DISCLAIMER: NããããO, os personagens a seguir não me pertencem (salvo raras exceções!). Pertencem,sim,a uma pessoa mais esperta, rica e cruel do que eu, pq se fossem meus, o seriado jamais teria terminado daquela forma tosca!!

Lidy: aháá, resolveu voltar eh senhorita? Que que deu que andou sumida??? Que bom que ainda estás gostando...o Rox não foi pq tava em Londres com "su madrecita" e aquela "coisa fofa" da Lucy..kkkkkkkkk mas ele chegou!!! =D curtaa, bjO linda!

Aline Marguerite: eu demoro pq dá uns problemas akee...=[ e pq algumas pessoinhas demoram pra postar review sabe...^^ mas akee tah mais um cap linda! bjinhOs!

Jéssica: minha flor, e nesse tu não sentiu pena dela naao? o.O a mulher quase se mata e tu ri...aff! ah, tu eh "alemoa" eh? Não sabia... ehehe bjinhoS!

Rose Eva: lindaa, não desmaia naao! e não me briga...=[ o Rox chegou!!! Siim, veja o reencontro dele e da Madge e, de quebra, uma descoberta mara!!!kkkkkkkkk bjOs, enJoy!

Anne: acalma o coração flor, aqui estah o 12!!! heheheh bjoS...

AmandaBBC: minha lovinhaa, sim, eu tbm to amando a Jessie... ela eh meio locona, axo q qdo (e se) chegar na idade dela vou ser bem assim...=D ah, revelações sobre a gravidez da Madge, embora eu ache q tu jah saiba....kkkk ah, a Broadway eh demais pra Lucy, quem sabe um teatro de bonecos?kkkkkk bjOkas linda!

Marguerrite: aháá, nem me brigou mais!! \o/ akee tem mais Rox, aliás mais ROX e MADGE!!! Aff! Corre ler mulher, e deixa um reviewzao hein?kkkkk bjos lova!

Sophie: minha floR, como tu taah? =P poiseeh, a Jessie eh fantástica mesmo…o Chall nem sabe a mulher q teem..kkkkkk a Brigitte eh má, deusolivree!!!doidinha de pedra...hehehe O Rox tah chegandoO, segure seu chapéu!ahh, amei a review, entonces akee vai o 12!!hehehe bjiNHos!

Raphaela Blakely: nhááá =D, racheei muito de rir com a cena "correndo pela casa"...kkkkkkkk =P bonitãão? Mas eh difícil achar alguém mais bonito que o Roxtoso neh?!huhsauhasusa ;) bjOS linda!

KIO: obrigada floR! Isso ai, em tua homenagem, eis o reencontro de Rox e Madge! Aiiin, e siim, eu tbm amoO o bebezinho deláá!!husahusahas bjOs linda!

Amanda: oláá!! Que bom que está gostando... eis a continuação!!!bjiNhoS

Lady Jeh: lovaa, finalmente hein?! Poiseeh, tah faltando umas bifas na fuça da Lucy, mas dexa isso pro futuro talvez...hsauhsausahusa! o bebê é fantáástico, amoO!1bjOS amoUra, eis o 12!

Meninaas lindas, akee tah o 12, como prometido!!! Mas as inadimplentes estão me deixando absolutamente deprimida...=[ siim, estou perdendo a inspiração e não sei se vou conseguir digitar o 13 se as reviews atrasadas não forem pagas!!!

bJOS


Capítulo 12 – Despertar

- Alemanha? Mas por que você precisa ir para a Alemanha meu filho?- perguntou Lady Elizabeth ao filho, ainda sonolenta.

- Sim mamãe, Alemanha, mas não me pergunte o que vou fazer lá, porque não lhe direi.- respondeu Roxton, apressado.- Preciso correr, mas ligo assim que chegar.

- E Lucy?

- Ãnh, bem, diga-lhe que voltarei logo.- disse ele, saindo.

Estava bem com Lucy, não que pretendesse realmente se casar com ela, mas ainda não tinha anunciado o fim do noivado. Seria demais para a pequena ter que suportar a morte do pai e o escândalo do rompimento, ele acabaria com tudo assim que voltasse e trouxesse Marguerite consigo. Certamente a menina compreenderia o amor dele pela herdeira...

Sua cabeça estava num turbilhão desde que recebera a ligação de Summerlee. Ele lhe dissera que Marguerite fora encontrada e que a tinham levado para o hospital, mas tivera que desligar, apenas lhe pedira para ir imediatamente para Berlim.

"Deus, que ela esteja viva... Por favor, por favor, que Marguerite esteja viva...- pedia mentalmente, num arremedo de prece."

E o que teria acontecido com o bebê? Será que ela havia perdido seu filho? Bem, aquilo era importante, mas a vida de sua amada era mais... Alem disso, eles poderiam ter outros filhos, muitos outros!

"Dessa vez você não me escapa Marguerite, não a deixarei fugir novamente...".

E, com as idéias num turbilhão, Lorde Roxton abriu a porta de saída da Mansão Roxton, bem a tempo de ver o carro da Condessa de Avebury parar ali em frente.

- Condessa?

Um homem desceu do carro e estendeu a mão para que Catherine descesse também.

- Lorde Roxton, boa noite.- disse ela, andando até ele.- Desculpe-me o inconveniente da hora, mas imaginei que o senhor quisesse ir para Berlim o mais rapidamente possível depois que recebesse uma certa ligação.

Ele sorriu.

- Então a senhora...

- Nada de senhora, Lorde Roxton.- repreendeu-o.- Mas sim, Phillip me ligou há pouco e contou-me tudo. Estou aflita e consegui um avião para levar-me até lá, gostaria de saber se você quer nos acompanhar?

- É, é claro Condessa.- ele fechou a porta.- Estou pronto, podemos ir.

A mulher pediu que o filho voltasse ao volante e sentou-se no banco de trás, com o Lorde. Então Edwin arrancou e rumou para a propriedade de uma certo amigo de seus pais.

- Este é meu filho, mas vocês se conhecem não?

- Sim, lembro-me dele de alguns eventos sociais.- comentou Roxton.

- Nos conhecemos num dos inúmeros bailes da sociedade inglesa, mas nunca dançamos uma valsa sequer.- gracejou Edwin.

Todos riram do comentário do rapaz, que dirigia numa velocidade incrível para os padrões das ruas de Londres, e logo começaram a falar de amenidades. Quase nem perceberam quando chegaram ao castelo Lecouvenreur.

- Catherine, que honra!- disse um homem, assim que a Condessa desembarcou diante de um belo castelo de pedras.

- Ora Gerard, a honra é toda minha.- ela sorriu.- Aliás, desculpe-me importuná-lo a esta hora, mas trata-se do assunto mais importante da minha vida.

- Eu sei minha cara, "Marguerite" é importante para todos nós. Faço votos para que desta vez dê tudo certo.

- Obrigada.

- O piloto os aguarda na pista de pouso, nos fundos da propriedade. Meu motorista os levará até porque eu preciso voltar e cuidar da Duquesa, ela não anda muito bem...- desculpou-se Gerard.- Mas sintam-se à vontade para pegar o que precisarem.

- Mande meus cumprimentos à Emiliènne, diga-lhe que estimo suas melhoras.- Catherine despediu-se do amigo.- Agora preciso realmente ir meu caro, mas mando-lhe notícias assim que possível.

- Boas notícias, espero eu.


- Edwin é fascinado pela idéia de voar desde que era pequeno.- comentou Catherine com Roxton assim que sentaram-se em suas poltronas, a bordo do avião do Duque de Cantebury e seu filho enfiou-se na cabine do piloto.

- É normal, querendo ou não ele ainda é jovem.- comentou o Lorde.- Ele sabe pilotar?

- Sabe um pouco.

Eles continuaram conversando por alguns momentos sobre amenidades, até que a Condessa se calou de repente e olhou demoradamente para fora.

- Diga-me Lorde Roxton, como é minha filha?- pediu.

Roxton encarou a mulher que estava sentada diante de si e sorriu. Ela se parecia muito com Marguerite, exceto pelos olhos assustadoramente azuis, mas os lábios e os bastos cabelos negros eram rigorosamente os mesmos.

- Bem, ela se parece muito com a sem... digo, com você.- começou o Lorde.- Deixe-me ver, devo ter uma fotografia dela em algum lugar...

- Eu sei como ela é fisicamente,- respondeu Catherine.- gostaria de saber mais sobre a personalidade dela...

- Huum, bem o que posso dizer?- começou ele, receando falar demais e acabar colocando às claras seus sentimentos pela herdeira.

A Condessa de Avebury olhou no fundo dos olhos do caçador por alguns instantes, parecia estar perscrutado-lhe a alma, então não conteve uma gargalhada calorosa.

- Meu caro Lorde, você realmente acredita que não sei que está completamente apaixonado por minha filha?

Ele deu um muxoxo desanimado.

- É tão evidente assim?

- Céus, está escrito em sua testa!- ela parou de rir e suspirou.- Você ama Marguerite mais do que pode expressar, mas até do que consegue compreender...

- Realmente, não consigo mais me imaginar sem ela. Na verdade não sei como vivi tanto tempo sem Marguerite...

Catherine não disse nada, apenas esperou que ele prosseguisse.

- Marguerite é a mulher mais fantástica que já conheci! Ela é forte, determinada e corajosa como poucos, mas odeia acordar cedo.- ele sorriu, enlevado pela lembrança de sua amada.- Quando precisávamos ir a algum lugar logo pela manhã, céus, ela reclamava de tudo, a única coisa que podia acalmá-la era ter uma grande xícara de café esperando por ela assim que chegasse à cozinha.

"Ah, ela odeia mosquitos, moscas e quaisquer variações do gênero.- ele pareceu fazer um eforço para lembrar-se de alguma coisa.- Ah, e se ela cruzar os braços e arquear as sobrancelhas, bem, é melhor sair de perto porque alguma bomba vai explodir."

A dama o escutava com atenção, parecia querer decorar cada palavra que lhe era dita sobre a filha para que, quando a reencontrasse, tudo fosse o mais perfeito possível.

- Ela adora banhos de rio quando o dia está quente, odeia a canja de galinha do Challenger...- ele riu.- Mas isso não é privilégio dela, porque todos odiamos Challenger na cozinha!

"Deixe-me ver o que mais...- ele ficou silencioso por alguns instantes.- Ah, e quando dorme, posso jurar que Deus não fez sequer um anjo que se aproxime da beleza e da placidez de Marguerite quando dorme. O cheiro dela é inebriante, os cabelos tão macios e a pele... A pele dela é mais suave que a mais nobre das sedas!"

"Também há os olhos, aqueles olhos verdes tão profundos. Duas esmeraldas não têm o mesmo brilho daquele par de olhos que, quando me encaram, me fazem desejar mergulhar ali e me perder para sempre dentro dela."

- Mãe, pousaremos em alguns minutos.- anunciou Edwin saindo da cabine do piloto e rumando para sua poltrona.- É melhor afivelar o cinto.

- Bem Lorde Roxton, depois de tudo isso preciso lhe fazer uma última pergunta.- disse a Condessa com voz grave.- É visível que você ama Marguerite com todas as fibras de seu ser, então por que anunciou o noivado com a filha do Barão de Wilmington? Não posso crer, não depois de tudo o que você me disse hoje, que minha filha tenha sido apenas a sua "diversão de alcova" como Lady Elizabeth faz questão de espalhar aos quatro ventos.

- Jamais!- disse ele exasperado.- Marguerite é a mulher da minha vida, a única com quem quero passar o resto dos meus dias.

- E, no entanto, anunciou que irá casar-se com outra! Seja sincero comigo Lorde John Roxton, o que você pretende fazer em relação à isso?

- Irei anunciar publicamente o fim de meu noivado com Lucy assim que voltarmos à Londres. Essa história toda foi um delírio da cabeça de minha mãe, mas não permitirei que vá tão longe.

- Irá?- ela arqueou a sobrancelha, num gesto exatamente igual ao de Marguerite.

- Eu lhe dou minha palavra de Lorde quanto à isso. Depois de anunciar o fim dessa história, pretendo comunicar oficialmente meu casamento com Marguerite, isso, é claro, se ela quiser e você e seu marido permitirem.

Catherine sorriu e apertou a mão do Lorde num gesto de concordância.

Então o avião pousou.


- Ela vai demorar muito para acordar?

- Provavelmente só falaremos com ela pela manhã. Acho que devíamos tentar descansar.

- Não sei se conseguirei ficar parada, relaxar.- disse Verônica.- Ela está tão pálida, tão, tão...

- É natural minha cara, visto a quantidade de sangue que ela perdeu.- começou Challenger, no tom mais "professoral" que possuía.- Além disso, vê-se claramente que ela está anêmica e desidratada, isso, sem comentar, as prováveis torturas a que foi...

- Tudo bem George, nós já entendemos.- atalhou Jessie.

- Mas ela ficará bem.- disse Malone abraçando a noiva.- Marguerite é durona, certamente não se deixará derrotar. Não agora quando não é só a sua vida que está em jogo...

- É o que eu espero também.- disse Jessie, tentando quebrar o clima pesado.- Porque, se depois de tudo o que fizemos, ela resolver morrer, eu a mato!

Ninguém comentou mais nada, então Summerlee chegou, acompanhado pelo médico que tratava da herdeira.

- E então? Como ela está?- apressou-se em perguntar Verônica.

- Mal.- disse o médico.- É realmente espantoso que ela tenha agüentado tanto tempo antes de chegar aqui.

- É tão ruim assim?

- O organismo dela está debilitado, os nutrientes são divididos entre ela e o bebê e isso dificulta a recuperação.

- Há risco de ela, sabe, de ela não resistir?- a voz de Malone estava temerosa.

- Bem, as próximas horas são importantíssimas porque é quando veremos como ela reagirá aos medicamentos.- explicou o médico.- Esperamos que o organismo dela consiga se fortalecer com a medicação e ela finalmente reaja. Mas, devo dizer que, nunca vi ninguém com tamanha gana de viver, qualquer um no estado dela não teria resistido por tanto tempo.

Eles não responderam, então, depois de trocar mais uma ou duas palavras com Summerlee, o doutor se retirou.

- Marguerite está tendo o melhor tratamento que existe, o Conde cuidou disso pessoalmente.- contou o botânico.- Certamente poderemos conversar com ela amanhã e tudo não terá passado de um susto.

O tempo escorria lentamente pelos corredores do hospital. Verônica já percorrera toda a extensão da sala em que estavam um milhão de vezes, mas o sono insistia em não aborda-la. Tampouco a qualquer um dos outros.

Challenger estava sentado com a esposa a um canto, e ela descansava a cabeça em seu ombro sem, no entanto, dormir. Summerlee estava sentado, teso, numa outra poltrona e Malone olhava para fora, por uma grande janela.

- Eu tenho o direito de vê-la, sou a mãe dela!- bradava uma voz, ligeiramente alterada, no corredor.

Os exploradores correram para ver o que se passava.

A Condessa de Avebury discutia com uma enfermeira, enquanto Roxton e um outro rapaz tentavam acalmá-la.

O Conde havia saído atrás do médico.

- Condessa, por favor, não há motivos para tanto.- disse Summerlee, intrometendo-se.- Venha, entre aqui conosco.

Ele conduziu a mulher para a sala de espera que lhes fora designada.

- O médico está vindo, acalme-se. É certo que ele permitirá que veja sua filha, mas não se altere tanto.

A mulher sentou-se num dos sofás e arrumou uma mecha de cabelo que se desprendera de seu coque.

- Roxton!- exclamou Verônica, indo cumprimentar o amigo.

- Verônica.- ele a abraçou.- Malone. Como foi a viagem?

- Ótima, a família Malone é incrível!- disse a loira.- E você, resolveu a questão do noivado? Jessie nos contou...

- Ah, nem fale nessa estupidez de minha mãe.- ele fez um gesto como se espantasse uma mosca particularmente impertinente.- Não fosse por isso, eu e Marguerite não teríamos brigado!

"Mas deixe isso para lá, me digam, como ela está?"

O casal se entreolhou.

- Bem, a situação não é nada boa...- começou o jornalista.

Naquele momento o Conde voltou, acompanhado pelo médico.

- Venha Catherine, vamos ver Marguerite.- anunciou ele, sem olhar para ninguém, que não a esposa.

Ela levantou-se e, acompanhada pelos dois homens, foi até o quarto da herdeira.

Era um típico quarto de hospital, branco, com uma cama alta e os aparelhos mais modernos. Catherine nunca tivera problemas com hospitais, mas, ao ver a moça deitada ali diante de si, imóvel, seu coração quase parou. Não havia mais espaço para dúvidas, aquela era sua filha!

- É ela Phillip, posso sentir em cada fibra do meu ser que esta é a minha filha! A nossa pequena...- murmurou ela, emocionada, se aproximando da cama.- E ela é tão linda, mesmo com tudo isso, tão linda...- ela contemplava o rosto da filha com os olhos brilhando.

Marguerite estava pálida e com manchas arroxeadas em volta dos olhos. Os cabelos negros espalhavam-se sobre o travesseiro, contrastando violentamente com tudo ao redor, e, uma máscara de oxigênio cobria-lhe o nariz e a boca. Ela tinha a mão esquerda enfaixada e uma cânula levava soro à uma veia em seu braço direito.

- Ela vai ficar bem, não vai?

O Conde encarou a esposa demoradamente.

- Eu rezo a Deus para que sim, mas a situação é crítica. O doutor Travers...

- O doutor Travers que se exploda! Não me importa o que ele diz!- interrompeu-o ela, decidida.- Minha filha ficará bem, nem que para isso eu precise vender minha alma ao Demônio! Não vou perdê-la, não de novo...

Ela segurou a mão direita de Marguerite e. depois de dar-lhe um carinhoso beijo, sussurrou-lhe ao ouvido:

- A mamãe está aqui agora e mais nada de mau vai te acontecer. Eu prometo!

Phillip aproximou-se das duas mulheres de sua vida, colocou a mão sobre as mãos delas e disse à filha:

- Nós te amamos princesinha, você sempre esteve em nossos corações.- e beijou demoradamente a fronte dela.

"Isso é só um cuidado de pai, filha eu te amo."


Ela abriu os olhos, mas a claridade ofuscante a obrigou a fechá-los novamente. Depois de alguns instantes ela os reabriu e, quando se acostumou à luz, um gritou rouco emergiu de sua garganta.

- Não! Você aqui, não!

O homem sorriu.

- Orra essa fraülein, você nos abandona sem se despedirr, mata um de nossos amigos e explode nosso galpão... O mínimo que eu podia fazerr erra virr vê-la.- ela se inclinou sobre ela.- Ou serrá que deverria dizerr: virr verr vocês?

- Vo-vocês?- engasgou ela, levando a mão instintivamente sobre ao ventre.

- Ya fraülein, você e seu filhinho.

O olhar maligno dele enregelou até mesmo os ossos de Marguerite.

- Eu vim fazerr uma trroca, uma trroca justa, é clarro.

- O que você quer?- ela deslizou um pouco mais para longe dele.- Diga!

- Bem, você matou o Dieterr que erra um irrmão prra mim. Eu o amava de verrdade, ele erra um grrande amigo...- começou ele e a dor era perceptível sob suas palavras.- Então eu vim matarr alguém que você ama também, seu filho!

- Não! Saia daqui! Afaste-se!- gritou ela, tentando se levantar, mas completamente sem forças.- Não! Meu filho não!

Ele segurou o braço dela e uma seringa brilhou na sua mão.

- É só um rremédio frau, você não vai sentirr nenhuma dorr... Ou quase nenhuma...

Novamente aquele esgar maligno que distorcia as feições dele à guisa de sorriso.

- NÃÃÃÃÃO!!!

A herdeira começou a se debater convulsivamente para que ele a soltasse.

- Marguerite, Marguerite pare! Está tudo bem, sou eu. Acorde, vamos, acorde!

De súbito ela sentou-se na cama, abriu os olhos e jogou longe a máscara de oxigênio.

- Oh, Roxton!- sem pensar em nada, esquecendo até mesmo que estava furiosa com ele, Marguerite agarrou-se em seu pescoço.- Oh céus, como estou feliz em vê-lo... Que bom que está aqui... Tive tanto medo...

As palavras saíam em atropelos da boca dela. Lágrimas e soluços secos brotavam do fundo de sua alma, tão doloridos, que quase levaram o caçador ao choro também.

- Calma... Acalme-se Marguerite, está tudo bem... Shhh, eu estou aqui...- dizia Roxton, afagando-lhe os cabelos.- Está tudo bem meu amor...

Alguns minutos depois, quando o choro cessou e ela percebeu que tudo não passara de um pesadelo, a morena afastou-se de Roxton e fechou a cara.

- O que você está fazendo aqui?- perguntou.- Veio ver se eu havia morrido e levado comigo o bebê? Sinto muito desaponta-lo, mas ambos estamos bem vivos!

- Cale-se sua tola! Não diga besteiras!- disse ele, indignado.- Você sabe que não quero que você morra, eu não, não poderia...

- Não poderia o que Roxton? Vamos diga!- ela desviou o olhar dele.- Na verdade é melhor que você não diga nada, chega de mentiras. Volte para sua noivinha, case-se, seja feliz com ela!

- Céus Marguerite, eu não estou noivo! Será que você pode deixar de ser teimosa e me escutar uma vez na vida?- ele virou o rosto dela para olhá-la nos olhos.- Aquela história toda de noivado foi invenção da cabeça da minha mãe, eu nem conhecia a garota que ela estava dizendo que é minha noiva!

- E agora já conhece?- o ciúme era absolutamente perceptível sob as palavras dela.

- Sim, ela é uma menina adorável, mas eu não a amo. Eu não amo ninguém além de você.

- Então você já terminou tudo?

- Ainda não, mas...

- Saia daqui!- berrou ela, novamente irada.- Não quero mais vê-lo! Que desfaçatez a sua, vir aqui para me dizer que ainda está noivo! Saia Roxton, saia e não volte mais!

- Não saio! Você vai ter de escutar tudo o que tenho a dizer, depois pode me mandar embora!- teimou ele.- Eu não anunciei o fim desse noivado porque a Lucy acabou de perder o pai e está arrasada, a última coisa de que ela precisa é um escândalo. Além disso,- emendou ele, antes que fosse interrompido.- minha mãe andou meio doente, eu não podia contrariá-la.

- Ah, você não queria contraria sua "santa mãezinha"? E quanto a mim Lorde Roxton? Quer dizer que tudo bem magoar a "rameira órfã", mas nada de tocar nos melindres da senhora Lady Roxton?- perguntou, debochada.- garanto que sua mãe é mais saudável do que você e eu juntos!

Ele bufou, começando a se irritar. Por que era tão difícil para ela acreditar no que lhe dizia?

- Eu já disse que vou terminar essa droga de noivado assim que voltarmos à Londres!

- E quem me garante que você está falando a verdade?- ela meneou a cabeça, desanimada.- Roxton, não serei hipócrita, já tive muitos amantes, mas com você é diferente. Jamais aceitarei ser a outra em sua vida, eu o quero por inteiro e quero me entregar inteira também. Não saberia esconder o que sinto por você.- lágrimas brilharam nos olhos dela.- Além disso, há o bebê. Eu não quero que meu filho cresça nesse tipo de lar, quero que ele seja feliz e que não tenha motivos para se envergonhar de mim...

- Eu não a quero para ser minha amante Marguerite!- ele quase gritou.- Raios! Eu a quero como minha esposa, quero que criemos nosso (ouviu bem, nosso) filho juntos!

Ela congelou. Esperou qualquer reação, menos um pedido de casamento tão inusitado.

- E, e quanto à sua mãe? E os outros?

- Que se explodam todos! Eu a quero do meu lado para sempre Marguerite, e se alguém pensar o contrário, estou me lixando. Você é a mulher da minha vida, eu não posso mais me imaginar sem você!

Naquele exato instante, ela sentiu um movimento em seu ventre. Era como se seu bebê reconhecesse a voz do pai e lhe implorasse para que o aceitasse de volta.

- Ele mexeu!- disse. Aquilo nunca deixava de emocioná-la.

- Ãnh?

- O bebê,- ela pegou a mão dele e colocou sobre sua barriga.- está se mexendo. Acho que reconheceu sua voz!

Os dois ficaram curtindo aquele momento. Era incrível, havia mesmo um pedacinho do amor deles materializado dentro de Marguerite.

- É tão, tão...- o caçador estava sem palavras.- Ele é nosso, meu amor, nosso!

A porta abriu-se de repente, e o doutor Travers entrou, acompanhado pelo Conde e pela Condessa.

- Céus! Ela acordou!- exclamou Catherine, correndo para o leito da enferma.

Marguerite encarou a mulher, surpresa. Quem era ela? E por que estava tão feliz com sua recuperação?

- Posso saber por que a senhorita não está de máscara?- perguntou o médico, entregando-lhe o referido objeto.

- Bem, porque não preciso dela.- respondeu a herdeira.- Estou respirando bem.

- Isso é inadmissível! Você está doente, seu organismo está debilitado, não faz sentido recusar-se a usar isto!- ele colocou a máscara nela.- Você precisa melhorar, tem que se recuperar por três.

- Três?- perguntaram a herdeira e Roxton ao mesmo tempo.

- Sim, três.- Travers encarou o homem.- Quem é você?

- Eu? Eu sou o marido dela.

Marguerite olhou para o Lorde, incrédula, mas antes que pudesse protestar, o médico falou:

- Bem, então devo lhe dar os parabéns. Sua esposa está grávida de gêmeos!

O chão sumiu sob os pés de Roxton.

- O quê?- engasgou-se o Conde.- Grávida? Gêmeos?

- Meu Deus, este é o dia mais feliz de minha vida!- exclamou a Condessa.

- Gêmeos?- repetiu Roxton.

- Sim, gêmeos.- o doutor encarou a paciente.- Você não sabia?

- Er, na-não...- ela estava chocada demais para dizer qualquer coisa.

Foram precisos alguns minutos para que todos se recuperassem do choque da revelação do médico. Então, quando todos começaram a voltar a si, Travers pediu para ficar a sós com a herdeira, precisava examiná-la melhor.

- Como você está se sentindo?

- Meio tonta com a sua revelação.

- Me refiro a sintomas físicos.

- Bastante dolorida. E fraca. Sinto como se tivesse dormido por uma semana, e ainda não tivesse despertado por completo...- ela recostou-se mais confortavelmente.- Ah, e essa máscara me irrita muito!

Travers riu.

- A sua fraqueza vai passar assim que seu corpo recomeçar a absolver uma quantidade maior de nutriente, por enquanto seus bebês exigem a maior parte de suas vitaminas e por isso seu corpo ainda está fraco.- explicou.- Os seus ferimentos estão cicatrizando lentamente por conta disso também, mas você está muito bem para alguém que passou por tudo o que você passou.

- Nem me fale...- murmurou ela.- Mas e o meu, digo, os meus filhos? Eles estão bem, não estão? Não correm risco algum?

- Não. Está tudo bem, por ora. Mas você precisa fazer o mínimo esforço possível, como eu disse, seu organismo está fraco e se você se cansar demais, ele pode tentar expulsar os "hospedeiros" para melhorar suas reservas de energia...

Elas ainda conversaram por algum tempo, até que o médico anunciou que ia se retirar.

- Seus pais querem muito vê-la.- e saiu, antes que ela houvesse compreendido a frase.

Cinco minutos depois, o Conde e a Condessa entraram no quarto novamente, acompanhados por Roxton.

- Marguerite, precisamos lhe contra uma coisa.- disse o Lorde, aproximando-se dela.

- O-o quê?- estava apreensiva. Será que lhe dariam a resposta quês esperava há tanto tempo.

- Fique calma e ...

- Não me enrole! Diga de uma vez!

- Marguerite, conheça seus pais: o Conde e a Condessa de Avebury!

CONTINUA

"A canoa virou, pois deixaram ela virar..."

E quem não deixar review vai se afogaar!!

Hsuashushuahusaus

Well lindas, mais um cap chega ao final... e nos aproximamos cada vez mais do final da fic...

Mas o próx cap soh sai mediante o pagamento das dívidas das inadimplentes!!!

bJos

R.E.V.I.E.W.