You Are My Destiny

Sinopse: "Se talvez, se somente talvez eu me lembrasse do que aconteceu, eu saberia o que fazer, que decisões tomar. /–Isso não é importante agora. - Ele me disse.- Essa corrente, essa em seu pulso direito, lhe fará saber. E a partir do momento em que ela se romper, seu destino estará cumprido e não haverá nenhuma forma de se voltar atrás."

Chapther 12: Say Goodbye.

- Quantas vezes vou ter que repetir Impaciência? Será que nunca aprende? – Ralhava o exótico Senhor com a belíssima ruiva ajoelhada diante de si. – Não é de hoje que isso continua a acontecer e você parece muito satisfeita com o sofrimento desse pobre velho. – Disse, já enxugando algumas lágrimas fictícias.

A jovem (pelo menos na aparência), simplesmente observava o velho dar seu show de drama diário, com perfeita impassividade, como era seu costume.

- Meu senhor, por favor, queira se controlar.

- Me controlar? Como pode ser tão fria com esse idoso a beira da morte? – A jovem suspirou.

- O senhor é imortal.

- Não se apegue a mínimos detalhes! – Falou balançando a mão para a misteriosa entidade há sua frente, como se realmente fosse um fato sem importância. - Há milênios que eu lhe peço para que me chame de papai e você continua com essa formalidade estúpida. – Disse com ligeira mágoa na voz.

Impaciência suspirou novamente na presença irritante de seu insistente pai e finalmente decidiu ceder. Apesar da aparência externa de autocontrole, era a chave mais marcante de sua personalidade e costumava se enervar com facilidade, cometendo atos impensados e prematuros.

Bom, tinha que fazer jus ao seu nome.

- De qualquer forma, fiz o que me ordenou. – O Senhor do Tempo tomou novamente a postura seria, prestando extrema atenção. – O senhor do Sul realmente acredita que esta prestes a perder a guerra. Seus sentimentos são tão conflituosos que atos impensados se tornaram sua marca registrada daqui por diante.

- Fez bem o seu trabalho. Por enquanto não precisarei de seus serviços.

- Então vou me retirar agora – E completou quase inaudível de bochechas rosadas. -...Chichiue.

E enquanto Impaciência saia rapidamente, o Grande senhor não pode deixar de pensar com um sorriso no rosto, o quanto a menina era realmente filha de sua mãe.


Enquanto isso, já haviam se passado três dias e era começo de noite nas terras do leste enquanto a pálida luz do sol de inverno desaparecia por trás das montanhas repletas de neve.

Kagome e Rin se encontravam no quarto da primeira, enquanto a arrumavam os últimos preparativos para a não tão longa viajem que começaria no dia seguinte. Kagome dobrava três dos quatro kimonos que possuía (ela se recusava a ter mais do que isso para desgosto de Inuyasha), que incluía um suave kimono de verão rosa claro, com flores multicoloridas, todo em tons suaves, a complexa peça que havia usado na ceia do solstício de inverno, o kimono que retratava a cena de uma tarde de outono e o seu preferido, o que usava no momento, o de sacerdotisa, de parte superior branca e inferior vermelha.

Havia surpreendentemente ganhado muitos presentes de despedida das pessoas mais inesperadas. Eles incluíam o quimono de verão (presente de Sango), um bonito pente de madeira com temática de ursos de Isamu, uma garrafa de sake de Miroku (- _ -) e um constrangido beijo na bochecha de Kyouto. Além dos presentes e um pequeno baú com meus kimonos, a única coisa que eu levava era alguns artigos de higiene e uma bonita fita vermelha que ganhara de Inuyasha á alguns dias na ultima semana em que estivera ali.

Sorria com a recordação.

Flashback ON

- Mamãe, mamãe! Olha lá, bem em cima na árvore! – Uma pequena menininha de cabelos castanhos apontava para o topo de uma sakura coberta de neve, que estava do lado de fora da casa. – Tem uma flor! Uma flor desabrochou no inverno! – Batia as mãos eufórica.

- Estou vendo Mizuni, agora se acalme. – Lhe sorriu sua mãe calmamente, enquanto continuava seu caminho, provavelmente habituada á energia da garota.

- Mas ela é muito especial mamãe! Eu tenho que pega-la pra poder cuidar dela. A gente tem que cuidar das coisas especiais. – Disse com pose de sabida.

Nesse exato momento, eu tinha conseguido dar uma escapulida do castelo e ouvira toda a conversa. Observei a sakura e vi que não era tão alta.

- E o que você pretende fazer Mizuni? Ela esta fora do nosso alcance. Não poderá pega-la.

Vendo que a menina não parecia desistir mesmo com os argumentos da mãe, decidi me aproximar.

- Se ela fosse sua, o que faria com ela? – Perguntei a garota. Ela me olhou por um instante e depois respondeu.

- Colaria na entrada da minha casa, pra que todos que passassem e visem ela, percebessem o quanto ela é especial. – Me respondeu convicta. Encantei-me com a resposta simples.

- Certo. – Falei e comecei a escalar a árvore.

Meus cabelos eram grandes, batendo na altura de meus joelhos e como se não bastasse eles eram bastante encaracolados, dificultando um pouco a escalada, mas esse não foi realmente difícil. Ao me firmar em um tronco e garantir que esse aguentaria meu peso, me estiquei para pegar a "coisa especial".

- Estou quase... Peguei! - Quebrei o galho em que ela estava e me preparei pra descer, quanto pisei no meu cabelo (abençoado seja!) e escorreguei, caindo desajeitadamente em um grande e (divinamente) fofo amontoado de neve.

- MIKO-SAMA! – Pude ouvir a garotinha gritar, só pra me ver rindo e nadando contra aquele mar de neve. Ela veio correndo em minha direção e se sentou ao meu lado, que estava ainda deitada naquele monte gelado ainda com um sorriso nos lábios. – A senhora está bem?

- Estou sim. – Lhe garanti. – Então prometa cuidar bem dela. – Falei estendendo o galho com a flor que milagrosamente continuava intacta. Tudo valeu a pena ao ver como os olhinhos dela brilhavam.

- Miko-Sama, peço mil desculpas pelo transtorno! – Falou a mãe esbaforida pela pequena corrida que tivera.

- Não se preocupe com isso senhora. Eu... – Já estava tranquilizando a mulher quando ouvi meu nome ser chamado por um par de pernas que se tele transportou para minha frente. Ao ver que a senhora e sua filha se curvavam ao ser tele transportador, logo pude reconhecer quem era.

- KAGOME! O que pensa que esta fazendo? – E era um par de pernas mal humorado ainda por cima. Ergui o olhar e encarei o dono delas.

- Inuyasha, algum problema? – Perguntei inocentemente. Ele se agachou e segurou meus ombros, chacoalhando-os levemente, em seus olhos era um misto de desespero e alivio por ver que eu estava bem.

- Se há algum problema? Você adormece por vinte anos, perde a memoria e a primeira coisa que faz em seguida é sair por ai escalando árvores? – Me perguntou exasperado. A mulher, mãe de Mizuni arregalou os dois olhos ao saber quem eu era (?).

- Higurashi-Sama! Eu não fazia ideia. – Disse se curvando pra mim. Eu realmente me sentia desconfortável com aquele tipo de tratamento. Me levantei, me soltando de Inuyasha e falei com a garotinha.

- Mizuni. – A chamei, agora ela me encarava com admiração. – Promete que vai cuidar bem dela? – Ela balançou a cabeça fervorosamente em concordância. – Então ela é sua. – A menina me pegou de surpresa ao abraçar minhas pernas antes de sair correndo para acompanhar a mãe, que depois de mais uma reverencia foi embora.

Enquanto isso Inuyasha me olhava com expressão incrédula no rosto.

- Fez tudo isso pra pegar uma misera flor?

- Ela era especial, esta bem? E além do mais eu sei subir em árvores. Faço isso desde pequena. – Me defendi.

- Ah posso ver! – Me respondeu sarcástico.

- A culpa não foi minha!

- É mesmo? Então de quem foi? – me perguntou com uma das sobrancelhas arqueadas, cético.

- Foi do meu cabelo!

Naquela mesma noite ao entrar no meu quarto, em cima da penteadeira estava a fita de cetim e um pequeno bilhete escrito com uma caligrafia absurdamente garrunchada.

Seres humanos possuem corpos fracos.

Se você quebrar o seu, vai ser difícil de consertar.

Inuyasha.

Flashback OFF

- Que forma idiota de mostrar que se importa. – Sorria, com algumas lágrimas teimando em brotar.

- Disse alguma coisa, Kagome-Sama? – Me perguntou Rin. Tratei logo de enxugar uma ou outra teimosa que queria escapar.

- Não Rin-chan. Terminamos por aqui, obrigada pela ajuda. Foi muito útil.

- Que nada. – disse feliz por poder ajudar. – Se esta tudo certo acho que vou dormir um pouco mais cedo hoje. Amanhã será um longo dia. – Falou com um enorme sorriso no rosto.

- Então boa noite Rin-chan.

- Boa noite Kagome-Sama


Do outro lado do castelo, há essa hora um youkai fita a noite de seus aposentos até que sente um cheiro que há muito não sentia mais. Cheiro predominante de ossos e barro, mas que ainda resistia algum resquício daquele fascinante cheiro de sakuras.

Dirigiu-se a ela e diferentemente de outrora, não havia o mínimo de pressa em seu andar. Foi encontra-la no interior da floresta observando a lua sentada junto ao poço come ossos, séria como sempre.

- Já faz muito tempo Inuyasha.

- Sim, faz muito tempo.

- Tem certeza do que faz? Ao envia-la para ele?

- Não tenho opção se pretendo protegê-la.

- Você amadureceu. Fico feliz em saber que soube utilizar o momento em que me ausentava.

- Kikiou...

- Já não existe motivo para eu permanecer entre os vivos. Minha vingança foi satisfeita.

- Kikiou. – Ela se preparava para ir embora. Superara a morte da sacerdotisa. Depois de Kagome, se desprendera dos fantasmas do passado e com a morte de Naraku, suas ultimas duvidas haviam sido sanadas. Mas não deixava de ser difícil vê-la partir. – Você veio ate aqui para se despedir?

A sacerdotisa deu um de seus raros sorrisos e respondeu enquanto que, para Inuyasha, desaparecia pela ultima vez dentro da floresta.

- Eu já parti há muito tempo Inuyasha.

Muito obrigada por ler! Me faz muito feliz!

Lo Anjos: Minha filha, ta podendo porque de Luis de Camões to por fora! Quer dizer, eu li a carta dele tipo muito PUXANDO O SACO do rei de Portugal sobre a descrição do Brasil, mas o resto eu boio direitinho. Realmente simto muito por qer sumido da face da terra por um tempo, mas eu não pretendo abandonar a fict. Estou apaixonada demais por ela para ter essa coragem.

Ps: Relaxa, ele não vai morrer (ainda). To de brinks kkkkkkkkkkk

Pss: Quero que ela tenha fé também. Ela ta tão deprê ultimamente, né? Mas prometo que ela vai melhorar afinal ela é a minha preferida S2!

Psss: Ela é bem treiteira mesmo, mas no fim só estava seguindo as ordens do "papai". Mas ela ainda terá grandes participações (principalmente com uma tal de"Ilha de Gelo", se lembra dela?).

Beijos da Rose