Este é o último capítulo da fic. Aproveitem!

Ah, e quem foi que disse que aquele foi o fim da Vanessa? Mwahahahaha


Twilight pertence à Stephenie Meyer.


11. Recomeço

:: Edward POV ::

Bella não quis queimar o corpo de Vanessa. Ela disse que não havia necessidade. Eu tinha a impressão que havia, mas não quis contrariá-la.

Eu fiquei feliz de ver que ela me defendeu daquela maneira, como se eu precisasse de proteção. Claro que eu poderia ter me virado e matado Vanessa eu mesmo, mas foi bom ver que Bella tinha optado por mim, acima de Vanessa.

Eu entendia a ligação que as duas tinham. Eu realmente entendia. Era algo antigo, que eu não tinha entendido bem até ler os pensamentos de Vanessa quando ela descobriu que eu era o pequeno garoto mimado que costumava brincar com ela no passado.

Ela gostava de mim, e consequentemente, gostava de Bella.

— É o sangue. — disse Jane. — O seu sangue corre em Bella, por isso a ligação das duas. Vanessa se sentia ligada à Bella porque, intimamente, reconheceu o poder do seu sangue.

— Mas ela nunca teve contato direto com o meu sangue. — argumentei.

— Mas ela conhecia o cheiro. — ela retrucou. — E ela sentiu seu cheiro em Bella.

Eu assenti. Fazia sentido, por mais louco que fosse.

— Majestade? — chamou Alice.

Eu não precisei me virar.

"Bella precisa de você."

— Já estou subindo. — eu disse.

Bella tinha saído do saguão tão logo disse para não queimarem o corpo de Vanessa. Eu sabia que ela estava abalada, então de primeira, eu deixei ela sozinha.

Olhei para o corpo sem vida da garota ruiva e suspirei.

— Coloquem o corpo dela em uma das celas do calabouço. — ordenei.

Com isso, eu subi até o andar do nosso quarto, onde eu sentia o cheiro de Bella mais forte.

— Amor? — chamei, enquanto ela olhava para a floresta pelas portas da varanda.

— Eu sei que fiz a coisa certa, mas mesmo assim... — ela suspirou.

— Vai passar. — assegurei, afagando seus ombros. — Não precisa ficar tão abalada.

Ela assentiu.

Cansado dessa introspecção, eu resolvi acabar com isso.

— Bella...

— Hm?

— Eu estou muito orgulhoso de você.

Ela virou-se minimamente pra que eu visse o olhar de confusão no rosto dela.

— Você se tornou uma verdadeira Rainha Cullen. Forte, decidida, implacável. — eu dei um sorriso torto. — Ninguém se mete com você.

Ela sorriu de lado. — Aprendi com o melhor.

Eu ri. — Claro que aprendeu.

Ela se virou completamente e me abraçou.

— Eu amo você.

Eu sorri e coloquei um beijo em seus cabelos.

— Eu amo você.

Passamos um tempo abraçados, até que ela quebrasse o silêncio.

— Por que de repente você resolveu dizer que estava orgulhoso de mim?

Eu sorri torto. Ela arqueou as sobrancelhas.

— Porque, você sabe, ver você toda durona e implacável do jeito que eu vi hoje me deixa excitado.

Ela inclinou a cabeça para trás enquanto ria.

— Você não tem jeito.

Eu balancei as sobrancelhas.

— Você me ama assim mesmo.

— É claro. — ela ficou na ponta dos pés pra me beijar, e eu aprofundei o beijo enquanto a empurrava até a porta da varanda.

Quando suas costas encostaram na porta, eu arranquei suas roupas com dois rápidos rasgões.

— Alguém está impaciente. — ela murmurou sobre o beijo.

Eu rosnei.

— Adoro quando você rosna. — ela disse, enquanto eu a apalpava e sentia sua umidade entre as coxas.

Eu rosnei de novo, tanto para excitá-la mais como porque eu amava quando ela estava molhada desse jeito pra mim.

Ouvi um rasgão e depois outro, e então eu estava tão nu quanto ela.

— Pelo jeito eu não sou o único que está impaciente. — provoquei.

— Cale-se — ela disse.

Eu ri, porque ela era a única que se atrevia a me dar ordens. E porque, sendo totalmente sincero, eu simplesmente amava quando ela ficava mandona desse jeito.

Eu a joguei na cama, que deu um grunhido. Bella me olhou com os olhos vermelhos cheios de luxúria e desejo. Eu pairei por cima dela, minha ereção provocando sua entrada molhada pra mim.

Eu não a deixei dizer nada antes de empurrar fundo dentro dela. Ela gemeu e agarrou minhas costas, me puxando mais para ela.

— Rápido. Eu quero isso rápido. — ela sussurrou no meu ouvido.

Eu rosnei e comecei a bombear em velocidade vampira, fazendo a cama ranger e o corpo de Bella pular debaixo de mim.

— Isso, bem aí. — ela gemeu.

Eu empurrei mais forte enquanto rosnava, sentindo suas paredes molhadas começarem a me apertar.

Eu senti meus caninos saírem contra a minha vontade, e instintivamente, eu fui até o pescoço de Bella, mordendo-a bem na jugular.

— Ahmeudeus... — ela gemeu enquanto me mordia de volta, o que foi o suficiente.

Eu gozei forte dentro dela enquanto ela gozava junto comigo. Eu soltei seu pescoço ao mesmo tempo que ela soltou o meu, ambos respirando com dificuldade enquanto eu saía de dentro dela e me virava para o lado.

— Eu simplesmente amo você. — ela disse.

Eu ri.

— Eu também amo você. Mais do que eu posso dizer.

Ela sorriu e se aconchegou em mim, e eu a abracei mais forte, suspirando feliz.

~.~

Quarenta e oito horas depois, eu tive uma surpresa nada agradável.

— Majestade, o corpo de Vanessa sumiu. — disse Garret.

Eu virei de supetão ao ouvir a notícia.

— Como assim sumiu? — perguntei. — E ninguém viu?

— Não sabemos como Majestade, ela apenas sumiu. — ele disse, ficando nervoso.

E com razão. Eu estava a um passo de arrancar um braço dele.

— E o que estão fazendo aqui parados? — eu rosnei. — Vão procurá-la!

— Não. — a voz de Bella soou.

Todos olhamos para a entrada do saguão principal, onde Bella nos observava, seus olhos indecifráveis até para mim.

— Por que não, Bella? — perguntei.

— Seja lá o que aconteceu ao corpo de Vanessa, deixe pra lá, Edward. Eu não quero queimar o corpo dela e também não quero um lembrete dela no nosso calabouço 24 horas por dia.

Eu suspirei e assenti.

— Como você quiser, Bella.

— Rapaz, só a Bellinha mesmo pra contrariar uma ordem do chefe. — disse Emmett, quebrando toda a tensão e fazendo com que todos nós ríssemos.

— Emmett, você é um idiota. — disse Alec, rindo.

Ele deu de ombros e sorriu, o que causou mais uma rodada de risadas. Bella veio até mim com um sorriso pequeno no rosto, e se esticou em seus pés para me beijar. Eu retribuí o beijo calmo, separando nossas bocas para olhá-la.

— Estou com sede, quer vir caçar? — falei.

Ela sorriu. — Claro. Faz tempo que não caçamos juntos.

Eu assenti. — Faz mesmo. Vamos.

Nos despedimos dos outros e corremos pela floresta em direção à Olympia, nossos instintos em plena atividade enquanto cruzávamos as fronteiras das cidades.

~.~

Depois de drenarmos cinco humanos cada um, sentei no topo de um prédio com Bella ao meu lado. Olhávamos a noite na cidade em silêncio, cada um absorto nos próprios pensamentos. Eu não podia dizer o que Bella estava pensando, mas eu sabia que ela ainda estava triste por Vanessa. Eu não estava aguentando mais essa introspecção dela, então falei.

— Sabe, uma hora você vai ter que deixar isso de lado. — eu disse, firme.

Ela suspirou. — Eu sei. Eu só... sinto que falhei com ela.

Franzi. — Você não falhou com ela. As escolhas dela foram erradas e a levaram à morte. Você não tem nada a ver com isso.

— Na verdade eu tenho, eu que a matei, lembra?

— Bella, isso não...

— Eu sei, eu sei. — ela suspirou, encostando sua cabeça no meu ombro. — Eu só tenho esse sentimento estranho de falha, não sei.

Suspirei.

Eu nunca pensei que tivesse que lidar com essa questão em particular, mas aqui estava Bella, agindo de uma forma que me obrigava a perguntar.

— Você se arrepende, Bella? — perguntei baixinho.

— De quê? — Ela perguntou distraída.

— De ter se tornado vampira?

Ela virou de lado para me encarar, seus olhos brilhantes furiosos.

— O quê? De onde você tirou essa ideia maluca, Edward? — ela soltou.

Eu suspirei.

— Me escute, ok? — eu pedi. Ela não falou nada, mas manteve seus olhos furiosos. — Desde que você conheceu Vanessa você... ficou diferente. Agora, eu posso entender a relação que você sentiu com ela, apesar de ainda parecer loucura pra mim. — eu balancei a cabeça e a encarei. — Apesar de tudo, eu tirei algumas coisas de você quando te transformei em vampira. Uma das coisas que eu te tirei foi a possibilidade de ser mãe.

Instantaneamente, os olhos de Bella suavizaram, e eu vi a tristeza e saudade neles. Meu coração morto se contorceu.

— Quando você conheceu Vanessa, a ligação de vocês não foi só por causa do meu sangue, Bella. — eu disse. — Foi porque você viu nela uma garota perdida e assustada, sozinha, como você era.

Ela engoliu seco e virou a cabeça para olhar para frente. Eu continuei falando.

— Talvez eu esteja errado, e não seja bem assim. — eu duvidava que fosse esse o caso, mas ainda assim. — Mas eu acho que sua ligação com Vanessa transcendia a amizade. Era mais coisa de mãe-e-filha. Você não teve a oportunidade de ser mãe, e quando viu Vanessa, e viu o quão perdida e sozinha ela estava, esse instinto materno aflorou em você.

— Eu pensei que os instintos humanos sumissem depois da transformação. — ela sussurrou.

— Nem sempre. — eu disse. — Alguns, quando são muito fortes, ficam. Latentes até que algo os desperte.

Ela engoliu em seco de novo.

— Você não respondeu minha pergunta. — eu lembrei a ela.

Ela suspirou e fechou os olhos. Por um minuto inteiro, eu apenas ouvi o som da sua respiração cadenciada enquanto ela estava perdida nos próprios pensamentos. Eu olhei para frente, decidido a não me deixar afetar por esse novo conhecimento.

— Não. — ela disse de repente.

Eu virei para encará-la, e ela me olhava com olhos suaves.

— Não o quê?

— Eu não me arrependo de ter me transformado em vampira. — ela disse.

Eu ergui as sobrancelhas. Ela suspirou.

— Você está certo. Eu provavelmente senti a vontade de ser mãe quando vi Vanessa. Você tem razão, a primeira vez que a vi ela me lembrou muito eu mesma, antes de vir pra cá, quando eu era apenas um estorvo e um fardo para Charlie e Renée.

Ela suspirou e olhou para frente de novo. Eu continuei olhando-a.

— Mas, Edward, ser vampira me trouxe a eternidade para viver com você. E isso para mim é suficiente. — ela disse.

Eu bufei.

Ela riu.

— Ok, então eu falhei com Vanessa. Ela não era minha responsabilidade em primeiro lugar. Eu acho que o que eu realmente senti por ela foi simpatia, por ela estar numa situação parecida com a minha. A diferença é que ela tomou um caminho escuro e sem volta, que a levou à morte. — ela deu de ombros. — Eu não me arrependo, Edward. Sério. Eu amo você, mais do que qualquer outra coisa. E é por isso que eu não vou mais chafurdar na miséria por causa de uma garota que não soube valorizar minha simpatia com ela e quis matar meu marido invencível.

Eu ri um pouco e a olhei. Seus olhos transmitiam todo o amor que ela tinha por mim, e eu fiquei um pouco tonto.

— Prometa que não vai mais pensar nisso, e que vai deixar Vanessa no passado, e viver o presente e o futuro comigo, sem se preocupar. — ela pediu, seus olhos mais intensos do que eu jamais tinha visto. — Eu amo você, e eu prometo que não vou deixar você duvidar disso nunca mais.

Eu suspirei e a puxei para mim num abraço apertado. — Eu prometo.

Ela me abraçou de volta.

— Todo esse papo me deixou com sede de novo. — ela disse.

Eu ri.

— Essa é minha garota. — eu disse, pulando do prédio onde estávamos até o outro.

Bella me seguiu, e nós fomos em nosso caminho para mais um pouco de diversão.

~.~

— Está pronta? — perguntei.

Ela suspirou. — Estou. Mas... Tem certeza que é uma boa ideia?

— Claro que é. — bufei.

— Edward, as pessoas podem desconfiar.

— Deixem elas desconfiarem. Não estou preocupado com isso.

— Não está preocupado com a exposição dos vampiros ao mundo humano? — ela ergueu uma sobrancelha em descrença.

— Não. — eu sorri torto.

— Edward, o que você está aprontando? — ela perguntou, sorrindo também.

— Você vai saber logo, logo, meu amor. — eu disse, dando-lhe um beijo rápido e saindo do carro, dando a volta para abrir a porta para ela.

— É melhor você me contar quando chegarmos em casa. — ela murmurou sob a respiração, quase rosnando.

Eu soltei uma risada.

— Não se preocupe, assim que chegarmos em casa eu lhe contarei. — Fechei a porta do carro e entreguei a chave ao manobrista. — Agora vamos.

Entramos no clube lotado, a música alta sendo um pouco incômoda para os meus ouvidos sensíveis. Bella estremeceu do meu lado e eu soube que ela também estava incomodada.

— Vamos acostumar logo. — eu prometi. — Venha.

Eu peguei a mão dela e a guiei por entre os corpos humanos, dançando, suando, esfregando-se uns contra os outros. O veneno começou a se acumular na minha boca, o cheiro me deixando com sede. Eu engoli.

Parei na escada que conduzia à ala VIP e entreguei nossos bilhetes para o segurança, que nos deixou passar. Bella foi na frente, e eu sussurrei para que só ela pudesse ouvir.

— Hipnotize-os para que ninguém além de nós suba.

Ela sorriu e fez o que eu pedi, e eu observei com prazer os dois humanos brutamontes virarem gelatina ao olhar os olhos penetrantes da minha mulher. Eles voltaram à suas posições, e quando nós subimos, eu os vi formarem uma barreira.

Chegamos à sala VIP para encontrar Alice, Jasper, Emmett, Rosalie, Ben, Angela, Jane e Alec todos reunidos, bebendo em taças.

— Vinho? — Bella perguntou, com um sorriso cretino no rosto.

— O melhor que existe. — disse Jane, bebendo um gole do líquido viscoso, concentrado, e extremamente apetitoso.

— Vinho sabor sangue. — eu disse, sorrindo e sentando ao lado de Bella num sofá do canto.

— E o melhor de tudo, — disse Alec, servindo duas taças e passando para nós. — sangue fresco.

Eu ri enquanto pegava nossas taças, dando uma para Bella.

— E é por isso que vocês são minha guarda especial. — eu disse, sorrindo.

— Eu proponho um brinde. — disse Alice, toda animadinha.

— A quê, Allie? — perguntou Rosalie.

— A nós, — ela sorriu. — e, claro, aos nossos rei e rainha.

Eu e Bella sorrimos e estendemos nossas taças. Juntos, nós todos brindamos.

— À uma existência repleta de prazeres. — disse Emmett.

Todos bebemos o sangue fresco que eles tinham coletado mais cedo, de alguns humanos errantes perto da boate.

— Quero dançar. — disse Bella, me puxando para cima antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa.

Deixei minha taça na mesa e desci as escadas com ela até a pista de dança, onde nossos corpos começaram a balançar no ritmo da música, enquanto eu passava minhas mãos em seus lados e ela agarrava meu pescoço.

O medalhão dela estava à vista, assim como o meu. Os humanos que olhassem agora, jamais saberiam seu significado real, mas era o suficiente para mim que os vampiros soubessem.

— Estou orgulhoso de você. — eu disse.

Ela sorriu.

Tinham-se passado dois meses desde a morte de Vanessa, e Bella tinha se tornado cada dia mais uma rainha exemplar. Ela dava ordens como ninguém, e o séquito tinha tanto medo dela quanto tinha de mim.

Ela tinha sido fiel à sua promessa de nunca mais me fazer duvidar do seu amor, ou da sua vontade em ser vampira, e eu tinha sido fiel à promessa de não pensar mais nisso.

Nós estávamos no nosso caminho para um novo começo, uma eternidade juntos e inabaláveis.

— Eu te amo, Edward. — ela disse, encostando sua cabeça no meu pescoço quando a música se tornou um pouco mais lenta.

Eu encostei meu queixo na sua cabeça e a abracei mais apertado.

— Eu te amo, também, Isabella. — eu disse, sorrindo.

Agora, eu podia dizer que minha existência estava completa.

Bella tinha, finalmente, se dado de corpo e alma à mim. Éramos um só, sem arrependimentos, sem confusão.

O veneno da vingança não tinha nos trazido à ruína, e agora estávamos mais fortes do que nunca.

E eu sabia que, enquanto estivéssemos juntos, eu e ela, seríamos imbatíveis. Invencíveis. Por toda a eternidade.


Oh hey! Nem acredito que estou finalizando essa fic. Isso é meio surreal. Ela não foi exatamente do jeito que eu planejei quando pensei nela depois que a S&L acabou, mas enfim. Espero que tenham gostado.

Ainda teremos um epílogo, que deve vir ainda essa semana, então é só aguardar.

Até lá, digam-me o que acharam do último capítulo. Estarei esperando as reviews ansiosa. :)

Bjs,

Kessy