Disclaimer: Inuyasha e sua turma pertence a Rumiko Takahashi.

Ficwriter: Bulma Buttowski.

Espero que gostem desse capítulo, beijinhos.


Sacrifices of a Lord

Capítulo 12: Toukijin – Parte II

Era impossível descrever aquela sensação. Todo aquele poder passando pelo seu corpo de forma quase que bruta, o sangue fervendo até evaporar no ar, as formas sobrenaturais invadindo sua mente e seu coração. Ela nunca havia se sentido assim tão poderosa... Seu corpo estava em chamas, sua alma gritava, seu coração pulsava intensamente. O que era aquilo? Poder. Grandeza. Ambição. Imortalidade. Orgulho. Raiva. Na verdade, tudo aquilo era muito mais que um conjunto de emoções e sentimentos ocultos e apagados pela face meiga e sutil da jovem dama.

Toukijin, Toukijin... Mostre-me seu verdadeiro poder!

Seus olhos pareciam mais como dois rubis que brilhavam como raios. Seu sorriso estava malicioso e sua mente ocupada por uma ideia sobrecomum.

Era quase que inacreditável. Nunca pensou que poderia voltar a ver aquela espada tão intacta; tão brilhosa e esplendorosa. Muito mais que poderosa, muito mais que uma espada...

– Não acredito que você conseguiu recuperar essa espada. – sua felicidade era facilmente notada. Ela olhava cuidadosamente a querida espada, analisando minunciosamente cada detalhe do trabalho bem feito pelo ferreiro.

– Falei para você nunca duvidar de mim mocinha!

– Desculpe-me então...

– Mas mudando de assunto. Por que quis refazer essa espada? Sabes muito bem que se você não tiver um poder espiritual muito alto essa espada irá te dominar.

– Não nego. Sei muito bem o poder que essa magnífica espada tem. Eu a purificarei, não sei como, mas darei o meu melhor!

– Por quê?

Assunto particular.

O ferreiro arqueou a sobrancelha e virou-se. – Faça o que quiser com ela então! Porém, tomes cuidado. Esta espada pode ser muito perigosa para você que é uma simples humana.

– Vou me lembrar disso. – sorriu e antes que pudesse sair daquela caverna voltou a questionar o ferreiro. – Como conseguiu?

– O quê?

– Como conseguiu refazer a espada?

Ele sorriu ainda de costas para dama e respondeu com certa sutiliza. – Segredo meu. – então pegou mais um cachimbo e começou a tragar.

Rin suspirou derrotada. Não iria mais fazer perguntas, pois nada adiantaria. – Então até logo. – respondeu tranquilamente e saiu da caverna com a espada na mão.

Colocou a espada – sem bainha – no obi do seu quimono e tratou de voltar para o campo de flores onde havia pedido que Dalila lhe esperasse. Passou a mão em seus cabelos e sorriu triunfante.

Essa era uma sensação muito boa. Uma sensação de independência e de onipotência. Agora entendia porque admirava tanto Sesshoumaru. Era aquele jeito arrogante e elegante que a cativava muito. Ela queria ser como ele. Uma cópia idêntica dele. Uma versão feminina e humana do poderoso Lorde Sesshoumaru. E ela estava aos poucos conseguindo. Iria mostrar para ele que ela não era fraca e inferior, apesar de suas fraquezas emocionais que logo, logo saberia controlar, assim como ele.

Ela era bela, educada e refinada. Seria perfeita assim como ele.

Trocaria o quimono rasgado e sujo por uma yukata como a de seu Senhor. Seria elegante, charmosa e poderosa.

Seu sorriso só aumentou.

Ao andar pela trilha da floresta viu que antes de chegar ao campo de flores onde deveria encontrar-se com Dalila, havia uma pequena vila. Resolveu ir até lá. Observou todos com os olhos, analisando cada um minuciosamente até encontrar um ateliê. Era muito bonito aquele ambiente. Panos refinados, obis de ouro, yukatas feitas sobre medida.

– O que deseja senhorita? – perguntou uma mulher muito bem arrumada.

– Uma yukata.

– Temos várias. Diversas cores, tamanhos e bordados. Qual cor a senhorita prefere?

– Branco com detalhes vermelhos e obi rosa. – falou Rin olhando todo o lugar enquanto a mulher anotava seu pedido. – Vocês têm botas?

– Sim! Temos.

– Queria experimentar algumas.

– Fique a vontade senhorita, já trago alguns modelos para você.

Não demorou muito para escolher o modelo perfeito, muito parecido com a de seu senhor. Ao olhar-se no espelho se sentiu mais bela do que nunca. O obi, diferente do Sesshoumaru, havia dois laços que se faziam aos lados. As mangas da parte de cima eram um pouco longas, mas não se importou. Os detalhes de flores de cerejeiras estavam lindos, dando um toque super feminino naquele traje. As medidas que se formavam no corpo de Rin a deixavam com aspecto de rainha o que não passou despercebido pela costureira do ateliê.

– Muito elegante a senhorita.

– Obrigada. Quanto saiu tudo senhora?

Depois de pagar a conta, colocar sua espada no obi e pentear o cabelo saiu da vila sendo admirada por todos. Não deu muita importância, apesar de que aqueles olhares só estavam a deixando mais confiante.

Quando chegou ao local onde deveria se encontrar com Dalila não a encontrou. Chamou-a diversas vezes e procurou direito pelo território, mas ela realmente não se encontrava ali.

– Sabia que você está magnífica, Senhorita?

Aquela voz tão assombrosa, tão diabólica fez Rin tremer, mas não deixou que ele percebesse. Um pouco assustada ela olhou em direção ao dono daquela horrível cantoria.

– Lorde Yuri...


Ninguém ousara se quer comentar qualquer coisa sobre a perda do título do Sesshoumaru e embora todos já soubessem ainda assim continuavam a tratar seu Senhor como um devido Lorde Feudal.

Quando passava, quando falava, quando dava ordens. O respeito continuava o mesmo. Só que todo esse respeito e admiração não eram bastante para o próprio Senhor Feudal. Afinal, quem era ele? Um Lorde fracassado que perdera seu título por causa de uma intriga! - Humpf! Não posso acreditar! – disse o amo não aceitando aquela situação.

– Sesshoumaru-sama é só por um curto prazo de tempo! – disse Jaken.

Sesshoumaru não respondeu e lançou um olhar reprovador para cima de Jaken que ficou todo roxo pela falta de ar que sumiu de seus pequenos pulmões. – Perdão, meu senhor! – ajoelhou-se e quase enfiou a cabeça no chão de tão arrependido que estava o pobre yokai sapo.

Sesshoumaru estreitou os olhos novamente para neve que caía no pátio de seu lindo castelo. Apertou sua mão em punho enfiando as garras em sua palma deixando que o sangue escorresse e caísse no chão. Rangeu os dentes e estreitou os olhos mais ainda. Yuri. Yuri. Yuri. Era tudo culpa do infeliz! Tinha que matá-lo ou ele acabaria com sua reputação. Uma reputação que demorou centenas de anos para conseguir.

Não podia jogar simplesmente para o ar o trabalho que começou por seu pai. Não podia decepcionar. Ele não podia fraquejar e errar.

Diferente de todos, ele não tinha esse direito.

– Jaken! – chamou o servo. – Prepare Ah-Uh. Irei fazer uma viagem...

– Peço sua permissão para ir com o senhor, meu Lorde.

– Não! Eu irei sozinho!

Sem perguntar mais nada, Jaken se retirou daquele recinto e indo depressa cumprir a ordem de seu amo.

Sesshoumaru voltou sua atenção para a colina depois do bosque. Ali, depois da colina, estava o lugar ideal, um lugar repleto de perigos e armadilhas. Iria treinar durante o inverno, iria ficar mais forte e dominaria todos os seus defeitos.

– A próxima vez que nos encontrarmos, Lorde Yuri, será o dia em que nem terá tempo de escrever algo para seu legado. – Sesshoumaru saiu do recinto ainda com as mãos sangrando e indo até o local onde Ah-Un estava aguardando-o.

Jaken ainda insistiu muito antes da partida de seu Senhor, mas o mesmo o repreendeu só com o olhar.

– Mas meu Lorde, e seu título? Sua honra? E nós do feudo?

– Deixarei isso tudo em suas mãos. – falou Sesshoumaru montando em Ah-Un.

– Quanta honra Sesshoumaru-sama! – disse Jaken com os olhos brilhando de tanta emoção. – Isso significa que o senhor confia plenamente em mim...

– Escute Jaken. Esse pequeno acontecimento só aconteceu porque alguém está manipulando o imperador Imagawa. Procure saber, investigue. – Sesshoumaru então começou a flutuar. – Quando eu voltar, você terá o reconhecimento merecido.

Aquilo foi o suficiente para Jaken cair sobre os joelhos de tanta emoção e felicidade. Nunca havia recebido uma tarefa tão importante de Sesshoumaru.

– Meu Lorde eu não o desapontarei. – falou o pobre sapo determinado. – Recuperarei o seu título senhor!


Rin ficou parada no mesmo lugar e mesmo que quisesse sair correndo não conseguiria, pois suas pernas não deixariam se quer dá o primeiro passo a frente...

Engoliu em seco e tentou não quebrar o contato visual com Lorde Yuri.

– Está com medo Hime-san?

– Não...

– Por que não? – Yuri levantou-se e começou a caminhar em direção a moça. – Quase lhe matei uma vez, recorda-se?

– Nunca irei esquecer...

– Muito bem! Gosto é assim...

– O que quer comigo? – ela perguntou ainda olhando em seus olhos.

– O que eu quero? Boa pergunta. – Yuri aproximou-se rapidamente de Rin como um flash de luz de segurou seu fino braço. – Quero você morta perante os olhos de Sesshoumaru.

– Solte-me! – Rin lutava em vão contra aquele yokai horroroso.

Yuri soltou o braço de Rin e virou-se de costas a ela. Soltou uma sonora gargalhada e virou somente a cabeça. – Vá. Fuja para longe. Quando você tiver preparada venha ao meu encontro. Terei o maior prazer de lutar com você.

E sem esperar que Rin falasse alguma coisa ele saiu dali. Sumindo no ar.

Rin esperou um pouco e caiu sobre seus joelhos. Viu pela milésima vez a morte diante de seus olhos. As lágrimas que estavam escorrendo de seus olhos eram de puro medo e terror. Por mais que odiasse Yuri, ela tinha um sentimento muito pior por ele que era justamente o medo. Ele uma vez havia soltado de sua mão da varanda do castelo do Imperador e se não fosse Sesshoumaru, ela havia morrido.

– Por que ainda continuo viva se a todo o momento tenho a oportunidade de morrer? - Rin enxugou as lágrimas e se levantou. Olhou para o céu que deixava que as pequenas bolinhas de neve caíssem sobre seu rosto.

Ela não iria desanimar, por mais que seu destino fosse cruel. Ela iria treinar com Toukijin. Seria forte, dominaria seus medos e qualquer outra emoção e iria enfrentar Lorde Yuri, custasse o que custasse, ela o derrotaria com suas próprias mãos.

Sacou Toukijin, empenhou-a e concentrou-se.

Nada sabia de lutas, nada sabia de espadas, nada sabia de nada... Mas mesmo assim tentou.

– Toukijin, Lorde Sesshoumaru foi um ótimo dono a você. Mostre-me os segredos dele. – Rin fechou os olhos e concentrou-se nas batidas sinfônicas que a espada lhe transmitia e ao mesmo tempo em que acontecia isso imagens de sua infância vieram em sua mente. Imagens de lutas que seu Senhor travava contra Naraku e seus inimigos.

Levantou o braço e mirou em uma árvore seca e num só golpe destruiu-a.

Sorriu satisfeita e ao mesmo tempo percebeu que aquilo não era absolutamente nada. Com a outra mão apertou o canino que estava em seu pescoço dado a ela pelo próprio Sesshoumaru.

– Sesshoumaru-sama... – respirou fundo e voltou a treinar.


Ao se deparar com aquele yokai assustou-se, mas ele foi muito gentil em lhe oferecer ajuda e depois falar que estava realmente atrás de algo. O sorriso dele era cativante e a deixava perdida em um mundo alternativo. Lembrava-se até de seu mundo na Era Atual da qual não sentia muitas saudades a não ser de sua mãe, de seu irmão e de seu avô.

– Caçador de Recompensas? – ela perguntou. – O que procura então?

– Um amuleto. Talvez um oráculo. Tudo depende... – ele falou olhando para o céu. – Esse inverno vai ser rigoroso.

– Ai meu Deus! Está nevando! Tenho que me apresar para ajudar os outros! – Kagome ia sair correndo quando foi impedida por Yuuki que segurou seu braço.

– Não se vá! – ele disse tranquilamente. – Preciso de sua ajuda para encontrar o meu amuleto... O meu tesouro.

Kagome corou levemente, mas balançou a cabeça e desviou o olhar.

– Acho que não posso ajudá-lo...

– Claro que pode! Por favor, não me negue isso!

Kagome olhou para ele que mantinha uma face suave e doce. Sentiu-se na necessidade de ajudá-lo, então depois de pensar muito resolveu que iria ajudá-lo.

– Pode ir à vila se quiser. Descansar da viagem e comer um pouco. Sofremos um pequeno atentado, mas certamente os aldeões não lhe negarão hospitalidade. – ela disse sorrindo.

– Miko-sama... Sou um yokai. Não posso me expor assim em uma vila de humanos. Deves saber tão bem quanto eu que essa relação entre humanos e yokais ainda é vista pela sociedade de ambos com certo preconceito.

– Entendo... – Kagome baixou a cabeça e fitou os flocos de neve.

– Ficarei na floresta, aqui no lago. Assim você poderá vim me visitar todos os dias e quem sabe me ajudar a encontrar o meu tão precioso tesouro.

Kagome voltou a olhá-lo e sorriu. Ele soltou o seu braço e Kagome virou-se indo rapidamente até todos de seu vilarejo.

Yuuki sorriu, tinha convencido a humana idiota.

– Isso será mais fácil do que eu pensava... – Yuuki virou-se e desapareceu no meio da floresta.

Quando chegou ao vilarejo deu os baldes com água para Sango que logo a ajudou com todo prazer. Todos ali já estavam terminando seus afazeres e logo, logo o vilarejo ficaria como antes.

– Kagome-sama, você voltou do lago diferente... Tem um brilho estranho em seu olhar. O que aconteceu?

– Nada Sango-san. Nada... – Kagome virou-se e sorriu mais intensamente. Iria ajudar o yokai, mas não iria contar para ninguém.


Jaken estava todo feliz, dando ordem aos soldados e aos generais para investigarem tudo sobre o Imperador Imagawa, até que...

– Jaken-sama! – chamou, um dos soldados, a atenção do sapo. – Satori-sama está aqui.

Ao ouvir aquilo seu sangue gelou. Parou de respirar por um momento e olhou para o soldado.

– On-on-onde ela es-es-está ? – perguntou gaguejando.

– Na sala. Ela exige sua presença imediatamente!

– Certo, certo. Diga a ela que só estou terminando de assinar alguns papeis e já estou descendo. – disse Jaken suando frio.

– Hai! – o soldado bateu em continência e saiu do recinto.

– Buda-sama! O que eu faço? – Jaken bateu a cabeça três vezes na mesa e ficou rodando em circos durante alguns minutos. Depois de tentar fugir ele finalmente se deparou com uma pessoa que queria que estivesse morta.

– Fugindo Jakin?

– Meu nome é Jaken! – ele falou ainda nervoso.

– Onde está o meu filho?

– Ele saiu. Foi treinar em algum lugar que eu não sei. Eu juro! – Jaken curvou-se diante da yokai e esperou que ela adentrasse o local.

– Soube que ele perdeu o título de Lorde... – Satori falou sentando-se na poltrona de Sesshoumaru. – Que menino levado. Como ele deixou que a situação chegasse a esse ponto?

A pergunta foi mais reflexiva do que para Jaken responder, o que no mesmo instante o pobre yokai sapo não o fez. Ficou calado e esperou que a mãe de Sesshoumaru lhe dirigisse a palavra.

Mas, o tempo passou, ela ficou ali parada sentada e olhando para algum lugar. Fungava algumas vezes e mudava de posição na cadeira. Aquele silêncio já estava incomodando Jaken que não resistiu e resolveu questionar sua senhora.

– Sem querer ser inconveniente, mas o que a Senhora faz aqui?

– Não é óbvio sapo? – ela disse olhando friamente para Jaken. – Vim recuperar o título de nobre de Sesshoumaru, já que o mesmo está impossibilitado de fazer isso.

– Ma-ma-ma-mas...

– Sem "mas". Eu ditarei as ordens aqui nesse castelo e todos vocês só obedecerão.

– Sim senhora!

Satori então começou a olhar todo aquele ambiente sentindo um cheiro novo no ar, na verdade não era um cheiro tão estranho assim, pois reconhecera vagamente. O problema era que o cheiro novo estava misturado com o cheiro de Sesshoumaru, claro que ela não deixou de sorrir quando finalmente percebeu de quem era o cheiro.

Meu filho realmente herdou muitas características de seu falecido pai.


–Nota da autora: *esconde* gente perdão. Mas eu realmente estou sem tempo. Minha feira de ciências, provas, provas, Enem, UEA, pressão psicológica, final de Avenida Brasil ( não tem mais OiOiOi T_T), deu nisso. ATRASO DA FIC. Mas... Ela está aqui e pra quem queria que alguém dos céus ajudasse o Sesshy a conseguir o título de Lorde novamente, bem não pensei em ninguém melhor que A Mãe do Sesshoumaru que alguns chamam de Satori.

Já comecei a escrever o próximo capítulo. E postarei um dia antes do ENEM! :D

Beijinhos,

Fiquem com Kami-sama, Buda-sama,

Deixem reviews,

Bulma-san.