Glee não me pertence. Informação desnecessária! E, nesse momento, a pior das verdades!
Se pertencesse, jamais o Finn teria recebido uma carta de não aceitação, depois de tudo que ele passou pra aceitar o que ele queria fazer e pra ser convencido de que podia! Jamais ele iria sequer pensar em Exército, mesmo que recebesse! E JAMAIS Finchel iriam desistir de ficar juntos, sem nem tentar um relacionamento à distância, por mais difícil que esse pudesse parecer.
Dito isso, vou fazer a única coisa que posso: continuar com a fic e, aproveitando que ela é na escola, dar o final que eu gostaria que a temporada tivesse tido.
Espero que gostem do capítulo e da história como um todo. Beijinhos!
"Gente, esses passos não são difíceis. Eu faço desde a pré-escola." Disse Finn, ao ver o Sr. Schuester parar a música, pela quarta vez, porque alguém havia errado a coreografia.
É claro que ele havia sido aceito no coral e agora Rachel não somente era obrigada a encontrá-lo no primeiro tempo de aula, às segunda e quartas-feiras, como também tinha que ver aquele rosto perfeito, aquele sorrisinho torto fofo e aquelas covinhas lindas, todas as segundas, quartas e sextas, depois das aulas, para os ensaios.
No final de semana, depois da surpresa que foi a entrada dele no coral, ela manteve os planos de ficar em casa com a família, tendo dito a Jesse que precisava cuidar da pequena Lydia. O namorado não a questionou, uma vez que ele próprio tinha planos, que seguiu à risca, de dividir seu final de semana entre dormir, jogar vídeo game com Azimio e Karofsky, e aproveitar as companhias de Grace e Rebecca. Uma de cada vez, mas, se dependesse dele, somente por enquanto.
Em casa, com a mãe, o padrasto e a afilhada, Rachel não conseguia evitar momentos de solidão, ou mesmo momentos em que estava acompanhada, mas nenhuma atividade em especial estava ocupando sua mente. Em virtude disso, seu pensamento vagava e ia, invariavelmente, parar em um certo garoto altíssimo, talentosíssimo, lindíssimo, um superlativo em forma de gente.
Porém, se ele era superlativo em certas qualidades e Rachel não tinha como negar isso, não era diferente em relação aos defeitos. Era o mais garoto mais convencido que ela já tinha conhecido, a criatura que mais a irritava na face da Terra, exatamente como estava fazendo agora, na sala do coral. Como ele podia fazer aqueles passos na pré-escola? Aquele comentário era ridículo!
O ensaio continuou e, de alguma forma, o comentário impertinente dele surtiu efeito, para surpresa dela. Mesmo os componentes do coral com mais dificuldade para dançar adquiriram confiança e, observando os movimentos precisos dele, acabaram conseguindo executar a coreografia completa.
Outro problema surgiu, no entanto, quando começaram a juntar coreografia e voz. Finn identificou, facilmente, quem eram os membros que estavam fora do tom, quais estavam desafinando, quais não estavam no tempo correto da música. Ele os fez cantar separadamente e lhes deu várias dicas, tendo a maior parte delas resolvido o problema, em poucos minutos.
"Sei do que estou falando. Ganhei meu primeiro concurso de canto aos três meses de idade." Finn se gabou, ao dar alguns palpites em relação ao tom de Rory.
Foi mais um dos comentários que faziam Rachel querer gritar com ele, sair batendo os pés, ou algo do gênero. No entanto, se o que ele dizia lhe parecia petulância, nos outros membros do coral causava admiração. As meninas o achavam cada vez mais fofo e os rapazes achavam que ele estava fazendo piada, sem saber que, na verdade, Finn levava muito a sério suas habilidades vocais e acreditava ter nascido com um dom, que se manifestara logo que ele saíra do útero materno, ainda que tenha sido em forma de choro.
O gigante dos sonhos e pesadelos da garota judia não somente tinha se tornado membro do clube do coral, mas também estava prestes a invadir outras esferas, mais íntimas ainda, de sua vida, como ela ficou sabendo, mais tarde, enquanto passava um tempo com Quinn e Santanna, na casa da latina.
"Você ficou fazendo o que com a Lydia o fim de semana todo, Rach?" Perguntou Santie, enquanto pintava as unhas. Rachel tinha dado às amigas a mesma desculpa que dera a Jesse, para que não houvesse nenhuma desconfiança da parte de ninguém.
"Nós vimos uns filmes, eu brinquei com ela de Barbie, jogamos uns jogos, com minha mãe e o Clay, fizemos biscoitos... essas coisas."
"Sentimos sua falta." Comentou, delicada, Quinn.
"Eu também senti falta de vocês, mas com vocês eu estou todo dia... e eu não tenho ficado quase nada com a Lyd." Fez uma pausa, mas as amigas não falaram nada. Melhor assim. "E vocês? O que vocês fizeram?"
"Nós duas fomos ao shopping no sábado à tarde. Só nós duas, porque os malas dos nossos namorados fizeram maratona de X-box, com os outros meninos." Resmungou Santie.
"Ah, mas foi tão divertido! Fora que a gente comprou um monte de coisas legais. Mostra pra Rach as suas coisas, Santie!" Pediu Quinn.
"Eu tô fazendo a unha, loura!" Comentou o óbvio. "Pega ali, na segunda porta do armário." Apontou, com o queixo.
"Quem é que foi?" Questionou Rachel.
"Só nós duas." Repetiu Quinn, enquanto tirava sacolas do armário.
"Não, Q. Tô falando dos meninos... da tal maratona." Esclareceu, rindo. Queria saber o que Jesse tinha feito, já que ele tinha sido bastante escorregadio, quando ela tentara conversar sobre o final de semana. Não que ela se importasse com ele, mas enganada era algo que ela não queria ser.
"Ah, tá." A loirinha riu de si mesma. "Bom, além do meu irmão e do Puck, também foram o Mike e o Matt. O Jesse não foi porque ele queria levar o Azimio e o Karofsky, e você sabe o quanto o Puck detesta os dois, né? Aliás, eu também. Eles me dão medo."
"Também não gosto deles e... me incomoda essa amizade do Jesse com os dois, mas ele não me escuta!" Falou, enervada.
"Os meninos não convidaram o Joe, porque ele já deixou claro que não curte essas coisas." Continuou Quinn, indiferente ao fato de que Rachel já tinha obtido a informação desejada. "Convidaram o Rory e o Finn, mas parece que o Rory tinha que ficar num almoço lá na casa da Hilary, e o Finn ia passar o final de semana em Akron."
"Ele deve ter ido ver alguma namoradinha lá." Rachel comentou, incomodada com a possibilidade de que fosse verdade a hipótese que estava verbalizando, mas usando um tom de indiferença. Incomodada também com o fato de seus amigos, seus melhores amigos, estarem se tornando próximos de alguém que ela queria, ou melhor, que ela precisava, evitar.
"Não. Ele foi conversar com o antigo treinador e com os amigos dele que fazem parte do tal Vocal Adrenaline. Ele quer que eles fiquem sabendo por ele, e não por alguma outra pessoa, que ele vai competir por outro coral." Assegurou Santanna.
Uma coisa não se podia falar de Finn: Rachel não tinha motivos para desconfiar do caráter dele. Pelo menos por enquanto, ele parecia ser uma pessoa bastante honesta, séria, ética. Tinha deixado claro que não daria nenhuma informação sobre o antigo coral, que não trabalharia com nenhum dado do VA que não fosse público e notório. Agora, tinha ido até outra cidade, apenas para contar aos velhos companheiros que seria adversário deles, para fazer tudo da forma mais transparente possível.
Todavia, o fato de estar lidando com uma pessoa de boa índole não era suficiente para diminuir a insatisfação da menina, que só cresceu na sexta-feira em que Finn fez uma semana de coral.
Com apenas uma semana ele já vinha cheio de ideias e querendo mudar um monte de coisas no coral que as meninas QRS tinham criado?
Definitivamente, Finn Hudson não sabia com quem ele estava lidando!
Provavelmente, postarei outro capítulo ainda hoje. Fiquem ligados! rsrsrs
