Incerto
Kollynew
Nossas atitudes afetam mais pessoas de forma mais intensa, profunda, e permanente do que podemos imaginar. E eles eram jovens.
Jovens demais.
Tudo é mais rápido, mais intenso e mais urgente. E em tempos como esse, quando o amanhã pode não existir, tudo parece mais bonito e os problemas menores são ignorados diante da possibilidade da morte.
Eles se amam e se apaixonam e cometem erros e perdoam e voltam a errar. Eles nunca cometem os mesmos erros duas vezes, mas sempre descobrem novos erros para cometer.
Às vezes, ele gostaria de dormir e voltar ao passado, talvez para esquecer as faltas e magoas ou concertar o que fez de errado. Ela queria refazer as falas tortas que pronunciou, pois tais palavras, talvez, fizessem com que ele tivesse dúvidas sobre ser ou não ser feliz.
Eles se amam, todos sabem, mas são jovens e imaturos, vivendo no meio de uma guerra. E, na incerteza, o receio colore a realidade.
Ela queria poder dormir sob as luzes do céu estrelado e assim contar as estrelas uma a uma, mas de nada adiantaria sem tê-lo ao seu lado. Apesar de tudo, ela desejava sempre poder encontrá-lo nas curvas daquela estrada sem fim, apenas para provar que valia a pena lutar,
que valia a pena brigar por ela.
Por eles.
E então, ele também se pegava pensando diversas vezes que, se pudesse, voltaria no tempo. Não para consertar as coisas que tinha feito, mas para cometê-los todos de novo – talvez até outros. Mas que, dessa vez, com certeza, pediria mais desculpas.
Talvez eles vivessem assim para sempre;
Ou talvez tudo acabasse.
Quem sabe se o que existia entre James e Lily resistiria ao fim da guerra?
A vida deles foi, afinal, uma grande incerteza.
Mas em suas curtas vidas, viveram intensamente: se amando e discordando, errando e acertando.
Por que nossos erros são as únicas coisas originais que fazemos.
Nota: Fic muito fofa da Kolly. Achi que das dela é a que mais gostei e a que mais tava querendo postar (L)
