A Força do Destino
Capítulo 12
Jensen rolava na cama, sem conseguir dormir. Por mais que tentasse, não conseguia desligar sua mente do que havia acontecido durante o dia. Já não reconhecia mais a si mesmo, seria possível que aquele lugar tenha mexido tanto com sua cabeça?
Nunca fora um cara ciumento, nem mesmo com sua esposa, e de repente se via tendo atitudes como as que teve por causa de Milo e de Cassie. E no fundo, sabia que eles sequer eram uma ameaça; Jared só tinha olhos para Jensen e o loiro jamais duvidaria do seu amor ou da sua fidelidade.
Talvez nem fosse ciúmes realmente, mas o que feria era a constatação de que dentro de pouco tempo iria embora daquele lugar, que deixaria Jared sozinho e que aquelas pessoas continuariam fazendo parte da vida do moreno, enquanto ele, Jensen, faria parte do seu passado. Assim como John, assim como Peter. E pensar naquilo doía como o inferno.
Mas não era apenas aquilo que estava perturbando o seu sono. Também havia aquela sensação… Queria acreditar que era apenas porque Jared não estava ali, ao seu lado, mas tinha algo mais… Uma angústia que não saberia explicar.
Então Jensen ouviu o sinal… Seu corpo paralisou por um momento e seu coração batia tão forte que o loiro quase podia ouví-lo.
Jared...
"Se algum dia você estiver por aqui e ouvir o sinal, largue tudo o que estiver fazendo e corra para o abrigo".
Não. Correr para o abrigo estava completamente fora de cogitação. Jared estava de guarda e a aldeia estava sendo invadida… Jensen por fim se sentou na cama e sentiu as lágrimas embaçarem seus olhos. Estava com medo. Não por si mesmo, mas por Jared.
"Não adianta querer bancar o herói sozinho." Jared bancaria o herói. Jared lutaria, Jensen tinha certeza disso, e estava ali, de mãos atadas, sem poder fazer nada. Sequer sabia onde ficava o maldito posto de guarda para ir até lá e ajudá-lo.
Andava de um lado para o outro dentro do chalé, os minutos parecendo horas, até que ouviu algum barulho do lado de fora.
Pegou um pedaço de pau do lado da lareira e aguardou ao lado da porta. Quando ela se abriu e viu que era Jared, Jensen só conseguiu se atirar em seus braços.
- Oh, graças a Deus - A voz de Jensen tremia, assim como todo o seu corpo.
Jared o segurou em seus braços com força, sentindo um alívio muito grande ao ver que Jensen estava a salvo. Enfiou a cabeça na curva do pescoço do loiro, tentando se acalmar por um momento, então a dor na lateral do seu abdômen o trouxe de volta aos fatos...
- O que você ainda está fazendo aqui? - A voz de Jared continha alívio, mas ao mesmo tempo era uma repreensão. - O que eu te falei sobre largar tudo e correr para o maldito abrigo? - Jared fechou a porta e largou suas coisas sobre a mesa.
- Você acha mesmo que eu sairia daqui antes de saber se você está bem? O que está acontecendo, afinal?
- Eu não sei direito… eu vi uma dúzia de homens, mais ou menos. Lutei com dois enquanto vinha pra cá, e os outros se dispersaram pela aldeia. Agora você precisa ir pro abrigo, Jensen.
- Você vai comigo? - Jensen perguntou, esperançoso.
- Eu não posso. Preciso voltar para a aldeia - Jared caminhou até Jensen, mas seu corpo cambaleou levemente.
Foi então que, diante do fogo da lareira, o loiro percebeu o quanto o rosto de Jared estava pálido. Passou os olhos pelo seu corpo e percebeu que suas roupas estavam encharcadas e havia uma poça de sangue aos seus pés.
- Você está... sangrando.
- Eu estou bem - Jared se apoiou na mesa, com a respiração ofegante. De repente a adrenalina havia baixado e começou a sentir dores e o tremor pelo seu corpo. - Só preciso levar você pra um lugar seguro.
Mas Jared mal consegiu se mover. Suas pernas pareciam pesar toneladas e estava prestes a desmaiar quando Jensen o segurou. O loiro apenas o manteve em seus braços por um momento e então fez com que ele se deitasse sobre uma manta, que colocou em frente a lareira, pois precisava mantê-lo aquecido, antes que entrasse em choque.
Assim que conseguiu deitá-lo, Jensen tirou primeiro o colete de couro, o cortando com um canivete, assim como a camisa de lã que Jared vestia. Depois tirou o restante de suas roupas, para saber a extensão dos ferimentos.
Havia um corte na coxa esquerda, algumas contusões, mas o único ferimento grave vinha do lado esquerdo do seu abdômen. Agindo profissionalmente, Jensen buscou sua maleta, toalhas limpas e água quente. A ponta da flecha precisava ser removida cirurgicamente, para não causar mais danos. Parecia que Jared já tinha feito um belo estrago, tentando removê-la sozinho.
- Isso vai doer - Falou para um Jared semiconsciente.
O loiro esterilizou o bisturi no fogo, colocou luvas e sentou-se sobre o quadril do moreno, para evitar que ele se movesse enquanto fazia o que precisava.
Ouviu outro movimento na porta e largou tudo, voltou a pegar o pedaço de pau, e esperou. Quando alguém empurrou a porta, Jensen bateu com toda a sua força e quando viu o homem cambalear, deu outra pancada em sua nuca. Arrastou o corpo inconsciente para o canto, contra a parede, e usou uma corda para amarrá-lo. Não tinha tempo para lidar com ele no momento.
Depois de deixá-lo lá, estava prestes a voltar a cuidar de Jared quando ouviu outro barulho.
Atacou novamente quando outro homem entrou, mas ficou aliviado ao ouvir a voz de Jeffrey.
- Sou eu, o Jeffrey! - O irmão de Jared gritou depois de levar uma pancada em sua cabeça. - Caralho, por que você me bateu? - Pegou o pedaço de madeira da mão de Jensen e o atirou na lareira.
- Oh, graças a deus - Jensen estava à beira das lágrimas. - Fique aqui de guarda, só me deixe cuidar dele, okay?
- Cuidar dele? Oh meu deus… O que houve? - Jeffrey se aproximou e se ajoelhou ao lado do seu irmão, preocupado.
- Ele foi atingido por uma flecha. Eu preciso removê-la. - Jensen tentou assumir novamente o controle de suas emoções e voltou a se preparar. Vestiu luvas novas e se sentou sobre o quadril de Jared, reiniciando todo o procedimento.
- Ele vai ficar bem, não vai? - O desespero era nítido na voz de Jeffrey, que olhava para Jensen como sendo a sua única esperança - Você precisa fazer ele ficar bem. Por favor.
- Ele vai. Eu farei o possível - Jensen respondeu com convicção.
- Parem de falar como se eu não estivesse aqui - Jared reclamou, segurando um gemido de dor. - Como estão as coisas lá fora? - Perguntou, com a voz fraca.
- Estão sob controle agora. Lutamos com alguns, outros fugiram… Eu levei a Cassie e os seus pais para o abrigo e então corri até o posto de guarda e você não estava mais lá. Encontrei dois homens feridos pelo caminho, e pensei que… - Jeffrey engoliu em seco, tentando controlar suas emoções.
- O pai está bem? - Jared perguntou, tentando manter o foco em seu irmão, mas sua visão estava embaçada.
- Ele está no abrigo - Só então Jeffrey olhou para o canto e viu o homem amarrado. - Quem é esse?
- Ele entrou aqui antes de você chegar. - Jensen respondeu.
- E você o amarrou? - Jeffrey estranhou.
- Ele é o meu herói - Jared tentou brincar, mas teve que tossir e deu um gemido estrangulado de dor.
- Jared, eu sinto muito, mas não tenho nenhum anestésico aqui e isso realmente vai doer muito.
- Eu posso aguentar - O moreno respondeu, ofegante. - Faça o que tem que fazer. Só faça logo.
- Morda isso - Jensen colocou um graveto de madeira na boca de Jared e depois de aquecer o bisturi novamente, cortou o necessário para remover a flecha, quando o moreno gemeu alto e desmaiou.
Sua consciência ia e voltava, e Jared parecia grogue, não falando mais coisa com coisa. Quando acordou novamente, Jensen tinha um dedo dentro do corte na lateral do seu abdômen, apalpando para se certificar de que a flecha não havia deixado nenhuma farpa, e que não houvessem outros danos no local. Por sorte, nenhum órgão havia sido atingido.
- Eu não deixei você comer o meu rabo e agora você está com o dedo nas minhas entranhas. Sempre pode ser pior, não é? - Jared deu uma risada e engasgou, antes de perder a consciência novamente.
- Uau! - Jeffrey ergueu as sobrancelhas e balançou a cabeça. - Informação demais.
Jensen sentiu seu rosto corar ligeiramente, mas continuou o que estava fazendo. Desinfetou o ferimento e suturou, sua preocupação agora era com a quantidade de sangue que o moreno havia perdido.
- Você sabe qual o tipo sanguíneo que o Jared tem? - Perguntou para Jeffrey.
- Não. Nós nunca fizemos qualquer exame. Você acha que ele precisa de uma transfusão? - Jeffrey parecia assustado.
- Tudo bem. Eu tenho o sangue O negativo, posso ser o doador, eu só preciso que você fique aqui pra garantir que tudo corra bem.
Jensen pegou o material que precisava em sua maleta e se sentou em uma cadeira, ao lado de onde Jared estava deitado. Conectou a agulha primeiro em Jared, depois em si mesmo e iniciou o processo de transfusão.
- Se por acaso algo acontecer, ou eu desmaiar, basta você retirar as agulhas e pressionar o local, okay? Não nos deixe sangrar até morrer - Jensen tentou brincar.
- Certo - Jeffrey ficou encostado na porta, atento a qualquer movimentação do lado de fora, e ao mesmo tempo de olho em Jensen.
Algum tempo se passou e o irmão de Jared cutucou Jensen, que parecia ter adormecido na cadeira.
- Acho que ele já recebeu o suficiente, não? - Jeffrey falou quando Jensen abriu os olhos.
- É, eu acho que sim - Jensen interrompeu o procedimento, se livrou das agulhas e se ajoelhou ao lado de Jared, para verificar seu ferimento e colocar um curativo limpo sobre ele.
Cuidou também do ferimento em sua coxa, mas logo se sentiu um pouco tonto, então pediu que Jeffrey pegasse a sua maleta, de onde tirou uma caixa de antibióticos, e um copo d'água.
- Aqui… beba isso - Jensen ergueu a cabeça de Jared com uma mão, e com a outra fez com que ele engolisse o remédio.
O loiro pegou uma toalha úmida e limpou todo o sangue do corpo de Jared e o cobriu com uma manta de lã. Queria poder levá-lo até a cama, mas sabia que se mexesse com ele, ele sentiria muita dor, então resolveu deixá-lo ali mesmo, pelo menos até que acordasse.
- Você deveria se deitar um pouco - Jeffrey sugeriu, ao ver que Jensen mal se aguentava em pé. - Eu fico de olho nele, eu prometo.
- Okay - O loiro não iria discutir. Precisava recuperar suas forças para cuidar de Jared. - Fique de olho nele também - Jensen apontou para o cara amarrado, que ainda não havia acordado depois da paulada.
Jensen bebeu um copo de leite para se fortalecer e dormiu por quase duas horas. Quando se levantou, Jared continuava adormecido.
- Ele resmungou algumas coisas sem sentido, acho que estava sonhando - Jeffrey comentou quando Jensen foi examinar o moreno.
- Ou delirando - Jensen colocou um termômetro na boca de Jared, vendo que a temperatura estava um pouco alta, então lhe deu também um antitérmico.
- Você quer colocá-lo na cama agora? - Jeffrey sugeriu. - Eu preciso ir ver como estão as coisas na vila, mas eu volto assim que puder.
Jensen aceitou a oferta e colocaram Jared deitado na cama, onde ficaria mais confortável.
- Pode ir tranquilo, Jeffrey. Eu vou tomar conta dele.
Certo - Jeffrey se foi e Jensen se sentou na cama, fazendo um leve carinho nos cabelos do moreno.
Tinha sido uma longa noite, e o dia estava finalmente amanhecendo. Jensen sentiu as lágrimas escorrendo pelo seu rosto, e finalmente se permitiu chorar toda a sua dor. Na hora, tinha agido como o médico profissional que era, mas por mais que confiasse em si mesmo e no seu trabalho, sentira muito medo… Medo de não conseguir salvar Jared, medo de perdê-lo.
Mesmo agora, sabendo que ele estava praticamente fora de perigo, se não houvesse nenhuma infecção, ele parecia tão frágil e tão vulnerável como nunca o vira antes. Pela primeira vez Jensen sentiu que seria capaz de dar a sua própria vida para protegê-lo, e este era um sentimento tão grande e tão incrível, mas ao mesmo tempo tão assustador.
Os pensamentos do loiro foram interrompidos quando ouviu o homem amarrado tentando se arrastar e resmungando algo que não conseguia compreender.
"Ertu læknir? Þú getur frelsað okkur. Við þurfum lækni"
- O quê? - Jensen perguntou, franzindo o cenho.
"Börnin okkar og aldraðir eru að deyja. Fluensu. Við þurfum lækni."
- Eu não posso entendê-lo, eu… - Jensen suspirou. Se sentia tão cansado, só queria poder se deitar por um minuto ao lado de Jared e ter um pouco de paz.
"Ertu læknir?"
- Ora, cale essa boca! - Jensen perdeu a paciência, pois o homem repetia aquilo o tempo todo e não conseguia compreender, então pegou uma tira de pano e o amordaçou, fazendo com que finalmente se calasse.
- x -
Quando Jared despertou, sentiu o corpo de Jensen, adormecido, deitado próximo ao seu e suspirou aliviado. Ainda sentia muita dor, mas Jensen estava a salvo e era tudo o que importava. Quando correra do posto de guarda até a sua casa, tudo o que conseguira pensar era na segurança do loiro. Não sabia de onde tinha tirado forças, mas não hesitou em derrubar quem tentara cruzar o seu caminho e impedí-lo de chegar até Jensen. Não queria pensar no que seria capaz de fazer se alguém o tivesse ferido…
Estranhou ao ouvir um gemido e um resmungo vindo do canto do chalé. Tentou se levantar para ver o que estava acontecendo, mas sentiu muita dor e acabou desistindo. Só então se lembrou do homem que Jensen derrubara, mas as lembranças do que havia acontecido depois que chegara na cabana, eram apenas um borrão.
- Jensen - Jared tocou o loiro de leve, tentando acordá-lo. - Jen?
- Hmm? - O loiro respondeu, sonolento. - Hã? Você está bem? - Se levantou de um pulo quando se deu conta de que havia dormido.
- Eu estou, só… Tem alguém gemendo ali. O que você fez com ele? Cadê o Jeff?
- O seu irmão foi cuidar da aldeia, e… Eu tive que amordaçar o cara, porque ele não calava a maldita boca - Jensen passou as mãos pelos cabelos, frustrado.
- O que foi que ele disse?
- Eu não sei, não consegui entender uma palavra.
- Tire a mordaça dele, Jensen - Jared pediu e o loiro o fez.
"Ertu læknir? Þú getur frelsað okkur. Við þurfum lækni. Vinsamlegast hjálpa okkur".
- Você consegue entendê-lo?
- Sim, ele quer saber se você é um médico. Disse que eles precisam de um médico.
- Oh - Jensen o olhou, se sentindo mal por tê-lo amarrado.
"Börn okkar og aldraða eru að deyja úr flensu. Við þurfum lækni."
- As crianças e idosos estão morrendo por causa da gripe - Jared traduziu. - Eles precisam de um médico.
- Eu não sei o que dizer… Não sei o que eu posso fazer nesse caso, eu… - Jensen estava confuso. Eles eram os inimigos, mas ainda assim queria ajudar.
- Você não pode salvar todo mundo, Jensen.
- Mas foi pra isso que eu vim parar aqui, a princípio, não foi? - O loiro respondeu, triste.
- Eu sei - Jared segurou sua mão. - Mas as aldeias estão em guerra e isso é prioridade agora. Deve ter gente ferida precisando de você aqui também.
- Claro, como se eu realmente pudesse ajudar... - Jensen foi interrompido quando Jeffrey entrou no chalé, acompanhado pelo seu pai.
- Nós vamos levar o prisioneiro - Jeffrey anunciou e Gerald parou diante da cama, olhando para o filho mais novo com preocupação.
- Como você está?
- Eu vou sobreviver - Jared respondeu. - O que vocês vão fazer com ele? - Perguntou, se referindo ao prisioneiro.
- Por enquanto, vamos mantê-lo junto com os outros. Depois o conselho irá decidir - Gerald respondeu, muito sério.
- Irá decidir o quê? - Jared fez um esforço e conseguiu se sentar. - Vocês não estão pensando em…?
- O conselho irá decidir, Jared, isso não é problema seu. Agora vamos - Falou, olhando para Jeffrey. - Vamos levá-lo e ver como estão os feridos.
- Pai - Jeffrey falou enquanto ajudava o prisioneiro a se levantar, já que ele estava amarrado. - Eu sou um inútil neste caso, não posso ajudar com os feridos, mas o Jensen pode. Ele salvou a vida do Jared.
Gerald olhou para o seu filho, e então para Jensen. - Leve-o até a tenda depois - Falou e saiu, sem dizer mais nada.
- Sempre tão gentil - Jared tentou brincar quando seu pai saiu, mas não pode evitar um gemido de dor.
- Você tem que ficar deitado - Jensen falou, aborrecido. - Deitado! - Ajudou o moreno a se deitar e o cobriu com uma manta, dando um breve beijo em sua testa.
- Sim, senhor - Jared sorriu, e Jensen teve que sorrir também.
- Você não tem jeito.
- Já chega vocês dois - Jeffrey fez uma careta. - Eu vou levar o prisioneiro e volto pra buscar você, Jensen. Fique pronto.
- Jeff - Jared chamou antes do seu irmão sair. - Se certifique que eles tenham um tratamento decente.
- Pode deixar - Jeffrey consentiu e foi embora.
- Jensen, você não precisa ir, se não quiser - Jared falou, ao perceber que o loiro parecia preocupado.
- Eu quero ajudar, quero muito… Só não sei se é boa ideia deixar você aqui sozinho - Seu coração estava dividido entre ir e ajudar os feridos, ou ficar ali e se certificar que Jared ficaria a salvo.
- Eu vou ficar bem, Jensen. Não sou nenhuma criança - Jared fez uma cara feia. Não gostava muito da ideia de ser cuidado daquela maneira. Era ele quem devia cuidar do loiro, e não o contrário.
- Eu sei que você não é. Mas você já tentou se levantar por duas vezes. Imagine o que vai fazer quando eu não estiver por aqui?
- Eu vou ficar aqui deitado, quietinho. Prometo - Jared fez bico e Jensen achou tão adorável, mas não falou nada para não deixá-lo ainda mais zangado.
- Certo - O loiro não tinha outra opção, senão acreditar. - Tente dormir um pouco, você precisa repor as energias. Vou pedir que alguém lhe traga algo pra comer mais tarde - Deu um beijo breve nos lábios do moreno, deixou uma caneca de água ao lado da cama, pegou sua maleta e se preparou para sair.
Ao chegarem no local onde estavam os feridos, Jensen não sabia pelo que esperar. Tinha se acostumado a lidar com pessoas gravemente feridas quando trabalhara no pronto atendimento do hospital, e quando fizera residência, mas nunca em um cenário como aquele.
Haviam ferimentos causados por flechas e espadas, um homem com o braço parcialmente mutilado, e tudo por causa de uma guerra entre as aldeias. Jamais entenderia os homens e suas motivações.
Mas não perdeu muito tempo tentando entender, fez uma avaliação geral, tentando indentificar os casos mais graves e deu prioridade a eles.
Havia um homem na faixa dos sessenta anos, com o cabelo grisalho comprido preso num rabo de cavalo, cuidando de alguns feridos e Jensen deduziu que ele fosse o curandeiro da aldeia.
Não foram apresentados, mas o homem acenou com a cabeça quando o viu, e continuou a fazer o seu trabalho, em silêncio.
Logo surgiram alguns voluntários para ajudar e servir água e sopa aos feridos, e Jensen viu Cassie entre eles.
- Hey - Se aproximou da moça, tentando ignorar o ciúme que sentira no dia anterior.
- Oi. Eu soube que o Jared se feriu, ele está bem?
- Ele está se recuperando, mas eu gostaria de te pedir… Será que depois de terminar aqui, você pode passar lá no chalé e dar uma olhada nele? Só pra garantir que está tudo bem?
- Claro.
- Ele está bem, mas é que… Eu acho que vou me demorar um pouco por aqui e tenho medo que ele tente se levantar e acabe fazendo alguma besteira ou algo assim, e… Eu sei que ele é um teimoso e acha que não precisa de ajuda, mas….
- Eu entendo sua preocupação, Jensen - Cassie sorriu. - Vou aproveitar e levar um pouco de sopa pra ele.
- Obrigado - Jensen ficou olhando quando Cassie saiu, e se sentiu um pouco mais aliviado. Era difícil se concentrar nos pacientes enquanto estava o tempo todo preocupado com Jared.
Continuou atendendo os feridos, limpando ferimentos e suturando. Sentiu um nó na garganta quando viu uma mulher sentada ao lado do corpo de quem Jensen deduziu ser o seu marido, o corpo sem vida estava coberto por um lençol branco. Ela segurava a mão dele e chorava baixinho, sem sair do seu lado por um minuto sequer. Jensen não conseguia deixar de pensar na sorte que Jared tivera, quando a flecha que o feriu não atingiu nenhum órgão vital. Não. Não queria pensar sobre aquilo...
- Você é um bom homem, doutor - O homem a quem Jensen socorria, de repente falou, o tirando de seus devaneios. - Se precisar de outro lugar pra morar enquanto estiver por aqui, nós temos um quarto sobrando em nossa casa, podemos arranjar - Jensen estava costurando o seu ombro ferido, e pensando de onde o conhecia. Só então o reconheceu como o sujeito que tinha lhes virado as costas quando ajudaram a desencalhar o trator.
- Eu tenho onde morar. Por que precisaria de outro lugar? - O loiro estranhou.
- Porque… o senhor sabe. Eu sei que ele lhe acolheu, e tudo o mais, mas o doutor não é obrigado a ficar por lá. Sabe-se lá o que pode acontecer.
Jensen o encarou por um instante, processando aquelas palavras.
- O Jared é a melhor pessoa que eu já conheci, não só aqui na aldeia, como em toda a minha vida. Eu não estou com ele por obrigação, ou por ele ter me acolhido. Eu amo aquele homem, e você não deveria ousar falar mal dele perto de mim - Jensen apertou a sutura com vontade, ficando satisfeito ao ouvir um gemido de dor.
- Eu não sei se o doutor sabe, mas… Ele é amaldiçoado - O homem falou baixinho, como se fosse algum segredo sujo.
- E você acredita mesmo nessa palhaçada? - Jensen deu risadas. Sua vontade era de enfiar o dedo no ferimento do imbecil e fazê-lo gritar de dor. - Bom, e se for, então eu só posso agradecer por esta maldição. Ele se sacrificou por mim não só uma vez, ele vive em torno de ajudar as pessoas dessa aldeia, sem nunca pedir nada em troca. Se isso é ser amaldiçoado, então deve ser uma coisa muito boa, não?
- O John morreu jovem demais, ele não merecia isso. E o Peter ainda estaria aqui se não fosse por causa do Jared - O homem falou com desprezo.
- John salvou a vida de Jared e morreu no seu lugar porque o amava. E Peter não passa de um covarde sem caráter.
- Não ouse falar assim do meu amigo - O homem ameaçou.
- E você não ouse falar do Jared nunca mais - Jensen levantou o tom de voz. - Pronto - Se referiu ao ferimento que tinha acabado de suturar. - Você vai sobreviver. Assim pode passar mais alguns anos sendo um completo babaca - Jensen se levantou e foi lavar as mãos para atender outro ferido.
- x -
- Jared... não se assuste, sou eu, a Cassie - A morena bateu de leve na porta e e foi entrando. - Oi. O Jensen pediu que eu viesse dar uma olhada em você - Foi se justificando, diante do olhar confuso de Jared. - Então já aproveitei pra trazer um pouco dessa canja de galinha. A minha mãe fazia pra mim quando eu ficava doente, e ela fez para os feridos na batalha.
- Obrigado - Jared sorriu. - Mas eu não preciso de babá, Cassie. O Jensen está exagerando - Bufou.
Cassie sorriu - Bom, ele me alertou sobre isso.
- Sobre o quê?
- Sobre você bancar o teimoso e achar que não precisa de ajuda. Ele só está preocupado, Jared. E eu estava lá sem nada pra fazer, não custava nada, afinal - A morena se sentou na cama ao lado de Jared, ajeitou os travesseiros e o ajudou a se sentar parcialmente, para poder tomar a sopa. - Jeff me falou que você precisou de uma transfusão de sangue, eu fiquei preocupada. O ferimento deve ter sido grave.
- Transfusão? - Jared a olhou, surpreso. - Como assim?
- Você não se lembra?
- Acho que eu apaguei por algum tempo.
- Eles não sabiam o seu tipo sanguíneo, então o Jensen doou, já que o sangue dele é compatível com todos.
Jared passou os dedos sobre a marca em seu braço, um tanto emocionado.
- Ele não devia ter feito isso. E se algo desse errado? Eu não quero que ele se arrisque por minha causa.
- Ele é médico, Jared, Deve saber o que está fazendo. E depois, ele te ama, com certeza faria qualquer coisa pra te salvar.
- É, eu sei - Jared não podia negar, afinal, se a situação fosse contrária, teria feito o mesmo. E não pode deixar de pensar na angústia que Jensen deveria ter sentido… Provavelmente o mesmo que Jared sentiu quando o encontrou desmaiado na neve e o carregou até a sua casa, ferido. Na época, Jared sequer o conhecia, e mesmo assim tinha feito de tudo para salvá-lo.
Ficaram em silêncio por algum tempo, e Cassie serviu a caneca de sopa para que Jared tomasse.
Só então ele percebeu o quanto estava faminto.
- Jared… posso perguntar uma coisa? - Cassie por fim falou.
- Claro.
- O seu irmão, ele… Ele perguntou sobre mim? Alguma vez?
- Eu não sei Cassie, o Jeff é muito reservado quando se trata dessas coisas.
- É que… eu estava pensando se… Você acha que ele pode ter algum interesse em mim? - Cassie mordeu o lábio inferior, sem saber exatamente como falar sem parecer uma idiota.
- Por que você está perguntando isso? - Jared se fez de desentendido.
- Porque eu… Bom, uma vez você me falou que eu deveria tentar enxergar ao meu redor, e… Depois daquele dia em que ele me salvou, eu meio que… Comecei a reparar nele, sei lá…
- Cassie, você sabe que as coisas são um pouco complicadas pra ele. Tudo o que o Jeffrey passou com aquele casamento, e… Bom, eu acho que ele pode sim ter interesse em você, só não faça nada se for pra magoá-lo, okay?
- Eu não vou magoá-lo, Jay. Era por isso que eu pedi a Hannah pra dizer que eu queria falar com você, eu queria… queria pedir a sua ajuda. E nessa madrugada, quando ele foi até a minha casa pra nos levar até o abrigo, eu só tive ainda mais certeza de que eu estou realmente gostando muito dele.
- É muito bom ouvir isso, Cassie. Eu quero muito que vocês dois sejam felizes.
- Posso entrar? - Foram interrompidos por batidos na porta e pela voz de Hannah, que foi abrindo a porta sem esperar que a atendessem.
- Só se você tiver trazido a sobremesa - Jared brincou e só então percebeu que a menina tinha os olhos marejados, estava prestes a chorar. - Hey… vem cá - Estendeu os braços para que ela se aproximasse e deixou que ela sentasse do seu lado direito.
- Eles disseram que você estava muito machucado, mas a minha avó não me deixou sair de casa antes - Hannah chorou e encostou a cabeça no ombro de Jared.
- A sua avó estava certa, Hannah, era perigoso pra você sair sozinha por aí. Hey, está tudo bem - Ergueu o queixo da menina, fazendo-a olhar em seu olhos.
- Você não pode morrer, Jay - A garota falava entre os soluços. - Eu já perdi a minha mãe, não posso perder você também. Eu não posso…
- Você não vai me perder, Hannah. Eu estou bem agora, eu prometo. Afinal, eu tenho um médico particular, só pra mim, se lembra? - Jared tentou brincar, mas doía demais ver o desespero da menina.
- E por que ele não está cuidando de você? - Perguntou, limpando as lágrimas e ranho na manga do próprio casaco.
- Porque ele foi ajudar os outros feridos - Cassie respondeu, e continuou a servir a sopa para Jared.
- Pensei que ele não pudesse… sabe, trabalhar como médico aqui - Hannah deu de ombros, já um pouco mais calma.
- É… - Jared entortou os lábios - Parece que as coisas mudam quando eles realmente precisam - Constatou, com amargura. - E o seu pai, está bem? - Jared resolveu mudar de assunto.
- Sim, ele ficou com a gente no abrigo - Hannah deu um sorrisinho, um tanto envergonhada.
- Alguém tinha que cuidar de vocês, não é? - Jared brincou. - Você sabe se o David e a mãe dele estão bem?
- Eles estavam todos no abrigo, também - Hannah respondeu.
- Eu, o Jeff e mais algumas pessoas fomos de porta em porta, Jay. Todos estão bem - Cassie sorriu, tranquilizando-o.
- Ótimo - Jared se sentia um inútil ali deitado, enquanto havia tanto para ser feito.
- Nós devíamos fazer algo pra passar o tempo - Cassie sugeriu. - Jogar cartas?
Hannah fez uma careta e Jared negou com a cabeça, então apenas continuaram conversando por algum tempo e ouvindo Hannah contar sobre algumas de suas traquinagens.
- Acho que eu preciso dormir um pouco - O moreno estava realmente cansado, lutando para manter os olhos abertos.
- Posso dormir com você? - Hannah perguntou, empolgada.
- Se você ficar quietinha no seu canto e não ficar esperneando, pode - Jared voltou a se deitar e Hahhah deitou ao seu lado, puxando um travesseiro e uma manta para si.
- Durmam, seu preguiçosos - Cassie brincou, e foi se sentar em uma cadeira, perto da lareira. - Eu vou ficar aqui vigiando vocês.
- x -
Jensen voltou para casa quando já estava anoitecendo e encontrou Cassie sentada em uma cadeira, entediada, enquanto Jared e Hannah dormiam na cama. Não conseguiu evitar um sorriso, parecia que Jared estava mesmo sendo bem cuidado.
- Como ele se comportou? - Perguntou enquanto tirava o seu casaco.
- Bem. Dormiu a maior parte do tempo.
- É normal, ele ainda está muito fraco. Só não diga a ele que eu o chamei de fraco, senão ele vai querer provar o contrário - Jensen brincou.
- Sim, eu conheço o gênio - Cassie sorriu, pegando suas coisas e acordando Hannah para irem embora.
- Obrigado por tudo, Cassie - Jensen falou com sinceridade.
- Não precisa agradecer - A morena olhou para Jared por um momento. - E Jensen… Me desculpe pelas coisas que eu fiz, eu… - Mordeu o lábio inferior, sem saber o que dizer. - Eu fui mesmo uma idiota - Balançou a cabeça, arrependida.
- Sim, você foi - Jensen sorriu. - Mas eu já perdoei, está tudo bem.
- Obrigada - A morena se despediu e ajudou Hannah a vestir seu casaco para sairem.
Jensen se lavou, comeu um pouco da sopa que tinha sobre o fogão à lenha e foi verificar o ferimento de Jared.
O moreno acordou enquanto Jensen trocava o curativo, então aproveitou para lhe dar os antibióticos para tomar.
- Não tem febre - O loiro tocou na testa de Jared. - Acho que você vai sobreviver - Brincou.
- Como você está? - Jared parecia sério.
- Cansado, mas estou bem - Jensen suspirou e se deitou ao seu lado, na cama. - Agora eu só quero me aquecer nos seus braços e esquecer o caos que foi o meu dia. - Jensen deitou bem próximo, com cuidado para não encostar no seu lado machucado, e beijou os lábios do moreno, com carinho. - E como foi o seu dia?
- Maravilhoso - Jared falou com ironia. - Passei a tarde ouvindo a Cassie falar sobre o meu irmão, e a Hannah tagarelando sem parar. Depois de ter uma crise de choro, é claro.
Jensen sorriu. - Ela ama você.
- Sim, eu sei - Jared sorriu. - Eu também amo aquela pirralha.
- Eu senti sua falta durante o dia - Jensen fez um leve carinho no rosto do moreno.
- Eu também - Jared sorriu e o beijou. - Jensen… Por que você não me falou sobre a transfusão de sangue? - Jared precisava saber.
- Eu não queria preocupar você. O ferimento não infeccionou, você está fora de perigo, vai ficar tudo bem - Jensen falou olhando nos olhos do moreno.
- Você não devia ter feito isso. Eu não quero que se arrisque por mim.
- Ou talvez por isso eu não tenha te falado. Doar sangue não é exatamente um risco, Jared. E pare de achar que é algum super homem, e que não precisa de ajuda, okay?
- Mas…
- Shhh… - Jensen colocou o dedo sobre a boca do moreno, fazendo com que se calasse. - Eu só quero dormir um pouco, tá? - Jensen deitou a cabeça no peito de Jared, se aconchegando junto ao seu corpo. - Só algumas horinhas de sono - Deu um beijo breve no rosto do moreno, que se deu por vencido, e fechou os olhos, tentando dormir.
Mas apesar de todo o seu cansaço, o sono não veio. As horas se passaram e sentiu Jared se remexendo na cama, inquieto.
- Não conseguiu dormir? - Jensen perguntou com a voz cansada, e ao mesmo tempo preocupado. - Está sentindo muita dor?
- Não - Jared suspirou. - Eu estou bem. Não quis te acordar, me desculpe. Sei que você está cansado.
- Você não me acordou, eu também não consegui pregar o olho, até agora - Jensen apoiou o cotovelo na cama, para poder olhá-lo.
- Está pensando o mesmo que eu? - Jared perguntou, parecendo angustiado com alguma coisa.
- Sobre o que o prisioneiro falou? - Jensen não conseguia parar de pensar sobre aquilo.
- Sim - Jared bufou e se sentou na cama, apoiando as costas na cabeceira de madeira. - Eu só queria…
- Nós podemos ajudar, Jay. Nós podemos dar um jeito.
- Eu não sei - Jared passou as mãos pelo rosto. - Em primeiro lugar, as pessoas daqui não irão concordar. Em segundo… Uma vez que nós formos até lá, mesmo que alguns homens forem conosco, como eu posso garantir a sua segurança?
- Jared…
- Eu não conheço aquela gente, Jensen. Nós até podemos tentar um acordo com eles, mas eu não sei o que esperar. E se depois que eles não precisarem mais de você, eles… - Jared não conseguiu concluir a frase. Estava apavorado só de pensar que alguém poderia machucar Jensen.
- Você só precisa tentar enxergá-los como pessoas comuns, como nós, e não como inimigos, Jay.
- Jensen… eles acabaram de invadir a porra da nossa aldeia. Eles feriram pessoas e mataram um de nós. Como você quer que eu não os veja como inimigos?
- Okay… eu entendo. Eu realmente entendo, mas… O homem que entrou aqui… Ele devia ter a minha idade, talvez um pouco mais, Jared. Eu não posso deixar de pensar que se eles fizeram o que fizeram, foi por necessidade, e não por diversão. Ele parecia desesperado.
- Certo. Pode ser que você tenha razão. Pelo que o Jeff falou quando veio aqui hoje à tarde, os que conseguiram fugir, saquearam comida. Grãos, mais especificamente.
- Esse é o ponto, Jay. E eu estive pensando… Se a gripe se alastrou tão rapidamente de uma aldeia pra outra, quem garante que não vai chegar até aqui? Talvez nós possamos contê-la por lá.
- Que droga, Jensen. Eu não devia dar ouvidos a você - Jared fez uma carranca, mas deu um selinho demorado na boca do loiro. - Eu te odeio.
- Não, você me ama - Jensen sorriu e segurou o rosto do moreno, beijando-o novamente.
- Sim, eu te amo. Mas você ainda vai acabar matando a gente, sabia?
- Não seja dramático - Jensen brincou.
- Eu vou falar com o meu pai pela manhã.
- Você não pode sair da cama. Não ainda.
- Okay… eu peço pro Jeff trazê-lo aqui - Jared bufou. - Mas é melhor começarmos a pensar num plano B, porque pelo que eu conheço do meu pai, ele jamais irá concordar com essa loucura. Talvez porque seja mesmo loucura.
Continua…
N/A: Pessoas... Não sei se eu já avisei, mas esta fanfic é um pouco mais leve do que as que costumo escrever. Se ficarem entediados demais, me deixem saber... rs. Vou tentar dar alguma atenção à fanfic Ligações Perigosas agora, então talvez demore um pouquinho mais pra atualizar aqui, okay? Um grande abraço a todos.
Resposta às reviews sem login:
Shindou: Pois é, tadinho do Jared, não? Sobre o que você comentou, não posso dar spoilers, mas posso dizer que o foco daqui por diante serão as atitudes que os Js tomarão frente aos problemas. Uma coisa que eu amo em ambos é que eles tem caráter acima de tudo, e um coração enorme, sempre dispostos a ajudar os outros. Obrigada por comentar. Bjos!
Apom1: hahaha! Desculpe por fazer você - ou o Jared - sofrer. Mas tudo tem sempre um propósito, assim como esta invasão da aldeia. Cassie está amadurecendo, finalmente. Eu não a vejo como uma pessoa má, ela é uma sonhadora, mas claro que ela foi infeliz ao tentar afastar os Js, não? Quem sabe agora ela encontre o seu caminho. Eu gosto muiti deste Jared, meio ogro e meio inocente ao mesmo tempo. Ele é um lindo, não? E juntos, eles são ainda melhor. Bom, seu pedido foi atendido… rs. Obrigada por comentar. Bjos!
Ana: Te entendo. E eu também sou ansiosa pra postar, mas nem sempre a inspiração ajuda. Então, parece que a Cassie finalmente amadureceu e abriu os olhos. Poi é, o Milo… *suspira* Mas não, não pode ter threesome. Acho que se ele propusesse isso, Jared o mataria… kkkk. Okay, eu só judiei um pouquinho, viu como sou boazinha? Rs. Obrigada por comentar. Bjos!
WDe: Fico feliz em ter entretido a sua madrugada insone… rs. Jared é mesmo um fofo, não? E sim, Jensen não nasceu pra ser um caçador, mas talvez as coisas mudem um pouco depois da invasão na aldeia. Acho que você pensa como o Jared, tudo o que ele quer é ser forte e poder proteger o Jensen, nem que isso custe a sua vida. Mas nem sempre as coisas funcionam do jeito que ele quer. Tadinho! Rs. Mas nem machuquei muito o Jared, viu como sou legal? Rs. Obrigada por comentar. Bjos!
Luluzinha: Sim, Fud#&%u! Kkkkk. Hahaha! Threesome com o Milo…. Também quero. Mas acho que não vai rolar. Quando existe amor verdadeiro, eu não vejo lugar para uma terceira pessoa, mesmo que seja apenas sexo. E Jared o mataria… kkkk. (Mas eu quero! rs). Bom, tadinho do Jared, não é fácil pra ele ter que aceitar ajuda. E estando ferido, ele não pode mesmo ajudar muito, não é? Obrigada por comentar. Bjos!
Clara Padackles: O Jeff não é um cara mau, ele só é meio ogro às vezes, e como um dos meus leitores comentou, ele não recebeu muito amor, portanto, não sabe demonstrar quando ama. Jensen ganha no quesito ciúmes, mas a crise de ciúmes dele teve um motivo, agora que você leu o capítulo 12 já sabe, né? Rs. Olha, eu detestava o Mitch em SPN, mas gosto muito dele como pessoa. Acho que Jensen não corre perigo, mas tudo tem uma razão pra acontecer, né? Obrigada por comentar. Bjos!
Crisro: Em primeiro, obrigada por todos os reviews. Lia e amei cada um! Também não curto threesome entre J2. É só eles e ninguém mais… hehehe. Bom, acho que suas suposições sobre o que ia acontecer não estavam tão ruins, né? Tá certo que o Jensen não salvou a aldeia, mas salvou o Jared… rs. O foco daqui por diante será as atitudes de ambos perante os problemas. Eles são muito bons juntos, não são? Obrigada por comentar. Bjos!
