capitulo dez
os personagens pertencem a Stephanie Meyer e a obra original da qual adaptei pertence a Maggie Shayne
— Eu odeio você, Isabella Swan. Detesto você e des prezo você. Não a amo de jeito nenhum. Não amo, não amo. Nunca amei. Nunca vou amar. E ponto final!
Edward andava de um lado para o outro em sua sala, re petindo aquelas palavras incontáveis vezes. Porque tinha agora uma jovem bonita chamada joyce Lou ou Jane Jo ou alguma coisa parecida esperando por ele no quarto. Era uma aeromoça com quem pretendera fazer sexo anteriormente, sem sucesso. A moça tinha dito se lembrar de que o encontro dos dois havia terminado de forma estranha, mas queria ar riscar de novo. Haviam combinado de jantar.
Mas, na verdade, não queria levá-la a nenhum lugar. Ele queria Bella.
Droga! Não, definitivamente, desejava a aeromoça de ca belos Loiros.
Ou eles eram castanhos?
Ela estava no banheiro agora. Refrescando-se, como dis sera.
— Se preferir não sair, Eddie, podemos pedir comida. O que acha? — ela perguntou do banheiro.
A voz o irritou profundamente.
— Eddie? Querido?
— Não me chame de Eddie — ele retrucou. Quando ela abriu a porta, Edward descobriu que seus ca belos eram castanhos.
— Desculpe-me — disse, vendo que ela não usava nada para cobrir o corpo a não ser o ursinho de pelúcia que ele lhe dera de presente. Seu corpo não reagiu à visão. — Lamento justine Ray, mas isso não vai funcionar. Por que não se veste e vai para a sua casa?
A moça arregalou os olhos.
— Meu nome é jessica stanley, seu idiota! — Entrou no ba nheiro e bateu a porta. Provavelmente iria se vestir.
Nesse momento, alguém bateu na porta do apartamento. Edward abriu-a, e seu coração pareceu falhar. Bella estava diante dele. Sentiu como se estivesse flutuando. Teve certeza de que poderia até voar. E era um estúpido. O que ele devia estar era furioso.
— Você disse que a minha maldição acabou — resmun gou. — Mesmo assim, ainda quer continuar me perturban do... você e aquelas suas tias malucas. Não é isso, Bella?
Ela mordeu o lábio.
— Não vim aqui para brincar com você. Ou para ouvir suas reclamações. Vim para lhe dizer uma coisa, e gostaria que você calasse a boca e me escutasse.
Ele arqueou uma sobrancelha e abriu espaço para Bella entrar.
— O que aconteceu entre nós não foi por aquele motivo que você escutou na minha casa. Quero dizer... começou des se jeito, mas depois... — Ela fechou os olhos e endireitou o corpo. — Diabos, você teve coragem de se declarar, e eu tam bém tenho essa coragem. — Arregalou os olhos, preparan do-se. — Eu estou apaixonada por você, Edward Cullen, e imagino que estarei pelo resto da minha vida. — Respirou fundo. — Pronto. Eu me declarei.
Edward ficou sem ar. Tentou fazer com que seu coração diminuísse o ritmo das batidas.
— Bella, eu...
— Aqui! — Joyce jo gritou, jogando algo em cima dele. — Fique com isso como uma lembrancinha, seu cretino! — Ela saiu do apartamento batendo a porta.
Bella deu um passo para trás e seus olhos se encheram de lágrimas.
— Oh, diabos, Bella, espere. Não é o que você está pen sando.
Ela começou a se dirigir à porta.
— Você... e ela... você... depois que nós...
Edward estendeu a mão para evitar que Bella saísse e notou que segurava o ursinho de pelúcia, que jogou imedia tamente no chão.
— Não aconteceu nada. Eu não consegui — ele começou a explicar.
— Mas você quis. Você ia. Como pôde Edward? — Bella saiu correndo, exatamente como justine liin fizera, mas não xingando, e sim vertendo um rio de lágrimas.
As duas tinham ido embora, Edward pensou. Mas havia uma enorme diferença.
Quando Bella saíra dali, ele se sentira arrasado.
Ele havia estragado tudo. Tivera Bella à sua frente, sa bendo o quanto a amava. E ela confessara que o amava tam bém.
E ele arruinara tudo. Por que tinha deixado jessica linn entrar em seu apartamento? Não daria certo, de qualquer forma. Nunca tinha dado.
Não até Bella... E, após aquela experiência, não queria comparações. Nada se igualaria ao modo como se sentia quan do a tinha nos braços.
E agora ela estava chorando por ele ser um idiota.
Precisava encontrá-la e corrigir o erro. Devia haver um jeito.
Rastejaria e imploraria se fosse necessário; compraria coisas lindas e escreveria sonetos, mas não deixaria aquela mulher incrível sair de sua vida. De jeito nenhum.
Precisava descobrir onde ela se encontrava naquele mo mento. E quando estivessem frente a frente, ele lhe daria algo tão lindo que ela se convenceria de que seus sentimentos eram verdadeiros. Iria a uma joalheria. Bem, antes passaria no banco. Depois sairia à procura de Bella.
Bella sabia que Edward estava à sua procura. Ele lhe telefonara infinitas vezes, mas ela não havia atendido ao te lefone. Ele até aparecera no hospital algumas vezes aquela semana, mas tinha se recusado a vê-lo.
Parou de contar quantos dias, e então semanas, haviam se passado desde aquela noite mágica em que tinham feito amor. Porém, nunca deixara de pensar naqueles momentos. Lembrava-se de tudo com detalhes. E sentia muita falta de Edward.
E então, seu mundo parecera vir abaixo na tarde em que as tias a haviam procurado em seu quarto com ar de culpa.
— O que aconteceu? — perguntara, sentindo um arrepio na espinha. Elas estavam ali com algum propósito, o que a assustava.
— Rosalie e Alice decidiram que seria eu a lhe contar uma coisa, Bella — Esme dissera, tentando firmar a voz. — Nós mentimos para você.
— Mentiram para mim? A respeito do quê?
— Do motivo por que você devia... bem... você e Edward...
— A razão por que eu devia fazer sexo com um homem virgem? — Bella sentira os olhos arderem. As três tias ha viam assentido.
Esme retomara a palavra.
— Não podia ser qualquer homem virgem. Tinha de ser Edward Cullen.
— Sim — Alice acrescentara —, e você não perderia os seus poderes se não tivesse feito amor naquela noite.
Bella havia sentido as pernas fraquejarem e se sentara na cama.
— Não entendo... Não posso acreditar...
— Você vai ficar aborrecida a princípio, querida — Rosalie dissera suavemente, acariciando a mão da sobrinha. — Mas tudo foi previsto. Agora, tenho certeza de que vai confirmar isso com um médico, mas pode ter certeza de que o que digo é verdade. Você, com certeza, está esperando o filho de Edward.
— Grávida? Estou grávida? — A cabeça de Bella havia girado. E então ela fizera algo que nunca tinha feito em toda a sua vida.
Desmaiara.
