Título: Segredo em dose dupla
Autor: Fernanda
Capítulo 12
_ Você quer mesmo que eu fique ? – ele perguntou.
_ Sim. Meus pesadelos estão acabando comigo, Booth. Eu nem sei mais o que é dormir mais do que uma hora seguida !
_ Ok. Eu vou tomar um banho e já volto, certo ?
Temperance sorriu e balançou a cabeça concordando. Enquanto ele tomava banho, ela se vestiu para dormir. Achou melhor evitar suas curtíssimas camisolas de seda e optou por um short e uma camiseta regata, que ela normalmente usava para fazer yoga.
Quando ele voltou ao quarto ela já estava sob o lençol, deitada de costas para a porta. Booth ficou em dúvida se ela já estava adormecida e procurou não fazer barulho. Ele vestia apenas a cueca boxer preta, pois não tinha trazido roupa e não poderia dormir com seu terno.
Booth se enfiou sob o lençol e ficou em silêncio, pensando se conseguiria dormir tão perto dela. Ele se assustou quando ela se virou para seu lado.
_ Boa noite, Booth.
_ Boa noite, Bones.
Temperance estava tão cansada que logo pegou no sono. Booth ficou ao seu lado, velando seu sono, mas sem conseguir dormir. Muito tempo depois ele foi vencido pelo cansaço e adormeceu.
Quarto da Temperance, madrugada...
Booth acordou assustado, o grito dela ainda ecoando pelo quarto. Ela se debatia e Booth instintivamente a abraçou. Temperance acordou totalmente e percebeu o que tinha acontecido assim que se viu abraçada a Booth.
_ Aconteceu de novo. – ela sussurrou. – Quando isso vai acabar ?
_ Está tudo bem. Tente voltar a dormir. Foi só um pesadelo.
Temperance suspirou. Como poderia voltar a dormir, abraçada a um Booth sem camisa, com a voz rouca e sexy e o olhar sonolento que o fazia parecer um menino. Ela precisaria ter sangue de barata. Mas ela não tinha.
Booth notou o olhar dela sobre seu peito nu e o movimento que ela fazia sem perceber com as unhas, raspando de leve em seus ombros. Seu corpo reagiu no mesmo instante, fazendo-o amaldiçoar a si mesmo e seu fraco alto controle.
Seus olhares se encontraram e ele notou as pupilas dela, dilatadas pelo desejo. Booth não resistiu e a beijou. Os lábios dela já estavam entreabertos a espera dos dele. Ela ansiava por aquele beijo, ansiava por ele.
Booth teve ímpetos de se afastar e esclarecer a situação deles antes, mas não conseguia resistir ao calor daquele corpo macio, ao sabor adocicado dos lábios dela. À medida que o beijo se prolongava, Booth deslizou as mãos por baixo da camiseta dela. Tocou-lhe o ventre, depois segurou um dos seios. Acariciou o mamilo com os dedos, sentindo-o enrijecer, reprimindo a vontade tomá-lo na boca.
Quase sem fôlego, Temperance afastou os lábios e encostou a cabeça no ombro dele. Booth percebeu que ela tremia.
_ Isso é loucura... – ele sussurrou em seu ouvido.
_ Eu não me importo ! – ela retrucou. – Eu preciso de você...
Booth não precisou ouvir mais nada. Aquela declaração o deixou sem fôlego e com o coração disparado. A independente e teimosa gênio dizia que precisava dele. Era o bastante para ele, por enquanto.
Ele retirou a camiseta dela, seu olhar atraído pelos seios fartos e perfeitos.
_ Você é tão linda... – ele disse baixinho, acompanhando o contorno dos seios com os dedos.
Temperance o puxou pela nuca para beijá-lo, o desejo reprimido durante tanto tempo fazendo-a ter muita pressa. Booth sentiu as mãos dela no elástico de sua boxer. Ele sorriu contra os lábios dela, mas ajudou-a a livrá-lo da única peça de roupa que vestia. Depois ele a segurou pelas mãos e a fez se deitar na cama.
_ Feche os olhos... – ele pediu.
Ela sorriu e obedeceu, sentindo as mãos dele começarem uma lenta viagem exploratória por seu corpo, logo sendo seguidas pelos lábios. Ao sentir a boca quente em seus seios, ela gemeu baixinho. Booth acariciou o mamilo com a língua, antes de mordiscá-lo de leve, fazendo com que ela agarrasse seus ombros.
Ele acariciava seu corpo sem pressa, sorrindo quando arrancava dela um suspiro mais forte, um gemido mais alto. Booth puxou o short dela pelas pernas, juntamente com a calcinha, deixando-a nua na frente dele.
Temperance abriu os olhos e encarou seu parceiro e melhor amigo, e nas últimas semanas, pai de seus filhos. Os olhos dele estavam ainda mais escuros, não podiam negar o desejo por ela. Ela sacudiu a cabeça para espantar a onda de medo que a invadiu. Se Booth saísse de sua vida, nada nem ninguém conseguiria preencher o vazio que ele deixaria.
Ela o puxou pelo pescoço para beijá-lo. As línguas em mútua exploração. Booth acariciava a parte interna de suas coxas, e quando ele alcançou seu ponto mais sensível, ela gemeu contra sua boca. Ele intensificou a carícia, introduzindo dois dedos dentro dela.
Temperance estendeu uma das mãos, agarrando o membro dele com cuidado. Ela fez movimentos de vai e vem, acelerando aos poucos o ritmo, fazendo com que a respiração dele acelerasse. Booth não queria correr o risco de perder o controle, como um adolescente, pois a desejava demais e há muito tempo, por isso afastou a mão dela com gentileza. Ela emitiu um protesto e ele sorriu.
_ Não quero que acabe logo... – ele sussurrou contra os lábios dela. – E eu não faço isso há tempo demais...
Temperance ficou feliz com aquilo, mesmo sem admitir para si mesma que tinha ciúmes dele com outras mulheres. Ela escorregou as mãos pelas costas largas, acariciando os músculos dele, como tanta vezes sonhara fazer. Booth era lindo demais e no momento, todo seu.
Ela nunca tinha se sentido possessiva a respeito de um homem antes, mas se alguém tentasse afastá-lo dela naquele momento, Temperance tinha certeza que mataria ou morreria. O que sentia por Booth naquele momento superava sua lógica. E ela se sentia perdida, sem saber como definir.
Booth percebeu que ela estava pensativa e se afastou um pouco, temendo que ela estivesse arrependida. Temperance o puxou rapidamente pelo pescoço, roçando seu sexo contra a coxa dele e abrindo suas pernas num convite mudo.
_ Não ! Por favor, não pare ! – ela pediu contra a boca dele.
Ele respirou aliviado e voltou a beijá-la na boca, depois desceu os lábios por seu pescoço, roçando sua barba por fazer na pele dela, e notando o quanto ela apreciava aquela carícia. Os lábios dele continuaram escorregando por seu corpo, ora beijando, ora mordiscando a pele macia. Temperance apenas se entregava sem pensar.
Notando que ela já não controlava mais os gemidos ele começou a penetrá-la. Temperance arfou, enfiando as unhas curtas nos braços dele. Seu corpo reclamando, pois não era preenchido por um membro masculino há muito tempo, e o dele não era nada pequeno, ela pensava. Ela fechou os olhos, enlaçando o quadril dele com as pernas.
Booth percebeu o desconforto dela e parou, beijando-a na boca novamente, sua língua dando leves estocadas simulando o ato sexual, até que ele percebeu que ela relaxava novamente. Booth começou a se mover depressa e, a cada estocada, Temperance gemia mais alto, cada vez mais próxima do clímax.
Ela gritou e quando ondas sucessivas de prazer a atingiram e Booth só assim se permitiu gozar. Depois do turbilhão eles permaneceram abraçados, seus corpos ainda profundamente unidos, por um longo tempo, sentindo as batidas de seus corações em sincronia.
Temperance acariciava as costas dele, sentindo-se completa e feliz como nunca tinha se sentido antes com um homem. Booth a beijou novamente nos lábios, devagar, saboreando, usando a ponta da língua para traçar o contorno dos lábios dela. Ela se mexeu inquieta, pois estava ficando excitada novamente.
Booth sorriu e começou a se mover, ainda dentro dela, fazendo-a suspirar. Ele tinha ficado duro novamente e tão rápido, ela pensava. Dessa vez ele não se apressou, moveu-se devagar, levando-a ao delírio e quando o clímax novamente a atingiu, ela ficou sem fôlego, prostrada no colchão.
Não conversaram, pois ela estava exausta. Eles podiam deixar a conversa para o dia seguinte. Pouco tempo depois ela dormia nos braços dele.
Algumas horas depois, ainda madrugada...
Temperance acordou assustada, novamente por causa do pesadelo. Ela viu Booth deitado ao seu lado, sua bela nudez atiçando o desejo dela novamente. Booth estava deitado de bruços, as costas largas e as nádegas bem feitas à mostra. Ela sorriu dizendo a si mesma: controle-se, Brennan !
Ela sentia sede e se levantou devagar, para não acordá-lo, vestindo o roupão no corredor. Foi até a cozinha e pegou um copo de suco de laranja na geladeira, seguindo até a varanda para bebê-lo. A noite estava linda, as luzes da cidade não ofuscavam o brilho das estrelas.
Temperance perdeu a noção de quanto tempo tinha ficado ali, distraída, quando ouviu um barulho atrás de si. Ela não se virou, pensando tratar-se dele, mas se assustou e derrubou o copo no chão, quando foi agarrada fortemente e um pano foi pressionado contra seu nariz. Temperance reconheceu o cheiro de clorofórmio e tentou prender a respiração, mas já era tarde demais.
Ela lutou desesperadamente para se soltar, mas sentiu as forças se esvaindo de seu corpo e desmaiou. O desconhecido a pegou no colo e jogou-a sobre seus ombros, descendo com ela pelas escadas de incêndio do prédio.
Quarto da Temperance, 6:45h....
Booth se espreguiçou sem abrir os olhos, estendendo a mão para tocá-la. Mas os abriu rapidamente quando suas mãos encontraram os lençóis frios ao seu lado. Ele olhou para o relógio de cabeceira, notando que ainda era muito cedo.
Ele se levantou e vestiu a cueca, seguindo até a cozinha, para encontrá-la. Ficou surpreso ao perceber o silêncio no apartamento. Depois de procurar pelo apartamento todo, Booth começou a ficar preocupado, mas como ela já tinha aprontado das suas antes, ele resolveu verificar primeiro o Jeffesonian.
Recebeu a resposta negativa do vigia com desconfiança, ele não tinha visto Temperance naquela manhã. Droga, ela tinha surtado com o que aconteceu entre eles, Booth pensou, como ele previra. Ele terminou de se vestir depressa e ligou para seu colega Martin, o encarregado de vigiar a entrada do prédio naquela noite.
_ Como ela não passou por você, cara ? Ela não está no apartamento ! – Booth disse em tom nervoso.
_ Eu juro, cara ! Por aqui ela não passou ! Ela não é mulher de passar despercebida, Booth ! A mulher é um monumento !
Booth preferiu ignorar a pontada de ciúmes em seu estômago e se concentrar em encontrá-la. Ele ligou para seu chefe, pedindo uma equipe para coletar pistas no apartamento dela. Enquanto isso ele procuraria nos lugares em que ela gostava de se esconder.
Continua...
