Epílogo: Fim sem fim.

BetaReader: Antonomásia (Lady T)


Acredite em mim e beba o vinho

E pegue minha mão e me complete

Acredite em mim e beba o vinho

E pegue minha mão e me deixe seguir.

Kiri - Monoral

DRACO

Nesses últimos dois meses depois da queda do Lorde das Trevas a minha vida mudou completamente. Eu estava bem satisfeito, embora eu estivesse horas olhando a tapeçaria da mansão Malfoy que eu não veria mais. Saber que o legado puro sangue dos Malfoy termina em mim. Olhar esses nomes dói um pouco. É mais uma família puro-sangue que deixa de existir.

Bruto Malfoy - Abraxas Malfoy - Lucius Malfoy – Draco Malfoy

É um pouco estranho saber que não terá mais nada depois do meu nome. Mas fui eu quem escolheu e não me arrependo. A minha primeira escolha. A primeira vez que eu não fui apenas uma sombra do nome e brasão Malfoy. A primeira escolha em que eu realmente levo em conta o que eu sinto. Porque Harry é a pessoa mais importante da minha vida. Sem dúvida.

"—Querido, Potter chegou." – Minha mãe disse amável e um pouco triste, embora o nome de Harry fosse dito de maneira preconceituosa. Mas eu não a culpo por isso, até eu mesmo fazia isso. Ela não queria que seu único filho se aliasse aos traidores do sangue. Mas todos já sabiam. O Profeta Diário ainda estava sobre a escrivaninha e tinha uma foto minha e de Harry nos abraçando e beijando no Salão Principal de Hogwarts estampada na primeira página.

Profecia mal interpretada. Eleito salvo. Amor desvendado?

Nós, principalmente eu, estávamos sendo alvo constante dos repórteres e isso já estava dando nos nervos. Potter estava amando não ser mais o centro das atenções do mundo bruxo e isso estava me levando à beira de um ataque histérico. Por mais que nas últimas notícias ele tenha ficado com um papel de vilão, mas, incrivelmente, ele não ligava mais. Contudo eu descontava minha raiva à noite, na cama. E ele não reclamava, sob hipótese alguma.

"—Draco." – Ela tentou me tirar dos meus devaneios.

"—Já vou." – Disse meio ranzinza. Não estava nos meus melhores humores. Afinal eu só estava lá para pegar minhas roupas. Voltaria para o Largo Grimmauld: Nossa casa provisória até voltarmos de nosso último e forçado ano em Hogwarts. Afinal um Malfoy não fica em uma casa tão pequena. Está bem. Não era tão pequena assim, até bem aconchegante e já tínhamos experimentado todos os compartimentos de formas bem picantes, mas eu queria outra, com a MINHA decoração!

"—Meu filho." – Sua voz era uma súplica. "—Você sabe que essa casa estará sempre aberta para você, não sabe?"

"—Sei mãe." – Respondi enquanto ela me abraçava.

"—Seu pai não devia ter feito isso com você." – Ela falou. Com certeza estava tentando conter o choro com sua cabeça afundada em meu pescoço. Agora eu era bem maior que Narcisa. Quando foi que eu cresci tanto?

"—Pelo menos ele não me tirou o direito de usar o nome, mãe." – Dei um riso irônico me afastando dela, retirando o anel com o Brasão da família do meu anelar direito e deixando perto da mesa de cabeceira.

"—Porque ele ainda tem esperanças que isso passe. Ele está muito arrependido do que fez." – Disse com a mesma esperança que ele. "—Toda vez que vou visitá-lo em Azkaban eu vejo como ele fala com amargura dessa sua relação."

"—Eu não vou voltar atrás, mãe." – Disse decidido. Afinal quem desistiu primeiro da família foi ele e não eu. E pela primeira vez na vida eu estava tomando uma decisão realmente séria e por mim mesmo. Era o que eu realmente queria. "—Apologias agora da parte dele já não valem mais. Eu sei que ele quer o melhor para mim, talvez, mas quem sabe dessas coisas sou eu e não ele." – Conclui com um pouco de amargura.

"—Aqui está então." – Ela me deu uma chave. Eu a olhei interrogativo. "—Esta chave é de meu cofre em Gringotes. Herança dos Black, eu não quero que meu filho esteja sujeito a nenhum estranho."

"—Obrigado." – Falei recebendo a chave. A idéia de depender do cicatriz não era muito atraente, se bem que ele pra mim nunca seria um estranho. Encolhi o resto das minhas coisas que estavam ali e as coloquei no bolso.

"—Você vai escrever?"

"—Sim, mãe." – Revirei os olhos. "—Nos feriados, no intervalo, na hora do almoço e até vou redigir algumas cartas na cabeça de Snape também." – Sorri sarcástico olhando a expressão reprovadora dela. "—Quando pudermos sair de Hogwarts eu e Harry viremos aqui, certo?"

Ela apenas afirmou com um aceno de cabeça. Saí do quarto me lembrando do rosto do meu pai enquanto eu segurava a mão de Harry e dizia que ficaria com ele. A repulsa e a raiva atreladas à humilhação que meu pai estava sentindo foi tão grande que eu não gosto nem de lembrar! Mas eu não devia muita coisa a ele, afinal ele preferiu Voldemort a mim, e isso eu NUNCA vou perdoar completamente, pelo menos não por agora. Apesar do meu respeito por ele que sempre irá continuar aqui, mas não vou mais abrir mão das minhas vontades. Como eu disse a mim mesmo no primeiro dia em que eu e Harry ficamos juntos: aquela convicção nunca fora minha de fato. Foi tudo o que Lucius colocou na minha cabeça para que eu acreditasse. Mesmo que agora ele estivesse arrependido.

Harry estava parado de pé na frente da lareira meio nervoso. Também era a primeira vez dele na Mansão Malfoy depois do que aconteceu. "—Pronto?" – Ele perguntou com a voz fraca.

"—Sim." – Respondi. Depois me virei para minha mãe. Eu não queria deixá-la só, mas me conformaria em vê-la em datas importantes e saber que graças aos depoimentos de Potter ela não ficou uma noite sequer em Azkaban, não que ela tenha feito algo de importante, mas ele mentiu um pouco para me fazer feliz. Abracei-a.

Os olhos dela estavam lacrimejantes. "—Sr. Potter." – Virou-se para ele. "—Cuide bem de meu filho."

"—Eu cuidarei." – Ele disse respeitoso.

Não pude privar minha mente livre de imaginar como ele cuidaria de mim e o que pensei não foi nada puro, mas me animava e MUITO!

HARRY

"—Eu não acredito que nós temos que voltar para Hogwarts para fazer os N.I.E.M.s." – Eu disse desanimado enquanto me sentava no sofá do nosso apartamento, me esparramando todo.

Draco deu um dos seus vários risos sarcásticos. "—Qual é, Potter? Tá com medo de mais um ano de aulas?" – Disse erguendo sua sobrancelha direita se sentando ao meu lado.

"—Eu não sou você!" – Eu disse raivoso desviando o olhar dele.

Ele deu uma risada gostosa esticando os braços no encosto.

Eu o olhei com alguns pensamentos nada puros. "—Vamos aproveitar?" – Falei virando meu corpo para ele.

Malfoy me direcionou um olhar azedo. "—E seus amigos? Não vão vir nos perturbar, não?" – Balançou a cabeça negativamente em desgosto. "—Essas foram as piores férias da minha vida, Harry. Você me deve sua existência duas vezes. O que você estava pensando quando decidiu passar alguns dias n'A Toca?" – Me fitou ultrajado. "—Por Merlin! Na hora de comer eles pareciam uma manada de elefantes que nunca viram comida na vida! E o espaço? Acho que foi dilatado dentro daquele cubículo para caber tanta gente."

"—Pare Draco, você gostou." – Zombei. "—Não vai usar o suéter que a senhora Weasley fez?" – A ironia dele estava passando para mim. Se bem que eu nunca fui santo.

"—Que HORROR! Você JURA que eu vou usar aquilo mesmo?" – A expressão dele era impagável.

"—Ahh, não é tão ruim assim. É verde. Ela te deu e nem era Natal." – Sorri para ele pegando na sua mão fazendo um carinho. "—Eu queria fazer você se enturmar. Sabe como vai ser difícil esse ano, não sabe?"

"—Enturmar? Você estava querendo era se livrar de mim. Isso sim!" – A indignação aumentava com o tom e incrivelmente eu não sentia raiva apenas me divertia. "—E não precisa me lembrar de como vai ser a escola Potter." – Expôs amargo.

Dali a uma semana nós iríamos voltar para Hogwarts para o último ano. Eu devia ter vindo antes para o Largo Grimmauld com Draco. N'A Toca quase não tivemos sossego e Gina ainda estava chateada, principalmente com o que saiu no jornal. Mas foi um pedido de Ron que se estendeu de livre e espontânea vontade para Malfoy. Na realidade acho que Hermione deu uma forcinha. E eu queria estar mais perto da família, afinal a senhora Weasley perdeu dois de seus filhos. Isso era doloroso. Queria de alguma forma dar apoio e acho que Draco só consentiu por causa disso, ele me entende como ninguém embora não demonstre. Eu apenas sei e isso é o que importa.

Soergui a mão e toquei levemente no rosto alvo de Draco. Achei mais pálido do que o normal, mas quem sabe fosse apenas impressão. Afaguei carinhosamente o seu rosto. Quando ia me aproximando para o beijo ele bocejou. "—Já está com sono?" – Juntei as sobrancelhas.

"—Já, mas eu não quero dormir." – Disse perdido em pensamentos. "—Tô me sentindo meio pesado esses últimos dias." – Disse refletindo calmamente.

"—O que foi?" – Ele parecia meio amargurado. Será que ele desistiu? Arrependeu-se? "—Se... se é por causa d'A Toca. Podemos não ir mais lá para passar tanto tempo." – Falei hesitante.

"—Não é nada com os seus amiguinhos pobretões, Potter."

"—Então o que é?" – Eu perguntei, embora não tivesse com tanta certeza se queria saber.

"—Sei lá..." – Ela parecia não querer dizer.

"—Draco, seja o que for. Eu vou entender." – Falei calmamente. "—Depois daquela bomba que saiu no profeta, depois do seu pai quase te deserdar, depois de termos que viver sob a mira de flashes de câmeras, nós ainda estamos juntos e eu gosto muito de estar com você." – Respirei fundo. "—Você não me quer mais, é isso? É por causa da sua família?" – Eu não podia viver com aquela dúvida. Não depois de tudo que passamos juntos.

Ele soltou uma risada alta. "—Por Deus, Potter! Andou tomando poções que produzem alucinações?" – Balançou a cabeças negativamente e prosseguiu com ar risonho, mas que foi morrendo em cada palavra. "—Não é isso Harry. As portas da minha casa sempre vão estar abertas para mim. Eu fiz a minha escolha, mas tudo tem um preço." – Ele me olhou carinhosamente mexendo em alguns fios revoltos da minha cabeça.

"—E qual é o seu?"

"—A tapeçaria. Você não viu?"

Franzi o cenho. Ele queria uma tapeçaria? Depois me situei. Ele estava falando do legado dos Malfoy. Terminaria nele. "—Nós podemos-"

"—Não Potter. Aqui não funciona como no mundo trouxa. A ligação mágica passa pelo sangue." – Pareceu ler meus pensamentos. "—Mas isso não tem mais importância agora."

Eu o abracei e ele correspondeu de maneira forte. Ficamos assim não sei mais por quanto tempo. Dando carinho um ao outro e eu sentindo o cheiro gostoso que ele exalava.

Nós ficaríamos juntos para sempre, importasse o que fosse. Foi isso que Draco quis dizer, ao seu modo, claro.

DRACO

Uma semana depois.

Nós estávamos todos em casa no Largo Grimmauld. Já estávamos arrumados com a farda e com os malões prontos.

Esperávamos apenas a Granger pegar o gato dela que queria ficar grudado no sofá. Eu não queria saber, Harry teria que comprar um sofá novo. Era isso que eu berrava enquanto o Weasley tentava puxar o animal que rasgava ainda mais o pano, ela gritava falando algo sobre "matar o gato" e o ruivo dizia algo como "faria o bem a humanidade". Harry não falava nada, apenas me olhava com aquela cara de paisagem. A senhora Weasley tentava me acalmar dizendo que era só usar um feitiço. A di Lua apenas usava aqueles seus óculos ridículos, que ela guardara do ano passado, olhando para o nada com um sorriso idiota. Afinal porque ela estava ali mesmo? Eu não sei! Arthur Weasley não estava nem aí enquanto falava que Harry nunca explicou direito para ele a utilidade de um pato de borracha para o professor Lupin que sorria amarelo, também sem saber pra quê se usava aquele negócio. A única quieta era a Weasley fêmea que estava sentada no penúltimo degrau da escada rindo aos montes. Senti vontade de ir à cozinha e jogar sal sobre ela pra ver se ela não ficava mais tão insossa.

O que eu não daria para ter Snape ali, mas ele ainda era o diretor e bom, não perderia o tempo dele com aqueles pobretões. Eu sinceramente não sabia o que aquela manada fazia ali. Mas eu relevei pela 955ª vez. Eu estava praticamente encurralado com aqueles pobretões de um lado e namorando o cicatriz do outro. Eu estava tecnicamente acuado. Pedindo pela morte certa.

Então... O QUE EU ESTAVA FAZENDO ALI!?!

Só Merlin sabe. Talvez eu estivesse sob forte efeito de uma poção do amor ou de alguma magia obscura como saiu no Profeta Diário.

Todos já tinham se acostumado com a minha presença e aceitado o relacionamento meu e de Harry. Tudo estava na santa paz (em termos genéricos). Teríamos mais um ano e graças a Merlin o último. Mas era um porre ter que voltar para aquele castelo e olhar na cara dos meus antigos 'amigos' de casa que com certeza mal dirigiriam a palavra a mim. Ou talvez não, por eu ser o mais aclamado agora pelo mundo bruxo. Agora eu sentia na pele o que Harry sentiu desde que entrou em Hogwarts pela primeira vez, mas isso é pra mim segurar minha língua grande (Como se realmente eu fosse segurar).

Mas do nada a gritaria ficou mais alta e me calei com uma dor de cabeça enorme. Será que eram resquícios da guerra? Afinal só se passaram um pouco mais de dois meses. Estava tudo ainda muito recente e o medibruxo disse que eu fui exposto por muito tempo a magia muito poderosa.

"—Draco? O que foi?" – Harry perguntou preocupado segurando meu cotovelo. "—Você está pálido. Mais que o normal."

"—É coisa da sua cabeça Potter. Deixe-me em paz." – Falei tentando me recompor.

Ele se interrompeu, pois sabia que seria pior se continuasse. Porém ainda continuava com aquela cara de preocupação.

A tonteira parou. Mas ainda tinha uma bendita náusea que subia no meu estômago. Porém dava para controlar muito bem. Um Malfoy não é derrubado por coisinhas tolas como essas.

Então nós todos fomos como trouxas. Que tosco! Dentro de um negócio com rodas que eles chamavam de carro, todos super apertados. Eu tinha que ficar mesmo quase cheirando o chulé do Weasley? Sinceramente eu devo ter depredado o túmulo de Merlin e ter cuspido nos cabelos de Morgana ou talvez ter pisado na cabeça de Mordred no seu leito de morte. E tudo sem estar lembrando absolutamente nada! Talvez eu estivesse muito louco na hora e agora eu pagava um pecado que eu nem recordava. Era demais para a minha fina beleza. Lástima!

O carro parou. Mas eu realmente me senti indeciso entre o alivio e o pânico. O que era toda aquela gente? Meus olhos se arregalaram instantaneamente. Minha mão se afrouxou e o malão escorregou assim que coloquei o pé para fora do carro. Aquilo era tão desesperador que me dava fome.

"—Que foi Draco?" – Harry segurou meu corpo pela cintura.

"—O... o que é toda essa gente, Harry?" – Questionei TOTALMENTE ALARMADO.

"—Trouxas, Draco. Essa é a King's Cross." – Franziu o cenho como se fosse A COISA MAIS NORMAL aquela multidão de abutres feiosos.

"—Mas... cadê a plataforma?" – Perguntei enquanto entrávamos. Eu estava meio entorpecido pelo pânico.

"—Essa é a parte trouxa, Draco." – Começou Lupin, ele parecia o mais sensato daqueles malucos. "—Você deve sempre ter vindo com chave de portal, certo?"

Confirmei com um aceno de cabeça. Nervoso demais para dizer algo que fosse. "—Harry." – Olhei para o cicatriz que se aproximou de mim, guiando meu corpo até onde ficaríamos seguros, ou seja, na parte mágica da coisa.

Ele entendeu me abraçando e levando o meu malão.

HARRY

"—Senhor Malfoy. Senhor Malfoy!" – Chegaram dois homens um com uma câmera enorme na mão e outro com uma pena de repetição rápida se dirigindo a Draco. "—É verdade que o senhor é mesmo violentado por seu futuro marido? É verdade dos rumores que apesar da profecia o senhor resolveu mandar Potter para aquele-que-não-deve ser-nomeado para se ver livre dos abusos?"

"—Saiam daqui, seus abutres!" – Urrei. Até a paciência de Harry Potter tem limites. Aquilo aumentaria ainda mais as fofocas de que eu não era um bom namorado, mas dane-se.

Draco sorriu me vendo enxotar aqueles bicudos para longe. Ele incrivelmente gostava quando eu aflorava mais o meu lado sonserino.

No expresso tudo foi na mais Santa calma, mas como sempre imprevistos acontecem. Alguns alunos do segundo ano se vestiram de dementadores e fingiram invadir o trem com snaps explosivos dizendo que tinham aprendido, com o professor de estudo dos trouxas no ano anterior, uma brincadeira chamada RPG¹.

Essa foi a deixa para o salvador-do-mundo-Malfoy querer bater nos pivetes ameaçando os mesmo de arrancar seus cérebros pelos seus narizes com hashis.

Quando chegamos os novos alunos já haviam sido escolhidos pelo chapéu seletor que já fora recolhido. Os professores estavam sentados e comendo suas refeições e observei meus velhos companheiros de escola. Dei um selinho em Draco onde todos da escola pararam para ver tal cena e o vi rumando para a mesa da Sonserina todo sorrisos por chamar a atenção.

Para o meu espanto, todos (quase, na verdade) os alunos da casa da cobra se aproximaram do meu loiro com certo interesse, fazendo perguntas aos sussurros e tudo mais. Senti o monstro do ciúme se retorcer no meu estômago principalmente quando Pansy Parkinson se levantou e o abraçou, mas seria bem melhor daquela forma. Assim ele não ficaria reclamando tanto no pé do meu ouvido.

Os meninos me saudaram alegremente apesar de Simas ainda estar meio estranho para o meu lado desde que me viu aos beijos com Draco e ter saído dizendo como tudo aquilo era nojento sob as risadas de Dino Thomas.

DRACO

As primeiras semanas foram um saco. Tudo bem. Eu adorava ser o centro das atenções, mas além daqueles idiotas babões estarem me sufocando, alguns ainda me tratando mal e com sarcasmo por causa de suas famílias o pior era sentir aquelas dores ainda mais fortes na minha cabeça, aquela moleza no meu corpo, aquela fome desgraçada que estava fazendo nada bem para o meu corpinho lindo e querer desesperadamente toda noite que Harry me possuísse. Certo, a última parte era a mais feliz embora meu orgulho dominador Malfoy estivesse indo pelo ralo, mas estava cada vez mais difícil de esconder.

E Potter não era bobo.

"—Draco, você está estranho." – Harry repetia pela 20ª vez só naquela noite sentado ao meu lado em uma cama improvisada no chão poeirento de uma sala abandonada em algum lugar do quinto andar.

"—Cala a boca Potter. Eu estou bem." – Torci o nariz. Não me daria por vencido. Levantei-me para abotoar a minha blusa, mas senti uma tontura, o meu corpo fraco, aquela maldita dor voltando, o mundo me engolindo e a consciência indo para bem longe...

HARRY

Eu segurei seu corpo. Draco tinha acabado de desmaiar e então pensei rápido: Madame Pomfrey.

Carreguei o meu loiro até a enfermaria. Estava um pouco mais difícil, pois ele parecia mais pesado. Ele engordou? Não vou nem falar sobre isso com ele senão ele vai ter um ataque histérico sobre beleza. Esse narcisista maluco.

"—POTTER?" – Exclamou Pomfrey a me ver com Draco nos braços. "—O que ele tem?" – Eu nunca iria me acostumar com os nervosismos daquela mulher.

"—É o que eu gostaria de saber!" – Falei meio raivoso deitando ele em uma das camas. Afinal se eu soubesse o problema talvez não tivesse levado Draco ali.

Como era cedo da noite. Hermione acabou aparecendo com Rony. Eles queriam saber se eu estava bem, pois me viram na enfermaria através do Mapa do Maroto. Que foram seguidos por Pansy que se espreitara nos corredores atrás de meus amigos junto do Zabini. A algazarra só foi mesmo ficar completa quando Pomfrey com uma cara de preocupação chamou Severus, McGonagall e o professor Lupin.

Ela conjurou um feitiço que eu nunca ouvira na vida. E uma luz irrompeu da varinha dela e rodeou Malfoy que acabara de acordar.

"—Ei, ei. O que vocês estão fazendo?" – Perguntei ao ver o corpo de Draco brilhar e ele me olhar de modo confuso.

Eu fui ao seu encontro segurando sua mão e apertando com força, mas não o suficiente para machucar.

Vi os professores nos olharem pasmados, principalmente para Draco.

"—O que foi? Eu vou morrer?" – Ele perguntou alarmado. Malfoy e sua veia dramática...

"—Não. Não. Definitivamente não senhor Malfoy." – Sorriu madame Pomfrey enquanto Lupin apenas arregalou os olhos e Severus erguia a sobrancelha direita. "—Você vai dar vida. E duas!"

"—O QUÊ?" – Nós dois gritamos ao mesmo tempo. Meu Deus aquilo não era possível? Eu nunca estudei em colégio trouxa, mas que eu saiba tem algo com o óvulo, não?

Draco me olhou alarmado, mas com um leve sorriso. E eu o fitei com um riso tímido, apesar daquilo tudo ser APAVORANTEMENTE IRREAL.

Aquilo só podia ser um milagre e dos poderosos. Definitivamente quem possuía os nomes Draco Malfoy e Harry Potter não teriam sossego. Contudo esse eu queria e pelo brilho nos olhos de Draco, ele também.

Ficaríamos juntos para sempre. Isso era um fato. Mas quanto a uma calmaria... Eu já não poderia dizer nada.


Legenda:

¹ RPG: Role Playing Game. Jogo de interpretação de personagens, sendo eles criados ou não. Onde alguém mestra o desenvolver da estória. Pessoas, em hipótese alguma, levem essa brincadeira para o lado ruim. Até porque eu costumo jogar esporadicamente e é muito divertido se for feito de maneira saudável, além de trabalhar o raciocínio rápido. Viva ao D&D!. :3

N/A:

Até que enfim. O fim! Bom, não é o fim propriamente dito, mas os problemas estão sanados. Pelo menos os relacionados a guerra e a continuação da linhagem Malfoy e Potter :3 Espero que tenham gostado. ^^'

● Eu faço continuação com M-preg? (Se tiver, eu vou pender mais para o humor. Embora eu não goste muito das minhas narrações de humor u.u')

Eu NÃO gosto de fins com lacinhos todos prontinhos e feitos. Isso não é comigo. Gosto de dar espaço para vocês imaginarem. E muito. (Tudo bem, realmente ficou fim de novela –q /euri) =p Mas detesto que algo termine por completo e foi a única saída que encontrei. =D

● Para as pessoas que gostam de detalhe como eu e quiser ver algo mais sobre a fic (O artigo do Daily the Prophet e o set list): Olhe os extras que já está postado!

Para fics anônimas: e-mail.


Agradecimentos especiais:

Lady T. (É uma que pena seu 'prazo de validade' tenha acabado, você foi uma ótima beta). SamaraKiss 'Márcia B. S.' (Nossa, eu realmente amei suas reviews e suas fics também). Reece River (Meu bem, obrigada por sempre me apoiar em qualquer fandom que eu entre). Freya Jones (Minina, não tenho palavras para você suas reviews são simplesmente *-* /sempalavras). Angelina Corelli (Leitora 10.000, você recebeu meus e-mails de como fazer a sua conta?)

Kissus.

Mello Evans.