Remus abriu os olhos, viu Severus sentando em uma cadeira vestindo apenas uma calça social. Os olhos negros brilhavam em desejo, luxuria e outra coisa que Remus não conseguiu identificar mas gostou, havia uma corrente em sua mão e Remus então sentiu que ainda usava a coleira de Moony.

Uma excitação varreu seu corpo, ali nu sobre o colchão. Seus olhos encontraram os do amante que deu um leve puxão na corrente o chamando.

- Venha cá Lobo.

Remus não pensou duas vezes e engatinhou até seu "dono" se ajoelhando entre suas pernas e apoiando as mãos nas coxas. Severus se inclinou e segurou seu queixo, havia um sorriso luxurioso e misterioso nos lábios finos.

Remus se remexeu, seria uma manha sábado interessante.

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Harry e Draco saíram da Dedos de Mel carregados. Harry quase provara todos os doces da loja se Draco não o tivesse impedido, o menino quis levar doces para os pais, para o Draco, pra si, para Hagrid, para Sirius e outras pessoas mais e Draco não se importou em pagar.

- Está com fome?- Draco perguntou depois, quando eles passaram pelo Três Vassouras.

Harry que fez um sim com a cabeça, esfregando o nariz desajeitadamente e esticando os braçinhos pedindo colo. Assim que foi pego, enterrou o nariz gelado no pescoço de Draco, este riu e os guiou para dentro do aconchegante e quente interior do restaurante.

Sentaram-se em uma mesa perto da janela e Harry esticou o pescoço para observar o movimento na rua.

- O que você vai querer? – perguntou, se sentando ao lado do menino e lhe mostrando o cardápio.

- Posso pedi purê de batata com frango e molho? – Harry perguntou sorridente.

- Claro que pode. – Draco riu, beijando os cabelos negros.

Logo Pansy e Blaise se juntaram a eles. Os quatro passaram uma tarde agradável e so voltaram para o castelo quando a noite já caia.

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O domingo passou depressa, Harry chamou a atenção de muitos Sonserinos no salão comunal da casa, onde foi paparicado pelas meninas. Draco, Pansy, Blaise e Harry almoçaram no Três Vassouras novamente e depois seguiram para um parquinho onde Harry já havia brincado no sábado, mas repetir a diversão nunca era de mais.

Remus e Severus esperavam ansiosos a volta pra casa. Logo viria a tona a misteriosa morte de Lucius Malfoy, e de jeito nenhum poderiam dar pistas de que eles estavam envolvidos no caso, por isso, na terça feira, duas horas após o sol nascer, eles estavam deixando a Mansão Malfoy.

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Estava em todos os jornais, Lucius Malfoy estava morto. Draco foi bombardeado por cartas e berradores exigindo entrevistas exclusivas, alguns repórteres tentaram entrar no castelo, mas Dumbledore os expulsou. O alvoroço foi maior, pois ninguém foi convidado para o enterro, a Sra. Malfoy fez uma breve manifestação em um lamento frio sobre a morte do marido. As circunstâncias da morte eram desconhecidas e o Ministério não pareceu muito disposto a descobri-las.

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Peter Pettigrew corria o maximo que suas pernas rechonchudas permitiam, ele sabia quem era aquele animal negro que corria atrás de si. Conseguiu adentrar pela densa floresta que rodeava o pequeno vilarejo onde se escondia pelos últimos quatro anos. Olhando para trás viu que a sombra negra não mais o seguia, respirou aliviado e se virou para frente, só para sentir o ar fugir de seus pulmões novamente.

A mão fria de Severus Snape apertava sua garganta com força, o Mestre de Poções nada disse, apenas colocou a ponta da varinha em sua temporã e a ultima coisa que Peter viu foi o sorriso satisfeito no rosto do homem.

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Harry estava no escritório de Albus, ele haviam comido muitos doces diferentes, o Diretor havia lhe mostrado os artefatos interessantes de sua sala. Agora Harry estava sentado sozinho, Dumbledore havia saído para resolver um problema com alunos, deixando o menino sob a supervisão dos quadros e de Fawkes.

Ele estava muito ancioso, logo seu padrinho Sirius se juntaria a família. Harry rabiscou outro boneco, dessa vez azul escuro, vez um sol bem sorridente e escreveu o nome de cada pessoa. Depois vez um desenho dele mesmo com Hagrid e Canino, colou duas paginas para poder fazer o gigante e seu cachorro ao lado fez um desenho de si mesmo, bem menor, em gravetos verdes com riscos pretos em volta da cabeça.

Harry bufou entediado, largando o lápis que usava para colorir. Por que estava demorando tanto? Seus papais lhe disseram que passariam um tempo longe, quase um duas semanas agora, onde estariam trabalhando duro para tirar seu padrinho Sirius daquele lugar triste e frio, onde ele ficou sozinho por tanto tempo.

- Paciência é um exercício que praticamos a vida toda Harry – a voz serena de Albus soou. O Diretor atravessou a sala e se sentou na cadeira ao lado da de Harry, ambas em frente a mesa do Diretor.

- Eu quero ver o Sirius logo – disse um pouco emburrado, cruzando os bracinhos.

- Seu pai James era tão impaciente quanto você – ele disse com carinho na voz. – Sirius também nunca foi um grande praticante da paciência – admitiu risonho.

- Mas é que ta demorando muito...- afirmou o menino – To com saudade dos meus papais e do Sirius também. O Draco disse que essas coisas demoram, mas eu não quero mais esperar. O Sirius ta triste, eu não quero que ele fique trsite porque eu gosto muito dele, o Draco disse que a gente podia compensar depois, mas eu não quero, o senhor acha que o Sirius vai querer morar com a gente?

- Claro que sim Harry – o Diretor se levantou e estendeu a mão para o menino – Vamos para o jantar, Draco deve estar esperando por você.

Enquanto caminhavam lentamente para o Salão Principal, Harry segurando sua mão com firmeza, Dumbledore pensava sobre a delicada situação de Sirius. Havia conversado pela lareira com Severus, mesmo com a capitura de Pettigrew, havia algins pontos onde o Ministério insistia que ligavam Sirius a Voldemort, eles ainda se mostravam extremamente impiedosos em relação aqueles que estiveram ligados ao Lord. Albus não lhes tirava toda a razão, mesmo passado cinco anos, a guerra ainda recente para aqueles que participaram, as vezes ele mesmo tinha alguns pesadelos sobre as coisas terríveis que havia visto. Olhando para o menino que mastigava o cordão do capuz de seu casaco, não conseguiu reprimir um sorriso, Dumbledore sempre soube que o amor derrotaria Tom, mas nunca pode contar que seria através de um menino com menos de um ano.

Assim que entraram no salão, Harry se dispidiu e foi correndo para a mesa da Sonserina, se sentando ao lado de Malfoy. O menino deu um beijo estalado nele e outra na Srta. Parkinson, ganhando beijos e carinhos também. Ja sentado em sua mesa e dando o inicio ao jantar, continuou observando a dupla, sorriu internamente, coisas muito boas poderiam sair dali.

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Sirius havia idealizado aquilo varias e varias vezes, mas nunca pensou que a realidade pudesse ser tão mais bonita, viva, colorida e doce.

Harry vinha correndo em sua direção, os cabelos rebeldes mais bagunçadas pelo vento, um sorriso enorme no rosto. Sirius se agachou e recebeu o menino nos braços, que se pendurou em seu pescoço e riu alto quando o padrinho os girou.

- Sirrriiiiuuuusss!

- Ah Harry eu senti tanto a sua falta – sussurrou enterrando o rosto nos cabelos revoltos.

Harry se afastou e ancarou o padrinho

- Agora você vai mora com a gente pra sempre né?

Sirius não conseguiu responder, ele apenas acentiu e apertou mais Harry contra o peito.

- Finalmente voce está livre meu filho! - Dumbledore disse com um sorriso - Seja bem vindo.

Sirius sorriu, caminhando pelo castelo, junto com Remus e Severus. Foi recepcionado por uma grande festa, varios antigos membros da Ordem, toda a familia Weasley, velhos conhecidos. Com um suspiro satisfeito, ajudou Harry a comer os salgadinhos que tinha na mesa, seu afilhado riu e enfiou um salgado em sua boca, quase o fazendo engasgar. Nada poderia ser melhor que aquilo.

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Em duas semanas o ano letivo terminaria e Draco estaria formado, porem era difícil explicar para Harry que eles não se veriam mais com tanta frenquência, mas que ainda assim Draco viria visitá-lo e Harry sempre seria bem vindo na nova Mansa Malfoy.

- Você vai embora pra sempre? – a voz chorosa de Harry soou contra o pescoço do loiro, que o afastou para poder encarar o garotinho.

- Claro que não Harry – disse, limpando a face rosada com a costa dos dedos – Eu só não vou mais morar no castelo, mas sempre estarei aqui pra ti ver e também você pode passar os finais de semana comigo na minha casa nova.

- Eu não quero – Harry teimou – Quero você aqui comigo – voltou a abraçar o pescoço de Draco e a soluçar.

- Meu amor – Draco sussurrou – Eu sempre vou estar com você – ele acariciou as costas da criança – Sempre. Sempre. Sempre.

- Promete? – o moreninho fungou e afastou o rosto revelando os olhos verdes que agora estavam vermelhos pelo choro.

- Claro que sim – Draco garantiu com um sorriso – Você pode passar alguns dias das férias comigo e eu te garanto que logo, logo você terá uma surpresa – disse misterioso.

- Um surpresa? Qual?

- Vai ter que espera pra ver – Draco disse dando um tapinha no nariz arrebitado, fazendo o moreninho rir, e logo ele estava as gargalhadas com Draco, esquecido dos motivos pelos quais havia chorado.

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Quando Sirius pisou para fora da lareira, achou que havia dito o nome arrado. Aquela era a mansão Black? Onde estavam as paredes escuras, os moveis decadentes e os objetos das trevas? O que se via agora eram paredes claras, moveis de madeira um pouco mais escura, sofás e poltronas com forros de veludo de um tom vinho. Alguns objetos lhe eram familiares, vasos e o espelhos com a borda trabalhada com o Brasão Black. As janelas agora eram muito maiores, altas quase tomando toda a parede, permitindo a entrada do sol.

Sirius caminhou, a escada agora era da mesma madeira clara que o chão, olhou de relance para a cozinha, vendo que a porta tambem fora modificada, mas agora queria explorar os outros lugares. Os quadros escandalosos e principalmente o quadro de sua "amada" mãe haviam sido retirados e agora sobre o novo papel de parede havia uma infinidade de quadros de vários tamanhos e conforme Sirius ia subindo os degraus ele pode ver que eram fotos da época dos Marotos, fotos de tempos felizes, de aniversários, natais, dia das Bruxas. Uma foto o fez parar por um tempo, James abraçava Lilly por trás, e ambos tinham as mãos acariciando a enorme barriga que estava nos últimos estágios da gravidez.

Uma dor atingiu seu peito e a dominou por um tempo, mas agora não era hora disso. Nas outras fotos havia a de um James pálido, tremu-lo e sorridente, segurando um bebe recém nascido, outra com Sirius e Remus segurando o bebe pela primeira vez, o dia do batizado de Harry. Se seguiam uma infinidade de fotos com o desenvolvimento de Harry naquele ano e Sirius parou na que sabia ser a ultima, ele segurava o bebe Harry vestindo um macacão vermelho com desenhos natalinos, o menino ria e com as cosquinhas do padrinho e depois ambos sorriam para a foto. Fora a ultima vez que Sirius vira seu afilhado pelos próximos quatro anos. So haviam mais duas fotos depois disso, uma tirada na festa de boas vinda e de Harry sozinho, sujo de tinta, com Draco ao seu lado, ambos acenando pra foto.

Ele era um homem livre agora, livre, livre, livre. Liberdade. Finalmente ela era sua novamente.

Seguindo pelo corredor, Sirius viu que os quartos foram radicalmente modificados, o ambiente agora era arejado e claro, cada quarto era de uma cor. A biblioteca e a sala de musica não sofreram grandes modificações, mas estavam infinitamente melhores. Um quarto em especial lhe chamou atenção, tinha as paredes de um azul claro, uma cama infantil, uma estante com livros e brinquedos cuidadosamente arrumados em um canto, era um quarto especialmente para receber Harry e quando a compreenção o atingiu ele quase chorou.

Agora parando em frente aonde era seu antigo quarto, agora decorado em tons de azul e branco, pela primeira vez em muito tempo Sirius não se sentiu exlcluido ou deslocado, se sentiu em casa, uma casa que sempre foi sua e na qual morou por 16 anos, mas que agora era realmente sua casa.

N/A; Não briguem comigo plz, perdao pela demora, mas é que eu fiquei dodoi, e tb trabalhei nas ferias, tive boqueios, enfim. O proximo cap nao vai demora muito, eu juro, so que ele sera mais curto e mais corrido, pois sera a passagem do tempo. O tempo sera contado pelos aniversarios de Harry. Depois vamos direto para seu primeiro ano, onde vamos conhecer o love do Six huahuhuha. bjs