Capítulo 12
A Responsabilidade da Fé, Guarnição Convincente e Tentativas de Aliança.
*- ~ Io | WTF | oI ~ -*
(Vulgo Caro Edward, Foda-se. Amor, Bella. P.S Eu Gosto do Seu Peitoral. P.S.S Eu Te Odeio.)
"Porquê?" Eu pergunto, imitando seu sussurro abafado. "Por que eu deveria acreditar em qualquer coisa que você diga?" Meus dedos enrolam-se sob a água e arrastam contra o fundo, fazendo um som áspero e profundo.
Rigidamente, ele responde: "Você não devia". Há um outro longo silêncio, e os pingos da torneira estão diminuindo, os intervalos esticam mais e mais a cada descida. Ele descansa os antebraços sobre os joelhos, o dobrando um sobre o outro. "Mas é verdade", acrescenta ele, a convicção em sua voz marcada por um buraco em meu estômago, um resultado de sua decepção constante. "Eu mataria cada um deles antes que pudessem tocar em você." Quando ele diz isso, eu assisto os nós dos seus dedos ficarem brancos, estendendo-se sobre o osso, afiado e cavernoso.
"Você não fez nada, além mentir para mim." Eu assobio, tentando fazer o sentido de porque esse ato seria mesmo necessário agora que eu estou aqui e ele pode conseguir... o pagamento.
Ele exala um suspiro longo, mas parece que não consegue argumentar, fechando a boca com lábios esguios. "Você se lembra do que disse naquele dia?", pergunta ele, e eu reflito de volta em minha cabeça. "Você disse que perdoaria alguém se ele quisesse, e tivesse boas intenções..." ele puxa isso para fora, como se esperasse algum momento eureka acontecer.
Em vez disso, eu esmago meu queixo em meus joelhos e respondo friamente: "Sim, bem, desculpe-me por estar tendo um tempo difícil para acreditar que você tem boas intenções. Talvez seja toda essa coisa... de ser enganada pela floresta—"
"Você me seguiu, e se você me deixar expl—"
"Além disso," eu lhe interrompo a palavra, ignorando seu comentário com um rosnado. "Eu estendi a cortesia comum para os seqüestradores até você, então você estava na mesma merda lá."
Nosso assobio sussurrado cessa, e o silêncio é ensurdecedor. Eu posso ver um vinco na sua testa, o piercing de sobrancelha espiando por baixo da camisa, ainda com os olhos vendados. Ele passa os dedos na bainha esfarrapada e lamacenta da calça jeans, sem palavras diante da porta do banheiro.
"Eu menti para você uma vez, em todo esse tempo", ele respira. "Eu sei que isso não faz diferença, mas... foi só uma vez." Ele inclina a cabeça para cima novamente, como se pudesse me ver, implorando. "Eles não estavam atrás da heroína, mas eu quis dizer o que eu disse sobre eles estarem atrás de algo que não era deles."
Eu simplesmente olho para ele enquanto contemplo as suas palavras, sentindo que eu não posso vir a conhecer a verdade nelas. "A mentira vem em muitas formas. Uma delas é a retenção completa da—"
"Eu não queria assustá-la ou—"
"Informação vital, e eu acho que você estar sendo contratado para me raptar, é malditamente vital", eu termino num acesso de raiva, irritada com a sua constante interrupção.
Há um silêncio parado, um som de um riso vem crescendo a partir da sala de estar no corredor.
"Por favor", ele sussurra, batendo a traseira de sua cabeça contra a banheira. "Deixe-me explicar, e eu prometo, eu não vou deixar nada de fora e eu não vou mentir, o que eu sei que provavelmente não vale exatamente nada para você, mas" ele faz uma pausa e parece permitir-me um momento de oposição, mas, eu não me oponho. Por que deveria?
"James foi sempre mais esperto do que eu tinha lhe dado o crédito", ele começa com um profundo suspiro, apoiando os braços ao seu lado, as mãos espalmadas sobre o azulejo. Estou bastante certa de que ambos sabemos que eu posso pegar a faca, a qualquer momento. Mas ele não sabe que eu não posso imaginar-me tendo uma vida acima de tudo isso, tirando a vida de um homem que eu senti... há apenas oito horas atrás. Sua posição é de uma oferta-passiva. "A primeira vez que eu o conheci com Jasper, ele era suspeito, eu acho. Conforme o tempo passou e eu não... agi como os outros, provavelmente eles cresceram", ele comenta baixinho, sacudindo a cabeça. "De qualquer forma, recentemente ele veio até mim e... cortou a merda, por assim dizer. Ele sabia o que eu queria o tempo todo." Os lábios de Edward se enroscaram em um sorriso amargo, um sorriso silencioso com um tremor no peito. "Ele me disse que me daria as provas, que não eram contra ele, mas que ele poderia me dizer quem era e apresentar as provas... mas, condicionalmente". Rindo de novo, ele murmura: "Eu fui tão estúpido."
Eu calmamente zombei. "Eu sei o que é esse sentimento."
Ignorando-me, ele continua em uma respiração suave. "Ele disse que tudo que eu tinha que fazer era um último trabalho para ele. Bastava estar na estrada, quando chegasse a hora e atraí-la para a cabana." Se endireitando, ele se vira para mim, girando o corpo e apertando o peito pálido contra a porcelana. Eu empurro minhas costas contra a banheira, segurando minhas pernas quando eu engulo. "Eu disse 'não' quando ele me falou, eu juro por Deus, Isabella", ele sussurra em tom frenético, inclinando-se para mim como se a sua proximidade pudesse fazer suas palavras sinceras. "Mas ele continuou... exibindo os arquivos para mim e o tempo para tomar a decisão estava se esgotando. Era tão tentador, você não entende? Não só eu poderia provar a minha inocência e do meu pai, mas eu conseguiria sair." Ele pára e está rígido, por um momento, antes de escapulir gradualmente de volta à sua posição.
Como eu poderia concordar com isso? Eu seria uma mentirosa se não percebesse a minha compreensão ao seu desespero para limpar o nome de seu pai, mas à custa de quê? Existem limites.
Ele murmura muito baixo para só eu ouvir: "Eu... mudei de idéia... na hora..."
"O quê?"
Virando o rosto como se estivesse surpreso ao ouvir minha pergunta, ele repete: "Eu mudei de idéia na última hora. Eu só... bem, eu não podia. Os fins não—"
"Justificam os meios" eu terminei amargamente.
Lentamente, ele balança a cabeça e a deixa cair. "Mas que porra, caralho, Laurent estava comigo, e ele..." Ele continua em um grunhido, suas mãos aglomeradas, "Ele fez alguma coisa para o meu carro e eu não conseguia movê-lo, ou fazer qualquer coisa. E então, quando você bateu em mim... você estava sangrando, e... eles prometeram-me que ninguém ia se machucar. Eu estava tão chateado, mas..." Ele xinga, despenteando seus cabelos e enviando um borrifar de água, chuviscando da banheira. "Mas eu pensei que eu poderia fazer isso, porque eu estava tão cansado de lidar com eles." Suspirando, ele dá de ombros: "Eu cheguei ao ponto da floresta onde eu deveria trazê-la aqui, e... eu não podia." Ele sacode a cabeça com firmeza. "Eu não vou me transformar em um daqueles desgraçados sem alma. Meu pai diria que não vale a pena, e ele estaria certo."
Espontaneamente, a memória de Edward murmurando sobre esse dia, o olhar de conflito em seu rosto, e o dilema moral ímpar com o que ele tinha me respondido vem a mim. Suas ações e palavras se relacionam com a sua explicação, eu suponho. Ele havia ficado perturbado ao ver-me ferida, ele tinha estado incerto quando tínhamos chegado a esse ponto, e ele tinha pedido meu perdão muito antes que eu soubesse que havia alguma coisa a perdoar.
Ele rosna, então, os lados do seu lábio arqueiam para cima. "É claro, então, eu estava tão concentrado em você ficar longe deles que eu acabei nos perdendo." Rindo sonoramente, acrescenta, "Eu imaginei que poderia tirá-la de lá, de volta para seu pai antes que pudéssemos encontrá-los, porque mais uma vez:" Ele me encara, franzindo a testa para cima. "Eu sou um idiota."
Puxo meus lábios entre meus dentes e aterrisso um dedo na água. Ainda há apenas um pouco de vapor, tornando abaladas as pontas desfiadas do meu cabelo ondulado. "O que eles vão fazer comigo?" Eu sussurro involuntariamente como uma criança vulnerável.
As arestas de sua mandíbula se apertam. "Eu não vou deixá-los fazer qualquer coisa para você", ele promete, voltando com uma voz fervorosa. "Eles vão tirar uma foto sua, colocá-la em uma sala muito confortável, e ligar para os Dwyers para pedir o resgate. Uma vez que a trouxeram aqui—" Ele desmorona, derrubando seus ombros. "Jasper é encarregado de não deixá-la sozinha. Eu não sei o local. Eu não estou a par de tudo." Ele termina com um profundo suspiro, comprimindo a ponte de seu nariz através de sua camisa. "Eu não sei se posso confiar em Jasper", ele admite.
"Aquele com as cicatrizes...?" Eu pergunto timidamente.
Balançando a cabeça, ele esclarece sem rodeios, "Ossos do ofício".
Eu enrugo meu rosto em confusão, perguntando como ele poderia ficar tão ferido no tráfico de drogas... Parece que a explosão foi em seu rosto, no laboratório de metanfetaminas? Eu pergunto à toa, mas há coisas muito mais importantes para refletir, principalmente se eu deveria ou não confiar em Edward. Eu acho que eu não tenho nada a perder se eu fizer. Já estou em uma situação ruim eu tenho zero de esperança de sair.
Mas isso parece idiota.
Ele não trouxe nada além de conflitos e confusão desde o dia que meu carro tinha amassado o seu, mas eu estou disposta até mesmo a considerar confiar nele de novo? Quantas vezes me amaldiçoei por segui-lo, em primeiro lugar? Há muitas perguntas assim e decisões à espera para serem feitas quando ele puxa os cordões dos sapatos ansiosamente, os ombros altos e duros.
No entanto, de uma coisa eu estou certa, e é de que Edward não iria nunca me causar dano.
Fisicamente, a minha mente ecoa.
Ele me beijou com reverência não tem nem nove horas atrás. Ele acariciou minha bochecha e compartilhou seu segredo comigo. Ele queria que eu lhe trouxesse 'a luz do dia.' Seus sorrisos e risadas e carícias foram sinceros, eu tinha tanta certeza. O contraste de sua dupla personalidade faz com que cada parte do meu espírito de guerra entre em conflito. Algo dentro de mim está, como sempre, totalmente disposta a segui-lo e confiar que ele sabe o que está fazendo.
Meu coração?
Bem, isso é a besteira imperdoável, um buraco no queijo.
Não importa o quanto ele se sente preciso.
Talvez seja apenas a idéia dele como amigo, como confidente, como alguém que poderia me beijar e ver uma versão distorcida da perfeição que eu sempre desejei ser. Em troca, eu pretendia ter acesso a todas as partes da sua vida. Eu queria ver cada centímetro do seu corpo e reivindicá-lo, conhecer as profundezas de tudo o que ele está escondendo. Eu queria dormir ao lado dele e ser engolida pelo amarelo de novo, e eu definitivamente queria que ele quisesse vir comigo.
Mas a minha mente começa discordando veementemente... enquanto eu tento decidir se eu ainda quero essas coisas. Eu as queria como uma versão do Edward que eu não posso nem mesmo ter a certeza que existe. Somos estranhos, realmente. Eu nunca fui muito estúpida. Eu sou uma pragmática e não compro aquele "siga a merda de seu coração". Especialmente por alguém que eu conheci a cerca de quatro dias, que me enganou, me seqüestrou, e agora está tentando explicar seus pecados com... bem, com um testemunho simpático pra caralho, mas ainda...
É perigoso e imprevisível me colocar em suas mãos não confiáveis novamente. Eu deveria apenas esperar silenciosamente o pouco tempo no cativeiro e esperar que Phil e Renee dêem parte de suas riquezas para estes monstros. Eu me pergunto o que ele faria em seguida. Será que ele ainda tentaria me libertar? Quais eram seus planos?
Sento-me na banheira, perdida e confusa e quente durante a tentativa de conciliar as minhas emoções com a minha lógica.
Mas as emoções não são lógicas, e nem é o que eu sinto quando o vejo no espelho, minutos antes. A mesma visão que me fez ter náuseas e ânsia de vômito e tinha me deixado sobre a pia. Ele estava me olhando com aqueles olhos verdes e mornos e preocupados e compassivos e... ele me olha como se eu fosse a única pessoa no mundo que realmente o conhecia. Como se ele e eu estivéssemos juntos nessa.
"Mostre-me seus olhos", abraçando o fim com uma voz ofegante, eu me aproximo.
Ele vira sua cabeça e pergunta: "Hã?" expirando em confusão e incredulidade.
"Seus olhos", repito, inalando profundamente. "Eu não posso dizer quando você está mentindo se eu não ver seus olhos."
A camisa que o venda se move quando ele sulca suas sobrancelhas. "Mas... se eu... Eu não acho que deveria... você está nua", ele termina sem jeito.
Dou de ombros com delicadeza e descanso minha bochecha no meu joelho. "É só pele. Somos adultos. É mais importante para mim"
"-Confiar em mim", ele termina com uma voz não muito ansiosa. Eu concordo com suavidade, embora eu queira dizer "e é mais importante para eu saber que você não está sendo um enganador filho da puta." Então, novamente, ele sempre me pareceu melhor com palavras.
Inflando as bochechas, ele bate a cabeça ao lado da banheira, mais uma vez antes de chegar à parte de trás da cabeça e segurar o tecido. "Você tem certeza?", pergunta ele, acalmando suas mãos.
"Apenas faça. Olhe-me nos olhos," Eu o desafio, me virando para que tudo o que ele possa ver seja a minha canela e, se eu trabalhar do jeito certo os meus tornozelos, ele não verá a terra santa.
Depois de outra breve pausa, ele gentilmente desdobra o nó de sua camisa e a desliza, ainda de costas para mim, quando ele olha para a porta. Ele parece esfregar os seus olhos, soltando o tecido e alisando os cabelos com uma respiração profunda. Ele se vira lentamente e meus músculos se contraem involuntariamente. Tão rapidamente que eu sei que ele não pode ver qualquer outra coisa, ele fixa os olhos em mim e encaixa a mão contra o lado da banheira, enrolando os lábios sem jeito e tentando rebocar um semi-sorriso.
"Eu realmente sinto muito", ele sussurra, abandonando o seu sorriso hesitante e suspirando. A carne macia ao redor dos seus olhos esta escura e rebaixada quando ele olha para mim, seu cabelo totalmente áspero e selvagem, ainda mais sujo do que o meu. O redemoinho de seus olhos se concentra e os salpicos de ouro me lembram de horas antes, de um riso em uma fogueira e um beijo aquecido.
E eu só sei.
Eu me lembro dele dizendo exatamente essas palavras para mim na segunda noite que passamos juntos, metade coerente, tal como eu estava na época. Sua voz tinha flutuado por meus ouvidos como uma melodia que não tinha feito nenhum sentido, até agora.
E para todas as suas falhas e omissões, acho que... Eu não me importo, e é tão ridículo que eu quero rir... ou talvez tente vomitar novamente. Eu me apaixonei por ele como uma completa idiota e não apenas no esmagado 'linda' ou no 'passageiro rebolado' seco como uma espécie de caminho, também. Isso é tão profundo que o pensamento de voltar atrás, para longe dele e da sinceridade absoluta de seu olhar, na verdade dói.
Mesmo se eu tivesse ou quisesse, ele é a minha única chance.
Eu acho que há um caminho e um único caminho, em que Edward poderia se redimir de suas ações, e que é me deixar sair daqui, viva, intacta, em uma única peça. O que faria de certa forma eu me odiar um pouco, eu resmungo: "Qual é seu plano?"
Ele solta um suspiro tempestuoso, seus ombros se flexionam quando ele se ajeita, mais uma vez contra a banheira, para longe de mim. Sentindo-me ligeiramente mais voluntariosa, pego o sabonete e começo a ensaboar minhas mãos, os sons de seus salpicos macios, tornando-o ainda mais fácil.
"Bem, eu estava pensando sobre o ponto de queda de Jasper, e perguntando se eu poderia talvez tê-lo ao meu lado", ele reflete em voz alta, arrastando-se para a frente e projetando o queixo com deliberação. "Eu acho que posso recorrer à sua natureza mais... humana, embora... para ser honesto, eu não conheço bem o suficiente dele para ter certeza de que ele... não ficaria do lado de James." Ele termina com uma expiração agitada, levando os dedos em seu pescoço nu e massageando a carne lá. "O ideal é que tudo ande como o planejado, ele conseguiria o dinheiro, eu pegaria os arquivos e quando você estivesse fora daqui, poderíamos retornar, mas..." Ele faz uma pausa e inclina a cabeça, enquanto eu esfregava as minhas mãos juntas. "Alguma coisa está errada nisso tudo, e eu não consigo dizer exatamente o que é." Ele parece pensativo por um instante, batendo os pés, antes de terminar com um suspiro: "Eu definitivamente preciso conversar com Jasper embora, e você... bem," Ele torce sua cabeça, o suficiente para eu ver metade do seu rosto, mas não o suficiente para ele olhar diretamente para mim. "Você vai ter que tipo... interpretar o papel."
"Interpretar o papel", eu sussurro categoricamente. "O que exatamente isso significa?" Há uma margem de ressentimento na luz de minha voz, sabendo que não há realmente nenhum "papel" para representar. Eu estou realmente nesta situação. Eu não posso ser mais realista do que eu já sou.
Esquivando o queixo, ele responde ao se encolher, "Você tem que agir como se você me odiasse... Como se você estivesse com medo de mim."
Eu ri com isso, um pouco alto demais, e sou obrigada a sufocar minha amargura com a palma da mão molhada. "Isso não é tão diferente da verdade, de qualquer jeito", eu garanto.
Dando de ombros, ele olha para o lado e engole. "Sim, eu entendo."
Eu começo a limpar os meus braços e as porções de minhas pernas que eu posso chegar sem me desdobrar. Há muito tempo não me depilo e o restolho me faz fazer uma careta, e de repente, eu tenho o desejo de me depilar. Este é um pensamento bastante intrigante, medito, porque há apenas alguns minutos atrás, eu não tinha sequer me preocupado em ficar limpa.
Mas isso era quando eu não tinha qualquer vestígio de esperança.
Exalo um grunhido próximo e mergulho a toalha na água, decidindo que James tinha razão sobre uma coisa. Eu realmente estava suja. Eu timidamente desdobro as minhas pernas quando Edward simplesmente olha para o chão, a parte traseira de sua cabeça tocando a porcelana, que fica ao lado do shampoo. Finalmente desejo desfrutar do conforto da água quente, eu me posiciono no inferior de minhas costas, suspirando quando eu descanso minha cabeça contra a banheira. Com esta vantagem, eu posso ver o lado do seu rosto, e com um dardo simples de seus olhos, ele está me olhando.
Ele apressadamente empurra seu olhar para longe, murmurando, "Desculpe", por ter olhado quando ele não deveria.
Revirando os olhos e certa de que ele não tinha visto nada, exceto meu rosto, eu tento nos reorientar para o nosso planejamento. "Então, eu tenho que estar desnorteada e fraca, você conversa com Jasper, certifica-se de que ninguém quer me mutilar ou estuprar, ou me matar, e então..." Eu paro na expectativa, levantando o joelho no meu peito e esfregando os meus calejados pés.
Ele continua em um tom arejado "James vai tirar uma foto sua, contatar os Dwyers, dar-lhes 48 horas, e, em seguida, organizar os pontos de soltura, que estão, separados. Eu não sei nada além disso. Eu não sou tão estúpido a ponto de pensar que ele não tem planos de contingência e... não tenho idéia de como ele pretende contornar a lei. Eu assumo que ele vá usar o clichê "se a polícia se envolver, eu vou matar sua filha." Ele estala um suspiro e balança a cabeça delicadamente. "Mas, novamente, não há como prever."
Particularmente instável, eu continuo a me banhar num silêncio contemplativo. As fibras dos tecidos são ásperas contra a minha pele, mas de uma maneira muito boa. Eu esfrego a minha carne com lânguida atenção e ainda cuidado, com foco no embalo dos sons dos pingos de água que me fazem lembrar um pouco do rio e respirar o macio Edward. O conforto do calor é tão relaxante que eu estou com medo de talvez cair no sono. Eu ainda estou correndo sem nenhum combustível, emocionalmente, mentalmente, e definitivamente esgotada fisicamente.
Edward parece perceber algo na pia e rastreia até ela, de pé, de costas para mim ele abre um pequeno armário de remédios. Meus músculos espiralam-se infinitamente, com medo de que ele possa se virar e olhar para mim, mesmo que ele já tenha tido muitas chances de olhar de soslaio na minha vulnerabilidade. Ele não olha, é claro. Depois de embaralhar através de seu conteúdo por um instante, ele recua ao meu lado, andando para trás e facilitando-se em sua posição anterior.
Articulando com a cabeça para o lado e olhando nos meus olhos, ele pede baixinho: "Me dê sua mão", e segura um pacote de gaze e água oxigenada.
Tendo me esquecido completamente da minha lesão, eu levanto minha mão para inspecioná-la. Eu nunca tinha deixado de ficar molhada, então não há sangue endurecido com a sujeira no meu pulso, mas estava horrível e de revirar o estômago. Eu rapidamente a ergo e a enfio debaixo do seu nariz, apertando meus olhos que se fecham e tremem.
Ele é gentil enquanto ele a limpa, utilizando as toalhas de mão e, ocasionalmente, solicitando as que eu molhei na minha banheira. Eu distraidamente reconheço que Edward seria um excelente médico, como seu pai, pois se há uma coisa que ninguém nesta cidade poderia negar, é que o Dr. Cullen era bom no que fazia. Eu também pensei em divertimento e na verdade, com um pouco de amargura, que o talento de Edward em manter as coisas indecentes não mencionadas apenas o torna mais eficiente na área médica.
Quando ele tinha concluído, a minha mão estava toda enrolada e eu a trouxe para o meu rosto para avaliar seu trabalho. "Obrigado", murmuro, apoiando-a no lado da banheira e suspirando. Infelizmente, a água está ficando fria neste momento e eu tremo. Meu cabelo ainda está nojento e eu duvido da minha capacidade de lavá-lo com uma mão, se eu decidir dar-lhe um tiro honesto, eu vou enfiar a minha cabeça como um pato debaixo d'água, emergindo rapidamente e endireitando-me.
Eu gentilmente empurro o frasco de xampu até ele, pingando água no ombro e no seu peito quando eu timidamente peço: "Você pode espremer isso em minhas mãos?"
Perspicaz, ele pega o shampoo e o abre, apertando uma quantidade liberal em minha palma e retornando a garrafa ao lado da banheira. Para o meu crédito, eu recebo uma boa metade do meu cabelo ensaboado muito bem, arranhando meu couro cabeludo com as pontas dos dedos e, ocasionalmente, pavimentando-os com restos de floresta perdida. Infelizmente, eu estou fazendo isso com a minha mão esquerda e não consigo imaginar passar mais do que com cinqüenta por cento da espuma no emaranhado.
Eu suspiro pesado, lavando a minha mão com espuma na água e sombrio o que eu tenho que resolver. Mas Edward, sempre é astuto, e deve ter entendido a minha situação. Ele recupera sua camisa e a enrola ao redor de seus olhos mais uma vez, virando-se para mim assim que ela está firme no lugar.
"Eu posso...", ele arrasta fora e senta-se com a embalagem, esperando a permissão, ele a suspende entre nós, descansando em seus calcanhares.
Pigarreio desajeitadamente e por sua vez, lembrando-me que vai valer a pena o meu desconforto depois. Eu também não sou particularmente contrária de lhe ver em uma posição subserviente, mas eu prefiro de alguma forma os beijos nos pés do que algo tão íntimo como a lavagem dos cabelos.
Eu fico com os meus olhos estreitos quando ele amortece a mão na água e, acidentalmente escova minha coxa.
"Desculpe", ele pede desculpas rapidamente e enterra os dedos no meu cabelo.
Eu posso ouvir sua engolida nervosa, quando eu fecho meus olhos, finalmente cedendo à satisfação da massagem de seus dedos contra o meu couro cabeludo. Completamente, ele trabalha os dedos pelo meu cabelo, drapejando sua totalidade ao longo da borda da banheira. Estou assumindo que esta é por uma questão de evitar a carne de minhas costas. Ele ignora o derramamento de espuma e água sobre seu peito e sobre os azulejos.
Eu vagamente registro o quão confortável este banho é, e descanso minha cabeça contra a banheira, apoiando meus pés na borda opostas e confiante de que ele não vai retirar a sua venda quando ele cuidadosamente livra os meus cabelos longos de folhas perdidas e agulhas e sujeira. Eu acaricio a superfície da água com a mão e fecho os olhos. Os sons de sua respiração e os dedos contra mim causam uma tranquilidade involuntária, os músculos do meu pescoço relaxam. Eu estou tão cansada, e eu libero um suspiro contente quando eu sinto a inexatidão do meu cansaço devorar os meus pensamentos.
A próxima coisa que eu sei, é que eu estou sendo despertada por um golpe afiado. Eu dou uma guinada para cima e ponho os meus braços em volta de mim, olhando por cima do ombro para Edward, dedos remanescentes no ar. Ele está com o pescoço, congelado e tenso quando empurra a cabeça para a porta. Ele tem espuma escorrendo de suas mãos, e por toda a cintura da calça jeans escura da minha banheira.
Levantando-se pacificamente, ele sussurra: "Mantenha as costas viradas para a porta", e se vira, retirando sua camisa por sua cabeça. Suas mãos pegam sua jaqueta, extraindo a camisa de flanela de dentro e empurrando-a em mim apressadamente. O sussurro de Edward no meu ouvido é rápido e silencioso. "Cubra-se", ele ordena, e eu prontamente o faço, agarrando a camisa em volta de mim e esticando-a em meus seios. Estou absorvendo as extremidades na água quando eu viro minha cabeça para encontrar seu olhar desvairado. Meu coração bate loucamente quando ele racha a porta, parando quando ele respeita quem está do outro lado.
Finalmente, eu ouço o que eu penso ser a voz de Jasper, "Que diabos está acontecendo aqui. Faz quase duas horas" Há um silêncio pesado, e eu não posso ver seu rosto. Eventualmente, Jasper pergunta em um grunhido estranho, "Onde está a porra da sua camisa?" Há um baque e Edward aparece para manter a porta fixa quando ele tenta responder.
Mas Jasper rapidamente o domina e a força de seu pé abre a porta, percorrendo o espaço. Ele encontra os meus olhos e eu suspiro, dobrando-me e agradeço que ele só tenha uma visão da flanela de Edward e meu cabelo ensaboado. Eu aperto meus olhos fechados quando eu ouço o seu baralhar atrás de mim.
"Por que você está molhado?" Jasper pergunta, uma pitada de desconfiança laçada em seu tom.
Edward responde com frieza, mas, honestamente, "A mão dela está ferida. Eu estava lavando seu cabelo." Após um momento de silêncio parado e discordante ele acrescenta: "Tem algum problema com isso?"
Eu quase posso sentir os olhos de Jasper na minha cabeça quando ele secamente responde: "Não há problema aqui. Vim apenas trazer algumas toalhas e sua mala." Há um baque, um arrastar do tecido de pelúcia, e, em seguida, passos rápidos. Estou sendo subitamente envolta em azul escuro, na riqueza de uma toalha bem grande.
Eu a uso para cobrir o que a camisa não pode e viro ligeiramente, observando a postura rígida de Jasper.
Jasper muda seu olhar para trás entre Edward e eu, antes de se fixar no meu olho e perguntar de forma significativa, "Você está bem?" Ele ergue as sobrancelhas e as fecha em meu queixo, olhando de soslaio para Edward por um milissegundo breve, e eu percebo que este idiota está realmente preocupado comigo.
Irracionalmente, sinto-me com o instinto de defender a impressão incompreendida sobre Edward que Jasper tem. Isso é totalmente absurdo, é claro, então eu aceno uma vez. Edward definitivamente não ganhou minha defesa dele. Se Jasper quer pensar que ele é um monstro, pervertido do mal, o que me importa? De fato, como Edward havia dito, isso era uma espécie de ponto de qualquer jeito.
Jasper retira-se furtivamente para fora da porta, aplacado pela minha segurança, e a fecha atrás dele. Edward se mantém de costas para mim quando eu enxáguo meu cabelo e reflito sobre a minha mala. É sem dúvida a mesma bagagem que estava no porta-malas de meu carro. Eu percebo que eles provavelmente estavam com o meu carro em algum lugar, tomando-o fora da estrada para evitar suspeitas transeuntes.
Eu saio da banheira e me seco, Edward continua vigilante para frente da parede quando eu me curvo para abrir minha mala. Eu removo as roupas confortáveis, evitando os jeans apertados, as camisas reveladoras, e saias e vestidos que foram embalados para mim. Eu escolho algo que eu costumo usar na cama, mas que pode passar como modesto: calças de pijama velhas e uma camisa grande com mangas longas.
Eu imagino, com uma carranca que vestir a camisa de flanela de Edward ficaria suspeito e a atiro mal-humorada, amarrotada e úmida, em cima de sua jaqueta, que ainda encontra-se em uma pilha no chão de azulejos.
Eu me sinto como uma nova pessoa depois de estar limpa. Tanto é assim que eu me viro e eu realmente me olho no espelho pela primeira vez em dias.
Me engasgo com o que vejo.
"O quê?" Edward pede em alarme, virando apenas o suficiente para ter a certeza de que eu estou vestida antes de vir para o meu lado.
"Meu nariz!" Eu grito. Eu aponto com o dedo, roxo, preto e azul com contusões que cobrem a ponta do meu nariz, estendendo-se para os meus olhos. Eu não tinha percebido que a minha lesão do acidente tinha sido tão... ruim . "Eu não sabia..." Eu paro, franzindo a testa e soltando a mão enfaixada. Eu deixo cair o queixo e retorno para o espelho, ignorando o olhar perplexo de Edward.
"Não está funcionando", informa, puxando a camisa sobre a cabeça e retirando a tampa da banheira. Eu vejo os redemoinhos na água indo pelo ralo em um tornado pequeno, devorando toda a sujeira e os restos da floresta. Ele me encara e passa os dedos em seu cabelo, embora esteja com um pequeno pedaço de folha e o joga na banheira.
"E quanto a você..." Peço hesitante, torcendo as mãos e recolhendo minhas coisas, as coisas estão na cabana e eu sou positiva com que eu sei e já conheço há algum tempo. A mala e a roupa são familiares e me acalmam da maneira mais ridícula. Travando sua expressão confusa, eu esclareço, "Você vai se... limpar?"
Na verdade, embora eu ainda esteja desconfiada dele em muitos aspectos, eu não quero que ele me deixe sozinha. Ele é o segundo na mala da familiaridade, e eu não estou acima de ser pegajosa, considerando o fato de que eu sou uma seqüestrada em um cativeiro no deserto isolado do noroeste do Pacífico.
Eu acho que estou autorizada a ser um pouco patética.
"Oh", ele respira e olha no espelho, alisando o cabelo. Com caretas, ele leva a última toalha de mão limpa e a molha sob a torneira da pia, usando o sabão para lavar o rosto. Eu me afasto enquanto ele começa a trabalhar em seus braços, esfregando com sua força e eu concedo-lhe a mesma oferta da privacidade que ele tinha estendido para mim.
Ele espirra em torno por um longo tempo, e eu preguiçosamente me pergunto se ele vai lavar o cabelo com água da torneira pia, mas permaneço virada, apenas no caso de ele se despir ou algo assim. Sim. Eu vi seu pênis. Sim. Eu gostei muito. Não, eu não quero visitar essa linha de pensamento, neste momento particular de tempo.
Após os salpicos cessarem, ele sussurra, "eu terminei", e eu me viro, para encontrá-lo arrepiando a toalha no cabelo, e seu peitoral... brilhante.
Eu suspiro.
Seqüestrador, seqüestrador, seqüestrador! Meu cérebro continua gritando.
Eu concordo, mas nós temos uma aliança, e ele mostra seu sorriso, balança a cabeça, salpica-me com água e ri quando eu sou golpeada e faço uma careta para ele, brincando. É um momento mais leve, furtivo e talvez um pouco ridículo dada a nossa história, mas ele está quente de novo, um vislumbre dele pelo fogo, e eu estou esperando que o inchaço no meu peito seja simplesmente eu percebendo que o seu calor é ele apenas... sendo ele mesmo.
Nós dois enfrentamos a porta e lançamos respirações, começando o nosso jogo em suas respectivas faces. Eu e o meu canal interno-manhosa-assustada-feminina-garota e aceno, esperando que ele possa ver o fundamento em meu olhar. Ele responde com um sorriso suave, levantando a mão no meu braço e dedilhado minha carne.
"Posso?", pergunta ele atenciosamente quando seus dedos cercam meu braço. Reconhecendo a sua tentativa de tornar as coisas entre nós um nível um pouco mais discreto, eu concordo com um aceno de cabeça. "As coisas que eu digo, e como eu ajo... não são-"
"-Você está apenas fazendo seu papel", eu termino com um sorriso triste. "Eu entendo".
Suspirando, ele se vira para a porta e pega a maçaneta, mas faz uma pausa, esfregando o polegar sobre meu braço em um pequeno círculo. Antes que eu possa questioná-lo, ele empurra os lábios em meu templo em um movimento rápido, afastando-se e evitando meu olhar mudo. Meu coração dispara quando eu olho para ele, confusa e... Droga.
Apaixonada.
Nota da Irene: Oi meninas... hj passamos por um susto... o ffnet não estava funcionando. Graças a Deus ele voltou e estamos postando. O capítulo foi traduzido pela Lary e revisado por mim.
Espero que estejam gostando. Agora só faltam 5 para finalizarmos a fic. Até domingo que vem por aqui e não se esqueçam que amanhã tem Such a Great Heights. =)
Bom resto de domingo para todas.
