respondeu Hermione, ela ama esta livraria por apresentarem os melhores livros muggles.

- Fiz-te uma compilação dos livros que foram publicados nos últimos dois anos nos estados unidos. E claro, encontrei uma versão do Orgulho e Preconceito em francês, quando estive em França, e em Russo.

Hermione pegou nos livros, havia três colecções de livros de fantasia de autoras americanas, um total de 12 livros, mais os dois livros do Orgulho e Preconceito. Os nomes estavam escritos na língua estrangeira, ambos de capa rija, o em Francês estava assinado pelo seu antigo dono, e o em Russo tinha o título e a capa pintadas a mão.

'Mi, a bruxa mais inteligente da nossa geração.'

Era a mensagem marcada no interior do livro em Russo e assinado pelo Thomas.

Hermione retirou nova varinha dela que tinha ido buscar na Diagon-Al, era feita com um tendão do coração do Dragão que tinha libertado de Gringotts com o Harry e o Ron, o Charlie tinha encontrado o dragão morto próximo do lago depois da guerra. E o Trio pediram ao Ollivander para lhes fazer uma varinha com uma parte do Dragão, Ron e Harry tinham no 'core' da varinha pó do corno do dragão, e a pega das varinhas dele era feita com a pele do dragão.

Com um simples feitiço, marcou a dourado uma mensagem para os pais no livro em Francês:

'Bem-vindos a casa, adoro-vos'

Depois de mais umas trocas de palavras e histórias, Hermione despediu-se, estava na hora de apanhar o comboio. Agradeceu excessivamente ao Thomas por lhe ter oferecido os livros, e depois uma promessa de uma visita muito em breve.

A viagem de duas horas para casa dela passaram rapidamente, hermione passou essencialmente o seu tempo a relembrar-se do pedido da Srª Malfoy.

Flashback

A guerra estava para acabar, Voldemort e os seus seguidores estavam para ganhar, estava tudo perdido, Harry estava morto nos braços de Hagrid, a própria Hermione viu o corpo sem vida do melhor amigo. Com a morte dele, hermione perdeu tudo, perdeu uma parte da família dela, perdeu a esperança de tudo correr bem e ganharem, perdeu tudo.

Hermione já não queria saber como o mundo iria acabar, o dela tinha acabado quando o Harry morreu, não por ele ser o amor da vida dele, mas apenas por não poder ter sobrevivido aquele ano horrível em fuga dos Devoradores da Morte para ele morrer.

Hermione começou a combater contra os apoiantes do Voldemort com uma nova fúria, ela já não tentava salvar a vida, Hermione só queria levar o máximo possível com ela antes de morrer. Ela viu a Narcissa Malfoy perto dela, escondida. Hermione nem se importou com ela, deixou-a em paz, conseguiu distinguir perfeitamente que ela não queria estar ali.

Rodolfus Lestrange estava a ataca-la. Hermione estava a conseguir proteger-se e a ripostar, mas durante o duelo um grito chamou a sua atenção, e ela era capaz de jurar que tinha visto o Harry, mas aqueles segundos de distracção eram o suficiente para o Lestrange para a atacar com a maldição da morte, quando estava pronta para ser atingida, sentiu uns braços fortes a puxarem por ela. E o Lestrange encontrava-se petrificado no chão, Narcissa Malfoy com a varinha apontada para ele.

- Granger se morreres não nos podes salvar – comentou o Draco, o olhar dele mostrava confusão. Depois focou-se na mãe dele, largou a Hermione, que sentiu imediatamente falta dos braços dele a volta dela, e dirigiu-se para a mãe.

Hermione voltou para o combate com uma nova ideia, conseguir viver esta guerra e acabar com ela.

Quando Hermione chegou a estação, apanhou um dos autocarros que iriam deixá-la próxima de casa. Ela estava tão entusiasmada que só quando chegou próximo de casa é que viu a carrinha dos bombeiros.

Podia ver-se toda a vizinhança a admirar as chamas a saírem da casa dela, Hermione controlou um grito de terror, e empurrando algumas pessoas conseguiu passar para perto da fronteira feita pelos agentes da policia. Os bombeiros não estavam a conseguir controlar as chamas, Hermione percebeu que era um fogo provocado por magia, as chamas tinham um certo apelo para ela, parecendo azuis ou verdes dependendo da projecção da luz, característico de incêndio provocados por magia.

Ela encontrava-se colada na sua posição olhando com terror para as chamas quando começou a chover acompanhada por um vento forte, os bombeiros estavam a fazer tudo o que podiam para o vento não propagar as chamas para as casas vizinhas. Foi a chuva e o desaparecimento da maior parte dos vizinhos, que levaram a Hermione a ajudar os bombeiros, escondendo-se numas sebe, conseguiram finalmente apagar as chamas.

Apesar de ainda estar a chover drasticamente, os vizinhos voltaram a afluir em frente a casa dela enquanto os bombeiros entravam dentro de casa dela para verificar que estava tudo apagado sem haver hipóteses de atear as chamas.

Dois bombeiros saíram para voltar a entrar com sacos, depois Hermione viu a pior procissão da vida dela, Hermione viu primeiro um Bombeiro a sair de costas segurando num saco, a outra ponta era segurada por outro bombeiro, e depois voltou a acontecer, mais dois bombeiros a segurarem em num saco preto.

Hermione não precisava de ouvir os murmúrios para perceber o que se estava a passar, os pais dela tinham morrido nas chamas, ela tinha acabado de ver o corpo deles envoltos em saco preto. Pelo canto do olho, ela viu duas cabeças de cabelo ruivo, as cabeças olhavam por toda a parte, estavam a procura dela. Hermione fundiu-se na multidão, e foi esconder-se no jardim da casa dela, trepou para a casa da árvore que o pai dela lhe tinha feito no primeiro ano dela em Hogwarts.

A casa já não tinha metade do telhado, mas Hermione não queria saber. Colocou-se a porta da casa, onde poderia ver tudo o que se passava dentro da casa ardida apesar de estar a receber a chuva toda, mas isso não a incomodava, ela só queria estar sozinha.

Já passava da meia-noite. O Ron, a Ginny e o Harry estavam sentados no sofá predilecto deles, estavam agarrados uns ao outros, Harry abraçado pelos seus amigos, não tinham recebido nenhuma mensagem da Hermione, que tinha prometido avisar através de um patronus quando teria chegado a casa.

- Alguma novidade? – Perguntou o Draco pela milésima vez desde que Hermione tinha ido embora as onze da manha.

- Por favor, cala-te – implorou a Ginny.

- Como queres que me cale, vocês ficam aqui quietos quando já passou da hora dela voltar. – Resmungou o Draco, quase a gritar.

- Malfoy, cala-te, tu não percebes, não sabemos o que se está a passar com a nossa melhor amiga, e ninguém nos informa, nem a Directora. Deixa-nos em paz de uma vez por todas – respondeu o Ron furioso.

- Achas que és o único que se preocupa com pessoas que já deviam ter dado sinal de vida há oito horas? Achas que és o único que é capaz de sofrer com tudo o que se passa. Deixa-me em paz. – respondeu a gritar o Draco.

- Oh merlin, o Harry tinha razão. – Disse a Ginny ao olhar para o Draco.

- Chega! – Gritou o Harry, que acordou do seu estupor, ele não podia esperar mais por novidades, ele não devia contas a ninguém e iria encontrar a sua melhor amiga nem que para isso tivesse de remover todas as pedras deste planeta. – Draco vens comigo, Ron vai ter com a directora e faz o que sabes fazer de melhor, chateia-a tanto que ela vai acabar por te dizer alguma coisa para te calar. Ginny sabes o que tens de fazer.

- Claro – respondeu a Ginny com um sorriso malicioso.

Começou a gritar com todas as suas forças, e em segundos estavam presentes todos os alunos do dormitório dos repetentes.

- Situação de urgência, há um aluno que desapareceu na floresta proibida, vão acordar todos os vossos amiguinhos das vossas equipas, temos de começar a busca. – Disse a Ginny.

Quando todos saíram do dormitório, Ron dirigiu-se para o escritório da Directora, Harry deu um sinal ao Draco de seguir os seus colegas, quando estavam todos lá fora a preparar a busca, Harry pegou no Draco e arrastou-o para o salgueiro zurzidor. Quando chegaram a cabana dos gritos Draco perguntou ao Harry:

- Era preciso criar aquele pânico todo?

- Sim, era a única maneira de nos vermos livres dos Aurors, desde que fizemos aquela tentativa com o Theo no mês passado, a ordem reforçou a segurança do Castelo, causando um pânico geral, eles saíram dos sítios que eu queria ir, neste momento devem estar a minha procura no meio da multidão.

- A Ginger tem cá uns pulmões – comentou o Draco.

- É por isso que estou apaixonado por ela – disse o Harry com o sorriso estúpido.

- Potter, foca-te no nosso trabalho. – Chamou a atenção o Draco que estava com vontade de vomitar com o mel todo que o Harry estava a transpirar.

- Pois. O melhor é começarmos pela casa dela. Depois vamos aos sítios preferidos dela no mundo dos muggles, ela estava sempre a fugir para esses sítios durante o verão quando queria estar sozinha. – Disse o Harry, este ofereceu o braço ao Draco – Vamos.