Comentário aos reviews:
dels76 e DWS, vocês tem toda razão sobre os amigos do Jared… Como eu queria enfatizar o relacionamento entre os J2, eu acabei criando um comportamento improvável (e muito!) para os amigos do Jay. Mas vi que vocês tem toda razão, e vou consertar isso! Sempre há tempo! Obrigada por me chamar a atenção quanto a isso. :)
Naty, realmente a cena da gruta ficou bem açucarada! Eu adoro momento doces. E espero ter a oportunidade de colocar mais alguns… Coloquei a tradução daquele comentário sobre a cena do piano ao final desse capítulo.
Green And Dark, nossa, me senti muitíssimo lisonjeada com o seu comentário. Muito obrigada! Seria de fato incrível criar uma história enorme e épica, entretanto eu já tenho o final da história na cabeça, e acho que não consigo esticá-la muito mais que o planejado. Mas confesso que sou bastante afobada, então vou seguir seu conselho e escrever com calma. Quanto aos amigos do Jared, achei melhor que eles apareçam em breve, para deixar os J2 em paz mais para frente (kkk). Infelizmente lemon está for a de questão até o fim dessa história, porém… a história terá uma continuação com lemon. Já estou pensando até na continuação da continuação… Então ainda vai vir muita coisa pela frente :)
Crisro, o clima entre os meus Js é tão estranho que dá até agonia… rssss. Espero que goste!
Muito obrigada pelos reviews, sempre fico muito feliz em lê-los!
Nota:
Decidi que atualizarei a história semanalmente, como outros autores fazem. Assim posso escrever com mais calma e vocês ficam sabendo quando procurar por novos capítulos. Vou postar todas as terças-feiras.
Capítulo 12
Jensen e Jared chegaram a escola de manhã bem cedo. Avistaram apenas o jardineiro, Seu Vicente, andando a esmo, e correram em direção oposta para não serem vistos. Despediram-se rapidamente quando chegaram a porta do quarto de Jensen, e Jared seguiu em direção ao seu.
Assim que chegou, Jared tomou um banho demorado. Sua cabeça fervilhava com tudo o que vivenciara desde a tarde do dia anterior. Era uma sensação estranha, uma mistura de sentimentos bons e ruins, e alguns até inéditos para o menino. Sentiu angústia ao se lembrar da briga e da doença hereditária da família de Jensen. Depois lembrou-se do casaco do amigo sobre seu corpo, e seu coração encheu-se de ternura. Lembrou-se do primeiro beijo, das carícias... e sentiu como se estivesse nos céus, pisando sobre nuvens. Mas como ficaria a sua relação com Jensen agora? Um frio subiu por sua espinha, trazendo nervosismo, ansiedade e possivelmente até medo.
Jared não se sentia em condições de comparecer as aulas aquele dia. Estava exausto, principalmente emocionalmente. Terminado o banho, colocou um pijama e devorou os biscoitos e chocolates que tinha no quarto. Deitou-se na cama e tentou dormir. Foi em vão. Virava-se de um lado para outro sentindo milhões de coisas ao mesmo tempo. Desejou voltar a ser uma criança pequena, preocupada apenas com bolas e pipas, mas a adolescência chegara e com ela toda aquela agonia. Teve vontade de chorar.
Queria ir ao encontro de Jensen e decretar que o amava. Queria ter certeza de que era correspondido, e de que Jensen queria o mesmo que ele. Mas o louro devia estar dormindo, e além disso não queria parecer desesperado demais. Tinha que se acalmar e deixar as coisas acontecerem naturalmente. Acabou por decidir que iria até a biblioteca, tentar resolver outra coisa que o afligia. Precisava pesquisar sobre doenças hereditárias e descobrir que desgraça de doença era aquela que matara a mãe e o irmão de Jensen. Só conseguiria sossegar quando se certificasse de que as chances que louro tinha de contraí-la eram mínimas.
A biblioteca era enorme, escura e sombria. Jared notou como parecia antiga, de uma forma majestosa. Mesas e cadeiras pesadas, de madeira trabalhada, ocupavam quase todo o primeiro andar. Escadarias enormes levavam ao andar superior que exibia estantes que iam até o teto, abarrotadas de livros.
Jared procurou a seção que falava de medicina e saúde. Achou livros muito, muito antigos... Deu uma folheada, mas logo percebeu que não tinha informação suficiente para prosseguir com sua pesquisa. Teria que descobrir mais detalhes, como o tratamento e os sintomas da doença... Olhou no relógio. Meio dia. Decidiu ir almoçar com os outros alunos e assistir às aulas da tarde, não queria que seus amigos desconfiassem de alguma coisa. Apesar de aparentemente estarem engolindo suas desculpas, ele precisava ser cuidadoso. Disse que havia perdido a hora e dormido até mais tarde.
Quando as aulas terminaram, Jared despistou a todos como de costume. Estava na hora de se encontrar com Jensen. Chovia forte, e isso significava que o encontro seria no quarto do louro. O menino estava nervoso, pois não sabia como se portar... Deveria tratá-lo como um "namorado"? Falar palavras de amor? Dizer o quanto seus olhos eram belos? Ou simplesmente beijá-lo e envolvê-lo em seus braços?
Bateu na porta. Jensen abriu, deixando-lhe entrar.
- Que chuva, hein? – o louro comentou, displicente, como se falar do tempo fosse algo aceitável em uma situação como aquelas.
O moreno permaneceu calado. Suava frio. Aparentemente, entretanto, para Jensen falar do tempo parecia apropriado...
- Quem diria... O tempo parecia tão firme hoje de manhã, não é mesmo? Mas tudo bem, estou mesmo cansado para ir a praia hoje... Vamos brincar com o Ben?
Jared balançou a cabeça afirmativamente, um pouco decepcionado com o rumo que as coisas estavam tomando. Então Jensen fingiria que nada havia acontecido?
O louro pegou o camundongo e colocou-o sobre a cama. Ofereceu-lhe um pedacinho de queijo e sorriu ao vê-lo segurar o petisco com as mãozinhas e roê-lo.
- Ele não é lindo? – perguntou o louro olhando para o roedor carinhosamente.
"Não tão lindo quanto você..." – Jared pensou em falar, mas apenas suspirou. Pelo jeito Jensen não queria levar aquela amizade a outro nível. Tinha que engolir seus sentimentos e a vontade de chorar.
- Quer jogar xadrez? – Jensen perguntou, tirando Jared de seus pensamentos.
- Não... Estou com sono... Vou perder feio... – O moreno respondeu, fingindo um sorriso que saiu demasiadamente discreto.
- Vou tocar piano então, pode ser?
- Pode... – respondeu sem muito entusiasmo.
Jensen começou a tocar uma música animada, o que desanimou Jared ainda mais. "Nem mesmo tocar música romântica ele toca...", praguejou em pensamento.
Assim que o louro terminou de tocar, e fez menção de iniciar uma nova canção, Jared decidiu que era hora de saber mais sobre a tal doença hereditária. Já que aquele encontro falhara miseravelmente no quesito romantismo, que pelo menos servisse para trazer-lhe as informações que necessitava.
- Jensen? – chamou o moreno. – Me diz uma coisa... Essa doença que a sua mãe e seu irmão tiveram... Quais eram os sintomas, hein?
O louro parou o que estava fazendo e olhou para ele arregalado. Empalideceu.
- Por que está perguntando isso? – disse com a voz fraca.
- Curiosidade... – respondeu Padalecki, já se arrependendo de ter feito a pergunta. Não pretendia aborrecer o amigo, nem trazer-lhe recordações infelizes. Talvez a irritação que sentia o houvesse levado a agir com tão pouco tato.
Jensen se afastou do piano. Sentou-se próximo a Jared, e disse encarando o chão.
- Febre alta, calafrios, dores, tosse, perda de peso...
"Só isso?" Perguntou-se Jared. Aqueles sintomas pareciam de gripe! Como podia uma doença dessas não ter cura? Doenças incuráveis geralmente eram aquelas horrorosas, degenerativas... Talvez o pai tivesse escondido muitas coisas de Jensen para poupá-lo do sofrimento... Aquela informação não o havia ajudado em nada, tinha que descobrir alguma coisa...
- E o tratamento?
Jensen olhou para ele, novamente pego de surpresa. Jared pensou que o louro fosse questionar a sua curiosidade mórbida, ou simplesmente se recusar a falar, dada a expressão de pânico que tomou conta de seu rosto. O menino, entretanto, engoliu em seco e respondeu com a voz trêmula.
- O tratamento é sofrido... Jejum quase absoluto, sangramento provocado por cortes ou sanguessugas. Para a febre o médico usava cobertores para provocar suores, ou as vezes banhos com gelo...
Jared arregalou os olhos e ficou boquiaberto. De que Jensen estava falando? Pela sua descrição o médico de sua família era um druida do século passado... Será que o louro estava mentindo para ele? Por que motivo faria isso? Ou será que ele era doido de pedra, e acreditava em tudo o que dizia? Depois teve certeza de que era apenas uma brincadeira e que Jensen iria começar a rir a qualquer momento por tê-lo enganado. Padalecki então se arriscou a perguntar, em parte testando se era uma brincadeira ou não.
- E não existe um tratamento mais moderno? – Disse em um tom intermediário entre o gozo e a compaixão.
O louro continuou olhando para baixo, com uma expressão triste. Sua resposta foi simplesmente "não".
Confuso o moreno ficou sem ação. Sentia vontade de contestar aquela informação sem sentido, mas Jensen parecia acreditar no que estava dizendo. Achou por bem não perguntar mais. O clima no quarto já estava pesado o suficiente.
- Estou cansado – Jensen então disse, cortando o silêncio. Aquela era a deixa para Jared deixá-lo em paz e voltar para seu quarto.
Jared se despediu com o coração apertado. Aquele encontro com Jensen havia sido um desastre em todos os aspectos. O romance entre eles não havia prosperado, e Jared acabara inclusive aborrecendo Jensen com perguntas cujas respostas só serviram para deixá-lo ainda mais confuso.
O moreno voltou para o quarto arrastando os pés e enxugando uma ou outra lágrima que rolavam em seu rosto sem pedir licença. Sentia-se perdido, completamente perdido...
Assim que abriu a porta de seu quarto, chocou-se com a cena que viu. Lá estavam seus amigos, Justin, Tom e Misha, sentados em sua cama. Os meninos o encararam, e Jared teve vontade de sair correndo dali.
Para Naty,
Tradução sobre os comentários sobre a cena do Alec (Jensen Ackles) tocando piano na série Dark Angel:
pessoa 1 (entrevistador): Ele tocou de verdade ou ensinaram ele a fingir que estava tocando? Eu sei que eram as mãos dele no piano...
pessoa 2 (da equipe do show): Jensen tocou de verdade. O mais interessante é que eles contrataram um dublê. Um pianista, que sabia tocar... Mas acabamos não usando nenhuma das filmagens feitas com o dublê, porque o trabalho do Jensen no piano ficou melhor. Ele tocou, e o compositor não pôde acreditar o quão bem Jensen se saiu.
pessoa 1: Sim, porque foram só uns dois dias (que ele teve para treinar)...
pessoa 2: Sim, foi realmente impressionante. Não usamos nada do dublê e não substituímos nada.
PS. Acho que o Jensen nem ficou sabendo que não usaram nada do dublê, pelo comentário que fez em uma dessas Cons...
