N/A: Twilight não me pertence.
Obrigada Cella por ser minha beta/vendedora de peixe/pata marrom/traficante musical. Obrigada Dans por ficar me ouvindo tagarelar sobre isso no MSN. Obrigada Lou por toda ajuda com a história, desde o começo.
Celebridade do Mês
Dia 11
Embora eu tenha dormido as recomendáveis oito horas, parecia que estava longe de ter preenchido minha cota de sono. Na noite anterior, Edward havia me dado o melhor beijo de minha vida e eu não tinha feito nada para impedi-lo. Eu não queria impedi-lo. Mas o que o dia de hoje significava? Não sei se eu seria capaz de seguir em frente com isso tudo. Se é que ele realmente queria algo comigo. Pelos seus comentários às vezes parecia que sim, mas certas vezes eu poderia dizer que Edward não passava de um homem de 23 anos cheio de testosterona. 23 anos. Ainda tem o fato de que ele é mais novo que eu. Ok, são só 3 anos, mas mesmo assim...
Meu Deus, preciso parar de pensar nisso! A cada segundo que se passa eu crio algum problema para não dar uma chance a Edward, depois eu começo a questionar as intenções dele e caio nesse ciclo vicioso. Nós precisamos conversar, aí eu decido se resolvo tomar um pouco de coragem ou amarelar de vez. É simples. Bem simples.
Beep. Beep. Beep.
O alarme despertou-me de meu monólogo interno. Segui a rotina matinal, tomando um banho e me preparando para o dia que tinha pela frente com Edward. Eu tentei não pensar nele, pelo menos não até a hora em que iria vê-lo na mesa para tomar o café da manhã. Estava sendo bem sucedida – pelo menos acho que estava -, mas assim que abri a porta do meu quarto e vi a do dele escancarada, comecei a suspeitar que estava sofrendo de taquicardia, pois um coração bater nessa velocidade não pode ser normal.
Zafrina não estava na cozinha, então fui até o local onde era servido o café da manhã. Ela terminava de colocar a comida na mesa, mas ninguém havia se sentado ainda. Nenhum sinal de Edward.
- Bom dia – falei puxando a cadeira que costumava me sentar desde o dia que cheguei aqui.
- Bom dia, querida. Só espere um pouquinho antes de comer, ok? Edward saiu para atender uma ligação de Esme. – falou gesticulando para o jardim.
Observei atrás da janela de vidro e lá estava ele, parado na grama com o celular na orelha. Usava uma calça de pijama azul marinho e suas costas desnudas eram tudo que eu via. Tentei voltar minha atenção para Zaza, pois estava ouvindo sua voz, mas não conseguia fazer sentido com as vagas palavras que escutava.
Edward virou-se e assim que seus olhos bateram nos meus, me deu uma piscadela e um grande sorriso. Seus dentes brancos e perfeitos à mostra. Desviei a atenção e me posicionei corretamente na cadeira. Meu estômago estava revirando.
- Tudo bem, menina? – Zafrina perguntou preocupada.
- Sim – respondi colocando as mãos sobre minha barriga.
- Tem certeza? Você está um pouco pálida.
- Sim. Só estou sentindo um pouco de enjoo.
- Fique quietinha então, que vou te preparar um chá e esse enjoo vai embora rapidinho.
- Não precisa. – falei em pânico quando notei que Edward tinha desligado o celular e estava entrando na sala de jantar.
- Claro que precisa, menina. Ninguém deve ficar se sentindo mal desse jeito e não tomar uma providência. Prometo que não demoro com o chá.
- O que houve? – Edward perguntou vendo a preocupação de Zafrina.
- Nada – falei tentando acabar com a atenção que estava em cima de mim.
- Ela está se sentindo mal, olha como a carinha dela está branca. – Zafrina respondeu logo depois de mim. Lá se vai a chance de finalizar o assunto.
- O que você está sentindo? – ele questionou se abaixando e ficando de joelhos em frente a mim.
- Já falei que não é nada demais.
- Cuida dela que vou preparar um chá. – Zafrina falou deixando-me sozinha com Edward. Ótimo.
- Você não aparenta estar tão bem. – falou passando a mão pelo meu rosto e fazendo com que meu estômago revirasse ainda mais. Acho que também estou sentindo um pouco de dor de barriga.
- Deve ter sido algo que comi ontem. Quando Zafrina me trouxer o chá tenho certeza que irei melhorar.
- Quer ir pro seu quarto se deitar? Eu levo o café da manhã na cama pra você. – falou preocupado.
- Não há necessidade. – respondi. E sério, ser fofo comigo não está ajudando muito meu caso.
- Você acha que vai conseguir ir pro photoshoot comigo hoje? Porque caso contrário eu prometo não fazer algo polêmico que você irá se arrepender de ter perdido.
- Relaxa, Edward.
- Ok, mas você promete que vai me falar se não tiver se sentindo bem?
- Prometo.
- Ok então. – ele disse se levantando e depois abaixando um pouco para me dar um beijo na testa. Malditos beijos na testa. Às vezes acho que eles são mais íntimos do que beijos nos lábios.
O chá de Zafrina fez de fato meu enjoo melhorar, mas era inútil tentar controlar meu nervosismo por completo. Não era necessário olhar para Edward, somente sua voz chamando por meu nome ou até mesmo pelo apelido de Carrapata, já era suficiente para fazer as borboletas que estavam em meu estômago dançarem.
Tudo ficou mais difícil ainda de controlar quando estávamos no banco de trás do carro a caminho do estúdio onde Edward realizaria o ensaio fotográfico para uma revista.
- Carrapata? – ele chamou.
- Sim – respondi hesitante.
- Você quer conversa agora... sobre ontem? – questionou. Estava começando a suspeitar que ele estava tentando fazer com que eu desmaiasse.
- É melhor quando estivermos em casa. – respondi fazendo esforço, pois minha boca estava tão seca que mal consegui abri-la.
- Ok. À noite então. – comentou satisfeito e com certa expectativa. Eu, por outro lado, temia o rumo que a conversa tomaria.
Assim que descemos do automóvel, vi que Jessica saiu de um que estava à nossa frente. Ótimo, tudo que eu precisava pra completar meu dia. Ela conversou rapidamente com Edward e disse que ia falar com a equipe que estava lá, enquanto isso ele deveria esperar pela figurinista no camarim que prepararam para ele.
- Não sabia que ela vinha. Achei que a presença dela não era necessária para esse tipo de trabalho. – falei assim que a porta do camarim foi fechada.
- Normalmente quando o ensaio é mais focado para adolescentes ela não me acompanha, mas como esse é para uma revista para um público mais velho, ela quis comparecer porque não sabe que tipo de imagem vão querer passar.
- Que exagero. Ela fala como se você fosse fazer um ensaio nu.
- Mas é um ensaio nu. – ele respondeu abruptamente e meus olhos se arregalaram no mesmo momento. Como é que é?
- O QUÊ? – perguntei. Minha voz saindo muito mais aguda do que eu pretendia.
- Só estou brincando, mas você deveria ter visto sua cara.
- Você é ridículo.
- Que foi? Você ficou brava porque é mentira? Queria que fosse verdade, né? – implicou.
- Vou te ignorar. – falei. Vou ignorar também meu subconsciente que está me lembrando que eu já o vi pelado.
- Posso ver se eles me deixam fazer uma foto sem camisa, mas acho que é o máximo que conseguirei.
- Eu já te vi sem camisa. – murmurei sentando-me em uma cadeira que ficava em frente a um grande espelho.
- Achei que você estava me ignorando. – ele disse se aproximando de mim e colocando as mãos nos braços da cadeira em que estava sentada.
- Achei que você tinha 23 anos, não 13 – respondi e ele deu uma risada.
- Carrapata, Carrapata... – sussurrou. Meus olhos involuntariamente foram para os dele e vi que ele fitava meus lábios. – Eu realmente quero te beijar de novo.
Ele queria e eu deixaria, mas uma batida na porta fez com que nos separássemos imediatamente. A mulher que cuidava do figurino indicou o que Edward deveria vestir na primeira parte do ensaio e ele foi se aprontar. Retornou vestindo uma calça social preta, um paletó de mesma cor e por baixo uma blusa social branca. Em volta de seu pescoço uma gravata borboleta também branca completava a vestimenta. Um homem chegou logo depois para passar um pouco de maquiagem no rosto do Edward. Não sei por que era necessário isso, já que ele tinha uma pele ótima. Essa sou eu elogiando a cútis de Edward. Não sei o que está acontecendo comigo.
Não tardou e ele já estava pronto para mais uma sessão de fotos – ou como gostávamos de chamar: tortura. Porém, ao sair do camarim e reparar no cenário pela primeira vez, imaginei que Edward não acharia esse ensaio tão torturante como os anteriores. Algumas mesas estavam no local e alguns homens, vestidos de forma semelhante a Edward, ocupavam algumas das cadeiras. Um palco ficava mais a frente e em cima dele, quatro modelos usando corsets de cores variadas, cinta-liga e saltos altos, aguardavam pelo início do photoshoot. À esquerda das modelos um piano adornava o palco, seu banco vazio dava a entender que provavelmente era lá que Edward ficaria. Eles tentaram criar um típico cabaré parisiense do início do século XX.
- Legal, não? – Edward perguntou atrás de mim.
- Por que um cabaré?
- Eles escolheram alguns artistas para representarem os cenários musicais mais famosos dos últimos 100 anos. O escolhido para mim foi cabaré. Achei interessante.
- Aposto mesmo que você está achando interessante. Você irá se divertir com essas modelos.
- Eu me divertiria mais se fosse você usando uma daquelas roupas.
- Nos seus sonhos. – repliquei.
- Definitivamente. – respondeu dando seu típico sorriso torto e indo até o fotógrafo que chama por seu nome. Jessica estava logo ao lado, prestando atenção em tudo que eles falavam.
Após concordar com o que o fotógrafo falou, Edward sentou no banco do piano e as modelos de cinta-liga saíram do local, dando passagem a uma modelo loira que trajava um vestido vermelho sexy que lhe caía um palmo acima do joelho. Ela subiu com a ajuda de um homem da equipe em cima do piano e posicionou-se sensualmente em cima do instrumento como muitas das cantoras daquela época faziam. Eu diria que era um ensaio de muito bom gosto, se não fosse pelo fato que o vestido da mulher era deveras decotado e se de onde eu estava já dava para ver o que ela portava embaixo do tecido, imagino que de onde Edward estava dava para ver muito mais.
Estava tão focada na cena à minha frente, que não percebi que Jessica estava ao meu lado, mas sua presença fez-se notável quando ela limpou a garganta com grande exagero.
- Como está indo o progresso da sua matéria? – questionou.
- Muito bem. Edward é uma ótima companhia.
- Companhia? Não deveria ser um ótimo trabalho? Espero que você tenha entendido que o fato de você estar hospedada na casa dele por 30 dias, significa trabalho e não companheirismo.
- Jessica, eu faço esse trabalho há quase um ano e perfeitamente bem. Não preciso de alguém vindo me dizer como eu devo ou não fazer isso. No final do mês quando tudo estiver pronto, você pode dar seu aval se está ao seu gosto ou não. – repliquei tentando conter minha raiva. Ela não havia me pego em um bom dia.
- Ok, você tem razão. Posso ter feito um mau julgamento. É que a forma que você estava olhando para Edward agora pouco me passou a impressão que você estava se envolvendo mais do que deveria.
- No meu primeiro dia trabalhando com Edward, você me falou para não sair supondo as coisas. Espero que você considere isso para mim também.
- Não foi isso que eu... – ela começou a falar, mas hoje não era meu dia de ter paciência.
- Claro que não foi. – falei sarcasticamente e levantei pegando minha bolsa. – Com licença.
Caminhei até um local no final do estúdio que tinha um bebedouro e apanhei um copo plástico para por um pouco d'água. Enquanto o copo enchia em uma lenta velocidade, olhei para o palco e vi que a figurinista estava ajeitando o decote da modelo que estava em cima do piano. Num disse que os peitos dela estavam quase pulando para fora?
Quando minha visão focou em Edward, notei que ele me observava. Franzindo o cenho e jogando o queixo para frente, questionou "o que houve?" – ao menos foi isso que consegui ler em seus lábios. Meneei a cabeça de um lado para o outro e respondi "nada". Ele não pareceu ficar muito satisfeito com minha resposta.
- Ei! – uma mulher chamou atrás de mim, quebrando meu contato com Edward. – Seu copo está transbordando.
- Desculpe.
Eu sabia que deveria permanecer no local onde as fotos eram feitas, mas não queria ter que ficar de novo ao lado de Jessica. Precisava de algo que me distraísse. Fui para o camarim e sentei-me em uma das cadeiras que encontrei. Abri meu celular e redigi rapidamente uma mensagem para Jacob e Angela, perguntando se eles estavam ocupados. A primeira a me responder foi Ang.
Almoçando na casa dos sogros. Posso te ligar mais tarde ou é urgente? ~ Ang
Pode ligar mais tarde ;)
O celular vibrou novamente logo em seguida, desta vez com uma resposta de Jacob.
Saindo de casa para um compromisso. O que houve? ~ Jake
A gente se beijou.
Não demorou um minuto para que meu celular começasse a tocar.
- Se beijaram quando?
- Ontem à noite.
- E você só está me contando agora? – perguntou dando chilique.
- Você está em algum lugar público? Porque do jeito que sua voz ficou aguda agora, é capaz de todos ao seu redor desconfiarem da sua sexualidade.
- Tô no carro. Não foge do assunto, me conta. Quem tomou iniciativa? Foi bom?
- Ele. Foi incrível.
- E deixe-me adivinhar, agora você está cheia de paranoia de novo?
- Um pouco.
- Eu sinceramente já cansei de ter essa conversa. Se você pretende passar o resto dos seus dias vivendo em celibato, pode ir em frente.
- Não é assim, Jake.
- Como é então?
- Eu... eu tô pensando em contar pra ele sobre James.
- Sério? – perguntou parecendo chocado com minha resposta.
- É. Eu acho que quero tentar.
- Uau. Ele deve beijar bem pra caralho mesmo para você querer finalmente investir em outro relacionamento, ainda mais com outra pessoa do meio.
- Ele é ótimo, mas não é só isso...
- Aw! Você está gostando dele de verdade, né?
- Ele faz com que eu me sinta bem.
- Eu também fazia você se sentir bem e nem por isso você ficou toda gamadinha em mim.
- Você é gay.
- E se eu fosse hetero?
- Jake, você me ensinou a dançar "Vogue", eu não consigo nem pensar nessa possibilidade.
- Só você, porque pro resto do mundo eu sou hetero pra caralho.
- Eu queria que eles pudessem te ver como você realmente é.
- Quem sabe um dia? Eu estou bem, Bells. Apesar de tudo, eu me sinto feliz.
- Eu sei.
- Então pronto. Vá ser feliz também. Depois me conte se você realmente conversou com Edward e como foi.
- Pode deixar.
- Aproveita e dá um beijo nele por mim. De língua. Daqueles desentupidores de pia, sabe?
- Verei o que posso fazer. – respondi rindo.
- Beijos, Bells. Eu te amo.
- Eu também. Obrigada.
Encerrando a ligação, guardei o aparelho na bolsa e retirei meu caderno vermelho para fazer algumas anotações sobre o evento de hoje. Estava tão focada, que praticamente caí da cadeira quando ouvi o forte som da porta se abrindo.
- Te assustei? – Edward perguntou entrando no camarim.
- Imagina. Eu que gosto de ter essas reações toda vez que alguém abre uma porta.
- Engraçadinha. Você estava fazendo algo errado? Normalmente quando as pessoas se assustam desse jeito, é porque estavam aprontando alguma.
- Estava escrevendo. – falei levantando o caderno.
- Por que você não está lá fora? O que aconteceu com você e Jessica?
- Nada.
- Ela acabou de falar que vocês tiveram um pequeno desentendimento.
- Ela disse isso?
- Sim, e que você foi grossa com ela, mas duvido muito dessa parte. Ela tende a exagerar.
- Na verdade eu posso ter sido um pouco grossa, mas ela estava me tirando do sério. Se tem uma coisa que me irrita é alguém se meter onde não foi chamado. Até parece que eu não sei fazer meu trabalho!
- Ei, calma. Vamos por partes. O que ela te falou?
- Basicamente veio falar que eu estou aqui para trabalhar, não para ser sua companhia. – delatei e ele bufou ao meu lado.
- Ela tem mania de se meter em coisas que não dizem respeito a ela.
- Eu tentei, mas não me aguentei. Sinto muito se ela achou que fui mal educada.
- Ela é assim, Carrapata. Quando você sentir que ela vai fazer algum comentário malicioso, ignora.
- Eu tentei ignorar, mas hoje não deu.
- O que está acontecendo com você hoje, hein? – questionou, logo em seguida alguém bateu na porta.
- Já está tudo pronto para continuar – uma mulher avisou.
- Mais 5 minutinhos, por favor. Pode avisar que já estou indo.
- Ok. – ela respondeu deixando-nos, mais uma vez, a sós.
- Me diz. Qual o problema?
- Nada. Você está atrasando o pessoal.
- Isso é por causa de ontem? Eu nunca te vi assim. Você não está agindo normal hoje.
- Você só me conhece há 10 dias.
- E nesses 10 dias você nunca agiu assim. Alguma coisa deve ter acontecido. Foi por causa de ontem? Escuta, Bella, se você acha que aquilo não deveria ter acontecido, eu não vou ficar te pressionando. Não precisa ficar nervosa por causa disso.
- Não é isso. A gente pode deixar isso pra mais tarde? Aqui não é lugar para ter essa conversa.
- Você vai ficar aqui?
- Só mais um pouco. Eu vou lá pra fora assim que acabar de escrever umas coisas.
- Ok. Se a Jessica vier falar de novo alguma besteira, tenta, por favor, ignorar.
- Farei o possível.
Felizmente, Jessica não me irritou durante as restantes 2 horas de photoshoot. Na verdade, em certo momento eu quis até agradecê-la, já que foi a primeira a chamar atenção de uma das modelos que ao fazer uma foto com Edward, estava com a mão próxima demais da virilha dele.
Após a conclusão do ensaio, Edward ficou para conversar com Jessica e o fotógrafo, vendo o resultado de algumas fotos no computador e escolhendo quais deveriam ir para revista. Eu estava esperando por ele dentro do carro junto a Felix.
- Srta. Swan? – ele chamou.
- Sim?
- Eu estou começando a ficar preocupado que a senhorita vai quebrar seus dedos se estalá-los mais uma vez.
- Desculpe. Eu nem percebi que estava fazendo isso. – respondi morrendo de vergonha.
- A senhorita precisa de alguma coisa?
- Você tem um Valium?
- Sinto muito, mas não. Tenho bala de canela, serve?
- Ok.
Quando Edward finalmente entrou no carro, minha língua já estava dormente de tanta bala de canela que eu havia comido. Minha bolsa praticamente tinha virado um deposito de plástico de doce e eu provavelmente teria que repor o estoque de Felix, que após eu ter pedido "mais uma" pela 5ª vez, colocou o pacote inteiro no meu colo.
- Desculpa a demora. – ele falou sentando-se ao meu lado. – Por que o carro tá com cheiro de canela?
- Eu comi algumas balas. Você quer? Ainda tem... duas. – falei olhando o fundo do pacote.
- Não, obrigado. Seus dentes estão vermelhos. – ele falou apontando para minha boca. Eu a fechei no mesmo minuto. – Você quer passar em algum lugar pra comprar algo pra comermos? Já são mais de 15h.
- Uhum. – respondi de boca fechada.
- O que você quer comer? – ele perguntou e eu dei os ombros. – Qualquer coisa?
- Uhum.
- Por que você não tá abrindo a boca? É porque eu falei dos seus dentes? Fala sério, Carrapata. Fala comigo. – ele pediu e eu meneei a cabeça indicando que não. – Ok então. Por sinal, tem um pedaço de bala no seu cabelo.
- Onde? – perguntei alarmada procurando entre meus fios.
- Aqui – ele falou colocando a mão em meu cabelo e retirando o pedaço.
- Obrigada. – respondi em gratidão olhando para ele.
- Meu Deus, eles estão realmente vermelhos. Quantas balas você comeu?
- Praticamente o pacote inteiro. – Felix murmurou do banco de motorista.
- Para de ficar olhando pros meus dentes! – reclamei com Edward.
- Desculpa. – ele falou tentando conter a risada. – O que acha se a gente parar em um lugar pra pedir uma comida japonesa? Você gosta?
- Gosto.
- Então está decidido.
- Eu quero pagar metade.
- Ok.
Nós paramos em um restaurante japonês e Felix entrou para comprar nosso pedido, evitando que Edward saísse do carro e chamasse atenção. Quando chegamos em casa, eu estava faminta e o gosto de canela em minha boca estava me deixando enjoada.
- Vamos comer na sala de jantar mesmo? – perguntei.
- Estava pensando em levar tudo pro meu quarto, para podermos conversar depois.
- Ah sim, ok. Leva as coisas que te encontro lá. Vou escovar os dentes pra ver se esse gosto de canela sai da minha boca.
Ao entrar no quarto de Edward, vi que ele havia feito grande esforço. Os barcos de comida japonesa estavam arrumados na cama e ele tinha enchido dois tradicionais copos de madeira com saquê. Em cima de uma bandeja típica de café da manhã, estavam nossos pratos e alguns sachês de molho. Sentei-me na cama com ele e começamos a comer tranquilamente, como tínhamos o hábito de fazer, porém tudo parecia mais íntimo. Desta vez estávamos no quarto dele e a sós. Quando o último makimono foi devorado, Edward levou as coisas para cozinha e eu aproveitei para ir ao banheiro escovar os dentes novamente.
Assim que retornei para o quarto, ele já estava de volta e deitado na cama.
- Podemos conversar agora? – ele perguntou.
- Aham. – falei sentando-me ao lado dele. Meu estômago estava revirando de novo.
- Você está ficando pálida que nem de manhã.
- Eu estou nervosa.
- Vem cá. Deita do meu lado.
- Edward...
- Estou pedindo pra você deitar em cima da cama, não em cima de mim. – ele comentou dando um risinho. Estiquei minhas pernas e me deitei bem ao lado dele. – Vamos assistir TV. Quando você se sentir pronta pra conversar, você fala.
- Ok.
Eu não sei quantos programas passaram, até porque eu não estava prestando atenção. Certo momento achei que Edward já devia estar frustrado com a minha demora de tanto que se mexia na cama, mas depois percebi que tudo que ele queria era achar uma posição em que pudesse colocar a mão no meu cabelo. Ele estava tentando me acalmar. Fechei meus olhos e tentei me concentrar em seu toque.
- Eu estou te deixando com sono? – ele sussurrou de repente. Quando abri meus olhos, seu rosto estava na mesma direção do meu.
- Não. Isso é bom.
- Ah sim. – respondeu com um sorriso.
- Eu acho que estou pronta para conversar.
- Ok. Eu estou pronto para te ouvir.
- Você conhece o James Howard?
- Não pessoalmente, mas eu teria que ser um alienado para não saber quem ele é. Estamos falando do ator, correto?
- Sim. Ele foi o segundo famoso com quem passei um mês. O ritmo de vida dele era bem diferente da minha celebridade anterior. Embora ele gravasse cenas para um filme todas as manhãs, sempre tinha disposição para ir a no mínimo 3 festas por semana. Eu não sabia muito bem o que era, mas a todo lugar em que ia, James ofuscava o brilho de todos ao seu redor. Ele tinha uma confiança, um poder, que mais ninguém possuía. Todos queriam falar com ele, ser ele, estar com ele. – relatei tentando fazer com que ele entendesse o domínio que James tinha sobre os outros.
Enquanto contava a história, meus olhos não saiam de Edward atrás de algo que entregasse o que ele estava sentindo, mas seu rosto não me mostrava nada.
- Eu me tornei uma dessas pessoas que desejava James. Não demorou muito e nós estávamos dormindo juntos. Ele me tratava como se eu fosse uma deusa, como se eu fizesse parte do que ele vivia. Nosso relacionamento nunca vazou para a imprensa porque mantínhamos as coisas somente em casa, ou pra ser mais exata, somente no quarto. – contei dando um riso bobo, sem o mínimo de humor. - Conforme os dias foram passando eu acreditei que aquilo ia durar, que quando eu fosse embora nós iríamos arrumar uma forma de ficar juntos. Eu me envolvi muito mais do que deveria.
Edward permanecia da mesma maneira. Esperei que ele fosse interromper para fazer algum comentário, me julgar, dizer que eu tinha sido uma tola, mas nada saía de sua boca. Eu queria poder ler a mente dele. Será que ainda me via com os mesmos olhos? Será que por eu já ter dormido com um famoso ele achava que conseguiria me levar facilmente para a cama agora? Era difícil dizer. A única coisa que me conformava era que sua mão ainda fazia carícias em meus cabelos. Meus olhos se fecharam e eu retomei minha história. Já revivi esse dia tantas vezes em minha memória que lembrava precisamente de cada detalhe.
- No meu último dia vivendo com ele, nos despedimos e eu fui para minha casa começar a trabalhar em cima da matéria. Assim que liguei o computador e procurei pelo meu caderno onde preparo esboços, não o achei. Lembrei que tinha deixado dentro de uma das gavetas da mesinha de cabeceira do meu quarto na casa de James. Sem poder começar, decidi voltar para a casa dele e falei com o segurança que me reconheceu e deixou que eu entrasse sem avisar a James. Fui até o quarto e peguei o caderno, então quis surpreender James e o dar mais um beijo de despedida. Quando abri a porta do quarto dele, ele não só tinha uma garota nua na cama, como estava cheirando uma carreira de cocaína que estava em cima da bunda dela. – falei com um gosto amargo na boca. Aquela imagem jamais sairia da minha cabeça. - Eu nunca desconfiei, mas depois de um tempo - porque eu perdi dias e mais dias tentando procurar evidências -, fui capaz de encontrar alguns deslizes dele. Assim que ele me viu, não tentou esconder, não tentou dizer o clássico "não é o que você está pensando", ele apenas sorriu. A menina na cama nem se moveu, talvez drogada demais para se importar com o que acontecia a sua volta. Nunca fui capaz de ver o rosto dela. Quando meu momento de choque passou, eu parti para cima de James. Ele tomou cada soco, cada tapa, como se não fosse nada. Como se nem sentisse minha fúria. Eu perguntava por que tinha feito aquilo comigo. Ele disse que nunca tinha me prometido nada, que não era culpa dele se eu tinha sido fácil demais e achado que iríamos ter alguma coisa além de sexo. É bem difícil para uma mulher ouvir essas palavras, seja de quem for. Maior do que a repulsa que senti por James, foi a que senti por mim mesma. – confessei.
Assim que abri os olhos, minha visão estava embaçada devido as lágrimas que havia desperdiçado pela milésima vez com essa história. A mão de Edward passou pelo meu rosto e o secou.
- Eu sinto muito. – sussurrou me puxando para perto e me envolvendo em seus braços.
- Eu quis te contar isso porque seja lá qual foi a sua intenção me beijando ontem, espero que você seja sincero comigo. – disse, mas minha voz estava sendo abafada por conta de nosso abraço. Afastei-me um pouco e o olhei nos olhos. - Isso é só sobre sexo pra você?
- Não. Eu te juro que não é. Eu sei que fico brincando e fazendo piadinha de conotação sexual, mas eu juro que não te beijei para tentar te levar pra cama.
- Você me beijou por que então?
- Porque pareceu certo. Porque eu queria saber como seria. E eu quero de novo. E de novo. E mais algumas vezes, se você quiser também. – falou aparentando ser honesto, mas tudo era tão surreal para mim. O que eu tinha de tão único?
- Por que eu? Você pode ter quem você quiser. Você é rico, famoso, bonito.
- E por isso eu não deveria te achar especial? Não existe resposta pra isso, Bella. Eu gosto de você perto de mim. Às vezes eu te quero mais perto que o normal. Seja o que for que eu fale, nunca vou conseguir transmitir o exato jeito que eu me sinto quando estou com você.
- Você promete que não tá falando isso só pra eu dormir com você?
- Eu prometo. Isso é novo pra mim. Eu nunca senti isso por outra pessoa.
- Nem pela estrangeira? – perguntei o provocando.
- Essa história nunca vai ser esquecida, né?
- Provavelmente não. Você não respondeu minha pergunta.
- Não. Nem pela estrangeira.
- Mas você escreveu uma música para ela.
- Para você eu escreveria um CD inteiro.
- Cachorro, cachorro... Você está tentando me levar para cama com esse papo meloso.
- Eu não estou! E bom, você já está deitada na minha cama.
- Eu espero não estar cometendo um erro ao confiar em você. Não faço ideia de como isso vai dar certo e se é que isso vai nos levar a algum lugar, mas eu quero tentar.
- Tentar?
- É. Isso. – falei apontando para nós dois – Eu quero isso.
- Isso é sua forma de me pedir em namoro? – ele questionou tentando não rir, mas falhando quando viu que eu estava ficando constrangida. – É assim que a gente vai chamar isso?
- Não sei, só preciso saber que é real.
- É real. – disse sorrindo e passando a mão pelo meu rosto.
- Não muda, ok? Só seja sincero comigo.
- Eu prometo. Sempre cumpro minhas promessas.
- Ok.
- Isso quer dizer que eu posso te beijar agora?
- Não.
- Não?
- Não. Isso significa que eu posso te beijar agora. – falei juntando nossos rostos e logo em seguida, nossos lábios.
Ficar com Edward era confortável. Não confortável num sentido de comodismo, de algo que seria fácil - porque eu sabia que não seria -, mas era natural. Seus beijos causavam palpitações aceleradas em meu coração, faziam com que as borboletas em meu estômago dançassem e que sorrisos se formassem em meu rosto. Seu toque, por mais inocente que fosse, provocava arrepios e me dava vontade de pedir mais.
Nós ficamos deitados trocando beijos, carícias e sussurros até o relógio nos avisar que já era tarde demais para permanecermos acordados.
- Eu vou para o meu quarto. – falei dando-lhe um último beijo e saindo da cama. – Amanhã de pé que horas?
- Às 10h. Boa noite, Carrapata.
- Boa noite, Cachorro.
Fechei a porta do quarto dele e caminhei com um sorriso babaca até o meu, mas assim que meus dedos fizeram contato com a maçaneta, braços envolveram minha cintura.
- O que você está fazendo aqui? – perguntei rindo e me virando.
- Os homens sempre devem deixar as mulheres na porta.
- Claro, até porque é um caminho extremamente perigoso do seu quarto até o meu. – falei jogando meus braços em volta do pescoço dele.
- Perigosíssimo. Eu não deixaria você correr um risco desses. – respondeu abaixando e me dando um selinho, que não demorou a se tornar um beijo de língua que me tinha imprensada na porta e puxando os fios de cabelo dele.
Ele fazia uma coisa que me deixava praticamente louca: começava a beijar devagar, com toda paciência, e depois ia para um ritmo mais rápido, frenético, que me deixava quase sem fôlego e cheia de desejo, para depois diminuir, voltar a calmaria. Era como se ele fizesse só pra me provocar, para implicar comigo. Eu não duvidava que fosse realmente essa sua intenção.
- A gente tem que dormir. – falei colocando a mão no peito dele e nos afastando.
- Ok, só queria um beijo de boa noite. – falou se abaixando mais uma vez, porém eu o empurrei novamente.
- Chega, acabou sua cota por hoje.
- Tem isso? – perguntou admirado.
- Sim. A gente precisa dormir.
- Ok. – falou conformado. Eu fiquei na ponta dos pés e lhe dei um beijo rápido, abrindo a porta e fechando-a logo em seguida.
Toc. Toc. Toc.
- Eu não vou abrir a porta. – falei rindo.
- Boa noite, minha Carrapata.
- Boa noite, meu Cachorro – falei não conseguindo conter o riso.
- Eu ainda não mereço ser chamado de gato?
- Não. E eu sempre preferi cachorros a gatos, não se sinta ofendido. Você ao menos não tem apelido de um bicho asqueroso como carrapato. – falei ainda encostada na porta.
- Eu posso tentar inventar um novo.
- Não, eu gosto assim.
- Você quem disse que era asqueroso.
- Mas é! Você tem apelido de um bicho fofinho e fica reclamando. Eu me contento em ser um bicho nojento.
- Ok, não vou reclamar mais. – ele falou e nós ficamos em silêncio.
- Edward?
- Ahn?
- Vai dormir.
- Ok. Até amanhã.
- Até.
Ao deitar na cama eu tinha seu cheiro em mim e seu gosto em minha boca. Acertei o despertador para as 9h e prometi a mim mesma não contar quantas horas faltavam para acordar amanhã.
8 horas e 12 minutos.
E agora com vocês uma entrevista exclusiva com Edward (HAHAHA)
Berry: Oi, Cachorro.
Edward: Só a Bella me chama assim.
B: Mas sou eu quem escr...
E: Só a Bella.
B: *rolando os olhos* Oi, Edward.
E: Oi *dá sorriso torto*
B: É...*perde o foco*
E: Oi?
B: Ah sim. Bom, estou aqui porque algumas pessoas estão curiosas e queriam saber um pouquinho mais sobre a sua vida.
E: Mais?
B: Mais. Vamos ser rápidos porque Jessica não sabe dessa entrevista.
E: Ok, mas se ela descobrir sobre isso eu vou falar que foi tudo invenção da sua cabeça.
B: Aposto que será muito difícil acreditar nisso. Bom, vamos a primeira pergunta. O que você canta, mas nunca faria?
E: Acho que eu faria tudo que eu canto. Meu CD novo, Flaws - que sai em breve, mas vocês podem adquirir o single no iTunes -, tem o foco mais em quem eu sou, são canções sobre algo real. Já meu primeiro CD fala sobre relacionamentos e amor. Hoje, se tratando desses tópicos, eu faria tudo aquilo e um pouco mais.
B: As críticas não abalam você?
E: Eu comecei a me expor no youtube e fui aprendendo a lidar com as críticas desde cedo. As vezes apareciam umas pessoas falando que eu era ótimo cantor, as vezes umas coisas obscenas e claro, sempre tinha gente para falar que era um crime o que eu estava fazendo com a música original. Por mais clichê que seja, não dá para agradar todo mundo.
B: O que te motiva quando você acorda?
E: Café da manhã. Brincadeira... Quer dizer, parcialmente, pois a comida da vovó é muito boa. A minha motivação é basicamente a oportunidade de viver meu sonho. Não digo que todo dia é uma maravilha, mas eu faço o que eu gosto. E agora ainda tem a Carrapata *abre sorriso*...
B: Você já teve algo com a Jessica?
E: Não. Próxima pergunta.
B: Você gosta da fama?
E: Você diz fama no sentido de ser reconhecido pelo meu trabalho? Se for nesse sentido, sim. Quando eu coloquei meus vídeos no youtube a minha intenção era essa. Mas ter paparazzi me perseguindo, ter que sair de casa com segurança e todos os outros diversos malefícios que vem com isso não me agradam. Nem um pouco.
B: Qual foi o momento mais especial e louco da sua vida?
E: Especial? A primeira vez que eu saí em turnê. Louco? Aceitar que uma estranha viesse morar comigo e ficar completamente louco por ela.
B: Qual a situação mais engraçada que você já passou com um fã?
E: Definitivamente foi quando uma fã se algemou a mim. Eu estava saindo de uma entrevista para um programa de TV quando essa fã conseguiu de alguma forma colocar uma algema no meu braço. Quando Felix tentou me mover pela multidão viu que a menina estava grudada a mim. Nós tivemos que voltar para o local e depois de uma negociação em que eu tirei uma foto, cedi meu autógrafo e dei meu chiclete – mascado – para ela, fui finalmente liberado.
B: Qual música você gostaria que tocasse na hora do sexo com a Bella quando: a) estarão fazendo amor gostosinho b) estarão dando uma lapada na rachada dicumforça.
E: Agora eu entendi porque a Jessica não pode saber dessa entrevista...
B: Pois é, então responde logo!
E: Foi a Carrapata quem mandou você perguntar?
B: Não, Edward! Responde logo.
E: Hmmm... Amor gostosinho...Porra, quem usou esses termos? *olha com cara estranha *
B: Não adianta olhar para mim, estou apenas transmitindo as perguntas.
E: Para fazer...isso aí...José Gonzalez "Heartbeats", Maroon 5 "Secret", Massive Attack "Paradise Circus"...
B: Já está bom. E para quando for dar uma lapada na rachada dicumforça?
E: Isso quer dizer quando for foder?
B: É.
E: She Wants Revenge "Tear You Apart", Nine Inch Nails "Starfuckers Inc.", Rammstein "Bück Dich"...
B: Chega, vamos logo antes que a Jessica descubra. Qual sua fantasia erótica?
E: Tem alguma chance da Carrapata ler isso?
B: Talvez. Vai, responde.
E: Eu na verdade tenho vontade de tentar tudo com a Carrapata.
B: Não adianta, você tem que citar alguma coisa se não o pessoal não vai ficar satisfeito.
E: Peitos. Isso é tudo que eu vou dizer. *sorriso malicioso*
B: Não sei se vão ficar muito satisfeitos com isso.
E: Quem sabe um dia eles não descobrem, né?
N/A: Gente, capítulo mais cedo essa semana porque eu vou viajar hoje \o/. Não sei se vou conseguir responder review antes de domingo/segunda (embora eu viaje à noite e por isso estou postando logo esse horário, então devo responder umas hoje sim).
Próximo capítulo não vem essa sexta (22), somente na próxima sexta (29).
O extra deste se chama "Vou te contar..." e é o ponto de vista do Edward da história de Bella e James.
Antes que me perguntem: não, vocês não vão ter que esperar mais 10 capítulos que nem o beijo para ter algum lemon. Nem metade disso.
Tô com a impressão que esqueci de falar alguma coisa, mas pode ser porque eu sempre falo muito aqui e hoje tô falando pouco.
Então é isso pessoal! Até dia 29! Beijos e Boa Páscoa!
PS: larissa _ bmendes, fui responder sua review, mas o e-mail voltou. Tem como você conferir se mandou o e-mail correto?
Se alguém ainda tem dúvida com os extras é só conferir no meu profile que eu explico direitinho (ou ao menos tento xD).
