N/A: Gente, mil desculpas pela demora. Estava em semana de provas finais, e aliás. PASSEI DE ANO *-* estou feliz, e vocês? Me contem como foram, se passaram, se passaram no vestibular... Um parabéns especial para a Gabriela Black que passou em Jornalismo na Casper Libero, 26º lugar. PARABEEÉNS LINDA!
Gente, dia 5 é meu aniversário,então provavelmente não vou postar nesse dia, nem no dia 4. Mas mesmo assim, adianto um capítulo especial, grandão, rs. Aos reviews:
Luu Evans: Remus gay sim... rs, eu estava planejando isso desde o começo, pois tenho uma amiga que gosta muuuuito de puppylove, mas não consigo fazer o Sirius gay, então a deixei feliz com o Remus. Mas espero que você esteja gostando.
Aneenha-Black : Remus gay (de novo HAHA), Sirius dando piti, não sei como consegui descrever essa cena, o Amos é fofo demais, mas acho queele vai sofrer um pouquinho nesse capítulo. Ai, fico tão feliz que esteja gostando!
Gabriela Black : AAAAA, eu fico feliz que você esteja gostando... OMG, eu respondi tudo e agora não tem nada para colocar aqui, haha! Mais uma vez, PARABÉNS PELO VESTIBULAR!
Gente, se vocês quiserem manter um contato mais direto comigo, peçam meu msn, eu passo numa boa. Espero que aproveitem esse capítulo. Comentários são sempre bem vindos e tratados com muito muito carinho.
Beijos!
Lily tamborilou os dedos na carteira de madeira que dividia com uma Anna sonhadora, que mal ouvia as explicações da professora. Sinceramente, nem a ruiva conseguia se concentrar direito naquela aula exaustiva. Ela não tinha plano algum, e não querendo se gabar, mas sempre foi uma garota de planos. Mal sabia ela para onde ir depois de Hogwarts, onde morar e como ganharia dinheiro naquele mundo competitivo. E infelizmente, quanto mais pensava em seu futuro, só lhe vinha á mente seu quarto naquele sobradinho, Rua dos Alfaneiros nº 4. Seus pais e sua irmã desagradável, Petúnia, moravam lá. Era sua casa desde os três aninhos de idade, e provavelmente para onde voltaria aos seus plenos dezessete.
Mas viver em um mundo tão pacato, tão singelo, não era seu ideal de vida. Queria uma casa grande no campo, onde pudesse criar seus futuros cinco lindos filhos. Queria uma vida comum e mágica ao mesmo tempo. Era seu plano desde o início, mas vários acontecimentos, como o surgimento de comensais da morte por toda a parte e a perseguição aos nascidos trouxa a deixavam com medo. Talvez se...
- Senhorita Evans? – A voz aguda da professora interrompeu sua linha de pensamento.
- Professora Sprout? Desculpe-me, não escutei.
- Namorar o Senhor Potter não está fazendo bem para esta cabecinha... Menos cinco pontos para Griffindor.
Como aquela professora bastarda tira cinco pontos de Griffindor apenas por Lily estar distraída? E ainda faz comentários do tipo em frente á todos. Já deviam saber, de qualquer jeito... As coisas se espalhavam muito rápido por aquela escola. Sentiu suas bochechas, seguidas pelas orelhas, queimarem de vergonha.
- Potter, huh? – Comentou uma garota de cabelos negros e ondulados até metade das costas – Quem será o próximo a se prender, Sirius Black?
- Conhece o... Ah, esqueça – Lily voltou-se para a lousa.
- Se conheço Sirius Black? Não há uma nessa escola que não conheça muito bem aquele...
- Aquela pessoa ótima! – Interrompeu Anna, um olhar enfurecido para a garota.
- Você provavelmente está com ele agora, não é? – Notou a garota – Scarlet Fetherson.
- Anna Van der Bilt... Você é a famosa trigêmea, não é?
- Sou – Scarlet levantou os cantos dos lábios, em um sorriso forçado – Melhor você arranjar um garoto agora, antes de se chutada.
- Poupe-me de seus comentários desnecessários, Scarlet.
- Annie, pare de discutir e volte a atenção para a aula – Pediu Lily.
- Afinal – Continuou a garota, sem se importar em ser ignorada. Sabia que estavam ouvindo, mesmo que não olhassem diretamente em seus olhos – Eu conheço Sirius um tanto melhor que você, não é? Ficamos juntos por algum tempo antes dele me enxotar para fora do banco da moto idiota dele...
- Ele te enxotou do banco da moto? – Anna voltou a se virar, horrorizada com o que acabara de ouvir.
- Isso mesmo, querida – Scarlet revirou os olhos, cansada de repetir, embora tenha dito apenas duas vezes.
- Que horror! – Exclamou a garota, arregalando os olhos.
- Falando nisso, onde ele está? – Perguntou Scarlet, de repente interessada.
- Em Hogsmeade, matando aula – Riu Anna.
- Banal...
Lily parou de escutar a conversa da amiga e voltou-se para os livros, plantas e mais plantas. Nada que realmente a interessasse. Cantarolou baixinho uma de suas musicas favoritas dos Beatles, For You Blue, composta por George Harrison. Encarou o livro, sem expressão alguma, lembrando-se que teria turno aquela noite. O turno da noite era sempre o mais fácil, não havia muitas crianças fora de seus aconchegantes cobertores. Ela podia apenas se sentar em uma cadeira no meio do corredor, lendo algum de seus livros trouxas. É, ela faria isso.
- Padfoot, seu inútil! Perdi a aula de Herbologia, não acredito nisso... Vamos nos dar muito mal! – Reclamou Remus, de braços cruzados.
- Cale a boca, puritano! – Riu Sirius.
- Não posso fazer nada pela sua alma corrompida – O rapaz descruzou os braços e pegou uma garrafa de cerveja amanteigada que estava sobre a mesinha.
- Não é bom, Prongs? – Observou Sirius, completamente relaxado.
- O que?
- Trocar as aulas por deliciosas cervejas amanteigadas aqui em Hogsmeade.
- Sim, senhor – Sorriu James – Me diga uma coisa, Moony. Lily vai ter turno noturno hoje?
- Vai – Assentiu Remus – O que você pretende fazer, exatamente? Se for algo ilegal ou promiscuo, sinto em ter que cortar sua onda, ou como quiser chamar essa história de quebrar regras! As regras são importantes para a sociedade, por isso existem, para impedir a desordem e a rebeldia! Vocês são rebeldes pervertidos que matam aula para beber no Três Vassouras!
- O que você está fazendo, exatamente? – Apontou Sirius.
- Não, nada promíscuo ou ilegal. Só vou fazer companhia á ela – Interrompeu James.
- Estou... – Remus tomou um gole de sua cerveja – Estou matando aula para beber no Três Vassouras. Dane-se!
- Eles crescem tão rápido – Sirius tapou o rosto e imitou o choro de uma mãe desesperada.
- Quem? Seus pelos? – Gargalhou James.
- Babaca – Riu Sirius – Pelo menos não sou eu o pobre coitado que ainda tem problemas com...
- Xixi? – Perguntou Peter, que até o momento apenas admirava o jeito com os amigos agiam.
- Problemas com... – Riu Remus, com um olhar sugestivo á Sirius.
- Eu não tenho! – Exclamou James, cruzando os braços.
- Melhor parar de me importunar se não vou contar... – Cantarolou Sirius.
- Eu não tenho, Padfoot – Irritou-se James.
- Que bom, eu só estava blefando.
- Sem graça! – Gargalhou o rapaz.
James olhou pela janela. Hogsmeade era tão deserta durante a semana, que ele mal podia acreditar. Mas em geral, as pessoas estavam preocupadas com seus empregos em grandes empresas bruxas, ou mesmo no Ministério da Magia. Existiam também aqueles que tinham lojas. Olivanders era um deles, um senhorzinho simpático que sempre tinha boas histórias sobre varinhas para contar. Geralmente, James, Sirius e Remus o deixavam falando sozinho, enquanto se divertiam bagunçando as varinhas. Mudavam-nas de caixa e depois trocavam os lugares. Ficavam esperando um cliente chegar para verem o estrago. Era tudo tão divertido... Se tivessem escolha para nunca deixar aquela escola, nunca a deixariam. Mesmo depois da morte, suas almas iam se divertir pelo castelo, como costumavam fazer na infância.
Era difícil não se emocionar lembrando-se de tudo o que passaram juntos. Mas eles iam continuar juntos em alma. E o lugar para os amigos sempre no coração iria prevalecer sempre naquele mesmo lugar. Havia algo além do mágico em Hogwarts, algo que marcava você incondicionalmente. As amizades que você fazia, as etapas pelas quais passava. Mágico.
O grande salão estava mais cheio do que o habitual para apenas onze da manhã. Por algum motivo, muitos alunos resolveram almoçar mais cedo, o que não era comum de se ver. Geralmente, passavam esse tempo livre nos jardins da escola, ou se divertindo as custas dos outros no meio dos corredores principais e escadarias. Um grupo de garotos terceiranistas cumprimentou um rapaz que se aproximava da mesa de Griffindor.
- Saudações – Cumprimentou Sirius, sorridente, sentando-se entre James e Lily. O rapaz passou a mão elegantemente pelos cabelos negros, jogando-os para trás e logo se virou para a ruiva – Como está?
- Mas que bom humor – Notou James, cruzando os braços sugestivamente para que o amigo saísse dali.
- Que bom que notou, Prongs – Sirius deu uma garfada animada em um pedaço de carne – Que bom que notou!
- Motivos? – Perguntou Lily, ajeitando a saia.
- Ah, a vida é maravilhosa – Disse o rapaz, depois de engolir seu primeiro pedaço – Não é mesmo, Lils?
- Tudo bem, Pads. Isso está começando a assustar – Remus arregalou os olhos enquanto tomava um gole de seu suco de abóbora.
- Estou de bom humor, não posso? – Sirius entreabriu mais um sorriso – Eu completei minha coleção essa manhã, depois do Três Vassouras.
- Que diabo de coleção é essa? – Indagou Cecily, enrolando o macarrão no garfo de prata.
- Minha coleção de discos de vinil dos Beatles. Eu completei! – Exclamou Sirius, mais feliz do que quando quebrara o recorde de mais balaços arremessados para fora do campo de quadribol. E ele ficou realmente feliz daquela vez, tanto que a cada cinco minutos esbanjava um sorriso branco para todos que quisessem ver.
- Qual faltava? – Curvou-se Lily, demonstrando grande interesse pelo assunto.
- With The Beatles... Não encontrava em nenhum lugar, mas por algum motivo, uma trouxa que passeava pela fronteira deixou á mostra então eu...
- Você roubou! – Gargalhou Cecily, interrompendo a linha de pensamento do rapaz.
- Ela não ia realmente usar aquilo, e eu estava precisando mais! – Defendeu-se, ainda com um sorriso esboçado no rosto.
- De novo não! – Lamentou Remus, cansado de ouvir sobre o assunto.
- Do que estão falando? – Perguntou Anna, sentando-se ao lado de Cecily.
- Daquela banda trouxa, de novo... – Bufou Peter, timidamente.
- Eles são uma lenda! – Exclamou Lily – Agora vai, me deixe ver a capa do disco, Sirius!
- Não! – Riu-se o rapaz, apertando a embalagem do disco contra o peito – Você vai riscar. E veja bem, você não sabe o como foi difícil desaparecer com essa belezinha! A garota ficou muito irritada quando percebeu que o disco havia sumido.
- Que garota? – Perguntou Anna, levantando uma das sobrancelhas, desconfiada.
- Por favor, Anna – Bufou Cecily – Ele nem a conhecia...
- Tanto faz – Ela deu de ombros, olhando para o outro lado.
James atirou a cabeça para trás, fazendo preces mentais para mudarem de assunto logo, antes que começassem uma briga feia. Sirius lhe deu um cutucão nas costelas, o que o fez olhar de volta para a mesa. Havia um motivo, do outro lado, na mesa de Slytherin, Susan, Dolohov, Lucius, os Lestrange, Bellatrix e Narcissa conversavam entre sussurros.
- Qual será o problema deles? – Indagou Cecily revirando os olhos.
- Não faço a mínima idéia, melhor perguntarmos – Desafiou Sirius, erguendo as sobrancelhas em um olhar de superioridade em direção á Bellatrix.
- Não – Interrompeu Lily – Ninguém vai falar nada. Hoje vou falar com Dumbledore.
- É assim que se fala! – Animou-se James, esperando o acompanhamento dos outros, que o encaravam franzindo a testa.
- Não, Prongs – Corrigiu Sirius, sério.
Remus segurou o riso, contorcendo o rosto em uma careta.
- Oi – Cumprimentou Amos, interrompendo a conversa do grupo – Cicy, podemos falar?
- Claro, só um minuto – Sorriu ela, voltando-se para a mesa – Me encontrem na sala comunal com a sobremesa!
Amos limpou o suor das mãos na calça, um sorrisinho nervoso estampado no rosto. Cecily se levantou rapidamente, acompanhando os passos do garoto.
- A propósito, muito obrigada pelo vestido! Não precisava se preocupar com...
- Não foi nada – Interrompeu ele.
O silêncio dominou enquanto caminhavam. Cecily mal havia dado alguns passos e já estava no final da mesa de Griffindor. Ela não entendia o motivo do garoto a chamar se não diria nada, afinal a sobremesa parecia deliciosa e se demorasse um pouco mais iriam comer seu pedaço. Ela torceu o nariz enquanto se perdia nos pensamentos até que finalmente resolveu quebrar o vácuo.
- Se não foi pelo vestido então por que me chamou?
- Tudo bem, vou dizer logo – Amos respirou fundo, cruzando os braços sobre o peito – Tenho... Pensado muito em você todos esses dias. Quero dizer, você me entendeu, não é? Acho que entendeu... Enfim... Já que estamos indo ao baile juntos pensei que... Bom, na verdade, acho melhor deixar para lá.
- Tudo bem então – Ela deu de ombros – A gente se vê.
Cecily virou-se e começou a caminhar de volta para os amigos. Provavelmente Sirius e Anna começavam uma discussão em pleno almoço. Ela se apoiava na mesa com uma das mãos e a outra firmemente esticando o dedo indicador, com uma expressão irritada enquanto o rapaz apenas balançava a cabeça olhando para a direção oposta.
- Espera – Chamou Amos, correndo até a garota – É difícil para alguém tímido dizer o que sente, posso tentar um pouco.
- Você não é tímido – Riu-se a garota – Me chamou para sair sem gaguejar, pelo menos...
- Em tese, ensaiei mais de mil vezes em frente ao espelho. Algo como – O rapaz ergueu as sobrancelhas convincentemente – Oi, você gostaria de sair comigo? Ah, e a clássica – Cruzou os braços e balançou a cabeça galanteadoramente – E ai, devíamos sair um dia...
Cecily soltou uma risadinha delicada, encarando o chão.
- Quando você estava correndo em direção á sala de História da Magia, se lembra?
- Os livros caíram, sim – Assentiu ela.
- Eu devia ter lhe dado uma detenção por isso, me esqueci completamente depois que conversamos... Devem ser comuns essas declarações melosas cheias de palavras bonitas e complicadas, certo? Gosto de você. Bastante.
- Nossa... Você é um ótimo... Amigo. Nada mais do que isso, me desculpe.
- Entendo, tudo bem – Amos forçou um sorriso – Bom, tenho que ir agora, a gente se vê, Cicy.
A garota endireitou as costas e observou atentamente as pontas do cabelo castanho. Era um jeito que ela havia inventado para se distrair de situações constrangedoras e colocar os pensamentos nos devidos lugares, embora eles nunca fossem para o lugar certo.
- Sirius, ouça! – Implicou Anna – Olhe para mim!
- Chega, Anna... – Pediu Sirius, uma expressão cansada tomando conta de seu rosto por completo – Nós devíamos dar um tempo, sabia disso?
- Agora nos estamos juntos para você? – Bufou a garota, revirando os olhos.
- É assim que conseguimos a paz mundial – Comentou Remus – Brigando em meio ao almoço tranqüilo de Remus Lupin.
- Gente – Lily desencostou a cabeça do ombro de James e encarou a amiga com uma expressão séria – Anna, por favor... A garota colocou coisas em sua cabeça e agora você está insuportável!
- Que garota? – Perguntou James, curioso.
- Scarlet Fetherson – Bufou Anna.
- Uh, péssimo começo – Murmurou Peter.
A noite caiu. As estrelas estavam encobertas pelas nuvens que se aproximavam do castelo. A lua era apenas um ponto de luz no céu e Lily estava sentada em uma cadeira no meio do extenso corredor da torre de Astronomia. Em seu colo, um de seus livros favoritos, Romeu e Julieta. Era um clássico, e também, romântico. Ela daria tudo para ter as mesmas palavras que Romeu disse a Julieta, sussurradas em seu ouvido. Mas aquele era o mundo bruxo, quem lá havia ouvido falar se William Shakespeare e suas histórias lindas? A garota riu-se baixinho, e voltou a atenção para o livro. Romeu e Julieta planejavam a fuga para o casamento que supostamente acabaria com a briga das famílias. Ela sabia o que aconteceria depois, mas não cansava de se surpreender com o final.
- O que está lendo? – Perguntou uma voz masculina que ela bem conhecia, do final do corredor.
O coração gelou por um instante, o estômago deu piruetas e a boca ficou seca de repente. James sorria intrigado, e se aproximava, com as mãos nos bolsos. Ela mordeu o lábio inferior e fechou o livro, sem se importar em marcar a página. O coração bateu mais forte. Era uma sensação contínua, de sempre quando o rapaz se aproximava. Eles estavam juntos, mas assim como em seu livro favorito, ela não cansava de se surpreender com a própria reação. Ela colocou uma mecha ruiva atrás da orelha e sorriu.
- Romeu... – Ela colocou o livro no chão – Romeu e Julieta.
- Sobre o que é? – Perguntou James interessadamente, sentando-se ao lado dela.
- São duas famílias inimigas, e os dois filhos se apaixonam perdidamente. É muito romântico, mas sempre choro no final...
- O que acontece?
- Não quer ler antes? Posso emprestar...
- Tudo bem – James deu de ombros, colocando uma pequena cesta de Natal na frente da namorada – Eu vim juntando coisas, e comprando o que você gosta. Era para ser seu presente de natal, mas quis ver sua reação antes.
Os olhos verdes de Lily brilharam intensamente ao ver a cesta, toda decorada com fitas vermelhas, e vários objetos dentro. Havia um porta retrato enfeitado com macarrão trouxa e glitter dourado, com uma foto em movimento. James gargalhava ao lado de Sirius, abraçado junto a Anna, Cecily mandando um beijo para a câmera. Lily abraçava a amiga, e ao seu lado, Peter, sorrindo timidamente no canto da foto. Remus estava fotografando. Ela se lembrava da foto. Era do começo do semestre, depois das férias. O primeiro dia em que começaram a andar juntos. Também havia um gatinho malhado de enormes olhos azuis, de pelúcia, claro. Várias caixinhas de feijõezinhos de todos os sabores, um sapo de chocolate, dentro da caixinha. Sentiu o estômago revirando mais uma vez, e a palpitação. Ela gostava de chamar de ansiedade. Sendo que era muito mais que isso. Havia um pedaço de pergaminho dobrado também.
- O que é? – Perguntou ela, um sorriso largo estampado no rosto.
- Cicy disse que era seu trecho favorito... Decorei para dizer ao vivo – Riu James - Qual é a luz que brilha através daquela janela? É o oriente, e... Lily é o Sol. Ergue-te, ó Sol resplandecente, e mata a Lua invejosa, que já está fraca e pálida de dor ao ver que tu, sua sacerdotisa, és muito mais bela do que ela própria. Não queiras mais ser sua sacerdotisa, já que tão invejosa é! As roupagens de vestal são doentias e lívidas, e somente os loucos as usam. Deita-as fora! Esta é a minha dama! Oh, eis o meu amor! Se ela o pudesse saber! O seu olhar é que fala e eu vou responder-lhe... Sou ousado de mais; não é para mim que ela fala. Duas das mais belas estrelas de todo o firmamento, quando têm alguma coisa a fazer, pedem aos olhos dela que brilhem nas suas esferas até que elas voltem.
- Decorou isso? – Perguntou Lily, com o estômago girando mais do que uma máquina de lavar trouxa.
- Não, Sirius está me passando cola... – James segurou o riso, olhando para trás de Lily no final do corredor.
Sirius sorriu alegremente, segurando alguns cartazes com tudo o que James deveria dizer. O rapaz acenou para a ruiva e levantou os polegares, com aprovação, para o melhor amigo. Logo, saiu correndo, levando os cartazes consigo.
Lily soltou uma gargalhada desajeitada, bagunçando os próprios cabelos. Aquele era seu Romeu. Uma versão muito melhor. Era seu James, que repetia as palavras de um personagem de um livro usando os cartazes de Sirius, no final do corredor. Seu James que a importunava o dia todo, mas era a pessoa mais doce que havia conhecido. Ele tinha lhe feito uma cesta cheia de objetos marcantes, ou os doces favoritos dela. De repente, parou de rir. Ocupou os lábios com algo melhor. Os lábios de James Potter.
