CAPITULO ONZE
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Gina entrou no restaurante chique de braços dados com Draco Malfoy. Cruzou os dedos, olhou em volta e ficou aliviada em ver que Tonks não a decepcionou. Lá estava ela, com o Malfoy Senior.
Draco ficou vermelho quando deu um passo instintivo em direção à porta. Mas não antes do maitre chegar perto com um sorriso agradável.
— Ah, Sr. Malfoy, que prazer! — O sotaque francês pronunciou o sobrenome de Draco como música e fez com que seu padrasto levantasse a cabeça.
— Meu filho! — Gritou o velho. — Que surpresa! Venha sentar-se conosco.
— Que desgraçado, deve ser a pessoa que mais grita na cidade. Desculpe por isso.
— Tudo bem. — Gina murmurou.
Com visível aborrecimento, Draco tentou de monstrar estar encantado em juntar-se à mesa do padrasto. Gina ouviu Draco murmurar claramente:
— Pertence à escória de Brighton... velho idiota... arruinou tudo... que morra...
Ela mordeu o lábio evitando rir, e sorriu com prazer real quando o padrasto de Draco se levantou e beijou-lhe o rosto, insistindo que ela sentasse ao lado dele, o que a colocou em frente de Draco, que ficara ao lado de Tonks.
Ele estava tão aborrecido que nem sequer viu a nova aparência de Tonks. Seu padrasto certamente notou. Ele a olhava com uma expressão de confusão e desapontamento, como se ela o tivesse decepciona do de alguma forma.
O que seria isso? A mulher se esforçou ao máximo para ficar bonita e ele parecia desapontado?
Um silêncio constrangedor tomou conta da mesa, quebrado pelo garçom que anotava os pedidos. Tonks e o seu acompanhante já estavam bebericando martínis. Draco e ela pediram o mesmo.
Ela conversou com Harry e ele tinha certeza que Remus Malfoy administrava um negócio honesto e limpo. Os rumores sobre as drogas começaram depois que seu enteado assumiu o comando. Seria tão bom que Tonks realizasse o seu desejo, e logo chegaria o momento em que Remus precisaria do apoio dela, não seria muito divertido descobrir que seu enteado era um criminoso.
Seu drinque foi trazido, ela o bebericou imaginan do se Draco havia descoberto tudo sobre ela e colocado veneno nele.
Tonks já estava no segundo martíni, fazendo desenhos pequenos e tristes no cristal com sua azeitona. Remus acompanhava seu ritmo.
Draco bebeu o seu de um gole só e indicou ao garçom que trouxesse outra rodada.
Já que os amigos estavam longe de estar bêbados, ela prosseguiu com seu plano em relação a Tonks.
—Ouvi dizer que muitas estrelas de cinema vêm a este restaurante. — Ela começou em tom alegre. — Eu lhe contei, Tonks, que Michael disse que você parece a Ingrid Bergman no filme Flor de Cáctus? Acho que ele gostou de você.
— Michael, de hoje?
— Ele gostou de sua nova aparência.
— Hmm — Disse o Sr. Malfoy e tomou um gole de martíni.
— Hmm-mmm — Acrescentou Tonks e também bebeu um gole do seu drinque.
Gina não podia mais aguentar. Como o homem não notava? Tonks era apaixonada por ele. Esta era sua melhor chance de fazer com que ele a visse.
— O senhor não acha que Tonks está bonita, Sr. Malfoy?
— Achava-a bonita antes. — Disse ele impiedoso, e forçou um sorriso. — E você deve me chamar de Remus, querida. — Colocou a mão no joelho de Gina e o apertou.
Oh, ela estava com tanta raiva que poderia cuspir. Ele estava dando em cima dela enquanto Tonks estava ali se sentindo miserável e ficando bêbada.
Tonks levantou a cabeça, vermelha.
— Ele gosta que suas garotas sejam bonitas. A velha Tonks, ele quer feiosa e sem brilho. Como um velho sofá com molas quebradas.
— Não Tonks, isso não...
— Draco lhe trouxe flores? — Tonks perguntou para Gina.
— Sim. Rosas brancas.
— Eu recebi um bule. Vê o que quero dizer? Rosas para a garota e um bule de chá para a velha.
— Tonks! — Remus olhou alarmado para seu copo vazio. - Acho que você já bebeu o suficiente...
-E você... Você é um velho patético!
Vá garota! Gina sentiu-se orgulhosa. Embora Remus Malfoy estivesse olhando para Tonks como se ela fosse uma criatura horrível..
Ela esperou que Tonks se levantasse e partisse majestosamente do restaurante. Mas Tonks não progredira tanto em seu caminho ao poder feminino. Deixou a cabeça pender e comeu a azeitona do martíni.
— Trouxe o bule de chá do novo lançamento da porcelana Chintz que comprei nesta última viagem. — Disse Remus delicadamente, com ar frustrado.
— Você compra bules de chá para suas garotas? — Tonks perguntou.
— Não, eu... Não tenho nenhuma garota!
— Ah. — Tonks se empertigou e assumiu um so taque britânico cordial. — Hannah tornou-se muito apegada a mim, Tonks. Não sei o que fazer. Está falando sobre filhos. Na minha idade! E em relação a Sarah... oh, minha querida, a garota é insaciável. Está me exaurindo.
- Tenho certeza de que nunca falei com você dessa maneira.
— Você falou. Mas era só para Tonks o sofá velho. Recipiente de bules de chá. Eu nem tomo chá!
— Bem, me desculpe. De agora em diante, vou guardar minha porcelana Chintz e minha...
Um sorriso relutante mexeu com seu bigode de uma maneira atraente.
— Bingo! Manterei toda a minha porcelana
Chintz, e mulheres, fora de sua vida.
— É melhor que você as mantenha longe da sua própria vida. Encontre alguém da sua idade. — Tonks engasgou e ficou ruborizada, parecendo realmente aflita.— Não quis dizer...
— Não quis? — Disse Remus suavemente, fitando-a como se nunca a tivesse visto antes.
— Desculpe-me, não esperava... — Lágrimas surgiram em seus olhos e a ousadia foi substituída por constrangimento; ela se levantou abruptamente de sua cadeira e saiu do restaurante.
— Tonks, espere! — E, com um "me desculpem" murmurado, Remus Malfoy saiu em seu encalço.
—Desculpe-me, querida. Meu pai sempre foi... teatral. Espero que isso não tenha lhe tirado o apetite.
— Não, não. Sim. Sim!
Harry voltou para o carro, enfurecido. Por que será que Gina, mais uma vez, só uma vez, não fez o que ele pediu?
Era só dizer não. Isso é tudo o que tinha de fazer. Recusar sair com Draco. Mas não. Ele viu quando a limusine chegou e o maricas foi até sua porta. Ele era um tolo em segui-los. Ele quase retornou quando olhou pela janela do restaurante e a viu com o padrasto de Malfoy e uma acompanhante; pelo menos Gina fora esperta em arrumar companhia.
Após um tempo, Harry viu a outra mulher sair apressada do restaurante com o pai do maricas. Percebendo haver problemas, Harry segurou a arma. Mas antes de qualquer ação, o velho já estava beijando a mulher apaixonadamente. Até que o velho era afável Os dois estavam agora dentro de um Jaguar prateado embaçando os vidros como adolescentes.
Eles estavam muito mais quentes do que ele. Olhou novamente pela janela e viu Gina e o maricas conversando sobre o cardápio. Pegou um jornal que já havia lido de manhã e tentou não se lembrar que estava morrendo de fome. Ele é quem deveria estar sentado ali com Gina. Droga. Ele não estava só preocupado com a sua segurança. Estava com ciúmes.
Estava muito tentado a ir lá agora e arrancá-la do restaurante. Mas anos de disciplina e treinamento o fizeram desistir. Não comprometeria sua investigação, nem mesmo por causa de Gina. Apenas torceria seu pescoço quando a encontrasse sozinha.
No meio tempo, o que ele deveria fazer?
Ela estava segura no restaurante, mas quando Malfoy a tivesse no banco de trás da limusine, quem poderia saber o que ele tentaria? Ele era possivelmente um criminoso perigoso e Gina não estava treinada para lidar com qualquer tipo de situação que ele poderia lhe causar. E se ele a levasse para algum dos seus clubes pervertidos.
Tinha de tirá-la de lá agora. Pegou o celular.
Gina havia acabado de pedir um prato quando o maitre apareceu ao seu lado.
— Desculpe-me, madame, seu nome é Ginevra Weasley? Telefone para a senhora.
— No telefone? — Ela olhou perplexa. Tonks. Gina se desculpou com Draco, que mais uma vez pareceu aborrecido, e seguiu o maitre francês. Ao atender, ouviu a voz familiar do outro lado.
— Você tem de ir para casa imediatamente. Sentiu-se ultrajada. Não era Tonks, era Harry e com uma voz furiosa.
— Não irei. Como ousa me seguir?
— Há um ladrão na sua casa. O alarme está perturbando toda a vizinhança.
— O quê? Quando isso aconteceu?
— Há cinco minutos. Vá agora.
— Você não tente... — Ele desligou antes que ela terminasse a frase.
Por um momento, ela ficou ali, pensando. E se ela ignorasse Harry? Quanto tempo passaria até que ele desistisse e desligasse seu alarme? Mas já sabia a resposta. Ele deixaria o alarme incomodar a vizinhança o tempo que fosse necessário. A polícia viria, ela teria que falar com a companhia de seguros, seus vizinhos ficariam aborrecidos.
Não tinha escolha. Harry a forçou a abandonar seu encontro. O agente Harry Potter era um grande idiota. Se ele pensava que escaparia dessa, acabaria descobrindo que cometera um grande erro.
Ela voltou para a mesa, a raiva a impulsionando.
—Desculpe-me, Draco. — Ela disse. — Tenho de ir. O alarme da minha casa disparou.
— Oh, não. Uma falha, eu espero.
— Eu também.
— Há alguém que possa...
— Não. É um sistema novo e não quero incomodar meus vizinhos, por favor, não se incomode, pegarei um táxi.
— Ora, querida. Claro que a levarei para casa.
—Tudo bem. Desculpe-me se estraguei sua noite.
— De jeito nenhum. — Disse ele pedindo a conta
Durante o trajeto, ela se desculpou novamente.
— Você nem conseguiu jantar.
— Tudo bem. Depois pararei em um algum lugar especial para comer algo. Tenho de levar você lá qualquer dia. Penso que uma garota com o seu... apetite..., talvez ache o lugar revigorante.
Apetite? O que ele quis dizer? Drogas?
— Que tipo de apetite? — Ela perguntou.
— Será que devo lhe dizer? — Os olhos agora tinham um brilho estranho.
— As pessoas que são muito travessas às vezes vão lá. — Ele deslizou um dedo em seu ombro.
— Você é muito travessa, Gina? Tão levada que precisa levar umas palmadas?
— É isso que eles fazem neste clube?
— Isso é para iniciantes. — Iniciantes? Ela cruzou as pernas e chegou mais perto da porta. — Para os mais sofisticados, há certos... refinamentos. Existem salas especiais onde fazemos alguns jogos. Jogos íntimos. Adoraria levá-la até lá.
Se Gina tinha dúvidas se Harry entraria realmente em sua casa, elas se desvaneceram conforme a limusine se aproximava da rua. O som estridente do alarme fez seus dentes trincarem.
Um carro de polícia estava em frente da casa. Harry naturalmente estava conversando com o motorista.
— Bem, aqui estou. Em casa. — Disse ela alegre, já tentando abrir a porta da limusine.
Draco a segurou e colocou os lábios viscosos contra os dela. Quando abriu a boca para gritar de repulsa, ele enfiou a língua em sua boca. Ela segurou seus ombros tentando afastá-lo, colocou seu joelho entre os dele para atingir suas "partes".
A porta da limusine foi aberta e ela viu o rosto rígido de Harry. Com um empurrão em Draco, ela conseguiu escapar.
Completamente repugnada com qualquer ser humano nascido com pênis, ela passou pelo carro de polícia, destrancou a porta da casa e desarmou o alarme. Ouviu o eco da sirene estridente. Os vizinhos reclamariam durante semanas.
Um policial uniformizado apareceu a seu lado.
— Dei uma volta no exterior da casa, senhora, e parece que deixou uma janela aberta no segundo an dar. Talvez a brisa tenha disparado o sensor.
Ela sabia que não deixara nenhuma janela aberta, mas agradeceu de qualquer forma.
— Não me agradeça. Você receberá uma multa. Estamos cobrando por alarmes falsos. — Entrarei com a senhora, para ter certeza que está tudo bem.
— Obrigada, senhor.
Draco se juntou ao grupo em sua porta.
— Desculpe-me, Draco. — Ela estendeu a mão e ele não teve escolha a não ser apertá-la. — Eu o verei no escritório na segunda-feira.
— Você tem certeza que não gostaria que eu...
— Com certeza. Muito obrigada novamente. Desculpe-me por atrapalhar sua noite.
Harry parecia estar com o humor igual ao dela. O que a deixava ainda mais furiosa.
Esperaram até que o jovem policial partisse, desculpando-se por ser obrigado a enviar uma multa, e logo depois ela bateu a porta.
Sua boca estava aberta a ponto de gritar quando se virou e encontrou Harry na mesma posição.
— Você está fora do caso! Como ousa interferir?
— O quê? — Ela gritou, interrompendo as palavras dele.
— Eu disse que você está fora do caso!
— Não me pressione, senhor. Tenho um emprego legítimo. Você não pode tirá-lo de mim.
— Sim. Eu posso!
— Não me ameace. Isso não é sobre trabalho, é sobre poder. Você não suporta quando não está no controle de tudo o que faço.
— Não se finja de inocente. Na noite passada, fui eu, hoje é você fingindo estar de serviço dentro daquela limusine e amanhã à noite estará enredando qualquer outro infeliz.
— Sobre o que você está falando?
— Veja na sua agenda. Você tem um encontro em um restaurante italiano.
Ele devia estar se referindo a Dino.
— Mas é só...
— Poupe-me! — Harry levantou as mãos. — Não me importo com quem seja. Estou pegando meu boné e indo para casa. Minha primeira impressão sobre você estava correta. Vá se enrolar com seus Dracos e Dinos e quem mais esteja envolvido com você. A partir desse momento, o assunto entre nós está terminado, e o FBI agradece a seus esforços, mas eles não são mais necessários. Adeus, Gina.
Ela ouviu a porta da frente bater. A não ser que ela estivesse enganada, ele terminou com ela por considerá-la uma vadia. Ele era o segundo homem com quem ela dormia e em seu mundo fantasioso ela sonhou que ele seria o último, que seu amor por ele era correspondido.
Claro que isso não iria acontecer.
Ele parecia magoado. Tão ciumento. Será que ele estava com ciúme? Seus olhos se encheram de lágrimas.
Ela, finalmente, tinha encontrado tudo que queria na vida. Agora, parecia que ela havia perdido tudo em uma só miserável noite.
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N/A: Bom dia! Gostaram da atitude da Tonks com o Remus? Sinnceramente acho que ninguém pensou que o jantar fosse terminar assim não é? Esse moreno é muito orgulhoso, ao invés de sentar e conversar olha o que ele arma? e o Que ele diz para a Gina, fiquei morrendo de dó da ruiva... Okay, eu prometi que iria voltar a postar a Será que é difícil entender que te amo, entretanto com a correria eu nem consegui postar, irei postar hoje se possível e corrigir algumas adaptações que estava relendo e encontrei erros.
Agora como a adaptação esta acabando irei postar algumas possíveis novas, no final digam o que acharam e qual vcs querem ler! Nesse capítulo irei postar o resumo da Sussurros de Prazer:
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A advogada Gina Weasley não planejava escutar conversas românticas alheias em uma noite abafada em Nova Orleans. Mas, ao ouvir os sussurros de um homem ela sentiu como se ele a tivesse seduzindo. Agora, a voz dele ecoa por todo seu corpo, e pensar nele já não é o bastante. Ela também precisa tocá-lo...
Harry Potter sabe que a fantasia de sua melhor amiga é ter um encontro secreto... e está mais do que disposto a satisfazê-la. Ele sempre a desejou, e não se importa em viver com ela noites ardentes, ainda que tenha de ser um amante anônimo. Desde que ela jamais saiba a verdade, ela está feliz... e ele também. Afinal Harry não sabe se Gina seria capaz de desejar o homem por trás da voz.
Respostas aos comentários:
1696:O Harry é muito cabeça dura como vcs perceberam, acho que ele vai ter que ter um choque para entender sobre esses sentimentos. Realmente as mulheres são mais rápidas para perceber seus sentimentos. Deu até raiva do Harry nesse capítulo. Obrigado pelo comentário.
Gabi G. W. Potter:O interrogatório realmente foi bem interessante, mas esse moreno cabeça dura conseguiu estragar tudo no final desse capítulo. Obrigado pelo comentário.
Isinha Weasley Potter:Sei bem como é isso, quando as aulas voltam a correria aumenta, as minhas voltaram na quarta-feira, mas como boa aluna que sou irei apenas amanhã, portanto perdões se postar apenas nos finais de semana. O Malfoy pretendia fazer muita coisa, sorte que a Gina frustrou seus planos, com uma certa ajuda de Harry, infelizmente o dia dela não acabou nenhum pouco bem. Obrigado pélo comentário.
Joana Patricia: Gina e Tonks realmente fizeram uma grande amizade, adorei a atitude da Tonks no começo do capítulo. O jantar não ocorreu como o planejado, Harry é muito impaciente e ciumento para qualquer coisa. Obrigado pelo comentário.
Prévio do próximo capítulo:
Harry não perdeu tempo no telefone, mas saiu correndo até a porta de Gina e começou a bater. Ela era teimosa o suficiente para ir trabalhar apesar de suas ordens. Ele tinha de evitar que isso acontecesse.
— Está procurando pela Gina?
— Sim. — Respondeu ao Sr. Edgar, o vizinho da frente.
— Partiu há meia hora. Mais cedo que o normal.
...
Ela olhou para o relógio. Eram quatro horas. Ela se daria mais uma hora para trabalhar e relataria suas descobertas a Harry, que as submeteria ao FBI que tem programas para decifrar códigos, e a sua missão não estaria cumprida, mas terminada. Mas se ela pudesse decifrar a senha sozinha...
Uma vez que a investigação estivesse terminada, Harry retornaria à sua casa antiga. Se ele não se mudasse, ela se mudaria. Sua acusação no sábado à noite, sua crença de que ela era "fácil e prestava favores" , mostrava que ele não a amava como ela o amava. E a nova Gina não aceitaria menos do que amor e confiança completos.
Era orgulho o que a fazia dobrar seus esforços para decifrar a senha de Harrison antes do final do dia.
