Capítulo 11

Nota: Sem muita conversa vamos ao capítulo...

Grécia.

Amanheceu no solo sagrado. Em cada templo os cavaleiros despertavam para mais uma rotina de trabalho.

Em escorpião.

Miro não havia pregado o olho desde o jantar com a Deusa. Já os seus dois hóspedes dormiram como pedra ou ele achava isso. O escorpiano sabia que era errado, mas certos vícios voltavam como nunca e um deles era o maldito cigarro que largou a um bom tempo. E os remédios para insônia mesmo sabendo que esse tipo de medicamento nem fazia cócegas, mas a aflição o fazia ficar sem rumo. Ou seria ficar sem Kamus ao seu lado? Só que...

O cavaleiro sabia que algo dentro de si queria sair, mas pensava no seu agora irmão mais novo, Michel e na sua agora amiga e guardiã Jade. E também no seu amado aquariano a qual não saia de sua cabeça e ainda não sabia de nada. E nem cogitou a ideia de ir conversar com os outros cavaleiros já que do jeito que seus amigos de armas o olharam na chegada, boa coisa não ia sair deles.

Achou melhor ficar na mesma, a espera. Apagou o cigarro e foi ver Michel, ao entrar no quarto de hóspede o viu somente cm um short dormindo descoberto. E aquela voz lhe dizia para tomar o que era seu. O menino deveria ser e estar ao seu lado e não aquele que o abandonou, o aquariano, mas como nos filmes, um anjinho falava que era para esperar a chegada do francês. Que ele estava a caminho e não ia gostar de saber que o escorpiano havia feito tamanha crueldade com o jovem ali na sua frente. Afinal Michel não tinha nada haver com seus problemas.

O escorpiano pegou o lençol e o cobriu, em seguida deu um beijo na testa do irmão e saiu deixando a porta semi aberta. O cavaleiro não percebeu que duas safiras verdes o observavam. Jade não deixava um minuto nem Michel e nem Miro sozinho, pois ela sabia que havia algo de errado no cavaleiro.

E Jade estaria preparada para tudo e percebeu os olhares de cobiça ao menino que não era do honrado escorpiano. Parecia que um ser maligno desejava sair e dominar o corpo do cavaleiro de escorpião, mas a serva de Circe não ia deixar de cumprir a sua missão, pois queria rever seu amado Orion e ela ia fazer tudo para proteger os dois.

Miro e Michel.

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Templo de gêmeos.

Quarto de Saga.

O cavaleiro de gêmeos dormia tranquilamente após receber a nova visitante. Ainda não acreditou naquela história do irmão que aquela magrela desproporcional era uma marina.

Só que de tanto pensar o cavaleiro acabou tombando na cama e com a mesma roupa de ontem. Contudo o medo de que Ares viesse com tudo mesmo sabendo que a Deusa selou com Hades o ser maligno dentro de si, o geminiano queria que tudo aquilo fosse uma brincadeira de mau gosto e assim que acordasse tudo voltasse ao normal...

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Quarto de Kanon.

O marina fitou a jovem que dormia sobre o seu corpo desnudo. Ele sabia que o irmão mais velho não ia engoli aquela história dela ser uma marina, mas ele não podia contar a verdadeira missão da sua amiga. Hum? Será que ela era mesmo uma aliada?

Agora o grego não sabia de mais nada. A mulher de nome Suely que dormia tranquilamente sobre o seu corpo apareceu do nada e pediu para ir com ele para o templo de gêmeos. A baixinha, com óculos de grau, cabelos negros na altura da cintura e tão... Como diria as amazonas, foram do padrão de super modelo, o seguiu mesmo o marina fazendo de conta que não era com ele.

Mas não é que ela sabia se insistente e a baixinha lhe deu uma rasteira e começou a tagarelar feito uma louca. Só ai o cavaleiro/marina deu conta da situação e pensou que era um inimigo, não fez por menos e atacou a mulher que conseguiu com agilidade se defender bem.

Após tapas e beijos e ela lhe contou que estava ali para ajudar o seu irmão. O marina ficou sem saber se confiava ou não, mas ao ouvir o nome de Kamus e de alguns fatos que quase ninguém, ou melhor, só os cavaleiros de ouros sabiam ficou em dúvida.

A história de ela ser a dona da escama era fato inventado pelos dois, mas quem era essa mulher que dormia com ele?

- Bom dia! – ela falou o tirando dos seus pensamentos...

- Bom dia! – o marina a fitou se levantar procurando os óculos de grau no cômodo ao lado da cama. – Onde pensa que vai? – falou ao vê-la se levantar e caminha pelo cômodo.

- Ora resolver o probleminha do seu irmão.

- Hum? – Kanon não entendeu nada.

- Quanto mais rápido eu resolver isso, mas rápido sumo da sua vida e desse lugar.

O marina não entende nada, mas era melhor assim. Se ela resolvesse o problema da áurea maligna de Ares, ele não ficaria mentindo ao irmão e tudo se resolveria. Ou quase tudo, ainda tinha o caso do aquariano, mas uma coisa de cada vez.

-x-

Algumas horas depois...

Kanon tentava falar com o irmão que aquele método que Suely ia fazer era seguro. Saga não confiava na ficante do irmão e não ia se submetido a um transe para ver se o seu pior pesadelo estava mesmo trancafiado.

- E se ele não estive? – falou o marina. – Ai nós resolvemos isso Saga...

- Ele está. – retrucou o mais velho. – Aquele monstro está trancafiado aqui. – apontou para onde uma marca mostrava que o selo de Hades e Atena havia selado Ares. – E daqui ele não vai sair nem eu morto.

- Saga...

- Kanon pare de...

- Eu não quero me meter. – falou a baixinha interrompendo o diálogo/briga de irmãos. – Mas acho que você tem que ter certeza disso. Vai que não é você que está deixando o Santuário em alerta.

- Crê em outra pessoa? – falou o grego mais velho.

- Eu só quero eliminar as alternativas e ir embora. Ok!

Saga bufou e aceitou a loucura. Kanon bem que tentou ficar por perto, mas Suely desconversou e ficou a sós com o mais velho dos gêmeos em um quarto. Os dois, Saga e Suely, se olharam e após uma conversa rápida de como seria o processo ela o convenceu a seguir as suas instruções.

- Feche os olhos. – ela falou. – Inspire e expire.

Saga não queria fazer aquele teatrinho, mas só em fechar os olhos e inspirar e expirar começou a sentir o corpo mole. Um calmo cosmo energia fluía no local. E aquele cosmo parecia conhecido. Saga quando foi o grande mestre ouviu falar de pessoas que tem um cosmo diferente, um cosmo que acalmava os guerreiros, um cosmo que nem mesmo Atena tinha em batalhas. Um cosmo...

- Saga? – o geminiano abriu os olhos e viu o teto ou acho que viu. – Saga? – a voz era longe e de mulher.

- Saga? – uma segunda voz masculina.

- Saga? – uma terceira voz feminina e aflita o chamava também.

- Saga? – uma quarta voz masculina choramingava.

- Hum? – foi o que falou após abrir os olhos e ver Kanon, Shion, Saori e Suely o olhando. – O que houve? – percebeu que estava no chão. – Como?

- Boas notícias Saga. – ele olhou a baixinha de óculos de grau. – Não é você o causador de todo esse mal que sentiram.

- Então quem seria? – questionou Shion após saber de alguns fatos pela Deusa e pelo marina.

- O cavaleiro de escorpião?

-x-

Décimo terceiro templo.

Shion não falava, depois de uma hora, mas dava para ver fogo saindo pelas narinas do lemuriano. Do outro lado estava Saori sento repreendida como se tivesse saindo para balada sem falar com o pai. Já do outro estavam... Saga feliz e ainda sem entender como Ares estava e não estava no Santuário. Kanon auxiliando o irmão que ainda estava meio mole. E Suely que limpava as lentes dos óculos.

- Shion... – tentou falar a Deusa.

- Nada de Shion. – falou o grande mestre. – Como assim você deixa essa mulher entrar no Santuário e fazer um transe nesse... Em um dos nossos cavaleiros.

- Mas...

- E se ela for uma espiã.

- Mas...

- E se ela for uma aliada de Ares.

-...

- Vocês têm o que na cabeça? Realizar um transe desses que só uma pessoa treinada para ser um...

- SHION! – gritou Saori e notou que todos a fitaram. – Suely é de extrema confiança. – amenizou a voz. - Fui eu que a chamei depois da transformação misteriosa de Kamus.

-...

- Ela vai fazer a mesma coisa com Miro que, aliás, está subindo agora mesmo.

-?

- E eu vou para o Japão sem previsão de volta. E nem pense em me importunar.

-?

Todos que estavam na sala ficaram sem reação. Shion inclusive não sabia o que dizer com relação à viagem da Deusa num momento crítico desse que os cavaleiros estavam passando.

-x-

Miro olhava a todos ali após fazer uma leve reverência a Deusa e ao mestre Shion, e não entendeu porque foi chamado rapidamente para o décimo terceiro templo. Viu os gêmeos saindo e levando Shion que resmungava algo incompreensível. Depois viu a Deusa e uma mulher baixinha de óculos o fitando estranhamente.

- Como se sente Miro? – Perguntou a Deusa de forma doce.

- Um pouco cansado. – e era perceptível o cansaço dele.

- Acho que tenho a solução para o seu cansaço.

- E qual seria? – como ele queria dormir um pouco.

- Suely é uma amiga e ela vai ajudá-lo a dormir um pouco.

- Como? – fitou a mulher do lado da Deusa.

- Ela é boa nisso Miro. – ele olhou meio desconfiado para aquela conversa. – Confia em mim.

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Suely estava sentada no chão em posição de meditação em um cômodo do décimo terceiro templo de frente para o escorpião. Ele estava na mesma posição e como ela fez com o geminiano explicou vagamente o processo.

- Escute a minha voz e deixe o seu corpo relaxado. – ela falou.

- Hum?

- Eu já cuidei de um monte de estrela de televisão e garanto que assim que você acorda vai ser como se tivesse dormido por dias.

- Tudo bem. – deu os ombros o cavaleiro. – Se resolver o problema de insônia, tudo é valido.

- Vamos lá. Feche os olhos. Inspire e expire.

Seguindo as instruções o cavaleiro fechou os olhos e respirou pausadamente. Suely fez o mesmo com Saga e liberou o seu cosmo pelo cômodo, mas não esperou que a reação fosse tão forte a ponto de jogá-la contra a parede.

Sorte a sua foi que a porta era grossa e ninguém ouviu o estrondo. Sorte também foi quando o cômodo ficou preenchido por cosmo forte e sinistro. Ela levantou o rosto e viu o que não viu com o geminiano, o cavaleiro de escorpião em pé com os olhos vermelho sangue a fitando.

Com Saga, o cavaleiro de gêmeos só fez liberar o seu cosmo e nada além do comum, mas com Miro foi o esperado. Ela ficou ou tentou ficar de pé, mas o cosmo a subjugou a fazendo cair de joelhos.

- Como vai minha fiel sacerdotisa? – a voz não era do cavaleiro, mas de...

- Meu Senhor Ares! – ela se espantou, pois ele a reconheceu.

- Vejo que os meus fies seguidores ainda vivem depois do fiasco do fraco cavaleiro. – ele se referiu a invasão dos cavaleiros de bronze ao Santuário.

- Só alguns meu senhor.

- Então vamos... – ele já ia saindo quando ela interviu.

- O meu senhor ainda não pode sair livremente. – ele a fitou e ela prosseguiu. – Eu não o liberei o seu cosmo, pois algo saiu errado quando o senhor escolheu o escorpiano para ser o abrigo do seu corpo.

- Conte-me exatamente o que aconteceu. – ao falar pegou o queixo de Suely a fazendo fitar os seus olhos.

- No dia que pegamos o cavaleiro desprevenido e sem esperança no coração para realizar o ritual, um dos servos do Santuário viu uma parte e não pude completar o processo meu senhor, mas...

- Espero que esse 'mas' seja algo bom para sua vida miserável sacerdotisa. – apertou um pouco os dedos no rosto dela.

- Há uma brecha. – aquilo ia deixar marcas em seu rosto.

- E qual seria?

- Se ele sofrer mais uma decepção igual a que fizemos da primeira vez o seu cosmo será maior e assim subjugara ao do cavaleiro.

- E quanto tempo temos?

- Pelo que eu soube o aquariano logo retornara ao santuário e se o senhor me dê mais uma chance eu não só faço o escorpiano matar o aquariano...

- Sim. – soltou devagar o rosto dela.

- Como ele se sentirá culpa pela morte e...

- Eu retornarei.

Suely sentiu que o cosmo diminui um pouco no local e caiu no chão após se solta por Ares. Ela o observou mais uma vez até vê o cosmo diminuir até 'sumir' do ambiente. Só que antes...

- Cuidado Sacerdotisa. – falou Ares. – Na última vez a protegi de ser violada pelos homens na última guerra contra Atena.

-...

- Se caso falhar acho que nem mesmo a morte será o suficiente para você.

A baixinha o viu se sentar em um canto e fechar os olhos com um sorriso zombeteiro na face. Aos poucos era como se nada tivesse ocorrido, o cavaleiro estava lá imóvel, Suely se aproximou devagar e pegou no ombro dele esperando uma reação fria e feroz. Contudo o que viu foi um rosto sorridente e uma paz que ela sabia que não era real.

- Deu certo. – falou o escorpiano que se levantou e agradecendo. – Obrigado.

Ela não soube o que fazer ou o que dizer só o viu saindo do cômodo como se tivesse tirado um peso das costas. Mas a realidade era o oposto e ela não sabia o que fazer.

-x-

Templo de Áries.

Shion estava emburrado a sua maneira e ficar no seu antigo templo era a solução plausível mesmo estando Mu e Afrodite conversando em outro cômodo. O cavaleiro de peixes olhava aquela situação preocupado e esperava que Ares não estivesse no Santuário.

Ficou pior quando Shion escutou que Atena lhe informou da brilhante notícia que ia para o Japão e ainda trouxe uma desconhecida para o Santuário sem ele saber. Quem afinal é aquela mulher que Saori deixou ajudar os cavaleiros? Será que ela ira conseguir descobrir algo?

Shion sinceramente não estava gostando dos rumos daquela história.

Mu fitou o pisciano que tentava assim como o ariano saber o que se passava no Santuário. E que os Deuses ajudassem a todos.

Continua...


NOTA: Peço humilde desculpas pela demora, mas a vida é assim. Doença, estudo, sem tempo, sem net e assim por diante. Espero que essa atualização e a próxima no feriado deixem vocês felizes.

Agradeço aos comentários de todos os que amam e os que odeiam. E a todo o mundo que fala, escreve ou entende o português. Aos amigos do FFnet, Nyah e do blog. O meu muito obrigada por esperar e aturar.

E aqui está o capítulo e até...