Obrigado pelos reviews, seus lindos!
Obrigado a minha beta linda, se não fosse ela, eu só ia pagar mico nessa fic... XD
Ana Ackles, quero saber o q vc está achando do seu presente. Espero que esteja a sua altura.
BJ a todos e boa leitura.
Capítulo Doze
- Jensen! – Escuto Jared me chamar e quando me dou conta, ele está parado na minha frente.
Jared continua lindo e perfeito, mas eu percebo que ele está com olheiras. Será que ele não tem dormido por minha causa ou porque anda ocupado às noites? "Não!"
- Oi. – Ele diz.
- Oi Jared. – Eu respondo, controlando a vontade de gritar, perguntando quem é aquele filho da puta que está com ele.
- Como você está? – Ele pergunta.
- Vou mentir se disser que estou bem, e você? – Eu digo um pouco irritado e passo a língua pelo lábio. Ele encara a minha boca.
- Eu to levando...
Eu olho em direção a mesa, vendo que o rapaz nos observa com interesse.
- Ele é meu irmão Jensen. – Ele parece estar se explicando e sorri.
- Eu... – Eu baixo a cabeça, me sentindo ridículo, mas ao mesmo tempo aliviado. Será que ele percebeu meu ciúme? "Merda!"
- Você tá sozinho? Quer sentar com a gente? – Ele pergunta e eu me surpreendo. "O quê?"
- Eu... Eu não quero te atrapalhar Jared. – Eu respondo sem convicção. Não consigo me concentrar com ele próximo a mim e preciso de todo meu autocontrole para não agarrá-lo aqui mesmo. "O que será que ele faria se eu tentasse beijá-lo?"
- Você não vai atrapalhar Jensen. – Ele interrompe meus pensamentos e eu me derreto completamente. – Eu queria te apresentar pro meu irmão... Tudo bem? – Ele sorri covinhas e eu suspiro. "Oh Deus!"
- Tudo bem. – Eu digo com a voz falha e ele começa a andar. Eu o sigo, sentindo minhas pernas tremendo. Por que ele quer me apresentar para o irmão se ele terminou comigo?
- Jensen, esse é meu irmão Jeff. – Jared nos apresenta assim que chegamos à mesa.
- Muito prazer. – Ele se levanta e aperta minha mão.
- Igualmente. – Eu sorrio e por impulso me sento ao lado de Jared.
- Então... Você é o famoso Jensen? – Jeff diz e eu olho para Jared, que está ficando vermelho. "Ele falou de mim para o irmão?"
Um garçom se aproxima e eu peço uma cerveja. Preciso beber alguma coisa para tentar controlar essa maldita ansiedade e meu nervosismo. Não estava preparado para nada disso. Não que eu não esteja gostando, mas realmente esse convite de Jared me pegou de surpresa.
- Jeff veio passar a semana aqui em Vancouver, mas ele vai embora hoje. – Jared explica.
- Eu cheguei de surpresa na terça feira. – Jeff diz e sorri.
- Mesmo sabendo que eu odeio esse tipo de coisa. – Jared diz de uma maneira engraçada e eu sorrio.
Jeff começa a puxar assunto comigo e durante a conversa, percebo que não é só Jared que fala muito. Me conta várias histórias da infância e adolescência deles no Texas e volta e meia Jared o interrompe para contar sua própria versão das mesmas histórias. Jeff é muito simpático e agradável e me trata como se me conhecesse há muito tempo. O que será que Jared disse a ele? Será que ele sabe que nós terminamos? Será que Jared contou o motivo?
Volta e meia nossos braços e mãos se encostam e a vontade de tocá-lo e beijá-lo beira o insuportável. Jared me olha e sorri o tempo todo, parecendo um pouco ansioso, por que será?
Quando o almoço é servido, eu estou explicando a Jeff o que é a minha empresa e o que eu faço, e ele fica impressionado. Jared me elogia, e eu fico cada vez mais confuso.
- Com licença... - Jeff se levanta, dizendo que vai ao banheiro e eu continuo meu almoço quando sinto a mão de Jared em minha perna. Eu prendo a respiração. O tempo parece parar e meu coração também. Eu o encaro e ele sorri.
- O voo do Jeff sai daqui a uma hora. – Ele diz.
- Tudo bem... – É a única coisa que sai da minha boca.
- Você está de carro, veio com o motorista? – Ele pergunta. Sua mão ainda na minha perna e eu não sei se é coisa da minha cabeça, ou se ele a está apertando um pouco mais forte.
- Eu... Vim de táxi. – Eu minto não sei exatamente porque e passo a língua pelo lábio.
- Jensen, será que a gente podi... – Ele diz encarando a minha boca e um arrepio percorre meu corpo.
- O banheiro está em reforma, eu vou ao do aeroporto mesmo. – Jeff volta e se senta, nos interrompendo. "Merda!"
- Vou pedir a conta. – Jared tira a mão da minha perna e chama o garçom. Seu irmão pega a carteira e sinto vontade de dizer que eu posso e quero pagar ou pelo menos dividir a conta com eles, mas sinto pelo olhar de Jared que ele não quer que eu faça isso. Será que ele já está trabalhando?
- Tudo bem se o Jensen for ao aeroporto com a gente? – Sem me consultar, ele pergunta a Jeff, depois que o garçom se afasta. Meu coração quase sai pela boca.
- Claro! – O irmão de Jared responde e sorri pra mim.
- Então vamos. – Jared me olha e nos levantamos.
Eu não vou perguntar na frente de Jeff, mas algum motivo deve ter para Jared querer que eu vá até o aeroporto com eles. Será que ele quer conversar? Será que ele quer voltar? Odeio não saber o que está acontecendo, mas não posso estragar tudo com ansiedade. Não quero criar expectativas, mas definitivamente algo está acontecendo aqui.
- Não se estressa ok? – Ele diz próximo ao meu ouvido, colocando a mão nas minhas costas, e antes que eu possa digerir as palavras e seu toque, eu sorrio, ao ver o motivo delas. Nós vamos ao aeroporto no antigo carro dele, mas eu já sabia. Isso me faz lembrar que eu não posso esquecer de ligar para o meu motorista e pedir a ele que venha buscar o carro que deixei no estacionamento.
- Vai na frente Jensen? – Jeff pergunta e eu olho para Jared. Estou sem graça, sem saber o que responder.
- Vai... – Jared me encara e responde. Eu sorrio nervoso. Preciso descobrir o que está acontecendo e voltar a ter as rédeas da situação antes que eu surte de vez.
J²
Depois da emocionante despedida deles, nós andamos em silêncio até o estacionamento do aeroporto. Tenho medo de abrir a boca e descobrir que não é nada do que estou pensando. Quando chegamos ao seu carro, Jared quebra o silêncio.
- Você deve tá pensando que eu sou maluco não é? – Ele pergunta e sorri.
- Eu confesso que estou meio confuso aqui. – Eu respondo com sinceridade.
- Podemos conversar? Você tem algum compromisso hoje? – Ele pergunta.
"Eu desmarcaria com o Presidente e até com o Papa se fosse o caso." Eu rio com meu pensamento.
- O que foi?
- Não tenho nada marcado Jared... – Eu sorrio outra vez. – Então... Sua casa ou a minha?
- Pode ser a sua... - Ele dá de ombros e sorri covinhas. Nós entramos no carro.
- Você pediu demissão do restaurante. – Não sei se deveria tocar nesse assunto agora, mas eu não consigo me segurar.
- Eu te disse que ia fazer isso Jensen. – Ele responde calmamente.
- Já arrumou outro emprego? – Eu o encaro.
- Ainda não, mas eu já tenho algo em vista.
- Jared, eu poss...
- Jensen... – Ele me olha e sorri. – Está tudo sob controle, não precisa se preocupar com isso, ok?
- Tudo bem. – Eu suspiro e digo contrariado. Meu lado controlador gritando dentro de mim.
- O Jeff gostou de você... – Ele diz.
- Eu também gostei dele. – Eu penso por alguns instantes. – Você contou a ele sobre nós?
- Contei.
- Tudo? – Eu quero saber.
- Quando ele chegou de surpresa, eu fiquei um pouco irritado por que... Bem, você sabe porquê... Eu queria ficar sozinho, eu precisava pensar, mas no final das contas foi bom, porque nós conversamos bastante. Eu contei a ele tudo o que aconteceu desde o dia em que nos conhecemos, Jensen. – Ele para no sinal e me olha. - E ele disse que todo mundo merece uma segunda chance.
- É por isso que estamos aqui?
- Estamos aqui porque eu concordo com ele. – Ele sorri. Meu coração acelera.
- Mesmo se for uma terceira ou quarta chance? – Eu pergunto e ele sorri covinhas, não me respondendo e mudando de assunto. Passamos a conversar amenidades até chegarmos a minha casa e eu ainda não consigo acreditar que ele está aqui.
- Cerveja ou vinho? – Eu pergunto assim que entramos.
- Cerveja, tá um pouco calor pra vinho, não acha? – Ele responde e afasta a gola da camisa. Eu vejo que seu pescoço está um pouco suado. "Jesus!"
Eu peço para a empregada nos servir na varanda que tem na lateral da casa. Não seremos incomodados ali.
- Então... – Nós dizemos juntos quando nos sentamos um de frente para o outro e sorrimos.
- Eu estou sentindo muito a sua falta Jared... – Eu não quero forçar nada, mas eu não aguento mais. – Eu morri mil vezes essa semana achando que nunca mais te veria.
- Eu também Jensen... – Ele diz e eu sorrio aberto, sentindo a felicidade invadir meu peito. Se eu pudesse soltaria fogos agora.
- Você ainda tá com raiva de mim? – Eu pergunto ansioso pela resposta.
- Eu não fiquei com raiva de você. – Ele suspira.
- Ainda está decepcionado? Será que consegue me perdoar? – Eu prendo a respiração.
- Jensen... – Ele levanta e se abaixa na minha frente. Eu passo a mão em seu rosto, afastando alguns fios de cabelo. – Eu fiquei sim decepcionado, mas eu não quero que você me peça mais desculpas ou perdão, eu quero que você me prometa que nunca mais vai se meter na minha vida daquela maneira e que a partir de agora você vai confiar em mim. – Ele faz uma pausa. – Se algo tiver te incomodando, ou alguém, eu quero que você converse comigo e que a genteresolva junto, ok?
- Isso significa que você vai voltar pra mim? – Eu pergunto. Meu coração pulsa com toda a sua força e capacidade.
- Significa que eu vou te dar mais uma chance de você provar que está disposto a controlar seu ciúme. E parar com essa história de afastar as pessoas de mim a qualquer preço... As pessoas não são brinquedos que você manipula como quiser. E nem eu Jensen.
- Eu sei Jared... Eu sei. – Eu baixo minha cabeça um pouco envergonhado. Ele levanta meu rosto, segurando em meu queixo.
- Está disposto a mudar por mim? – Ele sorri.
- Eu vou mudar Jared, você vai ver, não vai se arrepender de me da... – Antes de eu terminar, eu tenho meus lábios tomados por um beijo urgente.
Sua língua invade a minha boca com pressa enquanto suas mãos apertam as minhas costas. "Nossa, como eu senti falta disso!"
- Eu tava com tanta saudade de você... – Ele diz com a voz rouca, sua boca ainda na minha.
- Eu também Jared... Você não imagina o quanto. – Minha voz também sai rouca. De repente ele interrompe o beijo, morde o lábio e sorri.
- O que foi? – Eu pergunto.
- Tenho uma coisa pra te falar... – Eu o puxo para se sentar na mesma espreguiçadeira que eu estou. – Eu fui até a entrada da sua empresa um dia... Ver você.
- O quê? Como assim? Como eu não te vi? – Eu pergunto totalmente surpreso.
- Eu fiquei escondido. – Ele sorri covinhas e põe a mão no rosto. – Ok, isso foi ridículo! – Ele está sem graça.
- Não foi não... Foi muito... Fofo! – Eu digo.
- Fofo Jensen? – Ele me olha, sorrindo ainda mais e depois solta um longo suspiro. – Eu tive que me controlar muito pra não falar com você, sua aparência estava péssima e... Eu sabia que você deveria estar sofrendo tanto quanto eu... Mas eu ainda precisava pensar...
- Eu mal dormi essa semana, não consegui trabalhar... Eu me senti tão culpado por tudo... Por ter estragado tudo com você.
- Promete que vai confiar em mim daqui pra frente? – Ele pergunta passando a mão no meu rosto.
- Prometo... Eu não quero sentir novamente o que eu senti essa semana Jared, foi... Devastador e eu não desejo isso a meu pior inimigo! Eu não vou aguentar te perder novamente.
- Eu também não quero te perder Jensen. - Ele me beija novamente. Dessa vez um beijo calmo e apaixonado. - Nossa, eu nem acreditei quando te vi... Eu ia te ligar depois que levasse o Jeff ao aeroporto, sabia? – Ele confessa.
- Sério? – Eu pergunto, também sorrindo. Sinto vontade de contar que o segui até a Robson, mas não quero que ele fique puto comigo. Não agora.
- E eu vi o nosso "encontro" como um sinal de que eu estava fazendo a coisa certa em te dar mais uma chance.
Eu me sinto mal, mas não tenho coragem de confessar que o segui porque o vi com alguém e fiquei louco de ciúme. "Merda!"
- Eu te amo tanto Jared...
- Eu também, e é por isso que estou aqui Jensen... Eu não consegui ficar longe de você.
- Eu não vou te decepcionar novamente... Eu prometo Jared.
Nós ficamos nos olhando por um tempo, até que ele baixa a cabeça e suspira.
- O Chad já voltou para San Antonio. – Ele diz e eu comemoro internamente.
- Você contou a ele sobre os reboques? – Eu pergunto.
- Não... Achei melhor assim.
Tenho vontade de perguntar se ele levou mesmo o ex namorado ao aeroporto e como foi a despedida deles, mas desisto, não quero estragar o nosso momento falando no Chad. O que importa é que aquele filho da puta está a milhares de quilômetros de distancia de nós.
- Jared, eu prometo que tudo vai ser diferente daqui pra frente.
- Eu só quero que você confie em mim, Jensen, só isso...
- Eu confio Jared.
- Promete que vai controlar seu ciúme? E que não vai mais se meter na minha vida?
- Prometo. - Eu o beijo de novo, mas quando me lembro de algo, eu separo nossos lábios.
- Você disse que já tem um emprego em vista... Pode me falar onde é? – Eu pergunto.
- Só se você me prometer que não fazer nada a respeito disso... Que não vai usar sua influência...
- Jared! – Eu o interrompo. - Quem não está confiando em quem agora? – Eu brinco e ele suspira.
- Tudo bem. Uma amiga conseguiu uma entrevista para mim no piano bar do Wedgewood Hotel.
Eu abro um imenso sorriso sem conseguir acreditar no que estou ouvindo.
- Não acredito!
- O que foi? – Ele pergunta desconfiado e levanta uma sobrancelha. – Você é dono de lá também?
- Não Jared! Claro que não! É que... Nossa, é um hotel cinco estrelas e... Você já sabe o salário? Sabe quais dias vai trabalhar?
- Jensen... Me fala a verdade. – Ele diz.
- Eu estou falando Jared. – Eu sorrio, revirando os olhos.
A verdade é que o Wedgewood possui três donos e um deles é a minha empresa. Eu sinto vontade de contar para ele, mas sei que se ele souber, ele vai desistir e eu não quero isso. Sei que ele ganhará um bom salário trabalhando lá. Eu só preciso dar um telefonema e o emprego é dele. Jared é teimoso e não vai querer minha ajuda. Eu não quero discutir com ele agora, talvez depois da entrevista eu conte a verdade e com certeza, dessa vez, ele vai me entender.
- Bom, eu não ainda não sei de nada, vou ficar sabendo tudo na entrevista.
- E quando será?
- Na quarta... – Ele responde e eu sorrio novamente.
- Tive uma ideia! – Eu me ajeito na espreguiçadeira. – Vamos viajar!
- O que? – Ele ri.
- Vamos agora e voltamos na terça à noite o que acha?
- Mas, você não tem que trabalhar? – Ele pergunta.
- Eu posso tirar um ou dois dias de folga. – Eu digo sorrindo.
- Vamos pra Victória?
- Não... – Eu me aproximo e o beijo. – Só preciso dar uns telefonemas antes.
- Pra onde vamos Jensen? – Ele insiste.
- Surpresa. Vamos! – Eu me levanto e entro em casa. Ele me segue.
- Jensen, me conta...
- Alona? – Eu ligo para a minha secretária. - Ficarei fora alguns dias e preciso lhe passar algumas instruções. – Eu sorrio com Jared impaciente a minha frente, gesticulando algo que eu não consigo entender.
- Tenho que levar alguma roupa? – Ele pergunta quando eu encerro a ligação.
- Não precisa de muita, se faltar algo a gente compra lá ok?
- Jensen, me dá uma pista, por favor. – Jared faz uma cara de cachorrinho que acabou de cair da mudança e eu não resisto.
- Tudo bem... – Eu finjo que estou pensando. – Bom, nós não iremos sair do Canadá e vamos ficar em um hotel.
- Jensen! – Ele sorri. – Isso não vale!
- Eu só sei que você vai adorar, e eu te amo. - Eu o beijo apaixonadamente. – Preciso fazer outra ligação, amor... – Eu sorrio quando digo a palavra "amor" e ele também.
Eu ligo para o piloto de meu jatinho avisando que precisarei de seus serviços e ele diz que podemos decolar em uma hora.
Após arrumar minha mala, tomar banho e trocar de roupa, seguimos com meu motorista até o apartamento de Jared. Ele sobe sozinho e eu fico no carro. Ainda preciso fazer outras ligações, se não quero ser incomodado até terça e uma delas é para a administração do piano bar do Wedgewood Hotel.
J²
Chegamos ao aeroporto e quando estamos entrando no meu jatinho, Jared segura em meu braço.
- Você vai pilotar?
- Não Jared, eu quero aproveitar todos os segundos ao seu lado. – Eu sorrio para ele que me devolve um lindo sorriso covinhas.
- Jensen, para onde vamos? – Ele pergunta novamente quando já estamos instalados dentro da aeronave, degustando um excelente vinho. O piloto já me informou que o tempo está limpo até nosso destino e quanto tempo durará o voo.
- Por mim nós estaríamos indo para a França agora. – Eu começo. – Mas acho que teremos que esperar mais um pouco para isso, e você tem uma entrevista em poucos dias, então... – Eu paro de falar e o encaro sorrindo. Seu cabelo está molhado e eu tiro alguns fios que caem em seu olho.
- Então? – Ele pergunta e eu sinto sua ansiedade.
- Nós vamos para Quebec.
- Quebec? – Ele pergunta.
- Já esteve lá?
- Não! Jensen, eu nem sei o que dizer...
- Diz que me ama... – Eu pego em sua mão.
- Eu te amo. – Ele diz e me beija.
J²
O voo é tranquilo. Nós conversamos bastante sobre a gente e sobre as coisas que eu fiz. Eu expliquei meus motivos e ele riu de mim, dizendo que eu sou um bobo ciumento. Que eu tenho que acreditar quando ele diz que me ama.
Levei Jared para conhecer a cabine e o piloto o ensinou alguns comandos. Ele tentou me convencer de todas as maneiras a transarmos dentro do banheiro, mas eu não quis. Não quero ninguém escutando eu o fazendo gozar. Jared não é muito silencioso na hora do sexo, então prefiro ter ele gemendo dentro do quarto só pra mim.
Menos de cinco horas depois aterrissamos no Aeroporto de Quebec. Alona já providenciou nossa reserva e eu tenho um carro me esperando.
- Vamos ficar no Château Frontenac. – Eu aviso a Jared quando já estamos dentro do carro.
- Não é aquele hotel que parece um castelo é? – Ele pergunta de um jeito engraçado e eu rio.
- Esse mesmo!
- Uau!
Já é noite em Quebec e apreciamos a vista pela janela do carro. Jared aponta para os lugares, sorrindo e comentando e eu me divirto com a alegria dele. Chegamos ao hotel e ele se impressiona com sua fachada toda iluminada. Realmente é uma visão de tirar o fôlego.
- Bonne nuit. – Eu me aproximo do balcão da recepção. - J'ai une réservation. Monsieur Ackles. – Eu digo à recepcionista que digita algo em seu computador e sorri para nós.
- Chambre 367, Monsieur.
Alona já transferiu o dinheiro da reserva e eu pego um cartão chave.
- Bienvenue au Québec. – Ela diz.
- Merci. – Eu agradeço e logo um mensageiro vem pegar nossas malas.
A suíte é simplesmente maravilhosa e depois de entregar uma gorjeta ao rapaz, eu fecho a porta e me aproximo de Jared, que olha tudo fascinado.
- Nossa Jensen, esse quarto deve ter custado uma fortuna.
- Jared, a última coisa que eu quero agora é pensar em dinheiro, e não quero que você pense também... – Eu pego uma garrafa de champanhe que já está no gelo e a estouro.
- O que estamos comemorando? – Ele me pergunta enquanto eu encho as taças.
- Várias coisas, uma delas é você. – Eu respondo sorrindo.
- Eu? – Ela pega a taça que estendo para ele.
- O fato de você ter aparecido na minha vida... E mesmo depois de todas as besteiras que eu fiz... Você ainda está aqui.
- Eu estou aqui porque eu te amo Jensen e quero muito que a gente dê certo... Basta você confiar em mim.
- Eu sei... Eu confio Jared. – Ele sorri e eu bato delicadamente minha taça na dele, bebendo sem desviar os olhos dos dele.
- Sabe o que eu quero agora? – Ele se aproxima mais de mim e envolve minha cintura com seus braços.
- O quê?
- Que você repita tudo o que você disse a recepcionista e ao mensageiro... No meu ouvido e bem devagar.
- Jared! Que tara é essa? – Eu sorrio.
- Fala que me ama em francês. – Ele pede.
- Je t'aime. – Eu digo sério. - Corps, l'âme et le cœur.
Ele sorri e eu traduzo para ele.
- Eu também te amo Jensen... – Ele faz carinho no meu rosto e me beija.
- Daqui a pouco vamos jantar? - Eu pergunto, sabendo que ele deve estar morrendo de fome. - Quer descer até o restaurante ou pedir no quarto? – Eu pergunto afastando um pouco meu rosto.
- Depois a gente resolve isso, porque eu queria fazer uma coisa diferente hoje. – Ele diz sem me soltar.
- E o que seria?
- Hoje eu quero comer a sobremesa antes do prato principal. – Ele diz e sorri covinhas.
Seus olhos escuros me encaram e eu o beijo, me sentindo novamente o homem mais feliz do mundo. Jared voltou pra mim e dessa vez nada, nem ninguém vai nos atrapalhar.
Continua...
Obs.: As partes em francês, eu traduzi no Google Tradutor, se tiver algum erro me perdoem, pois eu não manjo nada dessa língua. XD
Tradução
- Bonne nuit. – Boa noite.
- J'ai une réservation. Monsieur Ackles. – Eu tenho uma reserva. Senhor Ackles.
- Chambre 367, Monsieur. – Quarto 367, senhor.
- Bienvenue au Québec. – Bem vindos a Quebec.
- Merci. – Obrigado.
- Je t'aime. Corps, l'âme et le cœur. – Eu te amo. Com o corpo, a alma e o coração.
Próximo Capítulo
- Quer dizer que agora você dá emprego para seus namorados? – Misha diz. – Engraçado, eu me lembro de você dizer que nunca gostou de envolver negócios com prazer. – Eu olho para Jared.
- Jensen... – Ele murmura e solta minha mão.
- Misha, por favor...
- Jensen, o que ele quis dizer com isso? – Jared me pergunta e eu entro em pânico.
- Nada meu amor, ele está bêbado e não está falando coisa com coisa... Vamos que o carro chegou. – Eu tento puxá-lo pelo braço.
- Ah! Você não sabia que o Jensen é dono desse hotel? Quer dizer, um dos donos... – Misha sorri com a sua explicação.
"Filho da Puta!"
