Capítulo Doze

The Longest Time

Ron ajeitou os ombros e segurou a mão de Hermione.

- Vamos ter um bebê.

Charlie os encarou com a boca aberta em perplexidade por um momento, antes de começar a rir histericamente.

- Oh, pare com isso, Ron, você está me matando! – engasgou entre as risadas.

- Não, sério. Nós vamos ter um bebê! – Ron protestou.

Bill deu um tapa na parte de trás da cabeça de Charlie.

- Acho que eles estão falando sério, idiota. Cale a boca. – sibilou. – Vocês estão falando sério, não é? – perguntou para Ron em um tom mais alto.

Ron desistiu e cutucou Hermione.

- Você conta. – suspirou.

- Oh, honestamente. – bufou. – Estou grávida. Vai nascer em dezessete de fevereiro. Alguma outra pergunta?

- Não. – Harry disse enfaticamente. - Qualquer coisa a mais cai na categoria de "informação demais". – estremeceu dramaticamente.

- Oh, Hermione. – Jane correu até a cozinha, seguida pelo resto da família. Puxou Hermione para um abraço apertado. – Queria que seu pai estivesse aqui. – disse tremulamente contra o cabelo de Hermione.

- Eu também, mãe.

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Depois do almoço, Victoire correu para o jardim dos fundos e trombou com os joelhos de Ron. Ele ergueu a garotinha em seus braços e fez cócegas em seu estômago, antes que ela pudesse protestar. Ron pendurou a garota em suas costas, e ela descansou o queixo em seu ombro.

- Oi, tio Ron. – cantarolou.

- Olá, Vic. Onde está Teddy?

- Está com James. – suspirou. Victoire não estava muito feliz com James. Ele tirava toda a atenção de Teddy dela.

Nesse momento, Teddy apareceu, seguindo James, que engatinhava rapidamente. James parou abruptamente ao lado de Harry e passou as mãos gordinhas ao redor da perna de seu pai, usando-a para ficar em pé.

Satisfeito que James não ia perambular pelo jardim sem supervisão, Teddy olhou para Victoire. Ergueu de modo tentador a bola de futebol que trouxera de casa para Victoire vê-la.

- Quer ir chutar um pouco a bola, Vic? É do mesmo padrão que as da Copa Mundial. – disse orgulhosamente. A bola tinha sido um presente de aniversário de Richard.

Victoire cerrou os olhos desconfiadamente. Olhou para James de uma maneira que Fleur olhava para coisas como sujeira e bruxos das trevas.

- Ele vai estar lá? – perguntou, apontando um dedo acusatório para James.

Harry puxou umas das tranças de Victoire. Elas estavam se soltando.

- Eu estou com ele. Você e Teddy podem ir brincar.

Victoire afastou várias mechas de cabelo do rosto, deixando uma mancha de sujeita em sua bochecha.

- Oh, tudo bem. – cedeu com o ar de uma duquesa e escorregou para fora das costas de Ron, tirando a bola das mãos de Teddy antes de sair correndo na direção dos estábulos.

- Ei, Teddy? – Harry pousou uma mão no ombro do garoto. Teddy o olhou. – Você não precisa ficar seguindo James o dia todo, sabe.

- Sim, eu sei. – Teddy deu de ombro. – Eu não ligo. – correu na mesma direção que Victoire tinha ido, seu cabelo mudando para combinar com sua camiseta do Manchester United.

Harry observou Teddy se juntar a Victoire.

- Não tive a chance de dizer mais cedo, mas parabéns, cara.

- Obrigado. – Ron disse alegremente.

De repente, o aperto de James sumiu e Harry soltou uma exclamação de surpresa. James caiu sobre seu traseiro, surpreso, e explodiu em gritos. Vários pelos estavam presos em suas mãos. Harry se abaixou e limpou as mãos de James.

- Pode tentar não usar a perna do papai como apoio quando o papai está usando shorts? – Harry esfregou a área avermelhada atrás de sua perna. Sentou-se na grama, ao lado de James, que engatinhou para seu colo e se acomodou contra a camiseta de Harry. – Está tudo bem, James. – Harry murmurou para seu filho, esfregando suas costas levemente. Olhou para Ron, que estava tentando não rir. – Mal posso esperar até o seu filho fazer algo assim com você.

Ron se sentou ao lado de Harry e James na grama, observando Harry balançar James algumas vezes. James piscou sonolentamente, cegamente colocando o dedão na boca e adormeceu apoiado no peito de seu pai. Harry se apoiou no tronco de uma macieira.

- Posso te perguntar uma coisa? – Ron perguntou quietamente, não querendo acordar James.

- Claro. – Harry soou surpreso. Não se incomodavam em pedir permissão para perguntar alguma coisa ao outro há mais de dez anos.

Ron puxou os joelhos contra o peito.

- Quando você para de se sentir tão assustado? – perguntou em um murmúrio.

Harry olhou para James e lentamente acariciou seu cabelo bagunçado.

- Não para. – confessou. – Pergunte aos outros. – disse, apontando para o grupo de homens amontoados na porta dos fundos. – Eles vão te falar.

- Você está brincando!

- Quem me dera. – James se moveu inquietamente, e Harry começou a balançá-lo um pouco, cantarolando suavemente. Quando James voltou a dormir, continuou. – Fomos apenas Gin e eu por muito tempo. E, claro, eu me preocupava com ela. Ainda me preocupo, mesmo ela sendo uma bruxa completamente treinada, mas você sabe o que eu quero dizer. – Harry olhou para Ron, que assentiu para indicar seu entendimento. Havia milhões de coisas que podiam acontecer com eles que não tinham nada a ver com magia. Um deles podia ser atropelado por um ônibus ou um taxi na Londres Trouxa, tentando atravessar a rua.

"Não era real, por um tempo." Harry disse. "Eu sabia que Ginny estava grávida, mas ela não parecia diferente, e eu só me toquei de verdade que um bebê existia quando ela começou a crescer." Harry se inclinou e, gentilmente, beijou a bochecha corada de James. "Foi quando fiquei assustado de verdade." sorriu timidamente. "O dia que o levamos para casa, eu estava mais assustado do que qualquer uma das vezes em que enfrentei Riddle."

- Caramba. – Ron murmurou.

- Passei a primeira noite me levantando e indo ao quarto dele. Só para ter certeza de que ele ainda estava respirando.

- Aposto que Ginny ficou extasiada com isso.

- Ela fez o mesmo. – Harry olhou para seu filho. – Eles são tão indefesos. – disse impotentemente. – O verdadeiro desafio será tentar achar uma maneira de deixá-lo crescer sem correr atrás dele, tentando protegê-lo, o tempo todo. – riu suavemente.

Um pensamento ocorreu a Ron, enquanto observava Teddy e Victoire correr pelos estábulos.

- Você se sente do mesmo modo por Teddy?

Harry hesitou. Ajeitou James um pouco.

- É difícil explicar. – disse a Ron apologeticamente.

- Tente.

Harry apoiou a cabeça no tronco da árvore e observou as nuvens se moverem pelo céu.

- Eu o amo como se fosse meu próprio filho. Do mesmo jeito que seus pais se sentem sobre mim. Teddy era real para mim desde o começo. Eu não pude me preocupar com ele no abstrato por vários meses, como fiz com James.

Ron encolheu os ombros.

- Faz sentido.

Harry fechou os olhos.

- O que realmente me assusta é o dia em que ele irá perguntar sobre Remus e Tonks. E o dia que ele ficará bravo por eles terem morrido. Especialmente a mãe dele. – as sobrancelhas de Ron se ergueram perante o brilho de culpa nos olhos de Harry. Não pressionou o assunto.

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Ron acordou e fez uma careta perante a luz passando pela janela do quarto. Fechou os olhos e apalpou a cama ao seu lado, ficando alarmado quando percebeu que Hermione não estava ali. Um barulho vindo da cozinha o fez gemer suavemente. Sentou-se e sentiu a cabeça girar perigosamente. Ron jogou-se contra o travesseiro, e puxou o cobertor sobre seu rosto.

Tinha sido pego, apesar de seus protestos de que já tinha ouvido tudo antes. Arthur tinha insistido em iniciá-lo no clube dos "pais", dizendo que era tradição. Ron tinha que admitir que era bastante diferente agora que era ele quem estava enfrentando a paternidade.

Ron segurou a cabeça nas mãos e tentou se sentar novamente.

- Ohhhh. – gemeu lastimosamente. Não bebia frequentemente, e as poucas rodadas que bebera se fizeram perceber.

- 'Dia. – Hermione entrou no quarto, levitando uma bandeja com chá, torrada e um pequeno frasco.

- Mione, eu juro, eu só bebi três ou quatro. – Ron choramingou.

Hermione abafou o riso e colocou a bandeja na cama.

- Eu sei. Katie, Bronwyn e eu enfeitiçamos os copos para mudar o Uísque de Fogo para chá depois da quarta dose, de todo modo. – riu, enquanto abria o pequeno frasco. – Vocês não são sutis com essa iniciação ao clube do bolinha, sabe. – passou o frasco para Ron. – Aqui, beba isso. Você tem que ir trabalhar em uma hora.

- Obrigado. – Ron ergueu o fraco e bebeu a poção, fazendo uma careta por causa do gosto. Fazia-o se lembrar das meias sujas de Seamus no dormitório. – Ugh. Por que as poções têm gosto de roupa suja?

Hermione lhe passou uma torrada e uma xícara de chá.

- Mas você se sente melhor, não é?

Ron se espreguiçou cuidadosamente e suspirou em alivio quando não pareceu que sua cabeça ia cair.

- Sim. – tomou um gole de chá. – Mione?

- Sim?

- Você está assustada?

- Absolutamente aterrorizada.

- Mesmo? – o humor de Ron melhorou consideravelmente.

- Estou começando a pensar... – Hermione se acomodou contra Ron, com sua própria xícara de chá. – E se nosso bebê for tão burro quanto Crabbe ou Goyle?

- Com o seu cérebro? – zombou.

- Pode acontecer. – ela insistiu.

- Mas é engraçado. – Ron refletiu, mordiscando a torrada que segurava na outra mão. – Achei que você ficaria aterrorizada com a ideia de ser igual a Fred e George.

- Huh. Não tinha pensado nisso. Mas, sabe, todas aquelas coisas que eles tinham na loja no nosso sexto ano, eram coisas avançadas. Então, eles não eram estúpidos.

- Eu estava pensando mais no sentido das brincadeiras. – Ron se lembrava de como Hermione defendia as regras, na escola.

- Oh, isso. – Hermione mordeu uma unha por um momento. – Poderia ser um problema. – disse meticulosamente. – Só temos que nos garantir que ele ou ela conheça nossas expectativas antes de ir para a escola.

Ron a olhou de lado.

- Ele só vai estar na escola com outros sete Weasleys. – Ron colocou a xícara no criado mudo e ergueu as duas mãos. – As expectativas do papai e da mamãe de que ele não consiga detenções versus sete primos. – Ron fingiu pesar as opções em suas mãos, o lado dos primos parecendo ser mais pesado. – É muita pressão dos amigos. – Ron olhou para o relógio. – Inferno! Já é essa hora?

- Droga. – Hermione suspirou, deixando a xícara de lado.

- Acha que posso pular o banho? – Ron perguntou desesperadamente.

Hermione cheirou o ar da direção dele cuidadosamente.

- Não. – disse enfaticamente. – A não ser que queira afastar os clientes. Você está com o mesmo cheiro do chão do Cabeça de Javali.

- Te vejo no jantar. – Ron beijou Hermione rapidamente e correu para tomar um banho, antes de ir trabalhar.

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- Harry? – Hermione parou incertamente na porta aberta do escritório de Harry. – Está ocupado? – ele tinha uma pilha de arquivos púrpura em sua mesa e estava ocupado estudando o arquivo aberto a sua frente.

- Não especialmente. – Harry se espreguiçou e fechou o arquivo, colocando-o sobre os outros antes de coloca a pilha na gaveta de sua mesa. – O que foi?

Hermione entrou no escritório e se sentou na cadeira em frente à mesa de Harry.

- Seus pais estão mortos. – começou.

Harry ergueu uma sobrancelha.

- Isso é novidade?

- Não—Eu... Uh... – Hermione ficou corada. – Está saindo errado. – murmurou.

- Hermione, respire. – Harry deu a volta na mesa e se sentou ao lado dela. Ele a olhou por um momento. – Isso tem a ver com seu pai? – adivinhou.

- Sim. – respondeu em voz baixa. – Como você... Você contou a eles? Sobre James?

Harry sorriu por um momento.

- Sim. Um pouco antes de contarmos a todos vocês.

- Foi estranho?

- Não. – Harry a cutucou. – Hermione, nós conversamos com fantasmas. E retratos cujas imagens morreram há centenas de anos. Contar aos meus pais que eles têm um neto não foi mais estranho do que qualquer uma dessas coisas. – ficou em silêncio por um momento. – Levei James ao túmulo deles uma semana depois de ele ter nascido. Para apresentá-lo formalmente.

- Como foi?

- Foi... Bom. Meio que fez tudo completar um circulo. – Harry encolheu os ombros. – De um modo, eu devia isso a eles. Meus pais. Eles me mantiveram vivo, e ter James meio que devolver o favor. Eu sei... Parece que eu tenho um bom quarto me esperando em St. Mungus. Isso meio que os faz continuar vivendo, mesmo depois de eu ter morrido.

- Isso não soa tão maluco quanto você acha.

- Hermione, vá conversar com seu pai. Seja no túmulo dele, ou em algum outro lugar, onde parece que ele está.

- Obrigada. – Hermione beijou a bochecha de Harry. – Eu amo você, seu idiota. Você é o melhor irmão que uma garota poderia ter.

Harry a abraçou por um momento.

- Eu amo você também, sabichona. Estou realmente feliz por vocês dois. – sorriu para ela. – Mal posso esperar pelos fogos de artifício.

- Qual é a aposta?

- Quem disse que existe uma? – Harry perguntou, seu rosto calculadamente inocente.

- Essa é a família Weasley. Tínhamos uma aposta de quando James ia nascer.

- Quem ganhou?

- Katie.

- Quanto ela ganhou?

- Uns treze Galeões.

Harry franziu o cenho, contando.

- Isso é todo mundo, com mais de dez anos!

- Como eu disse, essa é a família Weasley. – Hermione cutucou as costelas de Harry. – Divirta uma mulher grávida. Qual é a aposta?

- Bem... Há mais de uma... – Harry admitiu relutantemente.

- Oh? – Hermione perguntou astutamente. – Conte-me mais. – disse, acomodando-se na cadeira.

- Bem, há uma sobre Ron desmaiar ou não durante o trabalho de parto ou o parto em si.

Hermione começou a fuçar nos bolsos de sua calça

- Eu quero participar dessa. – disse. – Quanto?

Harry pegou um pequeno bloco de notas em sua mesa.

- Dez sicles.

Hermione lhe passou as moedas.

- Aqui. – puxou o bloco em sua direção. – Eu digo que vai ser só depois de o bebê nascer. – Harry rabiscou o nome dela e o momento sob o nome de Charlie. – O que mais?

- Menino ou menina. Cinco sicles.

- Ooooh. – os olhos de Hermione brilharam em antecipação. – Garota! – anunciou. – E se isso não fizer Ron desmaiar, nada mais fará.

- Pode dizer isso de novo. – Harry murmurou, sabendo que a ideia de ter uma filha era quase tão aterrorizante para Ron quanto aranhas.

- Isso me faz uma péssima mãe? – Hermione perguntou em voz alta.

- Nah. Só quer dizer que você realmente virou uma Weasley se está apostando na própria gravidez.

Hermione riu e se ergueu.

- É melhor eu voltar ao meu escritório. – parou na porta e se virou. – Não conte a Ron. Você sabe como ele pode ser sensível.

- Oh, ele já apostou em desmaiar uma hora depois de o bebê nascer. E apostou que será um garoto.

- Típico. – Hermione zombou.

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Hermione parou em frente ao pequeno portão duplo do cemitério. Deixou uma mão descansar sobre a tranca por um momento, antes de entrar. Hermione fez seu caminho entre as lápides, tentando não andar diretamente até uma — um antigo medo de infância. Encontrou o túmulo de Richard, grama começando a crescer hesitantemente na terra ainda nua. A lápide ainda não tinha sido colocada.

Hermione se abaixou lentamente. Abriu a boca várias vezes, mas nada saiu.

- Você não está aqui, pai. – murmurou. Havia apenas um lugar onde ele poderia estar. Olhou ao redor do cemitério e aparatou, aparecendo no jardim dos fundos da casa de seus pais.

Andou ao redor do jardim, a forte luz do sol fazendo o pesado cheiro das flores ficar ainda mais pesado. Parou vez ou outra para segurar cuidadosamente uma flor, inclinando-se para sentir seu cheiro. Hermione lembrava-se da última vez que vira Richard. Ele estivera aqui, aparando as roseiras. Uma semana depois, ele morrera.

De todas as coisas, essa era a que ela mais ligava a seu pai. Não xadrez, nem os livros que tinham lido juntos. Era o tempo que tinham passado com as rosas. Conseguia ouvir a voz dele avisando-lhe para ter cuidado com os espinhos, quando tinha três anos e, ao mesmo tempo, acalmando seu choro, oferecendo beijar seus dedos machucados pelos espinhos. Hermione conseguia sentir o cheiro de suor misturado ao cheiro de fertilizante de estrume de dragão. Isso a lembrava da semana em que tinham voltado da Austrália, e ela e Richard passaram horas aqui, cuidando das rosas. Abriu os olhos e conseguiu ver Richard conversando com Ron sobre o jardim, ensinando-lhe os nomes de todas as roseiras. E Ron — Ron prestando total atenção. Os dois jogavam xadrez no jardim quando o clima estava bom. A primeira vez que Ron trouxera seu tabuleiro bruxo, Richard passara dez minutos insistindo a um cavalheiro que fosse até ali, por favor, enquanto a peça de xadrez resmungava em gaélico. Foram necessárias três partidas para as peças pararem de resmungar em gaélico e inglês sob a respiração. Demorara mais quatro partidas para eles se moverem para o novo lugar sem arrastar os pés. Mas Richard amara.

Foi até o banco sob o arco de ferro. Hermione se sentou e colocou os pés sobre o assento, descansando a cabeça nos joelhos.

- Pai? – murmurou. – Pai, estou grávida. – continuou, odiando o tremor que apareceu em sua voz. – Aconteceu na noite depois do seu funeral. Pelo menos, eu acho que foi quando aconteceu. – disse ironicamente. – De todo modo, é uma boa história. – se esticou e dedilhou as pétalas das rosas sobre sua cabeça. – Ron chorou quando contei a ele. E você nunca irá adivinhar como contamos aos outros. – riu. – Nós estávamos, uh, discutindo como contar à família. Estávamos falando tão alto, que todos nos ouviram, uh, debatendo. Contar de qualquer outro jeito não faria nosso estilo.

Hermione suspirou.

- Todo esse tempo que demoramos a engravidar, e você não está aqui para ver. Você deveria estar aqui para isso, pai. Deveria ver sua primeira neta, ensiná-la a jogar futebol. E por mais que eu esteja feliz por ter um bebê, pai, eu estou tão brava com você por ter morrido e não fazer parte disso. Por que você deveria estar aqui.

Hermione colocou os pés na grama.

- Eu realmente sinto sua falta, pai. Vou te manter atualizado.

Em um momento, ela desapareceu.

Continua...

N/T: Obrigada pelos comentários no capítulo anterior.

A tradução do título do capítulo é algo como: o tempo mais longo.

Até semana que vem. (: