Sherlock conseguiu ultrapassar o jovem e parou abruptamente na frente dele.
-Hamish!-exclamou o detetive-o que está fazendo na rua? Eu disse pra ficar no hotel meu filho!
-Desculpa senhor, mas acho que tá me confundindo com alguém-respondeu o jovem assustado.
-Claro que não!-rebateu Sherlock no personagem-acha que eu não reconheceria meu próprio filho?
-Charles!-Molly entendeu a jogada-me desculpe moço, acho que meu marido bebeu demais.
-Eu estou sóbrio Katherine-o detetive se exaltou -Hamish você está bem? Se alguém se atreveu tocar no filho do diplomata de Washington vão se ver...
Sherlock abraçou o rapaz e Molly se esforçou para separá-los. Assim que o rapaz se livrou do aperto, saiu correndo.
-Volte pro hotel Hamish!-ele disse aos berros enquanto o rapaz continuava correndo. Ele se abaixou para apanhar o gravador. Ele sorriu para Molly mostrando sua recompensa.
-Como?-ela perguntou.
-Durante o abraço pressionei bem onde estava carregando o gravador-Sherlock explicou-vamos, temos que ir antes que ele dê falta, Mycroft está nos esperando.
Andaram em silêncio até o ponto de encontro e Molly observou os irmãos conversando, pensando no que tinha acontecido. Tudo indicava que Sherlock realmente a amava. A decisão do relacionamento deles estava nas mãos dela.
-Você está diferente-Mycroft comentou-Não...
-Não o que?-disse Sherlock irritado.
-Você se apaixonou pela patologista?-o mais velho riu-Francamente Sherlock, você e sentimentos. Sabia que não estava fingindo.
-Pois é eu os tenho, sempre tive e os mostro, aliás sempre fui o emotivo não é? Posso ir agora?-o mais novo rebateu.
-Pode meu irmão-Mycroft disse arrogante-mas ela é uma boa escolha.
Sherlock só fez uma expressão facial que dizia que finalmente tinha vencido o irmão.

-Eu vou pra casa-Molly disse se defendendo, pedindo subjetivamente um tempo pra pensar-até amanhã.
Sherlock não conseguiu esconder sua decepção.
-Boa noite-ele suspirou.

Ambos voltaram pra casa pensando no q tinha acontecido. Ele já não podia negar que estava ansioso por uma resposta.
Ela não podia ignorar o conflito entre razão e emoção. Sim, Molly queria ser a namorada ou até quem sabe esposa de Sherlock Holmes, mas tinha medo de que ele a magoasse.
Então ela refletiu em cada um de seus gestos, cada uma de suas palavras. Aquele bendito telefonema. E o beijo. Tudo significava muita coisa. Então ela tomou sua decisão.