Peopleeeee, estou tão feliz pelos dois novos reviews *-* Tá que foram só dois, mas ainda assim são muito estimulantes, é. u.u Muito obrigada pela atenção de vocês, por estarem lendo minha fic e amando também... Ah! E aos possíveis leitores que estejam acompanhando sem mandar review, obrigada também! (caso tenha alguém mais acompanhando né T.T)

Dan: Estou em êxtase por ter você como novo leitor! Seu review foi um banquete para o meu ego, de verdade! Eu estava precisando hahahaha. ^.^ Enfim, espero que continue aproveitando a história, estou me dedicando cada vez mais a ela... E também tenho pensando bastante no seu pedido, sobre fazer outras fics deles. E seu pedido será uma ordem! o/ Já estou bolando diversas histórias aqui!

Guest: Obrigado pelo review, seu/sua lindo(a) o/

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Cap XII – Buscando o que é meu.

Ainda sem qualquer reação, a mulher tinha uma expressão surpresa enquanto olhava para o corpo que estava caído sob o seu. – Mi...roku!

"Essa voz..."

Até pensar era difícil naquela ocasião. Seu corpo nada mais pedia além de cuidados. Miroku desfaleceu por completo.

Flashback

- Eu pre.. ciso caminhar um pouco ma.. mais! – O homem emitira isto entre os gemidos de dor e exaustão.

Miroku estava caminhando incessante por dentro do canal de esgoto onde fora jogado depois de ser brutalmente ferido. Seu objetivo no momento era chegar até uma parte do canal onde havia materiais de obra. Assim deduziu que um dia teriam que ir lá busca-los e consequentemente o veriam ali por perto. Sua força chegou ao limite, então caiu.

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Acordou. Estava ainda mais indisposto do que a última vez que moveu seu corpo. Só conseguia mover as pupilas, e com esse movimento notou que aquele material havia sumido. Notou que já haviam ido lá e nem sequer acharam vestígios dele. Perguntou a si por quanto tempo estaria ali, desacordado... Isso o fez perder as esperanças... Iria mesmo adoecer de vez até morrer dentro de um esgoto?

Ficou mais algumas horas deitado, buscando ser levantado pelo que ainda restava em seu corpo. Adrenalina. Esta fez com que o mesmo levantasse e conseguisse subir uma sequência de escadas que levava a um bueiro aberto. Por sorte esse bueiro estava muito próximo de sua casa. Ninguém se encontrava na rua, apesar de ser uma tarde normal como todas... Isso não o espantou muito, pois aquela rua nunca foi de ter muita movimentação mesmo...

Entrou no prédio ainda muito fraco, e nem o porteiro estava por ali. Mais um desafio surgiu quando decidiu subir o lance de escadas que o levava até seu apartamento. Era bem provável que ninguém o atendesse naquela hora, mas ficaria pelo menos caído ali para que quando chegassem o notassem...

Tocar a campainha não custava nada, mesmo assim. Ouvir o som da porta se abrindo soou como arpas angelicais. O alívio de sua consciência gerou a exaustão de tudo o que passara nos últimos três dias.

Queria falar tudo o que tinha acontecido e abraçar sua suposta irmã que estaria tão assustada. Mas nada saiu de sua boca a não ser: - Ma...na... – seu corpo caiu nos braços delicados de alguém que estaria disposto a ajuda-lo... Finalmente estaria a salvo. Mas essa voz...

Fim do flashback

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- O que eu devo fazer? As crianças saem daqui a pouco da escola e eu preciso leva-lo ao hospital!

- Não! Não o leve para lugar nenhum! Vai ver tem alguém o seguindo e pode acabar de vez com ele... Tenta leva-lo pra cama e cuidar dele sozinha. – a voz da gêmea de Miroku ao telefone soava preocupada, mas ainda assim baixa o bastante para se notar que estava ainda no trabalho.

- Você está certa... Vou cuidar dele por aqui. Você pode sair mais cedo e buscar as crianças? Não quero deixa-lo sozinho, pode ser perigoso também... – Sango falava como se a presença dela fosse motivo suficiente para ninguém tentar invadir o prédio e finalizar Miroku...

- Eu vou dar o meu jeito. Mas cuide dele enquanto eu não chego!

- Claro... Vou usar todos os recursos do curso rápido de primeiros socorros que fiz.

- Ótimo. Até mais tarde, Sango-chan.

- Até mais...

Depois de desligar o telefone, Sango estava certa que precisava tirar o homem de seu colo e o levar com cuidado até a cama. E foi o que fez. Miroku não deu nenhum sinal desde sua última fala, e isso a preocupava um pouco. Tinha que deixar essa tensão de lado para se concentrar em cuidar de seu amado naquele momento... Rapidamente limpou os ferimentos, os desinfeccionando, para então passar alguns remédios. Nas luxações do braço, que parecia estar quebrado, a mulher enfaixou de modo que com o tempo o osso voltaria ao lugar.

Quando não tinha mais o que fazer por ele, ficou sentada na beira da cama, apenas olhando fixamente o rosto do homem.

- Você precisa melhorar, Miroku... – sua mão acariciava delicadamente a testa do desfalecido Miroku. – Estou tão aflita sem poder olhar em seus olhos... – sua franja tampou seus olhos involuntariamente e assim suas lágrimas escorreram em suas bochechas.

O apelo para que seu amado acordasse era infinito. Estava destinada a ficar ali até que ele acordasse, nem que isso durasse horas, dias, ou meses...

- Titio! – Akemi correu até seu tio, sem ao menos tirar a mochila das costas. Deitou sob o peitoral do mesmo e o abraçou. – Acorda logo...

Sango levantou-se e foi até sua cunhada, explicando seus métodos para que Miroku melhorasse. A mesma aprovou a atitude da mulher que cuidara de seu irmão. Ao ver de ambas, era normal que ele estivesse desacordado, simplesmente pelo motivo de o rapaz ter ficado sem comida, bebida, ou cuidados médicos durante dias.

Para distrair um pouco as pequenas crianças que presenciavam tudo aquilo, as duas resolveram preparar um lanche e os quatro sentaram-se a mesa para saborear. Sango notou que desde que chegara, Satoru não entrou no quarto para ver seu pai, e parecia estar muito cabisbaixo também. Depois que seu filho saiu da mesa, resolveu ir atrás do mesmo de modo sorrateiro.

Satoru estava na porta do quarto de seu pai, apenas com o rosto para dentro, como se estivesse o espionando. Ficou um tempo parado o olhando, mas não entrou no quarto. Isso despertou uma curiosidade preocupante em sua mãe.

- Por que não vai lá dentro dar um beijo nele? – Sango chegou perto de seu filho e abaixou, aconchegando-o em seus braços.

- Ele... Não gosta de mim, mamãe... – cabisbaixo o menino desabafou.

- Gosta sim, filho! Que ideia é essa agora? – a mulher buscou os olhos do filho com o próprio olhar.

- Ele me deixou sozinho na parque, mamãe... Foi muito ruim... – Satoru tampou os olhos com as mãos, buscando conter as lágrimas.

- Não deve ter sido de propósito, meu amor... Veja o estado dele... Talvez tenha sido para te proteger...

- Mas ele nem voltou pra me buscar... Quem foi lá me buscar foi o Kuranosuke, e depois ele me prendeu num lugar muito escuro e frio... – a voz do menino ainda era manhosa.

Sango entendia todo o trauma do menino, até porque tudo ainda era recente. Se para ela foi um desespero, quem dirá para seu pequeno!? O ódio por Kuranosuke estava cada vez mais sem controle. Sentia que poderia cometer qualquer loucura para mantê-lo longe de quem ela amava.

- Está tudo bem agora, meu amor... Eu e o seu pai estamos aqui. – Limpou as lágrimas de seu filho e conteve as suas para dar lugar a um sorriso motivador. – E eu tenho certeza que seu pai só não foi te buscar porque estava tentando te proteger de algum modo.

Assentindo com a cabeça o menino também sorriu.

- Então... Agora você vai lá dá um beijo em seu pai?

- Uhum... – menino correu até o desfalecido e beijou a ponta do nariz do mesmo. Logo voltou correndo para os braços de sua mãe.

A mesma riu do modo como ele beijara Miroku e o aceitou em seus braços, o pegando no colo para irem para a sala, junto de sua tia e prima.

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Cerrou os olhos e tentou abri-los lentamente. Não sabia o porquê, mas se sentia um pouco melhor. Se não fosse a forte dor de cabeça que o atacara agora... Pôs uma das mãos na testa para amenizar a dor. Logo notou que estava em seu quarto, e com isso foi recuperando algumas lembranças, até situa-se que havia sido resgatado na porta do apartamento por alguém. Cuidadosamente tentou se levantar, apesar de ainda estar com algumas partes do corpo doloridas. Caminhou com dificuldade até a porta do quarto da pequena Akemi.

Ali viu sua pequena sobrinha dormindo, junto do seu filho. Os dois estavam como anjos em seus sonos. Não sabia o porquê do menino está ali, mas se estava a salvo, isso o fazia sentir-se bem.

"Ah! Estão bem..."

Sorriu. Então decidiu ir aonde a luz da televisão da sala o guiara. Pôde ver "suas duas mulheres" assistindo a mesma. Sorriu novamente. Desta vez estava aliviado e satisfeito.

"Então estão todos bem... Graças a Kami!"

- Ai! – o gemido de dor saíra involuntário, já que sua cabeça latejou naquele momento.

Depois de ouvir o barulho, Sango olhou rapidamente para o corredor, podendo ver Miroku de pé no mesmo, apoiado com uma das mãos na parede enquanto a outra massageava a própria testa.

- Amor! – Correu até o mesmo e envolveu seu corpo no dele. – Ei, você tem que descansar...

- É verdade, meu grandão... – logo se aproximou também a gêmea de Miroku, com um sorriso tão bobo quanto de uma criança. – Mas... Ainda bem que acordou.

Depois de corresponder ao abraço de sua amada, sorriu divertido para depois simular uma falsa cara de choro e concluir- Acordei justo na hora que eu ia pegar as duas enfermeiras gostosas do meu sonho!

Sua irmã começou a rir na mesma hora. Esse era o seu irmão! E para fazer esse tipo de piada ele estava realmente se sentindo melhor.

Já Sango não gostou muito do comentário, e nem sequer notou que era justamente para provoca-la. Apenas o olhou de forma mortífera, nem ao menos piscava.

- Ei, Sango... É só brincadeirinha, poxa... – Ele ria descontraído, mas ao mesmo tempo assustado com o olhar de sua amada.

- Muito sem graça, por sinal. – Ainda estava séria, mas não conteve o sorriso por muito tempo. Afinal, seu amado estava vivo e em seus braços. Nada poderia a motivar mais naquele momento. – Você é um bobo, sabia?

- E você me ama mesmo assim, não é? – ele disse enquanto botava alguns fios de cabelo da mulher atrás de suas orelhas de forma carinhosa.

- Aham... Mesmo se eu não quisesse, seria impossível esconder isso. – Seu sorriso era tão sincero que cativou também sua cunhada que estava ali por perto.

- Anw! Kawaii! – os olhos dela brilhavam ao olhar para o casal. – Essa cena tá melhor que o filme que estávamos vendo!

Esse comentário fez com que todos dessem uma boa gargalhada. Os três pareciam estar tão exaustos de ter toda essa preocupação com eles, temendo o que poderia ter acontecido. Mas agora estavam num momento descontraído. Tal que mostrava que as preocupações valeram a pena para que por fim vivessem esse pequeno momento que jamais pensavam que iriam viver novamente.

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Muito tempo se passou depois desse dia. Tempo suficiente para Miroku se recuperar e ter mais confiança para voltar a sair pelas ruas. Com isso, ele e sua irmã estavam praticamente sustentando a casa, enquanto Sango cuidava da mesma e também das crianças. Essa vida não estava incomodando aos gêmeos, e muito menos às crianças, que estavam adorando ter a atenção de Sango, que sempre fora muito gentil e carinhosa com os pequeninos. Mas a mulher não se sentia confortável em não ajudar a pagar as contas, e via como todo o dinheiro era contado cautelosamente para cada despesa, e no final, não sobrava quase nada para o lazer, isso quando sobrava alguma coisa...

Ora... Passara tanto tempo no luxo, não tendo nenhum problema com dívidas financeiras, que sequer pensara que um dia estaria na atual situação. Não que isso de fato a fazia falta, toda aquela riqueza na verdade nem tinha muito uso, acabava gastando em coisas fúteis. Mas ainda assim, era inconformada simplesmente com o fato de que perdera tudo de modo injusto.

De alguma forma ainda estava em perigo, assim como todos a sua volta, e isso precisava acabar. Como nada pode passar despercebido diante de Sango, esta então decidiu bolar um plano em segredo para que Kuranosuke caísse numa armadilha que o entregaria, junto com seus tios. Assim iriam presos, e as pessoas que ama ficariam a salvo, e também, suas coisas injustamente tiradas, voltariam a quem as deve pertencer por direito.

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Todos estavam jantando à mesa. Menos Sango, que estava no quarto, se arrumando para sair.

Estava bem arrumada. Com botas de salto, no tom preto, que chegavam até um pouco abaixo dos joelhos. Uma minissaia jeans escura e uma bata vermelha. A bata realçava suas curvas, principalmente pelo fato do decote ser bem aberto. Suas madeixas estavam presas num rabo de cavalo alto e a maquiagem retocada no ponto... No ponto para quem tem a intenção de seduzir um homem...

Com a ingenuidade de uma criança, Satoru entrou no quarto sem bater na porta. Viu o quanto sua mãe estava deslumbrante.

- Mamãe, vai aonde?

Sango abaixou para deixar a marca de seu batom vermelho na bochecha do seu filho e disse – Vou buscar nossas coisas de volta...

Logo saiu do quarto, deixando o menino cheio de dúvidas. E provavelmente deixaria os outros integrantes da casa do mesmo jeito. Já que saíra se passar pela cozinha, onde todos se encontravam. Apenas saiu pela noite, sem avisar a ninguém.

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Kuranosuke foi abrir a porta para quem quer que fosse que estava tocando a campainha no momento.

"Bah! Maldito dia em que esses empregados tiram folga e meus pais resolvem ser inúteis!"

Quando atendeu a porta, não se arrependeu de ter ido até lá. Pois teve a bela visão de Sango, com um sorriso tão sedutor quanto ela. Nada o faria resistir àquela noite.

- San-chan... – seu sorriso malicioso estava estampado no rosto. Rapidamente a puxou para dentro da mansão e a encostou na parede. – Então você resolveu ter a melhor noite de sua vida...

- Sim, kokoro... – ela puxou vagarosamente o cabelo do homem para trás e encostou os lábios no lóbulo de sua orelha, enfim sussurrando. – Hoje eu sou toda sua...