Capítulo 12 – Uma proposta difícil.

Já era o horário do almoço. O sol estava no meio do céu azul. Teo olhou para cima e percebeu que já havia passado muito tempo. Disse:

- Nossa, já é hora de almoçarmos.

Ty Lee, que estava abraçada ao corpo de Teo, respondeu com um leve sorriso:

- Como o tempo passou rápido. Parece que permanecemos por apenas alguns minutos. Mas passaram horas!

Teo respondeu, acariciando o rosto de Ty Lee vagarosamente, enquanto voltava a admirá-la:

- Dizem que as coisas boas da vida durão pouco. Talvez tenham alguma razão.

Ela sorriu, acariciando o cabelo dele, colocando os fios de cabelo entre os dedos. O rapaz então perguntou:

- Onde vamos almoçar?

Ty Lee respondeu, ainda com as mãos no cabelo de seu amado:

- Eu conheço uma casa de chá, que serve ótimos vegetais como comida.

Teo deu um rápido selinho e falou:

- Vamos lá, então.

O casal foi até a tal casa. Entraram lá, radiantes, felizes e apaixonados. Os dois sentaram um do lado do outro na mesa. Conversavam com o rosto próximos, e entre uma garfada de cenoura ou alface, eles se beijavam com selinhos românticos. Quase no fim, um trio de tocadores de instrumentos musicais entrou na casa. Teo não perdeu a chance e pediu para eles tocarem alguma música bonita. Eles arrumaram a harpa, o trombone e a flauta, e tocaram uma bela música romântica. Claro, ele falou para Ty Lee:

- Esta música é para você.

Ela ficou toda alegrinha e escutou com um sorriso enorme. Ao final, ele agradeceu, pagou com uma moeda redonda com furo quadrado no meio, e então perguntou:

- Gostou?

Ela respondeu, abraçando-o bem forte:

- Amei. Simplesmente lindo.

Em seguida, outro beijo, de satisfação e prazer.

Após o almoço, o casal ficou conversando, rindo e se curtindo. A admiração mútua crescia entre eles. Não tinha como voltar mais atrás, o universo já tinha conspirado pare que o amor vencesse. Será?

O sol estava se pondo por trás do horizonte, pintando o céu de um laranja escuro. Estrelas começavam a aparecer ao céu. Eles estavam parados na frente do circo.

- É hora de voltar para casa – falou Ty Lee

- Casa, não tenho mais casa. A minha casa é você.

Ela gargalhou, colocou a mão sobre o ombro e disse:

- Amanhã você vem me pegar?

- É claro, jamais te deixarei.

Neste exato momento, Xong e vários outros homens mal-encarados, na verdade sete, de tatuagem sinistra, e armados com porretes de madeira e correntes de metal, saíram das sombras e cercaram o casal.

- Olha só, que está aqui, sozinhos. Se não é o nosso casalzinho que me derrubou!

Teo e Ty Lee fecharam a cara, preocupados com a situação. Teo não tinha nenhuma arma para se defender desta vez. Ty Lee, por sua vez, esticou as mãos de forma parecida com gafanhotos.

- O que você quer? Já não chega de briga? – falou Teo.

- Eu, oras, também não quero briga. Mas vocês também têm que querer acabar com a briga. – falou Xong, enquanto os homens circulavam o casal de forma ameaçante.

- O que você quer? – perguntou Ty Lee.

- Algo bem simples, que mais cedo, ou mais tarde aconteceria mesmo. Quero que você, seu moleque paralítico, suma daqui, e volte para a sua casa de perdedores. E você Ty Lee, volte para onde é o seu lugar, no circo, e ao meu lado. Não tem coisa mais sensata do que o meu pedido. – Xong respondeu, enquanto, os homens se aproximaram ainda mais de Teo.

- Nunca jamais, seu... – gritou Ty Lee.

Teo, porem, agarrou a sua mão e a puxou. Ela olhou para ele e o ouviu pedir:

- Ty Lee, ele tem razão. Nós não duraríamos muito. Acho que é hora de separarmos.

Ela arregalou os olhos e disse sem entender:

- Que?

Então, Teo deu um sorrisinho e, piscando um dos olhos, ele falou:

- Entendeu agora?

Sim, ela tinha entendido. Como era de esperar, agora não era o melhor momento de lutar, pois estavam em desvantagem. Teo ainda completou:

- Sei que você é FORTE para enfrentar esta situação difícil, mas eu fui PEGO desprevenido, eu seria apenas um peso para você.

Ela tinha entendido o seu plano, e assim o fez. Ela fingiu se render, se despediram, enquanto os homens começaram a seguir Xong já completamente mais a vontade e sem ansiedade.