Em primeiro lugar, pro pessoal que só acompanha essa fic pelo ... Minhas sinceras desculpas, vejam, eu fiquei com problema no PC que eu tive que usar o Kurumim pra acessar ele e não podia salvar os arquivos direto no PC, então só atualizei a fic no Fórum onde eu postava ela, eu até atualizei os capítulos 9, 10 e 11 no PC da minha irmã, mas o FF tirou as separações de mudança de POV, foi uma M, então, agora eu finalmente to Atualizando a fic de novo... Pela penúltima vez, a Fic ta terminada, só falta o epilogo agora então... Bem, Obrigada e desculpa a todos... Aqui vai, a conclusão de PdE...
Em segundo lugar... Eu decidi que PdE segue a linha de Avatar até a The Boiling Rock com a exceção de alguns detalhes... A bem da verdade, o fim da Guerra e a guerra civil alem dos acontecimentos com os personagens são todos muito cobertos por alto nessa fic mesmo, então... Meh...
Ao capitulo;
Capitulo 12 - No Olho do Furacão
Teo havia acabado de se vestir e estava pronto para dormir. Havia sido idéia de Iroh todos se recolherem aos seus quartos mais cedo, o general provavelmente previu o sentimento que tomava a todos faria com que cair no sono fosse algo difícil de se fazer.
A volta de Azula alarmava o jovem mecânico, mas para ser completamente sincero ele não se importava tanto com Azula estar lá, em parte pelos motivos já citados e em parte porque ele realmente estava mais preocupado com o que havia acontecido com Ty Lee no jantar... Teo adoraria saber o que havia sido aquilo. Ty Lee poderia ser tão impulsiva e imprevisível as vezes, e ele gostava disso, mas agora ele tinha medo que ela realmente estivesse irritada com ele e ele nem imagina porque...
Teo se transferiu da cadeira de rodas para a cama, ainda pensando distraidamente no que havia acontecido, ele precisava falar com Ty Lee no dia seguinte, saber porque daquela atitude, mas ele preferia deixa-la esfriar a cabeça antes... Teo se acomodou debaixo dos lençóis quando ouviu uma batida na porta.
"Quem é?" Perguntou Teo, meio exasperado por ter que levantar e ir para a cadeira de novo...
"Sou eu Ty Lee." Respondeu a pessoa do outro lado.
Ty Lee ouviu o som de algo se movendo apreçado e caindo com um baque surdo no chão.
"Teo?" A jovem se assustou com o som.
"Eu estou bem." Respondeu uma voz abafada.
Depois de mais alguns sons estranhos Teo abriu a porta.
"Oi!" Ele falou ofegante, abrindo a porta. o rosto dele estava vermelho de esforço.
"Você está bem?"
"Estou!" Respondeu o jovem, rapidamente e ofegante "O que faz aqui?"
"Eu vim pedir desculpas..." a jovem o olhou e ele fez sinal pra ela entrar. A jovem sentou na cama e continuou."Eu não sei o que deu em mim, eu acho que comecei a pensar sobre as coisas que eu faria, caso você não quisesse nada sério comigo, então eu comecei a pensar no que você diria e me confundi toda quando... Ah, desculpe?"
"Como assim, 'Se eu não quisesse nada com você'?" Teo perguntou.
"Ah, Teo, eu sempre atraio os garotos, mas eles nunca querem algo serio comigo, e tudo bem, eu nunca quis algo sério com eles também."
"Inclusive eu?" Havia, uma ponta, um pedaço, uma nota quase indetectável de medo na voz do jovem...
"Você é..." Ty Lee estancou e pensou um pouco antes de responder; "Diferente... Eu nunca me senti assim em relação a ninguém eu não saberia como lidar com..." Ty Lee percebeu que estava falando demais e mudou o rumo antes que revelasse mais do que era seguro. "Bem, o que aconteceu foi que eu imaginei que você teria uma reação a uma coisa e acabei perdendo o limite entre a imaginação e o que você realmente tinha falado.."
"Não saberia como lidar com o que?"
"Bem, eu tenho pensado muito no fato que eu vou voltar para o circo depois do casamento e você também deve viajar muito com o seu trabalho como mecânico... E eu fique com medo de não ver mais você." Obviamente ela não revelou a parte sobre ela temer que ele não gostasse tanto dela assim.
Teo parou, era verdade, ele não havia pensado nisso, como os dois manteriam um relacionamento assim? Ele não poderia pedir pra Ty Lee abandonar o circo, seria injusto, mas ele também não poderia abandonar o seu trabalho como mecânico e engenheiro, havia tanto a ser feito ainda, eles só haviam dado inicio aos planos, Teo não poderia abandonar tudo agora...
"Você tem razão... Não posso abandonar os trabalhos agora, apenas começamos e você... Não seria justo tirar de você o que te faz feliz..."
Ambos ficaram em silencio, sabendo qual era a única solução...
"Então, acaba aqui?" Ty Lee finalmente tomou coragem para falar...
"Não..." Ele respondeu. ", mas ambos precisamos pensar ou ao menos de um tempo para terminar o que começamos ou talvez não, ainda tem um tempo até o casamento."
"É, tem razão..." Disse Ty Lee sentindo um nó começando a se fazer na sua garganta. "Eu vou indo, amanha a gente se fala..." E a jovem saiu e foi para o seu quarto, tendo a sorte de chegar nele antes que começasse a chorar.
"Olá Appa, como está amigo?"
Aang não estava conseguindo dormir, seu quarto parecia abafado, quente demais até para o verão da Nação do Fogo, ou pelo menos era o que ele diria se precisasse de uma desculpa para ele estar fora do quarto um pouco.
Acariciando a cabeça do bizão, Aang voltou aos mesmos pensamentos de seu quarto.
Katara, pensar nela, ver o rosto dela, alem da culpa que agora acarretavam, ainda traziam aquele sentimento quente e feliz. O rosto dela ainda representava momentos felizes para ele, nada em relação ao amor por ela havia mudado, agora a visão dele de Azula havia mudado drasticamente.
Aang nunca odiou Azula, mas ele tinha um idéia bastante certo do quanto ela era perigosa, mas agora, ele havia aprendido coisas sobre ela que ele nunca poderia imaginar. Sobre o coração dela, o relacionamento dela com a mãe, ela era humana afinal de contas e tão estranho como isso pudesse parecer ele nunca havia pensado nela dessa forma. De fato, ele nunca havia, mas agora que ele conhecia esse lado, ele queria ajuda-la.
E as palavras que Katara disse certa vez rolavam em sua cabeça;
'Sempre tentando salvar o mundo e todo o mundo.' Ela disse, anos antes.
'Esse é meu trabalho!' Ele respondia sorrindo, mas agora ele se sentia bem longe de um herói, por sinal ele não sabia o que ele pensava de si mesmo, a missão dele era ajudar Azula, ele tentou, em um momento ela o beijou, mas não poderia culpa-la, nem um pouco na verdade, ela nunca havia prometido lealdade e amor a outra pessoal, ele sim, ele poderia ter afastado ela, poderia ter dito que não, mas não fez isso, ele prosseguiu, ele deixou, ele gostou.
O gosto da boca dela, a sensação do corpo dela contra o dele, o cheiro de suor, o cabelo dela, a pele até do sentimento das unhas dela entrando na carne das costas dele, ele adorou cada segundo disso e pra ser completamente sincero ele não sabia até onde poderia ter ido se ambos não tivessem parado, abençoadas suas consciências.
Aang cobriu o rosto com as mãos, se sentido um homem condenado a danação. O avatar sabia o que havia sentido, mas não sabia o que sentia agora, pelo menos não em relação a Azula, ele tinha um desejo incrível de sentir tudo aquilo de novo, mas não era só isso, também queria protege-la, queria que ela fosse perdoada e acreditava nela... Ele queria salva-la, mas termina condenar a si mesmo no processo.
"Aang?" Disse um voz conhecida atrás dele.
"Oi Katara..." Ele suspirou, realmente não queria falar com ela agora, ele ainda não sabia como encara-la.
"Está tudo bem?" A jovem o abraçou por trás e acomodou a cabeça no ombro dele. O gesto era típico dela, normalmente fazia Aang se sentir melhor e ele expulsou a culpa de sua mente, tentando aproveitar o momento.
E o jovem Avatar aproveitou o sentimento quente do corpo dela, esquecendo por um segundo todos os seus problemas... Mas esquecer problemas não é eliminar problemas e Aang teve que voltar ao mundo real e lembrar que provavelmente não deveria estar aproveitando tanto o contato com Katara.
"Estou bem..." Mentiu o jovem avatar. "Só, cansado..."
"Imagino, você tem passado por algumas provações, bem duras." Ela se aproximou mais e murmurou próxima ao ouvido dele "Eu estou aqui pra você."
'Você sempre está...' Aang pensou se sentindo culpado. Ele se afastou de Katara, gentilmente, mas a mestra de dobra d'água não era burra, ela sabia que havia algo mais ali.
"O que houve Aang?" Katara cruzou os braços sobre o peito, ela sabia que estava acontecendo algo e aquilo estava começando a irrita-la. Porque Aang não se abria com ela logo, como ele sempre fazia?
"Nada..."
"Você está mentindo pra mim, Aang!" Katara já havia assumido de uma vez sua irritação. "Será que o tempo que você passou com a Azula te transformou em um..."
"Não é culpa dela, nada e culpa dela!" Aang disse e a presa na voz dele deixou mais coisas claras que ele pretendia.
O silencio instaurou seu reino por alguns momentos...
"O que aconteceu naquele templo Aang?" Katara perguntou, sua voz era calma, sua ira substituída por um sentimento mais complexo de curiosidade, medrosa e irada...
Aang viu que aquele era o momento, se ele fosse contar algo a Katara, aquela era a hora, mas ele não sabia o que sentia. Se ele falasse a verdade, Katara poderia não perdoa-lo, mas ele tinha muito medo de perde-la...
"Nada..." Aang se sentiu condenando a si mesmo, mas ele não conseguia dizer a verdade, ele não podia magoar Katara, ele não podia correr o risco de perde-la. Ele ainda a amava, apesar de todos os sentimos confusos que tinha por outra pessoa agora.
"Aang..."
"Katara, eu te amo!" Ele disse sem pensar e ele sabia que era a verdade, para Katara aquilo seria um alivio, para ele, só mais confusão.
Ela sabia que era verdade, aquilo era inegável, Aang a amava, ele a amava e era só disso que ela precisava saber... Era só isso que ela queria realmente saber. Ela sorriu pra ele, aliviada, e o abraçou.
Aang correspondeu, sentindo aquele calor familiar, cheirando o cabelo dela e aproveitando o carinho cálido comum a Katara, e ela, virando o rosto dele para se olharem nos olhos, o beijou.
Mai entrou no quarto de Zuko sem bater e foi recebida pela voz no breu do quarto.
"Mai?" Mesmo aparentemente calma, a voz de Zuko tinha um toque de tensão que não escapava ao ouvido de Mai.
"Sim, sou eu..." Ela respondeu com a voz calma, quase simpática (ao menos, o mais simpático que Mai conseguia), ela sábia que ele precisava se sentir calmo e seguro depois de um dia como aqueles, e principalmente, antes de ela contar a ele. "Está acordado?"
"Sim... Algum problema?" Mesmo com os esforços de Mai, a voz dele ainda carregava a mesma tensão quase indetectável. Mai percebeu que não haveria uma maneira fácil de fazer aquilo...
"Não, Zuko, esta tudo bem..." Mai estava frustrada, ela não gostava de ver Zuko assim, ela nunca havia lidado bem com essa característica dele...
Pensando em uma forma de acalma-lo ela tirou o robe que cobria a sua camisola e deitou-se ao lado dele, sem uma palavra, ele envolveu o corpo dela com os braços e deitou a cabeça nos seios da jovem, ela sentiu todos os músculos dele tensos, mas dando um suspiro profundo, ele relaxou como um soldado que volta a casa depois de mil batalhas. Mai era o porto seguro dele, ele sabia que poderia contar com ela sempre, inclusive para brigar com ele se necessário.
Mai começou a acariciar o cabelo dele distraidamente, enquanto formulava uma forma de contar o que havia vindo contar... Antes ocorreu a ela perguntar algo tão imediato quando.
"Zuko, enquanto ao casamento?"
Com um suspiro de pesar, Zuko disse? "Vamos ter que adiar..." Ele ergueu a cabeça para olha-la nos olhos. "Me desculpa...?"
Ela colocou o rosto no mesmo nível do dele e o beijou de leve, ainda passando a mão pelos cabelos dele. "Não é culpa sua..." Ela murmurou e o beijou de novo. "Qual vai ser a desculpa para adiar? Não podemos contar o verdadeiro motivo..."
"Eu não sei ainda..." Zuko disse e respirou fundo. "Tio Iroh disse que pode fingir estar doente, seria um bom motivo, o Aang sugeriu que poderíamos falar que atrasamos para combinar com o Equinócio de Outono."
"Casar no fim do verão não é má sorte?"
"Eu falei isso para o Aang, mas ele disse que não era só o fim do verão, era o começo do Outono, a estação dos dobradores de Ar, seria como um selo da nossa amizade com o Avatar e um símbolo do nosso, bem a palavras do Aang foram 'separação do estado de guerra', mas a verdadeira expressão seria 'uma forma de se desculpar pelo extermínio dos dobradores de ar pelo monstro que foi Sozin', mas Aang é muito polido pra falar abertamente assim. Uma forma de mostrar nosso respeito a eles..."
"Não seria desleal de nossa parte usar essa data dessa forma? Afinal, só estamos querendo encobrir a volta de Azula."
"Eu não sei, mas foi o próprio Aang que sugeriu, se ele não acha isso, ou é porque ele não vê isso dessa forma ou porque ele quer muito proteger a Azula... E eu não vejo uma razão para isso..."
Mai tinha suas duvidas quando a isso, o jovem avatar parecia muito concentrado em salvar o pescoço de Azula, mesmo que aquela fosse a missão dele, como ele mesmo dizia, havia algo no fundo da voz dele quando ele falava de Azula que era diferente de antes, e não era só a antiga ira que havia sumindo havia algo mais, algo que ela temia ouvir na voz de Zuko quando ele falava de Katara e felizmente nunca esteve lá, mas Mai decidiu não dedicar mais de seu tempo a esse assunto, ele não era prioridade no momento.
"Zuko, já pensou em quando tivermos filhos?" Mai perguntou, mostrando uma curiosidade inocente...
Zuko olhou pra ela e sorriu. "Sim... Bastante, desde que a primeira guerra acabou, mas eu sabia que não era a hora certa, não é bom trazer uma criança ao mundo em tempo de guerra, mas realmente quero que tenhamos nossos herdeiros assim que as coisas ficarem mais calmas..."
"Quanto tempo você acha que vai levar para isso?" Mai perguntou, levando as coisa pelo caminho que ela queria.
"Não sei..." Zuko suspirou. "Pelo menos não há um prazo ainda." Ele riu. "Mas nós podemos ir treinando pra quando chegar o momento." Zuko se aproximou e beijou os lábios dela apaixonadamente e foi retribuído com igual paixão, mas logo que eles se separa Mai lambeu os lábios e decidiu que havia chegado um momento...
"Na verdade..." Mai começou, parou para considerar um pouco, e finalmente prosseguiu "você tem sete meses..."
Zuko demorou algum tempo para entender o que Mai queria dizer com aquelas palavras, mas quando a ficha finalmente caiu ele ergueu a cabeça, e a olhou nos olhos piscando algumas vezes.
"O que?"
"Estou grávida Zuko... Dois meses."
"Então, conseguiu o que queria sozinho não é?"
Iroh riu...
Jun não gostava quando seus clientes tomavam a frente dela. Por outro lado ela gostava da desculpa para ver Iroh. Ela sabia que o velho cumpriria sua palavra, não era do feitio dele não fazer isso, seria justo ele não dar tanto para quanto prometeu, mas ainda assim ela tinha direito a algo...
"Você ainda me deve, afinal, eu achei ela pra vocês..." A jovem disse...
"Vou cumprir minha promessa inicial, pode pegar tudo o que puder carregar." Disse Iroh.
"Não fiz tudo o que me pediu..." Ela ergueu a sobrancelha...
"É, mas a língua do seu animal foi cortada, alem de podermos dizer que seu silencio sobre o assunto vale ouro." Iroh deu um olhar brincalhão, porem significativo para ela...
"Não precisava se preocupar com isso..." Jun sorriu ironicamente. "Minha ética não me permite revelar segredos dos meus clientes."
Iroh jogou a cabeça para trás e riu."Quer dizer que não quer o dinheiro?"
"Muito pelo contrario, eu vou precisar desse dinheiro." Ela respondeu, com uma expressão de quem falava a coisa mais óbvia do mundo.
"Porque? Se me permite a pergunta..." Iroh perguntou, apenas por curiosidade.
Jun passou alguns segundos em silencio, com a expressão de quem considera responder ou não, mas ela decidiu em favor de Iroh:
"Aposentadoria!" Respondeu simplesmente.
"Você não é jovem demais para isso?" Iroh sorriu.
"No meu trabalho antes cedo demais que tarde demais."
"Sei como é." Afinal, Iroh era um general. "Mas o que vai fazer depois que se aposentar?"
"Comprar uma casa no anel mais alto de Ba-Sing-Se e viver como uma rainha pelo resto da minha vida..." Ela riu, sem saber exatamente porque, mas a idéia de ela mesma vivendo em Ba-Sing-Se como uma rainha a parecia estranhamente engraçada...
"... Tem certeza que vai conseguir?"
"Como assim?"
"Realmente não vejo você tão parada..."
Jun sorriu seu velho sorriso e respondeu; "Na verdade, eu também não... É o lado bom de mandar na minha própria vida, se eu mudar de idéia, vendo tudo e volto pra minha vida." Ela deu de ombros...
"Quer ficar aqui?" Iroh perguntou!
"O que?" Ela entendeu as palavras dele, mas não sabia o que ele queria com isso.
"Fique aqui, na Nação do Fogo, até pelo menos o casamento de Zuko? Eu preciso de uma acompanhante para o casamento!" Iroh sorriu...
Jun não podia acreditar que ele estivesse falando sério, mas ela conhecia bem as pessoas em geral para saber quando elas estava falando sério ou brincando.
"Você me quer por perto caso ela fuja de novo não é?"
Iroh riu alto; "Um pouco dos dois na verdade, sua componia de fato, me encanta."
"Aceito o convite, afinal, não é todo dia que uma caçadora de recompensas é convidada ao casamento do senho do Fogo..."
--
Zuko estava com a cabeça deitada na barriga de Mai. Ambos estavam em silencio, pensando sobre tudo o que ter um filho implicaria.
O senhor do Fogo estava em uma guerra interna, entre a alegria por ser pai e a incerteza quanto a isso... E agora Azula havia voltado, e mesmo que Zuko se sentisse mais relaxado quanto a isso devido a sua confiança na palavra de Aang, ele ainda tinha bem vivo em sua memoria tudo o que Azula havia feito contra ele. Não importando o quanto ele confiasse em Aang, o grande ponto da coisa toda era Azula, e ele sabia que mesmo que ela se provasse diferente ele nunca poderia confiar nela.
E pensando em Azula ocorreu novamente a ele que não tinha tido das melhores experiências familiares. Sua mãe era o seu maior exemplo de uma pessoa que havia feito seu melhor para criar um filho, mas até ela havia cometido grandes erros e mesmo contando com tudo o que Ozai havia feito, havia uma certeza da parte dele que ele havia feito tudo certo.
E se ele, Zuko, não conseguisse fazer as coisas certas?
Mai, que achava que tinha pensado sobre tudo isso há muito tempo, já que tinha descoberto sobre a gravides há mais tempo, se surpreendia agora por que tinha em sua cabeça duvidas semelhantes em relação a própria criação. Ela não se dava bem com a própria mãe, ela não havia sido a melhor das irmãs também... E o pior, ela não se via muito como o tipo maternal, ela não saberia como agir... Havia um certo alivio em parte disso, porque Ursa estaria lá, Mai confiava nela, mas ela não poderia deixar Ursa se mãe dos filhos dela.
"E então?" Zuko falou...
Mai suspirou; "Eu não sei... Você esta feliz com isso?"
Zuko ficou em silencio por alguns segundos antes de falar; "Muito!"
"Tem certeza?"
"Mai..." Ele levantou o rosto e olhou nos olhos dela "Eu não sei como fazer isso, eu não sei se vou ser um bom pai, o se vou conseguir cumprir todos os nossos planos de paz antes dele nascer, mas eu sei que nada me deixaria mais feliz que ter um filho com você e eu sei que vou tentar fazer o melhor que eu puder."
"Eu... Só perguntei se você tinha certeza..." Mai ergueu a sobrancelha.
"As vezes você me irrita sabia?" Ele disse, com uma expressão de raiva.
Ela sorriu e o beijou, no fundo eles ainda estavam preocupados e incertos em relação a ter um filho, mas havia agora uma confirmação sobre algo que ambos desconfiavam desde o começo.
O beijo acabou e Mai disse a única coisa a ser dita naquele momento;
"Vem, vamos dormir."
--
A batalha mais difícil é a batalha contra si mesmo, há
um monstro dentro de você Azula, mas ele não É você, não mais.
Agora vocês devem se enfrentar e só uma forma de fazer isso. Sê
cuidadosa, seu inimigo vai se esconder nas sombras e nas dobras dos
teus sonhos, ele vai te atacar covardemente, ele vai tomar várias
formas, vai te confundir. Domina-lo será a coisa mais difícil que
fará.
Os olhos de Azula abriram lentamente para encarar as sombras do próprio quarto sentindo uma presença familiar, quando Azula olhou para o pé da cama não pode acreditar no que viu. Azula viu a princesa da Nação do Fogo, aos quatorze anos, ela viu a si mesma, mas não conseguiu chama-la assim, ela não era a aquele ser de olhos vazios e rosto contorcido em fúria e insanidade.
Com um grito de ira, o ser lançou uma bola de fogo azul que Azula não pode evitar.
Azula abriu os olhos, expulsa de seu pesadelo e se sentou na cama rapidamente, quase por instinto, coberta em suor. O coração dela batendo velozmente, um nó em sua garganta e ela mal podia respirar.
"Eu estou aqui." Disse uma voz escuro, sua própria voz.
Azula se ergueu, seus olhos se acostumando com a escuridão da noite, mas mesmo assim ela mal conseguia ver algo do lado do quarto que não era iluminado pela lua. Depois de mais alguns minutos se achando louca, mas ao se virar pensou que talvez a loucura fosse uma opção melhor.
Escrito com fogo, em sulcos queimados profundos, na parede de frente a janela por onde entrava a luz da lua...
'Eu estou aqui.'
O que Azula sentiu naquele momento foi o mais próximo de pânico que ela já havia sentido em sua vida acelerando ainda mais seu coração e sua respiração, mas ela sabia que que se deixar dominar pelos sentimentos agora só faria dela um alvo mais fácil, para seja lá o que fosse que estivesse no quarto dela. Se encostando as costas na cabeceira da cama, ela se sentou em posição lótus, tentando manter a calma e de olhos abertos, mas ela estava exausta demais.
"O que faz aqui?" Azula perguntou, para seja lá o que fosse que estivesse no quarto.
"O que VOCÊ faz aqui? Este é o meu quarto." Foi a resposta.
"Você nem sequer é real!"
"E você não é digna!"
"Digna do que? Eu não tenho nada..."
"Mas você tinha...
A coroa, o palácio, o país mais poderoso do mundo, mas você abriu
mão disso..."
"Eu não abri mão, eu fui forçada a
abandonar."
"E o que te impede agora? Sair desse quarto é fácil, você sabe como, eu sei que você sabe. achar os seus aliados, ainda somos a única esperança deles para retomar o poder e o Avatar... Ele confia em você agora, não seria difícil por um fim nele..."
Azula considerou essas palavras, era
a verdade... Ela poderia matar todos, se aproximar de Aang seria
fácil, se ela escapasse aquela noite, ela poderia achar os seus
antigos aliados e terminar o que seu pai havia começado, os soldados
da Nação do Fogo estavam espalhados por Ba Sing Se, os pólos Norte
e sul, no decorrer dos seis anos que Zuko comandou a politica externa
do país, já que Azula não tinha muitos aliados na colônias, a
Nação do Fogo havia reconquistado parte da confiança das outras
Nações... Bastava uma ordem e ela retomaria tudo o que eles haviam
perdido...
Mas as palavras de Lin revolviam em sua cabeça 'A
guerra acabou, não há o que temer.'
'Não há o que temer...'
"Eu não quero..." Ela falou.
A verdade era que tudo aquilo agora era sem sentido... Azula estava cansada, cansada da sua antiga vida, cansada de lutar, cansada e buscar poder.
Ela havia lutado a vida toda por aquilo e agora ela não tinha nada e não era só porque tomaram sua dobra, ela simplesmente não tinha ninguém que se importava, Mai e Ty Lee a traíram, Mai por amor a Zuko e Ty Lee porque não podia agüentar ver Azula ferindo Mai, Ozai nunca se importou, seu falecido pai a via como um troféu, uma arma de luxo, sua mãe... Azula não sabia o que sua mãe sentia por ela, mas o fato era que ela não tinha nada.
Ela provavelmente nunca admitiria aquilo fora daquele quarto.
"Não quer? Virou uma covarde ou" aqui, Azula ouviu uma risadinha de ironia "é apenas o seu desejo pelo Avatar falando?"
A frase atingiu Azula como um soco no estômago, ela não sabia bem porque, mas não queria pensar nisso agora "Vá embora..."
Ela riu outra risada irônica; "Eu não te culpo, afinal, quem diria, ele saiu um belo homem, e é muito poderoso também... Se manipularmos ele, tomaríamos o mundo. Será que é essa a sua idéia?"
"Não há 'Nós', não somos mais a mesma pessoa." Azula rosnou entre os dentes. "Agora, vá embora!"
"Ah, você sabe que pode manipula-lo, ele confia em você... Pense nisso, é só se livrar da dobradora de água, ele vai ficar frágil, vir direto para seus braços, ai seria fácil para nós..."
"VÁ!" Azula finalmente gritou, a raiva a consumindo, ela não sabia bem porque, mas a palavras de seu lado mais monstruoso mexiam com ela mais do que ela pensava, era ruim provar do próprio veneno.
"Sim... Por agora, eu vou!" e com mais uma risada irônica e um "tenha bons sonhos..."
A presença se foi, mas Azula sabia que os efeitos das palavras dela ficariam e provavelmente custariam uma noite de sono.
