Quando se é fiel e dedica quase toda uma vida a uma causa ou família e se vê numa situação em que essa fidelidade corre um grande risco, a pessoa se encontra num grande dilema do qual dificilmente sairá ileso. Esta era a situação de Jaken.
- Em que raios estava pensando em não se dirigir a minha esposa como se deve Jaken?! Faz uma semana ou mais que voltamos e só agora fiquei sabendo dessa sua atitude imprudente?! Admira-me muito tal comportamento, pois ao que me consta um criado de seu gabarito jamais cometeria tal erro!
- Amo Sesshoumaru, eu jamais agiria de tal forma com a senhora, ainda mais sabendo que é a esposa de meu senhor.
- Só que não fez isso! Só cumprimentou a senhora por que estava na frente do conde, mas ela disse que não precisava mais!
Todos os olhares foram dirigidos para Momo. Ela baixou a cabeça e mordeu a língua, sabendo que a reprimenda viria depois. Sesshoumaru reuniu a todos no escritório para resolver a questão de Jaken, que lançou um olhar fulminante para a criada pessoal da condessa.
- Estou aguardando a reparação do seu erro, Jaken!
O mordomo fiel de Sesshoumaru respirou fundo e se virou para Rin, mas ele não olhou para os seus olhos.
- Condessa Sara, este humilde servo pede-lhe perdão, se com uma conduta inadequada, agi de forma desrespeitosa, não observando a importância de sua pessoa.
Após dizer isto, curvou-se profundamente. Todos permaneceram em silêncio, até que Rin falou.
- Senhor Jaken, está perdoado e...
- Obrigado senhora – antes que Rin pudesse acrescentar mais uma palavra Jaken a cortou, virando-se para o conde – Senhor, peço a sua permissão para me retirar.
- Pode ir, e que isso não se repita.
Ele se curvou novamente para o conde e também para a condessa, e saiu. Os demais também foram dispensados, ficando Rin com Sesshoumaru no escritório.
- Nunca pensei que chegaria o dia que eu chamaria a atenção dele, pois ele nunca cometeu um erro em todo esse tempo que serviu a família Taisho e agora a mim.
- Ele nunca cometeu um erro? É de admirar!
Sesshoumaru abraçou Rin e beijou-lhe a testa.
- Bom! Isto está resolvido. Agora que estamos aqui conversaremos sobre o baile em você será apresentada oficialmente à nobreza de Endor.
Dias se passaram. A criadagem do castelo estava em polvorosa com os preparativos para o grande baile que aconteceria no castelo, tudo estava sendo administrado por Kaede, que cuidava de cada detalhe com dedicação. Ela reuniu a todos no jardim para dar algumas instruções, mas sendo dura com todos que já estavam estressados. Rin não queria se intrometer, pois Sesshoumaru havia lhe dito que deixasse tudo nas mãos de Kaede, já que ela não tinha experiência de como preparar um baile daquela proporção, mas que acompanhasse de perto para ir aprendendo para que no futuro ela mesma possa ser a responsável das festas que voltariam a acontecer no castelo. Rin estava em seu aposento bordando um tecido e pensava alto.
- Será que um dia alguém descobrira o seu segredo, Rin? Que você não é a verdadeira condessa de Westernlands, que é uma plebeia da cidade baixa e que usou esta oportunidade para escapar da morte?
CRASH!
Rin assustou-se com o barulho. Era a criada Momo que derrubou a bandeja de chá com xícara, bule, açucareiro e tudo após ouvir a sua confissão. Rin saiu correndo, olhou o corredor e fechou a porta do quarto rapidamente. Ela segurou a criada pelos ombros.
- O quê, em nome de Deus, você ouviu?!
- Eu não ouvi nada, nadinha, senhora! Juro!
- Momo! Não minta para mim! Desde quando estava ali parada? Diga!
- Er... desde o começo... eu ... ouvi tudo... tudinho o que dizia...
Rin pôs as mãos â boca e sentou-se na cama. Tinha o olhar assustado. Tudo o que não queria era que alguém do castelo descobrisse o seu segredo. Tarde demais. Estava entretida com o bordado que não percebeu quando a criada saiu para buscar o chá e deixou a porta aberta.
- Senhora! Acalme-se! Não precisa se preocupar! Vamos fingir que nada aconteceu... você é Sara, a senhora do castelo!
- Só que não é bem assim, Momo...
- Então... a senhora não é mesmo... a verdadeira condessa?
- Eu não sou quem você pensa que eu sou.
Rin confirmou. Momo caiu sentado no chão, não acreditando no que acabou de ouvir. Era como se sua alma tivesse saído de seu corpo.
- Se não é, então... quem... quem é você? E onde está a verdadeira Sara Taisho?...
Rin foi até ela, segurou suas mãos, lágrimas caíam de seus olhos.
- Momo... eu vou te contar tudo... é um fardo que eu carrego a mais de um ano... que não suporto mais... mas por favor, acredite em mim...
- Então... o seu verdadeiro nome é... Rin?
- (snif)... é... eu sou da cidade baixa, onde vivem os excluídos... e eu juro, que jamais imaginei viver assim, como a senhora do castelo!
Momo ouvia atentamente cada palavra pronunciada por Rin. Ela contou tudo desde o princípio, sua criação com a falsa família até o dia em foi parar no castelo. As duas se abraçaram.
- Que pais horríveis você teve... e o irmão mais velho, ele é um horror... o caçula é especial...
- Eles não são os meus verdadeiros pais... me raptaram quando eu era uma recém nascida. Não sei de quem sou filha, se os meus pais estão vivos, se tenho irmãos, parentes... pedi ao senhor Akitoki que investigasse para mim. Seu assistente veio num dia que o conde não estava e contou-me o que descobriu. Mas eu preciso ir no escritório dele para saber o resto.
- Iremos juntas! Sairemos com a desculpa que vamos ao centro comercial para fazer compras!
- Ninguém pode saber Momo, ninguém! Entendeu?
- E o que pretende fazer? Continuar como a condessa?
Rin andou até a janela do aposento.
- Eu não sei o que fazer... até quando continuar com isso, com essa mentira... eu só não esperava me envolver com o conde tão rapidamente...
- Está apaixonada por ele?
- Estou... nunca em minha vida imaginei gostar tanto de alguém... o que sinto por ele, é tão intenso...
- O ama?
Rin enxugou as lágrimas que teimavam em cair.
- Sim, o amo... amo muito... não quero viver longe dele...
- Mas, Rin... o conde é um homem corretíssimo, ele odeia que mentem para ele! Nem quero imaginar qual será a reação dele quando descobrir que não é a verdadeira esposa dele!
- E você acha que eu não penso nisso todo santo dia, desde que coloquei os meus pés aqui neste castelo? É uma tortura viver assim, ter que chorar escondida temendo que alguém me descubra ou que minha falsa família saiba onde me encontrar. Por isso que toda vez que saio do castelo tenho que usar um disfarce.
- Mas um dia terá que contar tudo e antes que ele descubra.
Rin abraçou a si mesma.
- Eu tenho plena consciência disso, e do que sinto por ele. Que Deus me dê força e sabedoria para quando este dia chegar...
A vingança é um prato que se come frio, diz o ditado. E este é um dos lemas que Jaken leva consiga em sua vasta experiência serviçal. Ele jamais admite que falem de sua conduta, que para ele é impecável, pois em seu conceito ele nunca comete erros. Acredita piamente que toda atitude que tenha está totalmente correta. Em seu conceito ele não comete erros, está acima disto. Foi repreendido pela primeira vez em sua vida de servo fiel e justamente pelo amo e senhor, a quem idolatra. Para ele, é Deus no céu e conde Sesshoumaru na terra. E tudo por causa de uma mulher, ser este que Jaken abomina. Desde que Sesshoumaru nasceu dedicou sua vida e cuidar e sempre a estar do seu lado. Jurou que ninguém ficaria entre ele e seu amo. À medida que o conde crescia, via o perigo constante de um dia encontrar alguém, como aconteceu. Seu amo bonito casou-se sem que ele mesmo soubesse, pois Sesshoumaru sabendo de seus ciúmes fez a união às escondidas. Jaken ficou sabendo dois dias depois. E mordeu os lábios de raiva. Para ele o conde deveria viver solteiro até o seu último dia, igual a escolha que ele fez de nunca se unir a mulher alguma na vida.
Ele jurou se vingar da condessa pela humilhação que passou, de ter que se desculpar e principalmente, de ter que aceitá-la como esposa de seu senhor. E a oportunidade surgiu. Quando ia para os aposentos cumprir a contra gosto a ordem de seu amo, de avisar que o conde a esperava no jardim para um passeio, Jaken ouviu por detrás da porta toda a conversa de Rin e Momo. Escutou quando a criada derrubou a bandeja, e logo depois a porta se fechar. Esperou um pouco e sem fazer barulho, abriu o trinco deixando uma brecha para poder escutar. As duas mulheres não perceberam nada e Jaken se vangloriou por descobrir o segredo de Rin.
- Sua falsa condessa! Quem ri por último ri melhor! Eu vou adorar ver o meu amo expulsá-la do castelo! Vai pagar com a vida, usurpação é crime passível de morte. E vai lamentar profundamente por ter mentido para um membro da família real!
Desceu as escadas e foi direto aos seus aposentos de criado. Fez uma pequena mala com poucos pertences. Tinha tudo em mente, pediria uns dias de licença para o seu amo bonito e viajaria até a cidade onde fica o convento em que a princesa Sara Asano viveu após a morte de sua mãe. Lá ele descobriria tudo. Foi até o escritório, pois Sesshoumaru se cansou do jardim e havia entrado.
- Amo Sesshomaru... eu quero pedir-lhe permissão para me ausentar do castelo de Westernlands por alguns dias.
Sesshoumaru arqueou uma sobrancelha, surpreso.
- Por que isto agora, Jaken? Nestes trinta anos que está comigo você nunca pediu um tempo para você, mesmo quando lhe ofereceram ou sabendo que é um direito seu como empregado. Aliás você sempre negou por que dizia que prefere estar servindo.
- Realmente é verdade, amo. Mas admito que o peso da idade vem para todos, e reconheço que já não sou tão eficaz como antes, por isso as falhas acontecem. Então, para continuar a servir-lhe da melhor forma possível necessito de um descanso... são só por alguns dias , meu senhor.
- Bom, se é assim, tem minha permissão.
- Obrigado, amo Sesshoumaru. Voltarei e garanto-lhe que as coisas no castelo mudarão para melhor.
Curvou-se e saiu às pressas. Tinha que pôr seu plano em prática.
Faltavam poucos dias para o grande baile que aconteceria no castelo de Westernlands e Rin ainda não havia se encontrado com o doutor Akitoki para conversarem a respeito da descoberta que Shippo, seu assistente, havia feito. Então ela enviou Momo até o escritório do advogado para marcar um dia em que ambos se encontrariam e seria quando o conde viajasse para cuidar de seus negócios. Então numa manhã após o café, Rin e Momo saíram como se fossem às compras, desculpa dada para que ninguém suspeitasse de nada. Logo estavam no escritório na frente do doutor Akitoki.
- O que descobriu? E, por favor, não me esconda nada!
- Deixarei que meu assistente fale. Shippo, vá direto ao assunto.
- Obrigado, doutor. Condessa, o brasão bordado na roupa de recém-nascido que nos trouxe pertence a uma nobre família do reino de Endor, cujo descendente morreu num trágico acontecimento – Shippo entregou a roupinha para Rin – Este brasão pertence a família Asano, do falecido General Souju Asano, que morreu no incêndio que ele mesmo causou, por que estava louco. Sua única filha foi salva e ainda criança, foi colocada num convento, onde viveu até pouco tempo, e saiu de lá para casar-se e...
Akitoki interrompeu Shippo.
- Senhora Sara, não precisamos mais prosseguir. O general Asano é o seu pai e este é o brasão de sua família. Eu me pergunto: por que insistiu que investigássemos sobre a sua própria história? Estou sem entender.
Rin teria que despistar senão o advogado seria mais uma pessoa que saberia do seu segredo.
- É que... saí do convento com uns poucos pertences que as freiras guardaram de quando era um bebê, tinha essa roupinha com o brasão bordado... não me recordava que de quem era... por isso que pedi que investigasse... agradeço a sua atenção, doutor... agora tenho que ir! Vamos Momo!
As duas saíram às pressas do escritório deixando os dois homens sem entender nada. No caminho de volta ao castelo, Rin ficou pensativa. Segundo a investigação o brasão na roupa de recém-nascido pertence à família da verdadeira condessa Sara Asano. Quando fugiu de seu triste destino ouviu da boca de seus falsos pais a confissão de seu crime, que, quando foi tirada de sua verdadeira família, estava vestida com essa roupinha que contem o brasão, junto com o colar que leva seu nome gravado. Seria a família Asano a sua verdadeira família? Descobriu então sua origem. Agora resta saber como e por que foi raptada e só terá a resposta quando reencontrar sua antiga família.
- Será que ela era...? Não pode ser ... segundo o senhor Akitoki a condessa era única filha do general, e nem é mais a última descendente por que morreu nos meus braços...
- Senhora, o que vai fazer agora que sabe sua origem?
- Eu não sei Momo... minha origem... mas o casal Asano só tinha uma filha... como eu poderia pertencer a eles? Os únicos que podem confirmar são os meus pais...
- Pretende encontrá-los e perguntar?
- Essa é a única alternativa.
- Mas é perigoso, senhora! Me contou que eles querem matá-la!
- Posso oferecer muito ouro em troca de informação. Só teria que pegar da sala do tesouro do conde, sem que ele perceba, e também aproveitar que o senhor Jaken ainda não voltou de sua licença! E você vai me ajudar!
- Vou?! Nossa, que aventura!
Rin tinha muitos planos em mente. Agora que descobriu sua origem iria até o fim em busca da verdade.
O dia do grande baile se aproximava e os preparativos estavam quase prontos. Tudo transcorria muito bem. Rin teve que adiar seus planos de ir atrás da sua antiga família, pois o conde não saia mais do castelo, e queria ficar mais próximo a ela. Com o passar do tempo Rin viu que os sentimentos que nutria pelo conde estavam mais fortes e que estava definitivamente apaixonada por ele. O mesmo acontecia com ele. Estava difícil ficar um longe do outro. Rin ficava aflita só de pensar no dia que Sesshoumaru descobrisse a verdade e como o coração dele se partiria em mil pedaços. E com certeza ele não a perdoaria por ter mentido para ele. E esse pensamento a consumia por dentro. Entre um sorriso e outro, disfarçava a aflição que sentia. Estava na enorme varanda que dava acesso ao jardim castelo vendo os criados com arrumação da festa. Braços a enlaçaram por trás e ela sorriu. Era Sesshoumaru.
- Sonhando acordada com o seu baile, condessa?
- É... vai ser o primeiro baile...
- O primeiro de muitos – ele a virou de frente e segurou seu queixo - E quero que esteja linda para esta ocasião. Terei o imenso prazer de apresentá-la a corte de Endor como minha esposa. Com este gesto também calarei a boca de muitos que ousaram falar de mim.
Rin desfez o sorriso e baixou a cabeça. Recordou o sonho que teve assim que chegou ao castelo, no qual estava num baile e uma mulher maltrapilha entrava e revelava que ela não era a verdadeira condessa. Sesshoumaru ficou sem ação e ela foi encarcerada no calabouço. Um terrível pesadelo.
- O que foi? De repente vejo que ficou triste...
- Não é nada... eu estou um pouco cansada, acho que vou me recolher e...
- Tenho uma ideia melhor! Espere aqui.
- Onde vai?!
Sesshoumaru saiu pelo jardim e não demorou muito voltou montado em seu cavalo puro sangue inglês, A-hun. Deu a mão para Rin para que montasse. Logo estavam fora do castelo, seguindo uma trilha que dava para a densa floresta que ficava no lado oriental do castelo.
- Para onde estamos indo?
- Quero que conheça um lugar que é especial para mim. Desde que cheguei planejei levá-la, mas estava impossível. Agora que meus assuntos foram resolvidos, tenho tempo para dedicar-me a você como se deve.
Sesshoumaru continuou falando de seus propósitos e Rin apenas ouvia. Estava na garupa do cavalo com os braços em volta da cintura do conde e o apertou com força. Ele sentiu e fez o mesmo, colocando a mão dele sobre as delas, correspondendo ao carinho. Aquele era mais um dos muitos momentos maravilhosos que Rin estava vivendo com o homem que amava e não queria perder, pois não sabia quanto tempo mais teria de felicidade até a descoberta do seu segredo. Seguiram pela trilha para o alto da colina, e ouvia-se o barulho de água.
- Uma cachoeira?
- Sim. É aqui a nascente do rio que passa atrás do castelo.
Por uns instantes contemplaram a bela paisagem e logo Sesshoumaru apeou do cavalo, e ajudou Rin a descer, segurando-a pela cintura, fazendo-a deslizar pelo corpo dele, ficando bem juntos. Ela pode sentir o quanto ele estava excitado. Sesshoumaru a beijou demoradamente e encarou Rin com os olhos cheios de desejo.
- Vamos entrar na água! Quero que tire a roupa.
- O quê?!
- É uma ordem, condessa.
- Mas... aqui?
- Não se preocupe. Este é um lugar privado. Ninguém vem aqui, exceto eu, e agora você.
Ele a virou de costas para ele e começou a desfazer-se de seu espartilho.
- O que está fazendo?! Sesshoumaru...
- Vou ajudá-la a despir-se. Tire o resto e entre na água.
Ele se afastou dela e tirou a própria roupa, logo mergulhou na água. Não demorou muito e ela também entrou. Num mergulho, Sesshoumaru foi até ela e a arrastou para o meio da piscina natural que se formava debaixo da queda d'água.
- Gostou daqui?
- Sim... é um lugar lindo...
- ... e é só nosso!
Ele a beijava, passando as mãos pelas costas dela. Rin também o acariciava. Quando poderia pensar que teria momentos como esses em sua vida? Sesshoumaru a levou de volta a margem, ficando próximo a uma pedra. Estava louco de desejo por ela.
- Quero fazer amor com você... aqui...
Sesshoumaru acariciou suas nádegas, e Rin umedeceu-se entre as pernas.
- Sesshoumaru... por favor…
Ele a abraçou por trás.
- Ssshh... quieta... – segurou seu queixo e girou-lhe a cabeça para um lado, sua língua lhe percorreu o pescoço, e sussurrou-lhe no ouvido – vou te inclinar sobre essa pedra... me pôr de joelhos, passarei as mãos por suas coxas, e abrirei você para a minha língua.
A excitação, misturada ao impulso miserável da voz rouca dele, tomou conta do corpo de Rin, como uma quebra de onda, fazendo com que lhe tremessem as pernas. As mãos dele lhe percorrendo a pele, lhe embalando os seios. Ele voltou a lamber a garganta dela, e mordiscou o lóbulo de sua orelha. Empurrou sua ereção contra ela, uma rígida dureza que claramente queria estar em seu interior. Colocou-a sobre a pedra e fez exatamente o que havia dito que faria. Separou-lhe as coxas e suas mãos deslizaram suavemente para o centro dela, que estava quente e úmido, e a excitou ao máximo. Depois de um tempo acariciando a intimidade dela, ordenou.
- Abra as pernas, condessa...
Ela obedeceu prontamente e ele se ajoelhou. Os dedos dele se cravaram em suas nádegas e a mantiveram quieta enquanto a língua dele trabalhava. Rin sentiu-se penetrada entre lentas lambidas, e soube o domínio que Sesshoumaru tinha sobre ela. Gemia e gemia alto. O orgasmo chegou em uma devastadora explosão que a fez sacudir-se. A boca dele a soltou, e ele se posicionou atrás dela, roçando sua ereção contra a sua intimidade.
- Isto é o que eu desejo... o que eu quero...
Sesshoumaru entrou nela com um duro impulso que levou seus quadris contra o traseiro feminino, e foi ele que gritou. Sem nenhuma pausa, começou a bombear nela, segurando a cintura da mulher, movendo-a para frente e para trás para que seguisse seus impulsos. Enquanto Rin voltava a gozar, seus corpos golpeavam um contra o outro. Era algo que Rin nunca tinha conhecido. Era sexo puro. Enquanto Sesshoumaru a segurava, continuava penetrando-a, dentro e fora, dentro e fora, bombeando dentro dela.
- Minha!
Gritou e derramou sua semente dentro dela. A penetrou mais algumas vezes nesta mesma posição. Depois de se sentir totalmente satisfeito, se retirou de dentro dela e com cuidado, a carregou no colo, levando-a de volta para a água.
- Condessa, está tudo bem?
- O que... o que você fez comigo?
- Te dei prazer, e te fiz minha outra vez. Você está bem?
- Estou... não se preocupe... estou muito feliz... e adorei o que fez comigo...
Sesshoumaru sorriu com a confissão dela. Descansaram e depois de um tempo, saíram da água. Logo estavam vestidos e regressaram ao castelo. No caminho de volta, sentada na garupa e abraçada ao homem que amava, Rin decidiu lutar por sua felicidade. Descobriria a verdade sobre a sua vida e, lutaria e enfrentaria tudo e não perderia o amor do conde por nada neste mundo. Se necessário fosse, estava disposta a enfrentar até mesmo a morte.
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