9:50 da manhã

Assim que acordou, ela olhou pro lado na cama e viu que estava vazia. Pensou um pouco, confusa, e se levantou, indo ao banheiro.

JOHN: Oi. – ele cumprimentou assim que a viu aparecendo na cozinha.

ABBY: Oi. O que você tá fazendo?

JOHN: Café, ovos e torradas. Quer? – ele perguntou colocando tudo num prato.

ABBY: E ser sua cobaia? Não, obrigada. – ela respondeu sorrindo.

JOHN: Hei, eu sei cozinhar.

ABBY: Claro que sabe, mas é que eu não tô com muita vontade de ir parar no ER em pleno dia de folga. – ele lhe repreendeu com o olhar. – Pode deixar que eu me satisfaço com um iorgute mesmo. – ela afirmou pegando um na geladeira.

JOHN: Você não sabe o que tá perdendo.

ABBY: Nem vou saber, espero.

JOHN: Você tá muito engraçadinha hoje, sabia? – ele afirmou a fazendo rir – A propósito, coma rápido.

ABBY: Por quê?

JOHN: Porque eu mandei.

ABBY: Carter...

JOHN: Porque nós vamos sair. – ela o encarou com um olhar insinuador.

ABBY: O que você andou planejando?

JOHN: Nada. – ele disse inocente. – Só acho horrível ficar em casa em pleno Ação de Graças. – ele explicou. Abby ficou observando-o.

ABBY: Carter.

JOHN: Hum?

ABBY: Aonde nós vamos?

JOHN: Isso é um segredo. Você mesma vai ter que ver. – ela olhou pra ele. – Vamos, vai ser divertido.

ABBY: Pra onde você vai me levar? – ela insistiu novamente.

JOHN: Pro hospital.

ABBY: A verdade... – ela pediu sorrindo.

JOHN: Eu já disse que não vou contar. Você vai ter que confiar em mim. – ele afirmou chegando perto dela e segurando sua mão, sorrindo. Os dois se encararam e ela acabou fazendo o mesmo em sinal de redenção.

ABBY: Você não presta.

Parque Turístico de Chicago

11 da manhã

Música de Fundo : Always You (Sophie Zelmani)

Cena 4.2

ABBY: Eu não acredito que deixei me convencer por você. – ela afirmou enquanto os dois andavam por toda aquela grama que os rodeavam.

JOHN: Você não gosta de verde? – ele indagou.

ABBY: Não é isso. –os dois se olharam – Eu não tomei café da manhã. – ela explicou sorrindo.

JOHN: Foi você que escolheu. – ele respondeu.

ABBY: Eu sei. E eu estou faminta. – ele a encarou e deu um sorriso olhando ao seu redor.

JOHN: Tudo bem. Vamos. – os dois continuaram andando – Quer um cachorro-quente? – ele ofereceu.

ABBY: Isso é que é refeição pra dia de Ação de Graças. – ela respondeu rindo.

JOHN: É a única coisa que eu posso oferecer a essa hora. – ele respondeu sorrindo – Prometo que o jantar vai ser bem melhor... – ela o encarou franzindo a testa.

ABBY: Jantar?

JOHN: É. – ele respondeu olhando pra ela e saindo de lá. – Oi, eu quero dois cachorros. – Enquanto ele pedia, ela ficou parada o observando. – Você quer o seu completo? – a pergunta dele a tirou de seus pensamentos.

ABBY: Menos ervilha e queijo ralado. – ela respondeu. Carter voltou sua atenção pro vendedor, enquanto ela começou a encarar o lago enorme à sua frente, bem no meio do parque. Ela pensou um pouco, completamente confusa em relação à... tudo.

JOHN: Hei. – ele chegou perto dela.

ABBY: Hei. – ela respondeu olhando pra ele e sorrindo.

JOHN: Aqui. Sem ervilha nem queijo-ralado. – ele afirmou lhe entregando o sanduíche.

ABBY: Obrigada. – os dois se olharam e saíram andando novamente lado a lado. Enquanto caminhavam, Abby observou que Carter prestava atenção em tudo, pessoas, crianças, animais... Antes que ela quebrasse o silêncio, ele começou a falar.

JOHN: Sabe, quando eu tava na áfrica, eu olhava pro lado e... – ele olhou pra ela – Eu não sei. Apesar de tudo que tava acontecendo por lá, as crianças pareciam tão... felizes, puras. – Carter sorriu à lembrança – Eu nunca consegui entender aquilo. Como aquelas pessoas podiam ser tão... esperançosas?

ABBY: É muito ruim lá? – ela indagou o observando. Carter balançou a cabeça.

JOHN: Tem coqueluche, malária, varíola... Janjareed. É horrível. Triste.

ABBY: Janjareed?

JOHN: Eles são militares, grupo de terroristas. – ele explicou – Matam os homens, abusam das mulheres e dos seus filhos. Eles são verdadeiros assassinos. Gente podre, nojenta. Torturam qualquer um que não os seja subordinado. – ele finalizou.

ABBY: Até os médicos? – os dois se olharam.

JOHN: Para eles não faz diferença. – ele respondeu desviando o olhar – Eles quase mataram meus amigos, quase mataram o Luka...

ABBY: Você viu? – ela perguntou pra ele. Carter sorriu.

JOHN: Eu... era um dos que tinha uma arma na cabeça.

ABBY: O que...? Carter, por que você nunca me contou isso?! – ela indagou parando de andar imediatamente.

JOHN: Eu não queria te preocupar.

ABBY: Ah, claro. E você acha que eu já não me preocupei o bastante sem saber disso?! – os dois se encararam.

JOHN: Isso nunca mais vai acontecer. – ele assegurou olhando pra ela.

ABBY: Eu sei! Eu sei, porque se você só pensar em ir pra qualquer outra cidade, eu mesma te mato.

JOHN: Ah é? – ele indagou rindo.

ABBY: É! E não ria, eu tô falando sério!

JOHN: Ok. – ele olhou pra ela dando "aquele" sorriso.

ABBY: O que?! – ela indagou com raiva.

JOHN: Eu adoro quando você se preocupa comigo.

ABBY: Calado! – ela disse rindo também. Os dois se calaram. – No que você pensou? – os dois se olharam – Quando você achou que ia acontecer. – ela explicou. Os dois se olharam e ele deu de ombros.

ABBY: Eu sabia que você não iria responder. – ela afirmou o fazendo sorrir – E onde é que tem um lixo aqui?! – ela indagou olhando ao seu redor. Quando ela olhou pra Carter, ele começou a rir. – O que é?!

JOHN: Você... tem maionese aqui. – ele disse apontando a mão perto da própria boca, tentando lhe mostrar onde era.

ABBY: Aqui? – ela indagou passando a mão no lugar errado.

JOHN: Não. Deixa que eu mesmo... – ele passou a mão no local correto – Tiro. – John continuou com a mão perto da boca dela, começando a passá-la delicadamente pelo seu rosto. Os dois ficaram se olhando daquele jeito durante alguns segundos, até ele quebrar o silêncio.

JOHN: Eu pensei em você. – Abby o encarou durante algum tempo, mas ele preferiu mudar de assunto. – O lixo está bem atrás de você. – ele respondeu apontando o local. Ela demorou um pouco pra sair daquele "estado".

ABBY: Certo. – ela falou indo jogar o saco fora. Carter olhou ela ir e depois voltar com uma cara não muito boa. Parecia que ele tava adivinhando o que vinha pela frente.

ABBY: É melhor a gente ir embora. Já tá ficando tarde. – ela afirmou com nenhuma convicção na voz.

JOHN: Ainda não são nem meio-dia. – ele respondeu a encarando.

ABBY: Eu sei, mas é que eu tô cansada.

JOHN: Cansada? – ele indagou sem acreditar.

ABBY: É, com sono, preguiça de andar... – os dois se encararam durante algum tempo, até ele tomar uma decisão.

JOHN: O dia mal começou. – ele respondeu a puxando pela mão e continuando a caminhada.

Campo de Paintball

12:18 da manhã

Cena 4.3

ABBY: Oh meu Deus. – ela exclamou quando os dois pararam na porta do estabelecimento – Você tá ficando louco se acha que eu vou jogar isso com você.

JOHN: Eu não estou pensando... Você vai. – ele respondeu entrando numa espécie de recepção do local.

ABBY: Carter. – ela o seguiu tentando impedi-lo.

JOHN: Oi. Eu quero uma partida. – ele pediu pro balconista.

BALCONISTA: Quanto tempo? – Carter olhou pra Abby.

JOHN: 30 minutos. – ele respondeu.

ABBY: Carter, não. Eu não vou ficar brincando de guerra com você. – ela afirmou segurando o braço dele.

JOHN: Relaxa. Isso vai ser divertido.

ABBY: Divertido?! Eles dizem que esse troço machuca! – ela disse nervosa.

JOHN: Você tá com medo? – ele perguntou sorrindo – Não se preocupe, eu vou te proteger. – ele deu uma piscada pra ela.

ABBY: Eu não estou com medo. – ela retrucou com raiva.

JOHN: Ok. Então prove isso e venha comigo. – ele disse oferecendo-lhe um dos macacões que o balconista lhe entregara. Abby hesitou um pouco antes de praticamente arrancar o macacão da mão dele.

ABBY: Você é um cara morto, Truman Carter. – ela respondeu passando por ele para ir ao vestiário. Carter sorriu, agradeceu o cara e fez o mesmo.

25 minutos depois...

Campo de Guerra

Música de Fundo: Just a Ride (Jem)

Abby quase morria de rir quando conseguia acertá-lo, e, é claro, que com ele não era diferente. Às vezes John passava correndo na frente dela, lhe dando um chega pra lá, o que a fazia errar o alvo. Já Abby, só roubava. Fingia dor, cansaço, falta de munição... Tudo para fazê-lo chegar perto e em seguida acertá-lo, o que ocorria sempre já que ele era um pouco lento.

ABBY: Au! – ela gritou uma vez quando ele acertou sua barriga. Carter se aproximou sorrindo.

JOHN: Desculpa. – ele falou passando a mão no rosto dela numa tentativa de limpá-lo. Abby aproveitou para pegar uma bala escondida e jogar na cabeça dele. Carter apenas fechou o olho tentando diminuir o estrago no cabelo e no rosto, enquanto ela tinha um ataque de riso.

JOHN: Satisfeita agora? – ele perguntou sério.

ABBY: Desculpa, eu não resisti. – ela respondeu morrendo de rir.

JOHN: Muito bom. Eu me preocupo com você e você usa isso como uma tática. Muito honesto, Abby. – ele falou a recriminando.

ABBY: Vale tudo no jogo... – ela respondeu sorrindo – E além do mais, estava doendo pra valer. – ele a encarou preocupado.

JOHN: Tava mesmo?

ABBY: Aham. – ela balançou a cabeça positivamente.

JOHN: Tudo bem. – ele respondeu a pegando no colo.

ABBY: John! O que você tá fazendo?! Me coloca no chão! – ela pediu nervosa.

JOHN: Calma, Abby, eu só tô fazendo isso porque você disse que tava machucada.

ABBY: Mas já passou. – ela respondeu rapidamente tentando se livrar – De verdade. – os dois se olharam, e ele deu mais dois passos antes de se ajoelhar junto a uma coisa de palha, a deitando gentilmente. Abby passou a encará-lo ainda com as mãos no seu pescoço. John a segurava pela cintura e pelas costas aproveitando para se aproximar.

O rosto dele foi chegando mais perto lentamente, e quando ficaram a menos de 4 cm de distância, os dois foram parados pelo barulho vindo do alto-falante, indicando que o tempo da partida acabara. Carter abaixou a cabeça sorrindo e olhou pra ela em seguida, se levantando depois de algum tempo e ajudando-a a fazer o mesmo.

ABBY: Obrigada. – ela agradeceu um pouco sem graça. Ele apenas acenou.

JOHN: Aonde você quer ir agora? – ele indagou enquanto saíam do campo.

ABBY: Se você me convidou, isso quer dizer que você tem um plano... – ela respondeu sorrindo. Ele fez uma cara de "pois é...".

JOHN: Na verdade, eu tinha mesmo planejado uma coisa.

ABBY: Então o que nós estamos esperando? – ela indagou o cortando e sorrindo. Carter riu e olhou pra ela.

JOHN: Não prefere nem tomar um banho antes? – ela pensou um pouco.

ABBY: É, é melhor mesmo.

JOHN: Certo, então vamos logo. – ele falou começando a correr.

ABBY: Carter! John! – ela fez o mesmo indo atrás dele.

2:15 da tarde

Cena 4.4

Carter a deixou em casa e foi pra dele em seguida tomar um banho e trocar de roupa. Vestiu uma calça esporte bege e uma camisa preta. Colocou um tênis , assanhou o cabelo e vestiu uma jaqueta. Pegou a chave do carro e saiu.

ABBY: Entra rápido! – ela afirmou ao abrir a porta da sua casa quando ele tocou a campainha. Carter foi praticamente sugado pra dentro. Ele fechou a porta e saiu atrás dela.

JOHN: Isso é medo de assalto ou o que? – ele indagou sem entender.

ABBY: A água está quase fervendo... – ela falou pra si mesma baixinho.

JOHN: Abby. – ele chamou novamente.

ABBY: Hum? – ela olhou pra ele – Ah, é que eu tô fazendo o almoço. – Carter arqueou as sobrancelhas – Não se preocupe, eu tenho um livro comigo pra impedir qualquer tragédia. – ela afirmou sorrindo. Ele fez o mesmo.

JOHN: É bom mesmo. – ele concordou sentindo um pano que ele não fazia idéia de onde viera, atingir-lhe o rosto.

ABBY: Implicante. – ela respondeu dando uma tapinha nele. Agora sim, a origem do pano foi identificada.

JOHN: Implicante nada, eu apenas me cuido. – ele retrucou a vendo encará-lo incrédula.

ABBY: Eu não vou nem dignificar isso com uma resposta. – ela respondeu o fazendo sorrir.

Píer

3:08 da tarde

ABBY: Esse lugar? – ela indagou parando de andar e olhando ao seu redor.

JOHN: O nosso lugar. – ele corrigiu – Não me entenda mal, não foi por falta de imaginação que eu não te levei noutro canto, é só que eu precisava vir aqui no...

ABBY: Nosso lugar. – ela completou o fazendo sorrir timidamente – Então... – ela recomeçou – Por que nós não sentamos no nosso banco? – ela indagou apontando e se dirigindo ao banco, o fazendo sorrir e ir atrás dela.

JOHN: Na verdade, tem outra coisa pra gente fazer. – ele afirmou tirando uma rosa de dentro da jaqueta e entregando pra ela.

ABBY: O que você andou planejando, Carter? – ela indagou com medo da resposta. Ele apenas sorriu oferecendo-lhe a mão. – Eu sinto que vou me arrepender disso. – ela respondeu se levantando e dando a mão pra ele. Carter riu e os dois saíram andando.

Na praia

Alguns minutos depois...

ABBY: Carter, aonde nós…

JOHN: Calma, a gente já tá quase chegando. – ele respondeu enquanto a puxava pela areia fofa próxima às pedras. Ele a fez ir até um local onde tinham duas pedras gigantes juntas, formando uma espécie de caverna, porém sem ser coberta. Quando os dois entraram, Abby parou surpresa com o que via.

ABBY: Oh meu Deus. – ela falou sorrindo nervosa e olhando as velas acesas espalhadas pelo chão.

JOHN: Senta. – ele pediu.

ABBY: O que? – ela indagou confusa.

JOHN: Confie em mim. – ele respondeu a encarando – Senta. – ele pediu novamente. Ela hesitou um pouco, mas acabou cedendo. Carter saiu de lá e foi pra trás das pedras ligando um microfone num som e colocando um CD pra tocar. Enquanto isso, Abby o esperava completamente confusa.

JOHN: L is for the way you look – ele começou a cantar, aparecendo em cima da pedra – At me. – completou sorrindo e apontando pra si mesmo – O is for the only one I see. – ele continuou descendo a pedra e chegando finalmente ao chão sem parar de cantar. Abby tentou se segurar.

JOHN: V is very, very extraordinary. E is even more than anyone that you adore and – ele começou com os passinhos e agora sim ela não se agüentou. – Love is all that I can give to you – ele apontou pra ela se aproximando. – Love is more than just a game for two – ele a puxou pela mão obrigando-a a se levantar.

JOHN: Two in love can make it – ele a rodopiou – Take my heart and please don't break it. – ele a segurou fortemente perto de si – Love was made for me and you. – ele sorriu pra ela que começou a rir. Carter jogou o microfone longe, a segurando pela cintura e começando a guiá-la. Ele a girava, rodopiava, segurava... Ela só... ria! E daquele jeito, os dois seguiram até o fim da música.

4:30 da tarde

Depois da sessão "mico", os dois caminharam pela praia conversando. Sorriram e se divertiram mais que tudo, com direito a uma pequena guerra de água, o que deixou os dois ensopados. Carter estava levando ela pra casa, quando ela teve um ataque de riso dentro do carro.

JOHN: O que? – ele indagou sorrindo também.

ABBY: Nada, eu só estava lembrando do "John King Cole". – ela respondeu brincando. Ele sorriu envergonhado – Quantos dias você passou ensaiando isso? – ela perguntou rindo.

JOHN: Na verdade, é um dom natural. – ela começou a rir e ele ficou calado. Logo os dois caíram no silêncio e começaram a prestar mais atenção no rádio. Quando finalmente começou a tocar uma música que ele considerava agradável, ela mudou de estação. Claro, se ela não fizesse isso, aí não seria ela. Carter sorriu àquele pensamento.

ABBY: O que? – ela perguntou olhando pra ele curiosa.

JOHN: Nada. – ele respondeu mostrando a língua pra ela.

ABBY: Você vai ver o que eu ou fazer com essa língua quando a gente chegar em casa... – ele olhou pra ela completamente incrédulo com o que tinha ouvido. Depois de se tocar da besteira que falou, ela se encolheu no banco. Os dois ficaram em silêncio durante algum tempo.

JOHN: Sinto muito, mas a minha língua não vai servir pra você treinar medicina. – ele olhou pra ela – Eu não confio tanto assim em você como médica.

ABBY: O que? – ela indagou sem entender.

JOHN: Pra suturar... – ele tentou explicar – Minha língua.

ABBY: Ah... – ela sorriu ao perceber a tentativa dele de acabar com o constrangimento.

RÁDIO: This time, this place... – uma nova música começou a tocar e ela aproveitou pra aumentar o volume. Enquanto a canção foi tocando, Carter prestava atenção na letra. Cada palavra... Ela foi feita baseada na história deles?!?! Quando tocou a 2ª parte, Abby se mexeu um pouco no banco pensando a mesma coisa. Os dois encaravam o rádio pensativos... distantes. Ela foi a 1ª a olhar pra ele, que a encarou esperançoso e assustado. Ela não falou nada e ele acabou virando o rosto voltando a dirigir.

JOHN: Essas bandas que ficam se inspirando na nossa história... – ele afirmou fingindo estar sério. Abby deu um sorriso tímido e voltou a olhar pro lado contrário. Carter ainda a olhou mais uma vez sorrindo, mas logo voltou sua atenção à direção.

Minutos depois...

ABBY: Então...? – ela indagou quando ele estacionou o carro.

JOHN: Eu passo aqui às sete. – ele afirmou a encarando.

ABBY: Você não vai me levar pra nenhum lugar chique não, né Truman Carter?

JOHN: Não, eu prometo. – ele assegurou.

ABBY: Tudo bem. – ela respondeu sorrindo – Até daqui a pouco então.

JOHN: Até. – ele respondeu balançando a cabeça. Abby desceu do carro.

ABBY: Ah e... – os dois se olharam – O show foi horrível. – ela afirmou sorrindo. Carter fez o mesmo e esperou ela entrar no apartamento antes de finalmente ir embora.