CAPÍTULO 12: Essa Sou Eu...

[BELLA].

Meu tio ainda não havia contado sobre o pai de Edward, e toda vez que eu ia visitá-los, ele desviava sua atenção, pois sabia que Dolores e eu não gostávamos daquilo. Já estava se passando um mês desde aquela noite e em breve seria a tal festa para me apresentar a toda família. Eu não queria, e mesmo tendo pedido inúmeras vezes que não fizessem, ele não me ouviu e já estava marcada.

Estávamos no início de agosto, em setembro seria meu aniversário. Pelo menos agora eu teria uma família de verdade para passar essa data. Depois de mais de vinte anos, eu iria ver o que era receber um abraço caloroso de parentes tão queridos. Sem contar um namorado lindo.

Os rachas continuavam normalmente, mas eu prometi a meu tio e a Edward que daria um tempo. Até por que não precisava mais de grana para pagar as despesas da casa, até porque ela seria minha de qualquer jeito. E isso era o que importava no momento. Meu tio sempre insistia para que eu me mudasse de vez para sua casa, mas eu não podia e nem queria isso.

Não podia, por que isso feriria os sentimentos da minha família adotiva, tanto de meus pais, quanto das meninas. Principalmente de Alice. Ela estava se sentindo excluída da minha vida nova. E eu tentava sempre sair com ela para amenizar a situação, e com Rose sempre que dava eu saía também. Mas, como ela estava cada vez mais grudada em Emmett, pouco aparecia em casa.

E eu também não queria morar na mansão Cullen, pelo simples fato de não ter forças suficientes para dormir todos os dias debaixo do mesmo teto que Edward e não ficar louca de vontade de dormir junto com ele. Nosso namoro estava indo de vento em polpa, e todas as vezes que nos beijávamos era fogo na brasa.

Eu sentia que estávamos cada vez mais próximos do tão esperado momento a dois. Mas ele sempre recuava a tempo, e dizia que eu merecia mais que um sofá, ou sua cama, para minha primeira vez. Fazer o que se ele decidiu ser romântico de vez. Não sei o que ele estava planejando, mas iria esperar.

E enquanto isso aproveitava todo tempo que estávamos juntos. Agora mesmo eu estava indo para sua casa. Meu tio resolveu tirar o dia de folga, e iríamos preparar um piquenique em algum lugar. Chegando ao portão, os seguranças já deram passagem e me cumprimentaram com leves acenos de cabeça. Agora era sempre assim, eu era de casa.

Meu namorado lindo estava me esperando no jardim. Então, veio ao meu encontro com aqueles olhos brilhando, e com o sorriso torto que fazia bambear minhas pernas, eu fiquei esperando encostada na porta do carro. Acho que nunca iria me acostumar com o efeito que Edward Cullen exercia sobre meu corpo.

- Oi gatinha – ele disse já me puxando para seus braços e me beijando longamente – eu já estava com saudades.

- Oi – respondi ainda com falta de ar – eu também estava. Mas eu fui embora ontem tão tarde, não era para você sentir tanto minha falta assim.

- Eu sei – ele deu um suspiro lento e franziu a testa com suas mãos fortes em minha cintura – mas é que para mim, sempre estar longe de você, é uma eternidade. – ele cheirou meu pescoço fazendo-me arrepiar – eu queria ficar com você sempre.

Fitei seus olhos para ver sinal de brincadeira mas ele estava falando sério. Mesmo querendo eu não poderia ceder, pelo menos não agora.

- Não faz esse drama meu anjo, nós já falamos sobre isso – eu disse acariciando seu rosto de formas perfeitas – mas eu sempre vou estar aqui. Te prometo.

- Tá bom, agora vamos que o velho já esta impaciente.

Ele sempre ficava triste com minha negativa em vir morar aqui. Mas eu não poderia fazer todas as suas vontades, mesmo querendo, assim como meu tio e Dolores faziam. Ele tinha que entender que a vida não girava em torno do seu umbigo.

Claro que isso era o que eu mais queria. Morar com ele, mas ainda era cedo, não passava de dois meses de namoro. E pouco mais de um mês que eu havia descoberto minha nova família. Então tínhamos que aproveitar a faze do namoro, depois a de marido e mulher. Eu não queria pular as etapas. Sem contar que logo, logo iríamos para minha primeira vez. Então ele iria se acalmar, pois eu tinha certeza que essa sua carência excessiva, era somente falta de sexo.

Entramos em casa e meu tio estava na cozinha terminando de preparar uma linda cesta com diversas frutas, bolos, sucos, e claro os refrigerantes de Edward. Ele não parava de tomar coca-cola. Mesmo tendo sido recomendado parar com a cafeína, depois das drogas que ele ingeriu, ele se recusava a deixar de tomar.

- E então crianças, onde querem ir? – meu tio perguntou enquanto entrávamos em seu carro – vamos ter que ser rápidos, pois já tem algumas nuvens teimosas no céu.

- Para mim qualquer lugar com vocês dois está ótimo – eu disse enquanto segurava apertado na cintura do meu gatinho, e dava um beijo estalado na bochecha do meu tio.

- E eu também não tenho preferência – Edward completou.

- Ok. Então vamos a um lugar que eu sei irão adorar.

Seguimos na parte de trás do carro, enquanto meu tio dirigia tranquilamente. Edward não parava de me provocar, ficava beijando meu pescoço, pois ele sabia ser meu ponto fraco, outra coisa que ele adorava fazer era ficar com a mão por baixo da minha blusa, subindo e descendo nas minhas costas. Chegou até a abrir o feicho do meu sutiã. Me deixando corada de vergonha, e sem saber o que fazer.

- Seu bobo e agora? – eu disse enquanto me contorcia tentando achar as duas pontas perdidas dentro da blusa. Ele estava vidrado nos bicos dos meus seios que nessa hora estavam mais que acesos.

- Deixa que eu te ajudo gatinha... – ele disse sorrindo torto – eu abri, eu fecho – e com uma facilidade que eu não conhecia ele fechou rapidamente, me puxou para ficar bem perto e sussurrou em meu ouvido – você me deixa louco sabia?. Eu acho que vou te seqüestrar qualquer hora dessas, e te levar para o céu...

- Eu não vou achar ruim e você sabe... – eu disse olhando bem fundo em suas esmeraldas – também estou louca por você... – ele abriu a boca para me dizer mais alguma coisa, mas meu tio nos interrompeu.

- Chegamos.

Depois de conseguir se controlar, ele desceu do carro meio frustrado. Eu sorria internamente por ser a causa da sua frustração. Ele ficava ainda mais fofo com aquele bico. O lugar onde meu tio nos trouxe, era a praia de La Push. E naquela tarde em especial, tinham várias pessoas surfando, e outros apenas curtindo o sol, que mesmo fraquinho, já dava para aquecer.

Fomos para um dos vários quiosques que havia, e distribuímos as nossas guloseimas sobre a mesa. Eu conhecia vários garotos que estavam no mar, pois eram amigos de Jake. Eles acenavam quando passavam e eu retribuía. Comemos várias coisas, em meio à brincadeiras e sorrisos. Meu tio amava nos ver felizes, e trouxe até uma máquina para registrar, segundo ele, o momento família.

Em dado momento Leah chegou à praia. E embora muitas mulheres costumassem usar biquínis ou maiôs para tomar banho, ela se superou do modelo. Era um biquíni super pequeno que não tapava quase nada, e com estampa de onça, bem a cara dela, que de discreto não tinha nada. Quando me viu, veio para o quiosque nos cumprimentar.

- Oi Bella – ela me deu um beijo e um abraço – oi garotos – e também beijou e abraçou Edward e meu tio. Este ficou vermelho com a sua demonstração de afeto – então vieram aproveitar o nosso tão escasso sol? Fazem muito bem. E você deve ser o tio da Bella, estou certa?

- Sim, sou eu mesmo – meu tio disse, ainda meio constrangido diante da beleza e espontaneidade de Leah.

- Então, vamos para a água?

- Na verdade eu não trouxe roupa de banho Leah – eu disse dando de ombros – nós não tínhamos nada programado, o local foi escolhido de última hora.

- Ah, mas isso não é problema nenhum gata – ela olhou para os homes que estavam comigo e acrescentou – e vocês também, eu tenho um biquíni extra que sempre trago, e dá para a Bella usar. E se quiserem o Embry mora aqui perto e empresta calções de banho para vocês.

- Eu acho melhor não – meu tio se esquivou – vão vocês e...

- Nananinanão tio – ela disse com a maior cara de pau – vamos todos cair na água. Afinal não é todo dia que temos esse sol...vamos, vamos, vamos, e eu não aceito não como resposta... – e ela foi puxando meu tio pela mão, eu olhei para Edward que sorria diante da cena.

- Vamos? – eu disse puxando também sua mão.

- Se você for colocar um biquíni como o dela – ele apontou com o dedo em direção à Leah – eu vou passar mal Bella. E não me responsabilizo pelos meu atos... – em seus olhos eu via a veracidade de suas palavras.

- E quem disse que eu quero sua seriedade garanhão? – eu disse de forma provocativa para ele que parou de andar e me olhou sério.

- Não me provoque mulher...

- Mas eu não estou... – eu disse e saí correndo à sua frente – quem chegar por último é mulher do padreeee...

Com um gritinho de surpresa, me vi sendo erguida do chão por suas mãos fortes, e sendo carregada por ele, até chegarmos à casa de Embry. Esta era simples, mas muito aconchegante. Meu tio já estava lá dentro se trocando. Edward me colocou no chão e ficamos esperando Leah voltar.

- Vem Bella, vou te mostrar o biquíni – sem esperar por resposta ela foi me puxando para dentro da pequena casa. Chegamos a um dos quartos e ela tirou o biquíni que seria meu de dentro da sua sacola – olha esse que lindo, não é tão pequeno, que te deixe com vergonha e nem tão grande para esconder sua beleza.

- Realmente ele é lindo – eu disse o pegando entre os dedos – mas de onde são esses modelos?

- Ah, eles vieram diretamente do Brasil para mim. Lá as mulheres usam os biquínis mais cavados e pequenos que eu já vi na vida. Sem contar nos fios dentais que existem... – e ela foi falando e me explicando tudo sobre a moda das mulheres brasileiras – mas agora deixa de me enrolar e coloca logo. Aposto que o gato do seu namorado não vai sair de perto de você hoje. E que pai bonitão que ele tem hein?

- Ai Leah, você não presta – eu disse enquanto ríamos juntas – deixa o Jake saber disso.

- Que nada boba. Olhar não arranca pedaço. E eu não troco meu pretinho por nada – ela disse suspirando – mas e você e o Edward. Já foram para os finalmentes? Me conta tudo...

- Na verdade ainda não – eu disse suspirando – depois daquela noite em que aquela vaca fez aquilo, a gente não consegue ficar sozinhos. E eu também não tenho coragem de pedir para irmos para o finalmente. – disse dando ênfase na última palavra.

- Eu te entendo – ela disse sentando na cama – mas se quer saber o que eu acho, seus dias de menina pura estão contados. Eu vejo fogo nos olhos dele quando te olha. E acho que você podia, e deveria tomar a iniciativa. Hoje em dia nós mulheres temos que ser modernas Bella.

- É fácil para você falar. Já que tem anos de prática nesse assunto – ela deu um risinho sem vergonha – mas eu sou apenas uma menina sem graça e sem atributos. Olha para mim, nem peitos direito eu tenho...

- Epâ, que baixo astral é esse Bella? Você parecia tão feliz ainda pouco. Por que essas neuras todas agora?

- É só você se lembrar daquela mulher, que eu nem gosto de dizer o nome, mas é só lembrar dela Leah. Do corpo dela, da boca dela, dos cabelos. Enfim ele pode ter qualquer uma que quiser e...

- E ele escolheu você. Ao invés de ficar triste você tem que ficar é feliz garota – ela disse e eu fitei seus olhos – olha, se ele está com você, isso só pode significar que ele gosta de verdade de ti. Para de se deixar para baixo e mostre a ele que você pode ser tão boazuda ou mais que aquela biscate loira. Eu não vou deixar você ficar para baixo assim por causa de um silicone e uma maquiagem corretiva.

- Mas..

- Sem mais. Agora vamos nos arrumar que os nossos homens nos esperam.

- Nos arrumar? Nós vamos entrar na água. E de que homens você ta falando?

- Primeiro, temos que ficar lindas até para ir à padaria Bella. Não podemos nos descuidar. – ela se levantou da cama e começou a tirar coisas de sua big bolsa – e segundo, eu digo nossos homens, por que eu já estou ouvindo a voz do meu pretinho aí fora. E terceiro, mas o mais importante, quando sairmos daqui, eu vou te ensinar alguns truques para ficar com seu gatinho sempre caidinho por você. Ou eu não me chamo Leah.

- Hum. Então vamos... – já que eu não poderia discutir, resolvi somente concordar.

E nós realmente nos arrumamos para ir a praia, com direito a rímel e batom, para Leah, e para mim gloss, e protetor solar. Do jeito que eu era branca, iria sair de lá que nem um camarão.

Quando saímos do quarto, eu com o lindo biquíni que me coube como uma luva, Edward parou de falar o que quer que fosse com Jacob e me fitou sem esconder sua admiração. Eu fiquei segurando a saída de banho que ela me emprestou, já que não iria precisar. E fitei seus olhos.

- Não disse que ele iria adorar? – Leah disse de forma que apenas eu ouvisse – e agora vamos ou o sol vai embora... – ela se pendurou no pescoço do Jake e foi levando ele para fora da casa.

Meu tio certamente já estava lá fora também. Restando assim somente ele e eu na sala. De início ele não disse nada. Apenas me fitou com o desejo incontido nos olhos. Veio caminhando lentamente em minha direção e parou a poucos passos. Seu olhar penetrante, me deixou encabulada. Pensei até que ele não havia gostado, mas quando eu ia dizer alguma coisa ele me fez ficar quieta com um gesto.

- Eu não sei onde você estava escondida esse tempo todo Bella – ele terminou a distância entre nós – eu me pergunto todos os dias o que eu fiz para te merecer. Você é linda de qualquer jeito, mas nesse biquíni... – ele me fez dar uma volta e deu um gemido rouco e continuou – você não está apenas linda, mas sim gostosa.

- Você acha? – eu perguntei de forma tímida para ele.

- Não acho tenho certeza. E quando você sair por aquela porta, com esse pedaço de pano, que não esconde quase nada. Eu vou ter muito trabalho...ah se vou – seus braços rodearam minha cintura, de forma que eu pudesse sentir sua excitação – você é tentadora de mais para meu próprio bem Bella.

E dizendo isso ele me beijou. De forma doce, mas urgente. Nossos gemidos se mesclavam e não dava para saber quantas mãos ele tinha. Pois em todas as partes do meu corpo ele estava vivo, e intenso. Quando precisamos parar para respirar, ele me abraçou com força, como se tivesse medo de me perder.

- Eu... eu... – ele queria me dizer algo, mas não conseguia, eu não disse nada apenas esperei – eu te amo Bella. A cada dia que passa, eu tenho mais certeza disso. Eu te amo com todas as forças do meu ser.

- Eu..nossa isso foi... – eu não sabia o que dizer, mas eu tinha que dizer alguma coisa, ou ele interpretaria mal meu silêncio – ah Edward, eu também te amo. Sim eu te amo.

Meus olhos estavam marejados de emoção. Nunca esperei uma declaração assim da parte dele. E o seu sorriso de pura felicidade foi o que eu precisava para ter certeza. Eu estava mais que pronta para dar o segundo passo em nossa relação. Depois disso nos abraçamos e tornamos a nos beijar. Agora com mais fome ainda, eu não agüentava mais esperar para ter ele inteiro comigo, sem medos e nem receio. Eu queria ser sua inteiramente. Mas como nem tudo é perfeito, escutamos um pigarro à nossas costas. Nos separamos e vimos meu tio com um sorriso no rosto.

- Como vocês estavam demorando muito eu pensei... – ele estava sem palavras – bom, vocês entendem. Estou indo... – disse e virou as costas nos deixando sozinho novamente.

- É melhor irmos – eu disse para tentar amenizar nosso fogo – se não daqui a pouco vão vir todos atrapalhar nossa tentativa de namorar.

Ele somente concordou com um gesto de cabeça, e tentou se arrumar para sairmos. Visto que seu estado estava um pouco aceso demais. Eu não disse nada, apenas fomos para a praia. Quando chegamos lá todos estavam na água brincando ou apenas mergulhando. Então eu notei que Edward tirou o short e ficou com uma sunga cinza, que deixava toda sua potência à mostra.

- Uau – eu disse olhando para ele de forma desavergonhada.

- Gostou gatinha? – eu perdi a vergonha e olhei para sua barriga, descendo pelo caminho que escondia sua masculinidade dentro da sunga. Eu já tinha visto ele nu antes, mas tendo que ficar só na imaginação era tão mais excitante... – pode olhar, eu sou todinho seu.

Não dissemos mais nada até chegar na água. Eu estava com medo de o mar estar frio, mas não iria desistir agora. Então como se uma luz se acendesse na minha cabeça, eu tive um idéia, e meu corpo todo se aqueceu quando pensei no assunto. Me arrepiei com esses pensamentos. Ele percebeu meu estremecimento e perguntou se eu estava com frio. Eu disse que não, e entramos.

Fui indo cada vez mais para o fundo com ele na minha cola. Acho que ele percebeu minhas reais intenções, pois seus olhos tinham um brilho que era de pura safadeza. Segurando em sua mão continuei indo até a água estar na altura dos ombros dele. Enlacei sua cintura com minhas pernas e fiquei olhando para seu rosto, esperando por sua reação.

- Humm... – ele gemeu em meu ouvido e me trouxe para mais perto, se é que isso era possível – estou com um tesão louco Bella... não sei mais quanto tempo posso ficar sem colocar minhas mãos em você... – eu sorri para ele. Era tão bom me sentir amada e desejada.

Com uma das minhas mãos eu fui descendo pelo seu peito, passando por sua barriga chapada e escorreguei para dentro de sua sunga. Seu gemido rouco, mais parecido com um rosnado, me deu mais incentivo para continuar. Segurei em seu membro extremamente duro, e passei os dedos em sua glande, fazendo com que seu líquido pré-gozo se espalhasse.

Edward me fitou com aqueles olhos verdes fora de foco, e me puxou para um beijo sem qualquer delicadeza. Suas mãos também não deixaram barato quando se infiltraram por dentro do meu biquíni, abaixando a parte de cima e massageando meus seios. Gemi em sua boca, sem nunca parar de tocá-lo. Não contente com isso ele começou a investir com seus quadris em minha mão, fazendo com que sua sunga baixasse até as cochas.

Sua mão que antes estava em meus seios, foi descendo para minha barriga, apertando todo lugar onde me tocava, e se instalando sem qualquer pudor dentro da minha calcinha. Seus dedos me levaram a loucura quando ele começou a estimular meu clitóris. Eu nunca tinha ido tão longe com carícias quanto estava indo hoje. E a julgar pelo seu descontrole, ele também não via a hora de irmos para o finalmente.

- Como você está lisinha... – ele observou – não sabia que você gostava dela assim... peladinha... huuuummmm... tão gostosa... – isso era um bom sinal. Pelo menos valeu toda dor que eu passei na depilação.

- Edward... – eu gemi seu nome completamente entregue a seus carinhos. Eu não conseguia formular frase alguma, mas também não conseguia parar de massageá-lo. Ele lambeu meu pescoço, então eu perdi o controle dos meus atos – eu preciso de você... – eu implorei em seu ouvido.

- Oh Bella... – ele também estava sem controle – não faz assim comigo... nós estamos em público... eu vou ficar louco com você assim...tão entregue...

- Por favor... eu preciso de você dentro de mim – ele parou com os movimentos dos seus dedos e introduziu um deles em meu sexo quente e pulsante, joguei minha cabeça para trás, de puro deleite – isso...assim... – seus movimentos foram aumentando e ele colocou mais um dedo, pedindo, exigindo passagem para dentro de meu corpo sedento.

Eu sentia que estava perto de alguma coisa, mas não sabia ao certo o que era essa coisa. Eu já não via, ou ouvia mais nada , somente era ele e eu ali naquela praia. Sem parar de estimulá-lo, passei a dar leves chupões em seu pescoço, sentindo ele se derreter em minhas mãos. Eu estava amando a sensação que seus dedinhos mágicos me causavam, mas para mim isso ainda era pouco. Eu era um vulcão prestes a entrar em erupção ali.

- Me faça sua Edward...por favor...eu não agüento mais esperar... – encostei minha cabeça em seu ombro e fiquei esperando pela sua resposta.

- Aqui? – ele ficou surpreso com meu pedido e olhou em volta percebendo que todos estavam longe de nós, uns tinham ido embora, e os outros estavam no quiosque com meu tio, eu tinha certeza de que tinha o dedo de Leah para afastar todo mundo dali naquele momento tão meu... – meu amor, eu não acho uma boa idéia... você não merece que sua primeira vez seja aqui assim no meio do mar e...

- Por favor... – eu olhei para ele com uma urgência que me causou até medo – eu quero...eu não agüento mais...

Música

Demi Lovato – This Is Me

Sem dizer mais nada ele me beijou novamente, eu senti seus dedos se abrirem dentro de mim, forçando minha barreira virginal, houve um leve desconforto, mas nada de insuportável como eu imaginava. Ele se encaixou novamente entre minhas pernas, suspirando em expectativa. Assim como eu ele também estava nervoso. Mas eu não iria voltar atrás agora. Era isso que eu queria, e ali, no meio do mar, rodeada pela natureza, eu queria ser sua mulher de verdade.

- Eu já rompi seu hímem amor... – ele disse com os lábios encostados nos meus – mas ainda assim pode ser dolorido... – senti seu membro duro e pulsante em minha entrada, e prendi a respiração – se doer quero que você me diga... não quero te machucar...

Eu apenas assenti e esperei. Ele foi deslizando lentamente, me causando todo o tipo de sensação. Amor, satisfação, tesão, alegria, pre-en-chi-men-to – vamos combinar que o negócio era sério – e impaciência. Sim porque ele estava demorando muito, e eu não queria esperar mais. E assim, sem que ele esperasse ou pudesse fazer algo para me impedir, puxei sua cintura de encontro a minha. Encaixando-me completamente nele.

- Bella... – ele disse de forma a me refrear – de vagar amor..

- Não...eu não quero esperar mais...

Minha frase morreu em minha boca assim que senti sua cintura se chocando à minha. Pronto, ele havia entrado – literalmente – no jogo. De início foi sim dolorido – ele era ainda maior do que eu pensei – mas à medida que nossos corpos passaram a se mover, fui ao delírio.

- Nossa... você é muito apertada... – ele dizia em meio aos movimentos de vai e vem sempre suspirando e me beijando – gostosa do caralho... eu vou fazer você ver estrelas sendo dia Bella...

- Huhummm – eu apenas sussurrei e sorri para ele, mostrando que suas palavras me deixavam ainda mais excitada.

Arranhei suas costas, fazendo com que ele gemesse ainda mais.E passei a mover meus quadris junto com ele. Procurando por um maior atrito. Não queria deixar nenhum espaço entre nós. A sensação de estar com ele totalmente dentro de mim era surreal.

Quem olhasse para nós no meio daquele mar, não perceberia o que estávamos fazendo. As ondas disfarçavam nossos movimentos. Ainda bem que ele era forte, se não poderíamos ser levados pela maré. Eu sentia ele entrando cada vez mais fundo, me levando ao delírio. Minhas paredes o apertavam fortemente, sugando-o sempre mais e mais.

- Estou perto... – eu disse para que ele soubesse – eu estou sentindo...

- Eu também... – somente nesse instante me lembrei da camisinha, nem eu nem ele nos lembramos disso antes, agora era rezar... – vamos juntos meu amor...vem comigo...

Sim, eu iria com ele para qualquer lugar. Agora que eu não era mais aquela virgem sem graça, eu faria qualquer coisa por ele e para ele. Mesmo sabendo ainda ser muito envergonhada, eu não deixaria que ninguém – lê-se: mocréias – tirasse ele de mim.

Seus movimentos passaram a ser ainda mais rápidos. Eu estava entrando em alfa. E literalmente vi estrelas quando senti uma explosão no meu corpo. Me levando ao delírio.

Ele sentindo que eu havia chegado ao fim, apertou minha cintura. Deixando bem claro quem era meu dono. Abracei seu corpo, a fim de mostrar que eu tinha entendido seu recado.

Seu corpo foi de encontro ao meu, com mais alguns impulsos e então ele se derramou dentro de mim. Quente e exigente. Eu senti seu membro crescendo e se liberando. E essa foi, sem sombra de dúvidas, a melhor sensação da minha vida. Me senti a mulher mais realizada do mundo. A mais completa.

Ficamos assim, conectados um no outro, sem sair do lugar ou fazer qualquer movimento para mudar de posição. Estava adorando a sensação de senti-lo dentro de mim, ainda pulsando.

- Eu adorei Bella... – ele disse olhando em meus olhos enquanto fazia círculos em minhas costas e apertava minha bunda sem qualquer vergonha – eu não vejo a hora de ter você em minha cama...daí você vai saber como eu te amo..

- Só na cama? – perguntei lambendo meus lábios, de forma sensual.

Comecei a fazer movimentos de pompoarismo – que de tanto ouvir as meninas falarem, eu já sabia fazer – e ele começou a sorrir de forma perversa. Percebendo minhas reais intenções.

- O que você está fazendo comigo Bella? – seu sorriso foi morrendo à medida que eu apertava e soltava minha musculatura, 'sugando' ele – você está bem? Eu não te machuquei? – ele perguntou visivelmente preocupado.

- Estou ótima. Mas só tem um problema... – olhei-o sugestivamente.

- E qual seria esse... p-problema... – ele estava perdendo o controle novamente.

- É que eu quero mais... – senti ele crescendo e mexendo dentro de minhas paredes, ainda apertadas demais – você pode resolver meu problema garanhão? – perguntei mordendo o lóbulo de sua orelha.

- Seu pedido é uma ordem... – e mais uma vez ele passou a se movimentar para fora e para dentro de meu corpo. Sem nunca parar de dizer o quanto me amava. Do quanto eu estava gostosamente apertada. E me deixando assim, mais e mais excitada.

Até que sem poder esperar mais, fui ao paraíso pela segunda vez naquele dia. Com ele me acompanhando logo em seguida. Depois do orgasmo delicioso, naquela tarde, que já ia embora, conseguimos – ainda que relutantes – nos separar, e voltamos para a praia. Éramos a personificação da alegria.

Meu tio não estava mais no quiosque, e imaginamos que deveria ter ido para a casa de Embry se trocar. Estávamos quase sozinhos na praia. De repente Edward me ergueu do chão e começou a falar.

- Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida Bella. Eu tenho você, uma garota linda, delicada, fogosa... – disse com seu sorriso sacana no rosto – e eu também tenho uma vida maravilhosa – meu sorriso de satisfação, por ele estar dizendo aquilo, quase não me cabia no rosto – eu não dava valor a minha vida ela até o dia que quase passei dessa para melhor. Mas agora tendo você, eu quero aproveitar todos os dias, um de cada vez. E o melhor de tudo é que eu te amo minha Bella...e tenho vontade gritar isso para o mundo inteiro ouvir... – ele me colocou no chão sorrindo abertamente e passou os braços pela minha cintura, me fechando em seus braços de ferro – ...eu te amo tanto, tanto que tenho até medo.

- Medo do que? – perguntei, e percebi seus olhos lacrimejarem – eu não vou embora meu anjo. – passei meus dedos em seu rosto memorizando cada detalhe – e Eu também te amo, muito, mais do que você imagina. Não precisa ter medo.

- Eu tenho medo de que essa felicidade toda acabe... – ele desviou o olhar e fitou o mar a nossa frente – sabe quando você sente que tem uma bomba prestes a explodir na sua cabeça? – eu apenas assenti, sabendo o que ele queria dizer com aquilo – pois é, eu sinto como se alguma coisa grande estivesse para acontecer.

- Olha, eu acho que... – o que eu diria para ele agora? Não tinha a mínima idéia. Mas como Deus é pai, meu tio apareceu para me salvar.

- Ah, aí estão vocês...pensei que tivesse acontecido alguma coisa – ele deve ter percebido o clima no ar, pois seu sorriso era cínico – e então, estão prontos para ir?

- mudar de roupas e já vamos – eu disse e fomos em direção a casa.

Agora era rezar para que ele não me odiasse quando soubesse de toda a verdade. Meu tio estava brincando com fogo ao esconder isso dele. E eu iria acabar me queimando também. Fomos embora, mas não sem antes eu prometer a Leah, que contaria o que realmente ficamos fazendo na água. Pois ela sabia que nadar não era. Eu iria marcar no meu calendário, o dia que havia me transformado em mulher, nos braços do meu amor...depois iria resolver de uma vez por toda essa história com meu tio...