Galera, último cap.! Finalmente!

Meus agradecimentos vão a todos que leram, em especial, a todos que comentaram. Fico meio chatiadinha de ver que tanta gente me adicionou como favorita, mas que grande parte não falou nada. Enfim, acho que faz parte. Para essas pessoas, essa é a última chance de fazer uma autora feliz! Que tal comentar, hein?

Aqui vão os meus agradecimentos especiais para essas pessoas maravilhosas q me ajudaram a terminar a fic:

ANA R. BLACK ( "Black" é um belo sobrenome, garota, parabéns pela escolha e muito obrigada pela sua participação por aqui)

YUUNI DAKARO ( uma carinha nova, ou melhor, um revie novo, é sempre bem vindo, espero que você leia as minhas próximas fics)

BELLA GIACON (não preciso falar mto pq vc sabe q eh uma das minhas queridinhas, neh? Vc prevê coisa mesmo, hahaha, nem lembrava desse seu comentário, vai ver foi algo q estava no meu subconsciente. Qnd terminar de ler a fic, vota na próxima q eu vou escrever, ok? Bjus!)

VANESSA O´SHEA ( olaaaa Vanessa, obrigada por comentar. Bom, vc vai ter q adivinhar o q vai acontecer hahaha, bom, vc vai ler agora, mas soh vou te lembrar uma coisa: lembra q a bella tinha preocupação com o veneno de vampiro na nessie? Ela sempre pensava que a nessie, como era hibrida, reagiria semelhantemente aos lobisomens, hum.....lê e veja, então!)

MANDY FLETCHER ( hhauahua vc eh engraçada, adorei seu comentário. Cara, a minha idéia do nahuel, tem mto haver com vc, afinal, vc desconfiava dele e eu achei algo interessante para a historia, mas eu sou uma apoixonada por esses personagens. Eu bem que tentei matar alguém pra ficar mais real, mas...enfim...leia q senão vou meter spoilers!

ANNA-POTTER-CULLEN ( huahauah seu comentário *rebola* foi hilário. Pronto, tah aqui o ultimo cap. Espero q goste)

SRT. BLACK ( adoro esse "Black", meus personagens favoritos tem ele: Sirius Black e Jacob Black....Tbm amo! Amo q vc comente! =)

MI LOEWENHEI (gostei mutissimo do seu comentário, fiquei toda boba com os elogios =), espero q goste do final. Por favor leia a minha próxima fic! Vou escrevê-la em breve!)

TAH B. ( vc me ajudou mto tbm, me cobrando e tal, mtooo obrigada mesmo!)

MARYNNA MEIRA ( eu tbm senti muita raiva da Nessie ao longo da fic, mas ela ganhou vida! Personagem super teimossa ela! Ia pra onde queria, juro! Mas acho que ela aprendeu, pelo menos um pouco....valeu pela força!)

GIULYCERCEAU – Tbm acho a Kate uma fofa, e super tadinha tbm! Adorei escrever sobre ela! Mary tbm eh fofa, mas ela complica demais as coisas. Bom, leia e descubra o final!)

ANA PAULA PRINCE – Vou te contar um segredo, mas não conta pra ninguém...eu acho seu nome é lindo, mas não vou te falar pq...hihihi. Vlw pelo incentivo, viu? Adorei!)

MALUH WEASLEY HALE – Agora sou eu q vou pedir: mais ! Por favor! Mais comentários! Haha

CHANTAL FORKS CULLEN – Chantal é um nome mto interessante, achei super aristocrático. De repente vou ate inventar um personagem com esse nome, achei bem legal.

LIEFHEBBEN – Adorei qnd vc disse q passou a gostar de Nessie e Jake juntos, eu hj sou apaixonada por esses dois....não suma, viu! Vc tbm eh super importante pra me incentivar a não parar!

Gente, espero q não tenha esquecido ninguém, me dêem um puxão de orelha qualquer coisa.

Agora chega, vamos ao q mais interessa. Boa leitura. Curtam pq é a última respiração dessa fic.!

PARTE 92 – BELLA

Não consegui me concentrar em nada naquele dia. Nessie estava desacordada, Leah e Jacob também. Jacob era o único que não estava no hospital. Carlisle achava melhor não levantar tantas suspeitas com três pessoas apresentando quadros clínicos tão estranhos.

Nessie ficaria bem. Ela havia sofrido um pouco por causa do veneno, que penetrou por sua boca, mas ela logo acordaria. Havia sido desgastante, mas tudo ficaria bem.

O veneno que circulava pelo corpo de Jacob atingiu o sistema nervoso, o que fazia com que ele tivesse algumas convulsões de vez em quando. As veias e artérias, ás vezes dilatavam muito, seria impossível deixá-lo em um hospital sem causar uma grande confusão. Segundo Carlisle, também não adiantaria. Nenhum remédio ou tratamento funcionaria nele. O corpo dele tinha que vencer aquela batalha sozinho e eu temia por ele. Por mais que Nessie houvesse impedido sua morte eminente, ele não estava completamente fora de perigo.

Leah estava ainda pior. Seu rosto desfigurado já estava na segunda operação. Eu estava arrasada por ela, depois de tanta coisa, mais isso?

Andei pela casa inquieta e sem saber o que fazer. Emmet, Rosalie, Jasper e Alice haviam acabado de voltar do hospital. Esme estava com Renesmee e eu e Edward já estávamos prontos para ir. Não consegui sentar e esperar. Eu tinha que andar para não fazer minha cabeça dar voltas ainda maiores.

Eu não sei o que aconteceria comigo se Jacob morresse. Ele não podia morrer porque o mundo em que eu vivia já era inimaginável sem ele. Por mais que tivéssemos passado tanto tempo separados, a nossa amizade não mudou em nenhum momento. Quando voltei, era como se nunca tivesse ficado longe. Meu Jacob estava ao meu lado novamente.

O amor de uma amizade, ainda mais um como o que eu sentia por ele, com tantos significados e lembranças, é forte a ponto de destroçar alguém como eu. A amizade pode ser tão bonita ou tão arrasadora quanto uma grande paixão. A cada dia, eu tinha mais certeza disso.

Olhei pela janela desejando ver o lobo castanho-avermelhado, mas nem seu uivo ouvi. Naquele momento, o bando devia estar junto dele vendo-o travar uma batalha interna terrível. Jacob tinha que ser imortal, por mim, pelo bando e por Nessie. O que seria da minha filha se ele não estivesse mais aqui?

Esfreguei o rosto com força tentando parar de pensar nisso.

No caminho do hospital, enquanto eu pensava em Nessie, eu pensava também no que dizer a ela quando ela acordasse.

PARTE 93 – CARLISLE

Edward veio até mim quando saí do quarto de Nessie.

- Como ela está?

- Está tudo bem, Edward. Ela vai se recuperar perfeitamente.

- Quem exatamente eram eles, Carlisle? O que aconteceu?

- Aqueles eram um grupo que há muito tempo tenta se organizar para acabar com os Volturi. Eles já foram da guarda, então eram tão fortes quanto.

- O que eles estavam fazendo aqui?

- A intenção inicial deles era acabar conosco primeiro.

- Nós?

- Sim, toda a nossa família.

- Por que?

- Porque as notícias correm rápido. Eles souberam sobre a última vinda dos Volturi aqui. Perceberam que a nossa família estava muito forte, tanto que os Volturi não foram capazes de nos destruir, eles cederam, Edward, e deixaram Renesmee viva porque éramos fortes.

- Mas não foi um pouco, ingênuo da parte deles? Se eles nos achavam mais fortes, eles não deveriam começar por nós...

- Eles achavam que seria mais fácil do que para os Volturi porque eles estavam em maior número. Eles não sabiam sobre a alcatéia. Essa foi uma parte nova para eles e quando um dos deles morreu, a primeira missão deles se tronou matar os lobos. Eles decidiram que iam acabar com eles primeiro, para depois virem até nós. Eles eram muitos, mas ainda não sabiam o principal, que os lobos se recuperam rapidamente. Eles acharam que os matariam facilmente e, que depois, poderiam nos pegar. Assim, isso atrairia, com facilidade, os Volturi até aqui e em Forks seria mais fácil acabar com eles porque longe de Volterra eles estariam mais desprotegidos. Enquanto metade do grupo ficasse aqui para acabar com eles, os outros começariam a revolução na Itália.

- Como você sabe disso tudo?

- Não sei, mas faz sentido para mim, é um palpite, não tenho certeza.

- Faz sentido com o que eu ouvi da mente deles, mas até você explicar eram pensamentos desconexos para mim.

- E pensar que tudo começou porque eles resolveram se alimentar da Kate...

- É impressionante tudo o que aconteceu em tão pouco tempo.

- Mas os Volturi já sabem. Recebi uma carta hoje cedo.

Estiquei o papel para Edward, que leu rapidamente e sorriu.

- Estão gratos. Prometeram uma compensação – disse Edward.

- É. Acho que a paz por aqui pode durar um pouco mais. Os dois vampiros que não matamos estão sendo caçados por eles. Os dois não serão tolos a ponto de voltar para cá.

Nahuel passou por nós e foi se sentar ao lado de Bella, que segurou a mão dele lhe dando força.

- Ele está arrasado com tudo isso. – comentei

- Eu sei. Ele se culpa pelo que aconteceu, especialmente, em relação a Leah.

Desta vez, foi a minha vez de perguntar.

- Por que?

- Ele fez parte desse grupo por um bom tempo, mas ele não sabia do plano deles de nos matar. Quando ele veio para cá, a intenção era estar perto de Nessie, mas o grupo pensou que ele já tinha percebido o plano e que estava se comprometendo a ajudar.

- Você leu isso na mente deles?

- Li. E também li a mente de Nahuel. Ele fingiu estar no grupo quando percebeu tudo o que estava prestes a acontecer, por isso, os convenceu a segui-lo. Ele teve que deixar Leah muito machucada para trás, para dar uma chance para todos nós. Enquanto ele caminhava com eles fingindo que iam pegar os lobos da alcatéia, ele gritava em pensamentos para mim. Sua força de vontade era tão grande que eu captei seus pensamentos. Pude ir atrás dos lobos e nós conseguimos matar quase todos eles. Os mais fortes, porém, eles fugiram. Foi quando toda a confusão aconteceu. Se não fosse por Nahuel, as coisas teriam sido ainda mais complicadas. Pegamos eles desprevenidos e conseguimos reduzir o número de inimigos, mas não foi possível evitar o que aconteceu a Leah e a Jacob. Quando eles perceberam que os lobos podiam cicatrizar rapidamente, eles não quiseram poupar Leah.

- Como ele está agora?

Edward se virou para Nahuel, depois voltou a me encarar.

- Não melhorou muito. Leah ainda está desacordada.

PARTE 94 – SETH

Depois de oito horas de cirurgia, Leah foi levada para o CTI. Ninguém podia vê-la e meu sofrimento não parecia que teria fim tão cedo. Oito horas para tentar salvá-la, para lhe dar um rosto novamente. Oito horas que não dormi, não comi. Oito horas em que revivi uma vida inteira, quase um século, com lembranças da minha irmã. Eu não sabia o que era não tê-la me enchendo o saco, cuidando de mim. Leah estava escapando das minhas mãos e eu não sabia como segurá-la. Culpei-me a cada minuto por ter deixado a atacarem daquela forma.

Mary apertou minha mão com força quando o médico apareceu. Levantei do sofá tão rapidamente que quase fiquei tonto.

- Sr. Clearwater...

- Sim. Sou eu.

- O senhor é irmão de Leah Clearwater, não?

- Sim. Por favor, diga que está tudo bem.

- Veja bem, o caso dela é extremamente grave. No momento, ela está em coma induzido.

- Mas ela vai sobreviver?

- Tudo depende de como o corpo dela vai reagir. Em primeiro lugar, já é um milagre que esteja viva, em segundo, é inacreditável que o corpo dela não abaixe a temperatura. Seu metabolismo parece estar muito rápido e, na minha opinião, esse é o único motivo aparente para que ainda esteja viva. Não que faça total sentido, mas é realmente um milagre.

- Quando terei mais informações sobre o estado dela?

- O doutor Carlisle é o médico responsável, ele pode dar mais informações. Ele está cuidando do caso dela, mas eu o ajudei a operá-la. Logo terá mais notícias.

- Quando poderei vê-la?

- Não sabemos. Vamos ver como ela reage à medicação, está bem?

- Tá.

Sentei novamente. Eu estava destruído. Meu ombro ainda doía imensamente e o gesso em uma das pernas estava coçando sem parar. Comparado á minha situação do dia anterior, eu estava ótimo. Eu queria estar no lugar da minha irmã.

- Vai dar tudo certo – disse Mary afagando minhas costas.

- Tô com medo.

- Não fique. Ela vai ficar bem. Eu to aqui, você não ta sozinho.

Segurei as lágrimas e respirei o perfume dos cabelos de Mary. Eu ainda não havia lhe explicado tudo o que tinha acontecido. Em nenhum momento ela fez perguntas e eu era extremamente grato a ela por isso. Acompanhei o ponteiro do relógio da parede se mover. Eu não ia sair do hospital sem Leah.

PARTE 95 – ROYCE

Fui até o hospital para ver como Leah estava. Kate ficou com Jacob, ele ainda precisava de muitos cuidados.

Quando cheguei, Seth me deu um abraço apertado e desesperado.

- Vai ficar tudo bem. -falei

- Eu espero.

- Ela é durona, Seth, e teimosa. Se a morte resolver levá-la, a Leah é bem capaz de dar um chute no traseiro dela.

Seth sorriu, mas a piadinha não melhorou seu estado.

Sentamos e esperamos. Não havia muito o que fazer.

PARTE 96 – SETH

Três dias depois, pude ver minha irmã. Só depois que entrei no quarto e falei com Leah é que me senti aliviado. Ela não podia falar, mas dava pra entender algumas coisas pelos olhos. Ela não estava mais com dor, mas estava entediada em ter que ficar de cama.

- Sua mandíbula quebrou, sua maluca, óbvio que você tem que ficar aqui quietinha!

Ela bufou de um jeito estranho.

A sorte é que ninguém duvidara da versão de que uma árvore havia caído em cima dela. Aliás haviam muitas caídas na floresta pra contar historia.

Quando saí do quarto, Nahuel estava esperando para entrar. Ele parecia abatido.

Voltei para a sala de espera e bebi água.

Mary passou a mão em meu braço com carinho.

- Vai descansar, Seth.

- Não preciso.

- Você está a mais de vinte quatro horas sem dormir.

- Não quero deixar ela aqui sozinha.

- Ela não está sozinha. Tem um monte de médicos, tem o Nahuel também e eu vou ficar aqui. Vai lá, toma um banho, come alguma coisa e descansa um pouco. Não vou sair daqui. E , além do mais, ela vai precisar de você bem disposto quando sair daqui.

- É, talvez você tenha razão. Vou esperar o Nahuel sair de lá, para eu me despedir da Leah. Depois eu vou pra casa.

ARTE 97 – NAHUEL

Entrei no quarto com cautela. Leah tinha acabado de ser transferida para o quarto onde podia receber visitas. Os médicos estavam impressionados com a recuperação dela. Mesmo assim, ainda havia muitos tubos presos a ela.

Leah desviou o rosto quando entrei. Eu sabia que aquilo não seria fácil. Eu a havia deixado para trás enquanto ela sangrava e, apesar de ter sido a coisa mais difícil que fiz na vida, ela não sabia disso.

Sentei em uma cadeira próxima e toquei seu braço, Ela o puxou com a pouca disposição que tinha, teimosa, arredia como era.

- Me perdoa. – sussurrei. Eu tinha vontade de chorar, mas não sabia mais ao certo como era isso.

Ela fitou o teto.

Seu rosto estava inchado e cheio de ataduras, mesmo assim, não pude evitar reparar nos olhos dela. Olhos de loba.

- Você tem razão em agir assim. Não espero o seu perdão, Leah, mas eu quero que me escute.

Ela revirou os olhos dando a entender que não tinha mesmo outra escolha.

Eu não voltei a tentar tocá-la, mas abaixei um pouco para ficar na altura em que ela estava.

- Aqueles vampiros, eles eram da guarda dos Volturi e se rebelaram contra eles. Eu, que nunca fui a favor da realeza, passei a fazer parte do grupo deles, colhendo informações que podiam ser relevantes. Nunca, porém, falei sobre os Cullen ou sobre os lobisomens. Quando percebi que o que eles queriam era criar um sistema de governo ainda mais injusto e sangrento, desisti. Não os via há muito tempo, Leah. Mas, quando soube o que aconteceu com a amiga de Nessie, imaginei que eram eles. As características do vampiro não deixavam a duvidar. Demorei a entender o que queriam e, na floresta, quando os encontrei, eu quis proteger vocês. O mais velho, Tulian, ele pode se conectar a mente de outras pessoas e captar ou transmitir seus pensamentos. Assim, quando ele chegou, nós conversamos mentalmente e eu o fiz acreditar que eu havia descoberto o plano deles e que estava lá para ajudá-los. Eu precisava deixá-la para que eles acreditassem. Só assim eu teria chance de diminuir o grupo de vampiros que estava com ele. Depois, eu entrei em contato com Edward, mas eu só pude fazer isso quando Tulian estava relaxado o suficiente para sair de dentro da minha cabeça. Eu nunca fiz por mal. Deixar você foi a decisão que mais me fez sofrer até hoje.

Leah voltou a olhar para mim. Seus olhos estavam marejados. Eu deitei a cabeça no travesseiro bem perto dela.

- Eu quero ficar com você, Leah. Eu fico aqui, em La Push, em qualquer lugar se você quiser. Ta na hora de dar um rumo pra minha vida com alguém com quem eu tenha futuro. Você.

Ela respirou profundamente. Eu tinha a impressão que ela estava se controlando para não chorar.

- Mas, se você não me quiser, eu vou embora, eu deixo você em paz e você nunca mais vai precisar ouvir falar de mim.

Eu tentei levantar. A minha intenção era ir embora. Ela estava começando a ficar alterada, eu podia ouvir seu coração batendo mais forte e eu não queria que isso acabasse piorando o estado dela. Mas, ela não deixou. Seus dedos encostaram na minha mão com suavidade e quando eu segurei sua mão, ela apertou meus dedos com o pouco de força que tinha.

- Você quer que eu fique?

Ela piscou com força e eu voltei a deitar a cabeça ao lado dela.

PARTE 98 – SETH

Royce estava novamente com a gente. Ele havia se tornado um companheiro de jogo de baralho. Era a única coisa que fazíamos de divertido enquanto dávamos o nosso plantão no hospital.

- Há! Ganhei – ele disse animado.

- Você trapaceou.

- Não trapaceei não.

- Ah...que lindo....

Nós nos viramos para Mary.

- Que foi? – perguntei.

Mary virou a revista que estava folheando para mim e eu e Royce vimos uma foto grande de um lobo com um filhotinho.

- Não é lindo? – ela perguntou

Eu e Royce nos encaramos.

- Eu sempre quis ter um cachorrinho, já pensou que legal se eu tivesse um lobo? – ela completou.

Royce soltou uma gargalhada tão alta que fez as pessoas ao redor nos mandarem ficar quietos.

- Você gosta de lobos, é? – ele perguntou.

Acho a organização deles fascinante. Minha tese de mestrado foi sobre a alcatéia, sobre a forma como eles agem.

- Que legal, Mary, então o Seth vai te levar pra conhecer uns lobos...

Fechei a cara pra ele e ele gesticulou com a boca: "já ta na hora".

Ele estava certo.

- Sério? Como? Quando? – ela parecia uma criança feliz.

- Hum...depois, quando Leah for pra casa, está bem? Não quero pensar muito em outra coisa agora.

Ela olhou sorridente para a foto.

- Há uma reserva de lobos por aqui? Nunca ouvi falar...

- Tem sim...eu te levo lá um dia desses.

Ela levantou e me deu um abraço e eu sorri porque pensei que aquilo seria mais fácil do que eu estava pensando.

- Que bonitinho os pombinhos....ou eu deveria dizer lobinhos? – falou Royce sacaneando.

Taquei uma revista nele.

- Seth! – chamou alguém atrás de mim.

Virei e vi Nahuel em pé.

- Posso ficar hoje aqui com a Leah?

- Claro. – respondi. – mande um beijo pra ela, fala que eu volto logo.

Ele fez que sim com a cabeça e voltou para o quarto.

- Bom, então vamos embora né?

Royce levantou e eu também.

- Acho que é melhor você ir para casa descansar também, Mary, o Nahuel não dorme muito, ele vai ficar bastante tempo por aqui.

- Tudo bem, eu volto com você depois então. Eu tenho que ligar para os meus sobrinhos.

- Como eles estão? Nem perguntei se eles chegarem bem.

- Estão bem sim, mas eles são uns linguarudos. Contaram pra família inteira que eu estou namorando.

- Que bom. Então agora você não pode mais negar.

Ela corou e andou colada em mim enquanto andávamos até o carro dela. Royce ficou do outro lado, mais perto do carro dele.

- Mais tarde a gente se vê, então. – falei.

Ela piscou os olhos de uma maneira graciosa.

- Parece coisa de menina, mas eu já estou com saudade.

- Você é uma menina. A minha menina...

Ela riu e me beijou e, depois de Royce buzinar freneticamente, eu fui para La Push. Antes de qualquer coisa, porém, eu ia ver como Jacob estava.

PARTE 99 – NESSIE

Quando abri os olhos eu nem mesmo tinha consciência que os estava abrindo. As imagens que eu via não passavam de borrões claros, tão brancos que chegavam a ser ofuscantes.

A primeira coisa que, de fato, vi, foi o copo com água ao lado de uma cabeceira branca.

Depois vi o abajur e a janela semi aberta.

Tudo era tão branco e estranho que demorei a entender.

- Querida? Você está bem?

Os olhos de minha mãe estavam castanhos e levemente vermelhos.

Eu estava em um hospital e ela deveria estar ali há muito tempo.

Essas foram as únicas certezas que tive naquele momento.

Edward apareceu logo depois com Carlisle.

- Ela está reagindo muito bem. – disse Carlisle para Edward, depois voltou-se para mim – Como se sente?

- Estranha. –respondi

- É normal. Daqui a pouco você vai se sentir forte de novo. Quando formaos para casa você poderá beber sangue e se sentirá bem melhor.

Minha cabeça estava começando a funcionar e, então, senti um aperto no peito. A aflição tomou conta de mim. Senti minha voz falhar e meu coração acelerar.

- Jacob?!

Os três se entreolharam e me senti fraca e com medo. Carlisle segurou minha mão.

- Renesmee, Jacob está na reserva. Estamos sem notícia desde ontem, mas ele deve estar bem.

- Deve estar bem não significa nada pra mim. Preciso vê-lo.

- Você não está cem por cento. – disse meu pai

- Eu preciso ir lá ver ele. – repeti tentando sentar.

Carlisle apoiou a mão nas minhas costas e me ajudou a sentar.

- Ela só vai ficar ainda mais nervosa se não for. Não é bom que ela fique por aqui muito mais tempo, podem desconfiar. Só eu até agora vi os exames dela. Vamos levá-la até a reserva, depois vamos para casa.

Bella e Edward concordaram.

- Vou pegar uma cadeira de rodas.

- Não precisa, eu...

Carlisle lançou um olhar muito significativo e eu me calei.

Me troquei botando um vestido confortável e menos de uma hora depois estávamos chegando na reserva. Eu estava com medo. Bella apoiou minha cabeça em seu ombro e fez carinho no meu cabelo.

- Renesmee, ele está bem. Você fez um ótimo trabalho.

- Será que funcionou mesmo?

- Claro.

Edward não deixou de correr com o carro, mas me olhou através do espelho.

- Só você poderia salvá-lo. Você era a única que não era venenosa ali, então poderia mordê-lo e sugar o veneno. Por outro lado, uma pessoa comum teria morrido ao entrar em contato com a substancia. Você mesma foi muito afetada, Nessie, e eu fiquei muito preocupado, até mesmo bravo com você.

- Pai...!

- Mas eu entendo. Você foi a heroína da vez, como sua mãe foi e continua sendo até hoje.

Eles sorriram e um leve alívio me fez relaxar. Por telefone, falei com Alice e prometi que daria noticias a todos muito em breve.

Quando chegamos todo o bando estava ali bem na frente da casa de Jacob. Somente Leah não estava presente.

Olhei de forma indagativa para Bella. O olhar dela me disse que Leah estava bem.

- E o Nahuel, você sabe....? –comecei.

- Ele está com ela. – respondeu Edward.

Fiz que sim com a cabeça e passei pelos lobos. Eu teria que conviver com Leah. Agora isso estava ainda mais claro. Por incrível que pareça, não fiquei com raiva disso. Por mais que tivéssemos problemas uma com a outra, nós amávamos as mesmas pessoas e éramos mandonas e teimosas do mesmo jeito. Eu aprenderia a lidar com ela, mesmo que isso significasse que nos estapearíamos muitas vezes ainda. Se Jacob ficasse bem mesmo, eu faria qualquer coisa por ele.

Bella e Edward ficaram na sala com Alana, Royce, Seth e Kate e eu segui pelo corredor. Parei na porta e respirei fundo para tomar coragem. Quando entrei, ele estava dormindo de lado e eu só podia ver as costas dele.

Sentei na cama e toquei seu ombro. Estava quente e isso me fez ficar mais tranqüila. Eu só queria que ele ficasse bem logo. Eu queria que ele acordasse porque eu só ia me sentir aliviada quando ouvisse a voz dele.

- Ele precisa se recuperar, Ness. Vai demorar um pouco ainda para ficar tudo bem.

Eu olhei para trás e encarei Royce. Kate estava logo atrás dele com uma expressão extremamente triste.

Eu sorri um sorriso forçado.

- Acho que chega de vampiros por enquanto pra ele. Então, melhor eu ir embora.

Kate fez uma careta assustada e olhou para cima encarando os olhos de Royce.

- Peraí, então vampiros existem mesmo?

Royce deu um risinho grave e olhou para mim. Ah, droga....as coisas estavam tão loucas que nem me toquei que Kate estava um pouco a parte de tudo. Que idiotice...

- Longa historia Kate.

- Você-cê....é uma vampira mesmo, Ness? É isso....é por isso que você disse de vampiros e falou que precisa ir embora?

- Hum...mais ou menos.

-Mais ou menos???

- Olha Kate, você vai conviver com a gente, então é melhor você saber de uma vez. Toda a minha família é de vampiros e eu sou meia-vampira. E, a propósito, Esme não é minha mãe, nem Carlisle é meu pai. Bella e Edward são.

Kate ficou tão pálida quanto qualquer vampiro.

- Céus...por isso ninguém comia naquela casa....

- Pois é.

- Como não desconfiei antes? Se lobisomens existem, faz total sentido que vampiros existissem também. Aquele homem que tentou...

- Exato – respondi – vampiro...

- Minha santa Maria....

- Tudo bem por aqui? – perguntou Carlisle na soleira da porta fazendo Kate pular de susto.

- Tudo bem – respondi – Kate acaba de saber de nós.

Carlisle sorriu.

- Está com medo, Kate?

Ela se encolheu agarrando o braço de Royce.

- Ahm...tô assustada, mas não poderia ter medo de você depois de conviver tanto tempo com a sua família. Só, por favor, não me assusta assim chegando devagarzinho. Mas me responde uma coisa; vocês chupam sangue, viram morcego e coisa e tal?

- Não...- respondi.

- Nós caçamos animais. – completou Carlisle.

- Ufa. Que alívio...

Carlisle sorriu e logo depois nos expulsou do quarto para poder examinar Jacob. Eu queria ficar lá, mas ninguém deixou. Alice apareceu lá horas depois e me levou embora quase que a força.

De noite não consegui dormir mesmo me sentindo exausta com tudo o que havia acontecido. Eu dormia e acordava assustada. Nos meus pesadelos, Jacob morria.

Não consegui ficar em casa. Vesti uma blusa surrada e dirigi até Forks. Quando cheguei na casa de Jacob muita gente da tribo estava na frente da casa. Uma fogueira estava acesa e, por um momento, tive medo que aquilo fosse um rito fúnebre. Sai correndo na direção de Royce quando o vi.

- O que ta acontecendo? Que houve com ele?

- Calma, Nessie, ele ta se recuperando ainda.

- Pra que tanta gente aqui?

- Eles estão rezando para os espíritos ancestrais ajudarem Jacob a melhorar.

- Espero que funcione mesmo.

- Vai funcionar, não se preocupe.

Corri para dentro da casa dele e quando entrei no quarto Alana segurava a mão dele.

- Como ele está? – perguntei me ajoelhando ao lado da cama e colocando a mão na testa dele para ver se a sua temperatura estava quente como o normal.

- Ele está lutando muito. Ele não é alpha à toa Nessie, ele está lutando muito pra ficar vivo.

- Você acha que ele está melhor?

Alana me olhou por um momento depois voltou a olhar para Jacob.

- Ele melhorou um pouco, mas ta igual há quase duas horas...

O celular dela vibrou de repente. E ela o atendeu rapidamente com medo que Jacob acordasse com o barulho.

- Alô?/ oi....../ não...não posso/ já disse que não posso/ to ocupada/tchau.

Eu a olhei curiosa, mas achei indiscreto perguntar.

Ela sorriu para mim.

- Era o Tom.

- Tom?

- É...o Tom, você conhece, o cara em quem meu irmão bateu..

- Alana esse cara, ele é...

- Um escroto idiota. Eu sei disso. O Royce e a Kate já me falaram isso também, mas eu gosto de desafios.

- Mas é perigo...

- Perigoso? – ela riu- Nessie, eu sei muito bem me cuidar. Eu acho que ele é que tem que ter medo de mim.

- Hum...então, você...teve...você sabe...

- Não, Nessie, eu não tive o imprinting com ele, mas porque não aproveitar enquanto não acontece comigo? Além disso, acho que eu vou fazer um bem para a humanidade se eu ensinar ao Tom algumas coisinhas básicas sobre bom caráter.

Sorri. Ela estava mesmo se transformando em uma mulher.

Ficamos um tempo em silêncio e eu a observei deitar o rosto em uma das mãos de Jacob. O convívio com o bando me ensinara que aquele era um sinal de respeito e submissão.

Não falei nada, mas sei que ela chorou.

Quase uma hora depois, enquanto eu segurava uma mão dele e ela a outra, ela puxou assunto novamente.

- Sabe...tenho inveja de você.

Eu endireitei o corpo para poder ver o rosto dela.

- Por que?

- Porque você é o imprinting do Jacob. E ele sempre foi uma pessoa que eu admirei muito, apesar de no início ter relutado um pouquinho em tê-lo como alpha. Agora é inimaginável não ser ele. Acho também que eu tenho inveja dele também, eu queria ter meu imprinting, como ele teve com você.

- Não se preocupe, um dia vai acontecer. Como você mesma disse, é melhor aproveitar enquanto não acontece, não é mesmo?

- É... com certeza, ficar esperando é que eu não vou...– ela disse num meio bocejo.

- Pode ir Alana, eu fico aqui com ele.

Ela pareceu indecisa.

- Está tudo bem, eu não vou embora.

Ela levantou estalando as costas e antes de sair do quarto me encarou de forma séria e doce ao mesmo tempo.

- Não vai mais embora, não magoa mais ele. Jacob já sofreu muito.

Senti as lágrimas arderem meus olhos.

- Não se preocupe. Eu não vou a lugar algum sem ele.

Ela sorriu.

- Ótimo. Até amanhã então.

- Até amanhã.

PARTE 100 – KATE

Passamos a noite dançando e cantando em volta da fogueira. Eu repetia os movimentos de Royce. Aquilo era um rito muito interessante e, por incrível que pareça, senti um vento estranho passar velozmente por mim de um jeito mágico. Foi muito rápido, mas eu tive certeza de que quando ele passou pela fogueira, ele moldou a fumaça que saía dela em um formato de lobo.

- Os espíritos estão aqui – Royce disse. - Os espíritos de todos os lobos da tribo. Eles vão cuidar de Jacob. Não está na hora do nosso alpha partir.

Apertei sua mão.

- Você um dia será um espírito também? – perguntei

- Quando você não estiver mais aqui, Kate, eu vou ser um espírito também.

Olhei-o fascinada.

- Não pense nisso agora, meu espírito estará preso a você até o fim.

- Não haverá fim – eu disse – apenas novos começos.

Ele me rodopiou no ar e nós voltamos a dançar enquanto a fumaça nos embalava como lobos correndo.

PARTE 101 - RENESMEE

Eu ainda segurava a mão de Jacob quando seu corpo tremeu. A convulsão veio mais forte do que eu esperava. Seus olhos reviraram e ele arqueou as costas levantando o corpo da cama.

As lágrimas escorreram abundantemente pelo meu rosto enquanto eu o ouvia urrar de dor. Seu estado agora era semi-acordado. A dor era forte o suficiente para trazê-lo de volta.

Sofri ao vê-lo sofrer tanto e desejei que fosse eu ali no lugar dele. Jacob não merecia aquilo. Eu, por tudo que havia feito, merecia.

Abracei seu corpo me deitando ao lado dele e encostei a boca em sua orelha.

- Jake, é a Ness, fica calmo. Vai dar tudo certo. A dor já vai embora. Eu to aqui com você, eu não vou embora.

Mais um espasmo em seu corpo, mas dessa vez ele mordeu o lábio e me segurou com força.

- Eu to aqui...- eu repeti – a gente vai ficar junto e vai tudo ficar bem.

Ele relaxou aos poucos enquanto eu cantava uma música antiga que ele costumava cantar quando eu era pequena.

I am a wolf,
wild, fierce and free.
Living in forests and mountains,
stretching as far as the eye can see.

I am a wolf,
I'd never want to be anything more.
And I hope that even after I'm gone,
there will be wolves forevermore.

Senti seus músculos relaxarem e no final da música ele parecia dormir tranquilamente. Um vento fez meus cabelos voarem, então, eu levantei e fechei a janela. Mesmo assim, o vento não desapareceu e levantou o lençol da cama de Jake ondulando ao redor de seu corpo. Ele suspirou profundamente e depois embarcou em um sono ainda mais profundo.

Apoiei minha cabeça em seu ombro e zelei a noite dele como tantas vezes ele fizera comigo.

PARTE 102 – ALANA

Cheguei cedo na casa de Jacob. Nessie estava toda torta ao lado da cama dele. Jacob estava esparramado e parecia muito bem, bem a ponto de dar aquelas leves roncadinhas engraçadas dele.

- Ei, Nessie, levanta um pouquinho. Eu fico aqui com ele.

Ela acordou um pouco nervosa.

- Droga. Dormi.

- Você também ainda está se recuperando. Não se culpe.

Ajudei Nessie a se levantar.

- Eu fico com ele – disse Royce – vão lá comer muffin – eu mesmo é que fiz – ele disse orgulhoso.

- Nossa que lobo mais prendado... – disse Nessie ainda sonolenta.

Ele sorriu.

Comemos tomando suco. Mary estava conosco, mas Seth estava apagado no sofá de Jacob. Conversamos sobre os homens da tribo. Eles eram bem parecidos.

- Eu só não entendo porque eles precisam estar sempre sem camisa. – comentou Mary.

- Ah, um dia você entende – disse Nessie.

- Eu estou sempre de top. – comentei – é uma coisa, hum...cultural.

Nessie deu um risinho.

- Bom, então ta...- Mary comentou enquanto pegava mais um muffin. Ela mal sabia que, em breve, ela entenderia perfeitamente bem.

Fiquei com Jacob enquanto Nessie ia para casa tomar banho e trocar de roupa. Era engraçado que nos revezássemos tanto para cuidar dele. Eu achava incrível, por exemplo, quando Bella ficava com ele. Se eu fosse o marido dela, eu ia morrer de ciúmes, mas talvez o que havia entre aqueles três não poderia ser entendido racionalmente. Edward estava acima dessas coisas, Bella e Jacob, também.

Quando Nessie voltou, Tom já estava na tribo. Eu, afinal, havia marcado de sair com ele, depois de tantas ligações dele.

Royce o encarou com uma expressão que se assemelhava a "vou matar você se tocar na minha irmã", o que pareceu surtir efeito. Na minha opinião, aquilo era desnecessário, afinal, ninguém nunca ouviu falar em "chute no saco"?

Nessie foi para o quarto ficar com Jacob e eu saí de casa depois de dar um beijinho em Royce. Kate parecia feliz com tudo aquilo, talvez ela tivesse mais confiança em mim do que o meu irmão.

Tom ficou feliz em sair dali. Antes que ele pudesse entrar no carro novo dele, aquele que ele tinha tanto orgulho e falava sem parar, eu tirei a chave da mão dele e andei em direção ao banco do motorista.

- Ei! – ele reclamou.

- Você quer sair comigo, ou não quer?

- Quero.

- Então eu dirijo.

- Mas...

- Nada de mas...mas... eu acabei de aprender a dirigir e quero treinar. Se você não quiser me dar essa experiência, eu aposto que haverá quem queira.

Tom abriu a porta do carona e eu ri porque, no final das contas, fora ele quem tinha metido o rabo entre as pernas.

PARTE 103 - RENESMEE

Entrei no quarto devagar. Não quis acordá-lo, mas quando eu sentei na cama ele se virou. Era a primeira vez que ele demonstrava uma reação mais consciente.

- Não se mexa... – sussurrei

- Hey Ness...

- Shh...fica quietinho, não precisa falar nada.

Meus olhos encheram-se de lágrimas. Ele estava bem, meu Deus, ele estava bem!

Ele esticou o braço e me puxou para perto fazendo com que eu encostasse em seu corpo. Apoiei a minha cabeça em seu ombro e afundei meu rosto ali, na curva do pescoço dele.

Eu havia errado tanto, feito ele sofrer tanto, que agora era injusto que eu estivesse com ele. Eu não o merecia. Agradeci por ele estar vivo mentalmente repetidas vezes enquanto ele respirava calmamente. Eu ainda era uma pessoa mimada e egoísta. Tão egoísta que eu não conseguiria admitir ficar sem ele, mesmo merecendo isso. Tantas coisas eu havia feito...mas eu tinha plena consciência disso e eu mudaria tudo de ruim que ainda restava em mim. Por ele, por Jacob. Porque eu não me permitiria fazê-lo sofrer mais, nunca mais.

Minhas lágrimas emocionadas escorreram pela pele quente dele.

- Não chora.... ta triste em ver que não se livrou de mim, é?

Não pude evitar o riso nervoso.

- Ah, Jake! Como você pode brincar assim?

Ele deu um beijinho na minha cabeça.

- O que aconteceu comigo?

- Morderam você e eu tirei o veneno.

- E aí?

- E aí eu fiquei no hospital um tempo. E você ficou aqui se recuperando.

- Sério?

- Sério. Eu fiquei tão preocupada esse tempo todo, você parecia estar tão mal. Eu quase morri com você.

- Literalmente. –ele disse.

- É. Mas não era disso que eu estava falando. Ver você....ver você.....

- Me ver....?

A palavra ficou presa na garganta até eu deixar mais lágrimas caírem.

- Ver você morrendo....acabou comigo.

- Eu to bem, não to? Para com isso.

- Só de pensar que você podia...

- Não pense. Eu não vou a lugar algum.

Eu me desencostei e me apoiei sobre o peito dele olhando-o nos olhos.

- Promete que não vai a lugar nenhum sem mim a partir de agora? Promete que a gente não vai mais se afastar?

Ele sorriu um sorriso feliz e brincalhão.

- Prometo te perturbar pela eternidade.

- Jake, eu não quero me separar de você. Nunca mais. Você aceita ficar pra sempre comigo?

- Eu....

Eu o olhei assustada por um momento. Ele estava hesitando?

- Jake?!

- Você ta em cima do meu pulmão. – arfou.

Eu levantei o corpo e observei as veias de seu tórax pulsarem.

- Ah! Desculpa! Você ainda está se recuperando!

Ele respirou profundamente.

- Pelo visto você vai ter que ter cuidado comigo. Há! Quem diria, hein?

Rimos e o beijo dele na ponta do meu nariz me trouxe a sensação de que nada estava mais certo do que nós ali. Eu era a criança que ele protegia, a garota que ele ajudava, eu também era a mulher que ele amava e ele era meu amigo, meu conselheiro, meu protetor, meu amante.

Ele me beijou de uma forma doce e aquele foi o primeiro beijo de nossa eternidade. Envolvi-me entre seus braços e o abracei apertado. Ele deu um daqueles risos guturais e gostosos que só ele sabia dar e eu o olhei no fundo de seus olhos. Eu o olhei pretendendo ver sua alma, mas em seus olhos eu vi a minha também.

THE END

Acabouououou, acabouuuuu..........

Foi muito bom enquanto durou gente, adorei escrever e adorei ouvir a opinião de cada um, mas, já tava na hora de terminar.

Vou, com certeza, escrever mais e aí aviso vocês quando postar algo novo.

Tô em dúvida sobre o que escrever, então gostaria que vocês votassem na minha próxima fic:

a- Edward, Bella e Jacob (sem distinção de quem vai ficar com ela)

b- Nessie, Jacob e Leah (sem distinção de quem vai ficar com ele)

c- Vários casais (sem distinção de quem vai ficar com quem – pode rolar Rosalie com Jacob e qualquer outra coisa maluca)

e- Jacob e Nessie + alguém + problemas ( novo final para Breaking Dawn – Nessie vai morar com os Volturi – essa foi a condição para que eles a deixassem viva – e um belo dia ela volta para casa.)

Bom, eu explico melhor depois que vocês escolherem

Bom, deixo aqui o meu muuuuuuito obrigada a todos.

Um beijo,

Misure Foxtail (Mise)