Vamos ver se nosso soldado vai fazer as pazes com a nossa tatuadora?
Capítulo 11
Edward acordou na manhã seguinte sentindo-se tão cansado quanto estava quando ele foi para a cama. Ele não dormiu porra nenhuma, e ele sabia que tinha algo a ver com o corpo de uma certa mulher irritável, ou a falta dela, deitada ao lado dele. Hoje será seu último dia nos Estados até junho. Amanhã ele irá para Siracusa para subir em um avião de volta para o Iraque e ele tinha algumas coisas que precisava fazer antes que embarcasse, conversar com Isabella era sua prioridade. Ele iria repassar seus recados e, em seguida iria até a loja de tatuagem. Se ele fizesse tudo o que ele precisava antes, então, iria ter mais tempo para ela, aceitando o que ela daria a ele.
— Carlisle — Edward disse quando entrou na sede da Companhia Bravo. Carlisle foi designado para cuidar das famílias da companhia, das instalações e equipamentos, enquanto a companhia estava em missão.
— Sargento Cullen, como está passando , senhor?
— Eu estou bem Carlisle. Eu vim para ver como estão as coisas aqui. Todas as famílias sendo atendidas?
— Sim, senhor. Acabei de falar com a RFA esta manhã, para confirmar que está tudo bem.
— E quanto a esposa de Fisher? Ela teve o bebê no outro dia. Eu fui vê-la no hospital ontem e ela disse que não tem família por perto para ajudá- la. Certifique-se de que ela receba as refeições fornecidas pela cantina pelas próximas semanas e alguém que cuide dos seus meninos gêmeos e do recém nascido por pelo menos uma semana, para que ela possa descansar um pouco.
SPC Fisher é um dos jovens soldados de Edward, com uma jovem esposa e, dois meninos gêmeos de dois anos. O cara tem a esposa grávida de algumas semanas antes de ser chamado, e ela só teve seu bebê há poucos dias. Edward prometeu a Fisher que ele, pessoalmente, iria se certificar de que ela fosse atendida e que sua menina estava indo bem. Essa era uma das coisas que eram tão duras nas missões. Seu soldado perdeu o nascimento de seu bebê, ele não ia sequer conhecê-la por mais quatro meses, e não havia nada que Edward pudesse fazer sobre isso, exceto tirar fotos e se certificar que sua esposa tivesse a ajuda que ela precisava.
— Ela foi liberada hoje do hospital e um par de membros da FRG irá ficar com os meninos por alguns dias, até que ela se recupere da cesariana. Terei certeza que as refeições serão levadas também.
— Bom. — Edward disse, e ele ficou feliz em saber que Carlisle já estava cuidando disso.
Ele tinha uma incumbência para fazer.
Edward foi para o Commissary* e encheu seu carrinho de brownies e Ding Dong* e praticamente e todas as caixas de guloseimas que ele poderia encontrar, pegou dois filmes porque ele estava farto de assistir as cópias pobres de Hadji, que ele comprava no Iraque.
* Rede para fornecer mantimentos aos militares, aposentados e suas famílias.
* Bolinho de chocolate com recheio de cremoso branco, tipo alfajor.
Depois de pagar por tudo, ele gastou mais de cento e cinquenta dólares em cigarros para alguns de seus homens, e foi para os correios para enviar o material para a sua companhia, e então ele estava indo para No Regrets para ver Isabella.
Esperando que ela quisesse de vê-lo.
~~x~~
— O que há com você hoje? — Billy perguntou a Isabella quando ele se sentou no sofá de couro na sala de desenho.
Isabella estava sentada desenhando em seu bloco. — O que há comigo? Por que diabos você está cuidando tanto da minha bunda ultimamente? Eu costumo parecer como a porra de um raio de luz de sol, caralho? Não.
Sim, Isabella estava com um humor particularmente azedo hoje, mas ela tinha todo o direito.
Havia uma neve fresca de três centímetros de profundidade no chão quando ela acordou esta manhã, ela ia tomar café fora hoje, a fila no Starbucks era ridícula, e seu primeiro compromisso do dia foi um show. Ela estava tendo um dia ruim para dizer o mínimo e não ia fingir que ela não estava.
Billy apareceu com um donut na boca. Já era 1:00 da tarde, mas para Billy, ainda era de manhã. — Tudo bem, eu estava apenas verificando. Eu gostaria de manter a minha cabeça por favor, não há necessidade de mordê- la. — Isabella manteve os olhos focados em seu esboço. — Cale a boca e vá comer seu donuts e me deixe trabalhar em paz.
Billy esticou os braços para cima e, em seguida, levantou-se do sofá. — Tudo bem anjo. — disse ele, e então ele saiu da sala deixando Isabella sozinha.
Isabella tinha um dia longo hoje. Claro, ela só teria dois compromissos agendados, embora hoje fosse um daqueles dias que gostaria de enterrar-se por horas e horas no trabalho. Mesmo as tatuagem corações e medalhões de amor em jovens esposas do recém-casadas com militares seria melhor do que sentar na sua bunda e ficar pensando... não, ela não iria enfrentar a merda que era pensar sobre isso.
— Hey. — Harold disse, enfiando sua cabeça na sala de design. — A sua empresa de sistema de segurança está no telefone. Alguém invadiu sua casa.
— O que? — Isabella saltou de sua cadeira e correu para fora da sala. Ela pegou o telefone na recepção. — Aqui é Isabella Swan.
— Sra. Clark, aqui é Andrea Thompson da First Choice Segurança.
— Sim, eu sei. O que está acontecendo? — Isabella interrompeu. Ela não se importava quem ela era, ela só queria saber o que aconteceu.
— Sim, bem, nós detectamos que um alarme disparou em uma janela nos fundos de sua casa. A polícia foi notificada e eles estão atualmente em rota para investigar. Sugere-se que você espere a polícia entrar em contato com você.
— Obrigada. — Ela bateu o telefone para o receptor. Como diabos ela ia esperar a polícia entrar em contato com ela.
Isabella correu de volta para a sala de desenho e pegou sua bolsa. — Billy, cancele minha agenda de hoje, avise que vou ligar para remarcar.
— O que aconteceu? — Ele gritou de sua sala.
— Eu vou deixar você saber quando eu descobrir. — Ela saiu da porta escorregando pela neve maldita até seu carro. Esta era a última coisa de merda que ela precisava agora. Ela poderia agradecer se quem invadiu sua casa levasse todas as coisas de Jacob, o inferno que estaria fazendo um favor a ela, mas se eles tocasse suas coisas ela iria matá-lo.
Isabella se surpreendeu ao ver os policiais se retirando do seu bairro quando ela estava se chegando. Por que eles não esperaram por ela, ou pelo menos entraram em contato com ela?
Ela entrou com o carro na garagem.
Estranhamente, considerando que havia uma ruptura, nada parecia fora do comum. Ela abriu a porta da garagem para colocar o carro e seu coração imediatamente ficou preso em sua garganta. Sentado no chão ao lado da porta que dava para a casa estava um par muito familiar de botas de combate. Caralho.
Isabella desligou o motor e sentou-se em seu carro. Talvez ela devesse apenas, fingir que ela nunca chegou em casa. Ela não estava preparada para isso, e ser surpreendida não era como ela queria lidar com a situação, quando a situação finalmente se apresentasse. No entanto, não parecia que ela tinha muita escolha, porque naquele exato momento, a porta se abriu e Jacob a olhou.
Seu coração escorregou de sua garganta para o fundo de seu estômago quando seus olhos se encontraram através do pára-brisa e ele ofereceu-lhe um sorriso doce, leve aquele seu sorriso que ela sempre amou.
Relutante, ela abriu a porta do carro e saiu. Ela só ficou lá ao lado de seu carro, olhando para o homem que ela pensava que iria passar o resto de sua vida, o homem que levou seu coração e o colocou num ventilador de neve, espalhando os pedaços minúsculos em todas as direções, que, tornava impossível encontrar todos os pedaços. Era ele. Ele estava lá com seu bronzeado em sua calça da ACU, parecendo tão bem como ela se lembrava. A tatuagem em seu bíceps que ela fez alguns anos atrás, estava espreitando para fora da manga de sua camisa. Ela podia ver seu peito definido através do tecido de algodão, suas placas de identificação penduradas em seu pescoço entre os músculos. Seu cabelo parecia recém cortado deixando seu cabelo preto curto em seu couro cabeludo. Ele parecia com Jacob, só que ele não era o seu Jacob, não mais.
— Oi Bella. — disse ele, o nome dela rolando em sua boca como se tivesse todos os dias desde o dia em que o conheceu. Parecia o mesmo, parecia com o que ele fazia quando ela era sua, quando ele não tinha fodido e traído, mas não era a mesma coisa agora.
— O que você está fazendo aqui, Jacob?
— Eu tenho tentado obter notícias de você para dizer que eu estava voltando para casa em licença, mas você estava evitando minhas chamadas.
— Você acha? Eu não quero falar com você. Eu não tenho nada a dizer.
— Eu acho que nós temos muito a dizer. Nós temos muito que precisamos conversar. — Isabella caminhou em direção à porta, cuspindo gelo a partir de seu olhar frio, quando ela empurrou Jacob para fora de seu caminho para que ela pudesse entrar.
Ele a seguiu até a casa.
— Você é a pessoa que invadiu a casa?
— Minha chave não funcionou — disse ele atrás dela quando ela entrou na cozinha.
— Não fode, eu mudei as fechaduras.
— Desde quando você tem um sistema de segurança?
— Na semana que você partiu para o Afeganistão. Era um sistema de segurança ou um cão, e nós dois sabemos que eu não sou uma pessoa que curte animal.
— Sinto muito, Bella. — Suas palavras eram suaves, mas ela podia ouvi-lo claramente, ele estava bem atrás dela. Ele colocou a mão na parte baixa de suas costas e ela girou tão rapidamente que ele estava surpreso que ela não decapitou seu membro.
— Você está arrependido? Bem, é muito tarde para isso, porra.
— Por quê? Por que tem que ser tarde demais? Eu ainda te amo.
— Não se atreva a me dizer que me ama, Jacob. Se você amasse você não teria me traído. Você não pode voltar para casa e vir com essa merda. — Ela arrancou suas botas e correu para seu quarto esperando ficar longe dele, mas ela deveria ter pensado melhor. Ela podia ouvir seus passos pesados seguindo ela até que parou diante de sua porta do quarto. Ela não precisou se virar para saber que ele estava se inclinando seu corpo alto, magro perfeitamente esculpido contra a porta.
Ela não precisou se virar para saber que ele estava olhando para ela com cuidado como sempre fazia quando ela estava chateada.
— Não faça isso Bella. Eu te amo, você sabe que eu amo.
Esse foi o golpe final. Ela não ia ser a vilã que ia acabar com as coisas. Isso foi causado por ele.
— Diga-me por quê?
— Isabella ... — Sua voz era baixa e ele pelo menos teve a decência de olhar arrependido. Ele deu outro passo para o quarto e Isabella estendeu as mãos na frente para dete-lo.
— Só me diga, por quê?
Ele abaixou a cabeça, mas manteve os olhos sobre ela. — Eu não tenho um motivo. Simplesmente aconteceu.
Isabella balançou a cabeça e suspirou.
Ela queria a verdade. Ela precisava da verdade, porra. — Eu mereço mais do que isso.
— Olha, eu cometi um erro. Eu tinha acabado de chegar de uma missão. Nós estávamos em um black out para todos os telefones e servidores tinham caído. Eu estava sentindo falta de você como um louco e eu estava chateado que eu não poderia falar com você. — Olhos de Isabella se encheram de lágrimas não derramadas, tornando difícil para ela se concentrar. Se ela piscasse, elas iriam transbordar e ela estava determinada a não deixá-lo vê-la chorar.
Isabella nunca chorou.
Seus olhos castanhos viajaram sobre o rosto, esperando por algo que ele não poderia lhe dar. — Isso só aconteceu.
O peito de Isabella arfava quando ela respirou profundamente, as costas balançando enquanto ela segurava um soluço que estava tentando romper.
Ela caminhou até a cômoda e puxou um moletom. Antes que ela percebesse o que ela estava fazendo, ela tirou sua blusa, estando somente com seu sutiã.
Ela tinha estado com ele por tanto tempo que sua mente e seu corpo ainda estavam confortáveis com ele, mesmo que seu coração não estivesse. Ela parou quando sentiu o calor do olhar de Jacob. Ela olhou para ele e ele estava olhando para ela com desejo em seus olhos, um olhar que ele já não tinha direito. Ela puxou o moletom pela cabeça e tirou suas botas e colocou chinelos peludos. Ela marchou em direção a ele, sem dar-lhe a satisfação de um olhar quando ela passou por ele indo para a sala de estar.
Ele era como um cachorrinho perdido em sua sala e ela só queria que ele saísse.
Jacob entrou na frente dela quando ela se sentou no sofá. — Isabella, você vai falar comigo, por favor?
— O que você quer que eu diga?
— Qualquer coisa. Apenas me diga o que está acontecendo dentro de sua cabeça. Por favor. — Ele sentou-se ao lado dela no sofá, um pouco mais perto do que ela teria gostado, mas ainda longe o suficiente para que eles não pudessem alcançar um ao outro.
Ela o viu, o Jacob que ela sempre tinha conhecido e amado. Ela viu o cara do lado errado das trilhas, o bad boy com um grande coração e grandes sonhos. Ele era o cara que salvou a sua vida vazia, o cara que levou nada e fez algo. Ele era seu Jacob.
Isabella fechou os olhos enquanto ela chupava o ar em seus pulmões e soprou ar pelo nariz. Quando ela abriu os olhos, ela virou para Jacob. — Eu te amo Jacob. — As palavras estavam presas em sua garganta, mas ela tinha que tirá-las. — Você entrou na minha vida quando eu mais precisava de alguém, quando eu precisava ser resgatada. E você cuidou de mim, eu precisei de você e você estava lá. Mas eu não preciso mais de você. — Ela ficou surpresa com a calma em sua voz era, especialmente porque ela estava gritando por dentro, a raiva e a dor era tudo fervendo em seu interior.
— Você não precisa mais de mim? Bem, isso é muito fodidamente conveniente, Bella. Então, o que, acabou? — Jacob era um pavio curto e seu temperamento estava começando a incendiar.
Isabella sabia que não demoraria muito antes que ambos estivessem prontos para detonar bombas e cada um deles segurou o gatilho para o outro. Tinha sido sempre assim.
— Sim, está tudo acabado. — Sua voz estava à beira de gritar quando sua paciência estava se esgotando. — Tem sido assim longo de meses.
Jacob fez um barulho que parecia um grunhido quando ele balançou a cabeça para ela.
— Quantas vezes, Jacob?
— O que? — Perguntou ele piscando para ela, e ela poderia dizer nesse momento que ele estava mexendo sua mente para algo a dizer, e que algo ia ser uma mentira.
— Eu não sou estúpida. Quantas outras vezes que você me traiu? Nem fodendo pense em mentir para mim, porque não vai funcionar.
Jacob olhou para ela e ela podia dizer que ele estava pesando suas opções, tentando decidir qual o destino seria o melhor; que saída seria o mais fácil.
— Eu quero a verdade. Você sabe que eu mereço.
— Só uma outra mulher. — ele disse rapidamente.
Isabella apertou os lábios com força e balançou a cabeça. — Uma vez ou outra, uma outra mulher?
Ele não respondeu e ele não precisava. O olhar em seus olhos diziam tudo. — Você precisa sair. — disse ela, levantando-se e caminhando em direção à porta. Ele levantou-se, mas ele não fez um movimento para segui- la.
— Eu não vou sair, Bella.
— Jacob, você acha que você teria me traído, se você realmente me amasse? Você acha que precisaria de uma outra mulher se eu fosse importantante para você? Pare de fingir. Nós nos apaixonamos jovens demais, e nos tornamos o porto seguro um do outro , e nos deixamos ficar assim. Você não me ama do jeito que deveria. — Eu estava gritando com ele e me sentindo bem. Era bom deixar sair toda a mágoa e traição que tinha tomado o espaço de seu coração.
— Você está errada, Bella. — ele disse suavemente.
— Eu a amei desde que te conheci. Eu amo você.
— Eu sei. — A calma começou a voltar em seu peito, mas trouxe com ela um lote de desgosto fresco. — Eu sei que você me ama, mas não o suficiente. Não da maneira certa. — Isabella sentiu as malditas lágrimas se formando na parte de trás de sua garganta que começou a arder com a necessidade de deixar as lágrimas caírem livres. Seu peito apertado e ela não conseguia segurá-las por mais tempo. Assim quando elas derramaram sobre seu rosto, a campainha tocou. Poderia neste dia acontecer qualquer merda pior?
Aparentemente sim. Parecia que os deuses abriram os céus e uma tempestade de merda veio caindo sobre Isabella encharcando-a da cabeça aos pés, porque de pé do outro lado da porta estava Edward.
Olhos de Isabella caíram no chão quando viu o olhar que atravessou seu rosto quando ela abriu a porta.
— Agora não é uma boa hora, Edward. — Ela não queria que ele a visse chorando também.
Ele deu um passo para ela e ergueu o queixo com os dedos. — O que há de errado? — Sua voz era urgente e determinada quando ele procurou seu rosto sem ter a menor ideia do motivo de suas lágrimas.
Isabella sentiu Jacob vir atrás dela, tão perto que seu peito estava nas costas. — Quem é você? — Jacob perguntou quando ele olhou Edward, e Isabella sabia que as coisas estavam prestes a ficar quentes. Jacob era protetor, e ela teve a impressão de que Edward também era.
— Eu sou o Primeiro Sargento Cullen.
— Quem é você? — Edward pisou ainda mais perto de Isabella, mas ela o empurrou suavemente para que ele pudesse voltar. Ele olhou para ela, mas seu rosto não dizia nada.
— Sargento Jacob...
— Você é Jacob? — Edward interrompeu, não precisando ouvir o seu último nome, sabendo exatamente quem Jacob era. — Você deve estar brincando comigo.
— Isabella? — Ele tirou os olhos de Jacob, que ainda estava pairando atrás de Isabella e olhou para ela.
Uma corrente de lágrimas riscava por suas bochechas. Parecia que ela tinha aberto a comporta do caralho e elas não paravam de cair. Edward gentilmente agarrou seus braços, olhando-a com um olhar determinado. — Isabella, você está bem? — Ele disse as palavras devagar, como se estivesse frisando cada sílaba antes de passar para a próxima.
Isabella perdeu seu controle e enxugou o rosto com as costas da mão.
— Eu estou bem. O que você está fazendo aqui?
— Eu vim para ver você. Eu precisava ver você antes de partir.
— Isabella, quem diabos é esse cara? — Jacob perguntou, dando um passo ao lado dela, seu ombro pressionando contra o dela.
— Jacob — advertiu Isabella, enviando-lhe um olhar do inferno quando ela se afastou dele.
— Podemos conversar? — Edward perguntou, trazendo sua atenção de volta para ele.
— Isabella é melhor você começar a falar, quem é esse cara? — Os dentes de Jacob estavam rangendo, seu corpo imóvel ao lado de Isabella enquanto ele olhava para Edward.
Edward mudou-se para o lado e agora ele estava peito a peito com Jacob. Edward era maior do que Jacob, mas eles ficaram frente a frente exatamente na mesma altura.
— Olha cara, você pode ter falado com ela assim no passado, mas você não vai falar com ela assim de novo, você está me ouvindo? — A voz Edward era calma, mas a ameaça em suas palavras era perfeitamente clara.
Isabella tinha atingido o limite para o dia. Era hora de uma bebida e um banho seguido de sua cama. — Saiam vocês dois.
— O que? — Eles disseram, ao mesmo tempo.
— Jacob, saia. E o melhor a fazer. Nós devíamos ter feito isso há meses e você sabe disso. Saia. Eu não me importo onde você vai, mas você não se hospedar aqui. Podemos falar mais tarde sobre a venda da casa.
— Isabella, eu não vou...
— Isabella, por favor? — Isabella pediu, porque ela sabia que no fundo Jacob não podia negar algo que ela queria. Ele nunca poderia, era sua fraqueza.
Jacob olhou para ela e balançou a cabeça.
Ele pegou sua mochila que estava no corredor e se dirigiu para a garagem. Ela ficou surpresa com a facilidade com que ele foi embora, essa não era a forma como ele se comportava, mas ela não estava ia questionar.
Ela se virou para Edward, seus olhos mais suaves quando ela olhou para ele. — Basta sair. — ela sussurrou.
— Eu não... — Edward começou, mas parou quando ela olhou para ele.
— Vá — disse ela novamente, com a voz um pouco mais forte do que da última vez. As lágrimas começaram a derramar novamente e ela queria se bater por ser uma menininha chorona. — Isso é exatamente o que eu não queria, Edward. Eu não queria um homem pairando sobre mim como um cão de guarda, porra. Eu não quero que você esteja aqui. Eu não queria que você ultrapassasse, e eu com certeza não quero que você atravesse. Nosso acordo acabou, basta ir.
Ele olhou para ela, sem pestanejar quando ele inalou uma respiração profunda e soltou-a lentamente. — Querida, tudo bem, eu vou. — Ele puxou-a em seus braços antes de perceber o que estava fazendo. Seus braços fortes se sentiam bem, segurou-a contra ele, e ela deixou. Por que as coisas certas, acontecem tão completamente erradas?
Ele beijou sua testa. — Tchau. — ele sussurrou contra sua pele, e a saudade de sua voz fez a dor em seu peito palpitar.
Ela recuou e fechou a porta contra ele, e então tudo saiu dela como um tsunami colossal.
A volta do indesejado! Infelizmente, nosso casal não ficou de bem dessa vez :(.
Respondendo os reviews:
Ginny M. Weasley P: Infelizmente não vai rolar briga. O que a Bella viu no bar foi um mal entendido mas ela não pensa assim. Bjos
Christye-Lupin: Tadinho dele. A Rose só era uma amiga mas a Bella não pensa assim. Bjos
DaysCullenB.S: Todo mundo está acusando o Edward! Bjos
Bah83: Credo, não precisava ser tão malvada comigo! Receio que você ainda vai ficar com um pouco de raiva porque o drama não parou por aí. Bjos
Guest: Chorar no travesseiro? Não, ela não vai fazer isso mas te garanto que ainda vai ter lágrimas. Bjos
Nosso soldado está partindo e eles ainda não fizeram as pazes! Será que vai acontecer no último minuto? Quarta-feira tem mais! Bjos e até lá.
