Esse capítulo ofereço para Pérola, que alegra meus dias com reviews gostosos de ler, e principalmente com histórias maravilhosas que me fazem viajar pelo mundo que ela cria com tanto carinho e competência. Obrigada por tudo!
- Almirante! – Gritou Brock, ao ver Jensen no chão, quando as primeiras balas de canhões atingiram o Henrique II, arrebentando cabos que agiram como chicote, atingindo alguns marinheiros, e fazendo voar lascas de madeiras.
Quando as primeiras balas de canhões atingiram a fragata, Jared sentiu uma dor tão forte em seu peito que o ar lhe faltou, se segurou na murada do navio para não cair.
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- Mande os homens saírem de trás dos canhões imediatamente. – Ordenou Jensen falando com dificuldades devido um pedaço de madeira enfiada no peito. Assim que a ordem foi cumprida balas de canhões atingiram o Henrique II na direção onde os canhões se encontravam. Se a tripulação não estivesse tão concentrada em proteger o navio, teria reparado que o Colibri atacava igual ao Henrique II.
- E agora senhor? – Perguntou Brock para Jensen que já estava de pé, quebrando a madeira que tinha lhe ferido, o pedaço ainda ficou fincado em seu peito.
- Vamos rezar. – Disse Jensen pensando alto.
- O que senhor? – Perguntou Brock do seu lado tentando examinar o ferimento.
- Qual a posição do Henrique III? – Perguntou Jensen. – Esse ferimento não foi nada, não se preocupe. – Disse para o rapaz que continuou lhe olhando preocupado, pois o sangue manchava a sua roupa.
- Ele já chegou ao Queen Elizabeth II, senhor! E Uma nuvem de fumaça está começando a encobri-lo. – Informou o Vigia.
- Ótimo. Vamos desviar em direção ao Queen, se conseguimos chegar a esse canal - Disse apontando para um mapa que o Tenente abriu a sua frente. - Estaremos salvos, afinal por ser entre duas ilhas nenhum navio seguirá em perseguição, pois pode cair facilmente em uma emboscada. – Mostrou Jensen no mapa, e estranhando o fato do cessar fogo vindo do Colibri. – A todo pano. – Na verdade Jensen queria continuar indo em direção ao Colibri, mas sabia que nunca chegaria perto dele o suficiente e sobreviver. – Por que será que ele deixou de atacar?
- Às vezes rezar funciona. – Falou o Capitão A.J. fazendo Jensen arquear as sobrancelhas em surpresa.
No Colibri
- Cessar fogo! – Ordenou Jared depois da segunda salva de tiros que atingiu o Henrique II.
- Cessar fogo! – Repassou Jake a ordem. – Cessar fogo? – Perguntou em seguida surpreso com a ordem.
- Sim! Cessar fogo! – Gritou Jared fazendo a sua voz ecoar pelo navio.
- Por quê? – Perguntou Ho.
Jared ficou calado e o Colibri todo em silêncio, olhando seu Capitão sem entender o motivo dessa ordem tão absurda. Mas como explicar que o motivo foi o seu coração que mandou ele para de bombardear aquela fragata? 1
- Por quê? Não temos motivos para afundá-los. – Disse Jared, sabendo que a desculpa era a pior possível. – Baixar ancora e velas.
- Como não temos motivos? Ele atacou um dos nossos! – Disse Jake.
- Repasse a minha ordem. – Disse Jared sério, de uma maneira que não admitia desobediência.
- Baixar ancora e velas. Pronto Capitão. – Disse para Jared enquanto via a fragata se afastando. – Quais as suas próximas ordens? – Na voz uma raiva controlada, pois apesar de não ser um navio da marinha, tinha de demonstrar respeito ao seu superior. Caso contrário poderia sofrer punições bem piores do que se fosse militar.
A ordem que Jared queria dar seria uma que o faria ser jogado no mar imediatamente. Abordar o Henrique II, que com certeza levava o dobro de homens da tripulação do Colibri.
O Colibri ficou ancorado esperando a aproximação do Flor de Lótus e do Vênus do mar.
Jared via a fragata se afastar, e começando a se encobrir pela fumaça, se camuflando, seu coração se apertava. A saudade de Jensen doía à medida que o Henrique II saia do seu alcance. Ele não compreendia essa relação de não atacar a fragata com Jensen, mas como explicar isso a sua tripulação.
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Jensen respirava fundo olhando o Colibri, os que percebiam pensavam que era por causa do ferimento em seu peito, e se preocupavam com o seu comandante. Mas na verdade o loiro se sentia sufocar por estar deixando o Colibri para trás. A raiva que Kane plantou em seu coração pelo navio pirata em nenhum momento se fez presente.
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Quando a rampa entre o Colibri e o Flor de Lótus foi posta, Alona atravessou com uma lança indo diretamente em Jared. – O que aconteceu? – Gritou à loira, vermelha de raiva. – Por que aquele desgraçado escapou?
- Não fala assim dele! – Gritou Jared, mas imediatamente se assustou com as suas palavras.
- Era algum amigo seu? – Perguntou Roger que acabava ir abordo do Colibri. Era a única explicação, afinal Jared tinha sido um Capitão da marinha. Mas ele nunca recuou diante de nenhum navio inglês.
- Não! Não sei! – Disse Jared sem saber se explicar.
Misha segurou a mulher tentando acalmá-la, afinal Alona estava grávida não podia se estressar daquela maneira.
- Me solta! – Disse a capitã saindo dos braços do marido. – Ele vai ter que me convencer por que não mandou aquele navio para as profundezas do mar, com toda a sua tripulação, mesmo depois dele ter nos atacado. Poderíamos nem estar aqui, se eles não fossem ruins de tiro.
-Aquele navio não afundou o Flor de Lótus, por que não quis. – Disse Jared.
- Para de defender o inimigo! – Gritou novamente a Alona. – E me explica, por quê?
- Alona, te a calma! – Falou Misha sério, e colocou as mãos no ombro da esposa que respirava fundo de tanta raiva.2
- Jared explica, por favor, nós temos o direito de saber. – Falou Roger com calma.
- A voz da mulher de Tortuga parecia que gritava em meus ouvidos: Ouça o seu coração! E o meu coração pediu para cessar fogo. Eu apenas obedeci. – Disse Jared fechando os olhos.
- O teu coração pediu! – Disse Alona indignada. - Pois o meu está pedindo para te tirar do comando do Colibri antes que mate todo mundo com essa loucura! Agora você acha que o Jensen estava naquele navio? O Jensen morreu!
- Cala a boca. – Gritou Jared. – O Jensen não morreu!
- Não grita com ela. – Gritou Misha se colocando na frente da mulher. – Ela é frágil!
- Frágil? Se eu ainda soubesse rir, dava gargalhadas. – Respondeu Jared.
Pararam com a discussão quando avistaram um navio se aproximando, reconheceram o Arpoador, era comandado pelo Crowley.
- Preparem os canhões! - Jared deu a ordem procedimento normal quando qualquer navio se aproximava, sendo amigo ou inimigo.
- Teu coração mandou? – Perguntou a loira com ironia. 3 Recebendo um olhar de 'te cala' do Misha, coisa rara, por isso a loira obedecia.
- Permissão para ir abordo. – Pediu Crowley. E Jared fez um gesto permitindo. Uma rampa foi colocada entre os dois navios.
- Vejo que aconteceu uma batalha recente por aqui. – Disse Crowley olhando em direção a fumaça que ainda era vista no horizonte. – Foi com alguma fragata? – Perguntou com medo de ter chegado tarde demais.
- Não, colocamos a pique um galeão inglês. – Disse Jared. - Por quê? – Perguntou curioso por causa da sua referência a fragata.
- As fragatas ele não afundou, por que o coração dele mandou! – Disse Alona ainda com ironia.
- O coração? – Crowley riu balançando a cabeça como se achasse aquilo incrível. Mas logo ficou sério e olhando nos olhos de Jared continuou. – Se outros piratas, em geral, souberem que você as deixou escapar, irão questionar o porquê de o Colibri continuar sob o seu comando.
- Qual o motivo dessas fragatas serem tão importantes? – Perguntou Jared.
-Nesses quase dois meses essas fragatas afundaram uma média de 15 navios piratas. E 6 de uma só vez. – Disse Crowley. – Apesar de que esses números são duvidosos, pois em todos os portos aumenta o número de navios afundados.
- Não disse que ele não afundou teu navio por que não quis! – Disse Jared para provocar a loira.
- Parece que não foi apenas o Capitão Padalecki que ouviu seu coração. – Falou Crowley rindo.
- O que o senhor quer dizer com tudo isso? – Perguntou Roger que até o momento se mantinha calado.
- As fragatas estão sob o comando do Almirante Dean Smith, que em pouco tempo se tornou uma lenda nos mares. Sua cabeça está a prêmio, tem um baú cheio de ouro para quem capturá-lo, vivo ou morto. – Informou
- Podíamos ter ganhado um baú cheio de ouro. – Comentou um dos homens, afinal para qualquer pirata, ouro era uma palavra mágica.
- Era mesmo! – Falou outro.
- Nós temos baús cheios de ouro, não precisamos deste. – Disse Jared antes de todos começarem a falar.
- Mas ouro nunca é demais! – Disse Alona, ainda com raiva, principalmente por saber dos feitos do oficial.
- Mas esse ouro seria amaldiçoado por cada pirata aqui presente! – Falou Crowley.
- Capitão, por favor, fale logo, esse rodeio está me matando. – Pediu Roger novamente, pois achava que a conversa do Capitão iria lhe levar a uma pista de Jensen, e Jared também acreditava nisso, seu coração batia acelerado cheio de esperança, uma esperança que chegava a ser uma certeza.
- Como eu ia dizendo, elas estão sob o comando do Almirante Dean Smith, a mais nova lenda do Caribe, e isso é um problema para nós piratas, pois ele pertence ao outro time. No porto de São Tomas, além do feito dele ter matado um Capitão pirata que se passava por um honesto mercador francês, cortando-o o pescoço, pois o sanguinário homem ameaçou seu filho com uma faca, mandou uma guarnição para prender a tripulação do La Vent. Os...
- Crowley! – Chamou Jared interrompendo o pirata. – Por que tanto rodeio?
- Calma. Capitão! Ainda não falei da beleza desse Almirante, vou repetir apenas o que ouço não tenho nenhum interesse. Um corpo alto e forte, perfeito inclusive mesmo com as pernas arqueadas, os cabelos loiros, pele dourada pelo sol, pequenas sardas espalhadas pelo belo rosto, olhos verdes, boca carnuda e rosada. – Crowley ia falando e lágrimas entre sorrisos surgiam no rosto de Jared e de Roger.
- Jensen! – A voz do Capitão Padalecki foi somente um sussurro.
- Vocês o conhecem por esse nome. – Disse Crowley.
- Você quer dizer que o Almirante Dean Smith e o Jensen, o nosso Jensen, são a mesma pessoa? – Perguntou Jim Beaver, o primeiro a recuperar a voz, com os olhos cheios de lágrimas, coisa que se podia ver em todos os piratas ali presentes.
- Isso. – E Crowley contou toda a história desde o primeiro encontro, o mergulho no mar, quando teve certeza, a sua fuga de Ilha Bonita, por desconfiar do Comodoro Kane.
- Chris Kane! – Jared repetiu o nome com ódio. – Mas você disse filho? Que ele cortou a garganta de um homem por causa do filho?
- Esse é outro mistério. – Respondeu Crowley.
- Levantar ancora, baixar as velas e vamos a todo pano, Ho traça a rota para Ilha Bonita. – Disse Jared de repente, com uma energia a muito não vista.
- Espera. – Disse Crowley.
- Esperar por quê? Não vejo a hora de tê-lo outra vez em meus braços. – Respondeu Jared sem entender.
- Eu sei, mas como você vai fazer para se aproximar? Eu o vi preparando aquele navio, escolhendo homens e munições. Se o Colibri, não fosse o que é, vocês estariam no fundo. Por algum motivo ele não colocou a pique o Flor de lótus, mas acho que isso não vai se repetir. Quando estiver ao alcance dos canhões dele, estarão perdidos e aí? Vão ter coragem de revidar?
- Mas... – Falou Jared, sabendo que Crowley tinha razão.
- Eu tenho um plano. – Disse Crowley, e os capitães se prepararam para ouvir.
Nota: Esse capítulo é pequenino, mas traz uma alegria coisa que nessa fic não tivemos tanto! Srsrsr. Então preparem os corações que o Capitão Padalecki já sabe onde encontrar o seu maior tesouro.
Elisete ()
Ficou feliz que tenha gostado do capítulo anterior, e espero que tenha gostado desse também, apesar de todas as tuas previsões falharem! Srsrsr
O Dean conquistou o amor do Jensen, não sei realmente qual será o futuro do garoto, já mudei umas três vezes.
A separação está meio caminho de acabar, espero que o plano do Crowler de certo dessa vez o último dele foi terrível(Em Supernatural) srsrs
Vamos aguarda para quando o filho da Alona nascer, como será que essa loira vai se comportar! Srsr
Beijos mil para vocês!
Você me mando um reviews para saber como comentar no nyah a história da Lady, La tem que se cadastrar, caso contrário não é possível, e não veio o seu email na mensagem que me enviou, por isso não te respondi.
Beijos outros mil! srsrsr
Pérola
Oba ganhei três em um! Srsrsr
Não sei se o velho capitão ia conseguir domar a fera! Srsrsrs
Mas o Hartley, que é lindo, ele é o arqueiro do Smallville, um loiro morto de gato!
Não consigo escrever o Jensen menos do que ele é! Srsrsrsr Que frase tiete! Tenho uma fic que é para ele ser mal, porem não sei fazer isso, olha a confusão!
Foi uma resposta bem malcriada que eele deu ao Brock, mas mereceu paracia que estava torcendo para o inimigo!
O Jensen sem o Jared só é alguma coisa quando ele está comigo!
Viu como consigo fazer eles se ferirem e sofrerem?
Realmente quando a gente mata um deles, quem sofre mais é o outro! Vê o Jared sofreu em 11 capítulos a incerteza de saber se o loiro estava vivo ou não.
Acho que não foi o coração dele, foi a ameça da Pérola que fez o Colibri cessar fogo!
Viu agora não fiz mais isso parei em um ponto certinho!
Como Jared feliz pois já sabe onde encontrar o seu amor, não sou mais malvada!
Posse receber um comentário feliz agora!
Tem gente que acho que desistiu de lar as minhas duas fics por causa das crianças, mas elas se encaixaram tão bem, e não os vejo como ameaça do amor deles.
Mostra um lado lindo do Jensen, fiquei com medo de me torna repetitiva ou os personagens se confundirem, mas resolvi correr esse risco, amo o Dean e Jenny de END.
Quero criar vergonha na cara, mas ainda vai demoror um pouco, acredito que as minhas próximas fics, não terão toda essa espera!
Notas da beta, não todas! srsrs
(tem razão, nem eu ia acreditar nele!)
(baixinha mais tempestiva! Adoro ela!)
(me deu vontade de bater nela nessa hora, imagina no Jay?)
