Tão turbulentas são as mudanças repentinas. Passam percebidas, porém solitárias; não sabem controlar sua velocidade para que as mentes as acompanhem. Então, mais tarde, voltam em uma enxurrada de informações que confundem as pessoas, se tornam fortes demais e rompem as feridas dos corações que ainda não cicatrizaram.

Ao sair do hotel quente, foi como ir para outro mundo. O calor rapidamente desaparecia, dando espaço ao frio que fazia nas ruas da cidade Central. Gélida e cinza como a morte, era a aparência da cidade após a torrente que despencava do céu horas antes. O asfalto parcialmente molhado parecia banhado em lágrimas, e não apenas água. Lágrimas de tristeza; como se aquele clima fosse resultado de muito sofrimento. Na verdade, era como se a própria tempestade caíra sobre o chão exatamente por causa daquilo.

A brisa que soprava já era suficientemente forte para que eu tremesse de frio. Aproximei-me de Edward, procurando por calor. A armadura fria de Alphonse caminhava do outro lado do ambarino. Juntos, seguíamos a passos largos em direção ao quartel. Sentia dentro de mim uma agitação crescente a cada passo que dava... Ansiava por saber qual era o motivo pelo qual caminhávamos naquele deprimente cenário urbano.

O corpo do prédio do quartel aproximava-se lentamente à medida que avançávamos. Ninguém falava, pois não havia o que falar, nem motivos para isso. Semblantes sérios, e o corpanzil inexpressivo de Alphonse, três pessoas apenas visando seu objetivo de saciar aquela curiosidade tensa.

Ainda assim... Pensei. É estranho. Sinto-me insegura. Olhei para Ed e depois para o Al. Eles estavam tão perto, tão seguros, mas ao mesmo tempo tão ameaçados e distantes. Dei um suspiro pesado, mas nem pareceu notável a um dos dois irmãos. Melhor assim, eu acho.

Tinha que parar de me precipitar com preocupações desnecessárias. Precisava dar tempo ao tempo; nem ao menos sabia ainda o motivo para estarmos caminhando até o quartel.

Mas logo saberia.

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Olhares pairavam sobre nossas costas, murmúrios flutuavam próximos aos nossos ouvidos enquanto andávamos pelos extensos corredores do quartel. Aquela cena, aquele lugar... Lembravam-me de épocas agonizantes e de poucos meses atrás. Lembravam-me das lágrimas que caíam pelo meu rosto e do coração enfraquecido e acuado pelo medo. Cerrei os olhos com força, não devia me prender ao passado daquela forma. As coisas estavam diferentes.

Pergunto-me por que o passado vinha à tona com tanta facilidade.

- Ed, Winry, vamos por aqui – o chamado do Al fora tão repentino que dei um pequeno pulo de susto ao olhar para ele. Edward apenas assentiu, continuando sério e acompanhando Alphonse, que dobrara à esquerda no corredor. Apenas restava-me acompanhar.

Era uma parte do quartel da qual eu não me recordava; as janelas grandes permitiam a passagem da iluminação por todo o corredor. Em uma das paredes, uma grande porta. Aberta. E eu congelei ao contemplar o seu interior. A reação de Edward não era muito diferente da minha.

Coronel Mustang.

- Já faz um tempo, Fullmetal – o homem exclamou descontraído, sentado em sua cadeira – Como estão vocês? Entrem, por favor.

Obedeci ao pedido formal quase que mecanicamente. Estava perplexa. O Coronel estava na guerra, segundo Riza. E ele não possuía nem ao menos uma marca ou arranhão para retornar de lá para ser tratado. Alguma coisa havia acontecido, e imaginava ser uma coisa realmente boa. Se fosse o que eu estava pensando...

O resmungo baixinho de Edward me desconcentrou – Coronel... – rosnou, fechando o punho – Por que nos chamou aqui? Ou melhor, por que você está aqui?!

- Falar dessa forma com um superior é muita ousadia da sua parte – o semblante de Roy Mustang tornava-se sério e observador. Intimidava-me como um predador apenas esperando o momento certo para atacar. Mas logo depois, voltou a sorrir de leve – Mas isso é algo que eu já esperava. Bem... Estou aqui apenas para dar uma notícia a você e, por ironia do destino, à sua namorada.

Engoli em seco, levemente enrubescida com as palavras dele. A ansiedade começava a se manifestar – Então... O que é? – perguntei com a voz trêmula.

Mustang ajeitou-se em sua cadeira, olhando-nos fixamente – Está tudo acabado no Leste. – murmurou – Tudo. Todas as tropas foram retiradas. A guerra acabou.

Nada. Nenhum som. Mesmo que eu já esperasse por aquilo, era surpreendente a forma como ouvir aquela confirmação era... Um alívio. Mas ainda assim, estava perplexa, precisava de um tempo para rever a frase no interior da minha mente enevoada. Aquilo que eu senti ao ouvir as palavras que saíam do sorriso presunçoso, que estava acomodado em sua cadeira e sua mesa, era algo crível ao mesmo tempo em que era incrível. O motivo pelo qual Edward tinha sido chamado ao quartel, realmente importante e, ainda melhor, uma boa notícia para mim, para o Al, para a vovó e todos os outros, e eu imaginava que também era para Ed.

A guerra terminara.

- Não haverá mais mortes – murmurei para mim mesma, enquanto a surpresa da notícia me fazia esboçar um sorriso triunfante – As coisas ficarão realmente melhores agora...

Tentei encontrar o olhar de Edward em um sorriso, mas ele fitava o chão, completamente acabado. Da mesma forma em que se encontrava quando ele se abrira sobre a guerra. Algo naquilo lhe incomodava e, de início, não consegui compreender. Céus, ele devia estar feliz, e não daquela forma... Mas quando ele voltou a olhar para o Coronel Mustang, aquele que estava sentado à mesa de trabalho e nos reportava a situação, finalmente pude entender.

- Todas aquelas pessoas já morreram? – o murmúrio fraco de Edward soou pela sala quase impossível de se ouvir. Trincou os dentes, fechou os punhos e voltou a falar, dessa vez rosnando – Terminaram de massacrar pessoas inocentes?

Engoli em seco. Al voltou-se para ele. O semblante levemente descontraído do Coronel tornara-se sério quase que automaticamente.

O olhar de Mustang chegava a ser penetrante até em mim, por mais que sua atenção se voltasse apenas para Edward – Você pensa demais em coisas desnecessárias – censurou – E não consegue se desfazer de suas emoções. Talvez seja por você ser jovem, ou simplesmente por causa dessa sua necessidade estúpida de querer salvar a todos, mas você é mole demais para estar dentro do exército, Fullmetal.

"Para que a paz termine sobre a violência as pessoas morrem, para que um lugar continue estável é preciso que outro entre em crise, para que algumas pessoas vivam, outras precisam abandonar a vida. Uma paz onde ninguém morre é apenas um objetivo inalcançável, Fullmetal. Você precisa entender isso. E sim, as mortes terminaram para os dois lados, você devia se contentar com isso, se não conseguir abandonar de jeito nenhum esse seu sentimento de culpa."

Fez-se um silêncio agonizante na sala. O curto discurso do Coronel deixara-me perdida em meus devaneios fantasiosos. Uma paz onde ninguém morre é apenas um objetivo inalcançável. Aquela frase ecoou dentro da minha cabeça durante um bom tempo depois daquilo; paz. A tranqüilidade tão ansiada pelas pessoas seria o paraíso? Não. A paz consegue ser absoluta em algum momento? Menos ainda.

Por mais que meus desejos de viver com Edward e Alphonse em Rizempool em tranqüilidade sejam realizados, não haverá paz. Pensei enquanto observava um Edward perturbado pelos próprios pensamentos, e um Alphonse inexpressivo pela armadura. Talvez a própria paz seja um objetivo inalcançável haja mortes ou não.

Mas nada é impossível, certo?

O silêncio quebrava com o som de uma cadeira sendo arrastada; Roy se levantava – Então, me contem... Como estavam as coisas enquanto eu estive fora? – perguntou enquanto aproximava-se de Edward, que certamente não iria responder àquela pergunta.

- Bem... – comecei receosa – Estou aqui há pouquíssimo tempo, mas... Posso lhe dizer que está... Chuvoso.

Roy riu um pouco – Entendo... – comentou vagamente - Por ora, podem voltar, chamei a vocês apenas para dar esse comunicado – disse por fim, ajeitando a gola da farda.

Murmurei um tímido "sim" e me virei para Edward e Alphonse. Apenas para contemplar uma face que lutava internamente no conflito entre a aceitação e a recusa de algo que, para ele, era impossível de ser bom. Eu devia me dar conta, as pessoas não mudam de uma hora para outra. Mas também, ele tinha que se dar conta de que as coisas não seriam fáceis.

Edward estava pensando como eu pensava no passado. Como eu pensava ao agir com egoísmo e arrogância, quando eu o entendi totalmente errado. Ele não estava sendo realista.

Apesar de sempre agir da forma certa, esse é um ponto fraco dele, pensei. Ed continuava naquela mesma posição, naquela mesma expressão, naquela mesma situação. Eu não poderia deixar que ele sucumbisse novamente à culpa dos acontecimentos daquela guerra. Não mesmo.

Pus a mão em seu ombro e fiz com que ele me olhasse. Assim que o fez, sorri de leve – Vamos voltar? – murmurei, olhando também para Alphonse. Edward abriu um sorriso quase invisível. Sorri com mais vontade, incentivando-o. No fim, ambos assentiram.

Sabe, Ed... Pensei, olhando para Edward, que caminhava ao meu lado novamente para fora do quartel. Talvez demore anos para que você entenda. Ou então décadas. Mas você vai conseguir um dia. E se você cair, estarei ao seu lado para te levantar. Por mais que a aceitação da notícia tenha sido ruim, eu me sentia satisfeita. Porque nada muda repentinamente. Lagartas não viram borboletas em questão de segundos, casas grandes demoram um bom tempo para serem construídas. Ninguém engravida em um dia e o bebê nasce perfeito no dia seguinte. Tudo ocorre por etapas e precisa de tempo para se adaptar. A mesma coisa é a mente humana, e eu sabia que com o tempo, Edward conseguiria sorrir abertamente.

Apenas fiquei com aqueles devaneios dançando sem parar pela minha cabeça a cada passo que dava nas ruas. O frio já não me parecia tão mortal. O cinza já não me parecia tão melancólico. O calçamento úmido já não me parecia mais manchado de lágrimas. A coisa que mais me atormentou chegara ao fim, as mortes que tanto atormentam Edward serão lavadas com chuva, com ventos, com o tempo, o grande curador de feridas.

Fechei meus olhos por um instante, permitindo-me pensar um pouco mais. As coisas mudavam de forma tão estranha e rápida que não conseguia acompanhar totalmente. Sentia-me sobrecarregada com aquele tempo instável. Imaginava como Ed e Al se sentiam com isso. Lembrava-me sobre aquele desejo que tinha de voltar no tempo. Aquela proposta tentadora que se tornava desnecessária... Era um tempo de mudanças.

Talvez todo o esforço tenha valido a pena... Pensei, olhando para o céu que começava a abrir lentamente, começando a exibir poucos trechos de azul turquesa. Em um dia muito distante, aquelas mortes teriam valido a pena, com certeza.

Porém, havia uma morte na qual eu queria me aprofundar.

Parei de andar, fazendo com que Edward e Alphonse me olhassem, confusos. Mordi o lábio e fitei o chão. A curiosidade humana às vezes é tão cruel, que consegue tocar no ponto fraco das pessoas com egoísmo e insensibilidade; pensava se o meu pedido não faria a mesma coisa com Edward.

Ergui a cabeça – Edward – murmurei de início. Talvez fosse até bom que ele aceitasse aquele pedido. Ou não. Isso era algo que apenas os orbes dourados me diriam ao ouvir aquilo. – Eu espero que isso não seja ruim para você... Mas eu preciso lhe perguntar, é algo que me atormenta um pouco... É sobre a... Charlotte. Ela foi enterrada aqui?

Ele hesitou. Sua boca cerrou totalmente em uma linha reta, o dourado ensolarado parecia coberto por uma pequena névoa. De novo. Mas Ed não me deixou esperando pela resposta, e assentiu positivamente. Senti-me satisfeita, tanto pela aceitação quanto pela minha própria vontade.

- Seria demais pedir... Você pode me levar até o túmulo dela? – perguntei. Dessa vez mais receosa; não sabia o quanto aquilo repercutia em sua mente já muito sobrecarregada.

Edward fez com que minha consciência pesasse ao tentar sorrir fracamente. Voltei a encarar o chão, e apenas ouvi sua resposta – Claro – a voz dele soara baixa, e levemente fraca.

Já estava enfrentando meu próprio conflito entre a curiosidade e a dor quando mudamos o caminho até onde provavelmente seria o cemitério.

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- Eu vou indo para casa, Nii-san – disse Al quando passávamos pelo portão. Edward assentiu – Acho que... Bem, é melhor eu ir.

Estranhei um pouco a decisão, mas concordei e me despedi de Alphonse. Depois, olhei para a enorme estrada de lápides que se estendia à minha frente. Pessoas perdidas, luzes de vidas apagadas para sempre, dores insuperáveis para uns e fáceis de lidar para outros. Cada um com sua pessoa, sua história. Milhões de histórias para contar.

Senti a manga do meu casaco preto sendo puxada levemente. Olhei para Edward, que parecia estudar o fundo da minha alma com aquele olhar penetrante. Senti-me corando enquanto ele se recompunha – Vamos, então? – convidou. Concordei, e acompanhei seus passos pela trilha em meio às lápides.

A brisa fria roçava em meu rosto novamente. Respirei fundo, e não captei um aroma, e sim uma sensação. Familiaridade, amor maternal. Como se mães e filhos estivessem enterrados ali.

Nunca pensei que cemitérios me trariam tantos sentimentos estranhos.

Não como aquele que quase me fazia derramar lágrimas, e que eu não sabia o nome.

- É aqui – Ed parou de caminhar em frente a uma sofisticada lápide branca. Fitei o chão, sentindo seu olhar preocupado sobre mim. – Winry? – perguntou. Notei que mesmo estando preocupado, ele ainda não se sentia bem em estar ali. Aquilo fez com que meu humor piorasse de forma deprimente. – O que foi?

Ainda cabisbaixa esbocei um sorriso fraco e simples. Alguém que estivesse passando naquela situação não precisava de mais preocupações. Ergui a cabeça com aquele mesmo sorriso – Está tudo bem – murmurei – Foi apenas um pensamento que tive. – depois disso, contemplei aquela lápide, e Edward assumiu um semblante sério e triste enquanto passava a olhar alguma outra coisa, perdido em pensamentos.

O túmulo era belo, o mármore frio combinava com a palidez da sua cor e o nublado do dia que se dissipava. Na lápide, um retrato da garota podia ser visto. Encarava o semblante sorridente, os olhos verdes que lembravam um jardim reluzente, e os cabelos negros como as cálidas noites de inverno, contrastando com a pele clara como aquele mármore. Era uma combinação uniforme; a infantilidade e inocência de uma criança, unidos com a experiência e maturidade de um adulto.

- Prazer em conhecê-la, Charlotte Harmon - me abaixei ao lado da lápide para contemplar as escritas abaixo de seu nome. "A amiga leal, a criança imatura, a adulta inteligente. Uma guerreira que merece desfrutar de um descanso ao Paraíso". Sorri de leve e voltei a olhar para ela. – Queria poder ter visto você em outras condições.

Ainda agachada, arrisquei olhar para Edward, que estava em pé um pouco atrás. Fitava o horizonte distante, desinteressado. Comecei a me sentir culpada por isso. – Ed... – falei tão baixo que cheguei a pensar que ele não me ouviria – Você já tinha visitado o túmulo dela?

Edward saiu de seu devaneio ao horizonte e voltou sua atenção a mim, olhando tristemente para o túmulo de Charlotte – Sim – respondeu baixo – Quando eu ainda estava hospitalizado, as enfermeiras me trouxeram aqui.

Assenti lentamente, e comecei a sentir certo incômodo – Você ainda se sente mal pela morte dela, não é? – sentia que minha mente levava aquelas respostas para outro rumo, assim como a conversa.

Edward fechou o punho e baixou a cabeça - Sim, Winry. - respondeu, suspirando logo depois - Eu não consigo aceitar isso tão facilmente. Não sabendo que foi por um erro meu que ela acabou ficando naquele estado horrível. E também, ela era uma pessoa importante. Uma pessoa boa de ter por perto para conversar.

Comecei a me sentir desanimada, triste e, ao mesmo tempo, irritada. Não entendia, ou tentava esconder o que era da minha própria consciência. Minha voz, logo depois, fora muito mais seca, ao mesmo tempo em que receosa - Você... Gostava dela, certo? – perguntei, e dessa vez olhando para ele, que ainda não me encarava.

Ele me encarou sério, ao mesmo tempo em que se sentia confuso. Enrubescida e irritada, voltei a observar a lápide. Ouvi os passos de Ed até que ele se agachou próximo a mim – Ela era uma amiga importante, Winry. – comentou com certo ar maroto. – Você está enciumada, Winry?

Você está enciumada?

Sim, eu estava. Fitei o chão – Desculpe por ser tão idiota. – murmurei – Desculpe por pensar em coisas desnecessárias e dúbias, por ser tão... Egoísta. Mas eu me senti um pouco incomodada com isso, sim. Não, chegou a me irritar, na verdade.

Ed riu, muito fraco, sem tanta animação e um tanto baixo. Mas ria. E isso já era o suficiente para me fazer sorrir de leve. Senti os braços dele me envolvendo por trás, e sua cabeça ao lado da minha, observando o túmulo da Charlotte – Tudo bem – disse sério – No fim, temos nossos defeitos e aprendemos a lidar com eles, à medida que o tempo passar.

Estava desacostumada com aquele ato. Senti-me feliz nos braços dele, mesmo que fosse muito pouco da parte de Edward – Você está certo – respondi, também olhando para a lápide - Mas tudo que tem seus defeitos tem suas qualidades. Temos que aprender a ver o lado positivo e não apenas o negativo, não podemos esquecer-nos das coisas ruins, mas temos que dar um espaço para as coisas boas também.

Senti que ele me apertava com mais força, e apoiava a cabeça no meu ombro – Isso é verdade.

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Oi! Eu sei que demorou, mas acho que foi menos tempo do que o 11.. Vai diminuindo assim, minha inspiração tá começando a voltar. Vou confessar uma coisa: decidi, ontem de noite, recomeçar o cap do zero. Escrevi até 1,300 palavras e fui dormir. Hoje de manhã, escrevi até terminar. UHUL EU TAVA BEM HEIN? AIHEOIHAESOHAESOI brinks.

Espero que tenham gostado, sei que não tá lá uma coisa muito supimpa, maaas... Ah, eu sou querida OAHOAIHAEOIS tô bem monguinha hoje, não reparem.

Bjs Bjs ;***

REEEEEVIEEEEWS? *O*