HARRY POTTER E DRACO MALFOY
12- De pé... em silêncio.
Por isso estava em choque, pensou lentamente olhando o céu azul de verão... Estava sentenciado a morte por Voldmort, por ajudar Potter...
Por tê-lo salvo de seu pai... daquele bastardo tarado e covarde.
Em retribuição a isso Potter pedira desculpas... e agora Dumbledore achava que a casa dos parentes trouxas de Potter era o único lugar seguro.
Falando em Potter... para quem estava morrendo, quebrado e infeliz... Ele estava muito bem de pé. Esse era o Potter que conhecia. De pé, apesar de tudo. E isso parecia trazer um pouco do mundo de volta ao eixo...
Só um pouco porque afinal o outro não havia dito nenhuma palavra depois que Dumbledore o deixara para vir falar com Draco e Snape sobre Alfeneiros... E tudo que sabia do lugar é que Potter fora criado lá e nunca escondera que não gostava do lugar... já havia feito piada sobre aquilo quando era criança... mas...
Olhando Potter chutar de leve uma pedra para o lago... se perguntara...
Como seria... viver em um lugar que não se gostava?
Porque uma coisa era certa em sua vida... adorava a mansão... e... apesar de tudo lá ser aparência, sentia falta daquele lugar...
Seu habitat.
Em meio ao choque de ter a vida virada de ponta cabeça... culpa de um pai tarado, uma mãe fujona, um testa partida e porquê não? Agradecimento de elfos doidos e diretores mais doidos ainda... no meio disso ainda conseguia sentir raiva do padrinho.
"Não imagino realmente lugar menos perigoso...- ele dissera sério.- Só não me agrada a possibilidade dos moradores da casa serem... digamos, agressivos, você sabe que eles não aceitam magia Dumbledore..."
"Não aceitam magia..."
Por um acaso Severo Snape, aquele... aquele... arrogante achava que era incapaz de se comportar diante de alguns trouxas? Achava que não era capaz de ficar quieto nas férias sem fazer magia? Ah... é certo que tinha uma varinha não localizável que usava nas férias... mas a deixara para trás...
Deixara para trás... com roupas, pertences, sua Nimbus... Oh, caramba... só tinha a roupa do corpo e o pouco que deixara no colégio, sempre deixava algo porque Snape dizia para deixar... não... não queria pensar naquela conversa... Não queria nem deixar passar pela cabeça que poderia ter ficado no lugar de Potter... já era suficiente imaginar que seu pai o achava... belo o bastante para ser mantido bem perto...
Porque agora, Lúcio Malfoy não o tinha... e nem o teria mais... Não tinha nem Potter... nenhum dos dois, para brincar.
O rapaz moreno sentou na grama... parecendo cansado.
Está bem Potter?- perguntou alto.
Nenhuma resposta... só um aceno com a mão... Nicodemos o avaliara novamente e havia dito que o rapaz não devia fazer esforço algum... as Cruciatus associadas aos outros ferimentos o haviam enfraquecido... Potter só tinha que se recuperar, e felizmente, tanto o olho quanto o braço pareciam ter dado indícios de que ficariam bem.
Esse rapaz tem uma sorte... e uma resistência.- dissera Nicodemos.
Draco nunca tivera vergonha de escutar por trás das portas, e como o quarto em que ficara dava para a salinha onde conversavam os bruxos...
Ele ficará bem então...- disse Dumbledore.
Bom excluindo-se os danos emocionais Alvo... o rapaz está muito abalado e você deve ter percebido.
Percebi... percebi, venho percebendo essa mudança a tempos meu amigo, não é nada que se possa fazer... ele vai passar o resto das férias com os parentes.- Então Dumbledore suspirou ainda mais alto.
Sim, descanço, cuidado. Só isso para ele se curar Alvo, as poções já fizeram o que deviam fazer, agora é só ele se cuidar.
Draco olhava o outro apreciando, de olhos fechados, o som do lago... fechou os olhos também... e se surpreendeu ouvindo a brisa.
Porquê não o Largo... Dumbledore?
Você gostaria de voltar para lá Harry?
Dera de ombros... não, não gostaria, mas era melhor que Alfeneiros, sentia.
Você sabe porque tem que ficar na casa de seus tios...
Concordou com a cabeça.
Além do mais... Narcisa havia pedido a casa Harry, não sabemos se ainda é segura, agora que eles já sabem onde é...
Eles descobriram?
Sim, foi no dia que você sumiu... eles atacaram a Sede.
Ah... alguém se machucou?
Felizmente, ninguém com gravidade.- disse Dumbledore.
"Ninguém mais que você..."Foi o que o silêncio queria dizer.
