N/A: FullMetal Alchemist não me pertence... e sim a Arakawa-sensei, essa fic não possui fins lucrativos...do contrário eu continuaria pobre aff...

Olá everybody!

Aqui está o décimo segundo capítulo, dessa fic que tem sido mais longa do que eu esperava...

Esse capítulo é um pouco maior para compensar meu "desaparecimento"! Não preciso dizer por que desapareci né?! õ.o

Então não vou mais enrola-los!

Boa leitura

OBS:

"itálico" pensamentos da Riza

"negrito" pensamentos do Roy

OoOoOoOoOoOoOoOoO mudança de tempo, espaço ou personagem

Cap XII

Depois de um inverno rigoroso o sol novamente aquecia a Cidade Central e com ele trazia boas noticias.

- Como vai senhora Mustang? – perguntou Gracia numa tarde quando encontrou Riza na rua fazendo compras (algo que ela odiava, já que quando solteira mal comprava o necessário...)

A tenente não conseguiu esconder um sorriso, Gracia se tornara um grande amiga, mas passava muito tempo sem vê-la, com Elisia já estudando a viúva de Hughes gastava a maior parte dos seus dias com serviços domésticos ou lecionando culinária para algumas vizinhas.

- Vou bem Gracia, e como estão você e Elisia?

- Estamos indo muito bem, Elisia é muito inteligente. – sorriu com satisfação. – Você está muito ocupada?

- Agora? – perguntou e recebeu um aceno positivo de cabeça como resposta – Não, deixe-me apenas guardar essas sacolas no carro.

Foi até o automóvel preto e quando voltou sentou-se num dos bancos da praça mais movimentada da cidade, se estivesse fardada todos ficariam olhando mas agora como civil parecia invisível.

- Aconteceu algo? – perguntou fitando a mulher a sua frente.

- Não querida, apenas queria conversar – Gracia deu um sorris sincero.

- Que bom, também sinto falta de conversar com alguém. – confessou

- Eu imagino, você quase não tem amigas, e antes pelo menos tinham os rapazes para distraí-la agora cada um foi para um canto.

A tenente corou um pouco e sorriu de leve.

- Amigos contamos pela qualidade e não pela quantidade, eu sou grata por todos que tenho. – a frase arrancou um sorriso da morena sentada.

- Roy tem sorte de ter encontrado você, uma pessoa com um pensamento desses não é muito comum.

- Não sei se foi sorte dele. – disse com uma ponta de tristeza na voz.

- Por que diz isso?

- Minhas lembranças não estão totalmente normais, já recuperei muito mas ainda há algo a voltar, isso o tem deixado preocupado. – desabafou novamente

- Isso vai passar, os médicos disseram não é? – Gracia observou Riza fazer um gesto afirmativo com a cabeça. – Então não há por que se preocuparem, dê tempo ao tempo.

Continuaram conversando animadamente mais algumas horas, a viúva de Hughes dava dicas para Hawkeye sobre a vida de casada enquanto a tenente ouvia atentamente.

Antes de voltar para casa Riza resolveu passar em uma loja de animais e comprar algumas coisas para Black Hayate. Assim que entrou teve um surpresa.

- Riza! Que bom vê-la novamente! – disse o moreno que trazia uma tartaruga na mão.

- Johnny, como vai? – retrucou sem muito entusiasmo.

- Bem melhor agora eu diria. – respondeu fitando-a dos pés a cabeça deixando-a constrangida.

- Que bom. – deu as costas e começou a procurar a ração que seu cão gostava.

- Conte-me as novidades tenente, como vai o Marechal? – deixou transparecer um ponta de desdém ao mencionar o marido de Hawkeye.

A loira se virou e sorriu com cinismo, deu uma olhada na tartaruga nas mãos do General e respondeu.

- Vai muito bem, vejo que comprou um animal. – ainda sorria de forma sarcástica.

- Sim, gosto muito deles, afinal fui vizinho de um durante alguns anos. – disse isso sem reparar o olhar fuzilador de Riza.

- Entendo, fico feliz que tenha encontrar um animal que condiz com você. – foi a vez dela fita-lo de cima a baixo, deixou a loja rindo da cara que o moreno fizera diante de suas palavras.(1)

Quando chegou em casa encontrou Mustang já jantando, acompanhou-o na refeição, mas não disse nada a respeito do seu encontro com Johnny, sabia que Roy teria outro ataque de ciúmes. Depois de comer foi cuidar do cãozinho e treinar um pouco no campo de tiro.

Durante o restante da noite não conseguia parar de pensar em Johnny, mas não eram pensamentos bons, algo lhe dizia que uma coisa ruim estava prestes a acontecer.

- Bom dia tenente, tem uma encomenda para você. – Beth foi anunciando assim que viu a loira entrar no escritório logo atrás do marido.

- Bom dia, do que se trata? – pegou o pacote que a secretária lhe entregara.

- Não sei, um soldado veio trazer mais cedo, não se preocupe o coronel Falman já verificou e não há risco. – adiantou ao ver uma ruga de preocupação se formar na testa de Riza ao ouvir que a mulher não sabia do que se tratava.

Agora como esposa do homem mais importante de toda Amestris estava muito mais suscetível a prováveis ataques terroristas ou brincadeiras de mau gosto.

Ela então abriu o embrulho no corredor mesmo, quando suas mãos tocaram o conteúdo a tenente ficou sem entender ainda mais. Ergueu a peça enquanto Beth olhava numa mistura de perplexidade e encantamento.

O vestido negro de seda parecia ter sido feito para ela, pelo menos foi isso que pensou vendo o tamanho ao aproxima-lo do corpo.

Nessa hora Roy apareceu a porta e deu um sorriso travesso. Assim que Hawkeye percebeu sua presença se virou corada, já imaginava a discussão que teriam sobre a provável pessoa que enviara a bela vestimenta.

- Gostou? – o moreno perguntou sorrindo.

- Eu... como? Não acredito que foi você? – disse imitando as feições da secretária.

- Quis apenas fazer uma surpresa. Você não disse se gostou.

- É lindo, muito obrigada. – sorriu enternecida.

- Que bom, você vai usa-lo no baile anual. – declarou assim que entraram na sala.

- Mas pensei que não fossemos ter esse baile. –disse um pouco confusa.

- Não íamos, mas resolvi mudar de idéia, afinal os soldados também merecem um pouco de diversão. –sorriu

- Eu já fui algum desses bailes? – perguntou confusa.

- Sim, apenas um. – disse pensativo

FLASHBACK

- Você vai se atrasar Riza. – declarou Gracia que a esperava sentada na poltrona da pequena casa branca.

- Só um momento. – respondeu a loira que lutava contra o fecho do vestido negro.

- Eu posso esperar mas duvido que o coronel o faça! – riu ajeitando o laçinho de Elysia

- Ele vai ter que aprender. – disse sorrindo e aparecendo a porta.

Gracia não pode conter o sorriso de aprovação, se aquela imagem não fizesse Mustang se declarar nada mais o faria.

Riza usava um vestido azul royal com pequeninos brilhantes, um colar de prata singelo porém lindo, os brincos eram de igual metal e tinham a forma de corações. A tenente resolvera deixar os cabelos soltos que realçavam a pouca e quase imperceptível maquiagem que usava.

- Você ficou magnifica. – a amiga sorriu novamente e a menininha concordou com um aceno de cabeça.

- Eu agradeço. – a tenente disse corando levemente.

- Queria ver a cara do coronel.

- Ainda acho que deveria ir! – reiterou a loira pegando a bolsa.

- Não me sentiria bem sem ele. – disse com um ponta de tristeza na voz.

Riza consolou a amiga e depois saiu, sorte sua casa se próxima ao QG, assim nem precisaria pagar alguma condução, afinal, não ficaria bonito ela chegar num carro do quartel sendo apenas uma tenente.

Assim que adentrou o enorme salão viu uma das visões mais belas de sua vida, lá estava Roy Mustang de terno preto e gravata de igual cor, seus cabelos molhados haviam sido cuidadosamente penteados para trás onde apenas alguns fios caiam sobre a testa.

O coronel trazia um buquê de lírios brancos, quando a viu entrar teve que se conter para não ir até ela e beija-la, estava maravilhosa. No entanto refreou seu ímpeto e caminhou tranquilamente.

- Você está linda. – sussurrou fitando-a nos olhos e vendo seu rosto corar.

- Obrigada coronel... – sorriu sem graça.

- São para você. – entregou o ramalhete

- São lindos, mas como você sabia que eu prefiro lírios? – questionou enquanto ele a guiava para uma mesa no canto do salão.

- Eu simplesmente sei... – sorriu enquanto todos os outros militares olhavam a cena perplexos.

FIM DO FLASHBACK

- Me lembrei. –disse sentando-se sem fita-lo.

- Fico feliz, você está linda naquela noite, nunca mais esqueci a visão que tive.

- Espero que tudo corra bem nesse baile. – suspirou, sentia que as coisas não ocorreriam como o esperado.

- Eu também Riza... eu também – respondeu num tom baixo e com uma ponta de tristeza na voz.

Uma hora depois Mustang teve que comparecer em uma reunião importante e a tenente permaneceu na sala escrevendo algumas cartas e revisando relatórios, quando ouviu a porta bater.

- Entre.

- Tenente o General Forsyth deseja vê-la. – anunciou Beth.

- Não o deixe entrar, diga que não estou! – disse incomodada com a noticia, Roy não gostaria nem um pouco de saber que Johnny estava ali.

- Mas ele disse que... – antes que pudesse terminar o moreno já adentrara a sala com um sorriso charmoso retirando "delicadamente" a secretária do caminho.

- Que vergonha Riza, você ia mentir para mim? – disse já indo em direção a mesa dela, então virou-se para Beth que ainda olhava tudo atônita. – Feche a porta quando sair, por favor.

Ela obedeceu sabendo que de nada adiantaria retrucar

- O que quer aqui General? – perguntou baixando os olhos e voltando a trabalhar.

- Vim vê-la. – Riza não viu mas pode sentir o sorriso.

- Não deveria, meu marido não está.

- Exatamente por isso. – respondeu como se aquilo fosse óbvio.

- Saia. – havia perdido a paciência.

- Não sem antes ter umas respostas.

- Então pergunte. – suspirou ainda impaciente agora encarando-o.

Não pôde negar que aquelas gemas azuis eram encantadoras, contrastando com o negro dos cabelos dele. Foi então que se assustou com o fato de estar observando-o e pigarreou saindo do transe.

- Bem, primeiro por que você, digo, a senhora não foi a minha festa?

- Não estava com vontade. – disse num tom seco agora sem fitar os orbes.

Ele soltou uma gargalhada e fitou-a no fundo dos olhos, sentia que seu olhar a afetara como ele gostaria, iria investir naquilo.

- Muito bem, agora vamos a ultima pergunta, você vai me conceder uma dança no baile desse ano?

- Não. – ainda sem fita-lo esperou outra gargalhada, mas a reação dele foi totalmente diferente.

Sentiu então uma mão quente tocar seu queixo e levanta-lo até que os olhos se encontrassem.

- Só uma dança. – sussurrou.

Riza não sabia o que fazer, tinha que tirar aquele homem dali Roy podia chegar a qualquer momento. Estava prestes a entrar e m pânico.

- Está bem, mas vá embora. – disse se erguendo.

- Agora vou, já tenho o que quero, quer dizer, uma parte do que quero. – sorriu mais uma vez e deixou a sala, deixando também Hawkeye confusa.

No caminho para casa a tenente enfrentava um conflito interno, não sabia se contava sobre a visita de Johnny ou não.

- Você está quieta. – disse Roy enquanto dirigia rumo a alameda que antecedia a mansão dos Mustang.

- Estou pensando em algumas coisas. – foi tudo o que revelou sem fita-lo.

- Em quê? – perguntou curioso.

- No baile. – disse não tendo coragem de contar o que a atordoava.

- Não se preocupe tudo vai ocorrer como o planejado, digo, esperado. – se corrigiu e ficou aliviado ao ver que ela mal prestara atenção ao que ele dissera.

Quando chegaram em casa Riza foi providenciar o jantar enquanto Roy se banhava.

Assim que entrou no banheiro ouviu o telefone que havia mandado instalar no quarto tocar.

- Sim?

- Como vai o plano Marechal? – pergunto a voz conhecida do general Haruno.

- Melhor do que eu imaginava – respondeu com uma ponta de amargura na voz.

- Você sabe que está fazendo um sacrifício muito grande.

- Sim, eu sei. – e aquilo o perturbava toda noite.

- Os relatórios sobre as novidades de Galhardia serão entregues amanhã de manhã, eu mesmo os levarei.

- Está bem – respondeu sem dar muita atenção, agora estava preocupado demais com a sua atual situação e o tal "sacrifício".

- Não fique assim meu jovem, você está fazendo o melhor para Amestris. – Haruno sabia da dor de Mustang e do que ele perderia para conquistar uma provável vitória do país nos tempos que se seguiriam.

- Eu estou bem. – mentiu enquanto lágrimas se formavam nos olhos e escorriam pelo tampão e pelo olho saudável.

A muito tempo Roy se habituara com as lágrimas, nos tempos em que se "recolhera" chorava com certa constância, chorava por Hughes, por Riza e por todos que passaram por sua vida.

Desligou o telefone e entrou para o banho, sua batalha interna estava sendo travada novamente, o prêmio agora não parecia tão grande quanto o sacrifício.

Murmurou quando a água quente escorria sobre seu corpo e se misturava às pequenas gotículas que os orbes negros ainda insistiam em derramar.

- Sem dor... sem ganho...

Continua...


(1) - eu li certa vez numa comunidade do orkut que tartaruga segundo a cultura japonesa representa de forma metafórica o orgão sexual masculino. Vocês podem conferir isso vendo Love Hina!

Ai está!!

Ouvindo: Bleeding Love- Leona Lewis (meio pop eu sei, mas gostei da música) e All I need Within Temptation

Capitulo difícil de sair eu confesso, espero que consiga escrever o outro mais rápido! No final segue-se uma frase que traduz todo o conceito da troca equivalente e que eu amo de paixão, achei que era a cara do Royzinho...

O general vai colocar as asinhas de fora de agora em diante, vocês terão o prazer de ver o senhor Forsyth aprontando! (Johnny Forsyth é um nome inventado por um conhecido meu, mas o personagem é de minha autoria!)

Queria agradecer as reviews cos capitulos anteriores! Arigatou! Elas são de suma importancia para o andamento da fic...

Desculpem pelos erros de português, não pude revisar o capitulo...

Até o proximo

Kisu