ALIANÇA
Título: Alianza
Autora: Angeli Murasaki
Original: http:/www(ponto)slasheaven(ponto)com(barra)viewstory(ponto)php?sid(igual) 22237
Tradutora: Allexa Black
Resumo: ELE não desejava casar-se e menos com ESSE! Mas seu destino lá tinha sido decidido por seus pais e a ele só restava acatar.
Parejas: Harry/Draco, Hermione/Severus, Ron/Blaise
Advertências: Slash (relação homem x homem), AU (universo alternativo), Mpreg (gravidez masculina).
Disclaimer: Os personagens e o universo de Harry Potter são propriedade de J.K. Rowling, Scholastic & Editoras Associadas e Warner Brothers. Esta fanfic não possui fins lucrativos.
Esta história é uma adaptação da novela romântica, 'Novia Accidental' de Jane Feather.
Os fatos históricos relatados neste fic são verídicos.
NT: Esta é uma tradução da fic "Alianza", que está sendo realizada com total consentimento da autora da fic. Tendo Angeli todos os créditos pela criação da fic que foi baseada na história Novia Accidental de Jane Feather. Espero que gostem da história tanto como eu.
BOA LEITURA!
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Quem a ferro mata...
Cho sempre foi uma mulher ambiciosa, desde alguns anos que toda sua família era assim... em umas poucas décadas, a base de astucia e um ou outro truque, os Chang tinham alcançado uma posição privilegiada na sociedade.
Quando as desavenças entre parlamentaristas e realistas explodiram no país, eles se aliaram ao Rei, esperando que, ao finalizar o conflito, fossem muito bem recompensados por sua lealdade a coroa. Desta maneira, a família Chang começou a 'limpar' o caminho do Rei, livrando-o de poderosos inimigos.
Um dos planos de Jim Chang era casar sua filha com o herdeiro da família Malfoy, Draco, embora tenha se encontrado com um obstáculo ao tentar realizar seu projeto. O jovem Malfoy estava comprometido com Débora Potter desde alguns anos, mas ela podia desaparecer, morrer talvez, deixando o caminho livre para sua filha.
Foi fácil para Cho se fazer passar por um 'admirador secreto' da jovem Potter. Escrevia cartas românticas e enviava pequenos presentes regularmente. Entre esses presentes, estavam uns finos chocolates... chocolates especiais... os quais tinham um recheio muito especial.
Débora nunca imaginou que seu admirador a levaria à morte. Ela com gosto recebia as atenções de seu admirador, detalhes que aumentavam seu ego e vaidade.
A saúde de Débora começou a decair lentamente, os médicos que a revisaram não encontraram a razão para o mal-estar da garota. O veneno lentamente realizava seu trabalho, até que finalmente um dia a jovem deixou de existir.
A primeira fase do plano estava terminada.
Os integrantes da família Chang assistiram ao funeral de Débora. Cho, naquela ocasião, pode ver o seu objetivo, o herdeiro Malfoy.
Durante sua infância tinha conhecido Draco, mas não o tinha visto mais desde um par de anos. O jovem era realmente bonito, não seria uma moléstia aproximar-se dele.
Draco se encontrava junto aos pais e irmão de Débora, um garoto desalinhado e sem muita graça, recebendo as condolências pela morte de sua prometida. Cho nunca esperou vê-lo desesperado, mas seu rosto naquele momento não demonstrava nenhuma emoção, se aproximou até o jovem e lhe deu seus pêsames derramando algumas lágrimas, ele somente assentiu, dedicando-lhe apenas um olhar.
A principal razão para assistir ao funeral tinha sido para ver Draco e preparar o terreno para sua arremetida mais adiante. Primeiro tinha que deixar passar um tempo prudente de luto. No entanto, ao voltar ao ataque encontrou sua presa casada e nada mais e nada menos que com o garoto que ela apenas observou durante o funeral. Do jovem sem graça, segundo seu parecer, restava pouco. Suas roupas tinham mudado e pode ver o quão belo era.
Como foi tão estúpida?
Deveria ter pensado que em tempos de guerra, a maioria das formalidades não são levadas em consideração, por isso não podia se surpreender ao ver que os Potter e Malfoy tinham concluído a aliança de todas formas, simplesmente trocando a noiva, pelo irmão desta.
Ao chegar a Mansão e encontrar a Harry Malfoy, Cho ferveu de raiva, mas não podia deixar-se dominar por ela. Tinha que pensar num novo plano... talvez sim conseguisse a fortuna Malfoy, mas esta vez através de Harry. Conseguindo se desfazer de Draco, depois podia consolar o viúvo.
Com passos calculados começou a aproximar do jovem, coisa que não era simples pela presença de Hermione Snape e Ronald Weasley. Ambos não deixavam o moreno nem a sol nem a sombra, mas ainda assim conseguiu conversar com Harry em algumas ocasiões.
Pouco tempo depois de chegar ao lugar, pode notar que a relação de Draco com seu esposo não era tão próxima, ou isso pareceu até a manhã que os encontrou beijando-se em um dos corredores da mansão.
Começava a sentir-se frustrada, nada saia como ela esperava. Uma carta de seu pai a urgiu a acelerar seu trabalho, o rei tinha escapado buscando refugio com os escoceses, o cenário estava bem instável. Nesta ocasião, Jim Chang agregou que se não podia conseguir a fortuna Malfoy que eliminasse o problema e retornasse logo para casa, porque dependendo das circunstancias, talvez fossem embora do país.
Cho tinha que tomar uma decisão, uma muito importante.
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Harry bebeu de um só gole o copo que continha a infusão de ervas. Deixou o copo sobre a bandeja e suspirou.
As coisas com Draco tinham melhorado. Sua relação avançava, mas ainda não estava seguro do que o loiro sentia por ele... Bem, estava claro que desejo sentia, mas... O queria ainda que fosse um pouco? Só quando estivesse seguro de que seu marido o amasse, Harry deixaria de beber a infusão.
- Enquanto não souber o que sente por mim, Draco... – murmurou olhando o copo – Enquanto esse dia não chegar não teremos um filho.
O moreno voltou a suspirar antes de sair do quarto.
O dia anterior, Draco e Severus viajaram até o quartel de Cromwell. A fuga do Rei podia trazer graves conseqüências se este conseguia o apoio dos escoceses presbiterianos.
Os escoceses católicos apoiavam os parlamentaristas, buscando reformas religiosas.
A situação era tensa e qualquer coisa poderia acontecer.
Como sempre, Hermione já estava acordada quando desceu às escadas, a surpresa foi encontrar Ronald junto a ela. Embora o ruivo não fosse preguiçoso, costumava ficar na cama uns minutos a mais se podia.
- Bom dia! – Harry sorriu – Que surpresa te ver em pé Ron... – o moreno olhou para ambos lados como buscando algo – Não, não vejo a Blaise. A que se deve o milagre?
Hermione riu.
- Que engraçados são os dois. – o ruivo cruzou os braços molesto.
- Não fique bravo, Ronny. – disse a senhora Snape.
- Mmmhhh.
- Vamos tomar café? – sugeriu Harry.
- Sim, morro de fome.
Ron, ainda algo aborrecido, se levantou para entrar na sala de jantar, enquanto Harry e Hermione compartiam um olhar de diversão.
Esquecida sua bravura, Ron desfrutava de seu café da manhã.
- E sua adorada convidada?
- Não sei. – Harry olhou em direção as escadas – não desceu desde ontem. Só sei que pediu que levassem as refeições ao seu quarto.
- Estranho... – disse Mione – Essa bruxa é muito estranha, estou segura que trama algo.
- Algo...? Algo a parte de querer ALGO com Harry? É uma descarada! – Ron bebeu de seu copo.
- Estou segura que o que trama é grande.
- Será perigosa? – perguntou Harry.
Todos se olharam com apreensão.
- Pode... – falou Mione – Como disse, é melhor não tirar os olhos de cima e sobre você... – a mulher olhou significativamente a seu amigo – tenha muito cuidado.
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Draco, Severus e também Blaise, quem não quis ir para sua casa sem ver seu amor, chegaram à mansão Malfoy já de noite.
Os cascos dos cavalos ingressando nos terrenos alertaram quem ainda estava acordado.
- Draco? – Harry subia as escadas nesse momento, pronto para ir para a cama. Desceu os degraus que tinha subido e se dirigiu para a entrada principal.
No preciso momento que chegou ao lugar entravam os três homens.
- Bem vindos! – Harry sorriu.
Draco se aproximou até seu esposo e imediatamente o abraçou.
- Desculpem que interrompa... – falou Blaise – E Ron?
- Ele... vem ali.
Efetivamente Ron, vestido com seu pijama, se aproximou a Blaise sorrindo.
- Escutei os cavalos... Sabia que era você.
Ambos se abraçaram, como se não tivessem se visto em anos.
Severus, vendo tanto reencontro açucarado, decidiu que ele também precisava de um e se afastou em direção as escadas, para buscar sua esposa e filho.
- Tem fome, Blai?
O jovem negou.
- Vem então, vamos para o meu quarto.
- Como que para o seu quarto? – perguntou Draco levantando uma sobrancelha.
- Cala Draco e vá se reencontrar com Harry.
Ron se foi puxando Blaise e deixando para trás um Draco surpreendido e um Harry envergonhado.
- Ejem... – o moreno pigarreou – Deve estar cansado. Deseja comer? Ou talvez tomar um banho?
- Não, acho que faremos o que Ron disse.
- O que?
Draco sorriu antes de tomar a mão de Harry e guiá-lo até o quarto de ambos.
- Reencontrar-nos...
Envolvido pelos braços de seu marido, Harry esquecia que ainda tinha uma conversa pendente com ele, mas quando sua boca recebia os beijos entregados por Draco, esquecia a sensatez.
Seus lábios se beijavam desbordando a paixão que sentiam. Harry se afastou da tentadora boca de Draco enterrando seu rosto no pescoço pálido, enquanto as mãos do loiro o apertavam pela cintura.
Draco pressionou ainda mais seu corpo ao de Harry. Quando seus membros fizeram contato, sem o impedimento das roupas, gemeram com prazer... A respiração de ambos era errática, o ofegar e gemidos inundavam o quarto.
O moreno levou suas mãos num recorrido pelas costas de Draco, recorrido que terminou quando suas mãos apertaram suas nádegas, pressionando, ao mesmo tempo, sua cadeira contra a do loiro.
Seus corpos unidos buscavam a perfeição, o prazer máximo. Beijavam-se com desespero, enquanto Draco se movia dentro de Harry.
Com um grito Harry terminou e um minuto depois o fez Draco.
Quando recuperou as forças o loiro atraiu seu esposo até seu corpo, prendendo-o em um abraço.
- Draco...
- Mmmhhh...? – o loiro tinha os olhos fechados.
- Eu... Você quer ter filhos?
- Claro que quero.
- Mas... Realmente quer ou só os quer porque deve?
- Harry, eu quero ser pai e não é por dever de ter um herdeiro... – Draco bocejou, estava cansado. O dia anterior apenas tinha dormido umas horas.
- Eu também quero Draco, mas... Posso te preguntar algo...?
Harry estava recostado no peito do loiro.
- Draco?
O moreno se levantou para ver a Draco profundamente dormido.
- Por Deus! Eu decido perguntar se me ama e você dorme. – Harry beijou a testa de seu marido – Eu te amo... faz tempo.
O moreno sorriu antes de voltar a se recostar sobre Draco e dormir.
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A decisão estava tomada, não tinha volta atrás. Essa manhã Cho levantou cedo, suas malas estavam prontas desde ontem, só devia ordenar a um servo que as levasse a carruagem.
Frente ao espelho revisou seu cabelo, desceu a mão pelo seu pescoço e continuou deslizando a mão pela roupa até sentir através da tela do vestido o punhal que tinha escondido, só se fosse necessário, em caso de que seu método habitual não funcionasse. Ela preferia o veneno para esses casos.
Desceu as escadas com elegância, buscou uma criada e mandou preparar chá para três.
- Quando estiver pronto, leve-o para sala de visita.
Observava o vapor saindo da chaleira, sentada com aparente tranqüilidade. Tudo estava pronto, só faltava que eles chegassem.
A porta, por fim, se abriu e por ela entraram Draco e Harry.
- Agradeço que tenham vindo... é sua casa, mas por favor os convido a tomar assento.
Cho começou a servir as xícaras de chá, na mesa também tinha um prato com bombons.
- Primeiro de tudo, quero agradecer-lhes sua hospitalidade, mas devo colocar fim a minha visita. Devo voltar para perto de minha família.
A mulher alcançou sua xícara e bebeu dela.
- Por acaso não querem chá?
- Não, obrigado. – falou Harry.
Draco se limitou a negar.
- É uma lástima... está delicioso. Talvez um bombom?
Cho levantou o prato aproximando-o a Harry, este ia a pegar um quando a mão de Draco acertou o prato tirando ao chão os chocolates.
- O que...? – exaltada Cho se levantou da cadeira.
- Cho... – Draco também se levantou. – Seu pai foi preso pelas forças parlamentaristas faz uns dias atrás.
A mulher retrocedeu, empalidecendo enormemente.
- Faz muito tempo que suspeitamos de sua família. Faz muito que suspeito de você... – o loiro apontou os bombons no chão – Depois da morte de Débora, registrei sua habitação e encontrei umas cartas, mas o que chamou mais minha atenção foi uma caixa de bombons... Solicitei a um boticário amigo da família que os examinara e estou seguro de que sabe o que continham... veneno.
- Não, eu...
- Não minta mais, você sozinha se descobriu. Você matou a Débora!
Harry soltou um grito de incredulidade.
Cho respirava agitadamente, estava presa... fechou os olhos um momento tentando buscar a tranqüilidade. Umedeceu os lábios antes de falar.
- Não tem provas disso.
- É sua palavra contra a minha. Qual acha que pesara mais?
A morena, com cautela, se aproximou de Draco.
- Se você não está, ninguém poderá me acusar.
Tudo ocorreu rapidamente, Cho pegou o punhal de entre suas roupas e tentou atacar a Draco, este o reteve segurando ambas as mãos. Harry, sem pensar se sequer, levantou da cadeira e tirou o punhal das mãos de Cho.
Draco a empurrou e Cho caiu ao piso.
- Não cometa mais nenhuma estupidez, é melhor que se tranqüilize.
Cho o olhou com raiva. Ela não podia terminar em uma suja masmorra.
- Cho... Por que? – perguntou Harry.
- Poder. – foi a simples resposta dela.
Cho continua freneticamente embaralhando suas possibilidades. Até que uma delas apareceu justo em frente de seus olhos.
Devagar se levantou do chão e sorriu.
- Nunca me prenderam. Existem muitas formas de escapar...
Com um sorriso nos lábios, levou a boca um dos bombons. O veneno destes era muito mais rápido que o utilizado para matar Débora. Em tão só um minuto, Cho caiu no chão, diante do olhar atônito de Harry e Draco.
Harry se apressou em aproximar-se até ela. Com as mãos tremendo buscou o pulso da mulher.
- Está morta... – o moreno se levantou e logo Draco o teve entre seus braços.
- Morreu baixo suas próprias mãos.
Continuará...
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NT: Olá pessoal! Finalmente a Cho foi desmascarada e teve seu final, o Harry já admitiu o senti pelo Draco. Mas e o Draco? Espero que tenham gostado do capítulo e me perdoem qualquer erro que tenha passado. Quanto ao atraso nas atualizações vão continuar acontecendo, mas é porque além do trabalho também estou fazendo universidade a noite também e final de semana divido entre trabalhos e diversão. Mas quero deixar bem claro que não vou abandonar nenhuma fic que esteja traduzindo, é só que não tenho mais o tempo de antes.
Até a próxima atualização!
Bjus
Allexa Black
