O Segredo dos Anjos
By Dama 9 e Saory-San
Nota: Os personagens de Saint Seiya não nos pertencem, apenas Diana e Aisty são criações únicas e exclusivas nossas, para essa saga.
Boa Leitura!
Capitulo 12: Gêmeos.
I – Antigas Dores.
Sentiu o coração dilacerar em seu peito. Tudo parecia igual e teve medo de adentrar por aquelas paredes. Ódio, raiva, impotência, tudo girava feito um turbilhão em sua mente em meio às recordações do passado. Aproximou-se da penteadeira e lá ainda jazia a escova esverdeada, que por tantas vezes usara para pentear os cabelos, agora enegrecida pelo tempo. Tocou-a e foi como se um arrepio, cruzasse seu corpo.
Os dedos trêmulos se apertaram sobre a pequena lua pendurada no pescoço, como se estivesse desesperadamente pedido por proteção.
Aquele pingente, presente de sua mãe, seu amuleto, abençoado por Ártemis, ele lhe protegera, mas fora preciso muito mais do que isso para se livrar das correntes e do terror daquela casa...
-Lembrança-
-Você está bem? –o rapaz perguntou, os orbes verdes e apreensivos jaziam sobre a jovem, que havia se encolhido sobre a cama abraçando as pernas. -Está tudo bem com você? –ele insistiu aproximando-se e tocando de leve seu joelho, recebendo um tapa da mesma. -Calma! Está tudo bem, não quero lhe fazer mal... Ele, não vai mais tentar lhe fazer mal, eu prometo! –o cavaleiro falou com suavidade e ao mesmo tempo com uma firmeza inabalável passando-lhe confiança, enquanto via grossas lágrimas brotarem dos orbes azuis da garota.
-Obrigada; Diana sussurrou ao ver que estava segura, permitindo que o rapaz se sentasse ao seu lado.
-Me chamo Aioros e você?
-Diana;
-Fim da Lembrança-
-Diana? Diana...
Voltou-se rapidamente para trás ao sentir o toque quente de uma mão se fechar sobre seu ombro, sentindo o coração saltar desesperado em seu peito.
-Calma, sou eu... Aioros; o cavaleiro falou com suavidade. –Você estava demorando e...
-Aioros, me desculpe, eu; Diana balbuciou recostando-se sobre a penteadeira atrás de si. –Estava pensando e...;
-Não precisa se desculpar; ele murmurou levando a ponta dos dedos ao queixo da amazona que havia baixado a cabeça, sem conseguir conter as grossas lágrimas que lhe escorriam por debaixo da máscara.
Voltou os olhos para cima deparando-se com os orbes verdes do cavaleiro, eles lhe traziam tanta paz. Lhe acolhiam, protegiam e quando deu por si estava nos braços dele, o seu anjo protetor...
Abraçou-o apertado, mas não conteve as lágrimas que escorriam livremente pelo rosto oculto e caiam displicentes sobre o ombro do cavaleiro. Somente assim protegida pelo calor de seus braços sentia paz. Aioros afagou as melenas escuras da amazona com carinho e por longos minutos se mantiveram assim, apenas abraçados, até percebeu que as lagrimas da amazona haviam cessado.
-Vamos sair daqui; Aioros falou afastando-se parcialmente e fitando o rosto coberto de prata da amazona. –Hoje nós dissemos que sairíamos para nos distrair e... Não quero te ver chorar, me prometeu lembra? Me prometeu que nunca mais ia chorar; ele falou.
A amazona assentiu e ambos caminharam para fora da casa. Já estava na hora de voltarem ao presente.
II – Vantagens.
-Quando éramos pequenos as pessoas sempre nos confundiam; Kanon comentou enquanto continuavam a caminhar depois das mais de duas horas que passaram dentro daquela loja vendo peças e mais peças de roupa.
-Essa deve ser uma das desvantagens de ser gêmeo; Aisty comentou.
-Nem sempre; ele respondeu com um sorriso maroto.
-Ah sim, nem sempre; ela falou, balançando a cabeça, entendendo perfeitamente o que ele queria dizer.
-Bem, você sabe, pra tudo tem vantagens e desvantagens; Kanon adiantou-se em explicar antes que ela tirasse alguma conclusão nada agradável sobre aquilo. –Mas prefiro ser eu mesmo, Saga é sério demais, não conseguiria ficar em um ambiente fechado com alguém sem ao menos falar um 'A'; ele comentou.
-O Saga é sério? –Aisty perguntou de maneira irônica, arqueando a sobrancelha.
-Sei que ele deve ter te passado uma impressão ruim; ele começou.
-Uma? –ela o cortou.
-Varias eu quis dizer; Kanon corrigiu, com um meio sorriso. –Mas ele sempre foi assim, quer abraçar todas as responsabilidades de uma vez; ele completou ficando sério.
-Como assim? –Aisty perguntou, tentando não demonstrar a recente curiosidade.
-Kamus te contou sobre a revolta do santuário? –ele perguntou, vendo-a assentir. –Saga foi um dos cavaleiro indicados para ser o Grande Mestre naquela época, as pessoas literalmente o consideravam um deus, sem saber que dia após dias, ele enfrentava seus próprios demônios numa batalha ferrenha e interminável;
-Ares? –a amazona perguntou, vendo-o assentir. –Deve ter sido difícil; ela murmurou.
-Devia dar uma chance a ele; Kanon falou.
-Como? –Aisty perguntou, saindo de seus pensamentos e voltando-se para o cavaleiro.
-Deveria dar uma chance a ele, quem sabe você possa estar errada sobre ele e ele sobre você; o cavaleiro falou de maneira enigmática.
-Do que se referente? –a amazona perguntou confusa.
-Ahn! Bem... "Droga, tinha que falar de mais"; Kanon recriminou-se em pensamentos pelo pequeno deslize. –O que acha de tomarmos um suco ali; ele sugeriu, apontando um quiosque não muito longe de onde estavam.
-Ótima idéia; Aisty falou, resolvendo deixar aquele assunto de lado.
-o-o-o-o-o-
Em pé com as mãos no bolso da calça e um sorriso bobo nos lábios, Aioros fitava extasiado a cena diante de si. A amazona retirara os sapatos e puxava as pernas da calça até os joelhos antes de afundar os pés nas águas gélidas do lago, sentando-se na beira do mesmo em seguida, vendo-se refletida no espelho d´agua.
-Vem Aioros; Diana chamou voltando-se para trás e lhe estendendo a mão. –Vamos, vai ficar ai me olhando até quando? –ela perguntou sorrindo divertida por baixo da mascara.
-"A minha vida toda se pudesse..."; Aioros pensou dando um baixo suspiro.
-Sabe; a amazona começou tirando o cavaleiro de seus pensamentos e foi a sua vez de se perder em devaneios. –Meu pai costumava pescar aqui...
-Lembrança-
Há muito que o sol havia ido embora, o manto negro da noite se estendia por todo o céu, era hora de voltar para casa, mas não para aqueles que sonhavam descobrir os enigmas do universo.
-Pai; Uma garotinha de mais ou menos cinco anos chamou, depois de fitar por longos minutos o céu estrelado.
-O que foi Diana? –o homem perguntou, voltando-se para traz após fechar o samburá cheio de peixes.
-Por que aquelas estrelas brilham mais que as outras? -a garotinha indagou apontando para o céu, os grandes orbes azuis fixos no caminho de estrelas.
-Qual delas? -ele perguntou sentando-se ao lado da pequena que passara o dia pescando junto de si, pelo menos era isso o que a filha diria a mãe quando chegassem em casa; pensou com um sorriso divertido a brincar nos lábios.
-Aquela; Diana apontou e seguindo a direção apontada Sócrates disse:
-Libra; A garotinha voltou-se confusa para o pai. –Essa é a constelação de Libra, o seu signo zodiacal.
-Meu? Então quer dizer que tudo aquilo é meu? -ela perguntou espantada se referindo as estrelas da constelação.
-É... Bem, quase isso; Sócrates sorriu puxando a garotinha para o colo. –Você nasceu sob o signo de Libra e essa constelação guiará o seu caminho.
-Ahhh; Diana suspirou e o pai continuou.
-Cada pessoa nasce sob uma constelação e essa constelação diz muito sobre nós mesmos, nossa personalidade, por exemplo. Há até quem diga que nossas vidas estão escritas nas estrelas, mas nisso eu discordo...;
-E por quê? –ela perguntou confusa fitando a expressão distante do pai.
-Porque não gosto de pensar que vivemos um plano previamente traçado o qual não podemos mudar independente do que aconteça; Sócrates falou voltando-se para a pequena que lhe ouvia atentamente. –Somente os Deuses tem o poder de mudar o destino, cortar a tapeçaria das Moiras e alterar o rumo dos acontecimentos, no entanto, eu acredito que vivemos o caminho que traçamos e escolhemos. Só os medíocres é que seguem a risca esse caminho imaginário que dizem estar escrito e sabe por que Diana?
-...; A garotinha negou com um menear de cabeça. –Por quê?
-Porque pessoas medíocres não têm a força para fazerem brilhar a sua estrela. Vivem da mesma forma que pensam, na mediocridade, porque simplesmente não são capazes de fazer escolhas e traçar o seu próprio caminho, além daquele que 'já sabem estar traçado'.
Vendo que a garotinha tentava absorver aquela informação sem de fato compreender adotou um outro tom.
-Tenha as pessoas aqui da vila por exemplo. Alguns trabalham, estudam, tentam de alguma forma melhorar a realidade que hoje não é das melhores. Lutam por um futuro melhor para si, para seus filhos enquanto outros se acomodam e dizem que é o destino que quis que tivessem essa vida sofrida. Mas me diga uma coisa, se o nosso destino é escrito, traçado antes mesmo de nascermos como é que se explica que uns brilhem e outros se apaguem estando na mesma situação?
-Eu acho que...; Diana começou. –Acho que isso acontece porque há pessoas que não sonham...;
-Sonham? –ele indagou surpreso com o comentário.
-É, sonham. Não sonham com coisas boas, coisas que não tem, mas que podem vir a ter um dia se lutarem para que isso aconteça...; ela explicou sob o olhar curioso do pai.
-É minha pequena filósofa; Sócrates sorriu, tocando com sutileza o pequeno rosto da filha. –Os sonhos nos são necessários para que não percamos a fé, essa fé que nos motiva a seguir em frente e pensar que um dia talvez não muito longe, tudo possa ser diferente... Que principalmente as pessoas possam ser diferentes.
-Mas papai... Por que os Deuses não ajudam essas pessoas a mudarem?
-Os deuses na maioria das vezes são egoístas ao extremo e não se interessam pelos problemas de nós homens, minha filha. Porém nem todos são assim, Athena, por exemplo, há mais de duzentos anos lutou contra Poseidon e Hades que queriam fazer da Terra a sua utopia, exterminando os homens que aos seus olhos, eram criaturas inferiores e indignas de povoar esse planeta.
-Mas Athena e os seus Santos Guerreiros venceram não é mesmo? –ela perguntou ansiosa por obter uma resposta positiva.
-Sim, e isso provou aos deuses que nós humanos podemos realizar milagres quando estamos determinados a alcançar alguma coisa;
-Papai, me conta de novo como surgiram os Cavaleiros de Athena? –Diana pediu.
-De novo Diana? –Sócrates perguntou, já havia perdido as contas de quantas vezes havia contado sobre os lendários cavaleiros de Athena a pequena.
-É, eu gosto de ouvir as suas histórias; ela respondeu e depois de alguns instantes de silêncio voltou a falar, cerrando os orbes como se estivesse desconfiada de algo. –Às vezes chego a pensar que o senhor foi um deles...;
-Eu? Um santo de Athena? -Sócrates sorriu. –Não minha filha, eu os admiro e os prezo muito, mas eu não posso ter sido um deles.
-E por quê não? –Diana perguntou ainda desconfiada.
-Porque se fosse um deles não teria você e sua mãe... Os santos de Athena têm de abdicar parte de sua vida em prol da justiça e isso, ter de abdicar de você e sua mãe é algo que eu jamais faria. Eu sei, parece egoísmo de minha parte, mas não saberia viver sem vocês;
A garotinha ponderou durante alguns segundos, até que se voltou para o pai.
-Então quer dizer que os Santos de Athena são como padres?
-Como? -Sócrates riu diante da face pensativa da pequena.
-Padres. Os padres não podem se casar e conseqüentemente não podem ter uma família; ela explicou o porque de chegar a essa conclusão.
-É quase isso Diana. Assim como os padres os Santos de Athena dedicam a sua vida em prol de um bem maior, mas a diferença entre guerreiros de Athena e padres vai muito além disso...
Sócrates sorriu e antes que a filha lhe empilhasse com um mundo de perguntas decidiu encerrar aquela conversa, pelo menos por enquanto, afinal já estava tarde.
-O que acha de irmos pra casa? –ele perguntou se levantando e olhando para a pequena que ficara no chão. –Sua mãe ia fazer bolo de chocolate hoje lembra?
-Sério? –Diana perguntou com os orbes azuis cintilando.
-É, aquele com calda de chocolate; Sócrates sorriu estendendo a mão para filha.
-Ta certo; Diana respondeu se levantando. –Mas só se continuar a contar a história dos cavaleiros de Athena depois do jantar, promete? –ela pediu.
-Prometo; o pai respondeu pegando o samburá de peixes ao lado da árvore. –Prometo minha pequena amazona.
-Amazona?
-É, mulheres guerreiras minha filha; ele respondeu diante da indagação da filha.
-O senhor nunca me falou sobre elas, eu acho...
-Porque você não me deu tempo; Sócrates sorriu. –Sempre quer ouvir sobre os guerreiros de Athena e não me deixa falar sobre suas amazonas, tão ou mais poderosas que os santos guerreiros e que assim como eles deram a sua vida em prol da justiça.
-Papai? -ela indagou.
-O que foi Diana?
-Posso ser uma delas? Acho legal aquela história de fazer uma fenda no chão com um só golpe...; ela comentou gesticulando displicente.
-Diana, não é tão fácil assim ser uma amazona, há coisas que...;
-Ah, mas eu quero, posso? -a garotinha insistiu acompanhando os passos lentos do pai.
-Um dia, quem sabe, minha pequena e seria um imenso orgulho para mim, mas...; Sócrates ponderou apontando a luz bruxuleante vinda da janela da pequena casa a frente de si. –Hoje vamos apenas comer o bolo de chocolate da sua mãe...;
-E ouvir histórias, mas sobre amazonas; Ela completou. –Aposto que mamãe também não sabe sobre elas...;
-Ta certo; Sócrates sorriu vencido e ambos caminharam na penumbra até a casa.
III – Seguindo.
-Olha lá, eles pararam; Milo falou, vendo-os sentarem-se em uma mesa em frente ao quiosque de sucos.
Saga permaneceu em silêncio, vira que por um momento o irmão ficara sério. O que só serviu para aumentar a curiosidade que tinha para saber sobre o que estavam conversando;
-O que estão fazendo por aqui? –Alguém perguntou atrás dos dois, que jaziam escondidos atrás de um container de lixo para não serem vistos.
Os dois deram um pulo, virando-se rapidamente para trás...
-Vai assombrar a mãe Afrodite; Milo falou irritado, colocando a mão no coração.
-Eu hein; o cavaleiro falou, arqueando a sobrancelha. Estava dando uma volta pelo centro, quando vira a cena no mínimo comprometedora do geminiano e do Escorpião escondidos atrás de um pequeno container praticamente espremidos um no outro pra não serem vistos sabe-se lá por quem. –Estão com culpa no cartório ou é impressão a minha?
Mal perguntou, Saga praticamente o arrastou para o chão.
-Vai nos denunciar, idiota; ele reclamou.
-Ahn? Do que esta falando? –o pisciano perguntou confuso. Silenciosamente Saga apontou o local que o irmão estava. –Aisty e Kanon, que coincidência;
-Feliz coincidência; Milo provocou, vendo Saga serrar os orbes de maneira perigosa.
-Mas porque vocês estão se escondendo e simplesmente não vão falar com eles? –Afrodite perguntou confuso, achando ainda mais estranho o comportamento dos dois.
-NÃO; Saga e Milo gritaram assustados.
-Por quê? –o pisciano perguntou, arqueando a sobrancelha.
-Bem...; Saga balbuciou.
-Uhn! Acho que já sei; ele falou, com um sorriso maroto.
-Não é o que você esta pensando; o geminiano falou, gesticulando nervosamente.
-Correção, é tudo o que você esta pensando sim; Milo falou. –AI; ele gritou, massageando a cabeça, aonde levara um cascudo do cavaleiro.
-Então o Kanon te passou a perna, hein; Afrodite comentou. –Vamos ver isso de perto;
-Aonde vai? –Milo perguntou surpreso ao vê-lo se levantar e sair de trás do container.
-o-o-o-o-
-Limonada Suíça; Aisty falou. –E você? –ela perguntou, voltando-se para Kanon que parecia ainda escolher o suco que tomaria no cardápio.
-Pode ser o mesmo; ele respondeu, voltando-se para a garçonete que os serviam, entregando os cardápios.
-Nossa, é sempre tão quente assim antes do meio dia? –ela perguntou.
-Nem sempre, mas como é o começo do verão ainda, até a temperatura se estabilizar é assim mesmo; Kanon respondeu, recostando-se melhor na cadeira.
-Kanon, Aisty, que coincidência encontrá-los por aqui; Afrodite falou, com um largo sorriso, aproximando-se.
-Como vai Afrodite? –Aisty perguntou calmamente.
-Bem; ele respondeu sorrindo.
Kanon voltou-se para ele com um olhar desconfiado, conhecia o cavaleiro o suficiente para saber que ele estava aprontando alguma coisa.
-Porque não se senta com a gente e toma um suco; Aisty sugeriu não entendendo o porquê de sentir o geminiano tão tenso a seu lado.
-Ah será um prazer; Afrodite respondeu prontamente sentando-se.
-Afrodite; Milo chamou-o, indo até ele arrastando Saga consigo.
-Saga. Milo? –Kanon falou surpreso por ver até o irmão ali, com um olhar nada agradável para si.
-Aisty, Kanon, vocês por aqui; Milo falou, com falso ar de inocência.
-Vamos sente-se, Aisty acabou de nos convidar para tomar um suco; Afrodite falou, com a maior cara de pau do mundo.
-Convidou? –Saga, Kanon e Milo perguntaram surpresos.
-Convidei? –ela perguntou surpresa com o que estava acontecendo.
-Claro querida, já se esqueceu; Afrodite falou, com um sorriso inocente. –Andem logo, não sabem que é feio fazer uma desfeita dessas; ele repreendeu os dois.
Kanon abaixou a cabeça, balançando-a levemente para os lados, se não fosse Afrodite a virar um grande ice-barg seria ele a ser mandado para outra dimensão.
-Com licença, aqui estão as limonadas; a garçonete falou, aproximando-se.
-Uhn limonada suíça, minha preferida; Afrodite falou com os orbes azuis brilhando infantilmente. –Por favor, me traga uma também, e vocês? –ele perguntou voltando-se para os dois.
-Pode ser o mesmo; eles responderam maquinalmente.
Aisty lançou um olhar de esguelha a Kanon que parecia tão perdido quanto ela com a repentina aparição dos três.
-Mas diz ai, estavam fazendo o que por aqui? –Milo perguntou curioso.
-Compras; Aisty limitou-se a responder.
-O que achou de Atenas, Aisty? –Afrodite perguntou, vendo-a lançar um olhar entrecortado ao Escorpião, que até mesmo Saga encolheu-se na cadeira, como se o recado fosse dado a ele também.
-Ignorando a parte do calor infernal, é um lugar muito agradável de andar, principalmente com um ótimo guia como o Kanon; ela falou, displicentemente apontando para o cavaleiro.
Kanon engoliu em seco, diante do olhar do irmão, ela não estava ajudando em nada lhe colocando naquele rolo.
-O único problema é que para chegar precisa de GPS, porque as ruas são todas iguais; Afrodite brincou.
-Concordo, se não fosse o Kanon ainda estaria perdida, sabe-se lá aonde; Aisty completou, numa calma assustadora, sem notar a presente tensão entre os irmãos, Milo olhava de um para outro, esperando pra ver quem surtaria primeiro.
-Uhn pelo visto o Kanon esta se saindo um ótimo guia; Afrodite comentou, com um sorriso maroto.
-Você não faz idéia; a amazona respondeu, enquanto levava o copo aos lábios, ignorando a ambigüidade da frase.
-Aqui estão os sucos, senhores; a garçonete falou, deixando a bandeja com os sucos na mesa.
-Obrigado; eles falaram.
-Já conhecia a Grécia, Aisty? –Afrodite perguntou curioso.
-Não, eu estava até comentando com o Kanon que treinando em Naxos, acabei ficando limitada somente aquela ilha, até terminar o treinamento; ela falou, sublinhando o nome do cavaleiro.
-Infelizmente é assim mesmo; Milo comentou, estranhamente sério. –Acho que se as pessoas 'normais' vivessem uma ínfima parcela do que nós já vivemos, não agüentariam;
-Mas alguém tem que fazer o trabalho sujo; Saga e Aisty falaram ao mesmo tempo, um silêncio estranho recaiu sobre a mesa.
Trocaram um rápido olhar, sem emitir som algum, perdidos em seus próprios pensamentos, até Afrodite tentar apaziguar a presente tensão, tornando a falar, envolvendo-os em uma longa conversa, impedindo-os de pensar.
Continua...
Domo pessoal
Mil perdões pela demora em postar, mas devido a alguns probleminhas de agenda e novos projetos, acabamos por negligenciar essa fic, mas isso não vai voltar a acontecer. Em breve o próximo capitulo vai ao ar cheio de mistérios do passado e surpresas. Aguardem.
Agradecemos de coração também os reviews super gentis e o incentivo de todos para com essa fic e a nossa parceria.
Até a próxima
Um forte abraço
Dama 9 e Saory-san.
