Descrevendo uma história:

Descrevendo uma história:

Cap. 12. - Sango

Quando Inuyasha finalmente acordou já era de madrugada. Suas costas estavam doendo e seus braços e pernas também. Ele havia dormido em uma péssima posição. Estava até com um pouco de dor de cabeça. Foi até a cozinha e abriu a geladeira... Não havia nada muito atraente nela.

-É, talvez, esteja na hora de eu comprar alguma coisa. –falou pensativo. Ele sabia que se ele resolvesse fazer compras teria que gastar mais do que ele queria. Já que, ele queria muito o livro de Kikyou. Porém, ele era humano e precisava comer...

Foi até a sala e sentou-se a frente do laptop, ele precisava escrever... Sesshoumaru já havia aparecido para encher o saco dele. O bom é que apesar da história não ser a melhor não parecia ser a pior e ele poderia continuar no mesmo ritmo que estava. Quer dizer, contanto que completasse tudo a tempo.

-Eu preciso escrever. –afirmou em bom som a fim de entender o que essas palavras realmente significavam e assim fazer sua mente trabalhar mais e mais rápido.

Hugo chegou logo na casa de Karen. Ele ia tocar a campainha, porém, outra pessoa o fez antes dele. Era uma jovem com cabelos louros e olhos verdes penetrantes, uma jovem muito bela.

-O que faz aqui? –a senhora Kaoru assim que o viu indagou.

Hugo ia abrir a boca para responder quando a jovem respondeu por ele.

-Eu vim falar com ela.

-Por que voltou? Já não basta o que você fez antes... Oh, Aline, por favor.

Ao ouvir o nome Aline, Hugo recordou-se do que Miguel havia dito. Era a amiga que havia traído Karen e roubado o noivo idiota dela.

Quando Aline ia responder à velha Kaoru o portão foi aberto. Era Karen com uma expressão de espanto.

-O que veio fazer aqui? –indagou bem alto, pelo jeito nem havia percebido a presença de Hugo.

-Eu vim aqui para te dizer uma só coisa, Karen, querida.

-O quê? –perguntou Karen aos berros.

-Para de perseguir o Kaled.

-Ele que me persegue.

-Pare ou suma, sei lá o quê. Mas, por favor, para de nos atrapalhar.

-Eu não estou atrapalhando ninguém. Ele é que está me atrapalhando.

-Não está! –exclamou Aline com raiva. –Eu tive que fazer tantos sacrifícios por ele, para tê-lo por perto... Enquanto, você sempre o teve. Ele sempre olhou só para essa sua cara de sonsa. Ele nunca olhava para mim. E eu me perguntava com raiva o que era que você tinha que eu não podia ter. Mas, eu consegui tê-lo... Até que você nos viu no quarto juntos. Oh, como eu sofri para que aquilo acontecesse...

-Você veio aqui me dizer essas palavras? Oh, Aline, suma você. Leve Kaled junto. Leve-o. Eu não suporto mais sofrer. Você não sabe como tem sido minha vida ingrata. Por favor, deixe-me. Sumam os dois. Não me procurem mais. Sou eu quem pede, ou melhor, implora com todas as forças.

-É sua presença que nos perturba.

-Não. Por causa de vocês minha vida é um inferno. Suas traíras, sumam, sumam e sumam.

-Parem meninas. Parem. –pedia Kaoru.

Enquanto isso, Hugo ia se sentindo menor e perdido. Ele não havia sido percebido, talvez, fosse melhor ir embora. Ou não? Ele havia vindo com a intenção de conquistar Karen... Talvez, fosse uma boa oportunidade.

-Por quê? Por que Kaled só tem olhos para você? Uma menina sonsa e sem sal. Uma menina idiota e fraca. Alguém tão ridícula como você. Eu não suporto perder para alguém tão ridícula quanto você! – Ayame berrou e dizendo isso se virou e foi embora. Parecia ser uma declaração de guerra a Karen. Hugo sentiu muita pena dela na hora.

Os olhos de Karen se encheram de lágrimas e ela olhou com tristeza para Kaoru e foi aí que percebeu Hugo. Ela soltou um guincho assustada e saiu correndo.

Kaoru ficou com uma expressão de medo e começou a berrar:

- Corra atrás dela. Corra! Oh, Deus... Miguel venha cá! Venha! Algo ruim aconteceu.

Hugo só viu Miguel sair da casa de Karen e começou a correr atrás dela. Estava difícil achá-la, mas a encontrou agachada debaixo de uma árvore.

Inuyasha parou um pouco de digitar... Era bom diferenciar alguns fatos. Espreguiçou-se e voltou ao trabalho.

-Karen... –chamou-a. Então, ela o olhou com aqueles olhos chorosos quase suplicando que ele não se aproximasse.

-Vá embora. –ela pediu aos murmúrios.

Ele se aproximou e se sentou ao lado dela. –Vamos, Karen...

-Hugo... Você me acha ridícula?

Ele a olhou assustado sem saber o que responder. Mas, lembrou da aposta, do dinheiro... E sua ganância aumentou nesse instante.

-Não. –respondeu secamente.

Ela deu um sorriso tímido.

-Eu não sei o motivo, mas, sou tão fraca. Eu vi meu noivo e minha amiga em um quarto, o quarto que seria meu ao casar... Eu vi os dois juntos em uma situação tão ruim. Oh, como eu chorei... –ela fungou e mais lágrimas caíram de seus olhos. – Eu não pude agüentar.

Hugo a puxou e eles dois levantaram. Ela só porque ele a puxou para cima.

-Estou tão perdida. Tão perdida. Eu... Eu... Eu... Não queria... Ah... –ela fechou os olhos e desmaiou.

Ele a segurou e a colocou em seu colo. Carregando-a ele foi até a casa dela. No caminho encontrou Miguel que explicou o que havia.

-Quando ela está em uma situação de pressão ou de muito nervosismo ela acaba desmaiando. Com qualquer pessoa isso pode acontecer, entretanto, com Karen é muito fácil isso ocorrer.

Hugo lamentou o fato. Ele precisava esmagar a sua dignidade e a sua compaixão para fazer com que tudo se ajeitasse... Mesmo que isso significasse enganar uma jovem como Karen que sofria excessivamente do corpo e da mente. Mesmo que ele tivesse que esmagar seus sentimentos pela irmã de Karen, a Karina... Ele teria que fazer isso. Ele teria.

Quando chegaram a casa dela, ele a colocou sobre a cama. E ficou lá até ela acordar. Assim que ela abriu os olhos e o viu sentado em uma cadeira ao lado da cama, ela sorriu cheia de felicidade.

Ele retribuiu o sorriso mesmo que não sentisse a mesma felicidade que ela. Mesmo que ele não estivesse feliz.

-Obrigada. –ela disse suavemente.

Então, ele assentiu com a cabeça e se aproximando encostou seus lábios sobre os dela. Era melhor assim... Era melhor assim... Ele precisava disso. Ele precisava conquistá-la.

Inuyasha parou mais uma vez de digitar e corou ao reler o que havia digitado no final. Ele escreveu algo que definitivamente não havia acontecido. Ele não podia escrever isso...

-O que é isso? –questionou-se. Ele queria saber o motivo de ter escrito isso. Não havia necessidade alguma, havia? Inuyasha olhou no relógio do computador e viu que ainda era muito cedo. Então, ele suspirou e foi até o quarto dormir mais uma vez. Ele tinha muitos pensamentos em mente para poder escrever novamente.

Ele acordou mais tarde do que previra, já passara do meio-dia quando finalmente se levantou da cama. Ele tomou um banho rápido e se trocou mais rápido ainda. Colocou o laptop na mochila e foi até o hospital... Ele precisava ver Kagome. Ele precisava falar com ela.

Pelo menos, ele achava isso.

Ao chegar lá, dirigiu-se a secretária e foi logo informado que Kagome já havia voltado para casa pela parte da manhã. Ele suspirou cansado... Se ao menos tivesse sabido disso, estaria poupando tempo. Para ele o tempo era precioso demais.

Ele estava atordoado com o fato de ter escrito que Hugo e Karen haviam se beijado. Aquilo era realmente atordoante... Ele até pensou se aquilo era algum gênero de desejo íntimo. Mas, ele negava o fato. Era impossível e ainda mais com alguém tão sem beleza como Kagome. E pior, ele concordava com o fato que Ayame havia dito. Kagome era fraca demais. Uma pessoa de mente fraca. Inuyasha não precisava de alguém assim. Ele precisava de alguém como sua musa inspiradora... Kikyou! Ela sim era uma mulher maravilhosa cheia de qualidades.

Kikyou era bonita, Kagome era feia.

Kikyou era inteligente, Kagome não o era.

Kikyou era sensual, Kagome estava longe disso.

Kikyou era sua heroína, Kagome era um traste que ele achou para ajudar a dar situações para seu livro.

Kikyou era especial, Kagome não.

Kikyou era... Kagome não era.

Não importava o quê. Kikyou seria e Kagome não. Ao menos que fossem coisas ruins... Pois, aí Kagome poderia ter todas as qualidades não boas que Kikyou não possuía. Era o que Inuyasha pensava.

Ele chegou à casa de Kagome e nem precisou tocar a campainha. Ele teve mais sorte. Ele encontrou Kikyou saindo de casa.

-Olá! –ela disse sorrindo.

-Oi. –ele disse tímido.

-Veio ver minha irmã? –Kikyou perguntou sorrindo. Ela nem o esperou responder e já começou a falar. –Ela foi trabalhar.

-Trabalhar?

-Sim, ela é muito teimosa. Você vai ir vê-la agora?

-Ah, sim... Acho.

-Vamos juntos. Eu vou levar esses textos novos para ela ler para mim.

Inuyasha pensou consigo: Ler? Mas, ela acabou de sair do hospital... Ela não deveria estar em casa descansando?

-Ok. –ele respondeu sem pensar mais. Dane-se, disse internamente para si. Ele só precisava dela para fazer o livro. Ela seria descartada mais tarde. Era o que ele queria... Não era?

No caminho eles foram conversando bastante. Falaram sobre livros antigos dos dois e sobre livros que planejavam fazer. Inuyasha estava nas nuvens. Com certeza ele colocaria alguma situação assim para Hugo na história. Era fascinante. Ele havia sonhado tanto com isso e agora isso estava acontecendo. Ele estava definitivamente nas nuvens. Era assim que ele se sentia, nas nuvens, voando, sonhando. Ou melhor, realizando um sonho. Não há coisa melhor do que realizar um sonho há muito tempo sonhado.

O papo estava tão bom que logo ele e ela chegaram à floricultura. Desta vez Inuyasha não viu Kagome discutir com absolutamente ninguém. Ele só viu a velha Kaede colhendo umas flores para um cliente.

-Olá, Kaede! –exclamou Kikyou assim que chegaram mais perto da floricultura. A velha deu um sorriso torto e continuou a fazer o arranjo para o cliente. –Cadê minha irmã?

-Aqui está. –Kaede disse e o cliente pagou e foi embora.

-Cadê Kagome? –indagou Kikyou mais uma vez, pois, havia sido ignorada da outra vez.

-Ela não está.

-Não?

-Não. Ela foi visitar Miroku.

-Ah, ela foi ver o bebê. Eu já o vi, é tão lindo. Tão fofo! Bem, você sabe se ela volta a trabalhar hoje?

-Volta sim, mas, só mais tarde.

-Então, eu vou deixar meus escritos aqui... Aí depois você dá para ela.

-Certo. –nessa hora Kaede percebeu a presença de Inuyasha. Ela não falou nem disse coisas estranhas dessa vez, ela só o ignorou totalmente.

-Ah, bem... –Inuyasha não sabia bem o que dizer. Muito menos o que fazer. Ele estava perdido.

-Ah, o que acha de irmos tomar um café? –perguntou Kikyou com aquele sorriso que Inuyasha amava ver. Até o sorriso de Kikyou parecia mais alegre e mais brilhante do que o de Kagome.

-Ótimo! –ele disse entusiasmado.

Era mais do que um sonho...

Ele só podia estar indo para o céu. Era a única explicação.

-Sango, desculpa não ter vindo antes. –Kagome disse ao chegar.

A jovem deitada na cama só sorriu, seus cabelos eram negros e estavam soltos e os olhos castanhos brilhavam. –Imagina Kagome. Eu sei que você vem passando por muitas dificuldades.

-Olha quem eu trouxe. –Miroku falou entrando pelo quarto carregando um bebê bem pequeno em seus braços.

Kagome logo colocou o bebê em seus braços e sentou-se ao lado de Sango na cama. O bebê aninhou-se em seus braços. Era tão gorducho com bochechas rosadas e mãos tão pequenininhas que Kagome não evitou sorrir ao ver aquela criaturazinha em seus braços. Parecia tão frágil e ao menos tempo dava vontade de apertar.

-Que bebê mais lindo. Mais fofo. É um menino tão meigo e fofo. –Kagome comentou como uma tia coruja.

-Ah, Kagome se você começar a elogiar nosso menino só vai inflar o ego de Miroku. Ele vive dizendo que o nosso menino vai ser como ele. Vamos ser sinceras, aposto que nem eu nem você queremos isso. Pois, ele era muito tarado... Como sabemos.

-Ah, amor, não fala assim... O que Kagome vai pensar de mim?

Kagome riu. –Miroku o que eu sempre pensei. Você sempre foi um tarado mesmo.

-Sim, sim... Todo mundo que o conhece desde sempre sabe. Você deve imaginar como foi difícil as pessoas acreditarem que ele me propôs casamento.

-Isso me deixa tão triste. –Miroku afirmou fazendo manha. –Bem, eu vou deixar as donzelas conversando aí. Eu tenho que ir trabalhar afinal.

-Vai lá, Miroku. –Kagome não conseguia não rir. Era tão bom estar entre amigos.

Um silêncio se formou até o bebê começar a chorar. Kagome o deu para a mãe que logo fez o que tinha que fazer, deu-lhe o peito para mamar.

-Ele é um garoto tão meigo.

Sango ri. –Todos os bebês parecem meigos. Apesar das poucas noites de sono, aposto que essa é a melhor época. Imagina quando ele crescer e virar um tarado como o pai... Como vamos sustentar os filhos do meu filho? Já que, as coisas ficam mais rápidas a cada dia.

Kagome não suportou e começou a rir. –Sango, desde quando você se tornou uma pessoa de imaginação tão fértil?

-Não sei. Mas, no fundo acho que sempre fui. Quando eu era menor achava que Miroku te amava. Mas, na verdade ele parecia amar todas as pessoas, quer dizer, todas as mulheres do mundo.

Kagome continuou rindo. –Ah, eu sei. Você me disse que achava isso. Porém, ele amava você. Mesmo que vocês vivessem brigando. Talvez, fosse esse o sintoma do amor... –então, Kagome calou-se.

O bebê parou de mamar e Sango o segurou em pé, dando tapinhas nas costas dele para ele arrotar.

-Kagome... O que está havendo? Eu sinto muito, querida. Minha gravidez foi de risco e eu passei a maior parte do tempo na cama. Para completar nosso bebê foi prematuro. E agora, eu preciso ainda ficar um tempo acamada... Só sei o que Miroku me contou.

-Ele voltou! Voltou para fazer da minha vida um inferno.

-Kouga? Mas, Kagome... Ele sempre faz isso. Ele sempre se arrepende e tenta voltar.

-Mas, agora Ayame veio esfregar na minha cara que eu sou ridícula.

Sango deu um sorriso entristecido. –Você não é. É só uma péssima fase de sua vida. Você só está um pouco confusa. Além do mais, o fato de Kouga não largar do seu pé só faz as coisas complicarem. Eu acho que ele merece um bom chute no estômago. Só me deixa sair dessa cama. –ameaçou Sango. O bebê arrotou, então, Sango começou a niná-lo.

-Eu não sei de mais nada mesmo. E... E...

-Ah, é... Apareceu àquele cara, o escritor... Inu... Inu o que mesmo? O Miroku não disse muitas coisas boas sobre ele.

-Não?

-Ele disse que talvez ele roube o coração de certa pessoa.

-Não, ele não vai roubar. Eu acho... Eu não sei o que pensar exatamente sobre ele. Ele parece tão bom e algumas vezes misterioso. Ele diz coisas que eu quero ouvir. Ele parece tão fofo e gentil comigo. Ele sempre me procura e parece sempre estar ao meu lado. Tem sido um bom amigo... –Kagome suspirou. –A gente já se abraçou... –Kagome corou. –E já se beijou. –ela murmurou timidamente. –Porém, nada parece estar certo e isso me dá muito medo.

-Acho que qualquer relacionamento aparece um horror devido ao que aconteceu com Kouga e você. Ele traiu sua confiança. Eu sei. Foram duas pessoas. Um amor e uma amiga. Dois traidores que lhe feriram na alma. Porém, as coisas podem ser diferentes... Agora. Pode dar certo. Como deram para mim.

-Sango, obrigada. Eu sei que em você eu posso confiar. Agora vindo aqui e conversando com você e o Miroku... Eu sinto tanta alegria. Fazia tempos que eu não me sentia assim... Tão feliz. Dentro de um lugar que me aceitam como eu sou.

Sango colocou o bebê na cama ao seu lado, ajeitando-o. - Você deve se aceitar primeiro e depois pedir isso para os outros. –ela sorriu. –Olha, meu pequeno já dormiu.

Kagome sorriu, entretanto, de seus olhos saíram lágrimas, uma atrás da outra.

Sango limpou-as uma por uma. –Querida, abra logo esse coração... Ele não agüenta mais ficar trancado em uma sala escura. Isso é inútil, você sabe. Nada vai se resolver se você continuar se escondendo.

Kagome não disse uma única palavra, só continuou chorando sem fazer som algum para não acordar o bebê, enquanto, Sango limpava com seus dedos lágrima por lágrima.

-Esse café é tão bom. Você já veio aqui alguma vez? –indagou Kikyou com curiosidade.

-Sim... Kagura's café. Eu vim uma vez com Kagome.

-Ah, minha irmã adora esse lugar. Agora, claro. Sabe... Ela não gostava de café antes.

-Não? Ela pareceu gostar bastante.

-É que Kouga não gostava e ela não tomava também. Depois, que eles se separaram ela começou a fazer coisas que ele odiava ou parecia não gostar. Não entendo bem o motivo. Mas, a mente dela ficou um pouco perturbada.

-É... Mas, afinal o que é que aconteceu? –Inuyasha encheu-se de coragem e perguntou. Ele sabia que Kikyou falaria. Ele sabia que ela havia sido traída e tudo mais. Porém, ouvir a história da boca de sua heroína... Parece muito melhor.

Kikyou tomou um gole de seu café. –Você não sabe direito... Imagino.

-É tudo parece confuso...

-Você está interessado em Kagome?

Inuyasha não conseguiu responder.

-Bem, essa pergunta parece difícil... Mas, vou responder a sua.

-Obrigado.

Kikyou sorriu presunçosa. –Todos nós éramos amigos de infância. Kagome, eu, Miroku, Kouga, Sango - acho que você não a conhece... Mas, bem, e Ayame. Nós seis brincávamos sempre juntos. Estudávamos na mesma escola. Eu até me formei na mesma universidade que Miroku e Kouga, mas, fizemos cursos diferentes. A questão é que enquanto crescíamos nossos laços aumentaram... Criaram-se paixões e algumas formas geométricas amorosas.

-Ah... –Inuyasha não soube o que falar. Mas, sabia que aquela história podia ajudar na sua história.

-Eu, ainda bem, era um ano mais velha do que Miroku e Kouga e acabei ficando fora desses rolos. Mas, as paixões, todas vinda da infância... Estava aflorando. Sango amava Miroku, mas, acreditava que ele gostava de Kagome e não dela. Kagome amava Kouga que a retribuía. Pareciam dois casais perfeitos. Porém, Ayame amava Kouga.

-Que confusão!

-Sim, sim... Eu também acho. Mas... Vai entender. Ninguém manda no coração. Sango tomou coragem e se confessou para Miroku, ele disse sentir o mesmo e se esclareceu o fato de ela pensar que ele gostava de Kagome. Ela estava até disposta a largar a mão do amor se os dois se retribuíssem. Mas, pelo jeito Miroku gostava de Sango e não da minha irmã. Até que hoje são casados. –tomou mais um gole do café. –Então, Kagome tomou coragem e disse gostar de Kouga, na mesma semana começaram a namorar. Os dois pareciam se amar demais. Os quatros formavam dois casais lindos e amigos que iam para todos os lugares juntos. A questão é que Ayame além de amar Kouga ela se sentia fora de tudo. Já eu, estava em outra. –Kikyou sorriu. –Então, depois de um bom tempo de namoro Sango e Miroku se casaram e Kagome e Kouga já estavam prontos para o próprio casamento. Eles haviam comprado até um apartamento juntos para morar...

-Nossa...

-É! Tudo parecia perfeito. Porém, um dia minha irmã foi até o apartamento que compraram conferir se tudo estava pronto para morarem depois do casamento e quando ela abriu a porta do quarto... Ela viu Kouga e Ayame na cama juntos.

-Ela os viu fazendo...? –indagou Inuyasha corado.

-Sim, fazendo... – Kikyou respondeu sem corar. –Ela estava indignada. Nessa hora o mundo dela caiu. Ela que achava que casaria com o homem mais fiel e que ela amava imensamente. Ela recebeu duas facadas no peito. Um noivo que a traiu com a melhor amiga dela. Amiga de infância.

Inuyasha ficou besta ao ver os detalhes. Quando tudo era colocado junto... Parecia mil vezes pior. Ele ao menos tinha sensibilidade o suficiente para sentir o quão horrível era à situação de Kagome.

-Kagome cancelou tudo. Isso dois dias antes do casamento... E o vestido já estava pronto, acredita? Ela foi até o quarto e o rasgou inteiro naquele dia. Ela rasgou todas as roupas que usou enquanto estava com ele e torrou todo o dinheiro comprando roupas estranhas.

-Ela realmente ficou chocada. –comentou Inuyasha.

-Ela estava infeliz ao extremo. Ela parou de cuidar da aparência. Ela parou de ligar para tudo e se fechou em um mundo que só ela consegue entender. Porém, quando tudo parecia estar bem, pelo menos ela não tinha crises de choro, ele voltou. Kouga que havia deixado tudo para trás e ido morar com Ayame... Pareceu estar arrependido e fica agora de hora em hora vindo encher o saco de minha irmã. Ela não agüenta vê-lo. Ela sofre muito com isso. Para piorar até Ayame apareceu... Isso vai enlouquecê-la.

-Vocês já pensaram em levá-la ao psicólogo?

-Na verdade é que ela já foi. Mas, todos afirmam que isso só vai se curar com o tempo. Eles caracterizam isso como uma decepção amorosa. O que é mesmo.

-Isso parece mesmo triste.

Kikyou sorriu mais uma vez presunçosa. –Agora, Inuyasha que você ouviu toda a história... Vamos... Diga-me... O que você quer com a minha irmã?

Inuyasha esbugalhou os olhos ao ouvir aquela pergunta. Ele mais uma vez ficou sem palavras.

-.-Continua-.-

Olá! Tudo bom? Agora de semana está complicado para eu postar, mas, continuarei mantendo um capítulo por semana, a maioria será postado entre sábado e domingo. Sango apareceu com seu filho meigo máster e Kikyou fez uma pergunta que Inuyasha não quer e não consegue responder, principalmente, depois de ouvir a história em detalhes. A vida de Kagome com certeza não é fácil.

Vocês querem um pedaço do próximo capítulo? Então, vamos lá!

Kikyou ao ouvir essas palavras acabou tirando o sorriso presunçoso e adotando uma face séria. –Amigos? –levantou uma sobrancelha. –Então, você não ligaria se ela voltasse com Kouga... Ou se ela encontrasse outra pessoa?

Ela colocou a mão sobre o rosto dele e o acariciou. –Absoluta? –seu rosto se aproximou um pouco. –Eu não sei, mas... Eu acho que... Talvez, não seja só uma amizade.

Corado, ele levantou os olhos e olhou os lábios de Kagome. Ele assentiu com a cabeça. Inuyasha assentiu e engoliu o seco. E se aproximando... Inuyasha foi aproximando a sua cabeça da de Kagome, ela ali ao seu lado...

Ele puxou a ponta do laço carmim e ele se soltou do cabelo de Kagome. Ela o olhou assustada sem entender.

-Amigos não se beijam! –ele exclamou a interrompendo.

Opa, quanta coisa parece que vai ocorrer! Vamos aos comentários, obrigada a todos que comentam, fazem de mim a escritora mais feliz, acreditem.

Lilermen. – Olá! Tudo bom? Sim, o Sesshoumaru ferrou e não o Inuyasha, afinal, ele deu uma chance para ele. Realmente, a vida de Kagome em especial é uma caixa de surpresas que aos poucos vai piorando... Coitadinha! Mas, vamos torcer para que tudo dê certo no final, muitos beijos e até.

Lory Higurashi. – Olá! Tudo certo? Esse capítulo está mais leve no início e vai piorando ao final, pelo menos eu tive essa impressão. Agora Sango apareceu com o bebê. Muito fofo! Espero que tenha gostado te vejo no próximo capítulo, beijos e até.

Agome – chan. – Olá! Beleza? Agora capítulos vão vir mais pelos domingos, suponho. Mas, o que está achando? Sim, estou fazendo uma Ayame má. Ela é sempre boazinha... Espero te ver aqui no próximo capítulo, muitos beijos.

Akane A. L. – Não faz mal sumir por vários capítulos, o fato de você ter voltado é maravilhoso e compensa tudo. Espero te ver em breve e espero que esteja gostando dos capítulos! Beijos e até.

Cosette. – OI, menina! Tudo certo comigo e você? Opa, Sango apareceu finalmente! Inuyasha sempre está pra lá de Bagdá mesmo. É bom saber que não consegue imaginar... Muito bom! Sim, a Kagome de verdade, aquela da foto, vai voltar. Só não digo quando, nem onde e nem por que. Eu gosto sim, tirei a idéia de HP mesmo. A gente se esbarra no msn, espero te ver em breve, beijos e até.

Valeriachan. – Olá, tudo bom? Não diria exatamente interessada no aspecto normal de rolo, namoro ou afins, mas, em outro tipo de interesse talvez. Um misto de curiosidade com certeza com desconfiança. Inuyasha tem lapsos de consciência e volta a aprontar, menino mau. Calma, calma que muita coisa ainda acontece. Beijos e até.

Pessoal, espero que tenham gostado! Vejo vocês em breve, muitos beijos, boa semana, cuidem-se direitinho.

Até o próximo capítulo

Dani